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segunda-feira, 11 de abril de 2022

SL Benfica 3-1 Belenenses SAD: Darwin devolve a “Luz” ao Estádio


"A Crónica: Hattrick De Darwin Resolve Adversidades Encarnadas

Na 29ª jornada da Liga Portuguesa, o SL Benfica recebeu o último classificado Belenenses SAD, naquele que seria o último voo das águias (para o campeonato) antes do clássico com o Sporting CP. Mal sabia que teria logo uma asa partida.
A Belenenses SAD não teve medo da distância pontual e arrefeceu o caldeirão da Luz com um golo muito cedo (3´). Afonso Sousa iniciou a jogada pelo corredor central, tocou em Rafael Camacho que produziu um belo lance individual e devolveu a Afonso Sousa para terminar o serviço.
Face ao bloco baixo compacto da Belenenses SAD, o SL Benfica ainda enfrentou algumas adversidades quer na criação de grandes oportunidades, quer na finalização.
Tentaram, tentaram e conseguiram. Taarabt aproveitou o erro do médio Sithole e colocou muito rápido em Darwin que construíra o empate (1-1). Ao intervalo, a quantidade de remates do Benfica era gigantesca, mas as grandes oportunidades escassas e a finalização fraca. Teria de haver uma melhoria para a segunda parte.
E não é que houve mesmo! Em quatro minutos, o mar vermelho inundou o azul com dois golos de Darwin (3-1 aos 58´ – hat-trick do uruguaio e assistências de Taarabt e João Mário).
Estávamos perante um massacre total que, pouco depois, acalmaria para sempre. O resultado estava selado e a emoção guardada para outro dia. Até ao final, o SL Benfica rodou a equipa e controlou a partida de forma segura e tranquila, vencendo por 3-1 à Belenenses SAD.

A Figura
Darwin Núñez (SL Benfica): Quem mais poderia ser? Quando se marca um hat-trick depois de a sua equipa estar a perder, não restam muitas dúvidas. Teve três grandes oportunidades e marcou as três, devolvendo a “Luz” ao Estádio. O herói da partida.

O Fora de Jogo
Diogo Calila (Belenenses SAD): Foi substituído ao intervalo o que não surpreende muito. Acertou apenas seis passes (46% de posse de bola), perdeu o esférico sete vezes e apenas venceu um em cinco duelos terrestres. Não foi uma boa tarde para o lateral-esquerdo da Belenenses SAD.

Análise Tática – SL Benfica
No duelo com a Belenenses SAD, Nélson Veríssimo apostou numa dinâmica de 4-2-3-1 com várias surpresas no 11 inicial: Valentino Lazaro, Felipe Morato, André Almeida, João Mário e Diogo Gonçalves.
As águias saíam a jogar através de uma dinâmica de três defesas (Morato, Otamendi e André Almeida). Na primeira parte, enfrentaram algumas dificuldades: criação de grandes oportunidades (nos primeiros 20´) e depois na finalização – um aspeto que seria melhorado ao intervalo.
No segundo tempo, face porventura ao desgaste físico do adversário, aproveitou muitos espaços e marcaram dois golos. Ao longo da partida, variaram entre o ataque organizado e o ataque na profundidade, consoante o que o jogo pedia.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (5)
André Almeida (7)
Felipe Morato (7)
Nicolás Otamendi (7)
Valentino Lazaro (7)
Soualiho Meité (6)
Adel Taarabt (9)
Everton (6)
João Mário (7)
Diogo Gonçalves (7)
Darwin Núñez (9)
Subs Utilizados
Rafa (5)
Gonçalo Ramos (5)
Roman Yaremchuk (5)
Paulo Bernardo (-)
Tomás Araújo (-)

Análise Tática – Belenenses SAD
Diante do SL Benfica, a Belenenses SAD sustentou-se num 4-2-3-1 que, a defender, se transformava num 4-4-2 com as duas linhas bem próximas (média e defensiva) de modo a fechar os espaços entrelinhas e o jogo interior, limitando a construção ofensiva encarnada.
Na primeira parte, apresentaram um bloco baixo bem compacto defensivamente no qual procuravam surpreender em transições rápidas. Na segunda parte, quebraram o rendimento e não igualaram o trabalho nos primeiros 45´.

11 Inicial e Pontuações
Luis Felipe (6)
Diogo Calila (4)
Thibang Phete (7)
Yohan Tavares (7)
Carraça (5)
Braima (5)
Sphephelo Sithole (5)
Yves Baraye (5)
Afonso Sousa (7)
Rafael Camacho (6)
Safira (5)
Subs Utilizados
Nilton Varela (5)
Danny (6)
Licá (6)
Sandro (7)
Pedro Nuno (7)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
BnR: Boa noite, míster. Do meu ponto de vista, na primeira parte, o Benfica teve algumas dificuldades: construção de grandes oportunidades (nos primeiros 20´) e depois na finalização. Na segunda parte, conseguiu ter mais espaço no meio-campo adversário, criar ótimas combinações e melhorar a finalização. O que mudou taticamente da primeira parte para a segunda?
Nélson Veríssimo: Relativamente à mudança, a intensidade que nós colocamos no jogo foi empurrando a estrutura defensiva para zonas mais recuadas. Começámos a jogar em zonas mais adiantadas naquilo que é o nosso posicionamento.
Sabíamos que em função da posição mais baixo da Belenenses, teríamos de fazer uma circulação à largura mais rápida naquilo que são os ritmos do jogo; alternar entre os passes curtos e mais longo de um corredor para o outro para mexer com a estrutura defensiva do Belenenses.
Procurámos também atrair essa estrutura com passes mais recuados entre os nossos médios e centrais para manipular a organização defensiva do Belenenses. Julgo que em muitos momentos o conseguimos nas tantas combinações que fizemos pelos corredores laterais e nos momentos de transição.
Penso que aquilo que possa ter mudado da primeira para a segunda parte foi mais rigor nos nossos posicionamentos, acima de tudo na dinâmica da circulação da bola e sermos objetivos no ataque à profundidade no ataque à baliza.

Belenenses SAD: Não foi possível colocar pergunta ao treinado da Belenenses SAD, Franclim Carvalho."

Darwin Núñez, a vida entre milhões


"Com três golos do melhor marcador da I Liga, o Benfica voltou às vitórias ao bater (3-1) a Belenenses SAD. A meio da eliminatória contra o Liverpool e envolto em rumores sobre uma transferência milionária, Darwin mantém as águias ligadas ao campeonato

Há jogadores cujas arrancadas, antes de começarem no relvado, já tiveram início na mente dos adversários. Futebolistas com um poder de intimidação que, por vezes, pode nem ter correspondência em real perigo, mas que se traduz em entusiasmo para os seus e medo para os rivais, fatores mentais que não são de rejeitar num jogo que começa na cabeça antes de se expressar pelas pernas.
Darwin Núñez é um desses casos. O uruguaio não é o mais refinado dos dianteiros, tem tendência a pecar na tomada de decisão e, ocasionalmente, realiza gestos técnicos pouco precisos. Não será um produto acabado nem um protótipo de avançado académico, mas tudo isso parece ser esquecido quando Darwin arranca. Se o uruguaio mete os olhos na baliza, há quem jure que o som do seu galope ecoa através da relva.
Longe do título, relativamente afastado do segundo lugar e a meio de uma sedutora eliminatória contra o Liverpool, receber o último classificado do campeonato poderia tornar-se num frete de tarde de sábado para o Benfica. O golo da Belenenses SAD, marcado aos 3 minutos, poderia até acentuar a sensação de dificuldades.
Mas a genica de Darwin é pouco amiga de desconexões e a presente lua de mel que o uruguaio vive com o golo é o melhor atalho para manter o Benfica ligado a um campeonato onde tem sido pouco feliz. O hat-trick do avançado deu a volta à desvantagem, oferecendo o triunfo (3-1) ao Benfica numa fase em que tudo o que está relacionado com Darwin parece ser milionário: os jogos contra o Liverpool na Liga dos Campeões, os rumores de transferências para grandes clubes, os (muitos) golos que marca.
Fiel ao que tinha sugerido na antevisão do embate, Nélson Veríssimo rodou mais de meia equipa, colocando um olho em Anfield. André Almeida (só um jogo a titular em 2022), Morato, Lazaro, Meïté, João Mário (não atuava de início desde janeiro) e Diogo Gonçalves foram lançados de início, mas a visita da única equipa do campeonato que nunca ganhou fora de casa começou atribulada para o Benfica.
Ainda mal se tinha jogado quando a inteligência de Afonso Sousa aproveitou uma perda de bola em zona central para lançar Rafael Camacho, desejoso de mostrar o seu talento. O extremo cedido pelo Sporting dançou à frente de Adel Taarabt, ficando com caminho aberto para devolver o passe a Afonso Sousa, que abriu o marcador.
A desvantagem trouxe ao de cima um Benfica nervoso, estado mental que transparecia da bancada para o relvado e do relvado para a bancada. Aproveitando uma bola mal socada por Luiz Felipe, Otamendi esteve perto do empate, mas Camacho, num remate de fora da área, também obrigou Vlachodimos a aplicar-se.
Teve de vir uma das figuras do campeonato ao resgate do Benfica. Após uma perda de bola no início de construção dos visitantes, Taarabt, eficiente na pressão, serviu Darwin, que não tremeu na área e atirou para o 1-1. Estavam decorridos 22 minutos e o resto do primeiro tempo foi quase uma avalanche de oportunidades para ambos os lados.
Naturalmente mais perigoso, o Benfica esteve perto do 2-1 através de Everton (remate ao poste), Diogo Gonçalves (tiro desviado por Calila) e Taarabt (tirou um adversário da frente e ficou a centímetros do golo). Do outro lado, a Belenenses SAD encontrava uma defesa passiva sempre que atacava. Camacho, em nova tentativa de longe, e Safira, no coração da área, estiveram quase a devolver a vantagem aos forasteiros.
O segundo tempo começou em tom idêntico, com Everton e Diogo Gonçalves a não terem boa pontaria. Com 27 remates feitos em todo o desafio, a falta de eficácia perseguiu todos os jogadores do Benfica. À exceção de um, que contou com um aliado de futebol peculiar.
Adel Taarabt é um jogador cujas virtudes acentuadas são espelhadas por defeitos marcados. Criativo entusiasta, perde bolas em zonas comprometedoras; fantasista reconhecido, não entende o jogo sem ser tentando tirar coelhos da cartola constantemente. Tê-lo em campo é saber que algo acontecerá, para o bem ou para o mal.
Depois de já ter assistido Darwin para o 1-1, o marroquino voltou a ser protagonista aos 54'. Aproximou-se de entrada da área e tentou um passe entre a defesa da Belenenses SAD para o uruguaio. A primeira tentativa foi travada, mas Taarabt não é homem de se deixar inibir. Voltou a tentar e, à segunda, o passe lá entrou em forma de bela assistência.
Bola em Darwin, meia rotação, remate, golo. 2-1.
Quatro minutos depois do 2-1, outro médio de futebol requintado encontrou o poderoso uruguaio. João Mário tem estado afastado das opções de Veríssimo, mas atuou com vontade de mostrar que aqueles pés de veludo contêm futebol mais do que suficiente para ser tido em conta neste plantel. O seu futebol cerebral tem uma natureza bem diferente da de Taarabt, mas, se os opostos se podem atrair, a complementaridade entre os dois poderá ter dado ideias a Veríssimo.
Assistido por João Mário, Darwin atirou para o 3-1. Com 24 golos no campeonato e 30 na temporada, vai encontrando um lugar entre a elite dos goleadores do Benfica.
A descomplexada Belenenses SAD de Franclim Carvalho deu muito espaços a defender, não correspondendo ao conjunto que se apresentou na Luz depois de três jornadas sem sofrer golos. No entanto, os visitantes nunca deixaram de ameaçar Vlachodimos. Perto do fim, Afonso Sousa desperdiçou duas boas chances para reduzir, uma delas após perda de bola comprometedora de Meïté — que nem numa tarde aproveitada por alguns companheiros para reclamar mais minutos conseguiu realizar uma exibição convicente.
Entre os milhões de sonhos que o Benfica levará para Liverpool, tentando-se manter vivo na Champions, e os milhões de rumores aos quais Darwin está associado, o avançado lá vai marcando golos, também eles em grandes quantidades. Neste Benfica de incertezas, longe dos objetivos traçados para as competições internas, é o uruguaio que vai mantendo a equipa presente no quotidiano do campeonato."

Bigodes: B Sad...

O Benfica Somos Nós #54 - B Sad...

sábado, 9 de abril de 2022

Vermelhão: Darwingol!!!

Benfica 3 - 1 B Sad


Apesar do golo sofrido, no primeiro ataque do B Sad, não temi o resultado final! A equipa desde inicio tentou dar intensidade à partida, era só uma questão de quando é que a bola iria entrar... e desta vez, não falhei!

Muitas alterações, a pensar no jogo de Quarta em Anfield, provavelmente só 5 titulares de hoje, vão repetir a 'dose' na Champions, mas parece que o jogo da última Terça, deixou a equipa com o 'vírus' da velocidade, pois a estratégia passou por tentar resolver o jogo cedo... Com o golo sofrido de entrada, acabou por levar mais algum tempo a resolver a partida, mas chegámos lá...!!!

O Darwin, está com a confiança toda... até marca com a canhota!!! Infelizmente, a marcar golos desta maneira, já sabemos o que nos espera no próximo defeso!!!! Mas existem mais 'melhorias': o Everton dos últimos jogos parece outro jogador... o Meité a '6' é jogador, hoje até o Lázaro esteve bem... O Adel, volta a errar no golo do adversário, mas 'oferece' dois golos!!!

Sem impacto no resultado, não posso deixar de falar da arbitragem! Foram várias as decisões completamente absurdas: desde lançamentos laterais 'trocados' de forma inacreditável; jogadores a agarrar os nossos jogadores, e a ser marcada falta contra o Benfica; o facto de aparentemente qualquer tentativa dos nossos jogadores pressionarem o adversário ser considerado, só por si, falta! Foram tantas as faltas ridículas assinaladas aos nossos jogadores, que este jogo pode servir de exemplo, de como o  Benfica no Tugão é submetido a um conjunto completamente diferente de regras!!!

Agora, com pouca pressão, vamos a Anfield! As esperanças de qualificação são quase nulas, mas existe a convicção que podemos deixar uma boa imagem, com o jogo parecido com a 2.ª parte do jogo da 1.ª mão...! 

Mais um empate... com mais uma mãozinha!

Benfica B 0 - 0 Estrela Amadora


O melhor em campo, foi o guarda-redes adversário, fizemos o suficiente para ganhar, principalmente no 2.º tempo, contra um adversário matreiro, que fartou-se de fazer anti-jogo... Numa partida, onde devido às ausências o treinador resolveu alterar o Modelo de jogo, mas a equipa acabou por não se ressentir das mudanças...
Perto do fim, mais um daqueles lances, onde só mesmo a má vontade, pode explicar a não marcação dum penalty a favor do Benfica! Mais uma vez, não é um lance duvidoso! É um lance claro, que é impossível os apitadeiros não terem visto! Não marcaram, porque não quiseram!!!

Manter a onda...!!!

Xico 25 - 38 Benfica
(13-17)

Vitória esperada, com competência, apesar de algumas poupanças...

Ladroagem à solta!

Benfica 1 - 5 Corruptos

Mais um roubo épico... é só mais um! Desta vez, marcaram um golo, após o árbitro ter apitado uma falta, com os jogadores parados, e após uma 'discussão' entre os dois apitadeiros, validaram o golo!!! Como mesmo assim, não foi suficiente, uma falta fora da área foi transformada em penalty... e assim apareceu o 2.º golo!!!!! O jogo terminou com um placard extraordinário: 17-5 em faltas!!!! Sendo que  que a 4.ª e a 5.ª falta dos Corruptos, só apareceram já com 1-5 no marcador!!!!

Sim, o Benfica podia ter sido menos perdulário em frente da baliza, mas como é que é possível vencer o jogo destes?!!!! Até porque, se o tivesse sido necessário, eles 'inventariam' outra qualquer forma de roubar ainda mais...!!!

O protesto do Benfica, não vai dar em nada... devíamos ter saído do ringue imediatamente!

Na Final da Taça


"Depois de ontem vencermos a Oliveirense, hoje defrontamos o FC Porto no jogo derradeiro da Taça de Portugal de hóquei em patins. Uma hora mais tarde entramos em campo frente ao B SAD. A agenda benfiquista para hoje preenche esta edição da News Benfica.

1
Hoje recebemos, na Luz, às 18h00, o B Sad, que tem vindo a recuperar na classificação e não conhece a derrota há quatro jogos consecutivos. Na opinião de Nélson Veríssimo, "vai ser um jogo difícil". O nosso treinador considera que "o B SAD nada tem a perder e pode jogar em bloco médio-baixo, com saídas em transição". E refere ainda que o percurso recente do B Sad motiva o reconhecimento da "qualidade e mérito à equipa e ao que o novo treinador tem feito".

2
Segundo Veríssimo, a escolha dos jogadores a utilizar será feita "tendo em conta a estratégia, mas também quem estará melhor do ponto de vista físico", mas sempre respeitando o elevado grau de exigência inerente a quem representa o Benfica: "O que os nossos adeptos querem é que façamos um bom jogo e ganhemos ao B SAD. Esta, para já, tem de ser a nossa principal preocupação."

3
Outro dos destaques do dia é a final da Taça de Portugal de hóquei em patins (17h00, Paredes). Frente ao FC Porto, a nossa equipa só tem um desígnio em mente: ganhar e levar o troféu para o Museu Benfica Cosme Damião. Para que consigamos ganhar este título, é imprescindível que os Benfiquistas acompanhem a nossa equipa e a apoiem num jogo que se espera muito difícil. Hoje, em Paredes, vamos apoiar o Benfica!

4
São várias as nossas equipas em ação ao longo do dia, além das já acima referidas. A equipa B de futebol joga às 14h00 no Benfica Campus frente ao Estrela da Amadora. Uma hora mais tarde, na Luz, a nossa equipa feminina de basquetebol defronta o V. Guimarães no jogo 2 dos quartos de final dos play-offs. Também às 15h00, mas em Guimarães, visitamos o Xico Andebol, e no voleibol feminino há o quarto jogo das meias-finais do Campeonato no pavilhão do AJM/FC Porto. Em râguebi, encontro com o AAC Rugby no Estádio 1.º de Maio. Às 16h30, a equipa feminina de andebol recebe, na Luz, o SIM Porto Salvo, e às 20h30 temos Liga Europeia de hóquei em patins (feminino) na Luz, ante o CS Noisy Le Grand.

5
Faz hoje 100 anos que o Benfica jogou pela primeira vez na ilha da Madeira, tendo sido o primeiro clube de Portugal Continental a fazê-lo. A partida de Lisboa deu-se quatro dias antes e a comitiva era composta por 18 elementos. Saiba mais na próxima edição do jornal O Benfica."

Lanças Apontadas...




3x4x3



Segunda Bola...


Números que falam por si


"Campeonato: o que faz a diferença quando nem sempre se pode ou se consegue fazer boas exibições?

Diz-se que jogar bem é meio caminho para somar vitórias, mas o que faz a diferença quando nem sempre se pode ou se consegue fazer boas exibições? Há números que ajudam a explicar.
Neste texto e nos gráficos que o ilustram, integrados na edição desta semana do jornal O Benfica, apresentam-se alguns deles, sem se pretender escamotear o facto de que o Benfica, na presente edição do Campeonato, deve a si próprio um desempenho consentâneo com a sua grandeza, objetivos e investimento e, paralelamente, sem se perder de vista que as vitórias trazem vitórias e que os campeonatos são provas de regularidade que se conquistam pela acumulação de pontos.

Comecemos pelo número de cartões vermelhos mostrados a jogadores adversários. Feita a análise aos cinco primeiros classificados dos campeonatos dos 15 países com melhor ranking europeu de clubes da UEFA, constatamos, sem qualquer surpresa, que o líder incontestado é o FC Porto.

É certo que um qualquer clube haveria de liderar este ranking e o FC Porto poderia ser o clube de ocasião no topo desta lista, mas repare-se no seguinte: do conjunto de 75 clubes analisados, apenas 12 beneficiaram de 6 ou mais expulsões de jogadores adversários. O trio dos ocupantes do segundo posto viram 8 adversários expulsos. O FC Porto, 11. Onze! Sporting, 6, e Benfica, 4, não chegam, juntos, aos 11 do FC Porto.

Há, neste dado, uma óbvia vantagem para os portistas. Traduzindo estes cartões vermelhos em tempo efetivo de jogo em superioridade numérica (incluindo minutos adicionais), temos 479 minutos para o FC Porto, 178 para o Benfica e 108 para o Sporting. São mais de 8 horas, o equivalente um pouco acima de cinco jogos, para o FC Porto em superioridade numérica.
Observando os jogos em concreto que o FC Porto se viu em superioridade numérica, contam-se 9, enquanto o Sporting teve 5 e o Benfica ficou-se pelos 3. Acresce que em mais de metade dessas partidas (5), o FC Porto ainda não se encontrava em vantagem no marcador quando ficou com mais um jogador em campo (dois a perder e três empatado).

Também nos cartões amarelos se observa a mesma tendência: adversários do Benfica, 82; adversários do Sporting, 94; adversários do FC Porto, 106.
E há o reverso da medalha: o Benfica esteve em inferioridade numérica 185 minutos, o Sporting 76 e o FC Porto apenas 30.

Quando não se joga sempre bem, há decisões que ajudam uns mais do que outros, e isso reflete-se na classificação."

Na Final...

Oliveirense 1 - 3 Benfica

Estamos na Final da Taça de Portugal, depois de uma vitória sólida, onde fomos superiores.
Amanhã, contra um adversário que recentemente goleámos, não será fácil, mas temos tudo para conquistar um título... algo que tem sido raro nesta secção!

Juniores - 6.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica
Nóbrega


Dois pontos perdidos, numa partida onde salvámos o ponto, à entrada dos descontos!
Já se sabia que o jogo ia ser um dos mais complicados, não jogámos muito bem, mas podíamos e devíamos ter marcado... o empate já era injusto, a desvantagem super-injusto, mas lá safámos o pontinho!

Agora, para a semana, teremos a eliminatória da Youth League, com o Sporting, para alguns destes jogadores...

Duas caras, um SL Benfica: quando a motivação fica na fronteira


"Para ti, qual é o motivo para que haja uma equipa com duas caras diferentes?

Perdidas ambas as Taças, a de Portugal e a da Liga, e vendo fechada a hipótese matemática de lutar pelo título português, o SL Benfica tem apenas a Liga dos Campeões para tentar salvar a época.
Mas como é possível que a mesma equipa que apresenta um futebol inseguro e fraco internamente, vá à Europa fazer exibições consistentes?
Para quem viu o SL Benfica jogar os jogos do campeonato português e depois viu a forma como a mesma equipa se apresentou contra Bayern, Barcelona, Ajax e Liverpool, fica claro uma verdade, os jogadores elevam e muito, a componente da motivação quando jogam na liga milionária.
Ora, se eu gosto de ver um SL Benfica europeu forte, e assinava por baixo para ver o SL Benfica todos os anos nos quartos-de-final da prova mais importante do mundo a nível de clubes, também partilho da opinião de muitos adeptos do clube da Luz de que não deveria ser só a participação na liga europeia a motivar os jogadores, mas sim o facto de poder vestir esta gloriosa camisola.
Rafa, Weigl e Grimaldo que me desculpem, mas a jogar pelo maior clube português, jogos contra o Braga, Vizela, Boavista e Estoril têm de motivar tanto quanto os jogos contra o Spartak, PSV ou Dynamo.
E até dou de barato que a motivação suba a níveis exponenciais quando o adversário se chama Barcelona, Bayern ou Liverpool. Porque são equipas de uma dimensão superior, e se o mesmo se passa internamente contra FC Porto ou Sporting, é normal também esperar o mesmo fora de portas.
Agora, se é normal o aumento do nível da motivação quando se joga na Liga dos Campões – e, por conseguinte, da qualidade do futebol apresentado – já não é normal que essa mesma motivação baixe a níveis tristes, quando o adversário joga na pedreira ou no António Coimbra da Mota. E o problema nem passa tanto pelo ataque. Mas sim, pela defesa.
A equipa da Luz tem o segundo melhor ataque do campeonato, atrás, apenas por um golo, do quase campeão FC Porto. Mas no que toca a golos sofridos, o SL Benfica encaixou uns preocupantes 28 golos, dando uma média de um golo sofrido por jogo. E quando falta ainda jogar contra Sporting e Porto, são já mais 11 golos sofridos que o rival da segunda circular e nove que os rivais do norte.
Não é preciso muito esforço para se perceber a razão de tão mau desempenho dentro de portas. O plantel – à exceção de alguns jogadores, como Vlachodimos e Darwin – não tem vontade de demonstrar as suas capacidades e de se esforçar mais pelo clube que representam.
E em relação a esta questão, só se pode apontar um culpado, o treinador. Seja Schmidt ou não, o SL Benfica precisa urgentemente de um novo timoneiro que traga uma mentalidade lutadora para o maior clube português."

A quem Deus não deu filhos, deu o diabo sobrinhos


"A comunicação social, com especial enfoque no Grupo Cofina Media e Grupo IMPRESA, tem promovido uma campanha de indignação pelas perdas do grupo económico de Luís Filipe Vieira, com créditos e ativos associados abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente (ACC), aludindo ao facto dos contribuintes terem de pagar ao Novo Banco os prejuízos gerados por esses créditos tóxicos.
Os intelectuais da nossa praça, sempre em luta para o bem do nosso país, não se coibiram de condenar e de associar as dívidas de Luís Filipe Vieira ao Sport Lisboa e Benfica, porém, toldados pela clubite aguda, têm conseguido abafar o que se passa no Sporting Clube de Portugal, que através dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) e repetidos perdões de dívida provocou perdas que ascendem os 165 milhões de euros.
É extremamente grave que haja quem incumpra reiteradamente e continue a beneficiar de tratamento privilegiado por parte da banca, governo, imprensa e organismos que tutelam o desporto nacional. O contribuinte não tem de pagar pelos atos de gestão dos administradores de um clube que há muito deixou de poder competir com os grandes, mas que continua a viver como se fosse um, bem acima das suas capacidades. Enquanto as SAD de clubes concorrentes têm de recorrer a empréstimos obrigacionistas, nomeadamente o Benfica que cumpre escrupulosamente os seus compromissos com a banca, a SAD do Sporting recorre a perdões de dívida, o que resulta num claro ato de concorrência desleal.
Esta introdução leva-nos a questionar a dualidade de critérios no que aos juízos de valor a determinados empresários concerne. A uns é feito um striptease constante do seu património e das suas dívidas, a outros é feita uma proteção e encobrimento das suas dívidas e capitais. É aqui que surge Álvaro Sobrinho, antigo diretor do Banco Espírito Santo em Lisboa e dono da Holdimo, que detém uma participação de 30% da Sporting SAD.
Álvaro Sobrinho integra uma lista com mais de 100 clientes de nacionalidade portuguesa apanhados nos chamados Suisse Secrets, uma investigação que revela casos de abertura de contas na Suíça para esquemas de lavagem de dinheiro. Este é acionista maioritário da empresa suíça Signet Asset Management, que detém participações na área financeira, nomeadamente 5% do Banco Espírito Santo Angola, e que, através de sociedades por si detidas maioritariamente, possui ainda cerca de 3% da Espírito Santo International, que controla a espírito Santo Financial Group, a qual, por sua vez, controla o Banco Privée Espírito Santo, entre outros. Álvaro Sobrinho é, também, acionista da Akoya Asset Management, empresa suspeita de integrar uma rede de lavagem de dinheiro, cuja investigação foi baptizada de Monte Branco.
Ao todo, o empresário foi beneficiário em 12 contas bancárias, tendo alegadamente algumas delas servido para fuga de impostos e desvio de dinheiro. Este teve três contas partilhadas no Credit Suisse, e uma delas era titulada por uma companhia offshore envolvida no esquema de desvio de dinheiro do Banco Espírito Santo Angola (BESA) que liderou durante uma década até 2012. O banco foi acusado de se apropriar indevidamente 5,7 mil milhões de dólares, atribuindo empréstimos a empresários, empresas e ao próprio Sobrinho, que nunca foram reembolsados.
Os ativos de Álvaro Sobrinho incluem seis apartamentos que possui com a família no Estoril Sol Residence em Cascais. Não obstante, o próprio Sobrinho concedeu a si mesmo empréstimos no valor de 200 milhões de euros.
A sociedade Holdimo, ligada a Álvaro Sobrinho, converteu parte dos seus créditos sobre a SAD do Sporting em ações – no valor de 20 milhões de euros, equivalentes a 30% da sociedade. Foi assim que a Holdino se tornou a maior acionista privada da Sporting SAD. Está terá recebido, inclusive, de uma conta do BES Angola (BESA) no BES, entre julho de 2011 e maio de 2012, transferências no valor total de 13,7 milhões de euros. Nessa altura, o BESA era presidido por Álvaro Sobrinho, banqueiro luso-angolano. A primeira operação, no valor de dois milhões de euros, terá sido efetuada no mês a seguir à SAD leonina ter celebrado uma parceria com a Holdimo, empresa de Sobrinho, após um pedido de apoio solicitado pelos leões devido à crise financeira. Sobre a alçada de Godinho Lopes, Bruno de Carvalho e Frederico Varandas, o empresário angolano tem injetado dinheiro suspeito no clube leonino. O Ministério Público suspeita de que Sobrinho, com o investimento na Sporting SAD, terá legalizado essa verba alegadamente desviada do BESA.
Álvaro Sobrinho é, assim, o responsável pelo ouro negro no Sporting Clube de Portugal.
Não se entende porque razão não se faz o devido rastreio ao património do maior acionista do Sporting, tendo em conta o volumoso montante de capitais que foi desviado do Banco Espírito Santo de Angola durante a presidência de Álvaro Sobrinho.
Não se entende porque razão o Sporting Clube de Portugal continua a obter perdões de dívida e a passar entre os pingos da chuva das investigações do Ministério Público e da Autoridade Tributária.
Não se entende porque razão a Cofina e o Grupo IMPRESA continuam a promover uma campanha de difamação ao Sport Lisboa e Benfica, associando indiretamente as dívidas da Promovalor ao clube encarnado, e paralelamente promovem uma campanha de obscurecimento e proteção ao Sporting Clube de Portugal e ao seu principal acionista.
Ou talvez se entenda.
Álvaro Sobrinho é sócio da Pineview Overseas, uma sociedade com sede no Panamá que detém a maioria do capital da Newshold. A Newshold é detentora do jornal “Sol”, de 15% da Cofina (dona do “Correio da Manhã e do “Jornal de Negócios”) e 1,7% do Grupo IMPRESA.
Entendem agora os ataques ao Sport Lisboa e Benfica e a promiscuidade e proteção destes grupos ao empresário angolano e ao Sporting Clube de Portugal?
Iremos aprofundar e expor toda a teia. Este artigo é apenas a ponta do iceberg.
A quem Deus não deu filhos, deu o diabo sobrinhos.
O Sporting que o diga."

Liga dos Campeões


"Escrevo antes do jogo com o Liverpool quase a sair de casa para o estádio. Das muitas extraordinárias sensações que a paixão e devoção pelo Benfica me proporcionaram, esta do inabalável optimismo, por vezes manifestamente irracional, é uma das minhas preferidas. Vejo muito futebol, conheço aprofundadamente o Liverpool, acho escassas as reais possibilidades do Benfica passar a eliminatória e, não obstante, acredito que são essas as que se concretização.
Neste momento em que o último a ida para a Luz torna-se indiferente o resultado que vier a acontecer, só importa a crença num Benfica à Benfica, à ideia de Benfica que todos ambicionámos. Após a apito final serei ainda um pouco mais benfiquista do que sou agora, pois passaram mais umas horas de benfiquismo. Não é lirismo, é mesmo assim.
E as hesitações neste estudo de espírito desapareceram ao mínimo bálsamo. Hoje foi a leitura de uma entrevista a Rodrigo Magalhães, coordenador técnico da nossa formação. Ele, como todos os benfiquistas, sonha com uma nova conquista europeia. E eu, ao ler esta manifestação de crença, renovei a minha e lá irei ao estádio a acreditar que é possível. E porque não?
Claro que os tempos mudaram, o fosso aumentou entre os clubes dos chamados Big 5 e os restantes e à primeira mostra de qualidade excepcional os chamados tubarões atropelem-se para assegurar o contributo dos artificies do sucesso, mesmo que moderado. E os jogadores, por muito que sintam o clube, subordinam as decisões de carreira à componente financeira, algo que compreendo e aceito com naturalidade. Mas, por ínfimas que sejam as nossas possibilidades, compete-nos, a cada época, tentar aumentá-las e lutar por elas. Lutaremos!"

João Tomaz, in O Benfica

Não gosto muito de futebol


"Escrevo esta crónica horas antes do jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, com o Liverpool. Quando a estiverem a ler, já saberão o resultado: uma vitória épica do Glorioso ou uma derrota previsível contra uma das atuais três melhores equipas do mundo.
Já sinto a adrenalina do aproximar da hora e pela cabeça vão passando memórias de grandes noites europeias, nacionais e mundiais, de superação, vontade e com aquela pontinha de sorte que faz os campeões. Viajo no tempo até ao antigo pavilhão da Luz e parece que estou a ver Carlos Lisboa, Jean Jaques ou Mike Plowden a bater o pé aos gigantes do Panathinaikos. Ou até Panchito Velásquez marcou mais um golo fabuloso, fazendo malabarismo com o stick e um par de patins. Viajo pela história do clube e aterro em Los Angeles, com a medalha de bronze de António leitão nos 5000 metros dos inesquecíveis. Jogos de 1984, onde Alexandre Yokochi atingiu a final olímpica dos 200 metros bruços. Ou o duplo ouro olímpico de Nélson Évora e Pedro Pichardo no triplo salto de Pequim e Tóquio. Sem esquecer a Liga dos Campeões de futsal conquistada pelo SL Benfica em 2010, num Pavilhão Atlântico com mais de 15 mil pessoas.
Quando há uma noite destas, ou uma eliminatória deste calibre, nunca consigo dissociar todo o ecletismo do clube daquilo que é, apenas, uma partida de futebol. Vão perdoar-me por isto, mas de todas as modalidades existentes no universo benfiquista, o futebol até nem é a mais interessante e espectacular. E não é apenas pelas falcatruas, antijogo e internáveis discussões, vão ver a nossa equipa masculina de voleibol ou as femininas de hóquei em patins, basquetebol e andebol e depois falamos. Já vos disse no início: não gosto muito de futebol. O que eu gosto é do Benfica."

Ricardo Santos, in O Benfica

Carrega, Benfica!


"'Vai Simão, vai Simãozinho, vai Simãozinho, chuta Simão, chuta... golo! È golo do Benfica! É Simão, é Simãozinho! Simão! Se de subtil, I de inteligência, M de matreiro, A de astuto. O de oportuno... com cinco letras se escreve: Simão!' - esta é uma das melodias mais bonitas que as antenas da rádio já transmitiram.
Na época em que os meus amigos deliravam com os ringtones e toques de telemóvel que compravam através daqueles códigos estranhos que vinham nas últimas páginas das revistas - normalmente para desespero da carteira dos seus pais - cá eu, quando alguém me ligava, o telemóvel começava a tocar o relato do pontapé do Simão em Liverpool. Sempre com o mesmo entusiasmo, com cada uma das palavras da narração na ponta da língua e, provavelmente, com muitas chamadas não atendidas - era o que faltava interromper aquele momento de inspiração e poesia.
Quarta-feira é dia de sonhar. É dia de acordar, olhar para o céu e lembrar que o Benfica é isto: um emblema que deve estar ao lado de outros grandes emblemas na luta pela glória europeia. Escrevo este artigo antes do início da 1.ª mão com a plena convicção de que a decisão será em Inglaterra. Ansioso, porque o momento não permite que seja de outra forma. Certo de que o Inferno da Luz se vai fazer sentir e confiante, como todos os benfiquistas, de que a Mística nunca se esconde nestes momentos. Esperançoso de que, em Anfield Road, honrem os ases que nos honraram o passado. Como sempre, com as vozes nas bancadas bem afinadas antes de ficarem afónicas. E, no final, com a qualificação do Benfica depois de uma noite europeia se sonho. Vamos lá, malta, estou a precisar de renovar o meu toque de telemóvel."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Artimanhas. Do distrital ao nacional, a teatralização no futebol é cada vez mais um defeito de berço, um grave problema endémico que urge combater e que não pode ficar fora dos debates sobre tempo útil de jogo, nem ser excluído das reflexões sobre as profusas manobras de antijogo. O que se passou num determinado momento do jogo dos Sub-19 no passado domingo, não sendo dos casos mais lastimosos, constituiu um episódio que se soma aos tantos em que o futebol é rasteirado pela sua negação.
A 6.ª jornada da fase de apuramento de campeão do Campeonato Nacional de Juniores registou uma vitória do Benfica sobre o Alverca (3-1), mas houve um período do desafio, já na segunda parte, em que a equipa visitante esteve no comando do resultado. Foi nessa circunstância que a plateia no Benfica Campus, e quem acompanhou através da BTV, presenciou diversas tentativas de 'travagem' do jogo (nem todas atendidas...) por parte dos forasteiros.
Uma dessas 'encenações estratégicas', urdidas para perturbar a reacção do colectivo benfiquista (em busca da reviravolta), acabou ironicamente na expulsão de um futebolista alverquense. O cartão vermelho ditou uma condição de inferioridade numérica, sim, mas sobretudo foi um merecido castigo para quem se deixou levar pela(s) manha(s) e preteriu o lado bom do jogo.

Goleada de ética e raça. No mesmo jogo dos Juniores, um acidente próprio do futebol (choque casual de cabeça contra cabeça) abalou temporariamente a disponibilidade física de Diogo Prioste por volta do minuto 15. Não foi uma colisão violenta, mas fez alguma mossa. Recomposto ao fim de um tempo, em condições de prosseguir em campo e desempenhar as suas tarefas, embora de cabeça ligada, o médio, por tudo o que transpareceu e pela energia que emprestou à equipa, foi um exemplo de determinação, ética e perseverança. Pelo respeito à modalidade, pelo amor à camisola e pela paixão de competir, não houve golpe nem dor (genuínos...) que o detivessem. A exibição do colectivo esteve longe da perfeição, mas Prioste, num cenário adverso, conseguiu articular serenidade e força, rebatendo ameaças de tempestade. Num mano a mano por ele ganho, na raça, parte da grande área do Alverca, seguido de um pontapé formidável com destino ao golo, principiou a viragem do resultado. O líder venceu, mas o melhor do futebol goleou!"

João Sanches, in O Benfica

sexta-feira, 8 de abril de 2022

VAR, para que te quero?


"Escrevo antes do Benfica-Liverpool. E não deixa de ser tarefa ingrata escrever antes de uma partida de tal dimensão e importância.
Afastado dos títulos nacionais, a Champions tem sido um bálsamo para o Benfica 2021-2022. Tudo começou nas pré-eliminatórias, continuou no apuramento em grupos de grau de dificuldade elevadíssimo, e depois numa noite heroica em Amesterdão. Na pior das hipóteses, o Benfica terá de disputar mais um jogo, em Anfield Road, o qual - aconteça o que tiver acontecido na Luz - será sempre um palco para afirmação do prestígio do clube e dos nossos jogadores.
Ficou demonstrado internacionalmente que o Benfica, este Benfica, podia ter feito muito mais nas frentes domésticas. Muitas vezes por culpa própria (e essas merecerão certamente a devida reflexão interna), mas demasiadas vezes por interferência de terceiros, quer nos nossos jogos, quer nos jogos dos rivais.
A última jornada foi, aliás, exemplar daquilo que se tem passado. Uma falta inexistente deu origem ao primeiro golo do SC Braga, condicionando desde logo toda a partida da Pedreira. Um penálti-fantasma abriu caminho a mais uma vitória do Sporting em Alvalade. Assim se resolveu de vez a questão do 2.º lugar. E assim se vai escrevendo a história deste campeonato.
Erros graves têm-se sucedido sem explicação. Sempre para os mesmos lados, deixando a sensação de que os árbitros têm medo de assinalar algo a nosso favor. No campeonato português, o VAR parece instrumentalizado para benefício de uns e prejuízo de outros.
Não será possível fazer qualquer balanço da época sem ter esta negra realidade em conta."

Luís Fialho, in O Benfica

Mais que Futebol


"O futebol não é apenas futebol. É bem mais que isso porque na verdade ele é tudo o que conseguirmos alcançar e fazer através dele. É o futebol, de facto, abre-nos o mundo e leva-nos a todos os recantos da humanidade e do planeta por mais recônditos ou incessáveis que sejam.
O Benfica há muito que se apercebeu disso porque os benfiquistas lhe deram matriz solidária desde o berço e porque sabem bem que a partir de um pequeno grupo, com vontade e ambição, é possível juntar esforços, reunir as parcas algibeiras, comprar uma bola em segunda mão e fazer o maior clube do mundo. Mais de um século depois o Benfica, que se senta por direito próprio à mesa dos grandes clubes mundiais, não esquece as suas origens, não relega o Povo, ou melhor, os Povos, para segundo plano e dá-lhes lugar cimeiro na sua atenção, na sua ação solidária e na sua visão de futuro. É por isso que, quando nos pedem conteúdos para a semana europeia 'More than Football' tudo o que temos a fazer é tirar uma foto do nosso trabalho nesse dia e enviar. No caso, foi sobre o acolhimento de famílias ucranianas, que ficaram a saber, pela diferença feita nas suas vidas neste momentos trágico, que para o Benfica o futebol é mesmo mais que futebol!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
No passado fim-de-semana perdemos pela 1.ª vez na temporada no basquetebol feminino (31.º jogo) e nos sub-17 de futebol (26.º jogo). Estou convicto, em ambos os casos, de que não passará de um percalço no percurso para o título;

8
Excelente triunfo na deslocação ao Alavarium, e subiu para 8 pontos a vantagem no Campeonato Nacional de andebol feminino (Alavarium tem 1 jogo a menos e pode reduzir para 6). Faltam ainda 8 jornadas, mas é inevitável o entusiasmo pela possibilidade cada vez mais real de regressarmos ao título nacional;

12
Estamos na final do Campeonato de voleibol pela 12.º época consecutiva. Já lá vai o tempo em que não tínhamos muita tradição nesta modalidade. Dos 9 títulos nacionais conquistados, 6 foram-no nas últimas 8 edições do campeonato;

27
Voltámos a vencer em basquetebol no João Rocha e, desta feita, com uma curiosidade: Betinho marcou 27 pontos, o seu melhor desempenho na concretização em 6 épocas de águia ao peito;

42
Darwin chegou aos 42 golos pelo Benfica em competições oficiais, igualando o pecúlio de Filipovic e Iaúca. No Campeonato chegou aos 27, tantos quantos os marcados por Rodrigo, mas menos 16 jogos. Leva 5 golos na Liga dos Campeões em apenas 9 jogos. Só 16 jogadores marcaram mais pelo Benfica na prova, uma lista liderada por Eusébio, com 46. E são 10 nas competições europeias (16 jogos), apenas 14 marcaram mais;

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É fácil, é de borla e ajuda muito todos os necessitados que a Fundação Benfica auxilia. Não se esqueça de indicar o NIF da Fundação Benfica na sua declaração de IRS, e com isso estará a consignar 0,5% dos seus impostos a uma instituição que muito tem ajudado quem precisa e indelevelmente enobrece o Sport Lisboa e Benfica."

João Tomaz, in O Benfica

Modalidades #80 - Semanada...

Vara...!!!


"Mais uma excursão de adeptos do Calor da Noite ao Estádio da Luz. É que nem um falha! Que se foda, é deixar arder. Vamos passar a rir-nos, não há outra forma de encarar isto e o silêncio de Rui Costa e Rui Pedro Braz.
Benfica-Belenenses SAD, 9 abril - 18 horas
Árbitro: Gustavo Correia
Assistentes: Inácio Pereira e Tiago Leandro
4.º árbitro: João Casegas
VAR: Vasco Santos
AVAR: Sérgio Jesus
Sigaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!"

BI: Viagens em Vermelho - Liverpool...

Um Benfica de champanhe, mas sem pão


"Em 1981 o Liverpool foi campeão europeu após derrotar na final da antiga Taça dos Campeões Europeus o Real Madrid por 1-0. Foi uma tarde gloriosa na rica história do grande clube Inglês. Há lá coisa mais perfeita? Numa tarde de Maio encontrarem-se em Paris os "all-red" e os "all-white" e o clube que nunca caminhará sozinho atingir o ceptro mais cobiçado do velho continente. Foi tudo perfeito! Foi mesmo? Uma pessoa achou que não. É uma história já contada por vários jogadores do Liverpool: festejavam eles efusivamente a eterna conquista, quando entrou no balneário o seu ancião treinador Bob Pasley e com um ar muito sério dirigiu-se a eles:
"Meus senhores, os meus parabéns. Conquistaram o champanhe do futebol. Mas não vos quero deixar esquecer que ficaram em 5º lugar no campeonato. Vocês falharam no pão com manteiga. E de pouco vale o champanhe quando não há pão com manteiga. Por isso celebrem hoje. Amanhã voltamos ao trabalho".
Os jogadores do Liverpool perceberam a mensagem e foram tricampeões nacionais nos anos seguintes.
Isto tudo para dizer que, como canta Chico Buarque na sua música "Tanto Mar", foi bonita a festa, pá. Durante duas horas tivemos o Benfica no centro do universo futebolístico, a disputar o acesso às meias-finais da Liga dos Campeões contra uma das melhores equipas do mundo. O Benfica perdeu, de forma até natural dir-se-á, mas manteve o seu prestígio. E no dia seguinte foi tema de conversa em Inglaterra o ambiente fantástico que se viveu na Luz. Sessenta mil adeptos num enorme estádio a recordar à Europa e a si mesmos que pertencem à realeza europeia, que são de um clube com história, glória e lenda que rivaliza com todos os outros clubes e que não é por acaso que foi a única entidade fora das 5 principais Ligas europeias a chegar a este patamar.
Esta temporada tem muitas semelhanças a 2005/06. Também aí brilhámos na Europa chegando longe, derrotando pelo caminho Manchester United e Liverpool, tal como desta vez o fizemos com Barcelona e Ajax. São temporadas em que vivenciámos o champanhe do futebol. Mas o pão e manteiga...aí passámos fome.
A noite com o Liverpool revelou deficiências e defeitos, é certo. Mas o problema do Benfica não está nessa noite. Está em todos os outros dias. Está na derrota com o Braga. Está no 3º lugar. Está nas 5 derrotas em 6 jogos este ano contra Porto, Sporting e Braga. Está em mais um ano sem títulos. Está na ausência de liderança e de comunicação do presidente e seus dirigentes. Na falta de carisma do seu treinador. Na falta de aplicação dos seus jogadores nos jogos nacionais. Tal como Bob Pasley, é importante que desfrutemos, tenhamos orgulho no que fizemos na Europa, mas não nos deixemos iludir e mantenhamos o foco. Amanhã é dia de voltar ao trabalho.
O Benfica precisa de vencer os seus jogos até final do campeonato e precisa de dar tudo em Anfield. Provavelmente irá ser eliminado, mas neste momento não há nada a perder e tudo a ganhar. Recordemos os golos de Simão e Miccoli em 2006 e honremos os milhares de Benfiquistas que já estão de passaporte pronto para ir a Inglaterra apoiar o Glorioso.
Dizia outro treinador mítico do Liverpool, o histórico Bill Shankly que "há quem diga que o futebol é um jogo de vida ou de morte. Fico muito decepcionado com essa atitude. Posso assegurar que é muito, muito mais importante que isso".
Que o Benfica tenha essa atitude em todos os momentos e não apenas quando toca o hino da Champions..."

O misterioso Mr. Smith


"O mais Porco Pugilista Do Mundo: bronco, trapaceiro irremediável, só era possível encontrá-lo no fundo de uma garrafa de bourbon

William Amos Smith era profundamente admirado pela forma como espancava e se fazia espancar nos ringues, mas não deixava, por isso, de ser um patife. Aceite-se que era bem mais de dar do que de levar, de tal forma que venceu por duas vezes o campeonato do mundo de pesos pesados, a primeira com apenas 21 anos (em 1892), a segunda já com 27 (1898). Para um saloio analfabeto nascido em Little River, Digby County, Nova Escócia, Canadá, sexto filho de um pescador que viera dos Estados Unidos, a vida não prometia ser fácil. E não foi. Quando chegou aos 18 anos não arranjou outra profissão que não fosse a de andar à porrada para mexer com o dinheiro dos apostadores locais. Bruto, de tronco largo, quase quadrado, tratou da saúde a uns poucos de atrevidos que também tinham o sonho de seguir uma carreira à costa de punhos. William assumiu uma tal capacidade para odiar os seus adversários que andou ali, vai não vai, à beira da psicopatia. Mataria facilmente um homem durante um combate e ainda lhe cuspiria no cadáver. Por isso Little River era demasiado pequena para ele. Já tinha batido em quase toda a gente da terriola.
Um dos seus irmãos mais velhos, Saint-Clair Smith, tornou-se manager de William. Levou-o para os Estados Unidos e pô-lo a combater com o terrível Jack Dempsey, o primeiro campeão do mundo de pesados, de 1884 a 1891, que nessa fase já estava um bocado a cair da tripeça para ia ganhando o seu a fazer espetáculos de exibição. Claro que Smith estava louco para rebentar com as fuças a Dempsey, estando-se absolutamente nas tintas para as convenções criadas para esses espetáculos semi-forjados. Ou seja, o ideal era trocarem uns murros, encostarem-se muito às cordas e saírem de lá com a verba previamente combinada. William ia ganhando para as propinas, embora não muito, mas aborrecia-o de morte ter de fingir que mantinha o equilíbrio frente a boxeurs com mais dez anos do que ele. Então resolveu mudar de vida, meteu-se num navio a vapor, juntamente com o seu amigo Kid Lavigne, também boxeur, para Portland, onde se instalara o seu irmão mais velho. Foi por aí que ganhou a alcunha de ‘O mais Porcalhão Jogadores de Todos os Tempos’, o que não é absolutamente despiciendo.
Para William Smith, se o boxe tinha regras era para serem quebradas em todos os combates. Não hesitava em enfiar os cotovelos nos supercílios dos opositores ou enfiar-lhes nos olhos dedos de unhas mal cortadas. Um trapaceiro. Os árbitros ganharam o hábito de o suspender, de cada vez que o apanhavam com os seus truques sujos mas também é preciso dizer que era uma situação vulgar no boxe dos anos de então.
Em 1892, Billy estava em grande. Tinha acabado de vencer por KO Billy Shadow, no Pastime Athetic Club. Oregan, desafiara outros dos grandes, Danny Needham, casara com uma fedelha de 16 anos, Minnie Valentine Merchant, e mentia descaradamente sobre a sua vida em cada entrevista que dava, o que abriu uma confusão irreparável em redor da sua biografia. Os repórteres começaram a chamar-lhe de Billy Mistery, algo que lhe agradou e que sempre atirou para a valeta por uns tempos o cognome de ‘Porcalhão’.
Até deixar de combater viajou bastante por Inglaterra onde o seu estilo trafulha, ao qual acrescentara recentemente a novidade de morder pescoços e orelhas dos adversários quando as caras ficavam juntas, nunca foi bem aceite. Não era um gajo simpático, não senhor. Não teve outro remédio senão regressar aos Estados Unidos onde podia agredir os adversários mais à vontade. Habituada a apanhar a torto e a direito, Minnie era de compleição fraca e morreu um ano mais tarde com problemas sanguíneos. Smith não perdeu tempo e tratou de dar o nó com Maime Cavanought, apenas dois anos mais velha.
O ‘porcalhão’ William algum dia teria de abandonar as luvas. Acabou por ser um alívio já que ficou com mais tempo para beber, assunto no qual era verdadeiramente bom. Miss Cavanougt fartou-se dele em dois tempos. O casamento não durou um mês e, mal ela saiu de casa, Smith abriu a porta à sua terceira mulher, Josephine Hoffstatter-Barde. A verdade é que, a despeito de ter sido sempre conhecido pelo ‘Misterioso Mr. Smith’, a sua vida acabou por não ter mistério nenhum. Gastou-a a andar à porrada e a beber garrafas inteiras de bourbon enquanto chateava mulheres até à morte. Mas ainda antes de ser levado pela Senhora da Gadanha, aos 66 anos, abriu um bar chamado the Champions Rest. Enfim, pode ter descansado do pugilismo, mas nunca do halterocopismo. Tinha uma sede monstruosa, o que explicaria muitos dos seus truques sujos e se alguém queria, de facto, falar com ele com o mínimo de seriedade tinha de ir procurá-lo ao fundo de uma garrafa. Foi lá que a sua alma sempre morou. O ‘Porcalhão’ nunca lhe deu um minuto de paz."