Últimas indefectivações

terça-feira, 10 de novembro de 2020

No ponto mais alto da lenda


"Ainda a propósito dos 80 anos de Pelé, cumpridos no dia 23 de Outubro, e o fantástico Benfica 2-5 Santos para a segunda mão na Taça Intercontinental de 1962. Lisboa pôde ver todo o talento de Edson Arantes do Nascimento em todo o seu esplendor.

O próprio Edson Arantes do Nascimento (por extenso, Pelé, como dizia o grande cronista brasileiro Nelson Rodrigues) guardava com carinho, na memória, a noite impressionante da Luz de 11 de Outubro de 1962. O que o crioulo fez em Lisboa entrou para a lenda. Sofreu o Benfica, mas os grandes clubes têm a sua história ligada a vitórias e a derrotas memoráveis, e por aí se mede a sua grandeza. Pelé foi divino. E Deus vê-se nos pormenores.
Toda a imprensa internacional veio de cambulhada para Lisboa. O Benfica-Santos era o jogo dos jogos!
E era Eusébio contra Pelé também. Um duelo que se prolongou ao longo dos tempos, ora a favor de um, ora a favor do outro.
No estádio, em redor do estádio, o espanto, a surpresa, a estupefacção.
Gabriel Hanot: mestre do jornalismo, figura máxima do L'Équipe, pai da Taça dos Campeões Europeus, autoridade máxima na crítica do futebol. Hanot tinha um fascínio imenso pelo Benfica. Era, nessa noite, um francês desiludido: 'Custa dizê-lo, mas o Benfica perdeu porque jogou mal. E porque Costa Pereia, sem posição na baliza ou fora dela, sem segurança de mãos, também ajudou ao descalabro. Em segundo lugar, o Benfica não demonstrou ter conjunto. Não encontrou o seu estilo de jogo e que eu já vi em outras ocasiões. Julgo que José Augusto, a quem já considerei o melhor extremo-direito da Europa, não está em forma. Há dois anos era o n.º 1. Agora, pelos vistos, teve uma queda vertical. Os dois interiores, Coluna e Santana, também não cumpriram. Eusébio foi, quando a mim, o único jogador do Benfica ao nível da classe dos jogadores dos Santos. Também a revelar categoria esteve o n.º 11, Simões, com os seus raides velozes a caminho da grande área contrária, obrigando a defesa brasileira a conceder cantos em série. Já vi os campeões da Europa jogaram na Dinamarca, em Viena, em Berna; vi os jogos que fizeram contra o Tottenham e o Real Madrid. Pois bem, o Benfica fez contra o Santos a mais fraca das exibições que tive ocasião de presenciar'.
Era preciso um daqueles habituais Benficas monstruosos para bater o Santos. E o Benfica não conseguiu sê-lo.

Vai, minha tristeza...
O João Gilberto cantava Jobim:
'Vai, minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser...'
A tristeza encarnada tomou conta da Luz.
Carlos Pinhão, outro dois monstros sagrados do jornalismo: 'Apetece dizer: «Com Pelé não vale...» Um desafio é uma coisa, Pelé é outra. Com Pelé de uma lado, não há desafio, não há despique, não há equilíbrio possível. Apetecia acrescentar: «Tirem Pelé e venham, então, jogar com o Benfica...» Em Pelé tudo é simples, tremendamente simples e... fácil. Ele é apenas uma perna que se estica, um pé que se dobra, um pescoço que sobe, um tronco que se estende. Um tropeção na bola que faz com que ela siga à frente do negrito; um toque que leva o esférico a contornar, a dois milímetros de distância, o bico da bota do adversário (sem que este possa estender o pé ao menos mais um milímetro); um acelerar de segundos, que faz passar aquele 'veículo' da bola de 40 para 100 quilómetros à hora em cinco metros de terreno, e aí está Pelé, o magnífico Pelé, em frente de um guarda-redes, ora perguntando-lhe por onde que passe a bola, ora dando-a, em bandeja de prata, a um companheiro de equipa para que este gaste apenas a tinta do ponto final... Pelé é único. E chamar-lhe monstro, rei, santo, que sabemos nós desta desenfreada ânsia de o exaltar, é sempre tarefa inacabada. Pelé é Pelé. Não se caracteriza, não se retrata, não se define. No caso do Benfica, deste infeliz Benfica de anteontem à noite, sofre-se, apenas se sofre'.
Prosa extraordinária. Tenho pena de não ser minha, de não ter talento para tanto. Mas sirvo-me a si, leitor, na bandeja de prata de um dos momentos mais extraordinários a história do futebol de todos os tempos. O Benfica perdeu, é certo. E a derrota foi dura. Mas estava lá. Estava no lugar que é seu: no ponto mas alto da lenda!"

Afonso de Melo, in O Benfica

Dar a volta por cima com 'dignidade e desportivismo'


"Em 1939, o Benfica suspendeu o andebol. Arbitragem, violência e cansaço dos atletas foram as causas. Valeria a pena voltar?

Em 26 de Fevereiro de 1939, os 'encarnados' enfrentaram o Carcavelinhos FC na Tapadinha para a 8.ª jornada do Campeonato de Lisboa de andebol, disputado por onze equipas. O Benfica estava em 5.º lugar na tabela e o adversário era o lanterna-vermelha.
O jogo decorreu da pior maneira e foi anulado. Criticados 'pela excessiva dureza' ao longo da partida, três jogadores adversários acabaram expulsos. Com eles seguiu o benfiquista Carlos Vasques Filipe, que defendeu a sua equipa. Mesmo assim, a violência não refreou. O público invadiu o campo, obrigando o árbitro a pedir proteção PSP, dando o encontro por terminado a cinco minutos do final. O Benfica foi, no fim, elogiado pela sua dignidade e desportivismo.
As duas partidas não se realizaram por falta de comparência de alguns atletas. Alegando desentendimento entre atletas e Clube, a direcção de Júlio Ribeiro da Costa viu-se 'forçada, para prestigio do clube, a suspender' a secção em 10 de Março. O facto estranhou, pois, a equipa era uma boa referência no meio andebolístico, e afectou 'da maneira sensível a propaganda da handball'. Só na mesmo época, pelo menos o GD 'Os Treze' e o Carcavelinhos FC desistiram da prática do andebol. No ano seguinte, tentou-se retomar a actividade no Benfica, sem sucesso.
O cansaço dos jogadores foi uma das razões para a interrupção, pois praticavam mais que uma modalidade, jogando várias vezes por semana. A arbitragem era vista como deficiente para uma modalidade recente em Portugal. Mas pior que tudo era o público: desinteressado e violência. Tudo isto resultou na desistência por parte dos atletas pelo andebol.
Só em 14 de Fevereiro de 1943 o Benfica regressaria ao andebol, com uma única categoria a título experimental, num campeonato com seis equipas inscritas. A arbitragem, com 'falta de personalidade e subserviência condenável às exigências do público', continuava 'demasiado tolerante', tirando 'todo o brilho' à modalidade. Um árbitro acabou mesmo por ser violentamente agredido no campo do Marvilense FC.
Apesar do fraco resultado do Benfica nesse ano, a secção estava de volta depois de algum tempo de insistência e com jogadores exclusivos na sua prática. A modalidade desenvolveu-se nos anos seguintes. Em 1946 já se notava, 'com satisfação', o progresso da modalidade porque a categoria de juniores, com um ano de existência, foi campeã de Lisboa.
Seis anos depois, foi a vez dos jogadores de honra se sagraram campeões regionais, o que parece sugerir que a interrupção que a modalidade sofreu não foi negativa, pelo contrário, serviu para tomar balanço e avançar rumo à glória.
Pode saber mais sobre o mundo andebolístico do Benfica na área 3 - Orgulho Eclético do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Problemas encarnados – Mais do que sem bola, Mais do que erros da linha defensiva


"No Futebol Total do Canal 11, o Pedro Bouças falou sobre a forma como o Benfica tem consentido ocasiões de perigo aos adversários.
Mais do que a face mais visível – Erros no processo defensivo por parte dos centrais – há também problemas com bola e dificuldades evidentes na linha média."

Balanço


"Com a segunda paragem, na temporada, das competições de clubes, em virtude dos compromissos das seleções, importa fazer um balanço dos primeiros dois meses de atividade em 2020/21.
No Campeonato Nacional estão disputadas sete jornadas e o Benfica ocupa o segundo posto da classificação, em igualdade pontual com o Braga, a quatro pontos da liderança.
A nossa equipa atingiu o pleno de vitórias nas cinco primeiras jornadas, algo que não acontecia desde a época 1982/83. As duas derrotas seguintes, no Bessa e na Luz frente ao Braga, foram surpreendentes, tendo em conta o início fulgurante na prova.
Nas competições europeias, encontramo-nos a disputar a Liga Europa, inseridos no grupo D, após a eliminação na fase de acesso à Liga dos Campeões, num único jogo, o primeiro da temporada, na Grécia.
O primeiro lugar no grupo, a par do Rangers, é fruto de dois triunfos (Lech Poznan, na Polónia; Standard Liège, na Luz) e um empate (Rangers, na Luz). A passagem à fase seguinte está bem encaminhada, mas há ainda três partidas por disputar, sendo que duas delas serão realizadas no reduto de adversários.
Jorge Jesus tem promovido a rotação do plantel desde o início da temporada, com apenas cinco jogadores a participarem em todos os jogos: Darwin, Everton, Odysseas, Pizzi e Rafa. Vertonghen, Waldschmidt e Weigl marcaram presença em dez encontros. Só Everton e Odysseas perfizeram o pleno da titularidade nas onze partidas.
Entre os titulares mais frequentes seguem-se Vertonghen, com dez presenças no onze inicial, e Darwin e Pizzi, com nove. Odysseas (único totalista), Vertonghen, Everton e Darwin são os que têm mais minutos de utilização, entre os 26 utilizados. Weigl, Seferovic e Nuno Tavares compõem o trio de jogadores a que Jorge Jesus mais recorreu a partir do banco de suplentes.
No capítulo da finalização, com a equipa a apresentar uma média de golos por jogo ligeiramente superior a três (34 em 11 jogos), Seferovic, com seis, Darwin e Waldschmidt, com cinco, Pizzi, com quatro, e Rafa, com três, são os atletas que mais se têm destacado. Darwin lidera no capítulo das assistências, com seis, seguido de Everton, com quatro, e Grimaldo e Rafa, com três.
O regresso às competições está agendado para dia 21 de novembro, com o Benfica a visitar o Paredes na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Seguir-se-ão as deslocações ao Rangers e ao Marítimo."

Benfica FM #133 - Rangers, Braga...

Se isto é errado, eu não quero estar certo


"Sempre fui um fã de rádio e foi através da rádio que vivi um dos momentos mais vibrantes da minha vida. Lembro-me perfeitamente de acompanhar o mítico Porto X Benfica de 1991 que ganhámos com dois golos do César Brito. Deitado na cama dos meus pais, ouvi o relato do jogo num aparelho cor de laranja que só apanhava as rádios locais e a Renascença. Apesar de não ter visto o jogo, sentia-se na voz do relatador, e no som ambiente do estádio, toda a tensão associada àquele encontro: o Porto tinha eliminado o Benfica, uns dias antes, para a taça, apesar de termos jogado muito bem, e este jogo era decisivo para apurar o campeão. O clima, esse, era irrespirável, com declarações (e ações) incendiárias que, lamentavelmente, fizeram escola. A alegria sentida aquando dos golos da nossa equipa foi indescritível. Não foi só um campeonato que se ganhou: foi um daqueles jogos que define o que é ser Benfica. É dar tudo. É ir à luta. É sair por cima quando já ninguém dá nada por nós. Isso é Benfica.
O meu primeiro ídolo vestia a camisola 6 e chamava-se Jonas Thern. Sei que a maioria dos miúdos gosta dos avançados ou dos jogadores vistosos, mas eu gostava daquele sueco discreto que varria o meio-campo com uma classe incrível. No Natal de 1990, recebi uma camisola encarnada ainda com o patrocínio da FNAC – o equipamento completo, com meias e tudo! Meias grossas, pareciam lixa, mas pronto: o importante é que eram Benfica. Na minha família direta todos eram Benfica, mas ninguém era sócio. Quando me fiz adulto, fui estudar para Lisboa e tornei-me sócio, em pleno Vietname. Sofri, como todos sofremos nessa altura. Passados 3 anos, a vida deu uma volta grande e tive de deixar de ser sócio: ou pagava as quotas ou punha comida na mesa, era assim tão simples. Foi duro, mas tinha de ser. A paixão foi-se desvanecendo, mas ia sempre acompanhando o Benfica.
No último ano e meio, fui voltando a descobrir o Benfica, muito graças a projetos como o Benfica Independente que, com os seus podcasts, fizeram-me recordar o rapaz que ouvia rádio no aparelho cor de laranja. Ouvir o Benfica FM ou a História Gloriosa, entre outros, foi também uma forma de reacender essa paixão. Aqueles programas são Benfica e fizeram-me (voltar a) perceber como é bom ser do Benfica.
Apesar de não poder votar, acompanhei as eleições para o nosso clube com muito interesse. É verdade que não foi um processo isento de críticas (com a falta de debates à cabeça), mas isso não me impediu de viver o dia 28 de outubro com a inquietação própria de quem sabia que aquele era um dia importante. O resultado não foi aquele que mais desejava, mas não foi por isso que me desiludi, bem pelo contrário. O dia das eleições não só foi antecipado com pouca antecedência, como se realizou no meio da uma pandemia, numa quarta-feira, e mesmo assim contou com a participação de 40 mil associados. Ver esta mobilização gigantesca e ordeira para decidir sobre o futuro do clube, foi algo realmente comovente e impressionante. “Como é que eu não faço parte disto?”, pensei várias vezes. O resultado eleitoral foi o que foi. Parabéns a todos aqueles que participaram. Sinceramente. Agora, só quero que o Benfica ganhe. Quando explico a algumas pessoas o que sinto pelo Benfica, e que retomei a minha condição de sócio, ficam a olhar para mim como se padecesse de alguma maleita ou algo estivesse errado. Bem, se isto é errado, eu não quero estar certo. Por isso digo, com orgulho, que sou Benfica. Voltei a ser sócio do clube do meu avô, do Jonas Thern e do César Brito. Sou Benfica e isso, para além de eterno, também me envaidece."

Black Friday

Que futuro!


"A nossa única tábua de salvação, como sector, passa a ser o valor recebido pelos direitos televisivos e agarramo-nos a uma das únicas certezas que temos: os jogos não podem parar. Há um ano, a Liga Portugal alertava para as grandes assimetrias entre os orçamentos das equipas profissionais portuguesas, para a falta de competitividade interna e externa, para um modelo de negócio cansado e incapaz de suportar economicamente alterações estruturais.

Pressionava aqui e ali, junto da FPF (que acabou por desenvolver um estudo estruturante com a McKinsey) e do Governo (que parou para pensar no modelo de centralização dos direitos audiovisuais), reclamou um tratamento diferente, alertando que contribui para o PIB nacional com 0,27%, mais de dois mil postos de trabalho e pagando impostos de 150 milhões de euros (34 empresas/sociedades desportivas). Pedia apoio para um processo urgente de internacionalização e reclamava que as PME do sector tivessem o mesmo tratamento que as demais, solicitava alterações urgentes na lei dos seguros, ajustamento de impostos, uma mão mais pesada contra a violência, entre outros pontos fundamentais. Promovia, e continuará sempre a promover, um Futebol Positivo, garantindo que os líderes deste sector compreendem o impacto que a “espuma política” do mesmo têm de negativo junto de patrocinadores, Governo e público em geral.
De repente, perante uma terceira guerra mundial, agora contra um vírus, ficamos petrificados sobre que futuro esperar! As receitas a diminuir, por todas as vias – os patrocinadores afetados drasticamente por uma crise rápida e sem dimensão conhecida, incerteza sobre o futuro, os ativos (jogadores) a desvalorizar, impedidos de colocar público livremente nas bancadas e com o mercado de transferências abalado mundialmente, principalmente nas principais 5 ligas europeias.
A nossa única tábua de salvação, como sector, passa a ser o valor recebido pelos direitos televisivos e agarramo-nos a uma das únicas certezas que temos: os jogos não podem parar, o calendário (muito complicado com menos dois meses) tem de ser cumprido. Temos que garantir que protegemos a indústria criando regras que nos permitam manter os riscos de segurança higiénica baixos.
Olhemos para números, considerando estimativas e esperando pelo melhor. Num sector em que os rendimentos totais são de 858 milhões euros, poderemos ter uma quebra de 115,5 milhões de euros por não ser possível público nos dias de jogos (bilhética, corporate, comercial, merchandising e quotas). Se não conseguirmos terminar o campeonato, o dano total poderá ascender a 350 milhões de euros. Não contabilizando nenhuma quebra dos valores de transferências anuais de jogadores, que rondam estatisticamente entre os 250 a 300 milhões de euros por ano. Este cenário de fatalidade implicaria um valor de receitas médio, por clube, de 6 milhões de euros versus os “normais” 25 milhões de euros, ou seja, o fim do sector como o conhecemos.
Uma coisa é certa, preocupemo-nos agora com a sobrevivência do sector a curto prazo e em garantir que todas as empresas cumpram os pressupostos financeiros para se manterem nas competições, mas sejamos claros sobre as mudanças estruturais que serão necessárias fazer para o sector sobreviver a longo prazo."

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Lixívia 7


Tabela Anti-Lixívia
Sporting.............. 19 (-2) = 21
Benfica................ 15 (0) = 15
Corruptos........... 13 (+1) = 12

Na Luz, uma surpresa, o Soares Dias foi competente, num jogo fácil de dirigir, não complicou... mas no final, com o Benfica a 'ameaçar' a remontada, não deixou de ser curioso os 4 minutos de desconto. Aposto que numa situação idêntica, com o seu clube de coração, no mínimo teríamos 7 minutos de desconto, que depois na realidade seriam 8 ou 10 minutos!!!

Em Guimarães, o destaque vai todo para a completa inversão de critério disciplinar por parte do Hugo Macron!!! Em menos de 7 dias, usou dois critérios disciplinares completamente diferentes... Se os jogadores do Guimarães tivessem dado tanto porrada como os do Boavista deram ao Benfica, o jogo não teria chegado ao fim, com as expulsões dos vitorianos, tal o zelo do Amarelo!!!

No Dragay mais do mesmo... são lances atrás de lances, praticamente em todas as disputas de bola, temos erros sempre a favor dos Corruptos!!!
Por exemplo, numa tentativa de saída de bola por parte dos Algarvios, o jogador do Portimonense é empurrado, mesmo no bico da sua própria área, nada é marcado, o mesmo jogador desequilibrado vai atrás da bola, chega a atrasado, e rasteira o jogador dos Corruptos: conclusão, falta contra o Portimonense... foram segundos entre as duas faltas, e como é 'normal' não viu a primeira, mas marcou a segunda, porque era a favor dos Corruptos... Mais um livre lateral favorável aos Corruptos!!!
Mas o grande erro, foi mesmo o golo mal anulado ao Portimonense, seria o 0-2 aos 30 minutos!
O defesa dos Corruptos na tentativa de controlar a bola, dá um passo maior do que a perna, e sofre um toque mínimo, vai ao chão e protesta... Mesmo se tivesse sido falta, naquela situação, o árbitro só tinha que deixar a bola entrar na baliza, e depois marcar a falta... e assim o VAR poderia avaliar! O facto de ele ter apitado antes, só prova que houve premeditação...
Ainda por cima quando tivemos à pouco tempo um golo mal anulado em Faro, numa situação idêntica, com o apito a sair antes da bola entrar na baliza!
Curioso como é que o rebanho dos cumentadores, acha que houve mesmo falta, quando por exemplo no Benfica - Braga, numa situação parecida aos 6 minutos, entre o Everton e o Galeno, todos consideraram que não houve falta, mas nos Corruptos-Portimonense já é falta...!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Famalicão(f), V(1-5), Godinho (Malheiro), Nada a assinalar
2.ª-Moreirense(c), V(2-0), Almeida (R. Oliveira), Nada a assinalar
3.ª-Farense(c), V(3-2), Martins (V. Santos), Prejudicados, (3-0), Sem influência
4.ª-Rio Ave(f), V(0-3), Pinheiro (Hugo), Prejudicados, (0-4), Sem influência
5.ª-B Sad(c), V(2-0), Rui Costa (Narciso), Nada a assinalar
6.ª-Boavista(f), D(3-0), Hugo (V. Santos), Nada a assinalar
7.ª-Braga(c), D(2-3), Soares Dias (Esteves), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), Narciso (R. Oliveira), Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Veríssimo (Esteves), Beneficiados, (0-1), Impossível contabilizar
3.ª-Portimonense(f), V(0-2), M. Oliveira (Narciso), Nada a assinalar
4.ª-Corruptos(c), E(2-2), Godinho (Martins), Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
5.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota (V. Santos), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(4-0), Nobre (Esteves), Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(f), V(0-4), Hugo (V. Santos), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Braga(c), V(3-1), Pinheiro (Martins), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
2.ª-Boavista(f), V(0-5), Godinho (Hugo), Nada a assinalar
3.ª-Marítimo(c), D(2-3), Rui Costa (L. Ferreira), Beneficiados, (1-4), Sem influência
4.ª-Sporting(f), E(2-2), Godinho (Martins), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
5.ª-Gil Vicente(c), V(1-0), Malheiro (Esteves), Nada a assinalar
6.ª-Paços de Ferreira(f), D(3-2), Almeida (Narciso), Beneficiados, (5-1), Sem influência
7.ª-Portimonense(c), V(3-1), Nobre (R. Oliveira), Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar

Anexos (II):
Árbitros:
Benfica
Godinho - 1
Almeida - 1
Martins - 1
Pinheiro - 1
Rui Costa - 1
Hugo - 1
Soares Dias - 1

Sporting
Veríssimo - 1
M. Oliveira - 1
Godinho -1
Narciso - 1
Mota - 1
Nobre - 1
Hugo - 1

Corruptos
Godinho - 2
Pinheiro - 1
Rui Costa - 1
Malheiro - 1
Almeida - 1
Nobre - 1

VAR's:
Benfica
V. Santos - 2
Malheiro - 1
R. Oliveira - 1
Hugo - 1
Narciso - 1
Esteves - 1

Sporting
Esteves - 2
V. Santos - 2
Narciso - 1
Martins - 1
R. Oliveira - 1

Corruptos
Martins - 2
Hugo - 1
L. Ferreira - 1
Esteves - 1
Narciso - 1
R. Oliveira - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Hugo - 1 + 1 = 2
Godinho - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Sporting
V. Santos - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Hugo - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Corruptos
Godinho - 2 + 0 = 2
Almeida - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Hugo - 1 + 1 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Godinho - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Martins - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Sporting
Narciso - 1 + 1 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Hugo - 1 + 0 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1

Corruptos
Godinho - 2 + 0 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Malheiro - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Nota oficial


"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD confirma a realização de buscas às suas instalações.
A Benfica SAD manifesta, como sempre, a sua total disponibilidade para colaborar com as autoridades no esclarecimento das questões suscitadas no âmbito da diligência em curso."


PS: Acreditando naquilo que foi dito hoje na (des)comunicação social tuga, o Benfica é suspeito de corrupção desportiva, alegadamente de subornar jogadores de uma equipa adversária, para facilitar a vitória do Benfica! Curiosamente, esses jogadores, representavam uma equipa, que disputava à época a II Liga, enquanto o Benfica estava na I Liga!!!!
Deve ser um caso de suborno por antecipação!!! Em caso do outro clube subir de divisão (ou o Benfica descer de divisão), o mais inteligente é subornar os jogadores com um ano de antecedência (por acaso o Santa Clara até estava a lutar para não descer de divisão...), para dar menos nas vistas!!! Isto partindo do princípio que os jogadores não forem transferidos para outras equipas!!!

Não chegou


"Apesar da forte reação a um resultado extremamente penalizador, em que o Braga soube aproveitar as oportunidades de golo de que dispôs e alcançou uma vantagem de 0-3 aos 63 minutos, a nossa equipa não foi além de uma derrota pela margem mínima.
Na primeira parte predominou o equilíbrio entre as equipas, mas o Braga conseguiu marcar, aos 38 minutos, no seu segundo remate no jogo.
O golo madrugador na segunda parte, seguido da ampliação da vantagem arsenalista passados 13 minutos, poderia ter significado um ponto final na partida. Porém, a nossa equipa tudo fez por inverter o resultado, nunca desistindo de procurar a vitória ou, pelo menos, o empate, conseguindo mesmo reduzir para 2-3, aos 86 minutos, com Seferovic a aproveitar duas das várias oportunidades de golo criadas pela equipa na última meia hora de jogo.
O nosso treinador enalteceu a postura dos jogadores num momento muito adverso, salientando que a boa atitude demonstrada e as oportunidades de golo criadas "já não deram para virar o resultado".
Jorge Jesus lamentou ainda o desaire inesperado e recordou que, quando o Benfica liderava a classificação, referira a competitividade do Campeonato e o calendário bastante exigente, os quais poderiam motivar oscilações no desempenho de qualquer das equipas.
Importa agora centrar esforços no regresso aos triunfos, sabendo que o Campeonato é longo e difícil para todos e que tudo está em aberto. À sétima jornada, o Benfica ocupa o segundo posto da classificação, a par do Braga.
Segue-se agora uma pausa nas competições de clubes devido a compromissos das seleções nacionais. O próximo desafio da nossa equipa será frente ao Paredes, no dia 21 deste mês, a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal."

SL Benfica | 3 problemas graves que urgem correção


"Após um mercado de transferências movimentado, com os encarnados a gastar uma quantia a rondar os 96,5 milhões de euros, e de grandes promessas feitas por Jorge Jesus, o que é certo é que o início de época do SL Benfica tem ficado um pouco aquém das expetativas.
O desaire frente ao PAOK resultou na perda dos 40 milhões de euros da fase de grupos da Champions e na venda de um dos jogadores mais queridos do universo benfiquista, Rúben Dias, para os ingleses do Manchester City FC, de modo a equilibrar os cofres da Luz.
Seguiram-se jogos de qualidade, com a equipa de Jorge Jesus a demonstrar um bom nível exibicional, até que chegou a partida do Bessa frente ao Boavista FC. As falhas defensivas, que até então iam sendo camufladas pelo poder ofensivo encarnado, foram expostas, tendo os lisboetas acabado por ser derrotados (e humilhados) por três bolas a zero.
A equipa de Jorge Jesus tem demonstrado lacunas graves, que, para um clube com as ambições do Benfica, podem ser fatais. Como tal, esta semana apresentamos três problemas graves que necessitam de ser urgentemente reparados por Jorge Jesus.

Problema central Com 16 golos sofridos em 11 partidas oficiais, a defensiva encarnada está longe dos seus melhores dias e a causa é, na minha opinião, bastante óbvia. A chegada de Otamendi veio fragilizar a defesa encarnada, que, por si só, já tinha algumas lacunas antes da chegada do argentino. 
Até à chegada do ex-jogador do Manchester City, o SL Benfica tinha sofrido três golos em três partidas; depois da sua chegada (e de jogar a titular em todas as partidas desde então), as “águias” contam já com 13 golos sofridos em oito jogos, sendo que o argentino cometeu uma grande penalidade frente ao SC Farense (que deu, indiretamente, origem a um lance de golo) e foi expulso a meio da primeira parte no jogo contra os Rangers, deixando a equipa com menos uma unidade durante mais de 70 minutos.
A dupla Otamendi-Vertonghen não irá resultar, e fará com que as “águias” estejam sempre mais perto de sofrer golos. Numa equipa que joga num bloco alto como o Benfica, é importante ter pelo menos um central rápido, capaz de ir buscar os adversários em velocidade, algo que acontecia quando jogava a dupla Rúben Dias-Vertonghen.
Como tal, Jesus deverá equacionar alternativas para fazer dupla com o belga, privilegiando Todibo e Jardel ao invés de Otamendi, que, na minha opinião, não tem qualidade para ser titular no Benfica.

Uma lateral direita muito curta Desde o fim da época 2016/2017, com a saída de Nélson Semedo, que a lateral direita encarnada nunca mais viu um lateral direito de topo. Por lá passaram inúmeros jogadores, mantendo-se sempre uma constante: ninguém consegue tirar o lugar a André Almeida, que, apesar de ser limitado, é um jogador que oferece algumas garantias a nível defensivo.
Pois bem, com a lesão grave que teve – tendo a sua época acabado -, o seu lugar fica agora à disposição, permanecendo no ar a dúvida de quem o irá agarrar definitivamente. Para já há dois candidatos para o mesmo, sendo eles Gilberto e Diogo Gonçalves.
Após ver ambos a jogar, penso que o lateral ideal será Diogo Gonçalves, não só pela sua velocidade, como também pela verticalidade e profundidade que dá ao jogo das “águias”, algo que Gilberto, pelo que demonstrou até agora, não consegue oferecer. Ambos terão de evoluir defensivamente, mas o alentejano está uns furos acima do brasileiro.
Gilberto é um jogador lento, que apresenta grandes dificuldades em preencher o corredor direito, e que demonstra alguma falta de noção em relação aos espaços que deve ocupar com e sem bola.

Do oito ao oitenta, não há transição defensiva que aguenta A grande lacuna do plantel do SL Benfica 2020/2021 é a ausência de um médio “box-to-box” puro, especialmente tendo em conta o sistema tático privilegiado por Jorge Jesus.
Adel Taarabt tem sido o homem escolhido para desempenhar esse papel – tendo sido substituído por Pizzi enquanto esteve lesionado -, e tem demonstrado que, apesar de ser um grande dinamizador ofensivamente, não consegue equilibrar a equipa no momento defensivo, deixando a equipa exposta regularmente.
Com o marroquino em campo, o Benfica tem capacidade para condicionar os adversários logo na primeira fase de construção, fruto da intensidade e da velocidade na reação à perda da bola que Taarabt imprime no jogo. O problema é que, quando os adversários conseguem ultrapassar essa pressão, a equipa do Benfica fica partida, deixando a defesa desamparada.
Além disso, o jogo posicional defensivo de Taarabt é bastante débil, algo que é ainda mais notório num meio campo a dois. Na minha opinião, deveria ser dada uma oportunidade a Chiquinho, que, na minha opinião, é um jogador capaz de oferecer mais equilíbrio ao SL Benfica. Há também rumores de que Gedson regressará em janeiro, pelo que, se for verdade, poderá ser um reforço interessante para Jesus."

Benfica After 90 - Braga...

Rescaldo...

Cadomblé do Vata (Braga...)


"1. Ao fim de um JJ e 100 milhões, estamos fora da Champions e a 4 pontos do Sporting CP... esta merda é como a equipa do SL Benfica, não tem defesa.
2. Quando foi apresentado, muitos disseram que Otamendi ia calar os críticos... depois de 1 penalty, 2 ofertas de golo e 1 expulsão aos 19 minutos em 8 jogos, conseguiu... pelo menos eu já não digo mais nada. 
3. Nos últimos 3 jogos sofremos 9 golos... isto no SL Benfica fundado em 1904 era para ser arrasado pelos adeptos, no refundado em 2003 é para ser apoiado pelos clientes.
4. Há uma semana podiamos ter deixado o FC Porto a 8 pontos e hoje eles ficaram a 2... quando na apresentação JJ disse que "todos somos um", eu não estava a contar que isso incluísse os portistas.
5. Estive demasiado tempo com a cara tapada pela mãos e perdi-me um bocado... alguém apontou o número de faltas que o SC Braga cometeu enquanto nos dava banho de bola?"

👀 Otamendi: Fazei-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos. Salmos 43:1


"Vlachodimos
Tudo isso será o início das dores.
Mateus 24:8

Gilberto
Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.
Gálatas 6:3 

Verthongen
E agora esvai-se a minha vida; estou preso a dias de sofrimento.
Job 30:16

Otamendi
Fazei-me justiça, ó Deus, e defende a minha causa contra um povo infiel; livra-me dos homens traidores e perversos.
Salmos 43:1

Nuno Tavares
Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. 
Salmos 39:4

Samaris
Não chames a contas este teu servo, porque diante de ti ninguém está inocente.
Salmos 143:2

Pizzi
Será um dia de castigo terrível, de angústia e aflição, de ruína e destruição; será um dia de escuridão e trevas e de nuvens sombrias.
Sofonias 1:15

Rafa
Só a bênção do Senhor dá prosperidade; o esforço humano nada lhe acrescenta.
Provérbios 10:22

Darwin
A imprudência dos ingénuos dá cabo deles; a despreocupação dos insensatos os perderá.
Provérbios 1:32

Everton
Os meus olhos apagaram-se de sofrimento. Todos os dias te invoco, Senhor, e levanto as mãos em oração.
Salmos 88:10

Waldschmidt
E tu, homem, geme como se o teu coração estivesse despedaçado pelo desespero. Chora de tristeza num lugar onde todos te vejam.
Ezequiel 21:11

Grimaldo
Porém aquele que se entrega ao Senhor forma um só espírito com ele.
1 Coríntios 6:17 

Gabriel
Esta oração, feita com fé, dará a saúde ao doente e o Senhor há de restabelecê-lo. E, se cometeu algum pecado, será perdoado.
Tiago 5:15

Taarabt
Mas se a minha mentira serve para mostrar ainda mais a verdade de Deus e a sua glória, por que hei de ser ainda condenado como pecador?
Romanos 3:7

Seferovic
De facto, nós já fomos salvos, mas é na esperança. Quando se vê aquilo que se espera, então já não é esperança. Pois como é que alguém espera aquilo que já está a ver?
Romanos 8:24

Diogo Gonçalves
Alegro-me, portanto, com as fraquezas, as injúrias, as privações, as perseguições e as angústias que passei por amor de Cristo. Pois quando me sinto fraco, então é que sou forte.
Mendonça 19:04"

SL Benfica 2-3 SC Braga: Ai, Jesus, esta defesa…


"A Crónica: Um Braga Matriro Conseguiu Levar a Melhor
Numa noite fria no Estádio da Luz só mesmo os jogadores para aquecer este duelo entre SL Benfica e SC Braga da Primeira Liga. Um jogo intenso entre ambos os conjuntos, em que as águias dominaram durante toda a primeira parte. Até aos primeiros 20 minutos, os bracarenses não conseguiam respirar, tal era o domínio e sufoco do adversário. Ainda assim, desengane-se quem acha que o claro controlo do jogo por parte das águias se traduziu em muitos lances de perigo iminente. Até bem pelo contrário: durante o primeiro tempo, só aos 10 minutos há sinal vermelho para a baliza de Matheus. Um pontapé de bicicleta de Vertonghen testa a atenção do guardião bracarense, que defende o lance.
O Braga esteve durante toda a primeira parte no seu meio-campo defensivo. A equipa de Carlos Carvalhal dava a iniciativa de jogo ao Benfica, mas fechava muito os espaços de forma a não permitir o conjunto de Jorge Jesus de avançar no terreno. E por isso mesmo é que o domínio das águias não se traduziu em oportunidades de golo. E, por falar nisso, quem diria? Pois é, contra todas as probabilidades e contra a corrente do jogo, o SC Braga marca o primeiro da noite. Aos 38 minutos, marca um homem que até já foi carrasco do Benfica. Iuri Medeiros fez o que quis à entrada da área e numa grande jogada individual marca o 0-1 para a sua equipa. Mais um sinal evidente das debilidades defensivas do conjunto de Jorge Jesus.
Na segunda parte, o SC Braga entrou mais atrevido e com uma postura antagónica em relação a tudo o que fez no primeiro tempo. E se a equipa de Carlos Carvalhal marcou quando menos se esperava e quando estava a fazer pouco para concretizar, na segunda parte, os primeiros cinco minutos foram suficientes para dobrar a vantagem minhota. Aos 50 minutos, Francisco Moura aproveita um excelente passe de Al Musrati e faz o 0-2. Mas o menino fez o gosto ao pé e passados 13 minutos, Francisco Mouta volta a reforçar aquilo que parecia ser uma noite de sonho para os Gverreiros do Minho. Na sequência de uma infantilidade entre Vlachodimos e Otamendi, o número 74 dos bracarenses ganha de cabeça, marca um dos golos mais caricatos desta temporada e o terceiro da noite para a equipa do SC Braga.
A resposta do Benfica sai do banco com Seferovic a marcar aos 68 minutos, depois de um lance genial de Rafa sob o corredor direito. Dois minutos depois, o avançado do Benfica volta a assustar o Braga: Seferovic mergulha e obriga Matheus a uma grande defesa. E poucos minutos depois, Vlachodimos decide brilhar também do outro lado do campo. Aos 76′, depois de uma grande jogada que começa em Paulinho, Galeno tenta fazer um remate em arco sob Vlachodimos, mas o guardião defende com a ponta dos dedos e evita o quarto da noite.
Os restantes minutos foram igualmente intensos. O Benfica procurava o segundo golo para catapultar a equipa, pelo menos animicamente, para dar a volta à partida. Já o Braga, continuou com a sua postura de contenção, principalmente numa altura em que o conjunto de Jorge Jesus carregava cada vez mais. Aos 86′, Seferovic faz o segundo para as águias e reacende a chama da sua equipa. Mas o resultado acabou por não se alterar até ao final. O SC Braga foi cauteloso e conseguiu aproveitar, a tempo certo, as debilidades defensivas do Benfica.

A Figura
Francisco Moura Foi um jogo de sonho para este jovem de 21 anos. Marcou dois dos três golos da sua equipa e, das duas vezes, teve a frieza necessária para decidir bem. Algo que nem sempre é fácil para jogares jovens e com pouca experiência. Sai aos 72 minutos, mas enquanto esteve dentro de campo conseguiu fazer a diferença esta noite para o Braga.

O Fora de Jogo
Everton CebolinhaEsteve muito apagado e adormecido esta noite aqui na Luz. Podia também ter elegido a prestação da linha mais recuada das águias, onde os lances dos três golos do Braga evidenciam debilidades que fizeram a diferença esta noite. Mas, para isso, já bastava o título deste artigo.

Análise Tática – SL Benfica
O Benfica apresentou-se aqui esta noite no Estádio da Luz disposto a pagar as despesas. Assumiu o jogo e o controlo da partida num 4-1-3-2. Apesar disso, as águias não conseguiram penetrar muitas vezes o bloco defensivo dos bracarenses que se mostrou intransponível. O Benfica estava mesmo a ter muitas dificuldades em ultrapassar a muralha defensiva do adversário e mostrou ainda bastantes dificuldades nas alas.
Nota ainda para os lances de golo do Braga que evidenciaram, mais uma vez, as debilidades defensivas da equipa de Jorge Jesus. Estes lances protagonizados por Iuri Medeiros e Francisco Moura dão-nos a ideia de que qualquer jogador rápido consegue desposicionar com relativa facilidade o setor mais recuado do Benfica.

11 Iniciais e Pontuações
Odysseas (5)
Gilberto (5)
Vertonghen (6)
Everton (3)
Darwin (5)
Waldschmidt (5)
Pizzi (4)
Samaris (4)
Rafa (6)
Otamendi (5)
Nuno Tavares (6)
Subs Utilizados
Gabriel (4)
Seferovic (7)
Taarabt (5)
Grimaldo (7)
Diogo Gonçalves (-)

Análise Tática – SC Braga
O SC Braga decidiu recolher, a privilegiar mais o contra-ataque e a investir essencialmente em Galeno para o fazer durante os primeiro 45 minutos. Toda a equipa esteve muito recuada no seu meio-campo defensivo, muito compacta e a fechar espaços ao adversário num 5-3-2. Galeno e Iuri juntaram-se também ao meio-campo defensivo bracarense durante a primeira parte.
A equipa de Carlos Carvalhal conseguiu criar mais na segunda parte, mas sempre de forma contida e a evitar ao máximo erros que deixassem o conjunto bracarense descompensado. A atacar num 4-5-1 conseguiu criar mais a níveis ofensivos durante esta segunda parte que ainda conseguiu superar as expetativas da primeira. Depois dos golos do Benfica, recolheu novamente numa postura de gerir o resultado. Algo que conseguiu fazer de forma eficaz, o que lhe valeu os três pontos.

11 Iniciais e Pontuações
Matheus (7)
Tormena (5)
Sequeira (5)
Al Musrati (7)
Paulinho (6)
Bruno Viana (5)
Medeiros (7)
Ricardo Esgaio (6)
Francisco Moura (8)
Castro (6)
Galeno (7)
Subs Utilizados
João Novais (5)
Raúl Silva (-)
Rodrigo Gomes (-)"

Luz apagada


"O início do Benfica foi prometedor. Mesmo sem criar, encostou o Braga atrás, recuperou de forma rápida a bola e durante um bom período foi senhor mandão, nem parecendo que do outro lado estava tão valiosa equipa.
Contudo, o ascendente inicial do Benfica nunca desorganizou a equipa de Carlos Carvalhal, uma vez mais com um processo defensivo híbrido – A presença de Sequeira, Moura e Galeno no corredor esquerdo assim o proporciona. – Sai para pressionar e defender alto em 4x4x2, com Galeno a integrar a linha da frente, e quando tem de fechar o espaço mais próximo da sua baliza remete-se a um 5x4x1 – Moura fecha como lateral, Sequeira vira central e Galeno fecha como ala, deixando Paulinho na frente – não apenas controlou o ataque posicional do Benfica, como também perdeu pouquíssimas bolas com a equipa aberta que pudessem proporcionar espaço para o Benfica acelerar.

4x4x2 que se transforma em 5x4x1 em zonas mais baixas

A teia defensiva bracarense neutralizou investidas, mas também o Benfica controlava muito bem o jogo na Transição Defensiva, sempre que estava alto. Só um erro poderia fazer balançar o resultado, e esse surgiu por Otamendi – Não pode em circunstância alguma fazer um passe por cima (logo de difícil recepção) para o corredor central com a equipa aberta! O talento de Iuri resolveu e abriu o marcador, quando antes já havia sido numa perda de Pizzi o lance mais perigoso da partida, que Galeno não finalizaria depois de Esgaio deitar Odysseas.

Everton, Luca, Darwin e Rafa sempre sem espaço

Jorge Jesus mudou a equipa logo no início da segunda parte – Seferovic juntou-se a Darwin, e Luca ocupou o lugar de Everton, enquanto Gabriel foi a jogo com o intuito de recuperar mais bolas na pressão – Coisa que o Benfica nunca fez enquanto jogou com Pizzi e Samaris no meio.
Se os intentos poderiam ser interessantes, um golo logo no recomeço e mais tarde um erro tremendo de Odysseas, deixaram novamente o Benfica com três golos sofridos e numa desvantagem impressionante no marcador.
Só depois do golo de Seferovic o Benfica acordou. Teve energia mas nem sempre discernimento e depois de Luca perder o que seria o 3 a 2, o Braga foi gerindo o jogo mas sem a qualidade organizacional do primeiro período. A fadiga afastou as linhas minhotas, e a entrada de Grimaldo trouxe critério e qualidade ofensiva ao corredor lateral encarnado que até então só somava erros.
Sem laterais (Tavares e Gilberto) capazes de criar – Seria já bom que não errassem, porque erram e bastante, coarctando hipóteses de ligar o jogo com qualidade – com um meio campo sem andamento para um sistema que utilize apenas dois médios, os problemas encarnados estão identificados e se não forem ultrapassados continuarão a trazer dissabores decisivos para a equipa lisboeta.
A vitória bracarense na Luz não expôs mais do que o que já se percebia serem as lacunas de um plantel desequilibrado qualitativamente entre os vários sectores."

Vermelhão: Preocupante... muito preocupante!

Benfica 2 - 3 Braga


A perda de 6 pontos numa semana é grave, mas se calhar mais preocupante é a insistência nos mesmos erros: porque razão a dupla Gabriel/Weigl nunca foi tentada?; se o Grimaldo hoje estava disponível não foi titular porquê?; o Gabriel não jogou na Quinta, esteve de castigo? hoje começou no banco, foi somente por opção?; o Everton novamente titular, quando precisa claramente de banco, porquê?; a dupla Samaris/Pizzi para um jogo destes, quando o Samaris já não era titular... nem me lembro da última vez que o Samaris tinha sido titular e creio que todos já perceberam que o Pizzi não tem pernas para jogar a '8', principalmente devido à forma como é incapaz de recuperar bolas e de ocupar espaços nas transições defensivas...; e se os Centrais contratados, não compreendem o conceito 'bola coberta', 'bola descoberta', são intocáveis porquê?!

Eu sei que à posterior é fácil 'acertar', mas a gestão da equipa nesta sequência de 7 jogos foi mal feita, houve algumas lesões, mas as decisões prejudicaram a equipa. Por exemplo, a ida para o banco do Taarabt, hoje, até compreendi, já que jogou 90 minutos na Quinta, com a equipa a jogar com 10 durante mais de 70 minutos, mas as outras...!!! Mas as outras... Como eu já tinha alertado, esta sequência de 3 jogos Europeus de seguida, é completamente inédita, só aconteceu devido ao início retardado da época, em consequência da pandemia, mas a equipa técnica do Benfica, tem a obrigação de perceber que jogar de 15 em 15 dias na Europa, não é mesma coisa, do que jogar 3 semanas consecutivas...!!!

O Braga ao contrário do Benfica, tem gerido praticamente todo o plantel nesta sequência de 7 jogos, que eles também tiveram. Hoje, por exemplo ficaram de fora, muitos dos que foram titulares em Leicester... e fizeram isso em quase todos os jogos! Também é verdade, que hoje, nos 3 primeiros remates que acertaram na baliza, marcaram golo...!!! Que o Ody fez 1 defesa digna desse nome, em 90 minutos!!! Mas a forma cínica como jogaram, foi deliberada, porque em Portugal já todos perceberam os pontos fracos desta equipa do Benfica...

Mesmo assim, na última meia hora, já com o Taarabt em campo, até tivemos oportunidades suficientes para completar a remontada, e vencer o jogo, mas o Luca e o Haris falharam de forma incrível alguns golos!!!

Uma paragem do campeonato após estas más exibições, e maus resultados, nunca é boa... Mas se calhar desta vez, até pode ser que resulte em alguma coisa de bom, se houver capacidade de auto-crítica, e perceber aquilo que se pode retificar... Espero que o Todibo esteja disponível após as selecções...