Últimas indefectivações
quarta-feira, 25 de maio de 2022
Portas abertas!!!
"E a porta da Torre das Antas vai continuar aberta ao Proença, ao Fontelas, ao Bertino, ao Paulo Costa e ao quadro de árbitros da C1? Dá para trocar? Negócio fechado!
Uma associação criminosa que tem a Comunicação Social toda controlada com os Vitor Pintos desta vida e cartilharia liderada pelos Aníbal Pintos desta vida, a queixar-se de uma reunião de apresentação de um treinador novo aos jornalistas do País. É para rir, não é?
És um criminoso que, mesmo tendo sido condenado, continua à solta a debitar as maiores alarvidades e a incendiar todo o futebol Português.
Uma sugestão: façam-se homens e aceitem jogar com árbitros e VAR´s estrangeiros! O caralho que aceitam, não é?
Governo e Políticos, mais uma vez, continuam a assobiar para o lado.
Até um dia..."
"Se amas o futebol, amas o Benfica.”
"Esta frase não é de Eduardo Galeano, Jorge Valdano ou de Nelson Rodrigues. Nem sequer de Albert Camus ou Nick Hornby, esta frase é um quente domingo de bola em família e foi proferida por Roger Schmidt à chegada a Lisboa.
Uns dirão que a frase foi preparada pelo departamento de comunicação do clube e que, brevemente, teremos material de merchandising para todos os gostos, outros dirão que Roger é o seu próprio diretor de comunicação e sabe como conquistar os adeptos desde o primeiro apito, outros não dizem nada e apreciam cada palavra como se fosse uma triangulação rumo ao golo.
O Sport Lisboa e Benfica é uma palavra composta, complexa e condensada. Composta por três palavras que têm em si uma história tão longa como o sofrimento que advém de manter unido este clube quanto as possibilidades não jogavam a nosso favor; complexa por ser o clube mais exigente para consigo mesmo, mesmo quando não parece; condensada porque encarna em si os sonhos de todos os benfiquistas e resume-os a apenas um grito: Benfica.
Sei que uns tiveram o privilégio de quase nascer no Estádio da Luz, levados pela mão dos seus pais; outros era pobres petizes que entraram acompanhados por uma alma caridosa disposta a oferecer um pouco de benfiquismo; mas também temos os que descobriram o clube com os seus amigos, já a carteira ajudava; e, claro, temos aqueles que nunca tendo visto o clube ao vivo sabem tudo sobre ele e vivem-no 24/7, qual loja de conveniência onde só se vende amor incondicional. O Benfica é tudo isto e isso é tão bom.
Ser Benfiquista é ter na alma a chama imensa e é acreditar que a pessoa que está ao nosso lado sente o mesmo, que é mais um como nós, que faz parte dessa palavra composta, complexa e condensada que é o Benfica.
Roger Schmidt é treinador de futebol, parece até que é um bom treinador de futebol, sendo que só o tempo o dirá. O tempo é uma coisa tramada, é algo que ultrapassa em muito a física, sobretudo quando falamos do tempo benfiquista. O tempo, essa grandeza física, para quando a bola sai do pé da nossa avançada, da mão do nosso poste ou do stick do nosso guarda-redes. O tempo para quando nos lembramos dos festejos do nosso último título ou do sofrimento da última derrota. O tempo para quando o hino é cantado a plenos pulmões por todos nós. O tempo para quando um novo treinador, jogador ou dirigente diz algo que nos fala ao coração, porque o futebol será sempre um jogo de emoções.
“Se amas o futebol, amas o Benfica” parece só uma frase bonita, mas num mundo de falsos milhões, de polémicas vãs e de comunicação pro forma, uma tirada como esta enche o coração. E eu tinha tantas saudades de ter o coração acelerado, qual avançado rumo à área, a pensar que não há coisa mais bonita do que vibrar com as papoilas saltitantes."
Pois é...!!!
"Pressão e intimidação sobre os árbitros, faltas de comparência, tratar mal tudo e todos quando não ganham. Fazer da não vitória uma impossibilidade de acontecer e um facto inaceitável desportivamente.
Contra eles todos estão condicionados. Árbitros, jogadores e jornalistas.
Aí estão eles a caminho da final do Playoff de Basquetebol, depois de terem ameaçado acabar com a modalidade.
O caso é tão grave que, para um treinador como Luis Magalhães que passou lá uma vida falar assim, é porque estamos ao nível do Hóquei em Patins já. Estragaram o Basquetebol, assim como estragaram o Hóquei em Patins, e como vão estragar tudo aquilo onde os permitirem entrar."
O que fazer a João Mário?
"Um dos temas quentes do momento é a chegada de Roger Schmidt ao Benfica e todas as ideias que o treinador alemão traz consigo. É sabido que para que tudo seja como é suposto, o plantel do Benfica terá de sofrer várias mudanças que nos pode levar a falar até de uma revolução. É aqui que aparece a situação de João Mário.
O médio benfiquista esta época teve um arranque a deixar água na boca mas depois acabou por não passar do primeiro terço do campeonato e um ou outro momento, a espaços. Olhando para aquilo que tem sido o trabalho recente de Roger Schmidt, o treinador alemão também não utiliza um médio com as características do médio internacional português.
Sem dúvida que João Mário é um médio com uma excelente relação com bola e com um nível técnico acima da média. É também certo que raramente a bola não sai redondinha dos pés do médio ex-Sporting. Não é mentira que raramente falha um passe. Mas, é na sua disponibilidade física, raio de ação e reação à perda que João Mário acaba por ficar abaixo daquilo que se calcula que Schmidt procura.
Se olharmos ao PSV e a trabalhos anteriores, o alemão gosta de jogar com 2 médios que funcionam como 6 e 8 ao mesmo tempo. Médios com grande raio de ação e com muita intensidade no momento de reação à perda. Agressividade e fisicamente disponíveis. E João Mário não oferece essas características.
É um jogador difícil de colocar até pelo elevado salário que aufere.
Se com Jorge Jesus, João Mário já jogou como interior direito, com Roger não vai acontecer porque o novo treinador do Benfica gosta de extremos bem declarados. Por isso, caso não saia (e não tem havido notícias nesse sentido), onde poderá jogar João Mário?
Por toda a qualidade técnica que tem ao seu dispor, pela sua leitura de jogo, pela sua capacidade de marcar ritmos de jogos e pela grande capacidade de definição, decisão ou critério, o médio encarnado poderá fazer de Götze. O médio campeão do mundo pela Alemanha e atual médio do PSV Eindoven uma mistura entre um falso avançado e um terceiro médio quase só focado no momento ofensivo da equipa. Mas até aqui acaba por pecar, porque João Mário tem pouco golo comparado com o alemão.
Por todas as razões, que solução para João Mário?"
A violência no desporto
"É importante refletir sobre a violência no desporto, sobretudo pelas diferentes formas que ela pode ter: hooliganismo, agressões, insultos, gestos obscenos, etc. A questão que se coloca é seguinte: será que a violência desportiva não está fortemente ligada à sociedade que a produz?
As definições habituais sobre a violência estão associadas à noção de integridade, seja ela de ordem psicológica, seja ela de ordem física. Esta noção de integridade acorda-se com o nível mais comum da teoria do sociólogo alemão Norbert Elias, que postula que o processo civilizacional em marcha desde o século XVI no ocidente levou à diminuição da violência graças à implementação do Estado. A noção de “configuração”, forjada por este autor permite uma melhor aproximação nesta reflexão. Ela permite invocar as permanências das relações entre os indivíduos no seio de grupos regulados. Uma certa forma de violência pode ser definida segundo os momentos e os locais. Disputar um jogo de futebol, distribuindo pontapés nas canelas, não era considerado violento antes de 1871, mas não é “fair-play” no início do século XX, e muito menos nos dias de hoje. Na realidade, a violência muda com as normas implementadas.
O pluralismo dos pontos de vista sobre a violência no campo científico permite considerar que este vocábulo pode dar lugar a representações diferenciadas nos espaços sociais diversificados. Os resultados das investigações sociológicas têm mostrado que a desigualdade da violência está ligada à desigualdade social e cultural no campo desportivo. Duas classes são identificadas: os desportos com “violências duras”, social e culturalmente “pobres” (futebol, desportos de combate, por exemplo) e os desportos com “violências doces”, social e culturalmente “ricos” (vólei, ténis, por exemplo). Entre os desportos de contacto e os desportos sem contacto, uma fina barreira se instala às violências diretas."
Roger...
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O VAR tem de melhorar
"Depois de anos de testes e hesitações, o VAR foi, em 2019, finalmente introduzido em larga escala no futebol, subsistindo vários constrangimentos na forma como é implementado.
De natureza protocolar: não é claro, em todas as situações, e em função de comportamentos díspares das equipas de arbitragem em lances semelhantes, quando o VAR deve atuar; e no domínio da avaliação dos foras de jogo, o principal óbice à aceitação generalizada desta ferramenta.
O anticlímax é cada vez mais frequente. Adeptos há que, em lances duvidosos, já nem celebram o golo, optando por aguardar pelo veredicto do VAR, festejando timidamente se for caso disso. A indefinição morosa quanto à validação é exasperante. E nem sequer é o que mais irrita os adeptos.
O grande problema reside na invalidação de golos devido a foras de jogo por poucos centímetros, sabendo-se que a tecnologia é limitada na sua aplicação, não se podendo garantir a fiabilidade de todas as decisões.
Num estudo de 2018 realizado durante o Mundial, concluiu-se que a velocidade média de um jogador de futebol em sprint é 29km/h. Se o VAR usa 50 frames por segundo (é o caso na Premier League), pode haver uma distância média de 16,1cm entre frames. A escolha do frame do momento em que a bola é passada, além de muito difícil, pode nem sequer ser possível (entre frames).
Assinalar-se um fora de jogo por escassos centímetros é, por limitações da tecnologia (além dos casos de incompetência ou má-fé de árbitros), um erro em potência. É, no mínimo, duvidoso. E a lei é clara: na dúvida beneficia-se o atacante.
Inglaterra e Países Baixos já mitigaram o problema. As linhas correspondem a cinco centímetros e, caso estejam sobrepostas ou juntas, o lance é validado. A Premier League aplicou o novo protocolo a 32 lances de golo anulados na época anterior, 19 teriam sido validados com as regras atuais. Que espera a Liga portuguesa para seguir o bom exemplo e, pelo caminho, auditar as decisões tomadas nesta época?"
Parabéns a todos!
"Trinta e seis árbitros, sessenta e nove assistentes e vinte e quatro videoárbitros. No total, são 129 profissionais do apito e, pela primeira vez desde 2006, nenhum deles é português. A decisão da FIFA de excluir todos os árbitros portugueses do próximo Mundial de futebol confirma aquilo que qualquer espectador um pouco mais atento da Liga Bwin já suspeitava: a nossa arbitragem está profundamente doente.
Como é que aqui chegámos? Não é difícil identificar os culpados desta situação. São aqueles que gritam e esperneiam, que ameaçam e coagem, que tanto apregoam valores, mas que só se evidenciam pela sua falta de carácter. Mas são também todas as instituições que alternam entre a conivência e a cumplicidade, contribuindo para este desfecho que, quanto a mim, era previsível.
Aquilo que se passa neste momento no futebol português é demasiado grave para ser ignorado. È um campeonato inclinado, reduzido à sua insignificância entre VARs que mereciam um galardão em Hollywood devido ao seu talento para encontrar o frame certo e mais conveniente. Quando acontece uma vez, isso pode ser desculpado por simples incompetência. Agora quando acontece repetidamente, então só podemos suspeitar que seja algo bastante pior.
O Benfica não pode continuar a ser conivente com este triste espetáculo. Não pode estar disponível para negociar com quem tudo faz para prejudicá-lo. Não pode continuar a carregar às costas uma Liga que o procura humilhar. Até termos a garantia que serão nomeados árbitros estrangeiros para os jogos mais importantes da Liga Bwin, o Benfica não pode ter qualquer tipo de abertura a entendimentos com quem perpetua a podridão vigente no futebol nacional. Só uma rutura completa com as amarras que subjugam o nosso campeonato é que nos permitirá sair deste marasmo profundo.
Até lá, resta-nos comemorar esta distinção da FIFA que talvez sirva para os abrir os olhos aos mais incautos. Parabéns, senhor Fontelas Gomes pela sua década de trabalho na arbitragem portuguesa. Parabéns àqueles que há 40 anos criam um clima de medo de ódio e intimidação. Parabéns a todos aqueles que optam por fazer vista grossa, aceitando o sistemático enviesamento da verdade desportiva. Esta vitória é vossa!"
A importância de pessoas extraordinárias na vida e no Benfica
"Se existe um elemento que destaco nesta suprema aventura que é viver, será o privilégio de ter vindo a conhecer pessoas extraordinárias. Não na aceção arrogante e desviante de Raskólnikov no "Crime e Castigo", mas na simplicidade de serem genuinamente e naturalmente extraordinárias.
Uma dessas pessoas, de seu nome Rodrigo Carreira, encontra-se no hospital há várias semanas gravemente ferido após ajudar um desconhecido. Foi, aliás, precisamente com ele, que oferecemos um exemplar do "Crime e Castigo" a um dos criminosos mais desviantes e com "postura raskólnikov" que tenho conhecimento. Um indivíduo inteligente, mas que se julgava superior e que, por isso, na sua soberba (como Raskólnikov), entendia que tudo podia fazer de forma impune e jamais seria detido. Enganou-se.
Foi nessa altura que percebi, de forma cabal, que alguém extraordinário é muito mais que uma soma de capacidades ou atributos intelectuais relevantes. É ter aquele brilho "especial que sabemos encontrar quando nos deparamos com ele. Obrigado, Rodrigo, por (mais) essa lição.
Sendo o Benfica uma parte essencial da minha vida, também me tem permitido conhecer algumas pessoas extraordinárias e surpreendentes, que nos fazem acreditar que estava destinado a cruzarmos caminhos. Desde o antigo terceiro anel, aos pavilhões das modalidades do antigo estádio, passando por idas ao estrangeiro ou assembleias gerais, o Benfica tem-me dado a conhecer, de facto, pessoas extraordinárias.
Uma dessas pessoas chama-se João Castanheira. O João, para além de fervoroso benfiquista, é uma pessoa simplesmente extraordinária. Sem maneirismos, autêntico e assertivo, não precisei de muito tempo para me aperceber de que cepa é feito. Um privilégio, mais um, que o Benfica me proporcionou.
Recentemente, o João teve a gentileza de me oferecer um livro chamado "The first 90 days" (os primeiros 90 dias), sendo que após ler o livro, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: o Rui Costa tem de ler este livro!
Bem sabendo que os 90 dias iniciais já passaram, creio que foram 227 desde que Rui Costa é Presidente eleito, a verdade é que os princípios fundamentais para uma mudança bem sucedida mantêm-se e, do que sei, a maioria encontra-se por atingir. Tudo isso com o risco e fragilidade inerentes à passagem do tempo sem que muitas dessas mudanças se tenham efetivado.
Dos 10 princípios fundamentais que o autor (Michael D. Watkins) destaca aquando do início de um cargo de liderança, destaco 3 que acredito essenciais em relação ao Benfica: assegurar vitória iniciais, constituir uma equipa própria e exigir mudanças e acelerar esse processo de transição a todos os subordinados.
Quanto às "early wins", importam sobretudo para criar credibilidade e "impulso". E se o Presidente Rui Costa teve algumas vitórias iniciais (e não falo de resultados desportivos), creio que não assegurou a mais decisiva e duradoura: a unidade interna e externa, que seria obtida com algumas medidas que, mais ou menos simbólicas e profundas, teriam por base a ideia de cortar com o passado recente.
Isso leva-nos ao ponto seguinte, precisamente a questão da criação da sua equipa de trabalho. O Presidente não criou verdadeiramente a "sua" equipa, herdando a maioria de Vieira, acrescentando os indicados pelo movimento "Benfica Bem Maior", sobrando apenas Luís Mendes, esse sim, da sua equipa deste ponto de vista (o que se aplaude).
Quanto às mudanças e à aceleração do processo de transição a todos os que trabalham no Benfica (Clube e SAD), sei que o Presidente tem procurado fazê-lo. Contudo, parece estar pouco acompanhado nessa real vontade de mudança profunda, pelo que, dessa forma, dificilmente será possível atingir tal objectivo em tempo razoável numa máquina tão pesada (demasiado) como é o Benfica.
Será o Presidente Rui Costa um homem extraordinário? O tempo o dirá, sendo que, por ora, estou certo ser (pelo menos) um extraordinário benfiquista que quer o melhor para o Clube. Aliás, tenho uma ótima impressão da sua genuinidade e honestidade.
Por tudo isso, aproveito estas linhas para deixar lhe deixar uma ideia: leve para o Benfica pessoas extraordinárias! Daquelas com brilho próprio e onde o interesse do Benfica se sobrepõe à agenda pessoal e onde as politiquices ficam à porta. Não precisamos de autointituladas pessoas extraordinários qual Raskólnikov, onde essa (suposta) superioridade lhes permite tudo, mas sim de pessoas naturalmente extraordinárias.
O Benfica precisa desse brilho e aura, e não ficar refém de uma máquina trituradora. Só assim poderá obter uma estabilidade que permita planear a médio/longo prazo e não preocupados com eleições ou tomadas da bastilha em jogos palacianos que não são dignos da história do Benfica.
Ainda ontem o Presidente lançou a biografia de Eusébio onde contou a história de, quando em miúdo, num treino de captação, o Rei o viu e percebeu num ápice o brilho daquele menino. O Pantera Negra reconheceu que o miúdo era extraordinário e tinha razão. Decidiu e fez a sua escolha. Como se comprovou, mais que acertada. Simples.
Cerca de 40 anos volvidos, a responsabilidade das escolhas é do agora Presidente Rui Costa. Está na altura das decisões difíceis de reconhecer quem é, ou não, extraordinário nos diversos cargos, postos ou posições e fazer as escolhas que o Benfica precisa.
Tudo no superior interesse do Benfica, pois se assim não for, temo que corra o risco de ser tomado por "raskólnikovs". E, acima de qualquer pessoa, o Benfica terá de ser sempre um Clube extraordinário."
terça-feira, 24 de maio de 2022
Os 4 melhores negócios que o SL Benfica pode fazer
"Acrescentavas Algum Negócio à Lista?
O Sport Lisboa e Benfica já só pensa na próxima temporada e atacar bem este defeso é uma prioridade. A fórmula é bem clara: vender bem e comprar ainda melhor.
Com a chegada do novo treinador, Roger Schmidt, que, entretanto, já foi oficializado, é natural que hajam, muitas saídas e entradas no plantel dos encarnados. Se a ideia é ter resultados diferentes, há que procurar abordagens diferentes e por isso mesmo é que o mercado será bastante importante para as águias.
Assim, procuramos negócios que poderão interessar ao SL Benfica e que se podem mesmo vir a realizar neste verão.
1. Haris Seferovic
Ao que tudo indica, Haris Seferovic estará de saída do SL Benfica. Nesta temporada perdeu espaço no onze e disputou apenas 15 jogos, tendo apontado cinco golos e três assistências.
Jorge Jesus é dado como próximo treinador do Fenerbahçe SK e o facto de conhecer bem o avançado suíço poderá facilitar a transferência.
Seferovic está no SL Benfica desde 2017 tendo disputado 188 jogos e marcado 74 golos e feito 26 assistências. Creio que será o momento certo para sair e, com 30 anos, poderá ainda fazer umas boas temporadas numa liga competitiva como a liga Turca.
Para o Sport Lisboa e Benfica, a venda de Seferovic seria benéfica, até porque não deverá contar para Roger Schmidt.
2. Mario Götze
A vinda de Roger Schmidt poderá significar a vinda de Mario Götze. O médio alemão tem contrato com o PSV por mais dois anos, mas a necessidade de um médio mais ofensivo no SL Benfica e o facto de o novo treinador o conhecer bem, poderá ser um fator impulsionador nesta transferência.
Götze é uma eterna promessa do futebol alemão e creio que nunca atingiu o seu verdadeiro potencial. Com 29 anos, tem uma carreira respeitável, mas creio que poderia ter sido muito mais.
É uma opção bastante viável para o meio campo encarnado e gostaria de ver este jogador a atuar em Portugal.
3. David Neres
Atualmente com contrato com o Shakhtar Donetsk e sem competir dada a situação bélica na Ucrânia, David Neres estará para assinar com outro clube para a próxima temporada sendo que o SL Benfica parece estar bem posicionado para assinar o extremo brasileiro.
A verdade é que o SL Benfica poderá contratar Neres a um preço mais baixo daquilo que o jogador realmente vale e poderá garantir um bom negócio. David Neres é um jogador com muita qualidade e poderá acrescentar muito aos encarnados.
Roger Schmidt conhece bem David Neres, por o ter defrontado no campeonato neerlandês e terá dado aval à contratação deste ativo. O único entrave ao negócio poderá ser o elevado salário que ronda os 3.5 milhões de euros.
4. Darwin Núñez
Este é um dos nomes mais falados no futebol europeu neste momento. As boas prestações de Darwin esta temporada, principalmente na Liga dos Campeões, colocou a Europa de olho nele.
Uma eventual saída de Darwin garantia um negócio que envolveria valores estratosféricos para os cofres encarnados. A cláusula de rescisão do jovem uruguaio é de 150 milhões de euros, um valor que está acima daquilo que o SL Benfica espera receber, está claro.
A renovação de Kylian Mbappé com o PSG colocou o Real Madrid no mercado por um avançado e fala-se, em Espanha, que Darwin poderá ser uma das possibilidades para o colosso espanhol.
Contudo, muitos são os clubes apontados como destino deste jogador. Bayern, Manchester United e FC Barcelona são alguns clubes que estarão interessados na contratação de Darwin Núñez."
Fecho e balanço
"A nossa época de futebol terminou com o F. C. Porto a conquistar, sem surpresas, a Taça de Portugal perante um Tondela de segunda, que fez o que pôde, num jogo de sentido único, em que não faltaram os dois penáltis do costume, ambos discutíveis.
Nada de surpreendente, ou espetacular, sobretudo quando, à mesma hora, se decidia a Premier League prendendo a atenção dos que, como eu, não tinham nenhum interesse direto no jogo do Jamor, infelizmente, seguindo-se ainda a decisão da Serie A, com o Milan de Rafael Leão a reconquistar o Scudetto, 11 anos depois. Um domingo de fecho, repleto de futebol.
Já o balanço da época, numa perspetiva benfiquista, é obviamente negativo. Sem conquistas e, sobretudo, sem o título que mais importa, o de campeão nacional, salvam-se como aspetos positivos: um percurso na Champions bem melhor do que a prestação nas provas internas; a valorização de alguns jogadores com Darwin à cabeça (melhor jogador da Liga); e o lançamento por Nélson Veríssimo de alguns jovens jogadores como, por exemplo, Henrique Araújo. Veríssimo deve merecer, de resto, o apreço de todos os benfiquistas pela forma séria e profissional como assumiu e dirigiu a equipa, em circunstâncias particularmente difíceis.
Daqui para frente tudo mudará com a chegada de Roger Schmidt a Lisboa e as mudanças no plantel, que vamos acompanhando dia a dia, sempre na expectativa de o resultado final corresponder ao modelo de jogo dominante e pressionante que a contratação do técnico alemão pressupõe. Seja como for, se colocarem um cartaz de "fecho para balanço" no Seixal o prazo terá de ser bem curto, porque vem já aí a terceira pré-eliminatória da Champions.
Positivo: Darwin melhor jogador da Liga portuguesa; Rafael Leão o melhor da Serie A, italiana.
Negativo: A arbitragem portuguesa fora do Mundial; o Tondela."
𝗦𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝗻𝗴 𝗜𝗻𝘁𝗼𝗰𝗮́𝘃𝗲𝗹 𝗱𝗲 𝗣𝗼𝗿𝘁𝘂𝗴𝗮𝗹
"Depois de a Federação Portuguesa de Andebol ter arquivado apressadamente o “Caso Cashball” como se nada tivesse acontecido, sem aguardar pelo desfecho do processo de investigação judicial ou prorrogar ou suspender os processos de inquérito no sentido de aguardar desenvolvimentos dos processos judiciais associados, sem ouvir oficialmente outros clubes ou muito menos Paulo Silva (o empresário que confessou ter comprado árbitros e jogadores), acabou finalmente por sair a decisão do tribunal que levará a julgamento os arguidos sob o crime de corrupção desportiva, ficando assim comprovado os fortes indícios existentes do crime praticado.
O juiz considerou fortemente indiciado que os suspeitos elaboraram um esquema para beneficiar o Sporting em andebol. O relatório concluiu que um dos arguidos, Paulo Silva, terá abordado dois árbitros de andebol, em 2017, oferecendo-lhes 2.500 euros, com a intenção de os levar a beneficiar o Sporting em jogos com o ABC de Braga e o FC Porto.
Paulo Silva assumiu ter sido mandatado, através de intermediários que estariam em funções no Sporting, para corromper árbitros de andebol e jogadores de futebol adversários, de modo a favorecerem o Sporting.
No futebol, Paulo Silva terá oferecido 25 mil euros a Freire, do Chaves, para que este prejudicasse o seu clube nos dois jogos com o Sporting, mas o defesa acabou por recusar.
Numa decisão absolutamente vergonhosa, o Sporting escapará ao julgamento. Aparentemente, ser o clube beneficiário da corrupção não é suficiente como prova e serão julgados apenas aqueles que alegadamente corromperam em prol do clube. A acusação concluiu que os arguidos tinham 30 mil euros em cash (25.000€ + 2500€ + 2500€) para corromper os árbitros e os jogadores e que esse dinheiro seria dos arguidos e não do clube. Seguramente que foi tido em conta o facto de o dinheiro ter sido guardado em envelopes timbrados com o símbolo do Sporting, como o dinheiro que foi encontrado no cofre de André Geraldes, nas intermediações do Estádio Alvalade XXI.
Contudo não é a primeira vez que o imaculado Sporting Clube de Portugal escapa às garras da justiça com decisões absolutamente inacreditáveis e lamentáveis dos tribunais e que tendem a proteger escandalosamente a instituição, para que esta não caia nas distritais.
Convém, por isso, relembrar todo o histórico de corrupção ligado ao Sporting Clube de Portugal com arguidos – alguns já condenados – que, aquando dos atos (ou tentativa) de corrupção desportiva, estavam em funções no clube leonino e agiram com a clara intenção de beneficiar o seu clube, não obstante de, dizem os juízes, terem agido na exorbitância de funções. Paradoxal e anedótico.
𝟭) “𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗖𝗮𝗿𝗱𝗶𝗻𝗮𝗹”, em que Paulo Pereira Cristóvão foi condenado pelos crimes de peculato, uso indevido de dinheiro e bens, cuja causa se tratou de um suborno ao fiscal de linha José Cardinal enquanto Pereira Cristóvão era vice-presidente do Sporting, tendo o Sporting saído ilibado do escândalo numa decisão completamente incongruente da justiça devido ao compadrio de juízes amigos do clube.
𝟮) “𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗖𝗮𝘀𝗵𝗯𝗮𝗹𝗹”, em que Paulo Silva, José Manuel Mira Gonçalves, Gonçalo Nuno Esteves Rodrigues e André Geraldes foram indiciados de subornar árbitros e jogadores de andebol e futebol, tendo, também aqui, o Sporting saído ilibado e sido posto de parte devido a exorbitância de funções dos intervenientes.
𝟯) “𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗣𝗮𝗹𝗵𝗶𝗻𝗵𝗮”, em que este andou parte do campeonato a jogar com 6 amarelos, nunca tendo cumprido o castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina. Mais tarde, a Federação Portuguesa de Futebol acabou por ganhar o caso em tribunal após recorrer da decisão. Porém nenhuma penalização foi aplicada ao Sporting, tendo-se safado, assim, do cumprimento da lei sem que tenha cumprido qualquer pena pela gravíssima infração cometida (dizem os estatutos que daria descida de divisão).
𝟰) "𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗣𝗼𝘁𝗲", em que nos encontrávamos na última jornada da época passada e em disputa estava o troféu de melhor marcador do campeonato. Numa decisão completamente trapaceira e vergonhosa, a Liga colocou o Sporting a jogar depois do Benfica, dando clara e inequívoca vantagem à equipa leonina e a Pote, que, assim, saberia de antemão quantos golos teria que marcar para ultrapassar Seferovic e ganhar o troféu de melhor marcador. Como seria de esperar, assim o conseguiram, com o médio sportinguista a fazer um hat-trick.
𝟱) “𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗧𝗿𝗮́𝗳𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗿𝗼𝗴𝗮 𝗲𝗺 𝗔𝗹𝘃𝗮𝗹𝗮𝗱𝗲”, em que o líder da claque oficial da Juventude Leonina, Mustafá, conjuntamente com o ex-vice-presidente do Sporting, acabariam ambos condenados a penas efetivas de prisão por crimes de associação criminosa, roubo, sequestro, posse de arma proibida, abuso de poder, violação de domicílio por funcionário e falsificação de documentos. Cristóvão e Mustafá disseram ainda que da casa de Cascais só foram levados 80 mil euros, enquanto o tribunal referiu 145 mil. Ficaram, portanto, 65 mil euros que nunca foram encontrados na casa de Cascais, mas que, por magia e obra e graça do espírito santo, batem certo com os 60 mil euros no gabinete de André Geraldes em Alvalade, encontrados durante as buscas do "Caso Cashball". Este caso, inacreditavelmente, acabou arquivado, e André Geraldes é agora presidente do Estrela de Amadora.
𝟲) "𝗖𝗮𝘀𝗼 𝗝𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗚𝗼𝗻𝗰̧𝗮𝗹𝘃𝗲𝘀", em que o antigo presidente do Sporting assumiu publicamente ter corrompido árbitros durante o período em que liderou os leões. "Paguei a árbitros para favorecerem o Sporting como pagaram dirigentes de quase todos os clubes e situações houve em que o adversário pagou mais do que eu", disse o antigo presidente leonino ao jornal A Bola, em 1998.
E não menos grave, temos os “𝗽𝗲𝗿𝗱𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗱𝗶́𝘃𝗶𝗱𝗮” da banca ao Sporting que lesaram os contribuintes portugueses e os bancos em quase 200 milhões de euros, algo inenarrável e digno de uma verdadeira república de bananas.
O Sporting Clube de Portugal goza de um estatuto de impermeabilidade que extravasa o plano financeiro, desportivo e judicial. Tem tentáculos, como mencionado com orgulho por Frederico Varandas, em todo o lado, seja na banca, imprensa, liga, federação e justiça. Tem afiliados como diretores de jornais desportivos, tem acionistas maioritários, como Álvaro Sobrinho, com ações em grupos de comunicação social que gerem jornais, revistas e canais televisivos.
Para os leitores terem uma pequena perceção da teia sportinguista, Álvaro Sobrinho é acionista da Pineview Overseas. Esta sociedade detém a participação da Newshold, que já se mostrou interessada na privatização da RTP. A Newshold é dona do semanário Sol e detém 15% da Cofina, que é dona do Correio da Manhã, Record, Destak, Jornal de Negócios, Sábado, CMTV, entre outros. Além destes, a Newshold de Álvaro Sobrinho – acionista maioritário do Sporting – detém ainda 2.4% no grupo Impresa, que é dono da SIC e do jornal Expresso.
Compreendem, agora, a inexpugnabilidade do clube de José Alvalade? É impossível combater isto sem que se comece a atacar verdadeiramente os tentáculos do polvo.
Podem tentar silenciar-nos, mas não nos calarão.
𝗖𝗢𝗡𝗧𝗜𝗡𝗨𝗘𝗠 𝗔 𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗔𝗥 𝗔 𝗣𝗔𝗥𝗧𝗜𝗟𝗛𝗔𝗥 𝗘 𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗔𝗥 𝗔 𝗣𝗘𝗧𝗜𝗖̧𝗔̃𝗢.
40 Milhões de Euros. Há dois anos
"Nas TV´s e jornais, nem um piu. A maior vergonha de todos os tempos no que diz respeito a favores de Jorge Mendes ao Calor da Noite a passar pelos pingos da chuva. E foram/são tantos os favores desse senhor ao Calor da Noite.
@Varandas, dá aí um toque aos amigos Juízes e Procuradores que tens na tua lista para deixarem um bocadinho o Benfica de lado e investigarem estes senhores a Norte...ia ser divertido de ver."
Férias douradas!!!
"Cumpre castigo nas férias, assim como Sérgio Conceição, e ainda goza com a cara de todos. É esta (in)justiça cobarde e subserviente que temos. E no inverno lá estará ele, à frente da claque ilegal da seleção, no Qatar. É Portugal a acontecer.
𝗔𝗦𝗦𝗜𝗡𝗘𝗠 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗔𝗖𝗔𝗕𝗔𝗥𝗠𝗢𝗦 𝗖𝗢𝗠 𝗜𝗦𝗧𝗢:
𝗨𝗡𝗜𝗗𝗢𝗦 𝗙𝗔𝗥𝗘𝗠𝗢𝗦 𝗔 𝗗𝗜𝗙𝗘𝗥𝗘𝗡𝗖̧𝗔!
TOCA A PARTILHAR!"
Cadomblé do Vata
"Síndrome da azeitona - narrativa a que o bêbado recorre quando se passa uma noite agarrado à sanita depois de beber um garrafão de tinto rosqueiro… “isto foi a azeitona que comi que me caiu mal”.
Exemplo aplicado ao futebol - depois de uma temporada pejada de erros de arbitragem, nenhum árbitro português foi nomeado para o Mundial do Qatar… “isto de certeza que a FIFA não gostou de ver os adeptos portugueses a criticarem tanto”, dizem os responsáveis do futebol lusitano.
Não se pode negar à partida que uma azeitona em cima de um garrafão de tinto rosqueiro não faz bem nenhum à saúde. Mas indesmentivelmente, a razão da má disposição não é essa. Da mesma forma, o escarcéu semanal por causa do trabalho dos Associados da APAF não ajuda ninguém, mas vamos dizer que a principal razão dos senhores do apito irem ver os jogos do Campeonato do Mundo não é a falta de qualidade deles, que salta aos olhos a um cego e respectivo cão guia?
A arbitragem portuguesa tem um problema sério e não é corrupção. É total falta de qualidade. Há só 1 árbitro com nível internacional de Elite Artur Soares Dias, que devido à arrogância de se achar acima do VAR e ao facto de nunca ter recuperado dos condicionalismos provocados pela invasão do Centro de Estágio de Árbitros, tornou-se num juiz ao nível do Gustavo Correia. É esta a altura em que o leitor pergunta “mas quem é o Gustavo Correia”?. E eu respondo “é um dos árbitros internacionais portugueses”. Tal como Vitor Ferreira e Miguel Nogueira. “Quem?”… Exacto. Um deles foi substituir um tal de Iancu Vasilica que deixou de ser internacional, porque desceu de categoria, para que se entenda o nível médio do “Portuguese international referee” como se diz lá fora.
Assim sendo, Soares Dias seria o único seleccionavel para ocupar uma das 10 vagas atribuídas a homens da UEFA, porque há 1 vaga para mulheres. Pelo que se vai vendo intra e extra muros, dificilmente não se encontra uma dezena de assobiadores mais competentes do que ele, o que me leva a concluir que o drama generalizado após saltarem para a vitrina as caras dos eleitos, não pode deixar de se considerar estapafúrdia. Portanto mais do que sacar de uma embalagem de azeitonas para justificar o que é limpinho, limpinho, sem necessitar recurso ao VAR, urge encontrar soluções para acabar com a vasta incompetência que grassa por quem apita nos relvados nacionais. E aí sim, dirigentes e adeptos podem fazer um mea culpa por tornarem o trabalho dos antigos homens de preto num inferno.
A falta de qualidade é como o sumo de uma laranja, mesmo que não se veja à partida, está lá toda. Verte-se é por todos os gomos com pelos condicionalismos colocado por semanas inteiras de criticas mais ou menos justificadas. Em Portugal ninguém sabe quem marcou o golo da jornada, mas todos têm na ponta da língua os lances polémicos dos jogos dos grandes. Há 25 anos atrás, se me perguntassem quem eram o Vital, o Wilson e o Sergio Cruz eu dizia logo que eram os esteios defensivos do Gil Vicente. Acácio, Dinis Sandokan e Eliseu? Beira Mar porra. Rufai, Paixão e Jorge Soares? Farense déb. Luis Felipe, Kau e Chimas? Não sabia, fui ver. Mas sei que tiveram um golo validado por 2cm na mesma jornada do SL Benfica - FC Porto.
Facilitava muito se olhassemos mais para o futebol jogado e menos para o apitado. Um bocadinho de rédea solta aos homens poderia ter bons proveitos. Se duvidam, façam uma experiência da próxima vez que forem com o carro à inspeção: quando o inspetor se dirigir pela primeira vez a vocês, digam-lhe bem alto na cara “foda-se, logo me calhou este em sorte. Puta de vida a minha. Vou ter de lhe pagar para ter o carro aprovado?”. Filmem e partilhem aqui se faz favor, para vermos o resultado."
Mais vale prevenir...
"São vários os exemplos de superstição associados à conquista das duas Taças dos Clubes Campeões Europeus, alguns frequentes, outros caricatos.
Talento e sorte são dois termos muito comuns nos relatos desportivos. O talento depende do jogador, que o desenvolve através do treino e dedicação. A sorte já é outra história, mas mesmo assim muitos procuram afastar o azar através de rituais e superstições, tanto atletas como adeptos. A caminhada para a conquista do bicampeonato europeu não foi exceção.
Talvez o exemplo mais conhecido seja o das famosas barbas de Cavém, que as usou nas conquistas das duas Taças dos Clubes Campeões Europeus. Na final de 1963, ainda ponderou aparecer novamente com barba, mas 'não surgiu um dia apropriado para a deixar crescer... e perdemos!'
O número 13 é normalmente mal visto e Águas evitava-o mesmo fora de campo. Na Dinamarca, calhou-lhe por duas vezes o número 13: no cinema e no aeroporto, deixando transtornado o capitão da equipa benfiquista:
'- Mau, mau... Já é preciso ter azar! (...) Veja bem que, anteontem, fomos ao cinema e calhou-me o lugar número treze (...) Agora, sou o décimo-terceiro a passar... Não lhe parece que é demais?...'
Os adeptos também procuram auxiliar a sua equipa favorita, no estádio ou à distância. O benfiquista Agostinho Paula era conhecido pela sua dedicação ao Clube e pela sua forma peculiar de assistir aos jogos. Após a equipa entrar em campo, permanência sozinho no balneário a ouvir as manifestações do público. Quando questionado em Edimburgo o motivo guardou para si as razões.
Por sua vez, a mulher de Béla Guttmann preferiu não ir apoiar os 'encarnados' no Estádio do Prater, frente ao Áustria de Viena, pois também não tinha ido ao ano anterior e 'o Benfica conseguiu um bom resultado'. Pelos mesmos motivos, na viagem de autocarro para o Estádio Olímpico de Amesterdão, José de Castilho, vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral, sentou-se ao lado de Maurício Vieira de Brito, tendo explicado: 'Vamos assim porque foi assim e nestas mesmas posições que fomos para a «final» de Berna'.
Acredite-se ou não nas superstições, estas fazem parte das mais gloriosas páginas da história do Sport Lisboa e Benfica, que pode ficar a conhecer melhor na exposição temporária Benfica no Topo da Europa - Comemoração dos 60 anos do Bicampeonato Europeu, no Museu Benfica - Cosme Damião."
Lídia Jorge, in O Benfica
Ciclo desvirtuoso
"A desfaçatez com que o Conselho de Disciplina trata o Benfica só tem paralelo na forma como o Conselho de Arbitragem nos provoca, semana após semana.
Repare-se bem no ciclo desvirtuoso:
- Fontelas Gomes, o homem do futebol de praia muitíssimo bem pago para dirigir o setor da arbitragem do futebol de onze, faz nomeações que levam qualquer benfiquista minimamente atento a torcer o nariz;
- Para espanto de ninguém, as arbitragens em jogos do Benfica correm mal, invariavelmente em prejuízo do Benfica;
- O Benfica aguenta, aguenta, aguenta... em nome da defesa da imagem do futebol português, até que reage;
- E logo surge, com uma participação ao Conselho de Disciplina, o corporativismo do costume da APAF, sempre defensora cega dos árbitros, mesmo daqueles que insistem em denegrir todo o setor em função das suas habituais péssimas atuações, muitas das vezes aparentemente tendenciosas;
- Por sua vez, o Conselho de Disciplina, ao ler a palavra Benfica, parece pensar logo no financiamento da Liga;
- E tocam a música das multas, com melodia dos Hot Butter, só para disfarçar: 'São multas ao almoço, são multas ao jantar, o raio das multas não há meio de acabar'. E sorriem com cumplicidade e camaradagem;
- É então atingido o êxtase na reunião do Conselho de Disciplina, está na hora de convocar a criatividade para justificar as multas, servindo uma coisa qualquer, desde que provoque indignação;
- A APAF fica contente, o o Conselho de Arbitragem contente fica. Viram o disco e tocam o mesmo;
E agora que estamos no defeso e não há jogos, façam-se apostas!
Eu aposto que a próxima multa ao Benfica decretada pelo Conselho de Disciplina dever-se-á a ter acabado de contratar um treinador cujo último clube é de um país onde um dos petiscos prediletos é arenque cru. Parece-lhe insuficiente e ridículo, caro leitor? Não se admire!"
João Tomaz, in O Benfica
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