Últimas indefectivações

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nova campanha

"Está visto: chegou a hora de Javi García. À falta de melhor, descurando o facto de o murciano que impressionou Capello e Del Bosque já estar a cumprir a terceira temporada em Portugal, coincidindo na chegada ao Benfica com o treinador Jorge Jesus e desmentindo (logo à primeira época) a tão propalada loucura que teria afetado os corpos gerentes do clube que o foi buscar aos quadros do Real Madrid, fica designado o sucessor de Katsouranis, Bynia e David Luiz no “esquadrão da morte” recrutado pelos encarnados. Javi García terá, no dizer de pelo menos um adepto portista indisposto com o resultado do clássico da passada sexta-feira, um pacto com os árbitros que lhe permitem o “jogo mais sujo da Liga”. Um caceteiro, um violento. Mas porquê ficar por aí? Pirata, sevandija, assassino, que sei eu?

O curioso é que toda esta indignação nasce na sequência de uma partida que o FC Porto não conseguiu ganhar por duas razões: primeira, porque não estava sozinho em casa e se deixou iludir perante uma metade de jogo aparentemente passiva do adversário; segunda, porque mesmo os habituais pulmões do campeão foram lestos a pedir sopas e descanso muito antes do cronómetro chegar ao fim. Exemplos? Hulk (com a atenuante de vir de uma lesão) e João Moutinho (caso verdadeiramente invulgar). Para não falar de Fucile, aparentemente mais empenhado em exibir o que aprendeu nas suas aulas de expressão dramática (a dor fulminante mas incompreensivelmente efémera, anatomicamente deslocada, que o atinge quando é “agredido” por Cardozo, ficará como um dos momentos de tragédia desta época, já devidamente caricaturado em televisões internacionais) do que em correr ao lado de Gaitán, e assim evitar o golo do empate do Benfica.

Custa-me a perceber que, perante um jogo que teve a arte e o condão de deixar silenciados os pirómanos do costume (de um lado e do outro), em que se trocaram – de vez? – as bolas de golfe pela bola de futebol, em que houve emoção e incerteza no resultado, em que ninguém ficou arredado da corrida ao título, um empate caseiro motive tamanhas palpitações de fígado. E acredito sinceramente que os verdadeiros adeptos do FC Porto estarão mais preocupados com a falta de alternativa a Kléber, com a resistência dos atletas e com a aferição do que vale realmente Vítor Pereira do que em crucificar um adversário que é viril mas não demonstra prática ou conhecimento de artes marciais. Quem fez a defesa do pior Bruno Alves não deve querer falar alto. Se o fizer, arrisca-se a falar sozinho.
NOTA – Em nova semana europeia, o Benfica cumpriu – sem brilho – a parte que lhe tocava. Que os deuses voltem a estar com FC Porto, Sporting e Braga. Boa falta nos faz à autoestima e à bolsa."


Empate no Dragão

"Como seria normal, para quem goste de futebol, nos últimos dias discutiram-se as incidências desportivas do grande clássico de sexta-feira passada. Argumentou-se à volta dos golos, das boas defesas, das jogadas, da táctica, das substituições, e de um ou outro jogador que se destacou no Futebol Clube do Porto e no Benfica. Pessoalmente, impressionou-me o magnífico golo do Gaitán, cada vez mais em forma, e muito eficaz.

Mas escusado, francamente, pareceu-me a pseudo polémica à volta do Cardozo, da agressão imaginada, e do amarelo decidido pela arbitragem, sob pretexto de que consumada uma expulsão, um dos golos do Benfica não aconteceria, e o resultado seria outro. Em primeiro lugar, porque uma expulsão do Cardozo teria sido um escândalo. Depois porque essa mesma decisão não teria permitido o que acabou por acontecer. Um jogo bem disputado, duas equipas esforçadas e empenhadas, e um resultado que no essencial foi justo.

De resto, fácil seria encontrar argumentos equivalentes em favor das hostes benfiquistas. Por exemplo: no mesmo jogo aconteceu ou não uma tentativa de agressão do Hulk ao Maxi Pereira, com encosto de cabeça à mistura? E que teria sucedido se o Hulk tivesse sido expulso? Fico-me por isso pelo que, tudo ponderado, me parece mais relevante:

– Há muitos anos que não víamos o Porto contestar decisões da arbitragem;

– Há muito tempo que não se percebia de forma tão nítida, perante um adversário assim temível, e no Dragão, o Benfica recuperar por duas vezes da desvantagem no marcador.

E quem sabe não teremos nisso um bom prenúncio para o que sucederá no final do campeonato. O Benfica campeão!"


Os comediantes

"Escrevi há oito dias que Nolito tem nome de palhaço. Ora Fucile, sem desprimor, tem ar de palhacinho. E foi ele, de facto, o protagonista da cena mais cómica do “clássico”.

Cardozo corria com a bola pela esquerda quando Fucile entrou a varrer, como se fosse uma automotora, levando tudo atrás. Ele e Cardozo embrulharam-se no chão, Fucile agarrou-se à cara, como se tivesse levado um soco – e o árbitro acabou por mostrar amarelo aos dois.

No fim do jogo, o treinador do FC Porto garantiu que Fucile fora agredido e alguns comentadores afetos aos portistas juraram a pés juntos que Cardozo lhe batera na cara. Para todos, o amarelo a Fucile fora injusto e Cardozo deveria ter sido expulso. E sendo assim, o primeiro golo do Benfica, marcado por Cardozo, não teria acontecido.

Eu não vira nenhuma agressão, mas confiei no que ouvia: se Vítor Pereira e os comentadores eram tão afirmativos, com certeza tinham visto mais do que eu.

Sucede que, depois de tudo terminado, Fucile veio dizer que Cardozo lhe deu um pontapé... numa nádega! De uma penada, Fucile desmontava o teatro que tinha feito em campo ao agarrar-se à cara (que não fica propriamente perto da nádega) e desmentia os comentadores do seu clube e o seu próprio treinador.

Este episódio não foi um fait-divers. Ele põe em causa a seriedade dos jogadores, a seriedade dos comentadores e a seriedade dos treinadores. Como se admite que um jogador finja ter sido agredido para prejudicar maldosamente um adversário? Como se admite que um treinador e comentadores garantam uma coisa que não viram, pois não existiu?

A bem do futebol, é preciso desmascarar estes comediantes."


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Os imortais no 'glamour' da Pequena Paris

"BUCARESTE - O Benfica tem um enorme prestígio a defender. Os palcos da Champions, os maiores europeus, coabitam bem com a sua rica história, ontem enriquecida com mais uma vitória. Constatei toda a dimensão internacional do Benfica aqui em Bucareste. A Paris do Leste já não é propriamente a Pequena Paris. A capital romena continua a não dormir, mas já não só pelo encanto de todos os mistérios da noite. A lua junta-se ao sol ao som das máquinas, a grande urbe, hoje com mais de dois milhões de habitantes, vive em constante azáfama. O progresso é insaciável. A influência francófona, o glamour, ainda irradia, mas a arquitectura moderna já se sobrepõe a uma construção nitidamente comunista. No ar, um fino e sedutor perfume francês rivaliza com uma ardente paixão: o futebol. Os romenos adoram futebol e não esquecem as lendas. Eusébio, Germano, Coluna, Torres, Graça, Simões... Assim mesmo, com todas as letras e pronúncia bem aceitável, ouvi algumas vezes em Bucareste na imediata associação à deslocação da águia. São estes os imortais, do Benfica, de Portugal, do Mundo."

Hugo do Carmo, in A Bola

Obstáculos Olímpicos !!!

Mais uma contratação Olímpica!!! Alberto Paulo, recente finalista nos Mundiais de Atletismo, nos 3000m Obstáculos, vai passar a vestir o Manto Sagrado. O Madeirense é uma excelente mais valia nos Campeonatos colectivos internos, e para o ano em Londres, terá como objectivo a presença na final da sua prova favorita....

Depois do túnel, o funil

"Considero justo o resultado do Porto-Benfica. E considero que a arbitragem terá errado menos que os outros intervenientes.

No entanto, acabando o jogo, haveria que explicar a desilusão portista. À míngua de melhor argumentário, todos os que faltaram alinharam - disciplinadamente - pelo mesmo diapasão. A culpa foi do Cardozo (não se referiam, todavia, ao golo que ele marcou).

No tão citado enlace entre Cardozo e o contumaz fiteiro Fucile, a farsa foi de tal monta que o pobre lingrinhas levou uma pseudo joelhada no traseiro... e logo se queixou... também da cabeça, certamente por osmose sabe-se lá de quê!

Os iluminados do costume, perante uma infinidade de ângulos e velocidade das câmaras, conseguiram inventar uma agressão. Os mesmos que também acharam que, em Aveiro, o jovem talentoso James se limitou, não a socar, mas a afagar o apêndice do adversário, não merecendo a expulsão! Ou que, com Jorge Sousa, na final da Taça da Liga (Benfica, 3 - Porto, 0), não se admiraram de Bruno Alves ter acabado o jogo depois de uma série de investidas com todo o seu arsenal anatómico?

Sei que no futebol, nós adeptos temos dificuldades em levar a coerência até ao limite, mas que diabo - tanta incoerência cheira a mau... empatar.

A indigente ladainha de desculpa virou Takuara e, durante uns tempos, vai municiar a acefalia futebolística. Mas, não nego que esta inventona de agressão no traseiro do Fucile - se persistir - é bom presságio para os benfiquistas... Depois do túnel, virá o funil, perdão, o Fucile.


PS: Ó Maxi, por que razão não te atiraste para o chão quando o Hulk te acariciou cabeça contra cabeça? Para a outra vez tem juízo e perder a cabeça (no relvado)."




Bagão Félix, in A Bola

Ser grande é...

"FC Porto e Benfica empataram 2-2 e, como é hábito, houve queixas da arbitragem. Fucile, por exemplo, disse que tinha sido agredido por Cardozo e estranhou o facto de o paraguaio não ter sido expulso. Vítor Pereira, treinador do FC Porto, assumiu as palavras do seu jogador como verdadeiras e defendeu-o na hora. Não teria ainda visto na TV que Fucile sentiu o pé do adversário numa nádega e se agarrou à cabeça - só depois se lembrando que nenhuma dor, por mais reflexa que fosse, saltaria da nádega para o rosto.

Mentir poderia até ser um problema só de Fucile, não se desse o caso de ter enganado quem nele confia.

Lembro-me bem do dia em que Paulinho Santos agrediu João Vieira Pinto num jogo entre FC Porto e Benfica e o lesionou. Jurou inocência e logo o FC Porto em peso o defendeu. António Oliveira, então treinador do clube, tomou as dores de Paulinho e só faltou dizer que tinha sido João Pinto a agredir o seu rapaz.

Dias depois, já tendo visto as imagens na TV, António Oliveira disse aos jornalistas que tinha sido enganado por Paulinho Santos. O gesto enobreceu-o e não foi por isso que o dragão deixou o hábito de vencer. Ser grande, afinal, não é só saber ganhar.

..."


Nuno Perestrelo, in A Bola

O milagre

"No FC Porto-Benfica da semana passada atuaram apenas três jogadores portugueses e no dia seguinte o Sporting apresentou mais dois frente ao Vitória. Cinco portugueses entre 42 utilizados pelos três clubes principais – uma realidade que provoca reações demagógicas, em particular ao núcleo de juristas da bola que ao longo de anos foram criando as condições regulamentares para esta descaracterização.

Enquanto o núcleo duro da Seleção Nacional se deslocava dos clubes principais do país para o “eixo Mourinho” (primeiro o Chelsea, agora o Real Madrid), foram chegando jogadores cada vez melhores a Portugal, internacionais de vários países, incluindo as potências sul-americanas. Deste movimento, aproveitador de alguns negócios de oportunidade e de um “scouting” bem entrosado com os interesses dos principais mercadores internacionais, resultou um real desenvolvimento desportivo, refletido nos bons resultados nas provas europeias dos últimos anos.

O futebol português apresenta, assim, duas faces no panorama internacional e ambas dignas de orgulho. Uma Seleção excecional, que resistiu pela qualidade aos maus tratos de que foi vítima durante dois anos nas mãos do catedrático Queiroz, e clubes competitivos e reveladores de jogadores fantásticos, como Falcão ou Di María.

Esta fase coincide com o interesse mediático, que vem abrangendo novos conteúdos nas plataformas globais, levando agora os jogos de maior cartaz a mercados tão distantes como o asiático, mas tão importantes como o espanhol. Ao longo de décadas, nunca o campeonato português conseguiu interessar aos adeptos de outros países, mas esse panorama está mudando, precisamente em consequência da internacionalização dos clubes principais.

O último FC Porto-Benfica, por ter sido disputado numa sexta-feira, desdobrou-se em dezenas de horas de televisão e suscitou discussões em todos os continentes, sobretudo pela qualidade do jogo e, numa escala mais anedótica, também pelas fantochadas sul-americanas. Tem muita graça e é didático comparar como outros observam as “polémicas” draconianas – meros “faits divers” em função do êxito que o jogo alcançou e do prestígio que aduziu ao campeonato português.

Dias depois, corre mundo proclamando o final feliz, a dramática e cómica cena dos maqueiros de Olhão, que perderam, pelo caminho, um jogador inanimado por não terem tomado as precauções de socorro obrigatórias, como se neste país nem aquilo que parece correr mal chega, de facto, a correr mal. Numa Liga bem organizada, nunca um jogador cairia de uma maca, mas o que conta é o resultado: acabou tudo bem.

Este sucesso internacional é tipicamente português: ninguém planeou, ninguém executou, ninguém retificou, mas está a acontecer. A Liga portuguesa, minada pelo tráfico de influências, pelo improviso e pela iminente falência técnica, é considerada a melhor depois das “majors” do futebol europeu, como retrato fiel de um país que sobrevive e acha que tem futuro, numa conjuntura de bancarrota. Milagre!"

João Querido Manha, in Record

Fizram a força

"Comecei a ver o jogo em sofrimento. São as más memórias, é a dificuldade inerente ao clássico, era jogar no Dragão. Mas Jesus fez o que lhe pedi: não inventou. Entrámos em campo com o nosso onze desta época, e não vencemos mas não falhámos. Sem medos do monstro verde ou do azul.

Na primeira parte deu Porto, que apostou na ala esquerda do Benfica e nas diagonais lá à frente. Secaram Nolito – tiveram medo dele, muito marcado – e obrigaram Javi e sobretudo Witsel a trabalho redobrado à boca da área. Jesus não inventou, mas na primeira metade a estratégia não colou. Na segunda? Era dar consistência ao miolo, matar o nervosismo e esquecer os amarelos. Mas criar condições para os alas respirarem e serem inventivos. A muralha Javi/Witsel ao centro obrigou o FCP a procurar os corredores. Era fazer entrar o Chuta-Chuta, que estava a fazer falta. Só que entretanto Nolito solta-se e dá a Cardozo, que marca. Dragão? Caladinhos. Por pouco tempo: a nossa defesa teve uma das suas “brancas amnésicas” e Varela não perdoou. Calei-me eu. Depois chegaram as substituições e Cardozo ficou sozinho lá à frente, à espera do erro. Mas abriram-se as alas. E Saviola deu um cheiro do que já o vimos ser, naquele passe de matador para Gaitán. E sofreu-se, mas vamos em primeiros.

Lições a retirar? Não vale a pena ter medos excessivos de jogadores determinados. Emerson resolveu-me o mistério de como travar Hulk, coadjuvado por Javi e Witsel (como eu tanto pedi). Não foi um jogo exemplar do ponto de vista da disciplina, mas em Roma sê romano. E quando vejo o tal monstro verde dizer que nunca viu um vermelho direto ser amarelo para a “vítima”, agarro-me à barriga a gargalhar, e só tenho uma pergunta: mas em que clube é que tu jogas, rapaz?"


Mais perto do objectivo...



Otelul Galati 0 - 1 Benfica
Bruno César


Exibição 'poupadinha', com muita posse de bola (para tanto domínio até acabamos por rematar pouco). Completamente desnecessário manter a sempre perigosa vantagem mínima até ao fim... O adversário é sem dúvida limitado, mas defensivamente são 'chatos'... Desta vez conquistámos os 3 pontos sem deslumbrar, quantas vezes até jogámos 'benzinho', mas faltou o 'resultado'?!!! Inaceitável as condições do relvado.
Podem discordar, mas o empate do Basileia em Manchester é um mau resultado para o Benfica... Os 6 pontos, dos dois jogos em casa, que ainda temos que disputar, podem não chegar!!!
Mas agora, o mais importante, é o jogo de Sábado com o Paços...


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lixívia Extra-Forte VI

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......14 ( 0)...14
Corruptos...14 (+3)...11
Braga........14 ( +3)...11
Sporting....11 ( 0)...11




Para grande surpresa minha (e da grande maioria...) nesta semana não houve erros graves de arbitragem, com influência nos resultados... O observador que a UEFA mandou para o Dragay, foi 'acusado' por muitos Benfiquistas, de ser o principal responsável por esta raridade estatística (não ter havido roubos de igreja!!!), pessoalmente, como afirmei antes do jogo, acho que o Jorge Sousa, ficou 'magoado' com a 'espera' que teve em sua casa (com a família presente), após o Leiria-Benfica em 2009, tendo-se 'afastado' da Camorra desde aí... é um afastamento relativo, porque não passou a prejudicar o seu Clube de coração (nem a beneficiar o Benfica...), mas pelo menos deixou de ser tão descarado, passou a ser mais 'moderado'... como nós sabemos, às vezes, as comadres zangam-se!!! (nem que seja ligeiramente!!!)...
No jogo do Dragay não houve de facto 'casos' graves, mas não deixou de existir as habituais ajudas 'subliminares'!!! A primeira parte acabou com 14 faltas contra o Benfica, e 2 a favor!!! Este número é esclarecedor, quando se fala que os Corruptos dominaram a primeira parte, muito desse 'domínio' deveu-se a este critério torto (mesmo assim o jogo acabou com 51% contra 49% na posse de bola!!! 4 oportunidades claras de golo, contra 3!!! A avalanche Corrupta não passou de uma ilusão!!!). Obviamente as más representações teatrais dos jogadores Porcos Azulados, ajudaram à festa, mas o árbitro não tinha que ser tão 'ingénuo', por exemplo logo no início do jogo, após um mergulho descarado do Fuzil, transforma um pontapé de canto favorável ao Benfica, num livre 'contra', por suposta falta do Gaitán!!! Este lance é um excelente 'resumo' do que se passou na primeira parte. Pouco depois, após mais um mergulho do Guárin, deu Amarelo ao Javi, e ao Luisão por protestos...!!!
No primeiro golo Corrupto, a falta do Maxi existe, é uma faltinha com o braço, o facto do Álvaro Pereira ter desistido do lance, ajudou à 'festa', mas o contacto existe...
Mas o grande destaque deste jogo foram as simulações dos jogadores dos Corruptos, Além do Fuzil, o Varela, o Guárin, o Kléber, o Hulk, entre outros, fartaram-se de atirar para a piscina... não é nenhuma novidade, mas desta vez exageraram. Foi ainda mais notório, porque este comportamento, não foi seguido pelos jogadores do Benfica. Por exemplo o Maxi, depois de levar uma cabeçada do Givanildo, não se atirou para o chão...!!! Respondeu à Benfica: com um sorriso!!!
Infelizmente os vídeos com o Circo do Dragay, como seria de esperar já foram bloqueados, pois as simulações mereciam ficar em arquivo... de todas, a mais discutida, deu inclusive para os Brasileiros gozarem com o Futebol Português!!! De todas as frases escritas sobre o lance entre o Fuzil e o Cardozo, aquela que melhor descreve os acontecimentos foi feita pelo 'nosso' Jotas na Catedral do Desporto: «...mas só apetece dizer que levou um pontapé no rabo com tal violência, que só lhe saiu merda pela boca.». Além das possíveis discussões 'desportivas', o comportamento do Fuzil (simulações, declarações), do Givanildo (cabeçada, e declarações) e do treinador, são bem demonstrativas da falta de carácter desta gentalha... É caso para dizer, que o cuidado, que o Cardozo teve para não cair em cima do Fuzil, foi totalmente desnecessário, para a próxima, é 'ferrar' os pitons, na 'descendência' do Fuzil, talvez ele fique com uma sonoridade diferente na voz!!!


Relembro que este 'caso' só é 'caso', para desviar as atenções sobre a intranquilidade dentro da casa dos Corruptos, e as 'acusações' que começam a 'cair' em cima do Vitinho Adjunto!!!


Ainda mais vergonhoso que as declarações no final do jogo, obviamente concertadas, dos responsáveis e jogadores Corruptos (chegando ao ridículo de 'acusar' o Benfica de jogar para o ponto!!!), foi o alinhamento dos Programas de Paineleiros de Segunda-feira!!! Num jogo praticamente sem casos (tirando as simulações constantes dos jogadores Corruptos), tiveram que inventar faltas, cartões, expulsões... hoje, conseguiram baixar ao cumulo do ridículo, até os paineleiros Lagartos admitiram o ridículo dos pseudos-casos!!! Obviamente os erros contra o Benfica foram censurados, mais uma vez...


Concluindo, na primeira edição da Lixívia, este jogo seria classificado com 'nada a assinalar de significativo', mas como acabei com essa categoria, fica: Nada a assinalar!!!








Não vi os jogos dos Lagartos, nem do Braga, mas em ambos os casos, parece não ter existido lances complicados, pelo menos ninguém se queixou...!!!




Uma nota para algo que aconteceu em Olhão: a maneira como foi tratado do Salvador Agra após ficar inconsciente, é inacreditável!!! Nem num país do 4º Mundo, se trata uma pessoa inconsciente, com uma lesão desconhecida, daquela maneira. Vergonhoso!!! E a maneira como ninguém denuncia a falta de profissionalismo, é bem demonstrativo do espírito 'omerta' que se vive em Portugal... Espero que o jovem Salvador recupere, o embate com adversário foi forte, mas estar vivo, após um 'salvamento' daqueles, é uma sorte...

Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Académica(c) (4-1), Vasco Santos, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
6ª-Corruptos(f) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
5ª-Feirense(f) (0-0), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
6ª-Benfica(c) (2-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
5ª-Rio Ave(f) (2-3), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6ª-Setúbal(c) (3-0), Cosme Machado, Nada a assinalar

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f) (1-1), Pedro Proença, Nada a assinalar
6ª-Nacional(c), Xistra, Nada a assinalar

Confissões

"O início da temporada europeia trouxe de novo uma questão recorrente: devem, ou não, os adeptos de um clube apoiar os rivais do mesmo país, quando em provas internacionais?

Não será certamente o debate mais importante do Mundo, mas não deixa de ter algum interesse, até para percebermos o que é efectivamente o Futebol.

A minha posição sobre o assunto nem sempre foi a mesma. Cresci com a ideia bem vincada de que, entre portugueses e estrangeiros, devia apoiar os portugueses, quaisquer que fossem as camisolas que vestissem, quaisquer que fossem as circunstâncias que rodeassem a ocasião. Tanto quanto me lembro, vivi assim as primeiras epopeias internacionais do FC Porto, nomeadamente a derrota na final da Taças das Taças, em 1984 (tinha eu 14 anos), e a vitória, três anos mais tarde, na Taça dos Campeões Europeus. Não chorei a primeira, nem festejei a segunda, mas recordo-me de, durante esses jogos, ceder às emoções manifestadas pelos narradores e comentadores televisivos, embarcando no apoio à equipa portuguesa.

Hoje não penso da mesma forma. Embora entre um estrangeiro honesto e um português corrupto, não hesite em escolher o primeiro, nem sequer estão em causa os métodos - entretanto expostos - que levaram o FC Porto ao seu crescimento competitivo dentro e fora de portas. O que sinto não se limita ao FC Porto, estendendo-se a Sporting, e , mais recentemente, a Sp. Braga. Creio que a representação nacional por excelência, aquela que une os portugueses em torno das bandeiras do seu pratiotismo, é a Selecção Nacional, pela qual torço incondicionalmente. Os clubes representam-se a si próprios, e apesar de compreender a posição politicamente correcta de jornalistas que se querem isentos, não me parece que aos adeptos deva ser exigido tamanha magnanimidade.

Não sou nacionalista, mas sou patriota. Sou do Benfica, e, enquanto português, da Selecção Nacional. Em termos de Futebol ninguém mais me representa."


Luís Fialho, in O Benfica

Choque frontal

"Decorridas cinco jornadas, aí temos o primeiro grande 'Clássico' do futebol português. FC Porto e Benfica, igualados no topo da tabela classificativa, defrontam-se esta noite no Estádio do Dragão, para uma partida que, não sendo propriamente decisiva, pode no entanto servir de preciosa alavanca a quem a vencer. Três pontos a mais para um, três pontos a menos para outro, e assim teremos um jogo que, objectivamente vale seis pontos.
As visitas ao Porto não têm sido fáceis para o nosso Clube. Quer pela violência organizada que nos tem atingindo fora do campo (com particular ênfase nas duas últimas temporadas), quer pelos resultados que se têm verificado dentro dele, este é um jogo que, nas últimas décadas, raramente nos correu de feição. Em 35 anos, só de lá conseguimos trazer duas vitórias em jogos do Campeonato - curiosamente ambas por 0-2, e ambas com um só jogador a marcar os dois golos, primeiro César Brito, em 1991, depois Nuno Gomes, em 2005 -, e ainda na última temporada de lá saímos vergados ao peso de uma goleada dolorosamente histórica.
Épocas houve (particularmente nos finais dos século passado) em que não tínhamos uma equipa à altura de nos batermos contra a fúria competitiva com que o FC Porto nos recebia e nos enfrentava. Noutras ocasiões, ter-nos-á faltado a sorte que sempre acompanha os vencedores. Mas, infelizmente, na maioria dos casos, houve também factores externos a condicionar os resultados, pelo que as razões de tão negro registo estatístico estão muito para além da pureza genuína do futebol jogado em campo.

Clássicos polémicos
Constitui já uma triste tradição sermos prejudicados pelas arbitragens no Estádio das Antas, primeiro, e no Estádio do Dragão, depois. Em 35 anos, é fácil lembrarmo-nos de mais de uma dezena de Clássicos em que a influência dos senhores do apito determinou o rumo dos acontecimentos - fosse com penáltis mal assinalados a favorecer a equipa nortenha, fosse com penalidades escamoteadas à nossa equipa, fosse com golos mal anulados, fosse com expulsões injustificadas de jogadores do Benfica.
O penálti assinalado por Pedro Proença em 2009, perante simulação mal ensaiada de Lisandro Lopez em lance com Yebda, foi apenas a última das muitas situações de gritante prejuízo a que fomos sujeitos em deslocações ao Porto. Esta página não daria certamente para descrever, lance por lance, toda a mentira que quase sempre acompanhou estes Clássicos (e, por consequência, os respectivos campeonatos), sendo que alguns desses lances, pela extrema desfaçatez com que foram ajuizados, dificilmente poderiam sair dos portões da nossa memória. Os golos anulados a Amaral (com expulsão escandalosamente perdoada a Vítor Baía no mesmo lance), em 1994, e a Kandaurov, em 1998, bem como um penálti fantasma assinalado a Mozer em 1993 (pelo sinistro Carlos Calheiros), são alguns deles. Mas talvez o número que melhor defina aquilo de que estamos a falar seja o dos incríveis 30 (!!!) cartões vermelhos exibidos a jogadores do Benfica em Clássicos com o FC Porto nos últimos 23 anos, muitos deles totalmente abusivos, e reveladores de uma parcialidade sem limites.

Desconfianças
Desconfio, porém, que não resida exclusivamente na arbitragem a adulteração de todo este obscuro balanço. Particularmente nos jogos contra o Benfica - em que o ódio, a extrema hostilidade, e os recalcados complexos em relação ao peso social e histórico do nosso Clube, têm também entrado em campo -, não tenho a certeza que o grau de superação física demonstrado habitualmente pelas equipas do FC Porto se deva exclusivamente ao treino, ou à simples, e legítima, vontade de vencer. De quem nos habituou a fazer-se valer de todos os meios para atingir os objectivos, de quem nos habituamos a ver atropelar reiteradamente a verdade e o desportivismo, devemos esperar tudo, independentemente de limites éticos ou legais, que nunca se lhes colocaram no horizonte. É uma pena que a regulamentação existente não permita dissipar cabalmente este tipo de desconfianças, mas, enquanto assim for, ninguém nos pode impedir de as sentir, nem de as manifestar.
Independentemente de tudo isto, e contando com tudo isto, os nossos jogadores não vão seguramente deixar-se atemorizar. As nossas armas são o talento, a organização, a concentração, o trabalho e a entrega total ao jogo. Temos grande jogadores, temos um grande treinador, e, contra adversários, árbitros, ambiente e sabe-se lá mais o quê, podemos vencer, como de resto fizemos na última deslocação ao Dragão - então para a Taça de Portugal, em eliminatória depois ingloriamente desperdiçada em nossa casa.
Sabemos que temos mais do que uma simples equipa de futebol pela frente. Mas é justamente esse o desafio que nos pode estimular a ser superiores e a vencer."

Luís Fialho, in O Benfica

domingo, 25 de setembro de 2011

O coro

"Minutos depois do jogo, percebi que o coro começou a funcionar: é uníssono e será o essencial das homilias das próximas semanas

1. Todos conhecemos, quer ao nível da arquitectura, quer ao nível da música, o que é o coro. Nas igrejas, é aquele espaço do altar-mor onde ficam os clérigos que cantam, em comum, os hinos religiosos. Em termos musicais, o coro é o canto simultâneo de muitas vozes. E sendo certo que, até ao aparecimento da polifonia, o coro cantava em uníssono. Muitos de nós já assistimos aos coros religiosos ou até já participámos em momentos musicais em que cantámos em uníssono. Na sexta-feira passada, assisti a um novo tipo de coro no final de um renhido Futebol Clube do Porto-Benfica. Logo após o apito derradeiro de Jorge Sousa, e naquelas que são designadas entrevistas rápidas, escutei, tão só, a apreciação dos intervenientes e, em particular, dos dois treinadores à boa primeira parte do Futebol Clube do Porto e à indiscutível capacidade do Benfica na segunda parte. E percebi, assim, que o domínio foi partilhado e que os dois treinadores, nesta matéria, estavam de acordo. Mas, alguns minutos depois, percebi que o coro começou a funcionar. Vítor Pereira, Fucile e Hulk atiraram-se ao árbitro, tendo todos visto o mesmo acto de Óscar Cardozo em relação a Fucile junto à linha lateral. Percebemos todos que Fucile, em criança, apanhou, tal como muitos de nós, algumas vezes, no traseiro. E sentiu ter necessidade de o expressar em voz alta, acompanhando alguns relatos da comunicação social que escutávamos a partir do Estádio do Dragão. O coro é uníssono. Diríamos que teocrático. Será parte integrante e essencial das homilias das próximas semanas. E, desta forma, está determinada, a partir das orientações do túnel do Dragão, a agenda comunicacional neste início de Outono. Que ajudará, como sempre nos últimos anos, na disputa pela ocupação dos lugares n futuro Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol.

2. Também na passada sexta-feira, Sintra acolheu mais um aniversário da Associação de Futebol de Lisboa. Infelizmente, um fogo perturbante obrigou-me a marcar presença junto dos bombeiros e das forças de segurança que, com a competência a que já nos habituarem, combateram as chamas e garantiram total segurança às pessoas e à circulação rodoviária. Não tive nenhuma dúvida e não hesitei um segundo. Fiquei ali, em São Marcos, como era minha obrigação. Constatei, pelos relatos, que marcaram presença no jantar três anunciados pré-candidatos à Federação Portuguesa de Futebol. Como falta, ainda, um mês para a data limite da apresentação das candidaturas, vou aguardar, pelo resultado final, ou seja, aguardar pela capacidade que alguns desses pré-candidatos terão para alcançarem o número mínimo de assinaturas para uma efectiva candidatura. Mas sendo inequívoco que a eleição do Conselho de Arbitragem e do Conselho de Disciplina - entre outros - pelo método hondt vai proporcionar, porventura, uma multiplicação de listas e tais órgãos serão, no próximo mandato, quase que um verdadeiro parlamento. E é bom que o conjunto da comunidade do futebol discuta o modelo eleitoral e faça, antecipadamente, uma serena reflexão acerca da governabilidade próxima do futebol português. É que, com uma crise de tesouraria que se antecipa, uma incapacidade de governação é meio caminho andado para uma instabilidade orgânica. Algo que não se discute, nem se escuta, nestes jantares de aniversário, por mais extensos e reivindicativos que sejam os discursos neles proferidos. É que, também nesta sede, há coros que, de tão repetitivos, se tornam cansativos.

3. No espaço europeu, há uma nova disputa jurídica-desportiva que importa acompanhar com cuidado. Um tribunal suíço determina a reintegração imediata do Sion na Liga Europa. E a UEFA, obviamente, recusa aplicar tal decisão. A questão aqui é que a UEFA tem a sua sede em território suíço e algumas das facilidades que detém resultam de decisões jurídico-políticas desse Estado singular no conjunto da Europa. Singular, em termos políticos, com a sua neutralidade - bem importante noutras épocas - e singular, em termos financeiros, em razão da especificidade do seu sistema bancário. Mas, nesta sede, o mundo também é feito de mudança. Se a neutralidade suíça é hoje em dia irrelevante, o seu sistema bancário também sofre de duros revés. Se a crise chega às instâncias do futebol, seja à FIFA ou à UEFA, não há coro que lhes valha. Daí a importância de acompanhar a presença, no próxima dia 19 de Outubro, de Michel Platini junto do Procurador do Cantão de Vaud.

4. Na última jornada da Liga dos Campeões, o Real Madrid estreou uma nova camisola. A cor encarnada tem sido um êxito de vendas. Nos três dias seguintes ao jogo contra o Dínamo de Zagreb, o Real Madrid e a Adidas chegaram a vender uma camisola por minuto. Percebemos, assim, que, quer em Espanha, quer nesta aldeia global em que vivemos, deixou de haver fidelidade às cores. O que agora há é a fidelidade aos coros do momento.

5. Hoje, dará o tiro de partida para a Meia Maratona de Portugal um dos desportistas que é um dos exemplos da determinação pessoal por um objectivo. Oscar Pistorius, o sul-africano deficiente que conquistou, através de uma decisão do Tribunal Arbitral do Desporto, o direito de participar contra atletas normais, é uma das grandes referências deste arranque de milénio. Quando o vi correr, nos recentes Mundiais de atletismo de Daegu - onde conquistou, apesar de não ter corrido a final, a medalha de prata na estafeta 4x400m -, senti que há momentos da vida que importa desafinar. Ou seja, lutar contra os coros. E a luta de Oscar Pistorius foi uma luta imensa e politicamente incorrecta. Mas, sempre com a consciência tranquila de quem, desde os onze meses de idade, sabe o que é não ter pernas a partir dos joelhos. Está de parabéns Carlos Móia, e um Maratona em reformulação para crescer, por nos proporcionar, em Lisboa, um homem e um desportista que é uma referência para todos aqueles que acreditam, de verdade, que o desporto é um verdadeiro espaço de inclusão."

Fernando Seara, in A Bola

Mais um empate com sabor a vitória !!!




Sporting 4 - 4 Benfica



Não vi o jogo, mas como tivemos a perder por 0-2, 1-3 e 2-4, o empate acaba por ser um bom resultado...

Este campeonato parece ser mais desequilibrado que os anteriores, não sei quando vale o Operário, mas as outras equipas, que normalmente retiravam pontos ao Benfica e ao Sporting, estão mais fracas, assim os confrontos directos com os Lagartos são decisivos para decidir a posição na época regular... vai ser uma época longa, com poucos objectivos intermédios, temos que manter a concentração, e preparar um Paly-Off sem lesões. O Joel mesmo debilitado é fundamental, ainda por cima sem o César...

Perfeito !!!

5 jogos, 5 vitórias, é o resultado de um excelente fim-de-semana para a nossa formação, contra algumas das melhores escolas Europeias. Benfica Youth Cup, uma boa ideia, que merece repetição...



Benfica 2 - 1 Sevilha

Jorginho, Guimarães



Benfica 2 - 1 Ajax

Gilson, Gonçalo Guedes

Derrota...



Benfica 25 - 27 Madeira SAD



Só vi alguns momentos da segunda parte, quando vi a dupla Nicolau/Caçador com o apito na boca, pensei logo que seria muito difícil dar a volta!!! Hoje, parece que se esqueceram da lei do jogo passivo, entre outras das habituais habilidades...!!!

O Benfica parece que continua a manter a 'coerência' na irregularidade!!!

sábado, 24 de setembro de 2011

Juventude de parabéns !!!

No 1.º dia do Benfica Youth Cup, três jogos, três vitórias, para o Benfica, e os adversários demonstraram bastante valia:



Benfica 2 - 1 Barcelona

Hugo Santos, Pedro Rodrigues


Excelente jogo, contra um Barça que já joga num estilo parecido com a equipa principal!!! Podíamos ter 'matado' o jogo mais cedo, com vários contra-ataques perigosos, faltou 'calma'!!! Ainda tivemos um golo mal anulado ao Benfica, por fora-de-jogo inexistente... Destaco o Pedro Rodrigues, tanto a trinco, como a central, excelente jogador. O Diogo Gonçalves hoje não marcou, mas o talento não engana...



Benfica 3 - 2 Real Madrid

João Gomes, Romário, Monte


Este foi o adversário mais forte da tarde, o filho do Zidane é jogador!!! Mas a equipa do Benfica acreditou na vitória, e esta é provavelmente a nossa melhor equipa na formação Benfiquista, esta época...



Benfica 3 - 1 Fulham

Dino, Cancelo, Hélder Costa


Contra uma equipa tipicamente britânica, com força, velocidade, muito aguerrida, mas algo limitada tecnicamente, o Benfica podia ter resolvido o jogo mais cedo, assim só no último minuto chegou o golo da tranquilidade. Numa equipa com vários Juniores de primeiro ano, depois de um início de época desastrado, parece que a equipa está a evoluir, e a ganhar confiança...

Objectivamente (descarados)

"Basta um empate do FC Porto para que os críticos do costume saiam da toca a reclamar contra tudo e contra todos e até com... árbitros, imaginem!!!

O fanático comentador tripeiro, MS Tavares diz, num dos jornais em que é comentador, que o Benfica «embalado pela arbitragem de Duarte Gomes e pelas 'minudências' de três SUPOSTOS penalties de mão na bola contra o V. Guimarães, também apostaram mais nessa táctica do que em tentar ganhar o jogo pelas vias normais».

É preciso ter muito descaramento! O que é que este sujeito quer? Provocar. Provocar, claro, todos os adeptos do Futebol que têm o mínimo de racionalidade! Ele que não pense que são todos burros e que não sabem ver o que é um penálti num jogo de Futebol!

É claro que eu sei porque é que ele fala assim. Quem anda desde 1974 a servir-se das arbitragens para ganhar títulos atrás de títulos é normal que estranhe, por vezes, que haja um ou outro árbitro que marque um penálti contra os adversários do Benfica. Ele sabe que agora a elite dos Olegários, Sousas, Batistas e Xistras têm mais dificuldades em passar despercebidos que os Garridos, Pratas, Calheiros, Silvanos, Gímaros e Silvas dos gloriosos anos 70, 80 e 90!

E por isso reclama sem vergonha! Ele acha que não foram penalties os lances com o V. Guimarães? Tanta ignorância!

É que ainda ficou um por marcar contra o Vitória de Guimarães e não deve ter visto os minutos finais do jogo com o árbitro a empurrar os vimaranenses com uma série de faltas inexistentes, provavelmente para tentar agradar aos chefes!

Este MST é um provocador que não percebe rigorosamente nada de futebol. Ainda por cima deixam-no dar opiniões fanáticas e estapafúrdias em locais que deviam ser preservados... Nessas 'reservas naturais do Futebol' não deviam entrar certos bichos do mato porque não se dão com nada!!!"


João Diogo, in O Benfica

Obra de arte

"Eles já tinham ameaçado: Nicolás Gaitán, aos 13 e aos 16 minutos, com disparos de fora da área; Óscar Cardozo, aos 19 com um remate encaixado pelo guarda-redes adversário. Mas, aos 24 minutos juntaram-se para realizar uma verdadeira obra de arte, um hino à beleza dinâmica do Futebol.

Nico Gaitán recebeu a bola em cima da linha de meio-campo; Emerson conseguira fazer sobrar para ele de um despique junto à lateral com Fábio e Valencia; o argentino deu dois passos, ajeitando a bola em andamento, tirou Flectcher do caminho e cruzou, com o pé esquerdo, de trivela, para Óscar Cardozo. O paraguaio estava em posição frontal e bem perto da grande área do adversário, pelo que a bola cruzada por Gaitán terá percorrido uns 40 metros, até que Tacuara a parou no peito, de costas para a baliza e com dois adversários à ilharga. O francês Evra foi o primeiro a ficar fora da jogada, com a rotação de Cardozo, e Evans perdeu a oportunidade de chegar à bola, que o ponta-de-lança do Benfica protegeu no seu flanco direito. O defesa norte-irlandês ainda tentou pressionar Cardozo, cobrindo o lado da baliza mas perdeu em velocidade e o número 7 do Benfica atirou, com força, cruzado, a meia altura, de pé direito, às redes de Lindegaard. De nada valeu a estirada para o sítio certo do guarda-redes dinamarquês que, em diversas outras ocasiões, salvou a sua equipa.

Foi uma jogada admirável, um golo magnífico, que só uma comunicação social vesga e dominada pelo ciúme clubista e pela dependência em relação ao Sistema, não glorificou e elegeu como um monumento ao Futebol bem jogado, com arte, espectáculo e eficácia. Tenho décadas de memórias de bom Futebol não vou esquecer este golo."


João Paulo Guerra, in O Benfica