"Durante as últimas duas semanas, o universo futebolístico
nacional andou agitado. O Mundial das Américas está à porta,
o melhor marcador do campeonato português vendeu-se (à
revelia da sua equipa) a um
candidato a presidente de um
clube turco e foi aprovada, pela
maioria das equipas da I e II
Liga, a chave de distribuição
dos direitos televisivos. Temas
que dariam boas discussões e
análises profundas, mas infelizmente não houve tempo nem
espaço para tal. É que o tema
principal foram as eleições no
Real Madrid.
Na verdade, as eleições foram
apenas um pretexto para se
poder atacar o SLB. Durante
alguns dias, ouvimos tudo e o
seu contrário por parte dos
especialistas. Na noite de
domingo, com os votos contados, veio a desilusão. Florentino
Pérez ganhou com larga margem (65% contra 35%), José
Mourinho vai treinar os blancos
e chegam 15 milhões de euros
à Luz. Saiu tudo furado aos
apoiantes de Enrique Riquelme,
o candidato desconhecido. Em
especial os apoiantes portugueses de Riquelme, os que estavam a torcer para que o Glorioso fosse afetado pelas eleições
madridistas. Lembro-lhes que
Riquelme só há um: Juan
Román, astro argentino do Boca
Juniors e Barcelona, entre
outros. Por esse, ainda acredito
que valha a pena torcer, mas
não. Os entendidos andaram
semanas a esfregar as mãos, a
desejar e antever fogo e devastação no planeta Benfica, mas
as contas saíram furadas. Condenaram o silêncio dos dirigentes, a postura dos treinadores e
a alegada falta de planeamento,
viraram o bico ao prego e desdisseram-se.
Demonstrando
uma capacidade acrobática
acima da média, pudemos ver
flic flacs à retaguarda nas opiniões como se estivéssemos
nuns campeonatos do mundo
de ginástica. Afinal, era apenas
desconforto e tendinite no cotovelo perante o silêncio do SL
Benfica. Em alguns casos, a
ausência de ruído é uma grande
arma. Foi."

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