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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Não aprenderam nada


"«Para mim foi um jogo roubado. A arbitragem teve muitos problemas, é incrível as opções que tomaram. (...) Percebo que se cometa um erro num jogo, mas em dois seguidos?»
Raphinha, extremo do Barcelona, após a eliminação na UEFA Champions League frente ao Atlético Madrid

O sonho do Barcelona acabou na terça-feira, e de novo com polémica. Apesar de ter chegado a empatar a eliminatória da Champions em Madrid, contra o Atlético, a equipa catalã sofreu um golo proibido e, na segunda parte, voltou a ter um central expulso, comprometendo a ambição de seguir em frente.
No final, como é costume, todos carregaram contra o árbitro. Raphinha, que nem sequer jogou, foi à zona mista dizer que foi um roubo, e acrescentou que admite um erro num jogo, mas não em dois seguidos. Na segunda parte da ideia, estou com ele — embora o brasileiro se referisse ao árbitro, e a frase só faça sentido se aplicada ao próprio Barça.
Porque o filme da expulsão de Eric García foi igual ao de Cubarsí na primeira mão: bola nas costas da defesa e o central a travar o adversário quando este seguia isolado para a baliza (nos dois casos, o problema foi que o árbitro não exibiu logo o vermelho; isso sim foi um erro, mas logo corrigido pelo VAR).
O Barcelona de Flick pressiona alto e joga com a defesa muito subida. Recupera muitas bolas no meio-campo contrário e é dessa forma que cria a maior parte das suas grandes oportunidades. O reverso da medalha é que se torna permeável quando o adversário ultrapassa a primeira linha de pressão. E depois de ser eliminado na Taça do Rei pelo Atlético, depois da derrota em casa na primeira mão dos quartos da Champions, continua sem ter aprendido nada. E a culpar os árbitros por boas decisões.
Enquanto o fizer, a final da Champions (onde não chega desde 2015, último ano de Xavi na equipa; e nestas últimas 11 épocas, só em duas esteve, sequer, nas meias-finais) continuará a ser uma miragem."

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