"«Se alguém comprar um bilhete para a final [do Mundial] por dois milhões de dólares [€1,7 M], levo-lhe pessoalmente um cachorro e uma cola para me certificar de que passa um excelente momento.»
Gianni Infantino, presidente da FIFA
Faltam 35 dias para o início do Mundial 2026 e tudo se conjuga para uma fase final caótica, entre as dúvidas em relação à participação do Irão, as preocupações com segurança no México, os avisos de tempestade que levam à interrupção, antecipação ou adiamento de jogos nos EUA e os problemas em relação a vistos para os adeptos que queiram viajar para ver jogos. E os preços.
Sim, os preços, inflacionados em tudo, desde os mais de 100 euros para ir do centro da cidade a alguns estádios, aos mais de 300 para estacionar a quilómetro e meio de outros, desde os dos hotéis... aos bilhetes.
Não bastou a política flexível de bilheteira, que fazia com que os valores dos ingressos variassem consoante a procura, agora, no mercado secundário, legal nos Estados Unidos, começam a aparecer bilhetes por valores absurdos, como quatro ingressos para a final por 8 milhões de euros.
É verdade o que Infantino disse numa conferência em Beverly Hills, na Califórnia — o facto de alguém pedir esse dinheiro não quer dizer que seja esse o valor deles. Os bilhetes custam, na verdade, o que derem por eles.
Mas em vez de mostrar empatia com o facto de tantos adeptos do futebol, habituados a seguir as suas seleções para todo o lado, não terem dinheiro para ir aos EUA, o presidente da FIFA ainda goza, oferecendo-se para levar pessoalmente um cachorro e um refrigerante a quem pague esse valor. É preciso ter lata, e não é de cola..."

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