Últimas indefectivações

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Número 10

"Chalana é o meu ídolo de infância.
Despertei para o futebol em 1976, ao mesmo tempo que o 'Pequeno Genial' explodia na equipa principal do Benfica. Lembro-me dos seus golos ao FC Porto e ao Sporting na época 1976-77, que embalaram os encarnados para mais um título, bem como da estreia pela selecção nacional frente à Dinamarca. Depois acompanhei toda a sua carreira, a afirmação plena, as lesões de 1979 e de 1983, a inesquecível campanha na Taça UEFA de 1982-83, o sublime Europeu de 1984, a transferência milionária para Bordéus e o regresso a casa onde, com uma condição física já limitada, ainda realizou excelentes jogos e marcou belos golos.
Foi porventura, logo a seguir a Eusébio, o nosso melhor jogador de sempre. Foi, digamos, o Eusébio da minha geração - aquela que já não chegou a tempo de poder ver o 'Pantera Negra' brilhar nos relvados, e teve em Chalana a grande referência da altura.
Além do enorme talento, Chalana sempre foi também uma pessoa humilde e generosa. Tive o privilégio de o conhecer pessoalmente, e confirmar a ideia de um homem com a simplicidade própria de quem é verdadeiramente grande. Um gigante de talento e alma.
Fernando Chalana fez 60 anos há poucos dias. E, como é público, atravessa um momento difícil da sua vida. À semelhança da nossa equipa, que o brindou no dia de aniversário com uma deliciosa 'chapa dez', não posso deixar de aproveitar este espaço para o dedicar àquele que foi o meu ídolo. Uma figura ímpar que marcou a minha infância - e, logo, a minha vida.
Força, Fernando! Que consigas driblar os problemas com a fibra com que driblavas os adversários."

Luís Fialho, in O Benfica

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