"Terá sido a pergunta que a maioria dos benfiquistas fez na noite de domingo. Depois de um dérbi frenético, com oportunidades de golo, penáltis marcados, penáltis falhados, bolas ao poste, muito suspense e drama até ao fim, a vitória, suada e merecida, mostra que a equipa tem qualidade e que o treinador do Benfica continua a ser um dos melhores do Mundo. Foi por ele, e mesmo antes do jogo começar, que o Benfica começou a ganhar, ao escolher reforçar o meio-campo e tirar do "onze" o crónico melhor marcador da equipa em prol da mobilidade e espírito de sacrifício de Ivanovic, que, mais uma vez, provou estar longe de ser um erro.
Arriscando-se a ser criticado por ter reforçado o meio-campo num jogo em que precisava de ganhar, foi precisamente nessa decisão que o ganhou, com Aursnes, o melhor em campo, Ríos e Barreiro a serem uma barreira para o Sporting e um catalisador para municiar os muito crescidos Prestianni e Schjelderup que ao habitual talento ofensivo juntaram um rigor tático e um compromisso defensivo que não eram muito visíveis há poucos meses. Infelizmente, tudo isto poderá ter sido em vão por uma mão cheia de jogos empatados no final, contra equipas da segunda metade da tabela, muitos deles em casa, alguns por erros alheios, mas também por responsabilidade de uma equipa que nem sempre mostrou o foco, a concentração e a intensidade deste domingo. Porque é que não foi quase sempre assim, já não se pede "sempre", é a pergunta que todos fazemos. Agora, como muito bem disse o sempre lúcido, dentro e fora do campo, Aursnes, "é ganhar os nossos jogos e depois logo se vê." Assim é, mas porquê se sabemos jogar assim?!"

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