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sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Adeus, Deus

"Na Grécia Antiga, imperava uma religião politeísta, ou seja, o povo acreditava em vários deuses. Atena, por exemplo, simbolizava a sabedoria; Poseidon era o rei dos mares. Acima destes e outros, havia ainda o governante do Olimpo: Zeus. Até aqui, nada de novo. Espero não estar a maçar o leitor com esta aula de História. Sucede que chegou a hora de reescrever parte desta fascinante mitologia. Merece respeito, mas carece de um urgente actualização: há um deus grego por enaltecer.
Um divo de barba rija e 86 Kg encantadores - ou tenebrosos, conforme a perspectiva. Como o leitor já terá percebido, falo de Konstantinos Mitrolgou. Um deus da era moderna, capaz de reunir num só pé esquerdo todos os poderes repartidos pelas 12 divindades do Olimpo. Porém, o lar de Mitroglou era outro: o Estádio da Luz. Ainda assim, não raras vezes, o malandro saía de casa para cometer atrocidades noutras moradias.
Reconheço o esplendor de Zeus e companhia, todavia não há registo algum de façanhas notáveis por aí além (leia-se, golos pelo Benfica). Segundo consta, Atena era a deusa da sabedoria, mas foi Mitroglou quem certa noite, teve a astúcia de iludir meia equipa do SC Braga e enfiar a bola pelo meio das pernas de Marafona; qualquer bom livro da Grécia nos diz que Poseidon é o deus do mar, contudo, foi Mitroglou o responsável por uma das maiores inundações alguma vez vistas: a enxurrada do Estádio de Alvalade, a 5 de Março de 2016, pelas 21h05.
Mitroglou saiu, mas por um lado é bom: 17 guarda-redes resolveram o problema de incontinência urinária. Bem, nem todos: apenas aqueles que ainda não encontraram pela frente o Seferovic."

Pedro Soares, in O Benfica

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