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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Vitória de quem soube desamarrar o jogo

"+O Benfica é um justo vencedor?
Sem dúvida. Num duelo muito equilibrado, foi o Benfica que forçou a quebra do bloqueio em que o jogo estava metido desde o apito inicial. Mérito da equipa e de Rui Vitória, que seguramente entendeu que o momento de atacar o rival seria depois do intervalo.

+E que factores provocaram essa rotura?
Uma entrada forte do Benfica na 2.ª parte, subindo a linha de pressão e condicionando a saída de bola do FC Porto. A substituição de Otávio retirou alguma energia frenética ao meio-campo dos dragões e a entrada de Rafa potenciou aquilo que Cervi exibia após o intervalo: velocidade e contundência, desgastando o adversário directo, neste caso Maxi Pereira.

+O FC Porto demorou muito tempo a reagir. Porquê?
Porque o Benfica soube prolongar os momentos de insegurança do adversário. Ao fazer o golo, a águia continuou a provocar o erro, sendo agressiva no ataque à bola e posicionando-se em terrenos adiantados. O Benfica dominou claramente nessa meia hora.

+E nunca o Benfica sentiu o perigo de não ganhar o jogo?
Quando a vantagem é mínima, essa possibilidade está sempre viva e naturalmente cresceu quando Lema foi expulso. Mas o Benfica soube agarrar bem o seu momento e cerrou fileiras.

+Este FC Porto é menos competente do que aquele que se sagrou campeão?
Sobretudo já não tem segredos. Precisa de se reinventar. Na Luz, a profundidade foi controlada pelo rival e a solução foram cruzamentos e lances de bola parada. É curto.

+Vitória apostou em Lema. Foi arriscado?
Havia sempre riscos associados à utilização de um jogador sem ritmo competitivo e ser claramente o quarto central da equipa. Mas foi uma aposta coerente, de acordo com as opções de Rui Vitória. Lema teve lances em que comprometeu ao ponto, por exemplo, de ter sido expulso, mas foi importante nos duelos aéreos e não foi factor de desequilíbrio.

+Três jogos, três centrais expulsos. Há aqui algum padrão?
Meramente circunstancial. Foram lances em que o segundo cartão amarelo saiu do bolso dos árbitros em virtude do critério que todos eles aplicaram nesses jogos. Importa relevar a capacidade que o Benfica teve em unir-se nesses momentos. Em Chaves sofreu o empate já com 10 mas num lance que nada teve a ver com esse facto.

+Gabriel foi opção em vez de Gedson. Natural?
Sim, pelo equilíbrio que o brasileiro confere a um meio-campo que não podia abrir brechas e que tinha de ser forte nos duelos individuais. Acresce que Gabriel esteve na melhor oportunidade que o Benfica teve (tiro aos 60’ e grande defesa de Casillas) além do golo, onde teve participação determinante.

+Quem foi a figura do jogo?
Seferovic, porque o golo que marcou decidiu o clássico, mas a verdade é que foi Rúben Dias quem fez um jogo quase perfeito. Com 20 anos, pareceu um veterano de guerra. Nenhum jogador vale mais do que uma equipa, mas a soma de grandes exibições individuais eleva o rendimento de uma equipa. Rúben Dias esteve próximo da excelência, mas outros juntaram-se num nível muito elevado: Grimaldo, Pizzi, Salvio. Sendo assim, é natural ser melhor."


PS: Pois bem, o critério?! É o tal critério unilateral...!!!

1 comentário:

  1. Uma vitória da garra e do querer contra tudo e contra a arbitragem no estádio da luz que bem tentou mudar o curso do jogo com um vilanar sem fim

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