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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O Olimpo do futebol na 'Catedral'

"O dia em que um Deus argentino se curvou perante um Rei português.

O mundo está cheio de crenças. Na Argentina, terra de Pampas, existe um Deus maior que de vez em quanto desce à Terra na forma de um homem genial mas louco, capaz de fazer tanto o melhor como o pior. No dia 14 de Janeiro de 2009, essa divindade foi recebida em apoteose pela multidão que aguardava pelo jogo entre o Benfica e o Olhanense, a contar para a Taça da Liga. Sorriu-lhes. Ninguém imaginava que, uns minutos antes, esse Deus de tinha curvado perante um Rei português.
Quem seria este Rei, que obrigava uma divindade a curvar-se perante a sua presença? A resposta só poderia ser uma. Eusébio da Silva Ferreira.
O Deus argentino reencarnou em Maradona, eleito pela FIFA como o segundo melhor jogador de sempre e pelos amantes do futebol, numa votação online, como o primeiro de todos. Futebolista fantástico, de drible fácil e rápido, alternava as grandes exibições com noitadas regadas com álcool e drogas. Já o Rei Eusébio era o talento puro em acção, dotado de uma capacidade técnica superior e duma velocidade impressionante, que deixava os seus adversários 'pregados ao chão'. Em 1965, atingiu o topo da sua carreira ao vencer a Bola de Ouro e, em 2000, foi considerado pela FIFA o sexto melhor futebolista europeu de todos os tempos, e o nono melhor do mundo.
No dia em que desceu à Terra para visitar a 'Catedral', o Deus argentino recebeu das mãos dum mortal - não de um simples mortal, mas um daqueles que da 'lei da morte se vão libertando' - o 'manto sagrado'. A divindade e a imortalidade numa imagem que vale mais que qualquer palavra. Entre as arrancadas, os dribles, os golos e os títulos destes dois monstros do futebol, passa uma grande parte da história do futebol mundial. Ambos tinham uma paixão enorme pela bola, fosse num bairro pobre de Lourenço Marques com uma bola de trapos, num bairro pobre e Buenos Aires com balizas de pedra, ou em grandes palcos. O futebol tem uma linguagem própria e não discrimina o pé descalço ou o pobre. Coloca todos no mesmo patamar e depois deixa vir ao de cima a arte e o engenho de cada um. Uns são dignos representantes da modalidade, outros transformam-se em Deuses e Reis.
A imortalidade do rei Eusébio está bem presente no Benfica. Saiba mais sobre esta grande figura do desporto mundial no Museu Benfica - Cosme Damião."

João Fortes, in O Benfica

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