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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Uma equipa em sub-rendimento

"O Benfica revela dificuldade frente a equipas bem estruturadas

Gerir expectativas
1. Com a derrota na jornada inicial e face à exigência, anseios e expectativas dos seus adeptos que exigem uma equipa com dimensão europeia que prestigie a história e grandeza do clube nas competições internacionais, o jogo tinha para o Benfica um carácter decisivo e uma oportunidade única para a equipa entrar na discussão pelo apuramento. Bruno Lage procedeu a algumas alterações na equipa: entrada de Jardel para o eixo da defesa com a intenção de combater o poderio atlético e o jogo aéreo da linha ofensiva do Zenit; regresso de Gabriel, pretendendo tirar partido da sua qualidade na construção, visão e qualidade de passe nas saídas para o ataque.

Apatia e falta de agressividade
2. O Zenit iniciou o jogo exercendo muita pressão nas zonas da bola, a equipa do Benfica não conseguia fazer circulação e tinha muitas dificuldades em tirar a bola das zonas de pressão, cometendo muitos erros e errando passes em zonas perigosas. A equipa do Zenit, por sua vez, procurava fechar os espaços através de uma grande concentração de jogadores e quando recuperava a bola procurava queimar linhas rapidamente com passes directos para as referências ofensivas (Azmoun e Dzyuba). Taarabt procurou pegar no jogo, assumindo a construção e tentando fazer a ligação com os sector ofensivo, mas depois tinha dificuldade em chegar às zonas de finalização. Face à organização defensiva do adversário, com duas linhas muito compactas e a não conceder espaços entrelinhas, o Benfica procurava circular a bola para atrair o adversário e tentar encontrar espaços na estrutura defensiva do Zenit, mas fazia tudo de forma previsível e lenta e com dificuldade em entrar no último terço ofensivo do adversário optou por explorar os remates de meia distância, única forma de chegar à baliza de Lunev. Faltou sobretudo imprevisibilidade, velocidade e mobilidade dos seus jogadores mais ofensivos e intensidade nas acções.

Sem argumentos
3. O Benfica procurou reforçar a sua organização ofensiva com as entradas de Caio Lucas e Vinícius. Com um maior envolvimento dos laterais, procurou combinações nos corredores com cruzamentos para beneficiar a entrada de Seferovic/Vinícius. Em vantagem no marcador, a equipa do Zenit ficou confortável no jogo e não permitiu situações de desequilíbrio na sua estrutura defensiva. Com a desorganização e balanceamento ofensivo da equipa do Benfica, com muitos jogadores e não recuperarem as posições, o Zenit, com jogadores muito rápidos, aproveitou os espaços e em transições ofensivas rápidas dilatar o resultado. O golo tardio de Raul de Tomas atenuou o resultado, numa exibição pálida da equipa com muitos jogadores em sub-rendimento. O Benfica perante equipas bem estruturadas defensivamente e com grande densidade de jogadores no corredor central revela dificuldades notórias em criar desequilíbrios, faltam jogadores com capacidade de acelerar o jogo, os alas procuram muitas vezes espaços interiores, não permitindo que haja combinações tácticas nos corredores laterais para criar situações de superioridade numérica."

Lázaro Oliveira, in A Bola

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