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terça-feira, 17 de maio de 2016

A razão do elogio de Vieira

"A recepção à comitiva do Benfica na Câmara Municipal de Lisboa, poucas horas depois de conquistado o 35.º campeonato, talvez tenha sido o ponto mais alto, até hoje, nos 13 anos que Luís Filipe Vieira já leva na presidência do clube. O primeiro título é sempre especial e nunca se esquece. A primeira final europeia foi outro marco importante. As sucessivas vitórias eleitorais - com margem folgada - também serão sempre recordadas. Mas desta vez, nos Paços do Concelho, viveu-se um momento diferente de todos os outros. Foi o dia seguinte à conquista de um tricampeonato que as águias não alcançavam desde meados da década de 70. Esta era, pois, uma visita carregada de simbolismo e que acontecia no culminar de um campeonato escaldante, desgastante e quase sempre disputado no limite do combate emocional. Esperava-se uma posição responsável de Vieira e o mínimo que se deve dizer é que o presidente do Benfica não defraudou as expectativas.
Há muitos anos que no futebol português deixou de ser normal ouvir dirigentes e treinadores destacarem os méritos dos adversários. Dos rivais, então, nem se fala. Ora, Vieira teve a grandeza de reconhecer a extraordinária caminhada do Sporting neste frenético campeonato nacional e aproveitou a ocasião solene para endereçar, ali mesmo, os parabéns ao clube e aos seus adeptos. Excelente. O elogio ao trabalho dos leões é da mais elementar justiça e faz todo o sentido. É um reconhecimento, de resto, que engrandece ainda mais o título do Benfica. Luís Filipe Vieira cometeu muitos erros pelo caminho, uns mais graves do que outros, mas tem dado sucessivas provas de que aprendeu com as coisas que correram mal. E a mensagem que ontem quis deixar é a de que não existem campeões fortes contra adversários fracos. Acertou em cheio."

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