Últimas indefectivações

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Vermelhão: E agora...

Corruptos 1 - 0 Benfica


Eliminação, em mais um jogo onde fomos superiores, mas perdemos. Talvez, o melhor jogo da era Mourinho, ao lado da partida com Nápoles, e com o Leverkusen (que também perdemos)!!! Depois de muitos jogos sem derrotas internas, duas seguidas, e as duas Taças perdidas!

Em dois jogos contra os Corruptos esta época, nunca fomos inferiores, mas não conseguimos marcar... Agora, creio que ficou claro, que a diferença de 10 pontos no campeonato, é completamente artificial! Os Corruptos, defendem, correm, e dão porrada com total impunidade... O Benfica tem os seus problemas, desde da construção do plantel, da falta de férias, a mudança de treinador, as lesões longas de jogadores fundamentais (hoje mais uma...), a falta de automatismos ofensivos, etc... Mas, nos confrontos diretos, não temos sido inferior...

Agora, para se pontuar, temos que marcar golos! E se houve jogos esta época, onde fomos eficientes, nos jogos de grau de dificuldade mais elevado, isso não tem acontecido. Hoje, numa partida, com poucas oportunidades, o falhanço monumental do Pavlidis, pode ter valido uma qualificação para o Jamor!

Sem o Enzo, e com o Aursnes no meio, haveria sempre uma vaga nas Alas, e com os 'erros' do Sudakov nos últimos jogos, acabámos por ter duas semi-'surpresas' no onze:: Sidny e o Prestianni!!! O jogo acabou por ter pouca fluidez, e poucas oportunidades claras, mas a forma como é permitido aos Corruptos, disputar os duelos, torna impossível não existir interrupções constantes! E como disciplinarmente, tudo é permitido, fazem-no durante os 90 minutos!!!

Inicialmente, o jogo até parecia repartido, mas com o golo de Canto, caído do nada, os Corruptos, muito cedo apostaram tudo nas transições, e por isso, desceram as linhas de pressão, dando ao Benfica mais posse de bola, em zonas avançadas... Eles acabaram por efectuar alguns contra-ataques semi-perigosos, normalmente encontrando espaço nas costas da nossa linha do meio-campo, mas quando conseguiram rematar, conseguimos interceptar quase sempre a bola...

Do nosso lado, apesar do domínio, as oportunidades não foram muitas, mas na parte final as aproximações começaram a ser mais perigosas. A entrada do Schjelderup foi essencial, provavelmente deveria ter entrado mais cedo...

Não havendo grandes destaques individuais, tenho que mencionar o pulmão do Barreiro, que num jogo de muita intensidade e de muitos contactos, nos minutos finais, parecia que ainda tinha pilhas para mais!!! Mesmo assim, o Araújo merece uma referência, esteve muito bem na defesa, ainda conseguiu dois remates, uma boa exibição, após alguns jogos, onde até tinha cometido alguns erros...

O Mourinho voltou a mexer pouco e tarde, mas recordo que jogámos com um António a vir de lesão, o Enzo no banco longo dos 100%, e o Manu ainda a fazer a pré-época, no banco. Sem o castigado Otamendi, e sem o Lukebakio, o Bruma e ainda o Bah lesionados, além do Samu, do Veloso e do Nuno Félix!!! Nem todos seriam titulares, mas são opções a menos que temos no banco, quando se quer 'mudar' o jogo ou a táctica.

Como não podia deixar de ser o Verdíssimo, mais uma vez, está numa eliminação do Benfica numa Taça, e mais uma vez, cometeu um erro gigante: Penalty sobre o Barreiro, na imagem de ângulo inverso, é visível a pisadela. Um jogador a perder, não fica no chão daquela maneira, sem ser tocado. Verdíssimo e Luís Ferreira no VAR, não viram nada... Já o lance da Mão na Bola com o Rosário, eu não acho que seja penalty, mas contra o Benfica, são marcados, como aconteceu com o Casa Pia, onde perdemos 2 pontos... No resto do jogo, tivemos os habituais Amarelos 'misteriosos' aos jogadores do Benfica, só porque sim... e uma quantidade absurda  de cartões perdoados aos Corruptos... Tudo normal!!! No lance com o Dedic, como é que o Kwior acaba sem Amarelo?!!!

Não deixa de ser engraçado, que em dois jogos consecutivos, os VAR's fecham os olhos a dois penalty's claros a favor do Benfica, em ambos os casos, com influência na eliminação do Benfica, das respectivas competições! Tudo normal...

Mais uma vez, a PorkosTV, com os funcionários da RTPorco ao comando dos botões, como é habitual, fartaram-se de censurar repetições... outra tradição, no Mondego para cima!!!

Na conferência de imprensa final, o jogo do Rio Ave no Sábado foi tema, com razão. Vamos ter menos de 72 horas, com viagens pelo meio, contra uma equipa, que teve uma semana para preparar este jogo. Com todas as lesões, as opções são poucas para rodar... Agora, a questão da motivação é inegociável. O 2.º lugar é o primeiro dos últimos, mas actualmente na Liga, dá acesso a uma potencial qualificação para a Champions!!! No actual contexto do Tugão, com o Benfica a ser obrigado a jogar 10 vezes melhor que os adversários, para vencer, ficar fora da Champions, será um golpe financeiro, que dificilmente será ultrapassado...

Sendo que ainda existe neste momento outro grande 'perigo'! Esta 2.ª parte da época, sem 'grandes' objetivos, poderá ser fatal para o Mourinho! Terminar a época, com um treinador desgastado perante os nossos adeptos, poderá ser o cocktail fatal, para a preparação da próxima época. Algo muito parecido com o que aconteceu nas últimas duas épocas, primeiro com o Roger e depois com o Lage!!!

Uma última nota, para o tratamento animalesco dado aos adeptos do Benfica, pela organização do jogo, com a colaboração total da PSP. A impunidade não é só dentro do relvado, fora o Estado tem Leis diferentes, consoante a geografia!

107

Benfica 107 - 85 Galitos
30-26, 25-18, 34-26, 18-15

Mais uma vez, ultrapassámos os 100, sem o Betinho e sem o Justice, contra um adversário que está em último, mas até deu luta...

Derrota...

Braga 3 - 2 Benfica
Prieto, Moller


Muitas alterações no onze, com uma gestão desnecessária, acabou por correr mal... Mesmo assim, o resultado é bastante enganador, o Braga jogou no erro, no contra-ataque, e acabou por ser muito eficaz...

Derrota, não é fatal, mas agora temos que vencer o Valadares no Seixal na última jornada, desta fase de grupos da Taça da Liga.

Um grande duelo na Taça


"O momento é delicado para o Benfica, resultante da derrota em Leiria para a Taça da Liga. Não é tanto a importância do troféu que não se ganha, mas perder, seja o que for, representa sempre um abalo na dinâmica que a equipa vinha mostrando. Visão de golo é o espaço de opinião de Rui Águas, treinador e antigo avançado internacional português

Hoje, a norte, acontece mais um duelo histórico, sempre rodeado de nova expectativa, agora em eliminatória da Taça de Portugal. O momento é delicado para o Benfica, resultante da derrota em Leiria para a Taça da Liga. Não é tanto a importância do troféu que não se ganha, mas perder, seja o que for, representa sempre um abalo na dinâmica que a equipa vinha mostrando, ainda mais com os compromissos complicados que se avizinham.
O Benfica procura reagir ao momento, de forma a contrariar a tendência eficaz que o FC Porto vinha impondo até ao virar do ano. A Taça de Portugal já foge há demasiado tempo, sendo, pela proximidade, o grande objetivo.
A dúvida principal da equipa, e que gera alguma preocupação, prende-se com o estado físico de António Silva. O centro da defesa é, em qualquer equipa, o suporte principal da sua estabilidade, daí que seja esta a questão mais sensível, na aproximação a um jogo pouco aconselhável a estreias. Caso António Silva não esteja apto, como diz o povo, o que não tem remédio remediado está...O potencial substituto, Gonçalo Oliveira, tem dado garantias de uma boa resposta, mesmo evoluindo num contexto diferente.
Central poderoso e esquerdino, algo que tem sido raro ter na zona central da defesa do Benfica. Para além disso, Gonçalo vive já a responsabilidade de capitanear a sua equipa, um bom sinal da sua personalidade, bem necessária caso avance para o onze como solução de emergência. Outra opção poderia ser Manu Silva no centro da defesa, que já seria uma adaptação, mas que poderá não fazer sentido estando Barrenechea indisponível.

Minho forte
A última Taça da Liga foi decidida por uma final inédita. SC Braga e Vitória chegavam ao dia de honra como inesperados heróis das meias-finais. Esta competição significa um prémio mais relevante para quem, como as duas equipas finalistas, não consegue ter aspirações ao título. O SC Braga acabaria por sofrer a derrota que mais dói, frente ao eterno rival minhoto.
O jovem senegalês Ndoye foi o herói inesperado da conquista vimaranense, como avançado mais decisivo, mesmo saindo do banco em ambos os jogos. É um elemento que promete, com uma boa estrutura e poder aéreo importante. Veremos o que poderá fazer daqui para a frente. Subirá ao onze ou continuará como arma secreta?
Do lado bracarense, Zalazar esteve em grande nível, mas no melhor e no pior. O melhor, na vitória sobre o Benfica, mas que passou a pior, como réu três dias depois, pelo penálti falhado no jogo decisivo. Porém, a infelicidade final não lhe tira a distinção, para mim, do jogador de melhor rendimento em Leiria.

BP mais
A bola parada assume cada vez mais importância na preparação e decisão dos jogos. Na liga inglesa, o Arsenal tem sido quem mais dá nas vistas e mais proveito tem tirado. Algo importante lembrar, para aqueles que possam desvalorizar o fenómeno, é que para se conquistar bolas paradas tem de se ser dominador, agressivo e profundo no ataque, ou as tais situações de bola parada não aconteceriam. O último exemplo da realidade arsenalista foi confirmado na mais recente vitória em que todos os quatro golos foram conseguidos sem ser em futebol corrido. Inédito?
Não contentes com isso, os responsáveis do clube anunciaram recentemente a contratação de mais um especialista, este de lançamentos da linha lateral. Pelo que temos visto, um dos problemas que uma defesa atualmente enfrenta, particularmente o seu guarda-redes, é a aglomeração e a proximidade muitas vezes faltosa dos adversários, que impede o livre movimento do defensor da baliza. É verdade que se deve beneficiar o atacante, mas a legalidade de certas obstruções é muito duvidosa.

Apito
Para além de outros acertos, as diferenças que o VAR trouxe merecem urgentemente uma atualização criteriosa. É a opinião de alguns treinadores e árbitros históricos do futebol mundial e eu só posso concordar.
Em termos de claro benefício, só na avaliação mecânica do fora de jogo e na confirmação da existência de toque nas quedas na área. O atual critério da bola na mão vinda de ressalto é absurdo e contraria o movimento normal do defesa, quer na impulsão, quer na posição defensiva básica da qual os braços fazem parte. Entretanto, os penáltis multiplicam-se e decidem jogos.

Guardar segredo
O futebol como desporto de contacto e de grande exigência física caminha a par da gestão das lesões que vão invariavelmente afetando as equipas.
Recuando outra vez no tempo, lembro um episódio que nunca tornei público. Uma das situações de dúvida, relativamente a lesões pelas quais passei, nos longínquos anos oitenta, aconteceu na véspera do jogo contra o Steaua de Bucareste, na Luz, que haveria de dar o regresso à muito desejada final da Taça dos Campeões Europeus. Em Bucareste, tinha sofrido um forte traumatismo na zona lombar que me tinha limitado muito. Em Lisboa, fui radiografado e foram detetadas duas pequenas fraturas na zona atingida.
Todo este tempo passado, recordo que se considerou a hipótese de eu não ser informado do relatório, para não correr o risco de me afetar, tal a importância do jogo.
Honestamente, não estou seguro se cheguei ou não a saber do que se passava, antes do jogo acontecer. Todos estes anos passados, tendo em conta o desfecho especialmente feliz dessa jornada europeia, valeu a pena o risco, na noite mais marcante da minha carreira."

No futebol português estamos na mesma, mas ainda pior que a lesma


"Boa parte dos clientes atuais do produto-futebol (a maioria?) querem sangue e sabem que o têm de graça. Veremos que consequências terá, no futuro, continuar a alimentá-los a comunicados

Está marcado para hoje um dos jogos mais importantes da época portuguesa. Dois dos maiores clubes nacionais discutem a passagem às meias-finais da segunda competição mais importante do nosso calendário.
Isto, por si só, deveria valer todas as parangonas. Acresce que um dos contendores está em alta (primeiro lugar no campeonato e objetivo principal à vista, mesmo que ainda a meio do caminho), e outro está a pontos de perder o penúltimo objetivo da época, considerando que a passagem à fase seguinte da UEFA Champions League ainda é objetivo. O campeonato, enfim, deixemo-nos de histórias...
Perante um jogo deste calibre o que é que sucederia numa sociedade evoluída e preparada para conferir ao futebol a dimensão que merece, vendo as coisas em perspectiva e concedendo os devidos descontos aos exageros de cima e de baixo? Isso mesmo: um belo espetáculo para seguir, bom cartaz de uma noite de quarta-feira no início de um ano civil, com resultado imprevisível e o mundo a continuar o seu caminho no dia seguinte.
Entrando na especificidade, talvez houvesse adeptos interessados em perceber como vão as equipas armar-se, tentar aplicar as suas forças, diminuir os pontos fortes do adversário, enfim, tentar ganhar. Mas a verdade começa aqui: os adeptos não querem saber disto. Não querem saber do jogo, das suas vicissitudes, da possibilidade de errar ou acertar e nessa distância entre errar ou acertar em determinado momento residir a chave de um resultado final.
Todos gostamos mais de novelas fáceis de digerir, e portanto nada como enviar um comunicado na véspera do jogo a contestar a nomeação do árbitro. E de repente a conversa já está outra vez onde os protagonistas do futebol português, ao que parece, verdadeiramente gostam que esteja (provem-me o contrário): quem tem mais influência fora das quatro linhas? De que cor é o manto esta noite ou esta época? Quem manda ou desmanda mais em quem?
Engraçado e curioso é o facto de estar em causa, no comunicado de ontem do FC Porto sobre esta meia-final, exatamente o mesmo árbitro cuja nomeação para a Supertaça Cândido de Oliveira o Benfica contestou, por entender que na temporada anterior tinha beneficiado o Sporting.
Andamos nisto e não queremos saber do produto-futebol, que no final do dia é a única coisa que há para vender. Se é para vender aos clientes atuais está tudo bem — cada vez querem mais sangue, mas de graça. Continuem a dar-lhes isso..."

Schmidt e Farioli: uma renovação que os une?


"Comparações são normais, mas extensão de contrato do treinador italiano no FC Porto é ainda mais simbólica; pontos de contacto também fazem parte da rivalidade

Não há clubes iguais nem treinadores iguais, mas é natural que muita gente faça a comparação entre a recente renovação de Francesco Farioli com o FC Porto e a renovação de Roger Schmidt com o Benfica. Afinal, tanto um como o outro tiveram o reconhecimento dos respetivos presidentes antes de ganharem alguma coisa pelos respetivos clubes.
No caso do alemão, viu Rui Costa dar-lhe uma extensão de duas épocas face ao vínculo que estava em vigor, que era apenas de duas temporadas; já o italiano estendeu o contrato por mais uma época perante as três que tinha no papel. Feitas as contas, tanto um como outro fariam/farão, caso as coisas tivessem corrido/venham a correr bem, quatro anos nas águias e dragões, respetivamente. Com uma diferença, porém: se cumprir o contrato, Farioli ficará até ao fim do mandato de André Villas-Boas; Schmidt prolongou uma ligação que iria temporalmente além das eleições do Benfica - que o atual líder dos encarnados venceu.
A decisão de Rui Costa foi criticada pelo timing, mas os protestos mais vocais só apareceram no final da época e não no momento próprio, porque em março de 2023 (mês da renovação) começou a falar-se com insistência no interesse de equipas inglesas e alemãs nele. O problema é que aquela decisão parece ter criado um momento de viragem, porque depois disso nunca mais o Benfica voltou aos resultados e exibições que tanto encantaram o Terceiro Anel.
Vejo a renovação do italiano pelos azuis e brancos com outra perspetiva: este gesto tem mais simbolismo do que a renovação de Schmidt. Afinal, Francesco Farioli tinha mais duas épocas e meia pela frente (o germânico só tinha uma e meia) e apesar dos 7 e 10 pontos que leva na Liga sobre Sporting e Benfica, por resta ordem, apenas cumpriu meia temporada - e em contexto de Liga Europa e não de Liga dos Campeões, como aconteceu com o alemão.
Gestos como o de Villas Boas são avaliados como os jogos à segunda-feira: se o FC Porto terminar a época como começou, será considerado um bom ato de gestão porque permitiu ainda mais estabilidade e transmitiu a todos a ideia de que este é o special one; se começar a escorregar, à semelhança do dramático final de época no Ajax em 2024/25, a renovação poderá ser encarada como uma precipitação.
Os adeptos do FC Porto querem que resulte porque assim será uma forma de mostrar a superioridade face ao rival em circunstâncias semelhantes; os do Benfica esperam que os azuis e brancos passem pelo mesmo que eles passaram. O futebol também é feito disto.

ELEVADOR DA BOLA
A subir
Froholdt: Foi eleito o Jogador do Ano na Dinamarca, uma seleção que é sempre um caldeirão de qualidade. Ver rivais como o leão Hjulmand deixarem-lhe rasgados elogios é a prova de que o talento supera trivialidades. Pode vir a ser o jogador do ano em Portugal.

Estagnado
Fábio Veríssimo: O árbitro de Leiria consegue o pleno: o Benfica criticou a sua nomeação para a Supertaça Cândido de Oliveira frente ao Sporting e agora o FC Porto condena a sua escolha para o clássico com o Benfica. Motivos diferentes, intenção semelhante: pressionar.

A descer
Jorge Jesus: O Al Nassr soma três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos no campeonato saudita e já está a sete pontos do líder Al Hilal. Apesar dos golos da dupla João Félix/Ronaldo, Jorge Jesus não está a conseguir fazer a diferença na elite saudita."

DECISÕES IGUAIS JUÍZOS DIFERENTES


"Schmidt vs Farioli

Rui Costa renovou com Schmidt quando a equipa tinha 10 pontos de avanço sobre o segundo classificado a 8 jornadas do fim.
Villas-Boas renovou com Farioli quando a equipa tem 7 pontos de avanço sobre o segundo classificado a 17 jornadas do fim.
Rui Costa tinha sobre Villas-Boas razões acrescidas: para além de ter no campeonato mais avanço a menos jornadas do fim, a equipa estava com brilho nos quartos-de-final da Champions, ao passo que o Porto está a disputar srm brilho o acesso aos oitavos da Liga Europa.
Rui Costa precaveu-se: face aos convites que tinha de fora, o que seria se o treinador campeão fosse embora no fim da época?
Villas-Boas precaveu-se: face aos convites que teve de fora, o que seria se Farioli, ganhando o campeonato, fosse embora no fim da época?
Rui Costa foi altamente criticado por ter renovado antes de Schmidt ter ganho alguma coisa pelo Benfica - mas ele acabou por ganhar o campeonato.
Villas-Boas foi altamente elogiado pelo bom ato de gestão de renovar com Farioli antes - reparem - de ele ter ganho alguma coisa pelo Porto.
O Benfica sofre de uma agenda contrária em grande parte da comunicação social e não sabe lidar com isso por incompetência da sua própria comunicação.
O Benfica tem muitos comentadores ressabiados na comunicação social e não sabe dar-lhes o tratamento adequado por incompetência da sua própria comunicação."

Luís Ferreira...


"O Porto começa sempre o jogo antes do apito inicial. Tudo fora de campo.
O problema é o VAR.
E esse, curiosamente, não aparece nos comunicados."

Zero: Mercado - Gigante europeu atento a Bruno Fernandes

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os dias difíceis do Boavista

BolaTV: Entrevista - Ian Cathro

Observador: E o Campeão é... - FC Porto x SL Benfica. Como se vão sair “os mordedores”?

Observador: Três Toques - Ele está arrepiado. Cancelo vai jogar no Camp Nou

SportTV: Vamos à Bola - Tondela...

SportTV: Mercados - João Cancelo está de volta a Camp Nou 😎

Oliveira: Antevisão...

No Princípio Era a Bola - O épico triunfo do Vitória, o clássico cheio de riscos para o Benfica e os duelos de gigantes na CAN

O Resto é Bola #34 - Antevisão ao FC Porto-Benfica na Taça, a final four em Leiria e o primeiro 'Super Match' ⚽️

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Antevisão...

Prosseguir na Taça de Portugal


"Nesta edição da BNews, o destaque é o jogo entre Benfica e FC Porto, às 20h45 no Estádio do Dragão, referente aos quartos de final da Taça de Portugal.

1. Objetivo: ganhar
José Mourinho considera que o período dos últimos dias "em termos de trabalho foi bom". E enuncia o objetivo da equipa: "Se ganharmos e estivermos na meia-final da Taça de Portugal, regressamos a casa com felicidade."

2. Bastidores
A chegada ao hotel onde a equipa pernoitou no Norte do país.

3. Distinção
Pavlidis eleito Avançado do Mês da Liga Betclic em dezembro.

4. Transferência
Jurásek passa a ser jogador do Slavia Praga.

5. Últimos resultados
A equipa B do Benfica venceu, por 0-5, na visita ao Newcastle a contar para a Premier League International Cup. Os Sub-23 foram derrotados pelo Torreense (3-1). Na CEV Champions League Women, o Benfica perdeu por 3-0 no reduto do PGE Budowlani Lódz.

6. Jogos do dia
Além do embate para a Taça de Portugal entre Benfica e FC Porto, hoje há os quartos de final da Taça da Liga de futebol no feminino com o Benfica a visitar o SC Braga (15h00). Na Luz, as águias recebem o Galitos em basquetebol (19h00).

7. Prémio entregue
O Sport Lisboa e Benfica foi distinguido pela Federação Portuguesa de Futebol com o prémio Equipa Técnica do Mês de dezembro da Liga BPI de futebol no feminino.

8. Saídas no futebol feminino
Após três temporadas e meia, Rute Costa deixa o Benfica. Salomé Prat e Diana Costa são emprestadas até final da temporada.

9. Sorteio
Já é conhecido o calendário da fase de apuramento do campeão dos Juniores.

10. Chamadas internacionais
Seis andebolistas do Benfica vão representar seleções nacionais nas próximas semanas.

11. Corrida Benfica António Leitão
Já se pode inscrever para participar na 18.ª edição, agendada para 28 e 29 de março de 2026.

12. Isto é Benfica!
O adepto que esteve em todos os jogos do Benfica B na Premier League International Cup na presente época."

Falta cumprir-se Benfica


"Falta cumprir-se um Benfica grande, com identidade, que orgulhe a sua gente e, acima de tudo, a sua história.
O que aconteceu em Leiria é apenas o reflexo de vários anos de más decisões, má gestão e de uma profunda crise de identidade que faz do Sport Lisboa e Benfica atual um reflexo pálido da sua grandeza passada. Nos últimos vinte e cinco anos, o Benfica conquistou 8 Campeonatos, 8 Taças da Liga, 3 Taças de Portugal e 7 Supertaças. São números insuficientes para um clube que sempre se afirmou como dominante e hegemónico.
Vivemos num Benfica onde se preferem recordes do Guinness a recordes de pontos e betão a identidade. Onde a imagem e a obra substituíram o projeto desportivo.
Em Leiria, o Braga foi a equipa grande, como tantas outras têm sido quando entram no Estádio da Luz. O Benfica não assume o jogo e não entusiasma. As bancadas, hoje feitas de cadeiras, já não são feitas de vozes como outrora foram. O adversário já não treme e sente-se confortável.
Pior do que ver o Benfica a não ganhar é ver o Benfica a distanciar-se de si mesmo. É cada vez mais difícil sentir que o Benfica está a ser Benfica.
Um Benfica grande exige líderes que estejam à altura, sobretudo nos momentos difíceis. Exige responsabilização. Exige consequências para quem falha repetidamente. O que se vê é o contrário. A mediocridade e a normalização da derrota estão se a instalar no maior clube português.
É também cada vez mais notório que há benfiquistas que já não conhecem o clube do qual são adeptos. Diz-se que a mudança tem de vir de dentro, que a culpa é dos árbitros, da comunicação social ou dos outros clubes. Ontem, uma jovem adepta afirmou que os adeptos deviam estar contentes porque o importante é participar e porque não se pode ganhar sempre.
No Benfica, isso nunca foi verdade. O Benfica pode e deve ganhar sempre. Não por arrogância, mas por identidade. É um dos maiores clubes do mundo e, neste momento, é um gigante adormecido que teima em acordar, também porque quem está mais próximo dele prefere cantar-lhe canções de embalar. Ainda assim, mais longe, mas nunca ausentes, há quem grite para que acorde.
Nestes momentos difíceis, cabe-nos a nós viver o Benfica à nossa maneira e continuar a acreditar que um dia teremos de volta o Benfica de Cosme Damião e de Eusébio. Porque do Benfica nunca se desiste, por muito que nos tentem convencer do contrário."

CAN-2025: meias-finais têm mais pressão que a final


"As meias-finais são, para mim, o jogo de maior pressão numa grande competição. Mais do que a final. Porque aqui o sonho está tão perto que quase se toca, mas ainda não se concretizou. E é exatamente nesse espaço intermédio que a mente pode trair o corpo.
Só quem já viveu este momento sabe do que falo. Ainda assim, partilho.
Na meia-final já não há surpresas, já não há desconhecimento. As equipas conhecem-se, os jogadores sentem o peso do momento e o erro ganha uma dimensão quase irreversível. Quem perde fica a um passo do objetivo máximo, sem a possibilidade de o disputar. É uma dor silenciosa, difícil de gerir.
Felizmente, conseguimos ultrapassar a África do Sul e chegar à final. Vencemos nas grandes penalidades. Foi um jogo duríssimo, mas estivemos muito bem. Gerimos o ritmo, recuperámos bola nas zonas laterais do adversário e saímos várias vezes em superioridade nos corredores. Chegámos ao 1–0 com o jogo controlado. Fizemos o 2–0, que acabou anulado pelo VAR, transformando-se num penálti contra nós. O jogo passou para 1–1 e seguiu para os penáltis.
O penálti decisivo foi marcado por Iheanacho. Um jogador com estatuto, histórico no Leicester, mas que vinha de lesão. Tínhamos reservas quanto ao seu estado físico. Ainda assim, acreditámos nele. Pela qualidade técnica, pela frieza e pela capacidade de decidir em momentos extremos. Entrou preparado para aquele instante — e não falhou.
Enquanto treinador, sei que a preparação para uma meia-final é sobretudo emocional. A componente tática está praticamente fechada. As ideias estão assimiladas. O que muda é a forma como cada jogador reage à pressão do quase. Quase finalista. Quase campeão. Quase histórico.
É aqui que se vê quem consegue jogar simples quando tudo à volta pede apenas resultado. Quem continua a cumprir, a decidir bem, a respeitar o plano mesmo quando o estádio aperta e o relógio acelera. Muitos jogadores chegam a esta fase fisicamente no limite, mas o verdadeiro desgaste é mental.
Nesta CAN, as meias-finais colocam frente a frente seleções com identidades muito fortes: Senegal x Egito e Marrocos x Nigéria. Quatro países habituados à exigência, à pressão externa e à expectativa de vitória.
Vamos perceber qual dos selecionadores conseguirá assumir-se, acima de tudo, como gestor de estados emocionais. Saber quando falar, quando calar, quando proteger e quando exigir. Uma palavra a mais pode criar ansiedade. Uma palavra a menos pode criar vazio.
A final ainda permite libertação. A meia-final não. Nada. Pode dar o bilhete para a tão esperada final ou um simples jogo do 3.º ou 4.º qualificado.
Por isso vos digo, a meia-final exige controlo, frieza e coragem para aceitar o desconforto.
Não ganha quem quer mais.
Ganha quem aguenta melhor. Quem vive o momento com maturidade.
Porque no futebol de seleções, muitas vezes, o jogo mais difícil de vencer é aquele que dá acesso ao último. Nós conseguimos. Chegámos à final."

Investimento no Futebol


"Nos últimos anos, o futebol português tem atraído um crescente interesse de investidores nacionais e internacionais, motivados pelo potencial desportivo e financeiro do setor. A entrada de novos capitais pode trazer inúmeras vantagens, como a modernização das infraestruturas, o aumento da competitividade e uma maior projeção internacional. No entanto, a ausência de mecanismos eficazes de controlo sobre a origem dos fundos e a idoneidade dos investidores cria um risco significativo para a estabilidade financeira e reputação do futebol português.
Casos de má gestão e utilização do futebol como veículo para práticas ilícitas, como o branqueamento de capitais, têm surgido noutros países e não devem ser desconsiderados no contexto nacional. A multiplicação de fundos de investimento e a aquisição de participações em SAD, por vezes com estruturas financeiras opacas, exige um controlo maior. Neste sentido, é fundamental reforçar as ferramentas de supervisão por parte das federações e autoridades públicas.
Apesar da importância do investimento no desenvolvimento do desporto, tal deve ser feito com critérios de ética, legalidade e transparência. Proteger o futebol português requer um equilíbrio entre a captação de capital e a salvaguarda da sua integridade desportiva e financeira. Apenas com uma regulação adequada será possível assegurar que o futebol nacional continue a crescer de forma sustentável, mantendo-se fiel aos seus valores e à confiança dos adeptos."

Central: Vítor Silva...

Central: Rogério Pipi

Flow: Abel...

ESPN: Futebol no Mundo #526

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Negócio Mistério - S05E13 - Adrián López

BolaTV: Afunda - S06E24 - Que valor tem Ja e qual o ranking de Neemias

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Taça...

Vitória em Newcastle...

Newcastle 0 - 5 Benfica
Olívio, L. Martins, Moreira(2), Kiko Silva


Mais uma goleada em Inglaterra, mas a qualificação, vai depender do Nottinghan-PSG, que só será jogado na próxima segunda-feira...

Neste momento, com 4 jogos realizados pelo Benfica, ainda com algumas equipas com somente 3, somos o melhor ataque, com alguma vantagem!!!


Derrota na Lourinhã...

Torrense 3 - 1 Benfica
Gomes


Muitas ausências, alguns titulares no banco, relvado horrível, e um início mau da Fase de Campeão nos sub-23...
Depois duma 1.ª fase bastante boa, parece que corremos o risco de voltar a fazer um má fase decisiva!


Derrota na Polónia...

Lodz 3 - 0 Benfica
28-26, 25-13, 25-15

Demos luta no 1.º Set (chegámos a ter 1 Set Point!), mas não deu para mais...

3x4x3


Segunda Bola


FC Porto e Benfica: joguem à bola, por favor...


"Francesco Farioli e José Mourinho têm agora uma segunda oportunidade de dar um bom espetáculo no Dragão. Desta vez um deles terá mesmo de ganhar, seja como for...

Quarta-feira é dia de clássico no Estádio do Dragão, o segundo da época entre FC Porto e Benfica, no mesmo palco mas para outra competição. Do primeiro, jogado no início de outubro, ficaram poucas ou nenhumas recordações, já que ambas as equipas preferiram garantir que não perdiam em vez de tentarem ganhar.
Francesco Farioli e José Mourinho tiveram as suas razões para isso. O treinador italiano, nessa altura, já tinha constatado que o fulgor ofensivo do início da época estava a esbater-se, pelo que preferiu exibir a sua solidez defensiva. Não ia adivinhar que o pragmatismo lhe ia valer apenas dois pontos perdidos na primeira volta da Liga, curiosamente nessa única vez que prescindiu de tentar mais. E do outro lado estava Mourinho, cujo nome ainda assusta muita gente. Acabadinho de chegar à Luz, o técnico português queria apenas sobreviver aos primeiros desafios, tendo noção que dificilmente não sairia derrotado do que tinha antes e depois do Dragão (Chelsea e Newcastle fora). Assim foi, pelo que mais valeu segurar o empate a 0, há momentos em que até para um clube grande isso sabe a vitória.
Desta vez, porém, os cálculos só podem fazer-se durante 90 minutos (mais só se houver prolongamento). O segundo clássico é para os quartos de final da Taça de Portugal, a uma mão, e só um seguirá em frente.
O FC Porto de Farioli é hoje um conjunto mais confiante, ainda que o italiano, mestre nos dramas de finais de época, nunca possa nem deixe ninguém descansar à sombra do que já foi feito. E, tendo em conta o que já se viu até agora do Benfica de Mourinho, há poucas razões para ter medo. Do outro lado, no entanto, há uma equipa e um treinador feridos no seu orgulho - a eliminação da Taça da Liga trouxe dúvidas e assobios que pareciam ter-se dissipado nas últimas semanas... - e há pouca gente no mundo do futebol que queira mais ganhar o clássico que se segue a tamanha desilusão do que José Mourinho.
Por esta altura, as estratégias de ambos já estarão definidas e saberemos pouco mais sobre elas nas conferências de imprensa de antevisão de hoje. Peço apenas que se lembrem, desta vez, que FC Porto e Benfica têm obrigação de querer ganhar a Taça de Portugal e que os adeptos esperam mais do que contenção, espera, passes entre os centrais, um ritmo lento e pouca vontade de arriscar. Que se inspirem no Vitória-SC Braga do passado sábado, em que os rivais do Minho nos deram um jogo grande. E, se não for pedir muito, que nem se note a presença do árbitro..."

Zero: Mercado - Sporting congela dossiê Trincão; Benfica reajusta estratégia

BF: Saídas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Farioli vs Mourinho: quem esteve melhor antes do Clássico?

Observador: E o Campeão é... - Luz em "curto-circuito" antes do Dragão: tudo ou nada

Observador: Três Toques - "Adiós" Xabi Alonso, "Hola" Álvaro Arbeloa

Pre-Bet Show #166 - ANTEVISÃO AO CLÁSSICO ENTRE FC PORTO E BENFICA? TEMOS ✅

Jogo Pelo Jogo - S03E23 - Vitória X Braga: melhor final de sempre?

Zero: 5x4 - S06E19 - São gémeos e vão ao Euro representar Portugal!

SportTV: Titulares - Quem vence o Clássico na Taça de Portugal?

1 Minuto


- Minuto...

DAZN: La Liga - R19 - Golos

DAZN: The Premier Pub - Bruno Guimarães

BolaTV: Fora de Jogo - 90+3 - S03E15 - Jota Silva...

SportTV: Entrevista Alex Amorim...

SportTV: NBA - S04E13

Um desportista com Ligamento Cruzado Anterior (LCA) operado volta a jogar ou arrisca o fim da carreira?


"A rotura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) continua a ser uma das lesões mais temidas no futebol porque envolve instabilidade articular, défice de controlo neuromuscular e uma recuperação longa, que exige paciência, método e confiança. Durante anos, foi encarada como o fim de uma etapa. Hoje, graças à evolução das técnicas cirúrgicas e à melhoria dos programas de reabilitação, representa um desafio exigente, mas totalmente superável.
A evidência científica confirma esta mudança. Os atletas regressam à competição com grande probabilidade, após reconstrução do LCA e, muitos, conseguem recuperar o nível de desempenho pré-lesão. Estes resultados, descritos em publicações recentes no Sports Medicine – Open e no British Journal of Sports Medicine, refletem o impacto de uma abordagem mais precisa, baseada em critérios objetivos e no trabalho coordenado de equipas médicas multidisciplinares. Contudo, necessitam de um apoio competente e altamente especializado que, sobretudo nos atletas amadores, nem sempre acontece.
O diagnóstico correto é crucial e o Porto Knee Testing Device (PKTD), inventado na Clínica Espregueira — Dragão, é o único aparelho do mundo que permite medir a instabilidade na ressonância magnética e ajudar numa indicação cirúrgica correta.
O sucesso começa no bloco operatório e estende-se até ao último exercício de reabilitação. As técnicas atuais privilegiam o uso de autoenxertos — como o tendão patelar, os isquiotibiais ou o tendão quadricipital — pela sua melhor integração biológica e resistência mecânica. Nos casos de instabilidade rotacional significativa, a novidade e associação frequente da tenodese extra-articular lateral (LET), que reforçam o controlo rotacional do joelho e diminuem o risco de nova rotura. Outra inovação relevante é a avaliação pré-operatória da forma do osso como fator de risco. Estas técnicas permitem uma reabilitação progressiva mais estável e um retorno gradual à carga sem comprometer a cicatrização biológica do ligamento.
Na fase de reabilitação, o foco já não está apenas no fortalecimento muscular, mas na restauração completa da função articular e do controlo motor. O treino proprioceptivo, o trabalho de desaceleração e de mudança de direção e os exercícios específicos de gesto desportivo são fundamentais para restabelecer padrões de movimento seguros e eficientes. A componente psicológica, por sua vez, é cada vez mais reconhecida como determinante. A confiança no joelho e a superação do medo de nova lesão são fatores críticos para o regresso bem-sucedido à competição.
Muito são os exemplos de atletas que voltaram ao topo após esta cirurgia e que são inspiradores. Philipp Lahm, Zlatan Ibrahimović e Alexia Putellas recuperaram plenamente e prolongaram carreiras de excelência. Estes casos mostram que o êxito depende tanto da técnica cirúrgica e do rigor da reabilitação como da dedicação e resiliência do próprio atleta.
Romper o LCA já não significa o fim de uma carreira.
Com cirurgia precisa, reabilitação personalizada e uma equipa médica experiente, o praticante de exercício físico pode regressar com segurança, estabilidade e confiança.
A ciência e o progresso transformaram a rotura do LCA: de um pesadelo, esta etapa difícil e trabalhosa, enche-se de esperança.
Hoje, voltar ao topo não só é possível, como é cada vez mais provável!"

Entretenimento non-stop


"1. O presidente do Conselho de Arbitragem da FPF falou a A Bola e disse que “temos dos melhores árbitros que existem a nível internacional”. A sério? É que, frequentemente, a nível nacional não é isso que parece.

2. Luciano Gonçalves lamentou ainda a impreparação do povo português para interpretar os áudios dos videoárbitros que vinham sendo divulgados em programas televisivos. “Vamos suspender os programas de arbitragem na TV. O nosso futebol não está preparado”, disse o presidente do Conselho de Arbitragem. Não estamos preparados, bem me parecia.

3. Somos, então, todos burros. E burros malévolos recusando-se a interpretar imparcialmente o sentido da troca de palavras entre árbitros e videoárbitros, os imparciais por excelência. “O nosso futebol não está preparado” para uma coisa destas? Que pena.

4. Com este veto presidencial à divulgação dos áudios do VAR por impreparação do país, não ficará a perder a tão celebrada verdade desportiva, mas, não duvidem nem um bocadinho, fica a perder a indústria do entretenimento non-stop.

5. Se a aplicação do veto aos programas de televisão com áudios do VAR for, como se teme, imediata, já nem vamos escutar a conversa entre o árbitro e o VAR do jogo Santa Clara-Sporting para a Taça de Portugal. E isto, sim, mete dó. Aqueles 12 ou 14 minutos que levaram a descortinar uma falta sobre o capitão do Sporting na área adversária – com recurso a zoom como novidade tecnológica – ficarão para sempre sem a respetiva banda sonora da conversa entre o árbitro e o videoárbitro instalado no vale do Jamor. Oh!

6. Por falar em vale do Jamor… O árbitro assistente da última final da Taça de Portugal que cometeu a proeza de, a meio metro de distância, não ver a agressão de Matheus Reis a Belotti – o que custou um troféu oficial ao Benfica – foi o mesmo árbitro assistente que, na terça-feira, em Leiria, ia cometendo a proeza de invalidar o golo legal – 1 metro e 6 centímetros de legalidade – com que o Vitória SC afastou o Sporting da final da Taça da Liga. O árbitro principal da final do Jamor também foi o mesmo árbitro da meia-final de Leiria. Já o VAR de serviço de Leiria não foi o mesmo VAR de serviço no Jamor. São dados…

7. O Benfica perdeu a sua meia-final da Taça da Liga frente ao SC Braga e perdeu o seu capitão para o jogo da próxima quarta-feira, para a Taça de Portugal, frente ao FC Porto no Estádio do Dragão. A derrota do Benfica em Leiria deve-se mais a erros próprios do que a erros alheios, e só isto dá muito que pensar."

Leonor Pinhão, in O Benfica

O desafio inspirador


"FRENTE AO VARZIM, TORRES CONCILIOU DUAS PAIXÕES: OS GOLOS E OS POMBOS.

A um treinador pede-se visão para antecipar problemas e engenho para os resolver. As épocas são longas, e só quem mantém a motivação em alta chega mais perto das conquistas.
Na temporada 1964/65, o Benfica vivia um momento brilhante, dominando dentro e fora de portas. Terminou a 1.ª volta do Campeonato Nacional isolado na liderança, com um ataque demolidor. A imprensa já o dava como tricampeão anunciado.
Nas jornadas seguintes, mesmo com alguns tropeços – 2 empates, 1 vitória e 1 derrota –, os encarnados rapidamente regressaram ao trilho do sucesso. Pelo meio, brindaram o Real Madrid com um inesquecível 5-1 no Estádio da Luz, na 1.ª mão dos quartos de final da Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Mas o futebol é rico em surpresas. Seguiram-se dois resultados amargos: derrota por 2-1 em Madrid e novo desaire frente ao FC Porto por 1-0. O jogo foi duro. Costa Pereira perdeu quatro dentes num lance em que saiu aos pés de Carlos Manuel, impedindo um remate. Ainda assim, manteve-se em campo para o resto do 1.º tempo e toda a 2.ª parte. Na etapa complementar, os benfiquistas revelaram cansaço, e os azuis e brancos aproveitaram para marcar o único golo do encontro.
A imprensa ficou surpresa com o desfecho: “Como é possível a derrota, às mãos dos jovens de Otto Glória, dum Benfica que eliminou do maior torneio um Real Madrid? Fadiga do jogo de quarta-feira?” O técnico do Benfica, Elek Schwartz, manteve a calma e elogiou o adversário: “O FC Porto atuou com muita energia, e não há dúvida de que tem futebol que justifica amplamente o lugar que ocupa na classificação e que por certo manterá, pois merece-o absolutamente.”
Internamente, porém, sabia que era urgente reagir logo na jornada seguinte, diante do Varzim. Sem poder contar com Eusébio, lançou um desafio ao segundo melhor marcador da competição, Torres: “Se marcasse três golos frente aos poveiros oferecia-lhe dois pombos e se marcasse dois tentos, a oferta ficaria reduzida a um.”
Apaixonado por columbofilia, aceitou de imediato. O Benfica entrou de rompante e dominou o encontro. Coluna inaugurou o marcador, e Torres apontou os três golos seguintes.
O Monstro Sagrado bisou e selou o triunfo em 5-0.
No final do jogo, Elek Schwartz estava satisfeito: “O Benfica venceu por 5-0, mas se Torres não tem estado infeliz, poderia ter obtido mais alguns golos. Mesmo assim, perdi dois pombos que lhe tinha prometido como prémio.” A uma vitória do título, os benfiquistas celebraram o tricampeonato na jornada seguinte, ao vencerem o V. Setúbal por 2-1. E Torres, com mais dois pombos, sagrou-se o segundo melhor marcador da prova, com 23 golos em 23 jogos.
Saiba mais sobre esta conquista na área 6 – Campeões Sempre, do Museu Benfica – Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Relato de um náufrago


"Depois de um ano miserável da arbitragem portuguesa, seguramente o pior das últimas décadas (encontrando paralelo só nos tenebrosos tempos do Apito Dourado), o presidente do CA decidiu – ou decidiram mandá-lo – falar ao país.
No meio da habitual conversa fiada, o que disse de substancial situa-se entre o burlesco e o indecoroso.
Que não há mais erros do que no passado. Qual passado? Os anos noventa? Então, pelo menos, não havia VAR. Agora, sr. Gonçalves, não há desculpa. Como esta coluna de opinião não é suficiente para elencar todos os “erros” escandalosos que ocorreram no último ano, com este CA, basta lembrarmos as imagens da final da Taça de Portugal para ficarmos elucidados. A arbitragem, esta arbitragem, subverteu o palmarés do futebol português como há décadas não se via. Repito: com VAR, o que agrava consideravelmente a sua avaliação global.
Problemas? Os árbitros inexperientes. Tais como, digo eu, Luís Godinho, que apitou a final do Jamor, Tiago Martins, que foi (ou devia ter sido) VAR dessa partida, João Pinheiro, que esperou 14 minutos para assinalar um penálti inexistente nos Açores, António Nobre, que, contrariando o seu VAR, viu um penálti cometido com a cabeça no Estádio da Luz. Enfim, só se estivermos a falar do fiscal-de- -linha que transformou um remate por cima da barra num pontapé de canto. Desse, confesso que não recordo o nome. Soluções? Deixar de comunicar. Espantoso! Pretendem “errar”, continuar a “errar” e não dar cavaco a ninguém. E, para concluir, nem sequer faltou prescrever a receita do dr. Varandas: punir violentamente quem tenha a ousadia que formular a mais leve crítica. Ou seja, há que comer e calar.
Espero que não tenhamos de comer este prato durante quatro penosos anos. Mas pode o senhor Gonçalves ter a certeza de que, a nós, não nos irá calar."

Luís Fialho, in O Benfica

De volta ao Regedor!


"Batiam as quatro nesta tarde soalheira de inverno quando se deu o ajuntamento frente à porta do Bristol e se descerrou a placa inaugural recoberta pela bandeira do nosso querido Benfica.
Aquela bandeira, de emblema finamente lavrado, águia triunfante e estrelas cintilantes, ocupava de novo e por direito próprio o lugar que lhe pertence no histórico edifício do Jardim do Regedor e na Baixa da cidade onde os lisboetas se habituaram a ver o emblema vermelho os - tentado na esquina das velhas paredes. Agora a placa lá fica, reluzente sobre pedra fresca, contrastando com os anos de degradação que o edifício sofreu e lembrando, aos que passam, que o Benfica se orgulha e está sempre à altura da sua memória e dos seus valores.
Ali foi durante muitos anos a secretaria e até a sede do Clube, e, portanto, foi ali que, por décadas, os benfiquistas se encontraram nos bons e nos maus momentos de uma história incrível onde a glória nacional e europeia elevou o Benfica, também pela sua dimensão, à escala universal e ao patamar dos maiores. E o Benfica merece essa posição em Portugal e no mundo porque sabe e sempre soube ser grande. Sabe e sempre soube ir além de si próprio, superar-se, inovar e nunca se deixar ofuscar pelo sucesso, mas olhar sempre para os mais fracos e atuar sempre solidariamente ao seu lado.
Neste dia, superou-se uma vez mais, e inovou, sendo o primeiro em Portugal a instituir uma Fundação e pioneiro a nível internacional ao criar um hotel histórico no centro de uma capital a reverter totalmente para a obra social da sua Fundação. No mundo que corre, parece incrível que se possa pensar nas pessoas depois do negócio e que se possa pensar nos mais fracos quando se compete entre os mais fortes e o lema é a excelência.
Mas não é de um qualquer que falamos, é do Benfica, por isso o sonho pode uma vez mais tornar-se realidade!
Viva o Benfica!"

Jorge Miranda, in A Bola