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domingo, 14 de junho de 2015

Gerir o futebol

"Hoje por hoje o maior desafio das sociedades desportivas do futebol profissional (nomeadamente as de maior porte e ambições) é o recrutamento e a gestão dos seus recursos humanos específicos. Isto é (essencialmente), atletas, treinadores, (mas também) restante apoio técnico, médico e logístico. Seja na formação, seja na categoria de topo das competições. São esses os recursos que são indispensáveis para o rendimento (ou para o futuro do rendimento) e para a conquista de títulos (ou a obtenção dos objectivos da época), a valorização dos 'activos' e a obtenção de receitas/minimização de custos. Gerir este 'negócio' requer uma aptidão especifica, um 'know-how' cada vez mais qualificado (instruído, em especial, por departamentos de 'scouting evoluídos e, até, à escala global, para além de canais privilegiados com os melhores 'agentes' de jogadores e clubes) e uma idoneidade para cheirar as oportunidades e conjugá-las com as finanças. Por fim, o saber da experiência - feita de anos de relacionamentos com intermediários, dirigentes, técnicos, observadores, médicos, bancos e financeiros, patrocinadores, políticos, autarcas, etc - apura o faro e consolida a vocação. Depois teremos as decisões. Ou a falta delas. Ou as indecisões que se quedam em decisões dos concorrentes. E as bondades e os erros no seio do 'risco'. Mesmo com discursos paralelos para adeptos crentes e fiéis, estamos ainda a falar de 'actos de gestão'. Sujeitos ao crivo da lei e às regras de fiscalização/responsabilização por prejuízos de acordo com a actuação exigível a um 'gestor criterioso e ordenado'. Na 'venda' de um jogador, na dispensa ou na contratação de um treinador, na escolha de um patrocinador, etc.
O defeso que se vive agora e o período por excelência para aferir do acerto dos juízos e das escolhas (mesmo que por omissão) dos gestores dos clubes-sociedades. As intenções, as oportunidades, as negociações e as suas 'novelas' alimentam a imprensa os comentários e a paixão clubística. Seja como for, exige-se informação cuidada e detalhada, disponibilidade, competência técnica, conhecimento da actividade e razoabilidade. Ou, pelo menos, 'racionalidade empresarial'. Aquilo que, aliás, a Sporting SAD alega não ter havido na contratação de alguns jogadores na contratação de Godinho Lopes e que os tribunais decidirão, num conjunto de processos que ditarão, finalmente, o que é de exigir a um gestor desportivo no futebol profissional. Até lá, convém saber que a lei anda por aí..."

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