"A pausa (mais uma) na altura decisiva dos campeonatos permitiu confirmar o que já há muito se sabia. Por cá, a melhor geração de talento de Portugal das últimas largas décadas está a ser desperdiçada de forma revoltante. Lá fora, o Brasil implora por alguém que estanque a hemorragia
Caro Roberto Martínez,
- Entrar em confronto com um jornalista para todo o país ver por apenas e só ter questionado sobre um possível «sofrimento» por quase se ter visto fora da ‘final four’ da Liga das Nações não parece ser boa prática. Muito menos ‘gabar-se’ de em 28 jogos só ter uma derrota oficial (em Copenhaga), porque o 0-2 frente à Geórgia (Euro 2024) «não contou», visto que Portugal já estava apurado para os oitavos de final, onde fez triste figura frente à Eslovénia. Tudo certo, mas a Seleção também já estava apurada para o Euro desde que bateu a Eslováquia (3-2, a 13 de outubro de 2023) e depois disso ainda venceu as simpáticas seleções de Bósnia e Herzegovina (5-0), Liechtenstein (2-0) e Islândia (2-0), tendo estes resultados entrado para as contas do copo meio cheio do selecionador. Humildade e honestidade pedem-se.
- Ver a paupérrima exibição de Portugal na Dinamarca e um agitador como Quenda mais uma vez sentado no banco nos dois jogos faz tanto sentido como só agora ter utilizado Francisco Trincão com pés e cabeça, com os resultados que, felizmente, ficámos a conhecer em pouco tempo. Imaginemos que o jovem talento do Sporting entrava e em 10 minutos mostrava mais do que Rafael Leão nos 138 que esteve em campo nestes dois jogos? Era um problema para os estatutos, que parecem valer mais do que os superiores interesses da Seleção, não continuasse Cristiano Ronaldo, aos 40 anos (!), a ser dono e senhor de lugar no onze. Era necessária boa dose de humildade, mas não seria mais benéfico para ele e para a equipa se entrasse com os jogos a decorrer e as defesas desgastadas? O instinto do golo dentro da área ainda lá está, agora tudo o resto...
Caros brasileiros,
- Mais um fiasco aproxima-se no Mundial do próximo ano se a ficha não cair até lá e, finalmente, a CBF perceber que os métodos dos treinadores brasileiros, regra geral, estão obsoletos e a anos-luz dos europeus. A crise de talento também é inegável, a começar pela suposta maior figura da ‘canarinha’ aos dias de hoje e que tantas vezes se diz injustiçado na corrida à Bola de Ouro: aos 24 anos de idade, Vinícius Júnior tem 6 golos e 5 assistências pela Seleção A e Neymar, com a mesma idade, contabilizava 50 golos e 31 assistências. Humildade pede-se, até porque, caro Raphinha, provocar os atuais campeões do Mundo antes de um jogo em Buenos Aires não será, como se viu, a forma mais inteligente de ajudar o Brasil a sair do buraco."
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