Últimas indefectivações

9.ª Taça de Portugal
Derrota...
Golos...
Juniores - 7.ª jornada - Fase Final
Juvenis - 8.ª jornada - Fase Final
Iniciados - 9.ª jornada - Fase Final
O Benfica Somos Nós - S04E47 - Gil Vicente...
O Cantinho Benfiquista #205 - 1 Down, 8 To Go!
5 minutos: Diário...
Terceiro Anel: Diário...

sexta-feira, 28 de março de 2025

As eleições na FPF, COP, federações e Liga de Futebol são oportunidades


"Já tinha reforçado neste espaço a necessidade de se criar uma estratégia robusta para o nosso desporto e para as principais entidades. No entanto, e talvez mais importante no contexto português, é também crucial ter a disciplina para que essa estratégia, depois de aprovada, seja aplicada e não desviada semana sim, semana não.
As eleições na FPF, COP, federações e na Liga de Futebol são oportunidades. Não porque tudo estivesse mal, mas porque é preciso coragem para aceitar que as coisas não estão bem e que os sinais estão aí. Embora — e já o escrevi aqui — estejamos provavelmente no melhor momento desportivo de sempre, com inúmeras conquistas e apuramentos para competições em desportos globais, existem indicadores de curto, médio e longo prazo que nos devem preocupar. Menos crianças, menos prática desportiva, maior obesidade infantil, poucas horas de educação física nas escolas, clubes dependentes do voluntariado, projetos desportivos promovidos mediaticamente que duram apenas semanas e outros, que, embora estejam a correr bem, sabem que não são viáveis financeiramente nos dias de hoje. E as federações sabem disso.
Infelizmente, e o desporto não é exceção, as estratégias profundas no nosso país duram o tempo de quem as lidera. Nos tempos que correm, parece que se quer copiar a facilidade com que se troca de treinador nas nossas equipas desportivas. Bem sei que não é habitual na nossa cultura que as estratégias se mantenham de governo para governo, de direção para direção, e por isso a mesma deve incluir — quem pode aportar valor, claro — as várias entidades e pessoas para um compromisso total.
Muitos percebem — falta apenas aplicar — a importância da educação física, da prática desportiva para poupar milhões na Saúde e da necessidade de mais instalações desportivas (honra seja feita às Autarquias). No entanto, falta definir prioridades por modalidades. Lidamos bem com o facto de a Inglaterra não apostar no voleibol ou no andebol, de alguns países do centro da Europa não apostarem no futsal ou de outros países com poderio financeiro não investirem em certos desportos. Portugal terá de ir pelo mesmo caminho e ter a coragem e o discernimento para assumir: «Vamos ter de criar classes de prioridades!»
Isso não implica desprezar algumas modalidades, mas estabelecer prioridades. Com critérios como o número de atletas, hipóteses de conquistas internacionais, condições de prática, tendências, entre outros. Isto vai ter de acontecer: a bem ou a mal."

Sem comentários:

Enviar um comentário

A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!