Últimas indefectivações

sábado, 19 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Fábio, aceita o conselho dos pais!!!



Fonte: JJD, Eu só quero o Benfica Campeão

Euroliga

Benfica - PSV, Estugarda

Benfica 2 - 1 PSV, Champions 1998/99

PSV 2 - 2 Benfica, Champions 1998/99

Pedi os 'Holandeses', e cá estão eles!!! Desportivamente, 1 ponto é a diferença no Campeonato Holandês, entre o PSV, e o Twente, portanto, era indiferente (o facto do PSV estar envolvido na luta pelo título pode ser muito útil ao Benfica!!! Se fizerem gestão de plantel deverá ser na Euroliga). Emocionalmente, seria difícil 'derrotar' o Preud' homme!!! Com o PSV podemos usar novamente o argumento da vingança, isto apesar de já termos vencido o PSV após a final de Estugarda, por acaso recordo-me bem dos dois jogos, primeiro na Luz, com uma vitória difícil por 2-1, e depois um muito saboroso 2-2 em Eindhoven com 2 golos do Nuno Gomes. Estes jogos foram numa fase de grupos, e acabamos por ser eliminados depois de uns desgraçados jogos com uma desconhecida equipa Finlandesa, mas o jogo na Holanda teve um sabor especial!!! Já agora, para os mais esquecidos, que a partir deste momento vão desvalorizar a equipa Holandesa (só porque calhou em sorteio ao Benfica!!!), o PSV esta época já deu 10-0 ao Feyenord!!!
Mesmo assim as meias-finais estão perfeitamente ao nosso alcance, mas muito provavelmente vamos ter que voltar a jogar com equipa, que jogou contra o Portimonense, na Liga!!! Ironicamente entre a 1.ª mão, em Lisboa, e a 2.ª mão na Holanda, temos que ir à Figueira da Foz!!! Exactamente a mesma deslocação da época passada, entre os jogos com o Liverpool, e que nos custou a eliminatória!!! O onze inicial nesse jogo, deverá ser parecido com o do Portimonense, e por um lado até é justo, já que, Naval e Portimonense estão a 'jogar' pelo mesmo objectivo!!!
Se tudo correr bem, nas Meias-Finais vamos ter que fazer a mesma coisa em Olhão!!!
E com tantas viagens, nesta parte final da época, será preferível jogar as meias-finais em Braga, do que ir a Kiev!!!
Como podem ver, o calendário para Abril, e Maio, com as vitórias que nós esperamos, será mais uma vez 'arrasador' (e o único jogo que pode ser adiado em caso de necessidade, será o jogo em Vila do Conde, de Domingo para Segunda-feira!!!). Para que não fique dúvidas: 'segundas opções' com a Naval, o Beira-Mar, Olhanense, Rio Ave, e Leiria, para o campeonato só 'sobra' os Corruptos(!!!), e mesmo em Paços, o Salvio e o Coentrão por causa dos cartões, não deveriam jogar:

21/3/11 - Seg - Paços de Ferreira - Benfica
03/4/11 - Dom - Benfica - Corruptos
07/4/11 - Qui - Benfica - PSV
10/4/11 - Dom - Naval - Benfica
14/4/11 - Qui - PSV - Benfica
17/4/11 - Dom - Benfica - Beira-Mar
20/4/11 - Qua - Benfica - Corruptos (Taça)
23/4/11 - Sáb - Benfica - Paços Ferreira (Coimbra, Taça da Liga)
28/4/11 - Qui - Braga/Dínamo - Benfica(?)
01/5/11 - Dom - Olhanense - Benfica
05/5/11 - Qui - Benfica - Braga/Dínamo(?)
08/5/11 - Dom - Rio Ave - Benfica
15/5/11 - Dom - Benfica - Leiria
18/5/11 - Qua - Final Euroliga(?)
22/5/11 - Dom - Final Taça de Portugal(?)

Afinal, não há só tangos em Paris

"Concordo plenamente com as opções feitas por Jorge Jesus no jogo contra o Portimonense. O nosso objectivo é ganhar títulos, e não apenas jogos para ficar a menos pontos do primeiro.
O segundo lugar do campeonato não enche nenhum benfiquista de alegria por isso temos que nos concentrar nos títulos que podemos vencer.
A época depende inteiramente da vitória na Taça da Liga, e de eliminarmos o FC Porto para poder vencer, no Jamor, a Taça de Portugal.
Assim poderá haver festa encarnada em Abril e em Maio, de resto apenas podemos lançar a nova época com um plantel reforçado.
Isto posto, deveremos obviamente tentar ganhar os oito jogos que faltam para concluir o campeonato, como também devemos tentar ganhar quando jogamos o torneio do Guadiana sem fazer disso o objectivo da época.
Recentemente Cristina Branco lançou um magnifico CD com o título 'Não há só Tangos em Paris'.
Não sei porquê, mas havia algo de profético quando ouvia a música e imaginava Javier Saviola, Pablo Aimar, Franco Jara, Salvio e Nico Gaitán no Parque dos Príncipes.
Mesmo que não se quisesse, o fantasma dos pois penáltis por assinalar no jogo da Luz, estava lá desde o apito inicial.
Jogo sofrido. Jogo dividido, contra um Paris Saint-Germain de bom nível, que valorizou muito a passagem de um Benfica que sem ser brilhante, foi esforçado.
Amanhã, o sorteio tem mais encanto com o Benfica, pela quarta vez em cinco anos, nos quartos-de-final de uma competição europeia.
Jesus sabe que pode fazer história, e eu vou acabar agora esta crónica para saborear o prometido foie-gras."
Sílvio Cervan, in A Bola

Selvajaria

"A miserável agressão a Rui Gomes da Silva, perpetrada no Porto, constitui mais um acto denunciador da (in)cultura desportiva e social de adeptos do clube do Dragão. Para além da cobardia do acontecimento, está por apurar quem terá denunciado, e com que propósito, a presença do conhecido dirigente benfiquista num restaurante da capital nortenha.
A declaração posterior do presidente portista é inequívoca. 'Podem simular agressões a qualquer palhaço'. Dignificante, muito dignificante... Assim comentou a ocorrência esse mesmo sujeito que foi suspenso, há bem pouco tempo, acusado de tentativa de corrupção. Esse mesmo sujeito que aparece amiúde em inúmeras escutas telefónicas que envergonham e conspurcam o Futebol nacional. Esse mesmo sujeito que, desde há anos, é o destacado responsável pelo clima pirotécnico que tem pautado as relações entre o FC Porto e Benfica.
Quantas agressões aconteceram nos últimos anos, invariavelmente com a mesma marca? Lembrar Jorge de Brito, Carlos Pinhão, João Freitas, José Saraiva, Carlos Valente... Muitas outras e mais ainda algumas congeminadas e não consumadas. Chega? Em que outra quadrante desportivo (?) é possível encontrar um registo afim? Será necessário algum esforço intelectual para tirar as devidas conclusões?
Rui Gomes da Silva foi mais uma vítima da arrogância, do provincianismo bacoco, da falta de classe e, da ausência de cultura democrática. Como pode, como deve retaliar o Benfica? Sempre com elevação, matriz indissociavelmente ligada ao seu historial centenário. É que uma palavra bem dita vale mais, muito mais, que uns murros ou uns empurrões cobardes."
João Malheiro, in O Benfica

Rui Gomes da Silva

"Chegados aqui, é altura de fazermos um exame de consciência. Devemos perceber de que forma podemos contribuir para que a situação melhore. Se o futuro do Futebol português está ameaçado talvez esteja na hora de todos, sem excepção, mudarmos a nossa atitude e avaliar o alcance dos nossos gestos, declarações e comentários. A descoberta dos culpados ou da origem do conflito são, quanto a mim, secundários no momento, o que se afigura urgente é descobrir as saídas que nos afastem definitivamente dos problemas. Lembrem-se de Inglaterra, lembrem-se dos hooligans e das mortes provocadas pelos confrontos físicos com outros fanáticos. Lembrem-se de como o país sobreviveu, se reergueu e melhorou com os erros do passado. Os clubes ingleses não jogaram nas competições europeias, a selecção não disputou europeus e mundiais, houve estádios encerrados e toda a organização esteve prestes a cair no abismo.
A verdade é que hoje o campeonato inglês é outra vez o mais competitivo do Mundo. Sem desordeiros. Por cá há gente que confunde a competição com um campo de batalha, que agride vice-presidentes de Clube apenas porque as opiniões são dissonantes, e presidentes de clube desvalorizam agressões evidentes que, de Norte a Sul, qualquer cidadão responsável condena publicamente. Os Sopranos e a trilogia d'O Padrinho são ficção, a realidade é muito diferente. Para quem adora o Futebol, a realidade deve estar nos estádios cheios e nos campeonatos com rivalidades mas sem jogos de bastidores, resultados comprados e ameaças a atletas, técnicos e dirigentes. Rui Gomes da Silva defende o Benfica, defende aquilo em que acredita, defende um princípio que devia ser o de todos: a verdade. Não é crime, é antes o resultado da Democracia, é o que deve definir a competição e o Desporto. Rui, como me transmitiu, 'isto cura-se com vitórias' e, para os benfiquistas, as vitórias começam na obrigatoriedade de sermos diferentes das personagens de ficção. Só assim poderá existir 1.ª Liga de hoje em diante."
Ricardo Palacin, in O Benfica

Os marginais

"Experimentar as tensões do confronto de ideias só é negativo para quem ignora a possibilidade de as resolver pelo discernimento. A resposta possível às tensões é procurar o discernimento de nos situarmos nas balizas – e não à margem – dos valores edificantes.
Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, sabe onde se situa, não foge às tensões, apresenta-se e expõe (expondo-se) pública e corajosamente as suas ideias na defesa do nosso Benfica. Isto só é crime para criminosos que não têm o discernimento de resolver as tensões e norteiam os seus valores pela razão da violência. Foi por não abdicar da defesa intransigente do Benfica que aquele benfiquista foi gratuitamente agredido na cidade do Porto.
Qualquer pessoa de bem só pode lamentar e solidarizar-se com Rui Gomes da Silva. Muitas pessoas de bem o fizeram. O presidente do FC Porto não o fez e, pior, agrediu-o verbalmente. Ao fazê-lo, legitimou, mais uma vez, uma espúria manifestação de cultura doentia, perversa e reles que envergonha qualquer pessoa e qualquer instituição de bem.
Ao chamar “palhaço” ao vice-presidente do Benfica, o presidente do FC Porto assumiu-se publicamente como um modelo de líder que vive valores precários e provisórios. Valores que, tal como a sua liderança, estão condenados à derrota porque estão alicerçados na periferia da verdade e da honra. São valores incapazes de contagiar pela positiva e que medram na violência, no ódio e em todas as margens da civilidade. Por isso, as suas palavras envergonham todos os que não são marginais. Por isso, as suas palavras são seguidas apenas por marginais. Por isso, só podem ser classificados como marginais os que, cobardemente, agrediram um vice-presidente do Benfica.
Na vertigem do momento e na impaciência do presente, os vis tiranetes vivem a ilusão da vitória. No entanto, a História demonstra que a vitória nunca é agarrada pelos que vivem na margem e à margem da verdade e da justiça."
Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Campeonato (mal) resolvido

"1. O Campeonato está resolvido! Jorge Jesus, ao optar (bem) por uma segunda equipa no jogo com o Portimonense, reconheceu-o. O Campeonato ficara decidido uma semana antes, quando o auxiliar, e o árbitro expulsaram Javi Garcia, muito injustamente, como demonstraram as imagens que a Sport TV tentou esconder. Para a história ficam os números e, amanhã, já ninguém se lembrará das arbitragens escandalosas dos nossos jogos com Académica e Guimarães (em especial estes) nem das grandes penalidades perdoadas ou mandadas repetir em jogos do FC Porto, num início de Campeonato que fez lembrar os anos 80 e 90 do século passado, no auge do 'Sistema'. Mas se a verdade desportiva tivesse prevalecido na parte inicial, tudo teria sido bem diferente. O FC Porto não teria conseguido a vantagem tranquilizadora que obteve (se calhar nem vantagem...), a equipa, pressionada, encararia os jogos com um estado de espírito bem diferente. O Campeonato teria sido outro...
2. O nosso vice-presidente Rui Gomes da Silva foi alvo de uma cobarde agressão num restaurante do Porto, perpetrada por dois elementos dos Super-Dragões. Embora o comportamento daquela claque seja há muito conhecida - e ficou bem evidenciada nos últimos jogos do Benfica - há sempre que admitir que o acto isolado de um ou dois energúmenos não representa a organização como um todo. E estou certo que a imensa maioria dos adeptos do FC Porto o repudia. Grave é quando o presidente do clube, em vez de ser o primeiro a condenar a atitude, a pedir desculpas em nome do seu clube e a tomar medidas punitivas contra esses adeptos, vem defendê-la e sobre ela 'ironizar'. Já anda me espanta em Pinto da Costa, um dirigente que há muito deveria ter sido banido do desporto português mas, infelizmente continua a ser recebido nos mais variados lugares (até na Assembleia da República!) como se fosse possível ignorar todo o seu passado. Enquanto ele por aí andar, o Futebol português não terá paz.
Louve-se, entretanto, a coragem do presidente da Câmara Municipal de Paredes, que confirma tudo, apesar de pressões e ameaças sofridas. E, que eu saiba, Paredes também fica no distrito do Porto..."
Arons de Carvalho, in O Benfica

Os mesmos

"O Benfica não terá sido afastado da luta pelo título ao perder frente ao Braga, reforçado por Carlos Xistra e seus assistentes, nem por ter empatado em casa, alinhando com uma equipa inteira nada rodada frente ao 'autocarro' do Portimonense. O Benfica foi arredado do título porque, tal como aqui escrevi numa das primeiras crónicas desta época, «a vitória do Benfica é o pior que pode acontecer ao Sistema». E se por vezes o «Sistema» não consegue impedir um título do Benfica, era de supor que o «Sistema» não iria tolerar que o Glorioso bisasse em épocas consecutivas. E foi assim que vimos, desde as primeiras jornadas do Campeonato, a avalanche de tropelias para que o Benfica perdesse o título à partida. Tal como vimos o caudal de favores para que «os suspeitos do costume» se destacassem no comando da classificação.
Como se não bastasse haver uma equipa que condiciona e comanda os plantéis de cerca de metade dos concorrentes, que defronta em ritmo de jogo-treino, essa mesma equipa é 'sistematicamente' favorecida, ou seja favorecida pelo 'Sistema'. As vitórias carnavalescas em Vila do Conde, e em casa contra o Setúbal, não são excepções, mas a regra geral do favorecimento. E na mesma proporção em que tal equipa é puxada para cima, o Benfica é empurrado para baixo.
O número anterior do Jornal 'O Benfica' traz um quadro comparativo de uma clareza total sobre o andamento do Campeonato 2010/11. São páginas para emoldurar, como quadro de desonra do 'Sistema' e da mentira desportiva. Ou, como diria Santiago Segurola, director-adjunto de La Marca: «Há clubes - e La Marca citava os suspeitos do costume, 'casi siempre los mismos', 'la Juve y el Oporto' - que fazem tudo para se autoproclamarem vencedores, e que transgridem as regras de forma obscena»."
João Paulo Guerra, in O Benfica

A outra face de Quim

"Sempre foi um jogador discreto no Benfica. Tão discreto que não me lembro de uma entrevista sua nos seis anos que ali jogou. Passou momentos menos bons, com estoicismo e paciência, sem que, cá fora, se lhe tivesse ouvido um reparo ou desabafo. Lembro-me, em particular, quando Koeman o preteriu em favor do calmeirão desajeitado Moretto.
Quim tem sido, na sua carreira, um profissional, abnegado e zeloso. Jamais foi um guarda-redes completo, mas, na sua passagem por um clube com a exigência e o escrutínio do Benfica, cumpriu.
Poderia ter sido melhor tratado na sua saída do clube, onde foi campeão titular duas vezes. É natural e legítimo sentir mágoa por esse facto.
Verdade seja dita que Quim nunca conseguiu captar a empatia total dos adeptos. Justa ou injustamente, a ideia que deixou foi de que nunca vestiu verdadeiramente a camisola do clube. Bom profissional, mas sem a chama imensa...
Eis senão quando o mesmo Quim - silencioso e quase misterioso no Benfica - ressuscita em Braga para dizer, com ar desajeitado, que o seu ex-colega Javi Garcia agrediu Alan e foi bem expulso. Assim, consumou, tristemente, a sua vingançazinha pelo modo como saiu do Benfica. O mesmo Quim que não balbuciou uma palavra quando Belluschi do FCP se empertigou e cresceu para o árbitro insolentemente, num misto de peitaça e cabeçada, sem que nada acontecesse... Devia ter achado que foi só o calor do jogo!
Com este gesto, Quim, aos 35 anos de idade, não desrespeitou apenas o clube que lhe pagou e o promoveu. Desrespeitou-se a si próprio. Não resistiu à pequena vendetta própria dos fracos, nem ao incitamento mediático de quem o mandou falar. E auto-excluiu-se da memória do Benfica."
Bagão Félix, in A Bola

quinta-feira, 17 de março de 2011

Único, só o Benfica !!!


Como Benfiquista, não gosto de usar a frase: 'maior clube do mundo'!!! É um defeito meu, concerteza. Não discuto a veracidade da afirmação, mas a humildade que nos levou à vitória, tantas vezes no passado, fica um pouco beliscada, com a repetição da mesma...
Mas hoje em Paris, fizemos algo que nenhum Clube do Mundo consegue fazer. E não estou a falar da passagem à próxima eliminatória. Qual Barcelona, qual Madrid, qual Man United, qual 'qualquer um'!!! Só o Benfica é capaz de jogar em 'casa', a mais de 2000 Km da sua 'casa'!!! O Benfica não é de Lisboa, não é sequer de Portugal, é do Mundo. A nossa universalidade é única. Hoje, o Benfica já tinha vencido antes do jogo começar, mas assim com a alegria da passagem aos Quartos, 'goleámos' no coração de todos os Benfiquistas que tiveram no Parc, e dos outros espalhados pela gigante nação benfiquista...
O meu realçe a este 'pormaior', deve-se essencialmente, à certeza, que a descomunicação social portuguesa, vai tentar diluir no tempo, este feito irrepetível, por quem quer seja...!!!
O jogo podia ter sido mais fácil, voltámos a falhar no momento de 'matar' a eliminatória, principalmente no início da segunda parte. Mas tudo correu bem, e nem o Escocês com ascendência Francesa conseguiu virar a eliminatória...!!! Como já tenho alguma experiência nisto, sei que para muitos expert's o Benfica passou, mas jogou pouco, teve alguma sorte, e teve um adversário fraquinho!!! Este PSG é provavelmente o mais forte, desde da famosa equipa com Weah, Ginola, Valdo, Ricardo Gomes entre outros (por acaso até derrotou os 'invencíveis de Palermo' esta época, mas isso deveu-se ao árbitro, lembram-se?!!!) , aliás esta minha opinião é sustentada pelo excelente campeonato que o PSG está a fazer. E digo mais, o Nené tinha lugar em qualquer equipa portuguesa, e não é o único...




PS1: Finalmente uma vitória com um equipamento alternativo, que eu por acaso até gosto bastante...!!!

PS2: Venham os Holandeses...!!!

"Dar de avanço", parece ser um hábito que está a alastrar...!!!

Benfica 4 - 2 Belenenses

Seguimos em frente na Taça, depois de termos estado a perder por 0-2 !!! Grande 'remontada', e agora venha a Fundação Jorge Antunes, a duas 'mãos'!!!


Sem medo da Europa

"Na jornada europeia do passado dia 10, as equipas portuguesas deram boa conta de si, mostrando que estão à altura das suas responsabilidades. Na Luz, o Benfica voltou a mostrar a sua garra, a sua determinação de vencer e, sobretudo, a capacidade de manter a chama individual e colectiva acesa até aos derradeiros minutos. Só um colectivo com boa saúde física e mental consegue obter resultados tão visíveis e constantes. E, escusado será lembrar, que o Paris Saint Germain não é, pelo seu historial e qualidade, uma equipa qualquer. De resto, mostrou-o bem na Luz. Também Roberto mostrou que é um guarda-redes no qual se pode, e deve, confiar, vencida que está, espero que definitivamente, a fragilidade do início da temporada.
Por seu turno, o que o trabalho do árbitro checo demonstrou não podia ser mais lamentável e irreparável. Ao não assinalar a falta de Makonda sobre Saviola, dentro da área do PSG, privou o Benfica de um penálti a que tinha direito e que poderia ter mudado, de forma ainda mais positiva, o rumo do jogo. Quer isto dizer que o mau uso do apito não é só um problema nacional. E se errar é humano, arbitrar mal nem sempre merece esse qualificativo, como, aliás, dirá, com muito mais veemência, qualquer adeptos encolerizado na bancada do Estádio.
O que é certo é que o Benfica tem equipa e vontade para chegar mais longe nesta competição, sem temer os adversários, sejam eles quais forem. Quem acredita, deve acreditar até ao fim.
Ao ver jogar o Benfica frente ao PSG, não pude evitar esta reflexão. É bom saber que no Futebol, no Atletismo e em mais algumas actividades, desportivas ou não, não precisamos de ir a Berlim pedir a bênção para conseguirmos triunfar.
Quando essa dependência chegar ao mundo do Futebol, muito mal andarão as coisas para a modalidade, para a Europa e para o Mundo. E por este andar, ainda há-de aparecer alguma agência financeira a querer validar os resultados dos jogos na bolsa da especulação sem limites."
José Jorge Letria, in O Benfica

Governo apoia o golfe e os supermorcões agradecem

"A semana foi de luta nas ruas e o Governo respondeu com a medida social de grande alcance: a redução do IVA para o golfe! A malta toda que anda a recibo green agradece, atenta, veneranda e obrigada.
Atenção que não é brincadeira. De acordo com o Jornal Económico, o Orçamento Geral do Estado contemplará os praticantes da modalidade com a redução de impostos 23% para 6% no aluguer de greens e na compra de todo o material desportivo próprio da popular modalidade. Bolas, por exemplo.
Trata-se, sem dúvida de uma grande notícia, para os supermorcões.
Estão a ver qual é o clube do regime?
HOJE é dia de Liga Europa para o Benfica, o FC Porto e o Sporting de Braga. O sucesso na eliminatória corrente não é, à partida, missão impossível para nenhum dos emblemas portuguesas. E se tudo continuar a correr bem a todos abre-se a perspectiva de encontros entre emblemas compatriotas numa fase mais adiantada da competição.
Seria interessante de ver. E não pela questão primária de vermos árbitros estrangeiros a apitar jogos entre equipas portuguesas. Lá como cá, também há Bussacas e afins.
Seria mais pela questão de vermos se em jogos organizados pela UEFA e sob alçada disciplinar de estrangeiros, haveria nos campos portugueses alguns valentes que se atravessem a bombardear os relvados com objectos comprados com o IVA a 6%.
Certamente que não. Uma coisa é saber-se que em jogos organizados pela liga nacional jamais os hooligans serão identificados, tratados e punidos como hooligans. Outra coisa é saber-se que, sob a alçada da UEFA, aquele permanente e adorado estatuto de impunidade que por cá vinga, arrisca-se a não vingar por lá.
No fundo, é sempre a questão da impunidade.
O candidato Bruno Carvalho tem uma grande vantagem em relação à concorrência. É que ninguém o conhece de lado nenhum. Melhor dizendo, ninguém o conhecia de lado nenhum e, por isso mesmo, é inimputável no que respeita a todas as acusações que emergem quando a velha guarda desfia o rosário de penas dos últimos longos anos em Alvalade.
Nos últimos 30 anos, o Sporting apenas venceu por duas vezes o campeonato - em 1999/2000 e 2001/2002 - e é, sem dúvida, muito tempo de míngua a dividir por muitas responsabilidades sem míngua de espécie alguma. Compreende-se assim a vantagem que o candidato Bruno Carvalho leva sobre os demais. Há 30 anos, tinha apenas 9 anos de idade e não foi tido nem achado neste percurso infeliz do seu clube.
Apresenta-se agora como candidato a presidente e apresenta também a seu lado capitalistas russos que fazem estremecer de preocupação a Banca nacional e os capitalistas das famílias tradicionais afectas ao Sporting.
Ao contrário do seu vice-presidente indigitado, Augusto Inácio, nesta luta eleitoral, Carvalho tem-se mantido equidistante em relação ao Benfica e ao FC Porto. Aparentemente trata os dois adversários por igual, não prefere nenhum. Parece ter outro tipo de preocupações.
Já Augusto Inácio, apesar de pertencer à candidatura dos jovens turcos, apresenta-se com discurso e efabulações retóricas de menor densidade intelectual e empresarial. Diz o ex-treinador que, com ele no Sporting, «nenhum jogador usará botas vermelhas e, se possível, usarão todos botas verdes».
Se não for possível, pronto, usarão botas azuis. E logo poderemos apostar se são esses, de botas azuis, os jogadores do Sporting que, à semelhança de Quaresma, Varela e Moutinho, prosseguirão uma carreira mais auspiciosa no FC Porto. Enquanto isso, à cantora Rita Redshoes, que é da casa, Augusto Inácio irá conceder um prazo de 24 horas para mudar o nome artístico para Rita Greenshoes. Se não for possível, muda para Blueshoes, que já é possível.
Bruno Carvalho não tem alinhado neste dilates. Tem sido bastante modesto sobre a sua qualidade mais apetecível para certos sectores sportinguistas e que poderia ser agitado como a bandeira eleitoral de grande e promissor impacto: é que, tal como Pinto da Costa, Bruno Carvalho vai chegar ao futebol vindo directamente do hóquei em patins. E com um estatuto uns degraus acima.
Se o presidente do FC Porto era apenas um modesto seccionista da modalidade antes de ser eleito, Bruno Carvalho não é nem mais nem menos do que o actual vice-presidente da secção de hóquei em patins do Sporting. E, ao que se sabe, nunca se terá preocupado grande coisa com a cor das rodinhas.
A campanha eleitoral no Sporting está boa. E sendo tantos os candidatos é difícil que não ocorram alguns lapsos de linguagem que podem, ou não, penalizar os seus autores nas urnas no dia 26 de Março. Também é verdade que esse lapsos têm interpretações diferentes e até opostas em função da sensibilidade de quem os interpreta.
Por exemplo, quando o candidato Abrantes Mendes disse que «o Sporting é um clube de totós» poderá ter ferido gravemente o orgulho dos seus consócios e correligionários, mas no campo dos seus adversários a mesma frase não provocou mais do que um encolher de ombros e um «olha, fugiu-lhe a boca para a verdade».
Outro exemplo, quando o candidato Pedro Baltazar disse que tinha «muito orgulho naqueles que continuam a ser benfiquistas» poderá ter hipotecado definitivamente as suas hipóteses de vir a ser eleito presidente do Sporting, mas no Estádio da Luz apenas provocou um constatar sereno dos danos que o Benfica provoca em subconscientes alheios.
UM vice-presidente do Benfica foi fisicamente molestado à saída de um restaurante no Porto e o presidente do FC Porto não demorou nada a falar sobre os «palhaços que simulam agressões». É verdade, sim, que já não há tenda de circo que albergue o incontável número de palhaços que, nas últimas décadas, se queixaram do mesmo. É uma lista deveras impressionante. E se os agressores ficaram impunes é porque as agressões nunca aconteceram, não é? É este o Regime.
O presidente da Câmara Municipal de Paredes assistiu à cena e veio dizer que não se admira que «os políticos de Lisboa se recusam a avançar para a regionalização» porque têm medo que «o país fique entregue a gente desta».
Mas como o presidente da Câmara de Paredes é do Benfica as suas palavras são as de um palhaço que simula assistir a simulações de agressões a palhaços. è assim que o regime analisa a situação.
O episódio com Rui Gomes da Silva não podia ficar assim. E agora, em resposta, temos palhaços que ligam para a Associação de Futebol do Porto e para o Paços de Ferreira - que é o próximo adversário do Benfica na Liga portuguesa - a ameaçar com bombas as referidas instituições.
Estes são palhaços de cariz diferente. Mas não deixam de ser palhaços. E lá que simulam, simulam... mas muito mal."

Leonor Pinhão, in A Bola

Sinais de fogo

"Com o campeonato entregue, já antes de Jorge Jesus ter demonstrado que quando fala em “poupanças” quer dizer “forretice”, tantas foram as alterações que o Benfica apresentou no domingo, com a Taça da Liga à espera de uma final de festa, com a Taça de Portugal em banho-maria, à espera do segundo embate entre os “grandes” e também do reencontro de Académica e Vitória de Guimarães, com a Liga Europa a arriscar-se – oxalá! – a contar com três clubes portugueses entre os oito sobreviventes, o universo futebolístico lusitano tinha de arranjar motivos de distração. Escolheu os piores.
Primeiro: a agressão a Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica e comentador televisivo. Dizer que foi cobarde é classificar por baixo; dizer que representa aquilo que de pior pode presenciar-se, no futebol como na vida, não vale como espelho da indignação que todos os homens de bem deveriam sentir perante um facto desta natureza, perante o cercear das liberdades de opinião e de expressão. Infelizmente, não é inédita. Presumivelmente, não será a última enquanto as massas de Benfica e FC Porto forem alimentadas pelo ódio e pela negação de convivência pacífica. O visado olhou a questão de forma correta e pedagógica, evitando confundir o sucedido com um clube, uma massa associativa, uma cidade ou uma região. Boas reações tiveram os técnicos benfiquista e portista, cada um ao seu estilo. Lamentável foi a atitude de Pinto da Costa, outra vez enlevado pelo seu próprio discurso. Ora o eterno presidente do FC Porto sabe que, faltando pouco tempo para as deslocações da equipa à Luz, as suas palavras (“simular”, “palhaço”, “vencê-los”) são pura dinamite. Por essas e outras é que às vezes fica a dúvida se ele não será um apóstolo da política da “terra queimada” e do “quanto pior, melhor”. Para já não falar das carências que, no seu caso, são realmente crónicas: a falta de cavalheirismo, de dignidade e de elegância. Espero sinceramente que a indiferença civilizada das claques e adeptos benfiquistas sejam a tónica nos próximos encontros entre os clubes – em Pinto da Costa, a única bofetada que vale a pena é a de “luva branca”. Ou seja, a que não se mistura com violência e velhacaria.
No Sporting, a quimera do ouro parece nortear as eleições: ganhará o mais rico, triunfará aquele que fizer mais promessas de injeção de capital? Faltam programas e ideias, sobram nomes e extravasam insultos. Dir-me-ão que, passadas as eleições, tudo se esquece. Não acredito que a calúnia ou o ataque vão desaguar tão facilmente na falta de memória. Relembro Churchill, que explicou à sua bancada parlamentar: “Do lado de lá [trabalhistas], temos adversários. Os inimigos, esses sentam-se ao nosso lado.”"

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carlos Velasco

Perguntam vocês que em é Carlos Velasco? Se eu fosse o Sousa Cintra diria que o Benfica não precisa de mais pontas de lança!!! Mas felizmente não sou... ( e os Guns 'N Roses também não têm concerto marcado para o Estádio da Luz!!!)
Ontem, estava a ver a parte final do Manchester United-Marselha, num local público, numa televisão com pouca definição, quando uma das 'decisões mais normais do mundo futebolistico' foi tomada(!!!):
Aos 72 minutos, Wes Brown defesa do Man United afasta a bola da sua zona defensiva com um pontapé para a frente, Valbuena pequeno médio do Marselha pressiona o adversário, e já depois da bola sair do pé do Inglês, o diminuto Francês não evita o contacto com o adversário!!! Wes Brown cai, fica chateado, levanta-se, e empurra o opositor. Valbuena recua, e levanta os braços. Carlos Velasco o árbitro, aproxima-se, e mostra amarelo ao Valbuena!!!
Extraordinário, Valbuena tem uma entrada sobre o adversário muito parecida, com a maneira como Alan entrou sobre Javi Garcia, de uma maneira menos agressiva, é verdade, sem cotovelo, mas a forma foi muito idêntica. Wes Brown legitimamente irritado pela forma perigosa, e desnecessária, como o Francês entrou, resolveu empurrar o adversário, isto é, reagiu de uma forma muito mais agressiva do que Javi Garcia fez em Braga!!!
Enquanto em Portugal, o jogador que sofreu a falta foi expulso!!! Em Inglaterra o jogador que cometeu a falta levou amarelo!!! Enquanto em Portugal a corja dos anti's racionalizou de todas as maneiras mais hipócritas, e cretinas o mais do que evidente erro do árbitro, em Manchester ninguém discutiu a justiça da decisão, inclusive o Valbuena...
Carlos Velasco não é nenhum super-árbitro, limitou-se a aplicar as leis do jogo, interpretando de forma correcta o lance, o curioso é que os anti's que defenderam a expulsão do Javi, ao observarem esta jogada de forma desapaixonada, sem hipocrisia, e sem cretinize, tenho a certeza absoluta que nem sequer a questionaram...!!!

A matemática e a toalha

"Há duas expressões que, no desporto, se usam quando já não se acredita no que se diz. Uma espécie de certidão negativa de «profissão de fé». Refiro-me ao «enquanto for matematicamente possível» e ao «ainda não atirámos a toalha ao chão». Agora que se aproxima o fim das competições, ouvimo-las a toda a hora, seja porque não se ganha, seja para não descer, seja para o que for.
A primeira é a medida aritmética do défice de expectativa. Uma espécie de PEC, Pontos Em Crise. Está para as competições como as sondagens para os derrotados. Ou, como «as contas públicas em ordem» estão para o Estado. Acontece que a suposta possibilidade da matemática é o modo não assumido da impossibilidade da realidade. Como alguém disse, «na matemática, para saborear com prazer o fruto é preciso conhecer bem as suas raízes.» Mesmo que as raízes quadradas...
A segunda é a medida higiénica da não aparência de desistência. Não atirar a toalha ao chão, pressupõe desde logo, que haja toalha. E que haja toalheiro. É uma frase para se evitarem outras formas de se atirar. Por exemplo, atirar a primeira pedra, ser atirado às feras, ou atirar às malvas o esforço. Ou, ainda, atirar à cara dos jogadores o insucesso, embora os adeptos não possam atirar o dinheiro à rua, ainda que, às vezes, atirem com tudo ao ar (incluindo a toalha). No fundo, diferentes modos de atirar o barro à parede...
Misturando as duas asserções, por que não passar a dizer, com mais rigor geométrico, «ainda não atiramos matematicamente a toalha ao chão»? Ou, mais rasteiramente, «enquanto a matemática for possível no chão»? Ou, por fim, em expressão surrealista, «enquanto o chão for matematicamente uma toalha»?"
Bagão Félix, in A Bola

Viva o campeão

"E, mais uma vez, a estatística e a perspetiva histórica vingaram. O futebol pode não ser uma ciência exata, expõe-se frequentemente a estranhos ataques de ilógica, chegou a criar milionários nos jogos de adivinhação de resultados, mas no cômputo das temporadas raramente descarrila dos prognósticos.
À 4.ª jornada, após o pior começo de sempre do Benfica, a possibilidade de o Porto não vencer este campeonato já não passava de uma ínfima probabilidade aritmética. Só muita incompetência de dirigentes, treinadores e jogadores do Porto poderia possibilitar uma inversão do que, realmente, estava escrito no plano de retoma que o clube engendrou após a pequena crise gerada pelo excesso de zelo de algumas instâncias disciplinares – que lhe terá custado um ano sabático da Liga dos Campeões.
Agora, nos meses que faltam para concluir o campeonato mais desequilibrado da história do futebol português, assistiremos a um esforço patético de legitimação da reconquista, balanceando já os anos do porvir e um novo ciclo triunfal.
A arrogância foi o mais nobre dos sentimentos que décadas de vitórias instilaram na família portista, consolidando a noção de que só é possível perder, de vez em quando, por motivos marginais e ilegítimos, como a violência dos guardas pretorianos dos túneis de acesso aos balneários que, segundo os bons espíritos, teria proporcionado a glória efémera de Jesus e seus discípulos. Em contraste com essa embófia congénita de profundo desprezo pelos adversários principais, potenciada pelas repetidas consagrações, todos os outros atributos do futebol portista chegam a passar despercebidos, para desespero dos que gostavam de sentir mais carinho e reconhecimento nacional, sem esquecer a desproporcionalidade comercial e a colagem de uma identidade grotesca que demora em compaginar-se com os novos tempos.
É com naturalidade que se assiste nestes dias à exaltação de uma pequena, quase irrelevante, manobra de intimidação de alguns vigilantes pelos bons costumes na pessoa de um notório adversário, na circunstância vice-presidente do clube que tem o tal túnel perigoso. No ano Cardinal, apenas mais um número de circo, o dos palhaços ricos, os menos engraçados da arena.
Apesar de alguns pensadores da bola insistirem em não conseguir analisar os acontecimentos à luz das estatísticas, o campeonato português continua em retrocesso competitivo agudo, como o demonstram as enormes diferenças pontuais entre os vários níveis da classificação. Mas, da Liga, não se ouve o mais pequeno comentário, um murmúrio, um lamento, nada.
Na última jornada, foi possível seguir em direto pela televisão cinco jogos que primaram pela falta de qualidade técnica, desinteresse competitivo e baixo nível espetacular, com realce para a cobardia da maioria dos treinadores e para a gritante falta de frescura física das equipas, particularmente as que não estão envolvidas nas provas europeias.
O futebol é mau, as bancadas esvaziam, as audiências caem, os dirigentes encenam, as arbitragens tresandam, os treinadores amocham, os jogadores emigram. E, no entanto, o país tranquiliza-se na miragem do cenário ideal: viva o campeão!"

terça-feira, 15 de março de 2011

A paixão de Coentrão

"Tendo presente o que tem sido a carreira da equipa de futebol do Benfica nesta temporada e, sobretudo os jogos mais recentes, não posso deixar de voltar a destacar a forma absolutamente excepcional como Fábio Coentrão está em campo e serve o projecto colectivo.
Tenho falado acerca disso com amigos benfiquistas e não benfiquistas, sendo que os primeiros não escondem o receio de ver o jogador ser contratado por um grande clube estrangeiro e os segundos não conseguem disfarçar o desejo de que tal aconteça. Compreendo a posição de ambas as partes.
Fábio Coentrão tem tudo o que um grande jogador precisa de ter para ficar com o nome registado na história de um clube ou de uma selecção nacional. Tem talento, velocidade, espírito de sacrifício, sentido de entreajuda e, sobretudo, uma invulgar paixão por aquilo que está a fazer. Enquanto expectador, sempre preferi os jogadores que dão tudo o que têm, e o que não têm, aos frios e calculistas que gerem melhor as suas energias e emoções. Coentrão, quando marca por determinação ou mesmo por raiva, deixa explodir uma alegria que lhe vem do coração e que ele de imediato partilha com a malta das bancadas, como se lhes dissesse num grito de alma: 'Foi por e para vocês que eu marquei este golo !'. E é assim que se criam laços indestrutíveis de afecto e de cumplicidade que reforçam a capacidade concretizadora e a legítima vontade de triunfo de uma grande equipa, de um enorme clube.
Tenho netos que gostam de futebol e um que está a fazer a iniciação à modalidade numa escola própria. Ambos vibram com o sentido de dávida e o espírito de sacrifício de Fábio Coentrão. E eu com eles. São jogadores com esta fibra e esta paixão que também servem para mostrar e para dizer a um País cabisbaixo, receoso e deprimido: 'Vamos a isto, sem deixar cair os braços, que a vitória há-de ser nossa, nem que seja no último minuto!'. Vale a pena aprender esta lição."

José Jorge Letria, in O Benfica

segunda-feira, 14 de março de 2011

NeoBlanc 23

Tabela Anti-NeoBlanc:

Benfica......... 52 (-12)... 64
Corruptos..... 65 (+12)... 53
Sporting........ 37 (+6)... 31
Braga............ 31 (+3)... 28


Com o assumir da impossibilidade de renovar o título, o Benfica encarou o último jogo de maneira diferente, e provavelmente irá fazê-lo até ao fim da época, principalmente se tivermos sucesso na Liga Europa. Esta situação vai subverter a Tabela Anti-NeoBlanc, pois com o Benfica a lutar pelo título (como deveria estar, sem a gigantesca ladroagem que fomos vitimas, estávamos à frente) nunca teríamos perdido pontos com o Portimonense...!!!



Na Luz o Roderick lembrou-se do Rolando, e ingenuamente pensou que nada seria marcado!!! Curiosamente após revisão do jogo, vi uma falta sobre o Peixoto no início do ataque do Portimonense, que acabou no penalty!!! É um pontapé do Ventura para a frente o Peixoto a meio-campo salta com um adversário, tenta jogar de cabeça, mas parece ser empurrado pelas costas. É daquelas faltinhas que contra o Benfica são normalmente marcadas, diz-se que é uma questão de 'critério'!!! Como o resto do jogo correu 'calmamente', os jogadores facilitaram, dou o beneficio da dúvida ao árbitro. Mesmo assim, sou obrigado a apontar a nojenta complacência da equipa de arbitragem para com as 'perdas de tempo' voluntárias e repetidas por parte do Portimonense.
adenda: Esqueci-me de esclarecer que o Roderick meteu o Mão na Bola em cima da linha da grande área, tenho que elogiar a certeza da equipa de arbitragem em determinar que a falta tinha sido cometida dentro da área!!! No golo do Benfica o Roderick não fez qualquer falta sobre o Ventura. Já agora, se o Couceiro na Taça da Liga se queixou de um lance onde não foi dado a lei da vantagem, e se lhe tivessem 'cortado' cerca de 7 (!!!) ataques pela mesma razão?!!! Como aconteceu ao Benfica, neste jogo...


Em Leiria, com o Campeonato 'encerrado' até o Cosme pode 'parecer' ser, anti-Andrade !!! O Belusha foi ao chão várias vezes, na primeira era penalty, na segunda não me parece, existe um contacto ligeiríssimo mas até o próprio jogador não se queixa e tenta continuar a jogar!!! No penalty assinalado, o Gotardi é 'anjinho', estica a perna com bastante antecedência, e o Givanildo com experiência no assunto, mesmo antecipando o contacto, meteu lá a perninha para disfarçar, é daqueles penalty's que normalmente são sempre marcados. Menos a favor do Benfica!!! Mesmo na Liga Europa em situações similares (Coentrão-Estugarda, Saviola-PSG), não tivemos essa sorte!!!


Em Vila do Conde, os Lagartos safaram-se da derrota, com uma inacreditável falta de eficácia do Rio Ave. O árbitro podia ter expulso o Postiga, mas retirar o 'novo Liedson' do campo seria demasiado cruel para as Osgas !!!


Anexos:

Benfica

1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos
2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos
3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos
5ª-Sporting, Nada a assinalar
6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
7ª-Braga. Nada a assinalar
8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Beira-Mar, Prejudicados, Sem influência no resultado
13ª-Olhanense, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Rio Ave, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
15ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Académica, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
18ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado
19ª-Guimarães, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Sporting, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Marítimo, Prejudicados, Sem influência no resultado
22ª-Braga, Prejudicados, Com 3 pontos
23ª-Portimonense, Nada a assinalar
Corruptos

1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos
2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado
6ª-Olhanense, Nada a assinalar
7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
9ª-Académica, Nada a assinalar
10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
11ª-Portimonense, Nada a assinalar
12ª-Sporting, Prejudicados, Com 2 pontos
13ª-Setúbal, Beneficiados, Com 3 pontos
14ª-Paços de Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Marítimo, Nada a assinalar
16ª-Naval, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar, Beneficiados, Com 2 Pontos
18ª-Rio Ave, Beneficiados, Com 2 pontos
19ª-Braga, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Nacional, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Olhanense, Nada a assinalar
22ª-Guimarães, Nada a assinalar
23ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência do resultado
Sporting

1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Marítimo, Nada a assinalar
3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto
5ª-Benfica, Nada a assinalar
6ª-Nacional, Nada a assinalar
7ª-Beira-mar, Nada a assinalar
8ª-Rio Ave, Nada a assinalar
9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado
10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado
11ª-Académica, Nada a assinalar
12ª-Corruptos, Beneficiados, Com 1 ponto
13ª-Portimonense, Nada a assinalar
14ª-Setúbal, Nada a assinalar
15ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos
16º-Paços de Ferreira, Prejudicados, Com 3 pontos
17ª-Marítimo, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Naval, Nada a assinalar
19ª-Olhanense, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Benfica, Beneficiados, Sem influência no resultado
21ª-Nacional, Beneficiados, Sem influência no resultado
22ª-Beira-Mar, Beneficiados, Com 3 pontos
23ª-Rio Ave, Nada a assinalar
Braga

1ª-Portimonense, Nada a assinalar
2ª-Setúbal, Nada a assinalar
3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos
4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto
5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
6ª-Naval, Nada a assinalar
7ª-Benfica, Nada a assinalar
8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave, Nada a assinalar
10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos
11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
12ª-Nacional, Beneficiados, Com 2 pontos
13ª-Leiria, Nada a assinalar
14ª-Académica, Nada a assinalar
15ª-Sporting, Prejudicados, Com 1 ponto
16ª-Portimonense, Nada a assinalar
17ª-Setúbal, Nada a assinalar
18ª-Marítimo, Nada a assinalar
19ª-Corruptos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar
21ª-Naval, Nada a assinalar
22ª-Benfica, Beneficiados, Com 3 pontos

Quando se branqueia o terrorismo...

"RUI GOMES DA SILVA, vice-presidente do Benfica, foi agredido na passada sexta-feira, no Porto, quando saía do restaurante Shis, na Foz. O dirigente encarnado, estava acompanhado pela mulher e ainda por Celso Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Paredes e pela mulher deste. As palavras que passo a citar representam o testemunho de Celso Ferreira: «Quando saímos do restaurante Shis, na Foz, fomos subitamente surpreendidos por dois indivíduos que deram um soco ao Rui, dizendo que era a paga pelos comentários que fazia na TV. Segundo me disseram, estava uma terceira pessoa dentro de um carro a controlar tudo o que se passava. Foi, claramente, uma emboscada dirigida ao Rui Gomes da Silva. Foi tudo muito rápido: agrediram-no e fugiram.»
Perante este depoimento, ninguém, sem que seja questionada sua sanidade mental, pode colocar em causa o que sucedeu. Porém, Pinto da Costa, presidente do FC Porto, comentou o incidente da seguinte forma: «Podem simular agressões a qualquer palhaço, mas nós vamos continuar o nosso destino e o nosso destino é vencê-los.» Ou seja, além da ofensa a Gomes da Silva, Pinto da Costa travestiu a realidade e branqueou um acto de terrorismo puro.
Será que estamos perante uma disputa entre o Porto e Lisboa, ou mesmo uma guerra entre FC Porto e Benfica? Essas são as fantasias que Pinto da Costa pretende repetir até que sejam tomadas por verdade. Há de facto uma guerra. Mas essa é entre as vidas normais e os comportamentos de bas-fond, entre quem quer ver o futebol como espaço para as famílias e quem só se sente confortável no ambiente que deu fama ao guarda Abel.
Rui Gomes da Silva nasceu em Santo Ildefonso, no Porto, cidade onde concluiu o ensino secundário. Em 1976 rumou a Lisboa, onde se licenciou em Direito na Universidade Clássica. Benfiquista desde sempre, filho de um grande adepto do clube da Luz, também portuense, o vice-presidente encarnado jogou hóquei em patins no Académico do Porto, transferindo-se para o Benfica, quando veio para a Faculdade. Continua a ter raízes familiares na cidade Invicta.
Luís Nazaré, portuense, presidente da Assembleia-Geral do Benfica, disse no sábado que «a cidade do Porto é boa e hospitaleira e não merece que haja gente desta» e fez também votos «para que o FC Porto se demarque e repudia o que aconteceu», coisa que Pinto da Costa já... clarificou.
Ontem, em A BOLA, figuras da sociedade portuense - Júlio Machado Vaz, Carlos Tê, Mário Dorminsky - fizeram o que qualquer pessoa de bem faria, condenando o acto criminoso. E esse é, tenho a certeza, um sentimento comum não só aos portuenses, mas também à esmagadora maioria dos portistas, que vêem com desagrado o discurso menor, que apouca a cidade, de quem gere o clube e é apoiado cegamente pelas faixas radicais - por exemplo a guarda pretoriana que acompanhou Pinto da Costa, há uns anos, quando este entrou no Tribunal de Gondomar (e sabe-se onde alguns deles estão e porquê...) - mas também, por pessoas de bem que vivem, no que ao futebol diz respeito, com a consciência anestesiada pelas vitórias dos dragões.
PS - Que diferença entre as declarações, que revelam carácter, de Villas Boas, e o que Pinto da Costa disse a seguir..."
José Manuel Delgado, in A Bola

Para não esquecer

"Na 1.ª jornada, Benfica-Académica, 1-2: quatro penáltis por assinalar a favor dos 'encarnados' (pontapé a Saviola, corte com a mão, empurrão a Saviola, e carga nas costas de Javi Garcia). Cinco cartões amarelo exibidos a uma equipa que atacou quase sempre. Três pontos subtraídos por C. Machado, logo na alvorada do Campeonato.
Naval-FC Porto, 0-1: golo portista obtido perto do fim, na sequência de uma grande penalidade inexistente assinalada por Paulo Baptista (bola tocou involuntariamente na mão do defesa figueirense). Dois pontos acrescentados ao FC Porto.
2.ª jornada, Nacional-Benfica, 2-1: dois penaltis por assinalar a favor do Benfica (rasteira sobre Coentrão, e corte com a mão de um defesa madeirense). Um dos golos do Nacional surge na sequência de um livre inexistente. P. Proença retirou mais três pontos aos 'encarnados', enchendo-os, também, de cartões amarelos (sete, só nesta partida).
FC Porto-Beira Mar, 3-0: segundo golo portista obtido à beira do intervalo, na sequência de um livre mal assinalado por João Capela.
3.ª jornada, Rio Ave-FC Porto, 0-2: primeiro golo irregular, com dupla carga de Falcao, primeiro sobre um defesa, e depois sobre o guarda-redes. Penálti inacreditavelmente perdoado por Jorge Sousa a Álvaro Pereira, em empurrão e rasteira a avançado vilacondense no interior da área. Três pontos oferecidos ao FC Porto.
4.ª jornada, V. Guimarães-Benfica, 2-1: dois penalties por marcar a favor do Benfica (pontapé na perna de Aimar e rasteira a Carlos Martins). Dois foras-de-jogo mal assinalados a Saviola e Cardozo, quando ficavam isolados diante da baliza. Mais sete cartões amarelos mostrados a jogadores benfiquistas. Uma arbitragem à Benquerença, subtraindo pontos à equipa de Jesus.
FC Porto-Sp. Braga, 3-2: carga de Belluschi sobre Paulo César no último minuto, não assinalada por Pedro Proença. Mais 2 pontos para o FC Porto.
5.ª jornada, Benfica-Sporting, 2-0: seis amarelos para jogadores do Benfica, perfazendo um total de 26 (!!!) cartões em apenas cinco jogos.
Nacional-FC Porto, 0-2: corte com a mão de Rolando na sua área de rigor, sem que Bruno Paixão assinalasse a respectiva grande penalidade, com o resultado em 0-1.
6.ª jornada, Marítimo.Benfica, 0-1: carga sobre Saviola na área madeirense, com o resultado ainda em branco, e com João Capela a mandar jogar.
7.ª jornada, V. Guimarães-FC Porto, 1-1: penálti claro cometido por Fucile, e ignorado por Carlos Xistra. Mais um ponto para o FC Porto.
12.ª jornada, Beira Mar-Benfica, 1-3: corte com a mão na área aveirense, com o marcador ainda em branco, e sem que Bruno Paixão fizesse o que lhe competia.
13.ª jornada, FC Porto-V. Setúbal, 1-0: penálti fantasma assinalado por Elmano Santos a mergulho de Falcão na área. Repetição inexplicável de penálti convertido por Jaílson no último minuto, que originou o falhanço do mesom jogador, garantido dois pontos para o FC Porto.
14.ª jornada, Benfica-Rio Ave, 5-2: mais um penálti por assinalar, por falta sobre Coentrão que Hugo Miguel não sancionou, e um penálti mal assinalado contra os 'encarnados'.
Paços de Ferreira- FC Porto, 0-3: o primeiro golo nasce de um livre inexistente, e o segundo (já em tempo de descontos) de uma grande penalidade fantasma assinalada por Soares Dias.
16.ª jornada, Académica-Benfica, 0-1: golo irregular do Benfica, mas dois penáltis por assinalar a seu favor - um sobre Coentrão, que ainda lhe valeu um cartão amarelo injusto (mais tarde seria expulso), e outro por corte com a mão após cruzamento de Salvio, a que Elmano Santos e o auxiliar fizeram 'vista grossa'.
FC Porto-Naval, 3-1: um dos golos do FC Porto foi obtido com duas bolas em campo, e com a equipa adversária praticamente parada, ante a indiferença de Cosme Machado.
17.ª jornada, Benfica-Nacional, 4-2: penálti sobre Salvio no lance que antecede o primeiro golo, que o árbitro Rui Costa, deixou passar em claro.
Beira Mar-FC Porto, 0-1: golo obtido através de penálti altamente duvidoso (teatro de Hulk) assinalado por João Ferreira.
18.ª jornada, V. Setúbal-Benfica, 0-2: golo limpo anulado por C. Machado a J. Garcia já perto do fim.
19.ª jornada, Benfica-V. Guimarães, 3-0: golo limpo invalidado por João Ferreira a Saviola.
20.ª jornada, Sporting-Benfica, 0-2: expulsão exagerada de Sidnei, após primeiro cartão amarelo mal mostrado por Soares Dias.
21.ª jornada, Benfica-Marítimo, 2-1: penálti por assinalar em corte de Roberge com o braço, ainda na primeira parte, com o resultado a zero. Cartão amarelo ridículo a Aimar, após sofrer falta não sancionada por Vasco Santos sobre a linha da área.
Olhanense-FC Porto, 0-3: penálti perdoado por João Capela a Otamendi, com o resultado em 0-0.
22.ª jornada, Sp. Braga-Benfica, 2-1: primeiro golo bracarense resultante de falta marcada por Carlos Xistra ao contrário, em lance de onde resultou também a expulsão injusta de Javi Garcia. Três jogadores do Braga por expulsar. Dois ataques cortados erradamente ao Benfica, um por alegada falta de Saviola, outro por inexistente fora-de-jogo de Cardozo. Oitavo(!) jogo da Liga em que o Benfica viu mais de cinco cartões.
É esta a triste história deste Campeonato. Trata-se, provavelmente, do mais subvertido da última década. O FC Porto não reconquistou o título. Deram-lhe! O Benfica não o perdeu. Roubaram-lho!"
Luís Fialho, in O Benfica

Considerações

"Eles ainda andam por aí! São os últimos estertores dos marginais que a todo o custo não querem largar o poder. É por isso, e apenas por isso, que aquela minoria de associações não aprovou os estatutos.
Tal como tinha escrito na semana passada, vejam o resultado do Marítimo e a táctica de Pedro Martins no jogo frente ao Rio Ave. É que nos jogos frente ao Benfica têm muito 'gás'. Depois acaba o 'efeito' e é o que se vê.
O Couceiro, que eu saiba, neste nosso País nada fez que se visse, e não ser o direito de falar asneirada grossa. E é preciso recordar que este senhor já passou pelo clube da ladroagem e que já sabe como as coisas funcionam neste Campeonato. Até ver.
No dia 23 de Abril estaremos em Coimbra para tentar ganhar a Taça da Liga. Em Abril iremos conformar o direito à final da Taça de Portugal. Na Liga Europa temos pela frente o Paris Saint Germain para garantirmos o direito aos quartos-de-final da respectiva prova. Há muita coisa em jogo!
No Hóquei em Patins eles fizeram a festa de terem ganho o jogo. Nós iremos fazer a festa do título. Mas não vamos ficar só por este. Vamos ganhar mais títulos, em mais modalidades, em seniores e em outros escalões. O trabalho que se tem vindo a fazer é notável a todos os níveis. Somos uma instituição enorme, com fins humanitários e solidários para com os mais desfavorecidos. Por isso é que somos diferentes. Nem somos a elite nem somos a ralé.
Por falar nisso, fui jantar com uns Benfiquistas amigos a um restaurante notável. Não há pratos de peixe. É que eu não gosto de potas e ainda menos de filhos das potas."
José Alberto Pinheiro, in O Benfica

A azia dos derrotados

"A diferença entre os homens grandes e homens rasteiros vê-se em pequenos pormenores. Vamos a hipóteses remotas, todavia, capazes de exemplificar o que vos pretendo comunicar. Se algum dia me fosse dado o privilégio de treinar uma equipa de futebol, nem que fosse por uma única vez, e se viesse a perder esse jogo por um golo depois de ter visto o meu 11 motivado e a jogar bom futebol, a última desculpa que usaria para justificar a derrota seria o árbitro e a dualidade de critérios. Destacaria o desempenho dos meus jogadores, a forma encontrada para contrariar a superioridade do adversário e as oportunidades falhadas que não me permitiram vencer. Se essa única chance, enquanto mister, fosse ao serviço do rival da 2.ª Circular, na sequência dos maus resultados das perdas financeiras e das polémicas em tons de «jornalismo cor de rosa», posso garantir que teria entrado na sala de conferências de Imprensa do magnífico Estádio da Luz com uma expressão confiante.
A grandeza dos homens mede-se pelos actos simples também, pela soma de gestos reveladores da educação que transportam e da distância que alcança o seu olhar. Depois de perder com o Sport Lisboa e Benfica, a jogar fora, numa eliminatória da Taça da Liga, após já ter sido derrotado por duas vezes antes e por estar a uma imensidão de pontos do SLB, eu, na posição do vencido que apanhou uma equipa de rastos e que a transformou num conjunto competitivo, aos jornalistas diria «tenho que dar os parabéns aos meus jogadores e dizer a todos vós que estou orgulhoso desta equipa. Fomos uns dignos vencidos e há que felicitar o vencedor. Antevejo dias bons, se continuarmos a jogar assim ainda daremos muitas alegrias aos nossos adeptos!». Perder assim não é vergonha para ninguém. É, antes, uma meia-vitória e um alto estímulo para os terceiros do campeonato. A partida grandiosa, própria de homens grandes, foi feita por homens grandes. Infelizmente, os outros nunca entenderão isto."

Ricardo Palacin, in O Benfica

«Rui Gomes da Silva foi brutalmente agredido»

"O presidente da Câmara Municipal de Paredes, Celso Ferreira, que acompanhava Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica e administrador da SAD encarnada, quando este foi agredido sexta-feira à saída de um restaurante do Porto, revelou ao Jornal i que o episódio foi bastante violento.
«Rui Gomes da Silva foi brutalmente agredido por dois encapuzados, que fizeram questão de lhe dizer que a agressão se devia aos comentários que faz na televisão», conta.
Celso Ferreira acrescenta ainda que os agressores não estavam sozinhos: «Imagine alguém a sair de um almoço com a mulher, um amigo e a mulher deste e ser agredido na cara e no pescoço, sem sequer ter tido capacidade de reacção. Os agressores afastaram-se sem correr, com total segurança e controlo da situação. Isto porque estaria uma terceira pessoa dentro de um carro, a controlar tudo o que se passava e para eventualmente reforçar o contingente da agressão.»
O presidente da Câmara Municipal de Paredes pondera apresentar queixa na PSP e revela que estão identificados os agressores: «Sabemos perfeitamente quem são as pessoas. Já me informei junto de pessoas afectas à claque, que me disseram que se trata de indivíduos extremamente violentos.»
Durante a conversa fica ainda o lamento pelas declarações de Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto: «Foi o único que não condenou o acto e dá a impressão até de que está satisfeito. Como português tenho vergonha, ainda por cima depois de o ouvir dizer que o país está assim por causa da regionalização. Não me admira que os políticos em Lisboa se assustem ao discuti-la, ao imaginar que as regiões possam ser geridas por gente assim.»
Celso Ferreira garante ainda que já foi ameaçado, mas não se amedronta. «Sofri represálias, mas não tenho medo nenhum dessa gentalha», lê-se"

Este parece que é mesmo reforço !!!



Marquin Chandler, novo reforço da secção de Basket do Benfica.

Jogo-de-treino !!!

Sinceramente, o jogo foi melhor do que eu estava à espera!!! Isto pode parecer um disparate, mas as minhas expectativas eram realmente muito baixas...!!!
Foi um jogo parecido com aqueles treinos de conjunto, entre os 'não utilizados', e os Juniores, que às vezes são transmitidos na Benfica TV, só que desta vez o adversário mostrou ainda menor capacidade do que os nossos Juniores!!! Obviamente estou a exagerar, mas a total falta de ambição do Portimonense, uma equipa que precisava de ganhar o jogo, é de uma mediocridade atroz, se com 0-1 ainda se compreendia a 'queima' de tempo, depois do 1-1!!! Só mesmo em Portugal...
Não há muito a dizer sobre o jogo, os jogadores denotaram falta de ritmo, mas principalmente falta de entrosamento. Tivemos quase sempre a posse de bola, e o domínio territorial, mas faltou velocidade para ultrapassar o triplo-autocarro estacionado à frente da baliza contrária... Pessoalmente de todas as ausências aqueles que eu senti mais falta, foram os dois defesas laterais e os seus desequilíbrios ofensivos.
Se não houver imprevistos, o 11 para Paris está definido. O treinador de bancada dentro de mim, está a pedir a repetição da estratégia de Estugarda, com o Jara no lugar do Saviola, mas isso não vai acontecer... o Carlos Martins vai jogar a '10'.

Pinto da Costa

"Pinto da Costa começará a estar velho e cansado. Só isso pode justificar que um homem que sempre foi conhecido pela arte de conseguir as melhores ironias do futebol português, as tenha trocado por dislates como aqueles que foram reproduzidos como sendo a sua disparatada reacção à agressão, no Porto, a um vice-presidente do Benfica.
Antes, Villas Boas tinha parecido demasiado cauteloso e hesitante a condenar o acto de vandalismo a que fora sujeito um cidadão. Depois da aparição de Pinto da Costa, Villas Boas passou a ser um pedagogo e um exemplo a seguir.
Não se entende, sequer, a lógica do presidente do FC Porto. Acreditando que dele emana todo o poder, acha-se no imperial direito de decretar que uma agressão vista e testemunhada por terceiros é uma simulação e uma palhaçada.
Algo de muito sério tem de perturbar um homem que, tendo responsabilidades, assim reage em público e para o público.
Não faço ideia do que poderão pensar e dizer sobre isto os seus habituais anfitriões da Assembleia da República, nem aqueles seus apaniguados que, sendo racionais e sérios, costumam achar uma imensa piada a tudo o que o homem diz.
A verdade é que, sem entender muito bem porquê, Pinto da Costa sente que tem mais do que suficientes razões para se sentir acima da lei e do imperativo de reconhecer os mais elementares direitos de qualquer cidadão que não seja, de uma só vez, portista e pintista.
Sabe-se que, no futebol, a democracia costuma ser uma aberração, mas há limites para tudo. Pinto da Costa poderia dizer que desconhecia o que sucedeu, até que não tinha opinião formada sobre o assunto, mas não podia cometer a irresponsabilidade de poder parecer que está do lado dos agressores."
Vítor Serpa, in A Bola

Intercontinental - 3ª jornada



Serviços mínimos... 3º lugar na competição.