Últimas indefectivações

sábado, 16 de março de 2013

Derrota em 3 minutos !!!


Olivais 4 - 3 Benfica

Estranho, muito estranho... a equipa estava a melhorar, este resultado é surpreendente. Como não vi o jogo, não me posso alongar, mas estar a ganhar por 1-3 a 3 minutos do fim, e perder o jogo, mesmo sabendo que o adversário provavelmente arriscou o 5 para 4, é difícil de 'engolir'!!!

PS: O Futsal feminino, depois de vencer a Taça, foi a vez de vencer o Campeonato Distrital... creio que para o ano já vai haver uma competição a nível Nacional... Parabéns às nossas meninas!!!


Mais títulos no Atletismo...


... desta vez, fomos Campeões Nacionais de Marcha por equipas em Seniores Masculinos. Parabéns ao Sérgio Vieira (2.º), ao Pedro Isidro (3.º), e ao Pedro Santos (7.º)...

PS: Nos 'Stades' 4 dos nossos Triatletas estão em digressão!!! Depois de uma primeira prova com bons resultados, hoje o João Pereira venceu a prova em Sarasota (tinha feito 3.º em Clermont a semana passada). O Miguel Arroilos (3.º), Bruno Pais (7.º), e Hugo Ventura (14.º), também participaram... Estas provas, são consideradas Continentais, não são etapas da Taça do Mundo, mas já contam para o ranking mundial....

O grau de dificuldade vai subir...


Benfica 28 - 21 Sp. Horta

Depois de dois jogos em casa, as dificuldades vão começar: na próxima jornada vamos a Braga, onde empatámos - super-roubados!!! - na 1.ª fase... Equipa do ABC, que na 1.ª jornada, desta Fase Final, teve 'quase' a tirar pontos aos Corruptos, em casa...

Chateau Bordeaux, Rouge, 2013



Como aparentemente o pessoal, desta vez, fez menos filmes, deixo aqui o espanto Francês pela teimosia do Tacuara:

sexta-feira, 15 de março de 2013

Newcastle United


O meu preferido era o Basileia - não pelas supostas facilidades, mas pelos emigrantes -, mas acabou por sair o Newcastle, que tendo em conta o recente curriculum do Benfica - e do Jesus -, com estas equipas, tipicamente Britânicas - e esta apesar dos muitos não-Britânicos no plantel, tem um jogo tipicamente Britânico!!! -, acaba por ser um bom sorteio... principalmente porque evitámos as longas viagens ao leste Europeu.

Temos equipa para o Magpies? Temos, mas vai ser durinho !!! A principal característica desta equipa, é a entrega total, e o uso, e abuso, do físico - dito de outra forma: dão muita porrada, e se o árbitro for complacente, então podemos ter mesmo um jogo de rugby!!! -, bem à imagem do seu treinador - vai ser um duelo interessante, entre os dois treinadores, na linha lateral !!! -, têm muitos jogadores de origem Africana, muitos quilos, muitos centímetros, têm alguns jogadores lesionados, mas isso não é sinal de facilidades... As bolas paradas podem ser decisivas, eles são muito fortes no ar... O ambiente é um dos mais barulhentos em Inglaterra - estatuto nada fácil de garantir...!!!
Destaco: o caceteiro do Tiote no meio-campo... acho mesmo que o Marfinense tem uns parafusos a menos!!! O avançado Papiss Cissé, que fez uma dupla terrível com o outro Senagalês Ba, que felizmente foi para o Chelsea!!! O Jonas, que é pau para toda a obra nesta equipa... Com a lesão do Ben Arfa, a criatividade ficará nos pés do Obertan e do Marveaux que nem sempre são titulares... E o Sissoko, o ex-Toulosse é perigoso, tem o 'estranho' hábito de marcar golos !!!
Deixo um aviso, quando se analisar os resultados do Newcastle este ano na Liga Europa, é preciso ter cuidado, porque o seu treinador, tal como o Jesus, tem feito a rotação do plantel... portanto nem sempre se têm apresentado na máxima força...

No meio desta eliminatória vamos jogar a Olhão. Campo tradicionalmente muito complicado. Terreno normalmente em péssimas condições. Os últimos resultados do Olhanense têm sido maus, parece que têm ordenados em atraso, mas quando o Benfica lá for, na véspera, provavelmente, vão ficar com os ordenados em dia...!!! Creio que esta eliminatória vai depender da rotação que o Jesus fazer na Luz, prevenindo o jogo de Olhão, porque no fim-de-semana depois da 2.ª mão, não temos jogo, já que é o fim-de-semana da Final da Taça da Liga, portanto em Newcastle podemos jogar com tudo... Tendo em conta o tipo de jogo, do nosso adversário, principalmente no jogo em Inglaterra, o Luisão será fundamental, ele costuma-se dar bem contra estas equipas...
PS: Hoje, além do Sorteio da Liga Europa, tivemos ainda que aturar as declarações aziadas do Sapinho do Vitó... E para compor o ramalhete os órgãos de (in)Disciplina do Futebol Português resolveram pregar mais uns pregos na credibilidade do Futebol Luso:
- Os Corruptos depois da humilhante derrota em Málaga, correm o risco de ter uma época negra, e sendo assim, o CJ da FPF manteve a vergonhosa decisão do CD da FPF, mantendo os Corruptos na Taça da Liga, contrariando os próprios regulamentos da competição!!!
- A Comissão de Inquéritos da Liga, resolveu não acusar o Sporting, depois da trapalhada do Pereira Cristóvão vs. Cardinal !!! Pois bem, a partir de agora, podem começar a depositar dinheiro nas contas do árbitros, que nada lhes irá acontecer... podem fazer relatórios com informações pessoais e confidenciais dos mesmos árbitros e nada lhes irá acontecer... !!! República das bananas...

Altura de domar dificuldades

"Se a última vitória sobre o Gil Vicente deu para se assistir a um jogo sem sobressaltos, a deslocação a Guimarães vai ser triplamente difícil. Primeiro pelo valor do adversário, que tem um excelente técnico e tudo fará para manter a óptima prova que está a realizar. Em segundo lugar pelo trauma do último ano, foi a derrota em Guimarães, após a deslocação ao frio de São Petersburgo para a Liga dos Campeões, que iniciou o caminho descendente que nos levou a perder um título que ambicionávamos. Por fim, porque há muito pouco tempo de descanso entre o jogo Europeu e o do Campeonato. Veremos como conseguiremos domar estas dificuldades. Esta época já vencemos outras dificuldades maiores.
A semana europeia tinha nos corações portistas e benfiquistas justas razões para fazer crer que ambos estariam no sorteio de hoje. Vários jogadores azuis e brancos desdobraram-se em entrevistas onde ficava clara a ambição de ganhar a Liga dos Campeões, muitos jogadores encarnados reiteram a vontade de ultrapassar mais esta eliminatória da Liga Europa.
Absolutamente legítimas as ambições até porque ambos os clubes tinham ganho, sem sofrer golos, o primeiro jogo em Portugal.
O FC Porto tinha pela frente o quarto classificado espanhol, ou seja, um Paços de Ferreira castelhano. O Benfica tinha pela frente o décimo da tabela francesa, ou seja um Sporting gaulês. Segue em frente o Benfica, porque o FC Porto não venceu o Paços de Ferreira castelhano e o Benfica derrotou o Sporting gaulês. Fico feliz por ver o meu Benfica cumprir etapas a caminho dos objectivos.
Jorge Jesus quer evitar viagens longas no sorteio de hoje, tem razão, mas eu não queira nenhum dos adversários de Londres (Chelsea e Tottenham) nem o de Roma (Lazio). Basileia ou Newcastle eram para já as minhas preferências e nisto do futebol todos as temos."

Sílvio Cervan, in A Bola

Consequências de Málaga e Bordéus

"FC Porto e Benfica partiram para os jogos da segunda mão dos oitavos de final da Champions e da Liga Europa na mesma situação: ambos eram favoritos face a Málaga e Bordéus; e um e outro tinham conseguido magros pecúlios na primeira mão, triunfos (1-0) que souberam a pouco.
No sul de Espanha, os dragões, menos ousados, apostaram na contenção e viram-se afastados de uma prova que dava prestígio e dinheiro.
As águias, por seu turno, na capital do vinho francês, fizeram do poder de fogo o principal argumento e foram ao estádio Chaban Delmas vencer e garantir presença no sorteio de hoje.
Daqui em diante, o que prevalecerá? A caminhada vitoriosa dos encarnados criará uma dinâmica que levará a equipa de Jorge Jesus ao título ou o Benfica virá a pagar o esforço de estar em múltiplas competições lá mais para a frente? E o FC Porto vai entrar em depressão depois do fiasco da Champions ou aproveitará para centrar recursos no objectivo único de revalidar o título? Curiosamente, a próxima jornada - dragões no 'caldeirão' dos Barreiros e águias no D. Afonso Henriques - poderá fornecer pistas preciosas quanto ao que aqui vem, tanto mais que depois haverá paragem para jogos da Selecção Nacional.
Os sinais emitidos pelo FC Porto apontaram para uma equipa pouco fresca fisicamente, com um treinador contestado, que não ultrapassou Alvalade e desiludiu em Málaga; já os do Benfica permitiram descortinar meios alternativos interessantes e um técnico em estado de graça, a que se junta uma saúde psicológica própria de quem vai vivendo de vitória em vitória.
Em suma, foi uma jornada europeia em que o que mais surpreendeu, a nível nacional, foi a falta de estofo do FC Porto. Com danos irreversíveis..."

José Manuel Delgado, in A Bola

'Quartos' à Cardozo

"Saber pensar e gerir. E, quando foi caso disso, reagir em tempo. Foi assim o Benfica em Bordéus, numa partida em que os encarnados controlaram efectivamente  mesmo que a equipa francesa tivesse entrado com outras ideias. O colectivo das águias prevaleceu e supriu até as debilidades que as ausências de Luisão e Garay pudessem gerar. Ganhou bem e passou melhor.
Pode ter-se a tentação de falar de um Benfica reactivo  o que nem estará absolutamente errado, mas também deve encarar-se isto como consequência de uma escolha deliberada. Jorge Jesus tinha um problema em toda a zona defensiva, pois ser obrigado a recorrer a Roderick e Jardel para o eixo, implicava um risco inevitável.
E notou-se naqueles 20 minutos iniciais do desafio, em que o Bordéus tentou anular rapidamente a desvantagem que levara de Lisboa. Valeu Artur por duas vezes (é, sem dúvida, uma mais valia) e valeu ainda a acção de Matic e Enzo que, durante todo aquele período, estavam mais preocupados com o que se passava atrás do que com aquilo que tinham pela frente.
Mas a verdade é que quando o Benfica desenhou a primeira grande jogada de ataque, o sentido da partida mudou. Aquela abertura de Gaitan para Salvio, que obrigou Carrasso a uma grande defesa, constituiu o ponto de viragem. Nem sequer espantou o golo inaugural de Jardel, nascido de bola parada (um dos calcanhares de Aquiles do Bordéus). Foi a sentença final na eliminatória - não no jogo -, pois ninguém via na equipa francesa capacidade para marcar três golos na segunda parte e, ainda mais difícil, não sofrer mais algum.
Viu-se, em toda a segunda metade, que o Bordéus não sabia fazer mais do que despachar a bola para Diabaté e esperar que ele resolvesse o problema, porque do ponto de vista da construção (ou articulação) de jogo, o Benfica comandava as operações, determinando qual a cadência que as coisas deviam ter. Daí que não surpreenda que os dois golos do Bordéus fossem resultado de dois erros individuais (Jardel esteve no mais e no menos do encontro), caso contrário os franceses habilitavam-se a ficar em branco.
Jesus aproveitou para reorganizar (ou refrescar, ou poupar) as hostes - Guimarães está aí - , salvaguardando Salvio e Ola John, mas seria o lançamento de Cardozo o factor fulcral. O paraguaio funcionou como a gazua nos momentos exactos  e foram dois, em que o Benfica necessitou de repôr a realidade no lugar. Dois golos com carga técnica (o primeiro deles a fazer lembrar o de Leverkusen) que não deixaram o Bordéus, sequer, saborear as igualdades alcançadas. Cardozo pode ter muitos defeitos, mas quando a veia de "matador" vem ao de cima é implacável.
O Benfica passa a ser o único sobrevivente português na Europa. Com as vantagens e desvantagens inerentes a uma equipa que lidera o campeonato interno e, consequentemente, está na luta pelo título com o FC Porto. A primeira avaliação da "nova era" será feita já no domingo. Mas antes há um sorteio em Nyon que coloca múltiplas e diferentes opções no caminho. A partir de agora tudo será ponderado com pinças. Até porque a definição da estratégia imediata também depende do que as bolinhas ditarem."

6806 sócios «roubados»

"1. Começo a estar farto da falta de civismo (para não lhe chamar outros nomes) dos No Name Boys, a quem reconheço (e louvo) o sempre incansável apoio às nossas equipas mas não posso deixar de censurar os constantes petardos que lançam e que tanto já têm custado ao Clube (e vamos agora ver a «factura' da UEFA, que não costuma ser meiga). Resolvi ir ao site da Liga a fazer as contas aquilo que o Benfica já teve de pagar (só em 18 dos 21 primeiros jogos deste Campeonato - não foi multado em três das sete primeiras jornadas) por culpa de alguns energúmenos que estão na nossa claque... perante a passividade dos restantes: com base no artigo 187.º (comportamento incorrecto), já lá vão 81.678 euros, o que corresponde às quotas mensais (12 euros cada) de 6806 dos nossos associados, alguns dos quais bem se sacrificam para não falhar o pagamento nestes tempos difíceis. Faltando as contas a dez jornadas e aumentando a multa mais de 300 euros por cada reincidência (começou nos 1530 euros e já vai em 7650), esperam-nos - se os No Name não arrepiarem caminho - mais uns 40 mil euros de multas, só na I Liga. Mas que benfiquismo é este?

2. O Sporting está de luto pelo falecimento de um seu antigo e carismático presidente. Respeito. Reconheço ter sido um excelente defensor dos interesses do seu clube e admito (por infelizmente quase não ter tido seguidores) a luta que moveu a Pinto da Costa, então a iniciar as suas 'jogadas'.
Mas não consigo calar-me perante a série de dados deturpados (que já vêm do seu tempo) e foram agora novamente divulgados desde o número de sócios aos títulos conquistados, passando pela medalha olímpica do atirador Armando Marques, que não era atleta do clube. E, se bem me lembro, a situação herdada pelo seu sucessor Amado de Freitas não foi nada famosa. Embora nada que se compare à actual...

3. Há dois anos, o nosso Atletismo sagrou-se pela 1.ª vez (depois de largo interregno) Campeão Nacional de Pista, título que renovou na época passada e deve manter nesta. Há um ano, regressou às vitórias em Pista Coberta e no mês passado voltou a ganhar. Agora, 23 anos depois da última vitória, foi também Campeão de Corta-Mato. Excelente!"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Assobios assassinos

"Gostei de ver, esta semana, Jorge Jesus na Universidade. Demonstrou sapiência e convencimento. Não ouviu, claro está, o 'Grândola Vila Morena', ouviu aplausos altissonantes, também não ouviu assobios.
Assobios que ouviu, Jesus e a equipa, no termo do embate com o Bordéus, partida da primeira eliminatória da Liga Europa, disputada na Luz. Também gostei de ouvir Jorge Jesus subestimar os assobios e aplaudir o comportamento da claque, incessante no estribamento do colectivo.
Na altura em que escrevo estas linhas, desconheço o resultado dapartida de ontem, por mais que acredite no sucesso da empreitada benfiquista. A despeito disso, não posso é aceitar que alguns dos nossos adeptos tenham apupado a formação e o técnico. O Benfica não fez uma exibição opulenta, vistosa, convincente? Verdade que não, terá feito os serviços mínimos. Jogou frente a uma equipa menor? Também não. Este Bordéus até tem um orçamento superior ao nosso, jogadores internacionais de vários países, ainda que a classificação, na Liga francesa, não seja consonante com o valor do plantel.
O Benfica, até à partida de ontem, tinha um registo de 40 jogos, repartidos por 31 vitórias, 7 empates e apenas duas derrotas, na Rússia e em casa perante o Barcelona. Motivo para assobios? Motivo para aplausos, fortes e justos aplausos. Apupar a equipa é uma atitude antibenfiquista, já temos gente de sobra a fazê-lo e até com sanha. Este Benfica, no decurso de uma das suas melhores temporadas de sempre, merece apoio entusiástico e unânime dos aficionados. Também é por aí que se podem abrir as janelas ao sol do sucesso."

João Malheiro, in O Benfica

À nossa maneira

"No início do romance “Anna Karénina”, Tolstoi escreveu as famosas palavras “Todas as famílias felizes se parecem umas com as outras, cada família infeliz é infeliz à sua maneira”.
No nosso caso, conseguimos também ser felizes à nossa maneira. Conseguimos entrar na quarta dezena de jogos da época com apenas dois desaires e, ainda assim, num jogo em que vencemos a contar para uma competição europeia, ouvir umas valentes assobiadelas dedicadas à nossa galharda equipa. É uma particular forma de ser feliz, bastante diferente de todas as outras. Somos muitos e nessa multiplicidade está a força e a fraqueza do Clube, mas somo-lo inteiramente, de forma sentida e genuína. Por vezes, (infelizmente, tantas vezes nas últimas décadas) também somos infelizes à nossa maneira. Por exemplo, onde uns fizeram rebentar petardos debaixo do carro de treinadores, nós mostrámos lenços brancos. Nesses momentos, lembro-me que a mão abana um lenço branco que, por sua vez, já enxugou lágrimas. No caso, como o presente, em que os lenços são substituídos pelos assobios, tenho de fazer um esforço e, perante a minha estupefacção acerca do assobio fora de tempo e modo, tentar lembrar-me de que os lábios que assobiam são os mesmos que gritarão pelo Benfica na próxima ocasião. É a nossa peculiar maneira de ser feliz ou infeliz de acordo com as tais emoções que a razão não compreende. É esta forma genuína de festejar, protestar, louvar e perdoar que acaba por fazer de nós uma família única e irrepetível na linguagem dos nossos sentimentos. É muito assim, a nossa plural linguagem do benfiquismo. É uma linguagem de cântico, esperança, bastante lirismo e, quando é necessário, de luta ou revolta.
Por vezes, tem também de ser uma linguagem de perdão e compreensão em nome da união. Seja para perdoar aos adeptos que assobiam fora de tempo, seja para perdoar aos profissionais que voltam as costas e recusam o aplauso aos milhares que os aplaudiram."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Competência ( vs. bazófia!!!)


Bordéus 2 - 3 Benfica

Vitória muito saborosa... a eliminatória nunca esteve em causa, mas a vitória só foi alcançada, devido à teimosia do Tacuara !!! Que hoje, passou a ser o 2.º melhor marcador Europeu, de todos os tempos, do Sport Lisboa e Benfica, só atrás do inalcançável King Eusébio!!!
O Jesus acabou por fazer uma semi-rotação, por opção só o Maxi, o Cardozo e o Lima começaram no banco, tendo em conta as ausências forçadas na defesa, terá sido a opção mais prudente!!! Vamos ver, como é que a equipa reage no Domingo em Guimarães, principalmente as duplas Matic/Enzo e o Ola/Salvio.
Nunca é demais, elogiar a consistência e maturidade, com que o plantel do Benfica, tem enfrentado todos os desafios que nos aparecem pela frente... Eu também tinha preferido ver o Miguel Vitor em campo, em vez do Roderick, mas o colectivismo da equipa, acabou por resolver 'quase' todos os problemas!!!
Estou contente, com a passagem aos Quartos-de-Final da Euroliga, mas o próximo jogo é muito mais importante. E se nos calhar em 'sorte' um dos famosos 'internacionais' apitadeiros nacionais, o trabalho será a dobrar!!! O terrível ciclo, com uma super-sobrecarga no calendário, que começou no início de Janeiro, está quase a terminar, só falta mais uma partida, se sairmos líderes isolados no Campeonato, teremos dado um passo de gigante rumo ao título!!!
A eliminação de ontem, da maravilhosa-super-extraordinária-equipa Corrupta, repleta de super-herculianos-jogadores de classe inquestionável, só nos vai dificultar a vida !!! Nos Quartos-de-final da Euroliga, entre as duas mãos, vamos a Olhão, enquanto os Corruptos vão jogar de 8 em 8 dias... se nos qualificarmos para as Meias-finais, entre as duas mãos, iremos aos Barreiros... Se formos finalistas da Euroliga, no fim-de-semana anterior jogamos no antro da Corrupção!!! O caminho não será nada fácil....!!!

Como se provou, a desvalorização do Bordéus, feita pelos avençados, foi mais uma canalhice encomendada pela máquina de propaganda Corrupta...  Na 1.ª mão os Corruptos tinham goleado por 1-0 o Málaga em casa, enquanto o Benfica tinha vencido tangencialmente o Bordéus na Luz por 1-0 !!! Enquanto um Málaga, cheio de 'reformados', sem qualquer tradição Europeia - primeira presença na Champions!!! -, era respeitado... o Bordéus - com um orçamento enorme... - foi tratado, quase como uma equipa dos Distritais!!! O Benfica venceu a eliminatória por 4-2 - limpos -, os Corruptos perderam por 1-2, quando sem erros da arbitragem deviam ter perdido por 0-3 !!! As lamurias abjectas do Sapinho Vitó sobre a arbitragem percebem-se: ele não está habituado a ter jogadores amarelados, e muito menos expulsos - em provas Nacionais, com o resultado do jogo em aberto, há praticamente 2 épocas que os Corruptos não têm um jogador expulso!!! -, mas ninguém terá a coragem de cara a cara, o confrontar com os factos da mediocridade do seu trabalho... Será que a bazófia - alicerçada em marisqueiras (e outros ambientes)... parece que em Torremolinos o marisco estava estragado... A carinha do Maicon, no momento do golo bem anulado, é imperdível: o animal não devia saber que os golos em fora-de-jogo têm que ser anulados!!! - de ir longe na Champions será recordada nas próximas conferências de imprensa?!!!

Para o sorteio de amanhã, só peço por uma viagem curta, nada de deslocações longas, portanto Rússia e Turquia, não... e sim, o Basileia, que hoje eliminou estoicamente o Zenit - e o árbitro!!! -, é o meu adversário preferido, não porque será fácil, mas porque em Basel voltaríamos a ter uma invasão vermelha !!!
Uma última nota para o apoio dos Benfiquistas em Bordéus: simplesmente brutal, único... No centro da Europa, talvez só os Clubes Turcos consigam aproximar-se do nosso nível de militância Europeia - repito: aproximar-se... -, ainda hoje li um dos - famosos... - aziados Lagartos, a insinuar que muitos dos apoiantes do Benfica nas bancadas eram Portugueses, mas muitos não eram Benfiquistas!!! Eu sei que custa muito, mas ninguém consegue chegar perto do Benfica, muito menos em Portugal !!! Já o nosso Lobo Antunes, dizia que os oficiais Lagartos em Angola, tinham dificuldade em perceber, que os Angolanos paravam a 'guerra' para ouvir os relatos do Benfica, mas estavam-se marimbando para os jogos dos Lagartos!!!

Como eu já escrevi anteriormente, o ranking da UEFA do Benfica está a ficar muito interessante: matematicamente podemos chegar no final desta época no Pote 1 da Champions para a próxima época, mas isso não depende só de nós... agora vamos começar a época 2013/2014 muito provavelmente no 6.º lugar... e isso poderá ser muito importante, nas épocas seguintes!!!

PS: Será que existem prémios para os jogadores com mais auto-golos na UEFA?!!! O Jardel pensa que sim...!!! Alguém que o avise, que não vale a pena lutar por esse 'caneco'!!!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Caminho aberto...


Académica 51 - 65 Benfica
15-15, 15-11, 11-20, 10-19

Má primeira parte, mas um segundo tempo suficientemente bom, para garantir a passagem às Meias-finais da Taça de Portugal, com alguma tranquilidade...
Apesar das vitórias no Campeonato nas últimas épocas, a Taça de Portugal tem 'fugido', com a vitória desta noite, o caminho está aberto, pois creio que a Académica era o adversário mais difícil, presente nesta Final 8... no Sábado temos o Sampaense,e se tudo correr bem no Domingo teremos a Final...

Sobre presidentes, treinadores e filósofos

"Se Jesus citou Pascal, um filósofo do século XVII, foi para responder a Vítor Pereira que, 48 horas antes, tinha recorrido ao senhor La Palice, um militar do século XVI

SOBRE João Rocha posso dizer que o conheci bem na segunda metade do seu relativamente longo mandato (1973-1986) como presidente do Sporting.
Nas minhas demandas como jovem jornalista desta casa, recebeu-me sempre com uma cordialidade que, segundo as normas das pessoas importantes, seria até absolutamente dispensável perante uma principiante. No entanto, há excepções. Registei.
Mais tarde, quando comecei a viajar ao serviço de A BOLA, calhou-me inúmeras vezes em serviço acompanhar a sorte das equipas portuguesas nos sorteios das competições da UEFA. Era um serviço de responsabilidade.
Não porque se revestisse de alguma dificuldade ter de apontar correctamente os nomes dos nossos adversários saídos da tômbola, mais as respectivas competições em que participavam e ainda a ordem dos jogos e as cores dos equipamentos. Era um serviço de responsabilidade porque, nesse tempo, os presidentes dos clubes, sem excepção, não falhavam um sorteio da UEFA. Agora fazem-se substituir pelos seus directores-desportivos e fazem muito bem.
Mas houve um tempo em que esses sorteios da UEFA, no Sheraton de Zurique ou no Hotel Intercontinental de Genebra, eram um convénio informal de presidentes de clubes portugueses em território neutral suíço. Tive assim oportunidade de conhecer melhor João Rocha nessas ocasiões mais descontraídas em ambientes de hotéis de cinco estrelas com pianista ao fundo. As cinco estrelas não eram problema para ele. Para outros, já não direi o mesmo.
O fim do seu mandato marcou o fim de uma era, sem menosprezo para a boa vontade de muitos dos que lhe sucederam no lugar, nomeadamente para o presidente que se lhe seguiu, Amado de Freitas, outro amável cavalheiro que também já se foi embora.
João Rocha nasceu em Setúbal e estava apontado à presidência do Vitória local quando foi desafiado para se candidatar à presidência do Sporting. Vaidade à parte, o que não seria o caso, o repto até não tinha muito de aliciante porque o Sporting vivia uma crise financeira daquelas agudas que, ciclicamente, se abatem sem piedade sobre os clubes de futebol grandes, médios ou pequenos.
Dizem os jornais que no espaço de treze anos, o Sporting da era João Rocha venceu três campeonatos e três Taças de Portugal, o que, à primeira vista, nem será grande espólio em termos de futebol que, como todos sabemos, é o que conta nos registos da vida dos presidentes e, depois, inapelavelmente na sua posteridade.
A era que terá terminado com a chegada ao fim do consulado de João Rocha foi a de um Sporting politicamente convicto, firme na sua identidade própria e capaz de lutar taco-a-taco em todos os tabuleiros com os seus dois rivais directos: o histórico Benfica e o emergente FC Porto.
Nos anos finais do seu mandato, João Rocha terá ganho e perdido duríssimas refregas desportivas e institucionais com Fernando Martins, presidente do Benfica, e com Pinto da Costa, presidente do FC Porto. Até porque estes dois últimos mantinham entre si uma doce amizade que excluía o presidente do Sporting. Três doces amizades, nestes casos, deixa de fazer sentido prático, é uma multidão. Para quê? Contra quem se aliavam depois?
Ainda assim, João Rocha conseguiu aborrecer frequentemente os outros presidentes intrometendo-se com eles na luta pelos títulos e “roubando-lhes”, por exemplo, jogadores internacionais como Artur Correia e Rui Jordão, ao Benfica, e Jaime Pacheco e António Sousa, ao FC Porto que ripostou com o desvio de Paulo Futre para as Antas.
Não querendo agourar, e excepção feita ao desvio de Futre para as Antas que parece notícia da actualidade, creio que dificilmente se verá em Alvalade qualquer coisa de parecido nos tempos mais próximos em termos relativos de eficácia desportiva e institucional.
Disse muita gente sobre João Rocha que foi ele o último grande presidente do Sporting. Outros disseram que foi o maior presidente de sempre do Sporting. Não sei. A minha opinião é francamente irrelevante porque sou do inimigo. Mas não o suficiente, ao que parece, para me ter impedido de receber com tristeza a notícia da morte de João Rocha no último fim-de-semana. 

 «ÀS vezes o coração tem razões que a razão não entende.» Jorge Jesus citou Blaise Pascal perante uma plateia atónita de jornalistas. Este homem merece ser campeão muitas vezes.
A imprensa não dá tréguas ao português antológico do treinador do Benfica e ele, muito à frente dos seus diligentes correctores, atirou-lhes para cima com um filósofo francês do século XVII que os deixou sem capacidade de reacção.
«Vocês sabem de quem é esta frase, não sabem?», perguntou logo de seguida à plateia. Silêncio. Silêncio sepulcral.
Quem fala assim merece ser feliz. E, se calhar, foi por isso mesmo que o Benfica, logo no jogo seguinte, foi feliz, regressou às goleadas com uma exibição apurada frente ao Gil Vicente e não se ouviram mais assobios de protesto no Estádio da Luz.
«Gil Vicente, dramaturgo do século XVI, conhecido como o pai do teatro português…», ainda esperei (e desejei) ouvi-lo dizer na 'flash-interview' referindo-se ao adversário de domingo. Mas não. O treinador do Benfica tem a medida certa das coisas e não há como não exagerar numa boa piada para não lhe retirar o valor. Venha aí o que vier, está em grande forma o nosso treinador.
Dizem agora que Jorge Jesus a citar Pascal foi uma provocação a todos os intelectuais das várias praças que persistem em apontar-lhe os erros de gramática julgando-se melhores do que ele em função da escolaridade e das leituras. E também não serão assim muitos, pensando melhor.
Discordo dessa teoria. Na minha opinião, Jesus não citou Pascal para gozar com os jornalistas e com os grandes autores contemporâneos que fazem pouco do seu português. Está-se bem ralando para eles o treinador do Benfica. Jesus só quer saber de futebol e se citou Pascal, um filósofo do século XVII, foi apenas para responder a Vítor Pereira que, quarenta e oito horas antes, para responder a uma necessidade tinha recorrido ao senhor de la Palisse, militar francês do século XVI e grande mestre das evidências. 
«Desenganem-se aqueles que julgam que o título está atribuído», disse o treinador do FC Porto no rescaldo do empate da sua equipa em Alvalade.
Mas como é que o título pode estar atribuído se, quando Vítor Pereira 'lapalissou', faltavam nove jornadas por disputar e os dois pretendentes estavam apenas separados por dois pontos?
Vítor Pereira tem, no entanto, uma atenuante de peso. É que, ao contrário de Jorge Jesus, não estava a falar para os jornalistas que o escutavam nem para o público em geral com o intuito de nos fazer sorrir. Estava apenas a mandar um recado urgente para o interior do FC Porto. Ele lá sabe porquê.

O Benfica marcou cedo contra o Gil Vicente e embalou para uma exibição tranquila e para a goleada. 5-0, um resultado esquisito, esquisitíssimo. Foi bastante parecido com o que haveria de acontecer, dois dias mais tarde, em Nou Camp. O Barcelona também marcou cedo ao Milan e também embalou para a goleada. 4-0, outro resultado esquisitíssimo. Até parece que o Milan, tal como o Gil Vicente, também fez o frete. Ah, filósofos do século XXI!

PALAVRA de honra que nunca pensei ver António Banderas, um actor de Hollywood, a festejar uma derrota do FC Porto. O golo de Saviola foi mal anulado na minha opinião. Agora convém muito que os órgãos da justiça desportiva mantenham o FC Porto na Taça da Liga.

HOJE o Benfica joga em Bordéus sem Luisão e sem Garay. Venha de lá essa estrelinha, se faz favor.

PS - Que parecido é aquele golo de ontem muitíssimo bem anulado ao Maicon do ano passado na Luz e que valeu mais um campeonato ao FCP."

Leonor Pinhão, in A Bola

Benfica e os Girondinos

"O Benfica fez uma pobre exibição contra o Bordéus. Descolorida, sem velocidade, sem alma. Opinião unânime foi a de que o resultado foi bem melhor do que o jogo. Ainda assim não suficientemente folgado para hoje fazer na 2.ª mão (e a três dias da deslocação a Guimarães) a chamada gestão do esforço.
Já quanto ao clube francês, discordo da larga maioria dos comentadores, em particular dos televisivos que, do primeiro ao último minuto do jogo na luz, insistiram na ideia de um oponente fraquíssimo, ao nível dos clubes que andam pelos lugares de baixo da Liga portuguesa. Claro que não há comparação entre o Bordéus e o Bayer Leverkusen. Mas daí a menorizar os gauleses vai uma grande e injusta diferença. Percebe-se que é uma equipa em espiral depressiva, mas também deu para entender que os jogadores sabem bem trocar a bola e ocupar espaços. Quase todos são internacionais pelos seus países. Está em 10.º lugar num campeonato com 20 clubes, é certo, mas pela mesma lógica alguém se atreve a dizer que um jogo com o Sporting é fácil? É a terceira defesa menos batida no campeonato francês, só atrás do primeiro (PSG) e do quarto (St. Étienne). Ficou em primeiro lugar na fase de grupos da Liga Europa, à frente de uma equipa inglesa. Eliminou com uma vitória e um empate nos 16 avos de final o Dínamo de Kiev.
Tem razão Jorge Jesus quando diz que nesta fase já não há equipas fáceis, nem goleadas. Aliás, basta atender à derrota do milionário Zenit por 0-2 em Basileia e do poderoso Chelsea em Bucareste por 0-1. À noite veremos quem melhor gira: se os Girondinos de lá, se os encarnados de cá."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 13 de março de 2013

E assim começou...

Fartura em tempo de crise

"Benfica aliou à exibição uma tremenda eficácia (5-0).
Neste ciclo infernal em que os jogos do Campeonato e taças alternam com os da Europa, como acontece com o Benfica, as atenções estão especialmente viradas para a´"saúde" da equipa e para a forma como esta poderá aguentar ou não os frequentes testes que se lhe apresentam sem descarrilar de forma comprometedora. Daí a gestão dos activos a que o técnico, bastas vezes, se vê obrigado a recorrer de forma a garantir o "roulement" e consequente poupança de energias.
Depois do Bordéus e antes dele também, os encarnados tiveram novo exame, frente ao Gil Vicente, e pode dizer-se que passaram com distinção. Mesmo com um jogo da UEFA no horizonte, a equipa não regateou esforços e goleou, o que começa a ser coisa de antanho, tão frugais andam os sectores atacantes. Jesus também entendeu não facilitar um pouco que fosse e escalou o melhor onze possível.
Se Jardel surgiu de início, isso ficou a dever-se a lesão sobre a hora de Luisão, cuja ausência se deverá repetir em Bordéus e, aí sim, é capaz de ser muito mais sentida. No resto, tudo igual, com Salvio, Enzo e Ola John no miolo e Cardozo e Lima nas posições mais adiantadas. Para tentar equilibrar as contas, o Gil privilegiou o seu meio-campo, procurando a superioridade numérica nesse sector.
Nesse sentido, a equipa gilista apostou na capacidade de Luis Manuel, Vilela e André Cunha na zona central, em detrimento do ataque, entregue a Hugo Vieira e às suas muito desapoiadas deambulações. Mas as intenções de Paulo Alves sairam furadas, pois se a sua equipa foi a primeira a dar um ar da sua graça, a verdade é que a inspiração encarnada foi determinante. Nada menos de três golos (Maxi, Salvio e Melgarejo), na primeira meia hora de jogo.
Mas o que mais galvanizou a plateia da Luz, para lá das conclusões vitoriosas (e logo dos dois laterais), foi a forma superior como os lances foram fabricados e a interacção revelada pelos seus intérpretes. Desde o passe de Enzo à solicitação de Ola John. Perante tamanha vitalidade exibicional, até o ressalto que esteve na génese do golo com que o Benfica abriu a contagem, passou rapidamente ao esquecimento.
Na 2ª parte, a toada ofensiva esfriou naturalmente um pouco, dado o avanço já assegurado e a sobrecarregada agenda do Benfica a pesar no subconsciente de todos. Aproveitou o Gil Vicente, que, já no 1º tempo, não se limitara apenas a jogar lá atrás e, por duas vezes, incomodara Artur, para voltar a importunar, com um remate de Luis Martins, a levar, contudo, a bola à barra.
A diferença na eficácia ficou à vista, pouco depois, com o Benfica a elevar para 4-0 (Lima, 65'), uma marca que, sem pôr em causa o mérito dos da casa, constituía severo castigo a quem ela demandava. Jorge Jesus entrou então na fase de descompressão e das mais do que justificadas substituições. Entraram Aimar, Gaitán e, já perto do fim, Carlos Martins e o Benfica ainda foi a tempo da "chapa-5", por Gaitán, a passe de Salvio, mas com o génio de Aimar, a quem pertenceu a iniciativa, a abrilhantar o bem estruturado lance. 
Para quem tinha dúvidas da capacidade de concretização do Benfica, sobretudo depois do magro e perigoso 1-0 com o Bordéus, que tanto assobio fez arrancar dos adeptos, aí está a concludente resposta."

Ética e sinalética

"Um diálogo de surdos sobre ética e seus aparentados, no rescaldo de um jogo de futebol.
- O futebol precisa de mais ética, não achas?
- Está cheio dela, não entendes?
- Não brinques. Há um défice de ética, apesar de aquela pérola sem ética Platini falar sempre do primado da ética...
- Se bem entendo, a ética tem vindo a impor-se nos jogos na razão directa do seu risco. Por exemplo com mais bilhética e mais sinalética!
- Paleio da moda! Sobre a sinalética dos árbitros tenho uma dúvida: trata-se da ética do sinal ou do sinal da ética?
- Não troces...
- E não falaste da catequética nos balneários para tirar partido da sinergética.
- Às vezes quase profética.
- E amiúde hermética se escutada fora do jargão da bola.
- Por falar em ética, cada vez mais vejo que, na estepe russa pós-soviética, o relvado é de origem sintética.
- Por causa da genética. E, se calhar, da cibernética.
- Deixa-te de lérias. Costuma-se dizer que na política, o que parece é. Mas, na ética não basta parecer, é preciso ser.
- Pois eu não concordo. Prefiro a markética, que é assim como uma certa variante de marketing da ética.
- Essa tua ideia é patética.
- Isso: patética que é o grau superlativo da ética.
- Não precisas de me ofender com essa tua posição de peito feito, que é como quem diz atlética.
- Acabemos com esta aritmética da ética (ou falta dela), põe de parte a tua propensão diabética e vamos almoçar antes de qualquer contingência anoréctica.
- Com ética e estética!"

Bagão Félix, in A Bola

'Doping' escondido ?

"1. A célebre Operacion Puerto, a maior de sempre a investigar casos de dopagem, está nas mãos da justiça espanhola, que a promoveu; o guru que aparece em todos os processos mais mediáticos de doping é o médico Eufemiano Fuentes, também ele espanhol. Assim sendo, é estranho que nas redes de controlo só sejam apanhados atletas (quase todos ciclistas) italianos, belgas, alemães, russos... e nunca nenhum espanhol. Porque será? Para muitos, a explicação é simples: em Espanha existe um doping de Estado igual aos dos países de leste antes da queda do Muro. Basta olhar para a frequência com que ali são abafados desde há anos episódios de ciclistas famosos e praticantes de outras modalidades como o ténis e o futebol. Seria bom que a ONU e a UE obrigassem os países a harmonizar as normais anti-doping. Sabe-se, por exemplo, que entre 2002 e 2007 a Real Sociedad pagou ao dr. Fuentes 342 mil euros por ano, ou seja, mais de dois milhões a título de consultoria clínica. Alguém mexeu uma palha?

2. Quando será que a UEFA mete a mão na consciência e se decide a analisar as incidências do jogo com seriedade? Quando será que os actuais e antigos árbitros deixarão de ser uma corporação tipo loja maçónica e passam a julgar os erros dos colegas com independência e isenção? Vem isto a propósito da expulsão de Nani  no Man. United - Real Madrid. De um modo geral, só o clã dos árbitros aprovou a decisão do turco Çakir, enquanto a imprensa, técnicos e jogadores a condenaram. Até Pierluigi Collina, presente na tribuna como observador da UEFA, lhe atribuiu a nota de 8,2 num máximo de 10! Enfim, no melhor pano cai a nódoa.

3. Ainda estamos em Março e em Itália já foi definido o calendário para a próxima época: a 1.ª jornada será a 25 de Agosto e a última (38.ª) a 18 de Maio. Haverá três turnos a meio da semana: 25 de Setembro, 30 de Outubro e 7 de Maio. Entre 23 de Dezembro e 4 de Janeiro o campeonato estará parado."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

O Presidente da República, o Desporto e a Justiça

"1. Sei que o momento que se vive, em termos económicos e sociais, a “crise”, ocupará, por certo, muito do tempo e da reflexão da Presidência da República. Tenho consciência de que falar de desporto, referir algo que se entende importante nesta área de vivência social, representa para uma boa parte das nossas elites (?) – incluindo a política – algo de valor diminuído, como se o desporto fosse apenas divertimento, espectáculo e, em alguns casos, somente conversa de café ou instrumento de arremesso às segundas-feiras. Não nos escapa ainda o entendimento de que, para as mesmas elites (?), desporto é, desde logo, o futebol. E, assim sendo, sem mais, é “para levar na desportiva”.
2. Na passada sexta-feira, a Assembleia da República aprovou a criação de um Tribunal Arbitral do Desporto. Algumas das minhas leituras são públicas e encontram-se mesmo na página do Parlamento. Ao seu lado – no mesmo local – outras análises existem, por exemplo as dos órgãos de gestão e disciplina das magistraturas. Muitas delas são negativas quanto a um aspecto central: a imposição legal – com exclusão do acesso aos tribunais do Estado – de uma arbitragem.
3. Porventura, inserida num processo de “privatização” dessa função soberana – a aplicação da Justiça – do Estado, a solução encontrada para o desporto pela Assembleia da República, levanta legítimas dúvidas da sua conformidade com a Constituição da República Portuguesa. A resposta da lei, de uma arbitragem necessária com os contornos que apresenta, irá operar “sobre” milhares de organizações desportivas e muitos milhares de agentes desportivos (praticantes, dirigentes, treinadores e agentes de arbitragem). Em causa estarão, sobretudo, os direitos fundamentais da “sociedade desportiva” a reclamarem um exercício pleno da função jurisdicional.
4. Chegados aqui, independentemente das nossas próprias opiniões, o que nos parece fundamental é que um significativo e impressivo – pela sua origem – conjunto de opiniões advoga a inconstitucionalidade do modelo alcançado no Parlamento. Por outro lado, interessa, a nosso ver, perante este quadro, alcançar – o mais cedo possível – um juízo que dote o modelo de justiça desportiva da necessária segurança jurídica, o qual, bem vistas as coisas, é muito pouco alternativo aos tribunais e muito mais excludente.
5. Não solicitando o Presidente da República a fiscalização preventiva da constitucionalidade do decreto da Assembleia da República, que aprova a criação do Tribunal Arbitral do Desporto, o Desporto, mas também a Justiça, arriscam-se a que, mais tarde ou mais cedo, o erigir deste novo edifício se veja afectado nas suas fundações com juízos de inconstitucionalidade, alcançados a posterior pelos tribunais e, depois, pelo Tribunal Constitucional.
6. Seria bem melhor para o Desporto e para a Justiça que tal juízo, positivo ou negativo, fosse obtido ainda antes do Tribunal Arbitral do Desporto começar a gatinhar. Dessa forma, ganharíamos todos: o Desporto, a Justiça e este infeliz país."

terça-feira, 12 de março de 2013

Duas doses de Bordéus servidas em Taça Latina

"Voltou a Lisboa o Girondinos de Bordéus, adversário do Benfica na final da Taça Latina. O jogo mais comprido da história do Futebol português, chamou-lhe Ricador Ornellas.
146 minutos foram necessários para encontrar um vencedor. Ou 146 mais 90(+30), se lhe somarmos a primeira final.

O Bordéus está aí outra vez. Não é a primeira vez que se apresenta no caminho do Benfica, não será, provavelmente, a última. Mas houve uma vez... Ou melhor, houve duas vezes...
Sim, porque uma vez não chegou. Foi preciso um desempate. Aquele que Ricardo Ornellas chamou o maior jogo de Futebol jamais disputado em Portugal. Isso mesmo: a final da Taça Latina.
Na altura chamavam-lhes os Girondinos: os Girondinos de Bordéus.
Girondinos: naturais de Gironde, essa zona da Gasconha onde o Garona e o Dordonha se juntam num estuário até ao mar.
O Benfica arredara a Lázio da final; o Bordéus afastara o Atlético de Madrid.
O Benfica queria muito aquela Taça Latina: nesse tempo o Benfica queria muito todas as taças.
A final do Jamor chamara 60.000 pessoas. Dia 11 de Junho de 1950.
Jogo terrível de intensidade. O Benfica chegou à vantagem por Arsénio, os adeptos, felizes, fazem-se ouvir, crêem fortemente na vitória e na conquista deste troféu que antecedeu a Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Os 'encarnados' atacam de forma desenfreada, os Girondinos são meros comparsas defensivos de um jogo de sentido único. Corona faz do 2-0 e tudo parece decidido...
Mas não está. Pelo contrário: está muito longe de estar.
Doye reduz. As coisas tremem por entre a folhagem do Jamor. E as sombras adensam-se: Doye faz o empate: ainda só estão decorridos 36 minutos de um jogo absolutamente frenético. Sobre o intervalo, um golpe dramático: 3-2 para o Bordéus, por Persillon.
A segunda parte é nervosa, inquieta. Pascoal faz o 3-3, as equipas encaixam-se. Nem o prolongamento resolverá o vencedor. É preciso esperar uma semana: no mesmo local; à mesma hora.

Segunda dose de Bordéus
Neste domingo, 18 de Junho, tudo se resolverá. A cada empate sobrevirá um prolongamento outro ainda. O público que enche o Estádio Nacional ainda não sabe mas vai assistir a 146 minutos de futebol. Extraordinário!
Mas esperem mais um pouco.
O Benfica entra de rompante, Julinho remata uma bola à trave do guarda-redes, Astresse. Mas Kargu faz o golo dos franceses logo aos nove minutos. E segui-se o sofrimento. Um sofrimento extenso, cansativo. Que o Benfica soube suportar com o estoicismo dos grandes campeões.
Por mais que atacassem, os 'encarnados' não chegavam ao golo. O tempo corria contra eles, minuto a minuto, numa torturante ampulheta desregrada. Viveu-se o intervalo e uma segunda parte por inteiro. Houve centenas e centenas de adeptos que abandonaram o estádio, de cabeça baixa, com a desilução dos derrotados a pesar-lhes sobre os ombros.
Fizeram mal. Foram obrigados a voltar atrás. Aos 90 minutos em ponto, Arsénio devolveu o Benfica ao carreiro do destino. O empate empurrava os adversários para prolongamento, tal como uma semana antes. E o cansaço, inexorável, fazia os seus estragos.
Este novo prolongamento é um massacre. Os músculos cedem, os raciocínios quebram.
Uff! Ainda mais um prolongamento! Mas quinze minutos depois dos quais se seguirão outros quinze minutos. Um golo, só um golo decidirá o destino dos dois contendores.
Um golo de morte!
Canto contra o Bordéus, Julinho salta com Astresse, a bola surge colada às redes da baliza francesa.
Estavam decorridos 26 minutos do segundo prolongamento.
146 minutos tinam sido necessários para encontrar um vencedor. Ou 146 mais 90(+30), se lhe somarmos a primeira final.
O jogo mais longo da história do Futebol português.
O público invade o relvado, leva os jogadores do Benfica em ombros: Campeões da Taça Latina!!!
Os Gorondinos de Bordéus são vencedores dignos.
Regressaram agora a Lisboa como já o haviam feito por outras vezes. Mas sempre com a memória naqueles confrontos infinitos que deram ao Benfica a primeira Taça Europeia da sua história.
11 e 18 de Junho de 1950: o tempo passa mas a memória não prescreve..."

Afonso de Melo, in O Benfica


Lixívia 22

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........58 (-6 ) = 64
Corruptos......56 (+6 ) = 50
Braga...........40 ( +2 ) = 38
Sporting.........24 (+6 ) = 18


Desta vez, até fiquei contente, com a não marcação de mais um penalty - descarado -, a favor do Benfica!!! Estávamos a ganhar por 4-0, o jogo estava decidido, e apesar de ser claríssimo, iríamos ter que aturar as carpideiras sem vergonha do costume, a entoar o cântico mentiroso do 'colo' do Benfica!!! Ouvir animais, supostamente inteligentes, com repetições, defenderem que não houve falta, que foi um choque, que o Lima se atirou para o chão... quando vê-se indiscutivelmente o Cláudio a pôr os dois braços no peito do Lima, e com uma mão, a agarrar mesmo o braço do Lima, é o cumulo da cegueira...!!!
Na primeira parte, com 1-0 para o Benfica, foi marcado um fora-de-jogo erradamente ao Hugo Vieira.
O Benfica goleou, jogou o quanto baste, tivemos alguma sorte no 1.º golo, com dois ressaltos - primeiro no Luís Martins e depois no Adriano -, no 2.º golo o Adriano podia ter feito mais... mas o Gil, nunca deixou de procurar o golo, mesmo nos últimos minutos, pressionaram, tiveram oportunidades de perigo, uma bola à barra, duas excelentes defesas do Artur, alguns cortes eficazes mas muito complicados por parte do Garay, um Jardel em bom plano... Resumindo o Gil jogou à bola, mas o Benfica foi mais forte, agora comparando a atitude amorfa que este mesmo Gil teve quando foi ao antro da Corrupção - e perdeu também por 5-0 -, com a atitude que tiveram na Luz, é como comparar a atitude de uma equipa num treino com os Juniores, com a atitude de uma equipa num jogo a sério - sem os autocarros... -, onde a equipa mais forte, ganhou naturalmente... Mas como nós sabemos em Portugal, os jornaleiros avençados, quando os Corruptos vencem por 1-0, foi uma goleada - mesmo com golos ilegais!!! -, quando o Benfica vence por 1-0 - com golos legais!!! -, é porque tivemos sorte!!!

A saga dos penalty's a favor dos Corruptos continua!!! Desta vez, era óbvio que Nuno Almeida, depois de ter marcado - bem -, o penalty a favor do Benfica, no último minuto, do Benfica-Académica, nunca podia 'não marcar', qualquer reclamação de penalty a favor dos Corruptos!!!
Vamos mais uma vez lembrar: a Mão na Bola, pela lei, tem que ser deliberada. Existem dois tipos de 'deliberada': o mais óbvio, quando um jogador movimenta a Mão (braço) em direcção à Bola; o segundo, quando um jogador aumenta o 'volume' do seu corpo, com os braços, para impedir a passagem da Bola.
Neste caso, nenhuma destas situações, aconteceu. Portanto não era penalty. O Atsu, inclusive, falhou o remate/cruzamento, a bola vai ao chão, e só depois ressalta na Mão do Mano. Se Mano teve algum movimento deliberado, então deve ser o melhor guarda-redes do Mundo!!! O facto dos braços do Mano estarem afastados do corpo, é facilmente explicado, pela 'medo' que ele demonstra pelo possível remate do adversário, e pelo choque corpo, com corpo, que acabou por acontecer, entre os dois jogadores...

Nos jogos do Braga e do Sporting, não houve casos. O penalty contra os Lagartos foi óbvio, e as quedas do Capel já nem são notícia!!!

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar

LINK's
16ªjornada
17ªjornada
18ªjornada
Épocas anteriores:

Águia segura

"Desta vez, nem vitórias sofridas, nem ansiedades, nem assobios vindos das bancadas. O Benfica arrumou em meia hora qualquer sonho do Gil Vicente, partiu para uma goleada e vincou que não está disposto a perder a liderança do campeonato. Na definição das prioridades, Jorge Jesus apostou forte no desafio com os gilistas e mostrou tudo o que ficara esquecido na partida com o Bordéus.
Antes do mais, o regresso de Matic e, no caso concreto, principalmente de Enzo Perez, recolocaram o meio-campo dos encarnados no patamar de exigência que a equipa impôs a si própria. Na realidade, a defesa não era o principal problema, apesar da baixa inesperada de Luisão (pode ser, sim, um caso mais complicado em França se não puder jogar), tal como a frente de ataque não preocuparia com estes ou outros protagonistas. A chave está, como sempre esteve, na zona intermédia. E como foi diferente agora. 
Por outro lado, mesmo sem precisar de ser avassalador, o conjunto benfiquista realizou correctamente tudo aquilo que são princípios básicos numa equipa que tem elementos tecnicamente superiores. Ver subir os laterais devidamente salvaguardados nas suas costas (a propósito, grande golo de Melgarejo), ou dar liberdade para os alas explorarem outras zonas do terreno, acabaram por causar danos irreparáveis num adversário que não é tão incipiente como aparentou.
Aliás, e isto deve ser salientado, o Gil Vicente não quis apresentar-se na Luz a jogar para o "pontinho". Luís Martins, Hugo Vieira e André Cunha foram alguns dos exemplos de elementos da equipa de Barcelos que nunca desperdiçaram a oportunidade para tentarem passar "pelo buraco da agulha". Valeu-lhes um remate à barra da baliza encarnada e duas ou três intervenções difíceis de Artur. Um contraste com o desacerto no sector defensivo, com o guarda-redes Adriano em foco, ele que teve uma daquelas noites em que tudo lhe correu mal.
Mas voltando aos alvos de Jorge Jesus, para que não ficassem dúvidas sobre o que é realmente determinante para o técnico, até mesmo depois de chegar ao intervalo com o jogo resolvido, nem assim entendeu poupar algumas peças para o próximo desafio da Liga Europa. Só depois do quarto golo, já a queimar o minuto 70, retirou Ola John, e ainda esperou mais sete minutos para "dispensar" Enzo. E Lima só foi rendido nos últimos cinco minutos da partida. Interessante, em comparação com o que fez Vítor Pereira na partida do FC Porto com o Estoril, em que a "loja" fechou logo no fim do primeiro quarto de hora.
O Benfica chega a esta altura, com apenas oito jornadas para concluir o campeonato, como líder isolado, equipa mais concretizadora e com melhor saldo entre golos marcados e sofridos. É um indicador, obviamente, embora não possa ser entendido como um indicador definitivo. A próxima jornada será, eventualmente, a mais esclarecedora deste conjunto de rondas do mês de Março  Não só porque o Benfica vai a Guimarães e o FC Porto à Madeira, mas também porque ambos têm testes europeus a meio da semana. E com jogos que vão decidir apuramentos."

segunda-feira, 11 de março de 2013

Texas Jack

"Uma das frases mais extraordinárias da história da literatura vem embrulhada em papel barato num livro aos quadradinhos do famoso Texas Jack. Perante uma imagem de vários corpos estendidos numa pradaria, o autor sublinha dramaticamente: «Entre os mortos havia um que respirava - Texas Jack». Esta bela capacidade que um morto pode ter de respirar é algo que merece destaque. E distinguia um bandido de um herói  Outra coisa que distinguia bandidos de heróis era o facto de, geralmente, os primeiros se apresentarem nos assaltos com lenços a taparem a cara até ao nariz, deixando apenas os olhos à mostra. E, assim sendo, ficavam dificilmente reconhecíveis.
Claro que havia bandidos e bandidos. E alguns tão trapalhões, tão incompetentes, que entravam nos bancos gritando «Mãos ao lato, isto é um assalto!» com as caras a descoberto, tornando-se presas fáceis de heróis como Texas Jack que era tão competente que conseguia ser um morto que respirava, à revelia das regras naturais dos mortos. Mas, por muito asno que fosse, não havia bandido capaz de se infiltrar pela calada da noite na sede da Wells & Fargo à procura do cofre forte deixando atrás de si, por exemplo, um rasto espectacular deste calibre - uma mochila, um martelo e sangue! A trabalheira que seria preciso para que tal zebróide se lembrasse de esquecer tanta tralha pelo caminho... Ou seja, nesta história mais recente de um qualquer Texas Jack o que espanta não é que ainda haja um a respirar por entre os mortos; o que espanta é alguém dar-se ao trabalho de levar um martelo e uma mochila para abandonar no local do assalto. E ter desatado a sangrar na hora mais imprópria. Há veias e vasos capilares que não têm noção das conveniências."

Afonso de Melo, in O Benfica

A glória passa pelo guerreiro

"Como comando solitário em terreno inimigo ou elo de ligação entre a equipa e o parceiro de ataque (Cardozo), Lima pode ser a chave do sucesso benfiquista. Mas, para isso, é necessário tê-lo em condições físicas e psicológicas perfeitas.
1 - Podia ser um jogador de póquer – tem coração indecifrável e expressão facial blindada a emoções. À vista desarmada é impossível perceber se está fresco ou cansado; calmo ou ansioso; feliz ou infeliz; optimista ou vencido. Ao fim de vários anos, porém, os adversários já não vão em cantigas: sabem que, apesar de promover imagem quase sempre inofensiva e distante, é uma fera adormecida à espreita da primeira debilidade para se mostrar, agredir e aniquilar a presa. Lima tem a baliza nos olhos mas não vive obcecado com a assinatura de todas as obras. É um ponta-de-lança entre companheiros que lhe permitem exercer o talento goleador e a responsabilidade assumida perante eles no modo como se entrega à luta, participa nas acções e dá linhas de passe constantes ao portador da bola.
2 - Lima é um notável jogador de equipa, que oferece esforço e generosidade justamente porque recebe apoio e confiança. As características que o identificam são as de um avançado moderno: velocidade de execução e talento para operar em espaços curtos; técnica superior, articulação motora perfeita e sentido de baliza indiscutível; bom jogo posicional, sabedoria no modo como guarda a bola e a entrega com critério; visão e inteligência na aproximação à baliza, processo orientado pelo faro do golo característico dos grandes atacantes, que culmina com as armas explosivas do tiro extraordinário, com qualquer dos pés, a curta, média e até longa distância.
3 - Numa equipa que versatiliza o modo como ataca, recorrendo algumas vezes a um futebol mais geométrico, de linhas rectas e distantes entre si, os traços largos de Lima alimentam melhor esse jogo longo e, por consequência, mais impreciso. Quando opta por uma solução ofensiva menos elaborada e paciente na construção, Jorge Jesus prefere quem lhe ofereça deslocamentos mais amplos e constantes, em largura e profundidade. Se Cardozo é perfeito no ataque organizado que o empurra para o habitat natural (a grande área), Lima é útil em duas situações diversas: como comando solitário em terreno inimigo ou elo de ligação entre a equipa e o parceiro que joga à sua frente. Com a diversidade de jogos que aí vem, o sucesso da época passa por ter o guerreiro em condições físicas e psicológicas perfeitas. E não tem sido esse o caso.
4 - Jorge Jesus tem feito gestão inteligente do plantel, mesmo apresentando uma equipa mais estrita, fria, racional e sem sentido de espectáculo  Protestam os adeptos, assentando a crítica na sensibilidade e na estética de uma vida inteira, defendida como se fosse um mandamento sagrado. Nesse plano a curto prazo, cujo objectivo é ter o exército na máxima força nas grandes batalhas que se avizinham, Lima é a chave para a glória, porque nenhum outro elemento do plantel permite, sem quebra de rendimento, investir numa forma diferente de abordagem aos jogos. Mais do que um excelente marcador de golos, poucos como ele dominam os três elementos que estabelecem o perfeito conhecimento do futebol: o espaço (saber ocupá-lo e conhecer as regras de cada zona do campo); o tempo (chegar no momento certo); e o engano (porque a surpresa continua a ser o principal factor de desequilíbrio).

Quem vier atrás que feche a porta
Afinal, o divórcio entre José Mourinho e o Bernabéu será menos conflituoso e violento. Depois de ganhar duas vezes ao Barcelona e de eliminar o Man. United em Old Trafford, a hipótese volta a fazer sentido: se Mourinho ganhar a Champions e a Taça do Rei, quem vier atrás que feche a porta. A saída do português, que parecia um alívio para a família merengue há dois meses, pode transformar-se num processo doloroso, de consequências imprevisíveis. Com essas duas vitórias em 2012/13, o madridismo terá de recuar mais de meio século para encontrar um treinador com melhores resultados.

Como se fossem acções da Bolsa
A opinião do seleccionador espanhol reflecte a realidade vista pelos olhos de um homem equilibrado e com bom senso. Mesmo admitindo que Messi está um degrau acima de CR7, a diferença é muito menor do que deixam entender os mais hipnotizados pelo futebol de La Pulga. Como qualquer estrela, Messi também tem direito a quebras; como todos os talentos superiores, CR7 está a um passo da genialidade. Sucede que, nas últimas semanas, à quebra de um correspondeu a expressão eloquente do outro. Isto do melhor do Mundo, à excepção de Maradona, é como acções na Bolsa.

A importância de João Rocha
João Rocha foi dos melhores presidentes leoninos de sempre. Num quarto de século, sucederam-lhe líderes com perfil discreto e ruidoso; mais ou menos competentes e apaixonados; rigorosos, polémicos, plebeus e cavalheiros. Mas nenhum como ele teve governação tão longa e bem-sucedida; nenhum foi comandante todo-poderoso que deu ao leão a imagem imperial que alimentou até aos anos 80. Com todo o respeito por quem veio a seguir, partiu o último homem que, por obra e carisma, cumpriu a vocação do Sporting: um clube vencedor, ecléctico, temido aquém e além-fronteiras."