Últimas indefectivações

sábado, 30 de junho de 2012

Notícias de Helsínquia...


No 4º dia do Europeu não tivemos muitas provas com Benfiquistas em acção.
O Rasul Dabó nos 110m barreiras conseguiu, à justa, a qualificação para as Meias-Finais. O Rasul também teve alguns problemas fisícos nos últimos meses, nesta época não tem conseguido obter as marcas desejadas (o João Almeida atleta do Sporting, que nas últimas épocas a nível nacional perdeu quase sempre para o Rasul, tem hipóteses reais de qualificação para a Final, além de estar muito perto de conseguir os mínimos Olímpicos...), os mínimos para os Jogos Olímpicos para o Rasul, parecem longe, as condições climatéricas em Helsínquia também não ajudam... hoje, qualificou-se com o 'pior' tempo para as Meias, portanto não podemos esperar muito para a prova de amanhã...
Na estafeta dos 4x100m a marca também não foi boa, mas conseguimos a qualificação para a Final. Com 3 Benfiquistas o Ricardo Monteiro, o Arnaldo Abrantes e o Yazaldes Nascimento (o 'não Benfiquista' foi o Dany Gonçalves), sendo que o Yazaldes - fresquinho, com poucas provas nas pernas - no último percurso, 'salvou' a equipa, com uma recuperação espectacular... Na Final, com melhores condições climatéricas, espera-se os mínimos Olímpicos, seria um excelente final para o Europeu!!!

Amanhã temos a Final do Salto em Comprimento, onde um Marcos Chuva ao nível do ano passado, estaria na luta pelas Medalhas!!!

O Gaseificado

"Corre por dentro do Gaseificado uma corrente de ar fétido. E, infelizmente para a Humanidade, o Gaseificado não consegue manter a boca fechada. Todos sabem que as palavras, como outros sons, são feitas de ar. Por isso, as palavras do Gaseificado cheiram mal. É um tolo com excesso de gás a incomodar quem preferia cumprir a vida longe de ódios, de violências gratuitas, de tiradas obscenas. Atrás do Gaseificado, com isqueiros acesos como se estivessem num concerto de Peter, Paul & Mary; os sabujos correm a disfarçar-lhe os odores. Debalde. O Gaseificado está podre por dentro, as suas ventosidades são sujas. Ele ignora-o: ri-se e multiplica-se em parvoeiras como se estivesse são. Essa ignorância toma-se deprimente.
O Gaseificado só ouve o que lhe dizem os sabujos e os sabujos só lhe dizem o que ele quer ouvir. Neste círculo vicioso permanente o tempo corre e o Gaseificado vai soltando cada vez mais ar e cada vez menos paIavras. Isto é, o Gaseificado esvazia-se. Está cada vez mais velho e cada vez mais murcho. Não vale a pena alertá-lo: ele não acredita. Julga-se eterno. Talvez surja alguém com uma piedade infinita que resolva engarrafá-lo...

P.S.:
«Os soldados sentavam-se ao redor da lenha.
Como falar-lhes? De repente eu disse:
camaradas a pátria somos nós. (...)
José quantos almudes lá na tua aldeia?
Na minha aldeia o meu patrão faz mil almudes.
José a pátria somos nós entendes?»
Manuel Alegre, A Praça da Canção.
Ignorante, mal-educado, intelectual de pacotilha que nada sabe sobre a obra dos poetas portugueses, um opinador de meia-tijela teima há anos que titular um livro de «A Pátria Fomos Nós» é uma exibição de fascismo. Enfim, não vale a pena perder tempo com gente que, como dizia Torga, não tem horizontes para além da borda do prato da sopa."

Afonso de Melo, in O Benfica

Portugal na Europa do futebol

"Das quatro selecções que sobreviveram até às meias-finais do Euro 2012, três eram de países latinos (Portugal, Espanha e Itália) e a outra era a inevitável Alemanha. É uma Europa do futebol às avessas de uma Europa política e económica.
De entre estas selecções, três são o espelho de um conceito de futebol praticado nos respectivos campeonatos. De comum entre a selecção alemã, espanhola e italiana está a predominância de futebolistas que jogam nos campeonatos dos respectivos países, o que traz implicações que são bem visíveis em campo. A Mannschaft junta ao rigor e objectividade uma disciplina táctica espartana, mas também extremamente dinâmica. A Azurra joga agora um sucedâneo do ‘catenaccio’, bastante mais atractivo, defendendo com uma segurança e um rigor ímpares e em zonas do terreno bem mais avançadas, o que lhe dá um pendor perigosamente ofensivo. A Roja é uma reinterpretação feliz do célebre ‘tiki-taka’ de Guardiola, sem Messi, mas ainda com Iniesta, Xavi e uma organização exasperante. Resta Portugal, sem cognome, com poucos futebolistas oriundos do campeonato português na selecção e com um conceito de jogo que não espelha, felizmente, o futebol luso. Espelha o trabalho de um treinador, o talento individual de dois ou três futebolistas, os rasgos de inconformismo que vão surgindo e uma grande dose de improvisação (até a união dos futebolistas pareceu improvisada e como forma de responder às críticas).
Assim, os êxitos dos outros são reflexo do conceito que têm do futebol (pensado estruturalmente desde as bases e lutando contra a corrupção). No caso português, os sucessos da selecção – e dos próprios clubes – acontecem apesar da desorganização reinante e dos dirigentes federativos / associativos, ou seja, acontecem apesar do futebol português."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Vencer, festejar... e começar a trabalhar para voltar a vencer!!!

Helsínquia: 3º dia positivo


O 5º lugar do Marco Fortes na Final do Peso no Europeu de Atletismo, com 20,24m, deixa algum amargo na boca! O 3º lugar estava ao alcance do nosso atleta (a 12cm), com o pico de forma de quase todos a apontar para os Jogos Olímpicos, o Marco perdeu, provavelmente, uma oportunidade para fazer um resultado histórico!!!
Assim o Marco repetiu o 5º lugar no Mundial do ano passado... agora espero que no próximo mês consiga 'ganhar' 1 metro !!! Se isso acontecer, teremos o Marco na final Olímpica a lutar por uma excelente posição... É óbvio que o meu elevado grau de exigência nesta analise, deve-se aos excelentes resultados que o Marco obteve no último ano... Friamente, admito que um 5º lugar no Lançamento do Peso, num Europeu, é um excelente resultado...

O Marcos Chuva resolveu assustar o 'pessoal', tal como o Marco Fortes na qualificação do Peso, o Marcos Chuva só garantiu a passagem à Final do Salto em Comprimento no 3º e último salto, fazendo a sua melhor marca do ano com 7,96m... provando a sua subida de forma, após uma época condicionada por uma lesão chata... na Final só o Alemão Bayer parece difícil de bater, todos os outros estão a um nível idêntico, portanto está tudo em aberto, um salto nos 8,20m pode dar uma medalha, algo que está ao alcance do Marcos...

Depois da excelente participação do Arnaldo Abrantes nos 100m, esperava marcas melhores do Arnaldo nos 200m. Na primeira ronda o tempo, não foi o melhor (o 2º pior a passar às Meias!!!), e assim nas Meias-Finais o Arnaldo ficou com a pista número 1, algo que normalmente é fatal, e neste Estádio em particular, é ainda pior!!! Com um ângulo da curva diferente do normal, ao sair da pista 1, era impossível melhorar o tempo... O Arnaldo ainda é jovem, já tem muita experiência a este nível, mas ainda tem vários anos de competição pela frente... agora não podemos ignorar que o Arnaldo está a fazer tempos nos 200m muito longe das suas melhores marcas, é preciso encontrar a receita para que o Arnaldo volte a ameaçar os 20 segundos 'baixos'...

No 3º dia, a comitiva Portuguesa conseguiu a 2º medalha, desta vez foi a Patrícia Mamona, no Triplo-Salto, com a Prata e o recorde nacional... Parabéns Patrícia..

Troféus

"Encerrando uma temporada ímpar de êxitos nas modalidades, o Benfica conquistou o título de Campeão Nacional de Futsal. Aliás, enquanto escrevia esta crónica, fiquei a saber pelo site do Benfica que esta época foi a mais vitoriosa de sempre nas modalidades, somando os títulos de Hóquei em Patins, Basquetebol e Futsal aos nacionais masculinos de Atletismo em pista coberta e ao ar livre. E se no Basquetebol o Benfica somou o título de Campeão ao de vencedor do Troféu António Pratas, no Futsal acrescentou ao Campeonato a Taça e a Supertaça, num pleno da modalidade. E no Hóquei em Patins adicionou ao título de Campeão a vitória na Taça Intercontinental.
E mais. No Basquetebol, o Benfica sagrou-se Campeão não apenas em seniores, mas também nas categorias Sub-20, Sub-18 e Sub-16, enquanto no Atletismo as equipas masculinas e femininas juniores conquistaram os respectivos títulos nacionais.
Mas como nem sempre vence o melhor, o Voleibol do Benfica, que conquistara com toda a justiça a Supertaça e a Taça de Portugal, perdeu o campeonato num play-off à melhor de três jogos, depois de ter vencido a Fase Regular com superioridade total. E como um azar nunca vem só, o Hóquei em Patins do Benfica, duas semanas após sagrar-se Campeão, perdeu a Taça de Portugal para o 4.º classificado do Campeonato.
Os nossos adversários mais directos primaram pelo mau perder. Como se não bastassem os actos de violência e de chantagem um e outro - o que come tudo e o que apanha as migalhas - saíram-se com acusações de favorecimento do Benfica pelas arbitragens. O que lhes vale é que em Portugal a falta de vergonha não paga impostos e que a trafulhice raramente dá cadeira."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Mais um!...

"1. Cada semana é um grande título. Depois do Basquetebol, do Atletismo e do Hóquei em Patins, agora foi a vez do Futsal festejar mais um título nacional, o sexto em dez anos! Foi uma grande finalíssima no nosso Pavilhão, com muita emoção, muito sofrimento, mais um prolongamento mas, no final, uma vitória saborosíssima. O nosso Futsal já havia ganho a Supertaça e a Taça de Portugal, mas este é o título principal, o que verdadeiramente conta.
Quando se trabalha bem e se investe nas modalidades, os resultados acabam por surgir. No ano passado, perdemos por muito pouco uma série delas e ganhámos o Atletismo... que não se esperava. Este ano, começamos por perder de forma inacreditável o campeonato que parecia mais acessível - o de Voleibol (precisa de ir à bruxa...) - e, depois, enquanto o atletismo ganhou com mais facilidade que a esperada, os triunfos no Basquetebol (5.º jogo no Porto), no Hóquei (5-5 com o FC Porto e triunfo em Almeirim que nunca mais se consumava) e no Futsal (grandes penalidades no 4.º jogo e prolongamento no 5.º, com o Sporting) foram sofridos até ao último segundo. Mas assim, até souberam melhor!

2. Excelente reportagem da Benfica TV no festivo final do Campeonato de Futsal. Eu, se estivesse do outro lado, sentiria uma grande inveja. E imagino o que sentirão responsáveis e praticantes das várias modalidades ao verem a Benfica TV sempre presente a acompanhar as nossas equipas e a entrevistar os nossos atletas...

3. O nosso Hóquei não conseguiu a 'dobradinha'. Paciência. Ganhámos o principal. Só não gostei é do equipamento alternativo, para mais uma final. Benfica é vermelho e branco!
No fim-de-semana, também tivemos os Juniores do Atletismo campeões masculinos (3.º ano consecutivo e sete nos últimos nove) e femininos (4.º ano de seguida). É o início do caminho para o pleno nos títulos dos escalões jovens.

4. Está a perder qualidades. Nitidamente. Algo de estranho se passa. O presidente do FC Porto esteve na apresentação de um livro sobre o seu clube e não falou sobre o Benfica. Surpreendente!...

5. A terminar: parabéns Selecção!
Confesso: não acreditava nesta equipa. Felizmente, enganei-me. Qualquer que tenha sido o resultado com a Espanha (escrevo antes) a equipa (e Paulo Bento - que diferença para o seleccionador anterior...) está de parabéns."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Campeão voltou

"Com a conquista do título de futsal, o Benfica consegue nas suas modalidades aquela que é a melhor época desportiva dos últimos 20 anos. Basquetebol e hóquei em patins, conquistados ao FC Porto, e atletismo e futsal, ganhos em luta com o Sporting, fizeram um ano muito bom para o Benfica.
O amargo de boca - causado pelo Voleibol... perdido no último set, do último jogo, pela diferença mínima - foi compensado pela vitória de todos os campeonatos que se seguiram. Mesmo no voleibol,  a derrota ingrata vinha no seguimento da conquista de Supertaça e Taça de Portugal, o que ameniza a frustração da secção.
O ADN de vitórias, de que se fala tanto no Benfica, tem que ser uma realidade. Pavilhões ao rubro puderam este ano cantar «o campeão voltou». Para quem, como eu, se bate pela tradição ecléctica e vencedora do Benfica, este foi um ano de excelência. O que falta? Falta ganhar tudo o que ainda não se ganhou, nas modalidades e no futebol.
No Benfica não há lugar para o contentamento duradouro com as conquistas, mas deve haver a preocupação permanente com as derrotas. Só assim estaremos mais perto de ganhar sempre ou quase sempre, de ganhar tudo ou quase tudo. Segunda-feira regressa o futebol ao trabalho e espero que Jorge Jesus concorde comigo nesta ambição total e permanente de vitória.
Acabou um Europeu com uma prestação muito boa da nossa Selecção. Parabéns a Paulo Bento e todos os seus jogadores. Até na derrota tiveram classe, facto que nem sempre aconteceu na história recente das nossas derrotas. Saber perder também honra um país aos olhos do mundo. Portugal deve ter orgulho em ter sido das quatro melhores selecções da Europa.
Alguém deve ter dito ao Bruno Alves que aquela trave era do Benfica, durante toda a carreira do central que o vi acertar assim em tudo o que era benfiquista."

Sílvio Cervan, in A Bola

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Ficou-se o Real Madrid B pela meia-final

"A imprensa nacional descobriu com estupor e indignação que no estrangeiro - e apenas no estrangeiro - há compadrios no que respeita à nomeação dos árbitros...

O que é bom nestas coisas dos Europeus e dos Mundiais é que acabamos sempre por conhecer melhor, mais profundamente, muita gente que só conhecíamos de vista. Refiro-me a jogadores de futebol, evidentemente.
Por exemplo, o croata Luka Modric, um médio excepcional. Vendo-o jogar por três vezes e desconhecendo ainda o noticiado interesse de Ferguson em Aimar - compreendo-o perfeitamente, sir Alex... - logo lhe achei qualidades para substituir pablito no Benfica.
Modric encaixava mesmo bem no Benfica, pensei.
E é também uma das coisas boas destas grandes competições internacionais darem-nos, por breves instantes que seja, a ilusão de que, um dia, alguns daqueles artistas poderiam aterrar nos nossos clubes.
Sendo do Benfica, admito que fui bem habituada a essas situações: vi a nossa selecção jogar durante anos e anos com uma maioria de jogadores do Benfica. E jogadores mesmo do Benfica. Não se tratavam de jogadores formados no Benfica e exportados ainda de tenra idade para lá da fronteira.
Vi depois, quando a legislação passou a permitir e a alargar o número de estrangeiros nas equipas nacionais, o Benfica jogar com duplas de centrais do Brasil - Mozer e Aldair, Mozer e Ricardo Gomes - e vi o Benfica jogar com os melhores jogadores suecos do seu tempo - Schwarz, Thern, Magnusson.
Nada me impede, portanto de achar estas coisas possíveis e de me deleitar pensando em como Luka Modric, que joga no Tottenham, encaixaria na perfeição no Benfica.
Mas rapidamente uma pessoa cai num caldeirão de realidade.
«Modric encaixa perfeitamente no Real Madrid», disse, no princípio desta semana, um outro internacional croata, já retirado há uns bons anos, chamado Davor Suker. «Modric é um médio de muita qualidade, tem um grande talento e no jogo contra a Espanha mostrou que encaixa no Real», reforçou Suker e sua opinião.
Pronto. Já percebi que nunca vai encaixar no Benfica.

PIRLO também encaixava muito bem no Benfica. Tem 33 anos, isto é, a idade justa para substituir Aima, se Aimar foi para o Manchester United, como dizem os jornais, ou se regressar à Argentina. Devo confessar que durante alguns anos embirrei com Andrea Pilro por via da simpatia que tive e tenho e terei por Rui Costa.
Provavelmente, os dois até são bons amigos, jogaram juntos no AC Milan. Mas quando jogava Pilro muitas vezes era Rui Costa quem se sentava no banco de suplentes e, só por esta pequena razão, ganhei uma ligeira antipatia ao jogador italiano.
Na verdade, nem o conhecia. Apenas de vista, o que é manifestamente pouco para formar opinões.
Conheci, finalmente, Pilro no domingo à noite por ocasião do Inglaterra-Itália. E fiz as pazes com Pirlo assim que o vi virar psicologicamente a favor da Itália a cena do desempate por grandes penalidades, que começou tão bem para a Inglaterra. Foi de campeão. O descaramento com que cobrou o pontapé que lhe coube, depois do falhanço de um colega. Montolivo, é digno de um mestre da agitação e propaganda.
A bola lá fez o efeito subtil que Andrea Pilro lhe quis dar e Joe Hart viu-a passar por cima do seu corpo estirado, mas não chegou lá. Pirlo, sabendo que a Itália estava em desvantagem, apostou tudo num gesto artístico-terrorista que deixou os ingleses em estado de choque, sem capacidade de reacção.
Depois, Ashley Young, ainda a tremer pelo que viu fazer ao italiano, encaminhou-se para a bola, olhou para a baliza onde estava Buffon e, sem saber se devia imitar Pirlo ou se devia, simplesmente, chutar com força e de olhos fechados, optou por chutar com força e de olhos fechados e atirou por cima.
A Itália acabou por ganhar nas grandes penalidades e não foi por acaso. Ouçamos Pirlo: «Era mais fácil marcar fazendo cair o guarda-redes. Quis também colocar um pouco de pressão sobre os Ingleses», disse.
Um «pouco» de pressão?
Pirlo pode ser exagerado a marcar penalties mas não é nada exagerado com as palavras. Encaixava perfeitamente no Benfica.

O presidente do FC Porto foi a Varsóvia assistir ao jogo de Portugal com a República Checa, elegeu João Moutinho como «a grande estrela destes quatro jogos» e afiançou que «não lhe passa pela cabeça» ver Moutinho sair do FC Porto no fim do Europeu.
Há dirigentes assim, que se podem dar a estes luxos intelectuais e financeiros: começam por fazer crescer o valor da mercadoria e depois dizem que não está à venda.
Moutinho é, sem dúvida, um excelente jogador e se está bem e feliz no FC Porto, deixá-lo estar. O dinheiro também não faz falta ao FC Porto.
No entanto, seria muito bom para o Sporting que Pinto da Costa vendesse rapidamente João Moutinho enquanto o jogador está em alta numa grande competição internacional. De acordo com o que foi noticiado, quando o Sporting vendeu Moutinho ao FC Porto, ficou resguardado um benefício hipotético para Alvalade no caso de o FC Porto vir, um dia a vender, o jogador a um terceiro clube.
E quem sabe se com a venda de Moutinho, agora, não faria o Sporting melhor negócio, indirectamente, do que fez com a venda de João Pereira, antes do Europeu, directamente para o Valência?
É esta a realidade: para fazer render os seus jogadores, o Sporting fica sempre melhor se contar com a colaboração do presidente do FC Porto. É que é logo outro encaixe.

UM jogador que encaixa muito bem no Benfica - e que já lá está - é, precisamente, Javí Garcia que ficou fora das escolhas de Vicente del Bosque, embora tenha jogado um bocadinho no último amigável de Espanha antes de partida para o Leste europeu.
Portanto com Javí Garcia não se dá aquele fenómeno singular e sazonal de imaginar como seria se jogasse no Benfica. Já joga, felizmente.
Tudo isto para dizer que, até ao momento, as piores notícias do defeso e do mercado de Verão são as que, a espaços, nos vão sugerindo, melhor, ameaçando, que há clubes interessados no médio espanhol e que o negócio se pode vir a fazer, acima ou abaixo da cláusula de rescisão, dependendo de vários factores.
É que Javí Garcia encaixa no Benfica na perfeição. Parece nascido e criado naquele prédio velho da Rua Jardim do Regedor que durante décadas foi a sede do Benfica no coração de Lisboa.
Como jogador de bola não há nada a apontar-lhe. Como adepto do Benfica está entre os melhores e os mais qualificados, ainda que seja uma sinergia recente mas sempre em polvorosa.
Javí Garcia está de férias, muito merecidas, e através das redes sociais tem vindo a festejar a conquista dos títulos de futsal, de hóquei em patins e de basquetebol e até já pediu desculpa aos benfiquistas por ter usado uma toalha de praia com um lagarto estampado...
Era tão bom que não o desencaixassem do Benfica.

NA segunda-feira, a UEFA nomeou o turco Cuneyt Çakir para dirigir o Portugal - Espanha e na terça-feira toda a imprensa fez grande alarido com a decisão da UEFA, obviamente para nos tramar. É garantido que o árbitro, sendo turco, vem mesmo a calhar para as pretensões dos dois homens que mandam na arbitragem europeia, o espanhol Angel Vilar e um outro turco, um tal Senes Erzik, duas raposas velhas do Comité Executivo da UEFA onde ambos ocupam cadeiras - lado a lado - há mais de vinte anos.
Enfim, são todos muito amigos e venerandos dos desejos de uns e de outros. É o que se depreende.
Conclusão: já fomos. O jogo ainda não tinha coemçado e o nosso fado já tinha sido traçado. Bandidos!
Bandidos do estrangeiro, esclareça-se, porque no nosso país não há coisas destas e se houvesse teríamos uma imprensa independente, frontal, corajosa e ágil no raciocínio para desmontar semelhantes tramoias perante o grande público.
Só em Portugal é que, de facto, nunca há nomeações polémicas de árbitros, nem dirigentes mal-intencionados, nem compadrios que mereçam ser desvendados, nem árbitros sugestionáveis, nem jogos de poder, nem outras malandrices.
Pelo menos é o que parece porque nunca foi vista tanta indignação da imprensa com a nomeação de um árbitro dos nossos para os jogos dos nossos.
Ainda bem. É sinal que é tudo boa gente.

ISTO da Selecção faz descambar para a breguice até as pessoas mais insuspeitas.

O árbitro turco, afinal, foi impecável. Fez o seu trabalhinho como devia ser. A Selecção portuguesa também esteve bem sobretudo se, olhando para todos os jogadores em campo, a considerarmos como uma espécie de Real Madrid B. Com Ronaldo, Coentrão e Pepe sempre em grande e os companheiros, nuns patamares abaixo, a acompanhar bem os melhores jogadores da equipa. Nas grandes penalidades é que a coisa não correu bem. Mas foi uma bonita aventura."

Leonor Pinhão, in A Bola

Em Helsínquia...


...no 2º dia do Europeu de Atletismo, tivemos uma presença discreta dos Benfiquistas:
- O Marcos Caldeira, não conseguiu qualificar-se para a Final do Triplo-Salto, algo que já era esperado, já que o Marcos acabou por ser repescado para esta competição, depois de não ter conseguido os Minímos. Os dois nulos acabaram por impedir uma marca de registo... mesmo assim a estreia de mais este jovem numa competição deste nível, acaba por ser importante... numa prova onde deveria ter estado o Nélson Évora!!!
- O Jorge Paula voltou a melhorar a sua melhor marca do ano, mas não foi suficiente para chegar à Final dos 400m barreiras. Num ano 'normal', sem lesões, a Final estaria ao alcance do Jorge, sendo assim ficou pelas Meias, mas a evidente melhoria nas últimas semanas é um excelente indicador para os Jogos Olímpicos...

O dia ficou marcado para as cores de Portugal, pela excelente medalha de Bronze da Sara Moreira nos 5000m, repetindo o resultado do último Europeu...

Amanhã temos mais...

Esta vitória valeu mais que 5 títulos europeus

"Nunca joguei com tanta gente a assistir longe do nosso Pavilhão. Nem no Liceo da Corunha nem no Barcelona.
Tenho plena noção de que já ganhei muito, mas nunca com esta sensação... estranha.
'O que queremos é o Campeonato. A Liga Europeia é apenas um prémio extra!'. Sempre foi esta a mensagem que os adeptos me passaram ao longo da época. Ao marcar o quarto golo, na última jornada, não me consegui conter e a emoção levou-me às lágrimas. Nunca tal me acontecera.
Pela emoção que senti, este foi o título mais importante que conquistei na minha carreira. Ver a felecidade dos benfiquistas em Almeirim emocionou-me e fez-me ver que queriam dizer.
Ganhar pelo Benfica é inigualável. Ganhei 5 Taças dos Campeões Europeus (4 com o 'Barça' e uma com o Liceo)... Nenhuma me fez sentir semelhante paixão à que me passaram os benfiquistas.
Mas esta equipa quer mais. Acreditem em nós!
..."

Carlos López, in O Benfica

Pude celebrar na presença do meu pai

"...
Já tinha jogado em Portugal e conhecia a dimensão do Benfica por fora, mas agora, dois anos após o início deste desafio, as coisas ficam ainda mais claras para mim. Ser Campeão pelo Clube é uma experiência espectacular, pelo ambiente que se viveu toda a época, em especial nos dois úlitmos jogos.
Sentimos uma onda positiva em redor da equipa. As 'Casas' nunca deixaram de nos sentíssemos sós. É um orgulho integrar a equipa que devolveu o título de Hóquei em Patins, modalidade que há muito merecia ganhar. Felizmente aconteceu este ano e com total mérito e honestidade de toda a nossa equipa.
Os benfiquistas esperavam muito por isto e foi maravilhoso alcança-lo após 14 anos.
Em Almeirim, além dos adeptos, senti de forma particular as celebrações pela presença do meu pai, que veio de propósito do Brasil ver este jogo. Festejar com a sua presença foi maravilhoso.
Este Clube é enorme a todos os níveis. Tem adeptos loucos de paixão, presentes em todas as competições em que entra uma equipa com a camisola do Benfica. Para todos nós é uma honta envergá-la!"

Cacau, in O Benfica

Doces memórias

"Ramalhete, Fernando Pereira, José Carlos, Picas e Piruças. Eram estes, já sem António Livramento (então no Sporting), os nomes constituintes do cinco-base do Benfica que, em finais da década de setenta, me cativou para o Hóquei em Patins. Foram eles que, juntamente com José Virgílio, José Leste (recentemente falecido) e Casemiro, conquistaram um Tri-campeonato entre 1979 e 1981, cinco Taças de Portugal consecutivas (de 1978 a 1982), e alcançaram a final da Taça dos Campeões Europeus em 1980, na qual saíram derrotados pelo poderosísimo Barcelona de Trullols, Vila-Puig, Torner, Centrell e Pauls (2-5 no Palau Blau Grana, e uns decepcionantes 4-8 na segunda-mão da Luz). Em 1981, recordo-me de vencerem em Alvalade, por 3-9, no jogo do título, contra um Sporting muito forte, então com os internacionais Sobrinho e Chana na sua plenitude. Lembro-me também de várias vitórias nas Antas, e de grandes goleadas, que na altura eram comuns, e que, para além de Chalana, Bento, Nené ou Humberto Coelho, também me ensinaram a ser benfiquistas.
Fora de Lisboa, era pela rádio que tudo isto me chegava. Naquele tempo, o Hóquei em Patins - fruto dos títulos europeus e mundiais da nossa Selecção - tinha um estatuto substancialmente superior ao das restantes modalidades. Havia o Futebol, depois o Hóquei em Patins, e depois todas as outras. E o destaque radiofónico (as transmissões televisivas de eventos desportivos eram raras) acompanhava essa hierarquia.
Uns anos mais tarde, já com TV, lembro-me também da equipa de José Carlos, Vítor Fortunado, Paulo Almeida, Luís Ferreira e Rui Lopes. Com ela ganhámos cinco campeonatos, duas Taças e três Supertaças. Chegámos novamente à final da principal prova europeia de clubes. Apanhámos novamente pela frente um adversário muito forte: o então dominador Igualada. Esse troféu permanece adiado.

Longa noite
Os tempos mudaram. O Hóquei em Patins foi perdendo popularidade, essencialmente pela forma como os poderes federativos o foram tratando. Com objectivos bem claros, instalou-se uma ardilosa teia de interesses, que, por várias vias, catapultou o FC Porto para uma hegemonia total e absoluta. Da nossa parte, houve também algum adormecimento. Os anos foram passando, e o desfecho final repetia-se de forma invariavelmente angustiante. Alguns, mais impacientes, chegaram inclusivamente a defender a extinção da Secção - o que seria um acto quase criminoso, num Clube que é o mais antigo praticante da modalidade em todo o Mundo. Outros foram aguardando com tenacidade, sabendo que, um dia, o sol voltaria a brilhar.

Ponto de viragem
A contratação de Luís Sénica, e de alguns dos mais brilhantes e experientes jogadores do panorama nacional e internacional, paralelamente ao lançamento de jovens promessas como Diogo Rafael e João Rodrigues, foi o momento de viragem nesta história que se estava a tornar aborrecida. Há dois anos, pingou a Taça de Portugal e uma meia-final europeia.
Na época passada, a Taça CERS, a Supertaça e um promissor segundo lugar no Campeonato com o mesmo número de pontos do primeiro classificado.
Esta temporada começou com a conquista da Taça Intercontinental. Agora, finalmente, o tão ansiado e merecido título nacional (ao qual ainda podemos juntar a Taça de Portugal). Foi o 22.º mas, seguramente, o mais saboroso de todos.
Para quem gosta de Hóquei em Patins, a vitória de Almeirim não foi apenas uma vitória do Benfica. Foi também um triunfo da própria modalidade, contra aqueles que tanto dano lhe causaram no passado recente. Foi uma vitória do trabalho, da dedicação e da competência. Foi uma vitória 'à Benfica', numa temporada que ameaça vir a ser uma das melhores de sempre do ecletismo 'encarnado'.
Este foi também o título que faltava ao presidente Luís Filipe Vieira. Com ele ao leme, havíamos já sido Campeões de Futebol (em 2005 e 2010), de Basquetebol (em 2009, 2010 e 2012), de Andebol (em 2008), de Voleibol (em 2005), de Futsal (em 2005, 2007, 2008 e 2009), de Atletismo (2011 e 2012), e de Judo (2010), para referir apenas as modalidades mais representativas, e os escalões seniores.
Pela aposta que sempre fez no ecletismo, também ele está de parabéns por este precioso título."

Luís Fialho, in O Benfica

A Grande Bambochata

"KIEV - É ridícula de causar aneurismas esta mania de meia-dúzia de funcionários da Nação, eleitos pelo povo, receberem numa casa que não é deles e sim de todos nós, um figurão suja simples chipala consegue provocar vómitos em catadupa a qualquer pessoa de bem (que são cada vez menos, como está cientificamente comprovado). Podemos encarar essa festarola de estúpidos com uma mais do que justificada repugnância ou com um forçado sentido de humor, talvez a opção mais indicada para uma palhaçada do género. Em primeiro lugar, o maior responsável por esta teimosa Grande Bambochata é o próprio povo português, proprietário de direito de um palácio que se quereria frequentado por pessoas mais preocupadas em trabalhar do que dedicadas ao absentismo, ao preechimento de palavras cruzadas e soduku e ao exercício de surfar na internet.
É o povo português que elege tais espécimes, pelo que de que serve queixar-se depois amargamente? Não é de estranhar que gente que durante anos andou a viajar particularmente para férias ou que se fazia acompanhar pela família, pela porteira, pela mulher a dias, pelo cão e pelo papagaio, em viagens oficiais, tudo à conta do erário público, claro está!, goste de ouvir um poema mal recitado e jantar na companhia do mentor de viagens ao Brasil para árbitros e fiscais de linha. Só falta mesmo convidar alguns agentes de viagens e tratar de escolher os destinos mais exóticos possíveis. Há gente assim: vive tranquilamente com a sua consciência a despeito de ter as mãos untadas com as maiores trampolinices. Que sejam funcionários da Nação, pouco importa. Já nos habituámos à sua falta de carácter. Agora resta escolher entre o riso e o vómito. E talvez valha a pena pensar nisto com calma antes de ir lá colocar o voto da próxima vez. Prefiro o riso. Foi para isso que se inventaram os palhaços."

Afonso de Melo, in O Benfica

Vergonha

"O Futebol é, infelizmente, um fenómeno transversal na sociedade portuguesa. O Futebol é, não menos felizmente, um dos poucos fenómenos suscetíveis de conferirem alegria ao povo na sociedade portuguesa. Só que o Futebol, sobretudo agentes do Futebol, não devem ou não podem receber honrarias institucionais, depois de terem uma folha de serviços manchada de ilicitudes e outras coisas mais.
O representante máximo do FC Porto acaba de ser recebido na Assembleia da República. A presidente do Parlamento, de sorriso aberto, não faltou à cerimónia, à semelhança de vários deputados das mais distintas latitudes partidárias. A coisa teve um ar de grande formalidade. Ser portista, convenhamos, não é crime. Mas representantes da Nação, eleitos pelo povo, em plena Casa da Democracia, para mais com a presidente do hemiciclo a conferir toda a importância ao aocntecimento, rececionarem o líder do FCP, constitui uma vergonha.
Até podem sustentar que a criatura não foi condenado. Mas não podem ignorar, no mínimo, as Escutas no âmbito do processo Apito Dourado. Essas mesmo que provam à sociedade quem tentou, por métodos perversos, inquinar a Verdade Desportiva em Portugal nos últimos anos.
Em 2004, o então presidente da República, Jorge Sampaio, recebeu-me em Belém, com uma comitiva de jogadores do nosso Clube, a pretexto do lançamento de um livro da minha lavra sobre a história do Benfica. Nesse ano, recusou patrocionar uma cerimónia de felicitações ao FCP que se havia sagrado campeão da Europa, estava ao rubro o Apito Dourado. Sampaio fez bem, embora o diga como juíz em causa própria. O Parlamento continua mal. Muito mal. Não se dá ao respeito. Temos deputados que se esqueceram das conversas da fruta. O que são? Fruta desprezível, fruta abjecta."

João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (Arlequim)

"Há o palhaço rico, o palhaço pobre e o palhaço «morcõuê».
Provocador, arrogante, descarado e também muito rico, que, para além de fazer rir os seus fundamentalistas seguidores, se diverte em festas e em regionais comemorações de conquistas duvidosas.
E fala, fala muito, provoca e é deselegante para com as pessoas que o traumatizam sem querer desde a infância. Compreende-se a doença. Este palhaço sempre foi inferior e tem complexos! E há complexos que por muito tratamento psicológico que se faça... não se curam. Vive este palhaço de graves perturbações psicológicas e de vez em quando no meio de um turbilhão de apalpadelas e abraços lá vem a história deste Arlequim!
Este palhaço desgraçado vivia no meio de um triângulo amoroso com Colombina e Pierrôt e teve o condão de fazer rir mais de mil palhaços num salão com as suas declamações e piadas de mau gosto.
«Tanto riso, oh quanta alegria
Mais de mil palhaços no salão
Arlequim está chorando pelo
amor de Colombina
No meio da multidão».
Mas o Arlequim era um enganador. Se não veja-se a definição histórica dessa figurinha: «Arlequim era um espertalhão preguiçoso e insolente, que tentava convencer a todos da sua ingenuidade e estupidez. Depois de entrar em cena saltitando, deslocava-se pelo palco com passos de dança e um grande repertório de movimentos acrobáticos. Desbochado, adorava pregar partidas aos outros personagens e depois usava a sua agilidade para escapar das confusões criadas».
Os avisos do palhaço Arlequim têm de alertar de uma vez por todas os que não levam a sério estes disfarces. No meio da euforia dizem-se muitas verdades inconvenientes e propagam-se desejos incontidos. Depois há sempre quem faça disso temas desinteressantes.
Não. São muito mais importantes que aquilo que possamos pensar. É preciso estar de olho aberto!"

João Diogo, in O Benfica

Isto vai, meus amigos, isto vai

"Foi publicada a classificação dos árbitros: nos primeiros lugares ficaram os árbitros que mais fizeram para que em primeiro lugar ficasse o clube que venceu o campeonato. Perante isto, defendo que o árbitro classificado em primeiro lugar receba um apito de ouro ou, como os tempos são de crise, um apito dourado. Seria justo e adequado.
Por falar em árbitros, estou curioso para ver no que vai dar todo o processo em torno de Paulo Pereira Cristóvão. Particularmente, no que respeita à explicação, certamente competente e convincente, que dará acerca do tal depósito em numerário na conta bancária de um fiscal de linha. Tenho a convicção de que a Justiça portuguesa chegará à peregrina conclusão de que as motivações do senhor eram puramente pessoais e que nada tinham que ver com o clube de que era vice-presidente.
Por falar em despudor, um grupo de deputados da nação convidou para jantar e recebeu, na Assembleia da República, um conhecido dirigente desportivo que acolhe árbitros em casa, para aconselhamento familiar (mais uma das tais explicações competentes e convincentes), na antevéspera de um jogo da sua equipa. No meio de tamanho desconchavo, lá acabei por concordar com o tal dirigente, quando disse que “infelizmente o número de estúpidos não tem diminuído”. Também lamento isso e, perante essa evidência, resta-me esperar, paciente e serenamente, que esse número comece a diminuir… Como escreveu Ary dos Santos, “Isto vai, meus amigos, isto vai”"

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Muito saboroso... Obrigado !!!



Benfica 5 - 4 Sporting

Apesar do 'atraso', tenho destacar o grandioso título nacional (o sexto), conquistado pela nossa secção de Futsal. A forma determinada como os nossos jogadores ultrapassaram todos os obstáculos (e foram muitos) merece todos os elogios... A forma canastra como os Lagartos se comportaram fora da quadra durante toda a final, dá a este título, um sabor muito, mas mesmo muito especial...
A utilização de tecnicas terroristas para condicionar os jogos, principalmente nos jogos efectuados na barraca de Loures, foi criminosa. O Pereira Cristóvão não era o único holligan na estrutura Lagarta, deixou muitos discípulos, principalmente nas modalidades... a cumplicidade entre os animais no 'peão' e os animais no 'camarote presidencial' foi óbvia, clara, indesmentível... A reação às palavras do Paulo Fernandes demonstram muita 'má vontade' (porque nem eles são ignorantes ao ponto de não saberem o que é o 'Inferno da Luz'!!!), já antes, no vil ataque ao Gonçalo Alves tinha ficado claro as intenções das bestas (o Gonçalo como jogador do Sporting fez muito pior, e não me recordo de reações indignadas dos Lagartos. Além disso as imagens mostradas, fora de contexto, ignoraram nos dois primeiros jogos, situações similares ao contrário, além de simulações infantis, provocações baixas... e ainda o critério absurdo dos apitadores que não marcavam nada nos primeiros minutos de cada parte...!!! - dito isto, como já escrevi anteriormente o Gonçalo, como jogador do Benfica, e como capitão do Benfica não pode reagir daquela forma.).

O 5º jogo, foi como é costume nestes jogos, mais emocionante do que bem jogado, com o Benfica a ganhar vantagem e o Sporting a empatar em 5 contra 4, como tem acontecido várias vezes nos últimos anos!!! Os Lagartos 'choraram bába e ranho' no 5º golo do Benfica: a bola realmente bate no braço do Joel, mas é involuntário... agora gostaria de ler um comunicado do Sporting era sobre isto!!!

O facto de todas as vitórias nas Meias-Finais, e na Final, terem sido obtidas sem o Ricardinho (no 1º jogo da Final foi expulso aos 5 minutos...), pode dar uma 'ideia' errada... neste momento parece que o Ricardinho não vai regressar, mas eu espero que a situação se inverta...
O facto do Vitor Hugo ter sido decisivo, na conquista do título (no 4º jogo...), depois da gravíssima lesão, e depois da 'fraca' utilização durante a época, trás a este título, um 'espirito colectivo' raro...
O facto do Joel ter voltado a ser decisivo, com golos nos momentos mais importantes, é um sinal muito esclarecedor...
O facto do César ter jogado lesionado (e não foi o único...), diz muito da vontade de todos na conquista do título...
O facto do plantel do Benfica ser composto por Campeões, que já venceram tudo a nível de Clubes, e mesmo assim, conseguem manter uma inquestionável 'sede' de vitória, é gratificante como Benfiquista...
O facto do Benfica ter vencido a Supertaça, a Taça de Portugal e o Campeonato é esclarecedor...
O facto do Benfica, apesar da ausência da última época manter o seu estatuto na UEFA no patamar mais alto, é esclarecedor...
O facto dos adeptos do Benfica (infelizmente, em casa, só no Play-off) terem dado um raro espectáculo de apoio incondicional, recriando o Inferno da Luz, sem passar das marcas (e até havia razões para vinganças...), deixa-me muitíssimo orgulhoso...

PS1: As contratações anunciadas para a próxima época agradam-me...

PS2: Foi pena a derrota na Final da Taça de Hóquei. Numa semana, onde se festejou um título muito desejado, fomos obrigados a fazer 3 jogos, e na Final, faltou esclarecimento...

PS3: Justa a homenagem do Presidente...

1º dia, no Europeu de Atletismo


Começou hoje em Helsínquia, o Campeonato da Europa de Atletismo de Pista, com a presença de 11 atletas do Benfica. Pela primeira vez, este Campeonato realiza-se em ano Olímpico (só encontro razões economicas para tal...), assim não se podem esperar grandes marcas, e muito provavelmente vamos assisitir a algumas ausências sonantes, e outros que vão fazer figura de 'corpo presente'!!!
Em relação aos Benfiquistas, o primeiro dia foi positivo: o Marco Fortes conseguiu a qualificação para a Final do Peso, mesmo com uma marca 'baixinha'!!! (tendo em conta o que ele tem feito nas últimas grandes competições), o Jorge Paula qualificou-se para as Meias-finais dos 400m barreiras, com a melhor marca nacional do ano (após um início de época 'atrapalhado' com lesões), o Arnaldo Abrantes nesta estreia ao mais alto nível com a camisola do Benfica, acabou por supreender, conseguindo chegar às Meias-finais dos 100m (sendo ele um especialista nos 200m), o Alberto Paulo acabou por ser a desilução da tarde, já que apesar de ter feito a sua melhor marca do ano nos 3000m obstáculos, ficou quase a 20 segundos do seu recorde, e assim, longe da qualificação para a Final...
Amanhã temos mais...

Paulo Lopes

Admito, não estava à espera... mas gostei da contratação. O Paulo Lopes é um jogador discreto, nunca fez primeiras páginas, mas é competente naquilo que faz... no Futebol cada vez mais, a diferença entre um jogador de 'meio-da-tabela' e um grande jogador é o tratamento dado pelos jornaleiros - via empresários!!!
É Português, conta como Formado no Benfica para a UEFA, não vai impedir a afirmação do Mika (ou do Oblak), não se gastou 'milhões'... e tenho a certeza que quando for chamado, não vai desiludir...
Bem-vindo (de regresso) Paulo...

Campeões

"Três semanas após ganhar o Campeonato de Basquetebol e uma semana depois de vencer o Bicampeonato masculino de Atletismo, o Benfica conquistou com todo o mérito, dentro de campo, o título de Campeão Nacional de Hóquei em Patins. É o 22.º título do Benfica de uma modalidade que já foi das mais populares mas sobre a qual o Sistema lançou o descrédito: vencer 11 títulos consecutivos só é comparável a Mobutu ao ganhar eleições no Zaire com 104 por cento dos votos.
Certamente que em nenhuma outra modalidade Portugal tem tão vasto e glorioso palmarés. E o Benfica - bem me lembro - contribuiu em larga escala para esses momentos de glória, desde os tempos do trio-maravilha constituído por Cruzeiro, Lisboa e Perdigão. Almoçando certa vez no Parque Mayer tive a honra de ser apresentado a Fernando Cruzeiro e de actualizar as minhas memórias sobre o Hóquei em Patins, modalidade que pratiquei na juventude em Cascais. E é desse tempo que me lembro de Cruzeiro, Lisboa e Perdigão, antecessores da novíssima geração de Campeões do Benfica.
Esta grande vitória do Benfica, da sua Direcção, dos jogadores e da equipa técnica liderada por Luís Sénica, tem ainda o grande mérito de interromper um período excessivo em que o Hóquei em Patins foi subtraído pelo Sistema à verdade desportiva. E é com o fim desse reinado que os trapaceiros não se conformam, pretendendo desviar a decisão do título do rinque para a secretaria.
No Futsal, o Benfica conseguiu trazer para a Luz a decisão do Campeonato. Sem fazer maravilhas, o Benfica ganhou o quarto jogo. Mas ganhou jogando contra o Sporting, contra as arbitragens, contra a FPF a até contra a Polícia. O Sistema é fundamentalmente antibenfiquista e tem os braços longos."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Agora foi o Hóquei

"1. Depois do Basquetebol e do Atletismo, conquistámos no último fim-de-semana o título nacional de Hóquei em Patins, que há muito nos fugia. A este propósito, será curioso recordar o que tem sido a recuperação do nosso Clube nas modalidades, após anos e anos sem chegar-mos aos títulos nacionais. Assim, a juntar ao Futsal, que ganhou o primeiro título em 2003 e o tem renovado com regularidade (chegando mesmo a Campeão Europeu em 2010), o Benfica voltou a ser Campeão Nacional sucessivamente em Voleibol, em 2006 (não o era desde 1991), Andebol em 2008 (antes: 1990), Basquetebol em 2009 (antes: 1996) e Hóquei em Patins em 2012 (antes: 1998).
Agora, queremos fazer a festa do Futsal este sábado, no nosso Pavilhão!

2. A Direcção do Sporting, com a 'trapalhada' que arranjou com o seu vice-presidente, mais os contratos que estabeleceu com as empresas ligadas a ele, mais o advogado que nomeou e não nomeou, etc., etc,. precisava de arranjar um problema com o Benfica para desviar as atenções da massa associativa. E então resolveu acusar os elementos do nosso Futsal de pressionarem a arbitragem e de... terem partido uma porta do balneário. Quem assina o comunicado (a Direcção) é quem, há meses, defendeu os seus adeptos que pegaram fogo a uma bancada do nosso Estádio. Não está mal...

3. Pinto da Costa foi novamente ao Parlamento, para um almoço com deputados do seu clube. Claro que não critico as opções clubistas de quem quer que seja. Mas já me custa a entender que quem comprovadamente tentou (pelo menos...) corromper árbitros e outros agentes desportivos seja convidado a ir ao Parlamento. E, mais grave, que seja recebido pela presidente da Assembleia da República. Uma mancha na boa impressão que eu tinha da senhora.

4. A nossa Selecção está em grande no Europeu. Mas isso não justifica, penso eu, o exagerado 'folclore' que a comunicação social portuguesa está a fazer à volta da competição.
Uma coisa são os jogos, outra tudo quanto os rodeia. Os telejornais são inundados, os jornais desportivos chegam a ter 30 páginas (30!) de Europeu. Também gosto muito de Futebol, também torço pela Selecção, mas já mudo de canal quando o assunto gira à volta do Europeu e já quase não leio jornais desportivos..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Um dia na vida de três presidentes e outras histórias

"Numa tabela científica, um fiscal de linha que valida um golo irregular capaz de dar um título ou fica em primeiro ligar ou fica em úlitmo lugar. Em quarto lugar é que não fica munca.

NUM dia os jornais disseram que André Villas Boas tinha tudo tratado para ser o próximo treinador do Tottenham. Faria todo o sentido. Villas Boas, que tem ascendetes britânicos, nem sequer teria de mudar de cidade. E que maior privilégio há do que poder educar os filhos de pequeninos em bons colégios londrinos?
No dia seguinte os jornais disseram outra coisa: que um grupo de jogadores do Tottenham - as vedetas, precisamente - solicitaram de urgência uma reunião com o presidente do clube, chama-se Daniel Levy, para o convencerem a não contratar o treinador português.
É incompreensível. Villas Boas não foi, de facto, feliz no Chelsea mas foi felicíssimo no Porto onde no seu ano de estreia ganhou quatro competições, três nacionais e uma internacional, a tal Liga Europa que é uma espécie de copa ibérica da UEFA pois que só tem no seu curto galarim emblemas portugueses e espanhóis, melhor dito, periféricos.
Foi óbvio desde os princípios de Villas Boas em Stamford Bridge que os louros conquistados em Portugal não lhe asseguravam o indispensável estatuto de autoridade no balneário do Chelsea nem, muito menos, garantiam o respeito devido pela imprensa inglesa a um treinador incrivelmente jovem que chegou ao futebol inglês obrigado a ser o Mourinho II.
O Daily Mail voltou agora à carga. Foi o tabloide de Londres que noticiou a revolta ds jogadores mais influentes do Tottenham contra a eventual contratação de André Villas Boas para o cargo de treinador. Os «principais futebolistas» dos spurs terão ficado «muito desagradados» com semelhante hipótese porque está ainda fresca a tentativa de «limpeza do balneário» do Chelsea protagonizada, sem sucesso, pelo treinador português.
Posto assim parece que em Inglaterra, a pátria do futebol, não se deu crédito ao ano fabuloso vivido por André Villas Boas no FC Porto: um campeonato, uma Taça de Portugal, uma Supertaça.
A culpa não é de André Villas Boas. E de Sir Alex Ferguson.
O treinador do Manchester United, em 2004, na véspera de jogar com o FC Porto para a Liga dos Campeões, afirmou em conferência de imprensa do alto da sua posição nobiliárquica e com a maior das naturalidades que o FC Porto «em Portugal, compra os títulos no 'Tesco' pois ganha o título português todos os anos». O Tesco, para quem não saiba, e a maior cadeia de supermercados em Inglaterra, com mais de duas mil lojas espalhadas pelo país.
Sir Alex falou em inglês com o seu cerrado e orgulhoso sotaque escocês. Se Ferguson tivesse expressado a sua curiosa analogia em português, fosse qual fosse o sotaque empregue, teria dito qualquer coisa como «compra títulos no 'Pingo Doce'» ou «compra os títulos no 'Minipreço'».
Foi esta desconsideração pelo futebol português a retalho, vinda de quem veio, que tramou Villas Boas em Inglaterra. Ou que, pelos menos, não o ajudou nada a chegar a Londres com um estatuto inquestionável. Campeão do Tesco, enfim, o que é isso para os snobes ingleses?
E nós, em que é que ficamos? Onde é que «continuando a usar a imagem do Sir Alex? Pingo Doce ou Minipreço?
Minipreço. Cá para mim é no Minipreço.

PEDRO PROENÇA foi o melhor árbitro da temporada 2011/2012. Olegário Benquerença, que andou algum tempo a apitar no estrangeiro, foi o segundo classificado da tabela divulgada anteontem pelo Conselho de arbitragem da FPF.
Ainda está na memória de todos a sua enorme actuação no Rio Ave - Benfica da antepenúltima jornada do campeonato do Tesco. Em terceiro lugar surge  Jorge Sousa. Hugo Miguel, uma estrela em ascensão, em grande também no Académica - Benfica, fez uma época tão boa que até vai já receber as insígnias de árbitro internacional.
Também há ranking para os fiscais-de-linha. Ricardo Santos deve estar triste porque só ficou em 4-º lugar. Merecia mais, diz o pessoal do Pingo Doce. Merecia menos, muito menos, clama o pessoal do Minipreço, sempre muito indignado. E, lá no fundo, todos têm razão.
Numa tabela verdadeiramente científica, um fiscal-de-linha que valida um golo irregular capaz de dar um título ou fica em primeiro lugar ou fica em último lugar. Em quarto é que não.
São coisas destas que não ajudam em nada a moralidade do sector.
A tabela dos fiscais-de-linha tem, no entanto, mais motivos de curiosidade. José Cardinal, que tão injustamente vê o seu nome emprestado a um caso que não é seu, terminou a temporada na 48.ª posição do ranking do Conselho de Arbitragem da FPF.
48.ª lugar!
Para todos os que, impiedosamente, acusaram durante semanas Paulo Pereira Cristóvão de ser o maior avarento da história do futebol português esta notícia-bomba veio provar que eram de todo exagerados os dois mil eurinhos mandados depositar, à má fila, na conta bancária de um mero fiscal-de-linha de fim de tabela.
Para um 48.º lugar, meus amigos, dois mil euros chegam e sobram. E assim se ajuda o clube. Dois mil euros sempre são 400 contos na moeda antiga. Uma centena abaixo dos quinhentinhos. Sempre queremos ver onde é que isto vai parar.

NO seu jogo de estreia no Euro-2012, o árbitro português Pedro Proença atirou com um jogador irlandês, Keith Andrews, ao chão e os espanhóis aproveitaram para se lançarem numa transição rápida que por pouco não deu em golo.
Foi u momento divertido do melhor árbitro português, do novo António Garrido.
Imaginemo-lo a fazer precisamente a mesma coisa num relvado português, num Benfica - FC Porto ou vice-versa... a atirar com o Moutinho ao chão e a libertar o Aimar para o contragolpe ou vice-versa.
Também havia de ser divertido. Que impere o bom senso.

FAZ hoje precisamente uma semana que, no mesmo dia, quinta-feira, ocorreram três factos que nada tendo em comum acabaram por nos dar a todos uma grande lição de História e uma grande lição de Moral.
No mesmo dia em que o presidente do FC Porto cumpriu de manhã a sua visita anual de cumprimentos à Assembleia da República, o presidente do Sporting passou a tarde a aguardar as consequências do depoimento de Pereira Cristóvão na Polícia Judiciária e o presidente do Benfica terminou a noite a ter de suportar a revolta de alguns associados do clube reunidos em assembleia geral.
Quem é que está bem na vida, quem é?

TAL como aquelas velhas e citadas declarações de Sir Alex Ferguson tramaram André Villas Boas também, por vezes, se pode dar o efeito contrário no que diz respeito a declarações de treinadores.
E exemplo mais actual não há do que o de Paulo Bento e do quanto terá beneficiado, em termos de coesão do grupo que lidera, com as declarações de Carlos Queiroz que antecederam a partida da Selecção Nacional para o Europeu.
De acordo com os relatos dos enciados-especiais ao acontecimento, os jogadores portugueses até podem não estar todos unidos com Paulo Bento mas estão todos unidos contra Queiroz. E isso, aparentemente, já é meio caminho andado.
A coesão é tanta que até decretam blackouts, transportando para uma grande competição internacional - e sem que ninguém os contrarie - as tacanhices do futebol de trazer por casa.
No que diz respeito a jogar à bola, a nossa Selecção tem vindo a melhorar, não haja dúvida. Qualificou-se com muito mérito para os quartos-de-final, proeza em que poucos apostariam perante o desconsolo dos dois jogos de preparação ainda em Portugal e pela derrota, já a sério, sofrida com a Alemanha.
Hoje é com a República Checa e depreende-se, andando na rua, ouvindo falar, que hoje a única preocupação é saber com quem vamos jogar seguir. O optimismo campeia. Seria óptimo que os nossos jogadores não se pusessem a pensar exctamente na mesma coisa, ou seja, no próximo adversário.
Mas não podemos saber no que estão a pensar porque os nossos jogadores estão em blackout e não nos dizem nada. Cortaram relacções com o País que anda com eles nas palminhas."

Leonor Pinhão, in A Bola

A culpa foi da secretária

"Aconteceu há muitos anos, ainda no século XX, a uma selecção jovem de Portugal ver-se envolvida em situação de embaraço perante a UEFA ao apresentar-se num torneio com um jogador mais velho do que era suposto e que não podia competir no escalão etário em causa. Foi um pequeno escândalo. A FPF anunciou um rigoroso inquérito ao sucedido e, ao contrário do que acontece frequentemente, o inquérito teve conclusões e apontou culpados.

Veio a saber-se que o culpado por um jogador com idade a mais ter sido incluído numa selecção com idade a menos tinha sido um mero funcionário da FPF, um dactilógrafo que se teria enganado nas teclas no momento de escrever o ano do nascimento do referido jogador. E assim, graças ao lapso do escriturário de serviço, foram ilibados da acusação de batotice os dirigentes da Federação, os técnicos da Federação e os médicos da Federação. A culpa foi do dactilógrafo, pois então.

Com os seus contornos próprios, a história repete-se agora a propósito do caso Cardinal, o fiscal-de-linha que se viu confrontado com um milagroso depósito de 2 mil euros na sua conta bancária depois de ter sido nomeado para actuar num jogo do Sporting. E de modo a que “parecesse” que o anónimo benemérito de José Cardinal era afecto ao clube adversário, o Marítimo, o dito depósito foi feito ao balcão de uma agência bancária na ilha da Madeira.

Para acabar de ver com a excitação insana que este caso tem vindo a provocar nos meios desportivos e judiciais, recordando os factos já públicos referentes ao processo e avaliando a entrevista concedida pelo ex-vice do Sporting, Pereira Cristóvão, à TVI, pode-se já avançar com o nome do culpado, aliás, da culpada. Trata-se de uma secretária de Paulo Pereira Cristóvão que, num momento de tédio, levantou 2 mil euros da sua conta bancária e entregou-os a um reputado membro ou ex-membro de uma claque leonina, juntamente com um bilhete de avião para o Funchal, para que fosse até à pérola do Atlântico comprometer José Cardinal para todo o sempre.

Cessem todos os processos de averiguação civis e desportivo. A culpa foi da secretária. E Paulo Pereira Cristóvão e o Sporting não têm nada a ver com esta ousadia de uma secretária tresloucada. Arquive-se.

ERRAR É HUMANO
Como turismo, é perfeito
Legitimada pela FIFA e pela UEFA, a experiência dos chamados árbitros de baliza já vem do Mundial de 2010, na África do Sul, e tem vindo a provar desde aí a sua calamitosa inutilidade prática. Se quisermos entender a convocação de um quarto e de um quinto árbitro como reforço de monta em prol da aplicação das leis do jogo, a experiência já há muito que deveria ter sido cancelada por ausência de benfeitorias à santa causa da verdade desportiva.

Na África do Sul, Lampard marcou um golo que empataria o jogo para a Inglaterra mas que foi anulado porque nenhum árbitro viu a bola passar para lá da linha fatal da baliza alemã. Esta semana, na última ronda do grupo D do Europeu, foi a vez de a Inglaterra beneficiar da total improficuidade das funções do senhor auxiliar de baliza que, ao não ver a bola rematada por Devic passar um bom bocado para lá da linha de golo, negou o empate à Ucrânia quando ainda faltava meia hora até ao fim do jogo.

A coisa só faz sentido se quisermos entender a invenção dos árbitros de baliza como uma simpática e pródiga benesse concedida, ao mais alto nível, aos árbitros de todo o mundo para se multipliquem agora em funções, em viagens, em importâncias e em ajudas de custo. Como turismo, é perfeito. Quanto ao resto…

POSITIVO
Costa incrível
Pela primeira vez um ciclista português conquistou uma prova por etapas do World Tour. Aconteceu a Rui Costa na Volta à Suíça e trata-se de um grande feito que não foi devidamente apreciado no seu país. A culpa é do futebol.

Drogba a facturar
Na Europa, Drogba já fez o que queria: saborear uma Liga dos Campeões. O costa-marfinense parte agora para uma aventura na China ao serviço do Shangai Shenhua a 248 mil euros por semana. Aventura, mas bem paga.

NEGATIVO
Neymar não chega
Um golo de Neymar não chegou ao Santos para atingir a final da Taça Libertadores. Depois da derrota em casa com o Corinthians, o Santos não fez-melhor do que 1-1 no campo do grande rival.

PÉROLA
“MOURINHO É MEDÍOCRE.”, Znedek Zeman
O Portugal-República Checa, a contar para os quartos-de-final do Euro’2012, foi antecedido por uma inusitada provocação checa a um português muito especial. Para o treinador da AS Roma, José Mourinho é apenas “um grande comunicador” que, por isso mesmo, disfarça bem a sua “mediocridade”."

Leonor Pinhão, in Correio da Manha

O exemplo da Irlanda

"A Irlanda perdia por 4-0 contra a Espanha. Estava, pois, derrotada e terminava o sonho de passar aos quartos-de-final. No relvado molhado por uma chuva persistente, os jogadores jogavam com a alegria de representarem o seu país e de desfrutarem de momentos de emulação profissional.
Nas bancadas, pouco se ouviam os apoiantes de la roja. Em contrapartida, eram bem audíveis os cânticos dos irlandeses, a sua festa e alegria. Tivesse ligado a televisão naquela altura sem saber o resultado e suporia que a surpresa estava a acontecer. No fim, o esplendor de uma festa. Continuaram a cantar, a aplaudir, a regozijar-se, os jogadores a agradecer. Não se via uma manifestação de azedume, um olhar desesperado, um rosto desalentado. A sustentável leveza da alegria. Solidários na derrota.
No meio de guerras intestinas e de obsessões doentias, de manifestações patrioteiras (quando se ganha) ou de críticas acídas (quando se perde), de jogadores em redomas de falsos heroismos e exibicionismos de incontrolada vaidade e sumptuosidade monetária, que bom ter podido assistir, ainda que pela televisão, ao provavelmente mais belo e humanamente rico momento deste torneio! O regresso às origens do futebol. Ao futebol do mais genuíno fair play e do mais convincente júbilio de se jogar. Momentos refrescantes de pessoas comuns a trabalhar no seu ofício, de pessoas comuns a apoiá-los com elegância e saudável entusiasmo, e de um país que, por certo, não faz destes acontecimentos o único clímax da sua identidade e do seu porvir.
É com este espírito à irlandesa que hoje vamos esperar uma vitória de Portugal"

Bagão Félix, in A Bola

PS: Crónica publicada no dia do Portugal - República Checa.

A entrevista

"Confesso que não percebi a entrevista dada por Paulo Pereira Cristóvão. Estava a vê-la e não pude deixar de recordar uma outra em tudo idêntica, dada por Gonçalo Amaral durante o caso Maddie. O que fará alguém dar uma entrevista e depois não responder a nenhuma das perguntas, com o argumento de que jamais violará o segredo de Justiça.
Claro que se falar sobre o caso viola o dito segredo, mas isso já todos sabíamos, inclusive PPC. Então o que é que lá foi fazer? Falava sobre o quê? Sobre o tempo? Ou então pretendia utilizar a entrevista para fazer um discurso de vitimização, todo ele baseado em inimigos imaginários que nunca soube ou quis precisar. PPC pode ter toda a razão e tudo não passar de enormes coincidências ou então de um grande equívoco. Em perseguição já duvido mais, pois ninguém em geral e ele em particular é suficientemente importante para merecer tamanha vontade de alguém o incriminar. Inocente é sem dúvida José Cardinal. Paulo Pereira Cristóvão diz-nos que é absolutamente inocente de todos os factos que o acusam, mas sem esclarecer qualquer das acusações que lhe são feitas, já que tudo está em segredo. Agora e unicamente por uma questão de fé, acreditamos ou não."

Carlos Anjos, in Correio da Manha

PS: Após umas merecidas férias (!!!), regressei hoje a casa... sendo assim vou colocar algumas (poucas) crónicas 'atrasadas', e destacar as noticias mais importantes dos últimos dias... Um grande Obrigado ao Viriato por ter mantido o estaminé activo... espero que seja para continuar!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Caballero em Palermo???

 Li nos merdias de hoje, que o Pai do CABALLERO teria arranjado já colocação lá para as bandas de Contomil.

Creio que irá ser um dos ajudantes do Vitor Pereira, para vigiar de perto a progressão do seu filhote, coisa que lhe foi negada pelo nosso Glorioso.
 
A sua abençoada e carinhosa Mãe, irá de cozinheira (tal como foi a mãe do Anderson) para um restaurante qualquer de Palermo, aprender a fazer francesinhas e papas de sarrabulho, bem temperadas com alho porro.

É assim que mandam as Leis do nosso País. O "chico" terá que ter os seus pais junto a si até completar 18 anos e os seus Augustos País terão de ter um emprego.
Nessas coisas, o Serviço de Fronteiras do Porto  (SEF)  está sempre muito vigilante e actuante...penso eu de que...