"Norueguês de vertigem frente ao Lech Poznan; Echeverri a crescer e Prestianni sempre decisivo. Bons sinais de Banjaqui, El Karouani e outros
Melhor em campo: Andreas Schjelderup (7)
O extremo norueguês não foi brilhante frente ao Poznan, como conseguiu ser várias vezes noutros jogos, mas manteve a consistência na forma como garantiu uma equipa sempre ligada a uma ideia de vertigem atacante. Andreas Schjelderup entrou em campo determinado e logo aos 6 minutos disparou pela esquerda e cruzou para Rafa Silva marcar o primeiro golo. Combinou muito e bem com Echeverri, colocando várias vezes o argentino em boa situação de remate e aparecendo também ele com perigo em zonas de finalização. Fez o mesmo com o lateral El Karouani, para quem representou um apoio muito importante na hora de defender. Também serviu Jhon Durán, mas o ponta de lança esteve sempre muito marcado. Schjelderup foi diferenciado e contribuiu muito para não tornar muito diferente o Benfica.
(7) TRUBIN — Não teve muito trabalho, fez tudo bem. Boas saídas pelo ar, excelente passe com o pé a lançar Schjelderup para lance potencialmente perigoso, aos 19', e defesa enorme a um remate de cabeça de Walemark, aos 63'.
(6) BANJAQUI — Tirando a perda de bola aos 63' que deixou Trubin em apuros, bom jogo. Boas movimentações no ataque, pelo meio e também a dar profundidade até à linha de fundo. Remate forte aos 53', mas à figura do guarda-redes. Teve mais trabalho defensivo quando entrou Luis Palma, mas foi resolvendo problemas.
(5) CIRCATI — Jogo competente do australiano, bem posicionado para dobrar Banjaqui e ser também o guarda-costas de Araújo. Não arriscou no passe, menos aos 86', quando fez suar Trubin.
(7) TOMÁS ARAÚJO — Mesmo com uma ou duas roscas, esteve sempre onde devia estar para cortar a bola. Com ela nos pés lançou Schjelderup no lance do primeiro golo, e lançou vários ataques.
(7) EL KAROUANI — Exibição interessante do marroquino, com bom posicionamento defensivo, bons cortes e sobretudo muita chegada ao ataque, onde somou cruzamentos perigosos. Com um grande passe lançou uma diagnonal de Rafa: só não foi golo porque o central fez um corte muito bom.
(6) MANU — Recuperou muitas bolas e foi importante a fechar espaços na área encarnada. Com bola foi um pouco precipitado, mas ainda assim fez bons passes, como um que deixou Rafa Silva em boa situação para criar perigo, aos 58'.
(6) SUDAKOV — Começou a jogar em espaços mais defensivos que o habitual e sentiu dificuldades de posicionamento, faltando-lhe agressividade a fechar a zona interior. Foi subindo de rendimento, manteve vontade, e quando passou a jogar atrás de Durán cresceu mais. Aos 68' serviu de bandeja um remate a El Karouani e aos 90' finalizou com classe o terceiro golo.
(6) RAFA — Logo aos 6' apareceu rápido e oportuno a encostar para marcar o primeiro golo do Benfica, mas depois partiu para uma exibição do quase. Movimentou-se bem, quase conseguiu fintar, quase rematou, quase passou para golo, quase conseguia sair de campo com maior impacto no jogo.
(7) ECHEVERRI — Mesmo tendo definido com pouca qualidade, o argentino fez mexer a equipa e revelou grande agressividade defensiva e excelente entendimento com Schjelderup. Logo aos 3' lançou Durán para remate, ele próprio rematou por cima da trave aos 10' e aos 14', criou espaço para vários cruzamentos de El Karouani e aos 45+1' tem combinação deliciosa que deixou Schjelderup na cara do golo. Aos 53' poderia ter sido feliz, mas correu mais depressa que a bola e não conseguiu finalizar.
(6) JHON DURÁN — Trabalhou, lutou, nem sempre da forma mais esclarecida, mas foi muito importante para que outros pudessem aparecer em zonas de finalização. Rematou também muitas vezes (notou-se alguma ansiedade para chegar ao golo) e aos 88' disparou forte, mas Lis defendeu bem.
(5) AURSNES — Trouxe geometria ao jogo e maior esclarecimento na ocupação do espaço. Com ele, a equipa ficou mais tranquila, menos partida e garantiu posses de bola mais prolongadas.
(4) BARRENECHEA — Corte fundamental na área encarnada e passe para Sudakov marcar golo, aos 90', mas é muito difícil equilibrar positivamente uma exibição que arrancou com um erro tremendo — recebeu na área um passe de Trubin e nem olhou antes de fazer seguir a bola na direção de Bengtsson — que ofereceu o golo ao Poznan e intranquilizou a equipa.
(7) PRESTIANNI — Entrou e em dois lances fez a diferença. Aos 64' rematou com perigo; aos 67' partiu os rins a Joel Pereira e marcou um grande golo, mais um.
(5) JOÃO PALHINHA — Surpreendeu ao entrar para jogar a defesa-central, por Tomás Araújo, mas cumpriu o papel, embora sem capacidade para mandar no setor ou tranquilizar os companheiros.
(6) LUKEBAKIO — Bom impacto, com várias jogadas que colocaram o Poznan em sentido e remates que poderiam ter resultado em mais golos para o Benfica."

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