"No regresso à Liga, após uma inédita interrupção de três semanas para seleções e na véspera de uma nova paragem para uma Taça sem "europeus", o que não se percebe facilmente, o campeonato do burgo regressou como interrompeu. Com decisões erradas na arbitragem e a influenciar resultados, o presidente do Conselho de Arbitragem a dar um triste espetáculo no serão televisivo enquanto um VAR cometia mais um daqueles erros estranhos que ninguém consegue perceber, e o Benfica a voltar às vitórias, ganhando bem e limpinho um jogo em que foi do mais para o menos e que voltou a subir no final, com os improváveis Dahl, o melhor em campo, e Sudakov a resolverem um jogo em que só o minuto 89 deu motivos para Samuel Soares se preocupar. Antes, Rafa, Schjelderup, Echeverri e Prestianni já tinham falhado oportunidades na "cara" do guarda-redes adversário e só a ambição vinda do banco e das opções do treinador evitaram um daqueles finais em que quem domina o jogo todo tem de fazer pela vida e defender uma vantagem magra. Não foi assim, o Benfica provou uma vez mais que tem um banco que vale a pena usar e um treinador que percebe bem onde está e que não tem medo de mostrar a superioridade. Seguem-se Celtic e Omonia, que permitirão a Marco Silva dar mais minutos a quem merece e preparar uma difícil deslocação aos Açores para enfrentar a surpresa do campeonato com os mesmos pontos do Sporting e apenas menos um do Benfica. Serão duas semanas em que a curiosidade de ver mais de Durán, El Karouani, Echeverri ou Kaminski preencherão a atenção dos adeptos com a ambição de chegar aos nove pontos na Liga Europa e com a equipa mais rodada. Depois, voltaremos à Liga com a esperança de que jogar bem seja o suficiente para discutir o título..."

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