D𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐅𝐏𝐅 𝐭𝐞𝐫𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐝𝐢𝐝𝐨 𝐚 𝐬𝐮𝐬𝐩𝐞𝐧𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐋𝐮𝐜𝐢𝐚𝐧𝐨 𝐆𝐨𝐧𝐜̧𝐚𝐥𝐯𝐞𝐬. 𝐄𝐥𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐬𝐨𝐮. 𝐄 𝐅𝐫𝐞𝐝𝐞𝐫𝐢𝐜𝐨 𝐕𝐚𝐫𝐚𝐧𝐝𝐚𝐬, 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐨𝐮 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐚 𝐝𝐞𝐟𝐞𝐧𝐝𝐞̂-𝐥𝐨, 𝐝𝐞𝐬𝐜𝐨𝐛𝐫𝐢𝐮 𝐚𝐬 𝐯𝐢𝐫𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐬𝐢𝐥𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐨. Ouçam com atenção o que Tânia Laranjo revelou. Luciano Gonçalves terá ido aos estúdios da CMTV, numa espécie de 𝑂 𝑃𝑟𝑒𝑐̧𝑜 𝐶𝑒𝑟𝑡𝑜 sobre o seu património, sem sequer informar a Federação Portuguesa de Futebol. Mas o mais grave é outra coisa. Segundo a jornalista, depois de divulgadas as mensagens relacionadas com o caso de alegada corrupção que envolve o Estrela da Amadora, vários dirigentes da própria FPF terão pedido a Luciano Gonçalves que suspendesse o mandato. Luciano Gonçalves terá recusado. Nem dentro da Federação existe unanimidade sobre as suas condições para continuar em funções. Entretanto, António Salvador veio exigir a saída do presidente do Conselho de Arbitragem. Uma posição ainda mais extrema do que a suspensão temporária que André Villas-Boas há muito defende. Durante muito tempo, o presidente do FC Porto foi a única voz ativa entre os presidentes dos clubes a exigir esse afastamento preventivo. Agora, depois de o SC Braga se considerar prejudicado frente ao Sporting, António Salvador juntou-se à contestação. Mas continuamos a assistir ao mesmo espetáculo: escrutina-se cada palavra de Villas-Boas, enquanto as questões que levanta parecem merecer muito menos atenção. 𝐑𝐞𝐜𝐨𝐫𝐝𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥 𝐅𝐨𝐨𝐭𝐛𝐚𝐥𝐥 𝐆𝐥𝐨𝐛𝐞𝐬. Frederico Varandas elogiou Rui Borges por não falar de arbitragem, afirmando que lhe pede expressamente para não o fazer. "Não quero ter o meu treinador a fazer as figuras que outros fazem." Villas-Boas respondeu que o FC Porto tem o dever de expor os problemas quando os considera relevantes. E deixou uma observação certeira sobre a nova postura de Varandas: "É uma novidade da época 26/27, porque nas outras não foi assim que se comportou." Basta consultar o arquivo. Varandas falava de arbitragem. E falava muito. Rui Borges também não viveu sempre sob este voto de silêncio que agora apresentam como exemplo para o futebol português. De repente, o silêncio tornou-se uma virtude. Porquê? Será uma súbita questão de princípios? Ou será que falar de arbitragem passou a implicar responder a perguntas sobre alguém que Varandas elogiou durante anos? Porque o arquivo tem memória. Mesmo quando algumas perguntas parecem não ter. Maio de 2023: Luciano Gonçalves era, para Varandas, "uma pessoa íntegra e que luta para melhorar a sua classe". Fevereiro de 2025: defendia a especialização do VAR, em linha com reformas previstas no projeto de Pedro Proença e Luciano Gonçalves. Novembro de 2025: dizia ter ficado aliviado e feliz com a coragem demonstrada pelo presidente do Conselho de Arbitragem. Dezembro de 2025: garantia que, desde Fontelas Gomes e Luciano Gonçalves, "a arbitragem não tem dono". Julho de 2026: voltava a defender a integridade de Luciano Gonçalves, falando de pessoas que não se deixam influenciar e afirmando que seria uma grande surpresa se assim não fosse. Reparem. Durante três anos, Frederico Varandas nunca teve problemas em falar de arbitragem para elogiar os seus responsáveis. Agora que a continuidade de Luciano Gonçalves é questionada, prefere dar lições sobre a importância de não falar. O que mudou, Frederico Varandas? Continua a acreditar na integridade de Luciano Gonçalves? Continua a considerar que reúne condições para permanecer no cargo? Se sim, porque não o afirma com a mesma convicção de antes? Se não, o que o fez mudar de opinião? É que pelo que Luis Vilar revelou (vejam um video a anterior que publiquei) voltou a reforçar o voto de confiança. Ou será que qualquer uma das respostas se tornou demasiado inconveniente? E os jornalistas? Como é possível analisar ao milímetro cada declaração de André Villas-Boas e não confrontar Frederico Varandas com três anos de elogios públicos a Luciano Gonçalves? É assim tão difícil recuperar o arquivo? Perguntar se mantém a confiança? Confrontá-lo com as posições de Villas-Boas e, agora, de António Salvador? Não se pede que façam acusações. Pede-se que façam perguntas. E que não se contentem com a primeira resposta que desvie a conversa para o FC Porto. Nem com mais uma auto entrega de prémio da paz. E com isto chegamos, precisamente, a Braga. Depois de um lance polémico em que envolve um lance de grande penalidade não assinalado, contestado pelo SC Braga, quando os minhotos venciam por 1-0, Varandas apareceu na zona mista. Não para abordar o lance polémico, mas essencialmente para responder a Luís Montenegro. Estava no seu direito. A graçola do primeiro-ministro era dispensável. Mas, naturalmente, a resposta acabou no FC Porto. Varandas até poderia ter falado da crise da habitação. Nem que fosse da crise de habitação provocada pelo espaço que o FC Porto ocupa permanentemente na sua cabeça. Mas há uma questão mais interessante. Será que Varandas apareceu para responder a Montenegro porque era esse o assunto que queria discutir? Ou foi particularmente conveniente falar de tudo menos da arbitragem? Não sabemos. Sabemos, isso sim, que discutir Montenegro, Pinto da Costa e o passado do FC Porto é bastante mais confortável do que responder sobre Luciano Gonçalves. Porque aí já não bastaria atacar os outros. Teria de explicar as suas próprias palavras. E se os jornalistas insistissem? Se lhe perguntassem se mantém a confiança no presidente do Conselho de Arbitragem? Se o confrontassem com os alegados pedidos de suspensão vindos da própria Federação? O que responderia? É isso que gostaríamos de saber. Mas aqui confesso que nem deu grande tempo. Depois saiu a grande velocidade. Que nem um rato? Afinal, Frederico Varandas tem receio de falar de Luciano Gonçalves? Ou de ter de explicar tudo aquilo que já disse sobre ele? André Villas-Boas fala e é escrutinado. António Salvador exige a saída de Luciano Gonçalves. A própria FPF é agora confrontada com notícias sobre alegados pedidos internos de suspensão. E um dos mais persistentes defensores públicos de Luciano Gonçalves continua sem uma resposta conhecida às perguntas que realmente importam. O problema não é haver presidentes que falam demasiado de arbitragem. O problema é haver jornalistas que ainda não fizeram as perguntas que este histórico exige. E talvez esteja na altura de demonstrarem que não têm medo das respostas.
— 🐉 Alex Tático 🐉 (@alex_tatico1893) October 13, 2026
Últimas indefectivações
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Agarrado ao Tacho com os dentes todos !!!
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