"Duas formigas. Daquelas domésticas, pretas, que nos entram em
casa vindas dos vasos, dos quintais ou do jardim. Em média,
medem cerca de 5 milímetros
cada, daí um par delas, juntinhas
e em fila, chegar a um centímetro, a medida mágica que permitiu ao FC Porto juntar mais três
pontos ao seu imenso pecúlio de
vergonha desportiva.
O mundo animal está repleto de
pequenos exemplos de espécies
minúsculas que quase chegam a
um centímetro de comprimento
ou ultrapassam-no por pouco.
O sapo-pulga das florestas da
Papua-Nova Guiné também cabe
nesta bitola, tem cerca de 7,7
milímetros. E há uma carpa nos
pântanos (território lamacento
que vem bem ao caso) e nos rios
da Indonésia que quase chega
aos 10 milímetros de comprimento - tem 7,9 milímetros.
Para se perceber o quão ridícula
é a posição escolhida para a
colocação do frame de uma linha
de fora de jogo, deixo mais dois
exemplos que, lá no fundo, têm
muito que ver com o atual estado
da arbitragem em Portugal. No
fora de jogo da Madeira não
caberia um dos menores répteis
do planeta: um macho adulto
com apenas 1,35 centímetros.
Trata-se de um camaleão das
florestas de Madagáscar que,
curiosamente e tal como a lista
de notáveis da arbitragem nacional, nunca muda de cor. Vive no
chão, claro, sem possibilidades
de subir mais alto na vida.
Deixo para o fim o caso de um
outro pequeno ser com menos de
2,5 centímetros. Ou seja, uma vez e
meia maior do que o fora de jogo
que o VAR Tiago Martins conseguiu
mascarar. Não se trata de um animal qualquer, é um polvo, o polvo-
-lobo, considerado um dos mais
pequenos do mundo. Calha bem,
um polvo pequenino para agradar
ao polvo maior."
Ricardo Santos, in O Benfica

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