"Soubemos, pela voz do próprio,
que Pedro Proença é “um gajo
competentíssimo”. O que estamos a ver, com os nossos olhos,
é que o presidente da FPF não
soube antecipar um conflito,
mais ou menos expectável, no
seio da Selecção Nacional, nem
está a saber resolvê-lo – ou
melhor, está à espera que se
resolva sozinho, demonstrando
uma total incapacidade de
acção e de decisão.
Conhecemos também a opinião
do próprio acerca dos árbitros
portugueses, e quem somos
nós para discordar. A cada
semana que passa, mais preocupados ficamos quanto à verdade desportiva a que temos
direito nos relvados portugueses. Braga e Funchal, no passado fim-de-semana, foram apenas os últimos episódios de
uma saga que começou no dia
em que Pedro Proença, Rui
Caeiro e Luciano Gonçalves
tomaram conta das competições nacionais. O presidente do
Conselho de Arbitragem também somou, em pouco mais de
um ano e meio, uma colecção
assinalável de polémicas e suspeitas, mais do que suficiente
para ter de dar o lugar a outro.
Ninguém confia naquele indivíduo, e o que se passa nos campos não ajuda nada.
Quando vemos um penálti do
tamanho do Estádio Municipal
de Braga ser ignorado pelo VAR,
quando vemos um golo anulado
na Madeira pelo fiscal de linha
ser depois validado por 1 cm
(um centímetro !?!?) no conforto
dos sofás e ecrãs da Cidade do
Futebol, quando nos recordamos da arbitragem do último
clássico, percebemos que nada
mudou e nada vai mudar
enquanto estes protagonistas
se mantiverem em funções.
O Benfica já perdeu um Campeonato e uma Taça em 2025, e
perdeu o acesso à Champions
em 2026, devido a erros grosseiros de árbitros e vídeo-árbitros. E quando os erros continuam a manipular o palmarés
do futebol nacional, a esperança
numa temporada vitoriosa dissipa-se fatalmente. Contra esta
trupe, não temos hipóteses."
Luís Fialho, in O Benfica

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