Últimas indefectivações

domingo, 7 de dezembro de 2025

Benfica demorou muito a acordar, mas quando o fez mandou no jogo


"Nenhum saiu feliz com o empate, mas, depois de um início de grande superioridade leonina, o Terceiro Anel empurrou as águias para uma exibição consistente, que obrigou o rival a ‘cautelas e caldos de galinha’. A equipa de Mourinho esteve mais perto da vantagem até à expulsão de Prestianni, depois o Sporting voltou a querer ganhar, mas faltou-lhe tempo...

Estavam jogados 24 minutos e 25 segundos, o Sporting vencia por 0-1 desde os 12, o Benfica padecia de uma apatia absoluta, e o Terceiro Anel fartou-se. Há perder e perder, e perder sem dar luta não faz parte do léxico encarnado. Por isso, face à ausência de agressividade perante as trocas de bola da defesa dos leões, ouviu-se na Luz uma vaia monumental, que serviu de despertador aos jogadores do Benfica. Imediatamente Ríos e Pavlidis pressionaram, com ‘ganas’, Dahl e Barreiro secundaram-nos, e os leões perderam a bola. Esse foi o momento em que o jogo verdadeiramente mudou, não deixando de ser verdade que o golo de Sudakov, aos 27 minutos, ajudou a dar confiança aos de encarnado e a tirá-la aos de verde.
Mas até ao minuto 24’25’’, os bicampeões nacionais passearam-se no relvado da Luz, dominando as operações a seu bel-prazer, e para tal bastou-lhes duas coisas: a primeira foi impedir linhas de passe ao Benfica nas saídas de bola; a segunda foi apostar no erro do adversário, trocando pontualmente, sempre que lhes cheirava a ‘sangue’, a defesa zonal a 30 metros das redes de Trubin, por uma pressão alta que viria a mostrar-se letal para os donos da casa.
E até nem foi ao primeiro erro (quando, aos três minutos Sudakov deu uma bola ‘queimada’ a Aursnes, que foi desarmado por Suárez, dentro da grande área, valendo à equipa de Mourinho uma grande defesa do seu guarda-redes ucraniano) mas ao segundo, aos 12 minutos, quando Trubin passou a bola, de forma displicente, a Barrenechea, que quando se quis virar foi imediatamente cercado por Hjulmand, que recuperou o esférico, endossando-o de imediato a Pedro Gonçalves.
Este, com um ‘penálti em andamento’, colocou muito justamente os leões na frente do marcador. E até ao ‘despertador’ do Terceiro Anel ter tocado, só deu Sporting, ficando no ar a ideia de que estávamos em presença de duas equipas em muito diferentes estádios de maturidade.

TÁTICA E DINÂMICA
Benfica e Sporting apresentaram na Luz os seus figurinos habituais, talvez mais cauteloso Mourinho ao preencher o meio-campo com Aursnes, Barreiro e Sudakov, deixando Prestianni e Schjelderup de fora das contas iniciais. Rui Borges, por seu turno, também tomou alguns cuidados, por exemplo ao começar a defender muito mais atrás, ao invés do que, por exemplo, tinha feito com o Estrela da Amadora. Portanto, como a diferença não esteve na tática, o que importou realmente para a história deste dérbi foi a dinâmica, e nesse particular, quem mais contribuiu para a melhor fase do Benfica – grosso modo dos 25 minutos aos 90+2, quando Prestianni foi expulso, foi Richard Ríos, que assinou a melhor exibição desde que veste de águia ao peito. Foi quase sempre bem secundado por Dedic, enquanto que do outro lado Sudakov só começou a libertar-se de Fresneda quando as movimentações rápidas dos encarnados começaram a abrir brechas na muralha leonina, e o lateral espanhol teve de ajudar a apagar alguns fogos longe de Sudakov.
Quando o intervalo chegou, o resultado era justo, praticamente meia parte para cada um tinha valido um golo a Benfica e outro a Sporting.

MAIS BENFICA
A metade complementar trouxe mais Benfica, ou seja, incidindo especialmente em Diomande, que denotou dificuldades na saída de bola, os encarnados deram a provar aos leões o veneno que estes tinham utilizado, e dessa superioridade, que teve também a ver, além de Ríos e Sudakov, do regresso de Aursnes à sua carburação normal e de Barreiro à chegada à área e à pressão, resultaram alguns momentos que Rui Silva resolveu bem – remates de Pavlidis (62), Aursnes (64) e Sudakov (65), sem que houvesse reação declarada do Sporting, que só viria a beneficiar o primeiro canto na segunda parte aos 90+1.
O Benfica, a perceber que podia chegar aos três pontos, esteve muito perto de marcar aos 74 minutos, quando, após um livre de Sudakov e um cabeceamento de Ríos, Suárez tirou o ‘pão da boca’ a Barreiro que se preparava para gritar golo; e sete minutos depois, através de Ríos que, com um pontapé-canhão de pé esquerdo, falhou por muito pouco o alvo.
O jogo entrou então numa fase quezilenta, que cortou ritmo à partida, e aos 81 minutos Mourinho jogou uma cartada ofensiva – Sudakov por Prestianni – trocando de ponta de lança quatro minutos depois, na mesma altura em que Rui Borges, que à hora de jogo tinha lançado os juniores Quenda (Pedro Gonçalves) e João Simões (Morita), o primeiro para dar mais profundidade à esquerda, o segundo para refrescar o meio-campo, resolveu, sem mudanças táticas, dar mais pulmão à equipa, com Alisson e Ioannidis, aos 85 minutos. Mas o jogo já tinha decaído e não era difícil vaticinar que o Benfica, se não tinha conseguido ganhar na altura certa, dificilmente o faria na reta final, quando Manu foi ainda render Barrenechea (esgotado), acontecendo então, aos 89 minutos, o lance que mudou os minutos finais.
Uma entrada imprudente de Prestianni, por trás, sobre Catamo, foi sancionada por António Nobre com cartão amarelo, que o VAR reverteu em vermelho. Faltavam jogar seis minutos e Mourinho viu-se forçado a passar Ivanovic para a esquerda, ficando Leandro Barreiro a ponta-de-lança, num 4x4x1 pensado para travar a investida final dos leões. Estes, apesar do domínio territorial que recuperaram, não voltaram, contudo, a apoquentar Trubin. Um ponto para cada um deixou o campeonato em aberto – ainda há muitos jogos pela frente – mas pode devolver conforto a um FC Porto saído de uma noite amarga com o Vitória de Guimarães."

Daizer: Sporting...

Esteves: Sporting...

Dekash: Sporting...

Vinte e Um - Como eu vi - Sporting...

Zero: Ataque Rápido - Rescaldo - Sporting...

Simples: Sporting...

Observador: Relatório do Jogo - "Sporting forte no início e um Benfica que soube responder"

Terceiro Anel: Sporting...

BF: Sporting...

BI: Rescaldo - Sporting...

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Live - Sporting...

Terceiro Anel: Live - Sporting...

5 Minutos: Sporting...

sábado, 6 de dezembro de 2025

Vermelhão: Mais um empate...

Benfica 1 - 1 Sporting


Jogo feio para o adepto, demasiada tática, com ambos os treinadores a preferirem os equilíbrios... O Benfica com uma entrada suicida, com muitas dificuldades na 1.ª fase de construção, com o Sporting a marcar um 'auto-golo' como anunciou o Mourinho...!!!

A meio da 1.ª parte, a equipa finalmente começou a aproximar-se mais da área adversária, com posse de bola, no meio-campo do adversário, e o golo do empate a surgir... A partir daqui, o jogo foi do Benfica!

Não foi um domínio avassalador, mas fomos os únicos com aproximações perigosas à baliza adversária, com o Sporting, em todo o jogo, a ter somente 4 aproximações perigosas, duas delas oferecidas pelo Benfica, outra numa correria dum contra-ataque, e no 2.º tempo, somente criaram a ilusão de perigo num cruzamento/remate!

Após o remate com a canhota do Ríos o jogo praticamente acabou! Muitas paragens, muita confusão... e com a expulsão do Prestianni, tivemos uns últimos 7 minutos anticlimáticos, com o Benfica a defender o empate! Que só beneficiou os Corruptos, até perderam e foram eliminados ontem para a Taça da Liga!!!

Para os Benfiquistas apesar disto, jogámos pouco! È verdade! Mas neste momento, com estes jogadores e este treinador, isto vai ser o Benfica! Não sofrer golos... e depois, logo se vê!!! Agora, após 2 jogos com um Super-Sporting e outro contra um Super-Fariolli, o Benfica ainda não perdeu!!! É verdade que não estamos a jogar bem, mas a diferença para os nossos principais adversários, também não é tão grande, como se pinta! Não fossem os apitos, e a classificação seria outra...!!!


Bom jogo do Ríos, do Barreiro e do Sudakov! Ausenes muito importante nos equilíbrios. Dedic o nosso melhor 'extremo'!!! Dahl muito bem na marcação... Otamendi, hoje, esteve bem, sem ofertas!

Trubin cometeu o erro no golo sofrido, não pode fazer aquele passe, quando está a observar o posicionamento do Sporting. No resto, não teve trabalho!

É incrível como o Estádio da Luz, se torna num 'Inferno' para os nossos próprios jogadores! O barulho sempre que o António ou o Enzo tem a bola nos pés, só serve os interesses dos adversários!!!


O Nobre não cometeu nenhum erro gigante como no passado, mas como o Mourinho afirmou, disciplinarmente permitiu quase tudo à Lagartada: Hjmuland acabar o jogo sem Amarelo é para os apanhados, o cabrão do Maxi acabar o jogo, depois de todas as provocações é incrível...
Mesmo assim, a falta inventada para impedir o contra-ataque do Benfica, no lance com o Suarez, é capaz de ser o lance mais absurdo!!!


Agora, antes do Campeonato, temos a Final na Champions, com Nápoles! O jogo até pode ser parecido, pois os Conte também arrisca pouco, mas a qualidade individual dos Italianos é muito superior!!!



Em frente...

Benfica 4 - 2 Araz

O trabalho foi feito na 1.ª mão, mesmo assim, os dois sofridos no final, podiam ter sido evitados!

Agora, Quartos-de-final da Champions, com o Sporting, em mais um Sorteio estranho!

Vitória apertada...


Benfica 2 - 1 Portimonense
Pastel(2)


Regresso dos Mundialistas, num jogo pouco conseguido, onde o Portimonense merecia mais... Valeu ao Benfica, o faro de golo do Pastel!!!

Na jornada anterior, jogámos com Estrela na Malveira, com um 11 praticamente todo diferente. Opções não faltam...

Uma nota para a adaptação do Juvenal a Defesa-Direito: acho que temos aqui outra aposta com futuro! Depois de jogar em quase todas as posições, parece-me que o Juvenal pode evoluir nesta posição!

Backstage | Nottingham Forest 1-1 SL Benfica B | Premier League International Cup

Grande resposta à ameaça de greve


"POR MIM ERA JÁ NO JOGO DE HOJE

Quem me conhece sabe que sou defensor da contratação de árbitros estrangeiros para determinados jogos da nossa liga. Não é por nada, é só porque os de fora apitarão menos condicionados e as suas decisões serão menos passíveis de serem consideradas suspeitas ou analisadas à luz de decisões passadas.
Penso exatamente o mesmo para o VAR. Neste caso, porque é feito de forma remota, mais fácil ainda seria implementar esta medida.
Para os que são do contra, pergunta-se: se os nossos árbitros vão apitar jogos de ligas estrangeiras, porque não hão-de vir os de fora apitar cá dentro?"

Hoje dia de derby, aquele dia em que os nervos anda o dia todo à flor da pele.


"Neste dia é sempre bom recordar um derby de má memória, pelo resultado desportivo, mas para mim de boa memória enquanto símbolo de união orgânica que catapultou toda uma nação para uma conquista no final da temporada!
Hoje gostava de assistir a essa união do primeiro ao último minuto e mostrarmos mais uma vez a todos e em especial aos viscondes dos perdoes bancários e dos esquemas do Hotel Altis, que não somos apenas maiores que eles, SOMOS GIGANTES!!!
Acreditem, com este sentimento e união a emanar das bancadas, mesmo que joguemos mal, estaremos sempre muito mais perto de bater qualquer rival, o resto acaba sempre por vir por acréscimo, cresce a confiança dos jogadores que se sentem amados, cresce a confiança da equipa e da equipa técnica e só assim é possível suplantar qualquer obstáculo!"

DDT — Donos Disto Tudo


"Nos últimos tempos, três assuntos ficaram a ecoar na minha cabeça. As críticas a José Mourinho por ter criticado os seus jogadores, as palavras de João Félix sobre a alegada falta de vontade séria do Benfica em recebê-lo de volta e o futuro dos nossos jovens campeões do mundo. Três temas que, à primeira vista, parecem desconexos. Talvez distantes, mas não tão diferentes na sua raiz. Vamos por partes, até chegarmos ao ponto onde tudo se encontra.
Começo por José Mourinho. No final do jogo da Taça de Portugal mostrou o que toda a gente tinha visto na primeira parte. A equipa tinha entrado a dormir. Disse-o de forma clara, como sempre fez. E imediatamente se ergueu o coro habitual de indignações. Criticar jogadores já é tratado como crime de lesa-pátria. Parece cair o Carmo e a Trindade quando um treinador diz que um atleta não se esforçou o suficiente.
E as críticas vêm sempre embrulhadas na mesma cantilena. Que um treinador não deve expor jogadores em público, que perde o balneário, que perde o respeito, que aquilo fragiliza a equipa. É a ladainha dos dias modernos. Nem sempre foi assim, e na verdade continua a não ser. Um treinador não perde o respeito quando diz a verdade. Perde-o quando tenta vender à equipa e ao público uma narrativa diferente daquela que todos viram. Perde-o quando troca a exigência pela massagem ao ego. Perde-o quando deixa de chamar as coisas pelo nome, com medo de ferir sensibilidades.
João Félix, que anda há anos a tentar demonstrar ao mundo do futebol que é um jogador de elite, passou por vários clubes e diferentes treinadores. Em todos deixou a mesma dúvida no ar, aquela sensação desconfortável de que o talento está lá, mas a consistência e a qualidade aparecem apenas a espaços. Agora decidiu dizer que o Benfica, e sublinhe-se, o seu Presidente, não demonstrou uma vontade séria em trazê-lo de volta. Uma acusação curiosa, para não dizer outra coisa.
O Benfica, leia-se o presidente, mesmo com a desconfiança de muitos adeptos, demonstrou sempre disponibilidade e esforço para concretizar o regresso de João Félix. Isto é público e notório. Se houve hesitações, não vieram da Luz. João Félix preferiu o dinheiro. É legítimo que assim tenha sido. O que já não é legítimo é tentar reescrever a história, como se o Benfica tivesse sido um espectador indiferente. Não foi.
E fica a pergunta, que vale mais do que mil comunicados. Será que optar única e exclusivamente pelo salário é a melhor decisão para um atleta que ainda procura afirmar-se no topo?
A nossa Seleção Nacional de sub-17 sagrou-se campeã do mundo. Um enorme feito. Uma enorme honra para todos os portugueses. Ainda a festa não tinha terminado e já se ouvia: será que estes miúdos vão ter futuro? Os clubes têm de apostar nestes jovens, estes jogadores são craques, os clubes têm de olhar para a sua formação. Foram algumas das afirmações e perguntas que fomos ouvindo.
Concordando que os clubes devem estar atentos e apostar nos seus jogadores mais jovens, será que é mesmo isso que tem faltado para que mais jovens talentos se consigam afirmar nas principais equipas do nosso campeonato? Será que quem mais decide a carreira destes jovens jogadores são eles próprios, os seus treinadores ou os seus clubes?
E o que têm a ver as críticas de José Mourinho e as declarações de João Félix com o futuro destes jovens craques?
Há um denominador comum. Os empresários. Esses que não gostam que um treinador faça qualquer crítica aos seus jogadores. Aqueles que dizem ao jogador para optar pelo projeto financeiro em vez do melhor projeto desportivo. Aqueles que, na minha opinião, infelizmente, mais terão a dizer sobre a carreira que terão os nossos mais recentes campeões.
Há muito tempo que o futebol deixou de ser apenas um jogo. Tornou-se uma espécie de mercado paralelo onde quem realmente manda raramente aparece nas fotografias. São os empresários, os intermediários, os consultores, os agentes de influência. Aqueles que não tocam numa bola, mas decidem mais do que muitos treinadores.
Os empresários são hoje o equivalente moderno aos barões do petróleo. Não extraem nada do chão, mas extraem milhões da ansiedade dos clubes. Não criam jogadores, mas vendem-nos como quem vende aço ou soja. E transformaram o futebol num negócio onde o tempo vale mais do que o talento e onde um passe bem negociado vale mais do que dez golos marcados.
É por isso que, nos últimos tempos, temos assistido a um fenómeno quase surreal. Treinadores que planeiam épocas e projetos que duram o tempo de um almoço, diretores desportivos que passam mais tempo ao telefone do que a ver jogos e jogadores que mudam de clube com a mesma frequência com que mudam de penteado. Tudo isto porque alguém, numa agência qualquer, decidiu que aquela transferência era o momento certo para maximizar o lucro. O clube, esse, fica para segundo plano. O adepto, para terceiro. A identidade, para último.
Um jovem de 17 anos faz dois jogos bem conseguidos e, antes que o miúdo aprenda a fazer o terceiro passe seguido sem nervos, já tem cinco agentes interessados, três reuniões marcadas e um empresário que jura que está a pensar só no futuro do atleta. O futuro, claro está, mede-se em percentagens, prémios de assinatura e comissões que fazem corar qualquer gestor financeiro.
O problema é que esta teia não é apenas um efeito secundário do futebol moderno. É o próprio motor do sistema. Os empresários controlam carreiras, influenciam balneários, decidem contratações, ditam rescisões, condicionam treinadores e pressionam dirigentes. Há clubes que contratam porque precisam e há clubes que contratam porque alguém lhes disse que precisavam. E essa diferença, no fim, paga-se com pontos perdidos e épocas arruinadas.
Podíamos achar que isto é apenas parte do jogo. Que sempre existiram intermediários. Que sempre houve negócios opacos. Mas o que existe hoje é diferente. É uma estrutura que funciona acima dos clubes e que, em muitos casos, os substitui. E quando percebemos que há empresários que têm mais poder de decisão do que presidentes, mais influência no plantel do que treinadores e mais informação interna do que muitos funcionários, talvez seja altura de parar de fingir que é normal.
A pergunta não é como chegámos aqui. Isso já todos sabemos. A pergunta é como saímos daqui.
O que me assusta não é o empresário competente que defende o seu jogador. Isso faz parte. Assusta-me o empresário que controla vários clubes em simultâneo, que faz negócios consigo próprio, que coloca jogadores onde lhe convém e que depois aparece a dizer que o futebol precisa de transparência. Assusta-me a facilidade com que alguns dirigentes se ajoelham perante telefonemas. Assusta-me a normalização da dependência. E, acima de tudo, assusta-me a passividade com que isto tudo é aceite.
No meio disto, estão os nossos miúdos de 17 anos. Chegaram ao topo do mundo. Serão agora empurrados para um sistema onde o talento é só uma parte da equação. E onde tudo o resto pesa mais do que devia."

O dérbi e o eterno futebol português


"Benfica e Sporting defrontam-se na Luz após semana igual a tantas outras, em que se falou de tudo e mais alguma coisa menos do jogo. Há muito tempo que decidimos abdicar do futuro

O dérbi é eterno, mas demasiado para tudo o que o rodeia. As desconfianças são feitas saber ou ditas para quem queira ouvir, atiradas consoante o sabor do vento, antes sequer do primeiro apito, mas depois de tantos outros, noutros campos, à frente de outras camisolas, de outros escudos. Nem o colorir dos equipamentos afastou a nuvem negra que os acompanhará até ao fim dos tempos. Ainda que persistam em fechar-se na sua concha, ainda que pareçam ocos, vazios, pouco humanos, recetáculos plenos para todos os tipos de vernáculo e escapismo das amarguras da vida. Ou do lado negro que todos temos. Que em alguns é maior que noutros.
A inexperiência que o fragiliza ou os vícios que o endurecem, o tornam intocável, inatingível. O que não marcou ou desastradamente marcou em excesso. Os penáltis que não viu e os que viu, mesmo que tenham ficado em suspenso na intensidade. O canto que gerou golo e não era, o canto não o golo, o golo anulado que afinal era, o VAR que não foi atrás, não viu a falta a meio-campo, o empurrão, a carga nas costas, a rasteira. A mão na bola, a bola na mão. A mão nas costas. O puxão. O agarrão. Em cima da linha. Dentro. Fora. Insuficiente, suficiente. O erro. A decisão certa. A dúvida. A suspeita. O crime. A sentença. A condenação. A jarra.
No dérbi eterno, mas em tantos outros jogos, sobretudo onde estão os grandes, que se queixam até quando os prejudicados são os outros, empurrados para trás. Tantas vezes empurrados para trás, por faltas não assinaladas bem para lá da Taprobana. Ou assinaladas. Que criam um Adamastor a meio-campo. E eles sem o espírito do passado. Capaz de dobrar mil e um Cabos das Tormentas.
Por aí fora. As alianças que se fazem para dar três pontos aos dois, ou para retirá-los a ambos. Ameaças de greve, críticas às ameaças, ameaças às críticas. O afinal ‘há quem no estrangeiro não se importe de vir apitar’. O cheiro a napalm à volta da nova sede da Liga, que ainda seca a pintura à espera de eventos que a preencham. E os presidentes a contar tostões dos direitos televisivos, com ordem de trabalhos invertida: as infraestruturas e a reformulação dos quadros competitivos que fazem parte do produto que ainda não se tem e já se quer vender. Mais gente à volta da mesa do que em muitos estádios por aí fora. Uma cultura desportiva sem raízes, sem o desporto, praticado ou assistido, que nada interessa a quem governa e continua no seu mundo faz de conta, e em cima da qual nada floresce e muito menos ganha fruto. 
Por Deus, a Taça da Liga! Não é urgente. Nem nunca fez grande sentido. Tanto que a mudam tanto e querem voltar a mudar até à próxima mudança. Agora, volta-se a baralhar, com a presença de todos os clubes profissionais, amanhã reduz-se porque não faz sentido, quando a lógica é que nem sequer exista. Claro que é mais um troféu para os grandes disputar. Mais dérbis ou clássicos. No entanto, a competição tem pouco interesse. E atrapalha o calendário. Os clubes sabem isso e sugerem outras coisas, como uma Taça Ibérica. Porque, mais uma vez, o que existe não é necessário.
Todavia, a reformulação que mais sentido faz, a que é mesmo, mesmo necessária, não se enganem, é a do campeonato. Para que haja maior concentração de talento, equipas mais fortes, melhores jogos, mais gente nos estádios, enfim, maior equilíbrio. Portugal não tem dimensão para 18 clubes no topo. Ou para 16. Talvez nem para 14. Estudem-na!
Os adeptos um atrás do outro, e o primeiro atrás do flautista de Hamelin. Unidos por uma causa que não sabem bem qual é, mas em uníssono nos protestos, nos gritos, nas palavras de ordem, uma tribo pronta para a guerra se for preciso. Mesmo com muito pouco para defender.
Uma guerra que já podia ter terminado para que todos, e também os que nela nunca entraram, saiam a ganhar. Mesmo com novos atores, protagonistas de uniforme vestido, hoje de fato e gravata, hoje de mala de negócios com código secreto e motorista privado, e sobretudo discursos que não deviam ser seus. Que foram de outros que chegaram ao fim do seu tempo e que não precisam de sucessores, não tanto quanto a ideia de bem maior necessita de apoiantes e porta-bandeiras. O Norte contra o Sul. O nós contra o mundo. Frases para afixar no balneário e motivar jogadores, mas que não devem depois entrar no relacionamento entre dirigentes.
Villas-Boas não precisa de ter uma costela de Pinto da Costa para ser amado. Não depois dos vários passos que deu em frente, para ter um clube de portas abertas ao mundo. Muito mais moderno. O tempo dar-lhe-á razão e afastará mesmo quem ainda fala contra si. Rui Costa deveria ter cortado com a herança de Vieira. Desde o primeiro dia, a pensar na mesma meta. Mesmo que tenha sido mais fácil encontrar um rumo em poucos meses no Dragão do que em quatro anos no Estádio da Luz. Já Frederico Varandas sempre se sentiu forte para comunicar e agora que ninguém lhe diz para estar sossegado no seu canto nem bom senso tem quando fala da representação dos clubes em posições de poder. Por fim, Salvador ainda não tem equipa para que o seu discurso ganhe peso. Incomode.
A mudança parcial não convergiu numa global, em nome do tal bem maior. A explicação dos árbitros no relvado quase nada passou a explicar. É uma cassete que se reproduz como se anunciasse uma promoção no corredor do leite no supermercado. Ou a chamada de um colega porque o artigo não tem código de barras. A clarificação nos programas de televisão não fez desanuviar o ambiente. Porque é será sempre mais fácil apontar para outro lado. Livrar-se da responsabilidade, atribui-la a outros. Esquecem-se as políticas desportivas falhadas, os erros no banco, colocam-se a negrito todos os ses, aumentando a sua importância. As quases-vitórias passam a valer tanto quanto as demais. O manter-se fechado a um ideal comum afasta o rótulo de ingénuo, de liderança fraca, de ter engrandecido ou criado ainda mais rivais. Atrás, esconde-se a insegurança. A impreparação. A falta de liderança. Mas, deixem lá, que venha o dérbi!"

Zero: Mercado - Quais as necessidades do Benfica

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - FC Porto não liga, Vitória aproveita

Observador: E o Campeão é... - Entre águias e leões, quem pode estar mais confiante?

Observador: Três Toques - Ola Aina e as mensagens com a "namorada de outro jogador"

DAZN: Europa - Semana decisiva na Europa mas só para o Benfica

Benfica e FC Porto, os indignados


"Nem foram precisas três horas para o Benfica se mostrar desconfortável com a nomeação para o dérbi. Mais rápido foi ainda o FC Porto sobre a escolha para Tondela. É a lógica do quem não chora não mama.

Não foi preciso muito tempo após ser conhecida a nomeação do árbitro para o dérbi desta sexta-feira entre Benfica e Sporting para se ficar a saber que a nomeação de António Nobre foi recebida com desconforto pelos encarnados. Entre uma e outra coisa não mais de três horas. Desta vez não em forma de comunicado, mais formal, ou publicação nas redes sociais, mais informal e propícia a indignações de comentadores de ocasião, mas através duma fonte que tratou de anunciar esse incómodo através dos canais mais tradicionais.
Digo desta vez porque num passado recente, já nesta temporada, por sinal a inaugurá-la, já tinha havido desconforto encarnado com nomeação de árbitro para um jogo, curiosamente também em vésperas de dérbi, no caso a Supertaça que o Benfica havia de ganhar ao Sporting por 1-0. Nessa altura, as águias recorreram às redes para publicar mensagem em que enumeravam «quatro factos quanto ao primeiro jogo oficial da época». Lembremos:
Facto 1 — O árbitro nomeado para apitar a Supertaça, Fábio Veríssimo, foi quarto classificado na temporada passada entre os 24 árbitros da Primeira Liga.
Facto 2 — Na época passada, Fábio Veríssimo foi o árbitro que mais apitou o Sporting: seis vezes. Ficaram célebres os erros em Famalicão e na Vila das Aves que beneficiaram o Sporting.
Facto 3 — Apenas por duas vezes apitou o Benfica, que perdeu os dois jogos em questão.
Facto 4 — Fábio Veríssimo foi o árbitro do dérbi Sporting-Benfica da 1.ª volta e ignorou um penálti evidente sobre Álvaro Carreras. Desta vez, a fonte também enumera casos de anteriores jogos das águias e aponta os já esta época apitados por Nobre ao Sporting. O Benfica venceu a Supertaça, com mérito e sem casos, em campo esta sexta-feira no Estádio da Luz a tática e estilo deverão ser diferentes, desde logo porque já não está Bruno Lage no banco mas antes José Mourinho. Mas fora de campo e antes do jogo, a tática é a mesma. O objetivo foi o mesmo, embora a maneira de o comunicar tenha sido mais subtil para não expor tanto a estrutura. Mas está visto que esta temporada faz parte da estratégia encarnada começar os dérbis dois dias antes, quando o árbitro é nomeado.
Também no Dragão a nomeação de Luís Godinho para o Tondela-FC Porto gerou indignação. Mais célere ainda na quarta-feira, os azuis e brancos, também certamente através de uma fonte, fizeram saber que não acolheram de bom grado a escolha. A mesma tática, as mesmas razões, o histórico do árbitro da AF Évora em jogos da equipa portistas não é abonatório. Gostava de ver era um clube um dia sair indignado, ou desconfortável por uma nomeação em que o histórico seja abonatório.
Águias e dragões a jogarem na antecipação, não tenho dúvidas de que se houver casos a favor não vão ficar nada indignados, nem desconfortáveis. Já o leão, calado, também acredito que se mostrará indignado se se entender prejudicado… Invertida ou não, a lógica é sempre a mesma: quem não chora não mama. Por isso mais vale chorar para… mamar. Já ou depois."

Clubes profissionais: casamentos, batizados e depois a vida real


"Os clubes profissionais já foram à festa, tiraram a fotografia de família e prometeram que este ano é que é, «vamos mesmo almoçar todos». Amanhã recomeça a vida normal

Quem nunca vestiu um fato e enrolou uma gravata ao pescoço, enfiou um vestido ou fez um penteado, para ir a um casamento ou a um batizado e fazer boa figura, sem necessidade de aprofundar grandes laços com os outros convivas a não ser aqueles com que já se dá bem na vida de todos os dias, ou pelo menos na dos fins de semana em que amigos se juntam para conversar, comer e divertir-se?
A vida em sociedade exige-nos destas coisas, e se calhar até está bem assim. No dia do casamento do meu amigo eu abraço efusivamente o irmão dele com quem deixei de me dar há anos ou dou um beijinho na irmã que noutros tempos foi minha namorada, mesmo que ela me tenha maltratado ou a tenha maltratado a ela quando éramos miúdos. Porque o que conta é o irmão que se casa, o dia é dele.
Claro que no batizado da filhota daquele casal com o qual não convivemos há anos mas tem um primo afastado, e por isso estamos na lista-padrão de convidados, vamos dizer que a menina é linda e temos mesmo de encontrar-nos no próximo ano para conviver e pôr a conversa em dia. Depois vem a vida...
Com os clubes profissionais parece suceder algo parecido. Ficam espetaculares nas fotografias de grupo, muito bem vestidos por sinal, e transpira para fora da sala de reuniões (porque ninguém a não ser eles lá está para conferir) que a discussão foi elevada. Claro que pode e deve ter sido, é o mínimo que se pede a pessoas de bem com educação. Já quanto às reais intenções de cada um há todas as razões do mundo para duvidar delas.
Sorriem, cumprimentam-se, posam para fotografias e sabem onde estão as câmaras de TV que não vão cansar-se de filmá-los a cada oportunidade. Falar... bom, se calhar é melhor não.
Fica a falar sozinho o dono da festa, pelo qual todos têm respeito institucional no dia do encontro mas que alguns não se cansarão de destratar pelas costas nos dias que aí vêm.
Como se destratarão uns aos outros em todos os dias que se seguirão, mantendo o que fizeram em todos os dias que ficaram para trás.
Vão emitir comunicados e tentar envenenar, nas sombras, os caminhos que sabem que o adversário irá pisar.
Vão ser o que somos todos quando não há casamentos e batizados: egoístas e autocentrados. Depois há os funerais, claro. E aí todos somos muito conscientes do que «realmente importa». Pois..."

BI: Megafone - Voo Picado #3 - As expectativas europeias e a formação, c/ Ricardo Troncão

PortugueseSoccer: Liga Portugal Match Day 13, Derby Preview, World Cup Draw, Joao Felix & Rui Costa Controversy

Central: 1982/83: A Taça que o Benfica Conquistou nas Antas

DAZN: F1 - Antevisão - GP Abu Dhabi

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Antevisão...

Terceiro Anel: React - Mourinho - Sporting

Por nós. Pelos nossos. Pelo Benfica! ❤️

Mata Mata - Portugal Campeão do Mundo Sub-17 e um dérbi que promete incendiar a Luz

BI: Fórum - Benfica District e o Derby de Lisboa 🦅

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Uma Nobre Provocação!

Backstage | Um dia com os campeões do mundo de Sub-17

Escolhido a dedo

Chamem a POLÍCIA, já!! Antes que seja tarde...

Cego, Surdo e Mudo

Teve a lata de falar de Calabotes?


"A RESPOSTA A JOÃO PINTO
ex-capitão do Porto no programa da noite de terça-feira no canal V+.

1. Se para atacar o Benfica com arbitragens é preciso falar do Calabote e recuar aos anos 50, nós temos queixas de árbitros a favorecer o Porto desde os anos 70 até aos dias de hoje. Se os fôssemos enumerar, a lista rebentaria com o espaço que o Facebook atribui para cada post!
2. Acontece que na época 58-59, a do célebre jogo Benfica-CUF, apitado por Inocêncio Calabote na última jornada do campeonato, quem foi campeão foi o Porto, não o Benfica. E sabem que mais? O Porto ganhou o último e decisivo jogo contra o Torreense, em Torres Vedras, por 3-0, marcando os dois últimos golos (aos 89 e 90 minutos) a jogar contra 9. E ganhou o campeonato por um golo de diferença.
3. É extraordinário como alguém que foi nos anos 80 e 90 beneficiário das maiores poucas vergonhas arbitrais da história do futebol português vem agora falar de Calabotes.
4. Para saberem de que estirpe é feito João Pinto e o seu clube do coração, procurem na net o vídeo onde ele explica como Pedroto lhe deu indicações de como marcar Chalana na primeira vez que teve de o defrontar: no primeiro lance entre os dois tinha que lhe dar uma mocada tal que o atirasse para lá da vedação que circundava o estádio, sem qualquer respeito por um colega de profissão. E contou isto com desmedido orgulho!"

Basquetebol Feminino: 74-67

BolaTV: Toque de Bola #1 - Quando João Tomás se tornou o herói do primeiro dérbi de Mourinho

BF: Segredos...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Mourinho vs Rui Borges: as palavras antes do dérbi

Observador: E o Campeão é... - Bino Maçães: Futuro? "Sou ambicioso, estarei atento"

Observador: Três Toques - Tem 15 anos, é do Peru e estreou-se nos relatos da 'bola'

Zero: Saudade - S04E13 - Benfica-Sporting em heróis, monstros, flops e números

A Vénia - S01E07 - Sporting, un derby déjà décisif ?

Razão e emoção


"Foi primeiro com razão e depois com emoção que o Benfica venceu os importantes jogos desta semana que marcou o regresso da Liga, depois de três semanas de um interregno que não tem paralelo em nenhum outro país do primeiro mundo futebolístico. A meio da semana, "agarrando-se" às hipóteses que ainda tem de atingir os objetivos na "Champions," foi com competência e cérebro que o Benfica ganhou um jogo que "tinha" de ganhar frente ao sempre incómodo Ajax e onde Barreiro, Trubin e Ríos se destacaram numa equipa que foi sobretudo isso mesmo, sabendo controlar os tempos e as necessidades do jogo, ora atacando, ora procurando fechar os caminhos para a sua baliza, mas sem nunca perder o norte do adversário. No sábado, foi com emoção, raiva até, que soube dar a volta a um jogo onde tudo o que podia correr mal estava a correr e, depois de ter desperdiçado um incontável número de oportunidades de golo, ter visto o arbitro (mais o VAR...) negar-lhe mais um penálti do tamanho da Madeira e o adversário ter marcado um golo no segundo ataque que fez à baliza, soube, com o bem audível apoio dos benfiquistas, empurrar ainda mais o adversário para a sua baliza e não mais de lá "saiu", até marcar os dois golos que faziam falta, muito por "culpa" de dois jogadores que vieram do tão criticado banco e que foram, com um golo e uma assistência, decisivos para uma vitória que muitos julgavam impossível. É juntar a "cabeça" de Amesterdão ao "coração" do Funchal durante os 90 minutos para, como todos esperamos, enfrentar este final de ano civil que será importante na época desportiva do Benfica."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que, na sequência do acendimento de tochas ocorrido no jogo frente ao Ajax, em Amesterdão, o Clube está impedido pela UEFA de proceder à venda de ingressos para o próximo jogo fora na Liga dos Campeões, diante da Juventus.
Para além disso, pende ainda sobre o Benfica uma partida de pena suspensa por um período de dois anos, pelo que qualquer novo incidente relacionado com pirotecnia – seja em jogos disputados no Estádio da Luz ou em deslocações ao estrangeiro – resultará numa nova interdição de venda de bilhetes para encontros fora de portas e numa possível interdição de acesso a determinados sectores nos jogos em casa.
O Sport Lisboa e Benfica volta, por isso, a apelar aos seus adeptos para que tenham um comportamento exemplar no apoio à equipa, protegendo o Clube de sanções adicionais e garantindo que todos continuamos a viver o Benfica com a paixão e o entusiasmo que a nossa história merece."

Voto electrónico...


"Excelente medida da direção, agora as AG’s estão à distância de um clique e com possibilite visionamento na área do sócio!
Muito mas muito bem!
Benfica do povo a chegar a todo o “povo” benfiquista em todo o mundo!"

Visão: Entrevista - Guilherme Siqueira...

Eusébios!!!

No Princípio Era a Bola - “Isto é o Benfica”, disse Mourinho. Mas com que alma vai o Benfica aparecer no dérbi com o Sporting?

Ontem já era tarde: "O 6-3 é o jogo da minha vida..."

João V. Pinto e Balakov, os melhores que vi nos dérbis


"A noite de João Vieira Pinto em Alvalade, a 14 de maio de 1994 (3-6), devia estar embalsamada e em exposição permanente no Louvre. De preferência, com as janelas reforçadas e os alarmes em pleno funcionamento.
Se há perfeição no mundo do futebol, e há, esse hat trick de JVP no dérbi eterno é a sua evidência metafísica.
No cenáculo dos monstros sagrados, o pequeno avançado de 170 metros, bicampeão mundial de sub20 e Menino de Ouro, tem para mim reserva eternizada. Ao centro da mesa.
Um génio irritantemente desvalorizado, talvez pela absurda heresia protagonizada no escaldante verão de 2000. Para os mais esquecidos, o homem que levou o Benfica ao colo nas trincheiras enlameadas do Vietname da Luz, atravessou a Segunda Circular sem olhar e assinou pelo eterno rival.
JVP às riscas verdes e brancas, horizontais? O drama, a tragédia, o horror, uma traição à catequese benfiquista, uma provocação monumental à adoração recebida oito épocas a fio (308 jogos, 88 golos) da relva ao Terceiro Anel.
Num dos piores Benficas de sempre, o dom de JVP passou a ser um estorvo, um tipo de smoking e tramelo num balneário de operários esfarrapados, de enjoativa vulgaridade. Acabou empurrado, convidado a seguir outro caminho. E ele seguiu o mais atrevido.
«Gosto de me sentir útil e neste momento já não o era, uma vez que o treinador [Heynckes] prescindiu dos meus serviços. Só hoje Vale e Azevedo [presidente] falou comigo e disse-me que o treinador não contava comigo, que só me ia pôr a jogar em jogos muito difíceis, em que não pudesse corresponder.»
O apogeu do absurdo num Benfica sem rei e ainda menos roque. JVP partiu para o Euro2000 sem clube e disponível para amar. Escolheu o Sporting e nos leões formou irrepetível dupla com o supra-goleador Mário Jardel.
Porquê João Vieira Pinto num texto de 2025? Porque o portuense foi o melhor futebolista, o executante mais imprevisível, que alguma vez vi a usurpar os dérbis de Lisboa.
Insisto: só a ferida aberta deixada na Luz, por responsabilidade alheia, pode explicar a ausência de João Vieira Pinto nas listas do crème de la crème do nosso futebol, do lote de monumentais jogadores nacionais.
Pequeno em altura, gigante no tratamento da bola e do jogo. Sabem quantos dos 23 golos pela Seleção Nacional foram feitos de cabeça? 12.
Um deles nas barbas dos calmeirões de Inglaterra, naquela reviravolta existencial em Eindhoven (2-3), afronta aos relatos de tanta pancada infligida por ordens de Sua Majestade.
Nos meus dérbis - e já ameaço chegar à centena -, há outro herói, outro prodígio: Krasimir Balakov, o búlgaro que de 1990 a 1995 redefiniu o sinónimo de sofrimento em Alvalade: perder, sim, mas com a nobreza do mais belo futebol, sem simulacros de pancadaria ou rasto de fealdade.
Inesquecível permanece «o golo que ninguém viu» a Silvino, no primeiro minuto do dérbi disputado a 17 de outubro de 1992 (2-0). Atrás da cortina de fumo, um míssil made in Valiko Tarnovo, a cidade natal de Bala.
Balakov foi o engenheiro e o arquiteto das obras-primas idealizadas por Carlos Queiroz e Bobby Robson, aparentemente condenadas ao sucesso, tal a multiplicação de craques por metro quadrado: Figo, Peixe, Juskowiak, Cherbakov, Valckx, Luisinho, Amunike…
O pé esquerdo do búlgaro partiu para Estugarda a meio da década de 90, farto da teoria do quase e da supremacia de Benfica e FC Porto. Ganhou só uma Taça de Portugal de leão ao peito. Isto sim, uma heresia.
Krasimir aliava uma rara capacidade de remate (60 golos em 168 jogos), violenta, ao paradoxo da meiguice no trato da bola, uma suavidade levada ao extremo do cuidado.
Extremoso no passe, picuinhas, exigia a certeza milimétrica e a entrega a tempo e horas. Abominava a rudeza, os maus fígados, os colegas de convicção mais animal.
Krasimir Balakov era um esteta, João Vieira Pinto um virtuoso. Os melhores intérpretes de Sporting e Benfica nos meus dérbis eternos.

PS: João Vieira Pinto vestiu em 447 jogos as camisolas de Benfica (1992 a 2000) e Sporting (2000 a 2004). Recordista. Rui Jordão é o segundo nesta tabela e surge bastante atrás, com 408 partidas oficiais. Durante 12 temporadas, assistir a um Benfica-Sporting era a certeza de uma sessão bem passada a acompanhar o bailado de JVP. A fuga às entradas violentas, a agilidade, o romance permanente com o golo."

Contas a fazer no dérbi


"No primeiro teste contra um grande, no Dragão, Mourinho apostou em sobreviver - e conseguiu. Desta vez, ou muito me engano vou vai querer 'matar'. E há muitas formas de o fazer...

Sexta-feira à noite, Estádio da Luz cheio e os eternos rivais de Lisboa frente a frente: dificilmente vai encontrar programa melhor para arrancar o fim de semana. O dérbi, de certa forma, arranca já hoje, com as conferências de imprensa de antevisão.
José Mourinho e Rui Borges têm pouco em comum, mas arrisco adivinhar que ambos farão muitos elogios ao adversário. Não só porque sim, já sabemos que são duas equipas muito fortes, mas porque dá sempre jeito insuflar o oponente na esperança de que isso o distraia ligeiramente. O treinador do Benfica tem mais experiência nisto (e em quase tudo...), mas o do Sporting já mostrou que não se importa de partir atrás para chegar à frente.
Em campo, no entanto, é o Benfica que parte em desvantagem. A consistência leonina está à vista e as dúvidas encarnadas lá se vão mantendo, mesmo com a reviravolta nos minutos finais que ajudou a unir o grupo numa fase tão... emocional. José Mourinho sempre gostou disto: o underdog a vencer o suposto favorito dá belas histórias para contar. Mas Rui Borges também tem algo a provar: o Sporting apareceu com estilo no pós-Gyokeres, mas tem contas a ajustar com os grandes (perdeu a Supertaça contra o Benfica e com o FC Porto em Alvalade).
Por sua vez, Mourinho nunca perdeu com o Sporting. É só uma estatística, vale o que vale, mas há toda uma carreira que demonstra a força deste treinador nos maiores jogos. No primeiro teste, no Dragão, Mourinho apostou em sobreviver - e conseguiu. Desta vez, ou muito me engano ou vai querer matar. E há muitas formas de o fazer, até há por aí muitos génios do futebol que perderam contra Mourinho mesmo atacando o jogo todo e tendo muita posse de bola...
O resultado é imprevisível, mas a classificação lá nos vai dizendo algumas coisas: o Sporting está em 2.º, a três pontos do FC Porto (os tais do jogo em Alvalade...) e também com três de vantagem sobre as águias. Ou seja, se ganhar, Rui Borges ganha outro alento na corrida ao 1.º e deixa Mourinho a pedir mais reforços para uma segunda volta que terá de ser muito diferente. Se der empate, tudo como dantes, mas já passou o dérbi e ambos terão de torcer muito contra o FC Porto. E, se der vitória para o Benfica, os rivais de Lisboa ficam iguais na Liga. Treze jornadas depois, com mudança de treinador na Luz, eleições, assobios, lenços brancos e muitas críticas, afinal...
É por estas e outras que o futebol tem tanta piada. E que será sempre um grande dérbi. Venha ele!"

Quem lidera quem?


"Ao contrário do mundo corporate, o desporto de alta competição tem uma distribuição de liderança, poder e recompensas que segue uma lógica quase oposta à das organizações tradicionais. Numa empresa convencional, existe um conselho de administração com maior poder, seguido de um CEO, diretores e, por fim, os restantes colaboradores.
No desporto profissional, sobretudo ao mais alto nível, o atleta e o treinador são, muitas vezes, quem realmente influencia as decisões mais críticas, por muito que isso custe admitir a alguns Presidentes ou CEOs.
Estes definem estratégias e caminhos, mas existe um princípio estrutural no desporto: o talento decide no campo. É por isso que os clubes mais organizados sabem que precisam de reunir máxima qualidade dentro e fora do terreno de jogo, seja desenvolvida internamente ou recrutada externamente.
Sabemos que o talento individual ganha jogos, mas também sabemos que esse sem o suporte coletivo raramente ganha de forma regular. Compete ao clube construir o que chamamos de talento coletivo, permitindo que o talento individual brilhe e vença de forma mais regular.
Esse talento coletivo dura mais quando existe uma estrutura de apoio forte fora de campo, com recursos adequados e não apenas financeiros. Os melhores CEOs e diretores desportivos entendem isto e diria que os mais astutos percebem que não precisam de ser a estrela, mesmo quando a estratégia nasce das suas ideias. O treinador Jorge Araújo repetia: «O mapa é uma coisa, o território é outra» e é por aqui que os clubes de hoje precisam de se adaptar ainda com mais lucidez.
Hoje encontramos clubes onde o treinador é mais do que treinador, e também o contrário, quando existe intromissão excessiva no seu papel. Em alguns contextos, de forma estratégica ou reativa, o treinador assume um peso maior e decisório próximo da definição da própria estratégia desportiva. Errado quando não é estratégico ou quando o treinador não tem capacidades para tal.
Outro exemplo: quando um clube tem um treinador como Carlo Ancelotti ou José Mourinho e um plantel como o atual do Benfica ou a seleção do Brasil, percebe-se que quase todos olham para o treinador com admiração e reconhecem-lhe legitimidade para liderar o processo. São treinadores cujos currículos superam largamente os dos atletas. E não são só os jogadores: também a organização entende que Ancelotti ou Mourinho, mesmo sendo apenas treinadores, acumulam mais experiência prática em múltiplas áreas do que vários profissionais que nelas trabalham diariamente.
Não se trata de crítica; é realidade. Trabalharam em muitos clubes de topo, viram métodos quase perfeitos e também muitos erros. Por isso identificam rapidamente quando um processo está no caminho certo ou errado, mesmo fora da sua área direta.
A hierarquia no desporto tornou-se cada vez mais anárquica. A nova geração segue mais os atletas do que os clubes e, muitas vezes, mais os treinadores do que as decisões estruturais. Mesmo quando uma direção tem total razão numa decisão, opera num contexto onde as consequências se avaliam com métricas completamente diferentes das de há dez anos. O volume de comunicação de atletas e treinadores — e a velocidade com que é replicada — amplifica impacto e risco. Reforça identidade, mas pode abalar credibilidade.
Quem vive da comunicação também se expõe a ela. Quem surge nos momentos de glória é cobrado quando não aparece nos momentos difíceis. A liderança mudou. Os melhores líderes perceberam isso. Não mudaram quem são, mas ajustaram a abordagem. Uma espécie de inteligência ecológica: compreender o contexto e mover-se nele com eficácia, mesmo sem ser o detentor do mapa.
Não existe propriamente certo ou errado na redistribuição de liderança fora da hierarquia tradicional. O erro surge quando isso acontece sem estratégia, sem intenção e sem consciência — quando resulta apenas de reação ou desespero. Compreender o ecossistema organizacional específico do desporto é essencial para quem quer movimentar-se nele. Como tudo tem impacto quase imediato, quem não domina este contexto parece estar sempre a correr atrás do prejuízo.
Conhecer a cultura que opera no desporto de alto rendimento implica deixar o ego de lado, implica colocar os interesses coletivos em primeiro lugar, implica colocar limites e regras, mas somente aquelas que permitem e nos aproximam de estar mais perto de vencer e construir uma cultura organizacional que premeie os valores comportamentais que queremos ver diariamente no clube. Já era assim, mas agora creio que é cada vez mais usual. A grande mudança é mesmo o ritmo a que estas situações acontecem: é mais frequente e o tempo para pensar na melhor resposta está a diminuir todos os dias. Exige uma abordagem e pensamento diferente de todos os que se encontram na hierarquia e no fluxo, seja ele de cima para baixo ou de baixo para cima. Até por que tudo se tornou mais volátil."

Construir o amanhã do rugby


"Terminada a janela dos Autumn Internationals, ficou definido o ranking World Rugby que servirá de base para o sorteio de grupos do próximo Mundial. Para Portugal, esta janela incluiu três jogos, embora apenas o jogo frente ao Uruguai tivesse impacto na classificação da Seleção. A derrota por 8-26 refletiu a imagem actual do rugby português: ausência de estratégia clara, plano de jogo pouco coerente, bancadas com pouco público e opções de jogadores que geraram dúvidas. Os dois jogos seguintes, diante de Hong Kong e Canadá, terminaram com boas exibições e vitórias, evidenciando que existe talento e qualidade.
Nas últimas semanas, o rugby português recebeu três boas notícias que podem levar a uma nova fase de desenvolvimento. Desenvolvimento esse que terá obrigatoriamente de ser mais estruturado, mais exigente e, sobretudo, mais profissional.

1. O Plano Nacional para o Desporto, apresentado pelo Governo é um sinal político decisivo e inclui 44 medidas para «aumentar a prática desportiva, combater desigualdades e modernizar o sistema desportivo nacional». Destaco as seis mais relevantes para o rugby português.
— €3,5M destinados ao Centro de Alto Rendimento de Rugby. Um investimento estruturante que permitirá qualificar as condições de treino e servir de casa para os jogos da Seleção Nacional, evitando ter de jogar no Campo de Honra do Estádio Nacional.
— A disponibilização de verbas para a contratação de profissionais qualificados. Permitirá à Federação Portuguesa de Rugby (FPR) dotar-se de uma equipa de gestão mais experiente e especializada. Esta profissionalização é indispensável numa modalidade que se quer mais competitiva quer interna quer internacionalmente.
— O alargamento da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola ao ensino superior, procurando garantir que os jogadores possam prosseguir os estudos enquanto são atletas de alta competição. Esta medida é uma necessidade real e urgente do rugby português, cujas condições não permitem a dedicação exclusiva dos jogadores e a profissionalização a 100% não deve ser uma opção no curto/médio prazo. Ideal seria ainda estender, abrangendo o apoio à conciliação com atividades profissionais.
— A revisão do modelo de oferta desportiva e do modelo competitivo no Desporto Escolar. Esta decisão abre uma oportunidade estratégica para o rugby, ainda que numa primeira fase, se necessário, através de touch rugby, mais simples e acessível de implementar. Esta inclusão permitiria aumentar o recrutamento, expandindo o contacto inicial com a modalidade e promovendo a sua divulgação. Teria também efeitos positivos no financiamento da FPR, já que uma parte relevante do seu orçamento depende diretamente do número de atletas inscritos, através dos apoios IPDJ.
— Reforçar os programas de bolsas de preparação para esperanças olímpicas no ciclo de Los Angeles-2028. Com este reforço, a FPR poderá dispor de maior capacidade financeira para investir na equipa de Sevens, ficando nas suas mãos a decisão de criar uma estrutura dedicada exclusivamente à preparação olímpica, com o objetivo ambicioso e histórico de conquistar a primeira presença nos JO. A autonomização dos Sevens tem sido um tema debatido no rugby nacional e a verdade é que um plano específico, estável e focado exclusivamente nesta vertente poderá trazer benefícios significativos na performance desportiva.
— O apoio a clubes e associações que pretendam criar ou ampliar a oferta de prática desportiva feminina. Num ano em que o Campeonato do Mundo de rugby feminino superou as expectativas, torna-se evidente que a modalidade atravessa uma fase de crescimento global. Portugal não deve perder a oportunidade de dar um passo na construção de um projeto estruturado para o rugby feminino, apostando na formação, no desenvolvimento competitivo e na criação de condições que permitam às jogadoras progressão real na modalidade.
Acredito que estas medidas, em conjunto, representam a possibilidade de um salto organizativo e competitivo sustentável.

2. As novas regras de player welfare. A World Rugby apresentou recentemente as novas regras de proteção do bem-estar dos jogadores. As medidas mais relevantes são o número máximo de jogos anuais por atleta (30), a obrigatoriedade de sete semanas de descanso e novas práticas e controlos de carga física e recuperação. Estas mudanças terão impacto direto no rugby português. Não se trata apenas de adaptar calendários; trata-se de rever modelos, estruturas competitivas, processos de treino e mais importante ainda a relação entre clubes, Seleção, Federação e jogadores. O cumprimento destas normas vai obrigar o rugby português a colocar-se num patamar de exigência que nunca foi discutido.

3. A nova World Rugby Nations Cup, oferece à Seleção Nacional a possibilidade de disputar mais seis jogos de alto nível por ano, além dos cinco do Rugby Europe Championship. Esta competição permite uma maior exposição dos jogadores ao alto rendimento e um calendário competitivo alinhado com as melhores nações emergentes. Mas exige infraestruturas, preparação avançada, planeamento anual rigoroso e a organização profissionalizada que defendo.

Três sinais, um caminho
Estas notícias podem representar um ponto de viragem para o rugby português. O desafio é transformar esta oportunidade em crescimento sustentável. Para isso, será necessária visão, competência e capacidade de execução. Se a FPR conseguir alinhar os clubes, jogadores e dirigentes com as exigências do novo contexto internacional, o rugby terá condições para deixar de viver apenas de momentos inspirados e passar a construir um projeto sólido, contínuo e ambicioso e tornar-se um desporto de referência a nível nacional.
O futuro pode estar a mudar. Cabe-nos garantir que esta mudança se transforma em desenvolvimento real — dentro e fora do campo.
Uma última palavra para a excelente vitória da seleção de sub-20 no Rugby European Championship. Ainda que não seja um verdadeiro Campeonato da Europa, não podemos tirar o grande mérito nesta segunda vitoria consecutiva num torneio europeu sob alçada da Rugby Europe."

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca - Henrique Silva, Ciclista e fisioterapeuta do SU Sintrense

BolaTV: Mais Vale â Tarde que Nunca - A ginástica c/ António Raimundo e nosso Personal Trainer Afonso Tuga

Rabona: How to destroy a great club: Ajax are stuck in a cycle of chaos

Rabona: 0 for 13: The REASONS why Fiorentina are WINLESS & failing...

SportTV: O jogo do silêncio

Zero: Fantasy - Jornada 13: com Dérbi e FC Porto a brilhar

BolaTV: Lado B #18 - 'O melhor TikTok é o do E. Amadora'