Últimas indefectivações

domingo, 10 de julho de 2022

Arranque...

Benfica 2 - 0 Reading


Segundo treino televisionado, desta vez contra um adversário 'externo'!!!
Primeira parte bastante competitiva, com o Benfica a rematar, a pressionar, mas também a sofrer alguns contra-ataques e a demonstrar algumas dificuldades no ataque posicional... Tudo isto, contra um adversário bastante agressivo fisicamente, e meter muitas pernas nos últimos metros!
Duas equipas novas para o 2.º tempo, com o Reading a perder 'caparro' e velocidade no 'contra' e o Benfica a ganhar capacidade de posse de bola em zona avançadas...


Excelente início de pré-época do Tino (espero que não seja somente o resultado do trabalho físico feito pelo jovem jogador nas férias... e quando todos os outros jogadores, ficaram ao mesmo nível, a diferença actual desapareça!), o Tó Silva a receber a confiança do treinador, sem tremer... O João Mário está motivado para estas novas funções! E o Rafa parece com 'vontade'!!!
Bah a ganhar confiança e pulmão... o Ristic a convencer-me!


Os internacionais que só chegaram nos últimos dias não foram opção, e alguns jogadores com toques também não: Musa e o Gouveia... Além do Digi e do Pinho!

Pessoalmente, estou a gostar as indicações são boas, os jogadores parecem perceber aquilo que o treinador quer. O desenho tático é claro: Laterais muito ofensivos, a fazerem as 'linhas'; Alas, a ocuparem o espaço interior; e o '10' ou a fazer ruptutas nas costas da linha defensiva, ou a recuar para tentar o jogo apoiado!

Dois problemas(!): o espaço entre os dois pivot's do meio campo, e os Centrais tem que ser ocupado pelos Centrais na pressão após perda de bola...; o ataque posicional precisa de muito treino!
Este último 'ponto' parece-me ser fundamental no sucesso da próxima época: a equipa vai seguramente fazer pressão alta, e tentar fazer transições rápidas após recuperação, mas este sistema, só irá resultar em algumas ocasiões, quando tivermos que organizar e executar o ataque posicional, em posse de bola, somente com um ponta-de-lança, vai ser necessário muita velocidade e mobilidade ofensiva... Sendo essencial, os médios ofensivos, saberem aparecer nos espaços e marcarem golos, porque como se viu hoje com o Henrique, só com um 'ponta', e com marcações muito apertadas, as oportunidades vão ser poucas...

Árbitro, a 'preparar' a equipa para o Tugão!

Com a chegada do João Vitor e do Enzo, e com a entrada de jogadores como o Otamendi, Vertonghen, o Ramos e o Chuk, as opções vão aumentar...
Os jogos amigáveis, contra adversários competitivos, antes dos jogos a doer, são poucos, é importante definir quais os jogadores que irão ser opção principal nos confrontos de Agosto, para começarem a ganhar ritmo e automatismos já no próximo Torneio do Algarve... e para isso, é fundamental começar a reduzir o plantel no final deste estágio, com as dispensas de alguns 'veteranos', ou com a passagem para à B, de alguns jovens, doa a quem doer... Os 38 jogadores neste estádio, para mim, não é grave, porque os jogos particulares a sério, só vão começar no regresso a Portugal, e aí sim, é preciso 'decidir'!!!

Destino...!!!


"O Jorge (de) Brito, presidente do River Plate e homónimo de um grande presidente do SL Benfica, confirmou que o Enzo, 8 do River Plate e homónimo do nosso último grande 8, chegará nos próximos dias.
Se esta não é uma contratação destinada ao sucesso, não sei qual será."

Inactivos!!!


"Sporting regista dinheiro que não tem nem vai ter como “ativo contigente” no seu Relatório e Contas, de forma a enganar papalvos e investidores. Este clube consegue sempre surpreender pelo nível de ridicularização e estupidez a que se submetem. E ainda há quem coma desta palha."

sábado, 9 de julho de 2022

BI: Equipamento...

Visão: Nuno Matos...

Bar SportTV - Nelinho e Colorado - Parte 2

FC Porto apresenta mais três reforços de uma assentada

João Mário e Roger Schmidt: Um casamento feliz?


"Achas Que O Português Vai Renascer Sob A Alçada De Schmidt?

João Mário Naval da Costa Eduardo casou-se com Marta Branco Oliveira no passado dia 25 de Junho, justamente no mesmo dia em que o plantel do SL Benfica realizou testes médicos com vista à nova época.
Numa altura em que se falou muito sobre o futuro do médio luso no clube da luz, será que João Mário casará também com Roger Schmidt?
Para já, e depois da primeira semana de trabalho, o médio proveniente do Inter de Milão, destacou-se no minijogo que Schmidt organizou no fim do treino aberto do passado Domingo.
A juntar às palavras elogiosas do treinador alemão, aos bons sinais que o jogador tem mostrado como número dez, e à desistência do SL Benfica na contratação de Reinier, poderá dizer-se que João Mário poderá ter nova vida.
E não sou da opinião que o número 20 das águias seja uma má escolha para organizar jogo. Já são conhecidas as suas qualidades no passe, na manutenção da bola e na distribuição de jogo, e será dado assim um novo desafio à sua capacidade no último passe.
Depois de Götze e de Reinier, a terceira escolha para o lugar parece ter sido encontrada dentro de portas, e se tudo correr como esperado, parece-me ter sido a melhor (e mais barata) escolha das três.
De resto, cabe ao jogador mostrar nestas próximas semanas – uma vez que é certo que não é um dos dispensados pelo treinador – que os 12 milhões de euros que o Benfica pagou aos nerazzurri pelo seu passe, foram poucos comparados com a imensa qualidade que tem.
Para já, é apagar a fraca imagem da época passada, em que apontou três golos e fez sete assistências, e aumentar a preponderância na Luz nesta época de 2022/23. Até porque no fim do ano há um mundial e acredito que é seu desejo ainda fazer parte dos escolhidos por Fernando Santos.
A camisola dez das águias está sem dono desde a saída de Waldschmidt, irá o treinador alemão entregá-la ao renascido médio português?"

Primeiras impressões


"Ninguém, exceptuando talvez aqueles que acabaram de chegar ao clube, terá ficado verdadeiramente surpreendido com a presença de 23470 benfiquistas no treino aberto realizado no domingo passado, apesar de se tratar de um recorde neste estádio.
São assim os benfiquistas, já dizia Béla Guttmann: 'Nem que o jogo seja no fim do mundo, entre as neves da serra, ou no meio das chamas do inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica atrás da sua equipa... Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!'
O Benfica é o conjunto de todos os benfiquistas. É por isso que o Benfica é o maior e, normalmente, o melhor, mesmo que, de quando em vez a ânsia colectiva pela prossecução dos objectivos (às vezes desmedidos) possa ser perniciosa, mas há que saber lidar com isso. Afinal, não é qualquer um que pode representar o Benfica e, por definição, milhões de benfiquistas.
Foi, sim, uma agradável surpresa termos sido presenteados com um treino de conjunto. Talvez me falhe a memória, mas não me recordo de tal iniciativa desde o antigo estádio, em 1999, numa noite em que as mãos levadas à cabeça pela aparente demonstração de incapacidade de Bossio foram as mesmas que se esfregaram de entusiasmo pelo potencial de um miúdo na outra baliza, o Enke.
Desta feita não creio que tenha havido motivos para grandes preocupações, antes algumas primeiras impressões foram muito positivos, tratando-se efetivamente de confirmações.
Desde logo o tipo de futebol que parece estar a ser implementado. Cada posse de bola é aproveitada para se tentar criar uma oportunidade de golo. Claro que não era diferente num passado recente, mas prefiro que se tente com meia dúzia, de passes do que com infindáveis trocas de bola sem o mínimo rasgo ou risco.
Depois algumas apreciações individuais. Gostei de vários jogadores, mas destaco quatro: David Neres, Henrique Araújo, António Silva e Diego Moreira. Qualquer deles confirmou, numa primeira impressão 2022/23, as muitas impressões positivas deixadas anteriormente. Se de Neres e Araújo espero um contributo imediato, dos outros estou convicto de que despontarão mais cedo do que muitos esperam.

P.S.: Tinha nove anos quando conheci Henrique Vieira. Acompanhei de muito perto aquelas equipas de basquetebol fabulosas do Benfica do final dos anos 80 e anos 90 e o Henrique foi, para mim, um ídolo, uma referência de liderança e um compêndio vivo de como jogar bem basquetebol. Houve jogadores melhores, mas muito poucos os que conheceram o jogo tão profundamente como ele. Deixo um forte abraço aos seus filhos Filipe e Pedro."

João Tomaz, in O Benfica

Muito maior do que Portugal


"O treino aberto da equipa sênior de futebol do Sport Lisboa e Benfica continua a dar que falar. Os 23470 espectadores que foram à Catedral no passado domingo bateram o recorde de presenças de adeptos num treino no Estádio da Luz, mas a realidade dos números esconder aquilo que é o resto do futebol português. Vamos a factos, não opiniões.
Nos 17 jogos em cada realizados durante o campeonato de 2021/22, o Santa Clara teve 21292 adeptos nas bancadas - em todos os jogos -. uma média de 1252 pessoas por partida. O Portimonense, sempre tão elogiado pelo 'brilhantismo' dos seus dirigentes e dos seus cortadores de relva, ficou-se pelos 23399 pagantes nos 17 jogos (1376 de média). Quanto ao Arouca, chegou ao total de 23968 pessoas (1470 de média), e o Estoril ficou por 24143 (média de 1420 espectadores por jogo em casa). São os 4 emblemas que não conseguiram sequer chegar a ter 25 mil interessados nos seus 17 jogos caseiros.
O desfiar da triste realidade continua: apenas os 3 grandes têm médias superiores, a 25 mil pagantes por partida. O quarto classificado da lista é o Vitória SC, que chega a 10768 adeptos em cada jogo disputado em Guimarães. Sporting CP ficou com uma média ligeiramente acima das 25 mil pessoas, FC porto com poucos mais de 31 mil espectadores e o Glorioso à beira dos 32 mil adeptos. Tudo isto numa época que ficou marcada pelo regresso do público aos estádios após a pandemia.
Resumindo, depois de três épocas de desilusão, os adeptos benfiquistas continuam a mostrar que são a maior força do clube. E que não têm comparação com o restante cenário de uma liga portuguesa sem expressão, gerida por mentes pequenas, mais preocupadas em manter o status quo do que em trazer credibilidade (e adeptos na bancada) aos jogos e às competições."

Ricardo Santos, in O Benfica

Rumo ao 38!


"Agosto é um mês de agradáveis tradições há um feriado no dia 15, as camisolas da selecção nacional invadem as ruas de Portugal com a chegada dos emigrantes e arranca a primeira jornada do campeonato nacional. A estreia de Roger Schmidt na Liga será diante do Arouca na Luz, o que significa que o roteiro das minhas férias no Algarve vai passar por Portimão, Albufeira, Vilamoura e Lisboa. Podia ser pior, se o sorteio inaugural - apesar de eu até ser um acérrimo fã dos pastéis de chaves.
Quanto aos restantes jogos, não há surpresas haverá uma deslocação a Arouca na segunda volta e 32 duelos contra as restantes 17 equipas da Liga com um jogo fora e outro em casa. Esta é a perspectiva do meu pai, cuja sobriedade com que olha para o sorteio do calendário desportivo demonstra que a vida dele podia ser bem mais feliz. Já eu, percorri 15 vezes as 34 jornadas de uma ponta à outra e fui prevendo diferentes cenários. Como sou um gajo positivo, mas comedido e de pés bem assentes no chão, em todas as previsões imaginava o mesmo desfecho: o mister Schmidt em tronco nu e uma cerveja em cada mão, de braços no ar e às cavalitas do presidente Rui Costa a caminho do Marquês. Obviamente, com um rodapé da CMTV a dar conta da enorme insatisfação de Roger Schmidt, porque o homem preferia as cavalitas do Luisão para ficar ainda mais alto e com a melhor visão possível para a festa nas ruas da cidade. Depois da minuciosa e exaustiva análise que fiz à nossa equipa, isto é, depois de assistir ao treino aberto, o meu entusiasmo não podia ser maior. Espero que um dos sistemas táticos seja o passem-a-bola-ao-neres."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Mas que boa Onda!
Com uma assistência à Benfica no treino aberto realizado no Estádio da Luz no primeiro domingo de Julho (23470 espectadores, número que constitui um recorde na Catedral neste género de eventos), recolheu-se uma amostra já substantiva da expectativa gerada pela nova era no Clube e também do entusiasmo proporcionado por traços futebolísticos que prometem vincar-se na equipa que está em processo de moldagem e de caracterização pelas ideias do treinador Roger Schmidt. Fora e dentro do relvado, a energia e as boas vibrações desafiaram-se positiva e mutuamente, como par que, à desgarrada, prenuncia um casamento feliz. Estamos no início do ano desportivo, é verdade, mas o reforço dos sinais de exigência, de qualidade de intensidade é galvanizador e, por este caminho, muitas enchentes e muitos mais banhos de benfiquismo vão voltar a tomar conta do mapa do futebol português (e não só). No dia em que os Sócios e adeptos se 'apresentaram' a Roger Schmidt e, em particular, aos novos rostos do plantel, a Onda Vermelha entoou e afirmou que está de volta para ganhar.

Ambição a ferver
O ponto final na época das equipas seniores das cinco modalidades de pavilhão foi dado sobre rodas e com brilhantismo no Seixal, onde o colectivo feminino liderado por Paulo Almeida celebrou o sucesso na prova-rainha do hóquei nacional no domingo, 3 de Julho. Contabilizando-se em conjunto os êxitos obtidos nos dois géneros, o Benfica encerrou a temporada 2021/22 com um pecúlio de 17 troféus amealhados: 5 no basquetebol, 4 no hóquei em patins, 3 no voleibol, 3 no andebol e 2 no futsal. Uma média superior a três conquistas por modalidade, ou seja, um saldo positivo nas contas de somar do ecletismo, mas que o Clube tem condições (e ambições comprovadas) para tornar mais expressivo em 2022/23. As movimentações de mercado, com saídas, renovações/prolongamentos de vínculos e contratações, já fervem e, apesar de ainda estarmos no início do defeso, prometem muitas, boas e sensacionais notícias em todas as frentes. O nível, estimamos, vai subir. È o que se quer."

João Sanches, in O Benfica

Esperança...


"Não tenho memória de ver tanta gente num simples treino. Quase 25 mil adeptos deslocam-se ao Estádio da Luz no passado domingo, apenas para sentir de perto o regresso dos seus ídolos ao trabalho. Tratou-se de uma enorme manifestação de benfiquismo, mas também de um poderoso sinal de esperança face a uma temporada futebolística que terá de ser melhor do que a anterior - nomeadamente no que diz respeito às competições nacionais.
A contratação de um novo e prestigiado técnico marca um ponto de viragem, e o mercado tem trazido boas notícias, com a integração de jogadores de qualidade insuspeita.
As expectativas estão elevadíssimas. E no Benfica, é isso mesmo que se pretende.
Infelizmente, o entusiasmo arrefece logo que nos lembrarmos das obtusas arbitragens que marcaram o último campeonato, e que nos subtraíram cerca de uma dezena de pontos na tabela final. Se nada mudar na arbitragem, não nos bastará ser melhores do que os adversários. Teremos de ser muito melhores.
E se o Benfica parece, de facto, estar a mudar, contratando um bom treinador e reforçando-se com bons jogadores, já quanto aos árbitros temo seriamente que tudo continue na mesma.
Cabe-nos estar precavidos, ser vigilantes e denunciar, desde a primeira hora, toda e qualquer situação susceptível de nos prejudicar. Não podemos tolerar outro campeonato como o anterior, subvertido jornada após jornada por árbitros e vídeo-árbitros sem qualidade nem isenção.
Se não houver seriedade, todo este investimento do Benfica irá para o lixo. Esse é o meu maior receio, e o motivo pelo qual a palavra esperança ainda leva reticências."

Luís Fialho, in O Benfica

Futebol e Cidadania


"Futebol é sempre futebol e é isso que atrai os jovens. Mas o que aconteceria se cada jornada metesse no mesmo saco o que se passa no campo e fora dele? Se a comunidade fosse um objetivo em si mesmo, também ele medido em pontos e capaz de trazer satisfação, realização pessoal e prestigio social aos jovens? Bom, se fosse assim, o futebol seria bem mais que futebol e não perderiam nada, nem a competição nem o futebol em si, apenas ampliariam a sua importância e os seus impactos.
É isso mesmo que se passa no Community Champions League, envolvendo uma cidade inteira e grande como Lisboa, com jovens dos bairros de onze freguesias a aceitarem o duplo desafio da competição futebolística e da acção comunitária. O mesmo é dizer: do Futebol e da Cidadania. os atrativos são imensos e em grande estilo com o Benfica e outros grandes clubes europeus a dar dimensão internacional e brilhantismo à participação, coroando de louros a vitória.
É a sério, grande e bom: é Benfica e por isso mobiliza, aproxima e transforma. Por isso educa e constrói cidadania a partir de uma simples bola!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"4
Portugal sagrou-se vice-campeão europeu de futsal (feminino), perdendo o título no desempate por penáltis. Na final foram 4 as jogadoras do Benfica em acção (Ana Catarina, Inês Fernandes, Maria Pereira e Sara Ferreira);

8
Mais uma época extraordinária do Benfica na vertente feminina do hóquei em patins. Depois da Supertaça e do Campeonato, a 8.ª Taça de Portugal do palmarés benfiquista, perfazendo mais um triplete;

19'63''
O nosso atleta Reynier Mena percorreu os 200 metros em 19,63'', uma marca nas dez melhores de sempre na especialidade;

37
O Benfica foi campeão nacional de futebol 37 vezes e consta 37 vezes como campeão no palmarés oficial do Campeonato Nacional. Tal não seria mencionável em circunstâncias normais, mas trata-se do futebol português;

65
Henrique Vieira, uma das maiores figuras da história do basquetebol benfiquista, faleceu aos 65 anos. Em 11 temporadas, ajudou o Benfica a vencer 7 Campeonatos Nacionais (só Carlos Lisboa, 10 e Mike Plowden, 8, ganharam mais). 1 Taça de Portugal, 1 Taça da Liga e 1 Supertaça. É o terceiro com mais jogos pela equipa de honra do Benfica, superado apenas por Carlos Lisboa e José Alberto, e um dos melhores marcadores de sempre de águia ao peito. Como treinador, em 5 épocas, venceu 2 Campeonatos, 1 Taça Hugo dos Santos, 2 Supertaças, 2 Troféus António Pratas e Supertaça Luso-Angolano;

23470
A maior assistência de sempre a um treino neste estádio da Luz aconteceu no domingo. Foram 23470 os espectadores presentes, numa tarde repleta de benfiquismo e durante a qual se começou a forjar o simbiose entre plantel e adeptos na perseguição do 38.º título nacional."

João Tomaz, in O Benfica

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Bigodes: João Vitor...

Visão: João Vitor...

Direção do Benfica perpetua camisola 5


"Em reunião de Direção, foi decidido retirar a camisola 5 do basquetebol com o objetivo de homenagear e perpetuar a memória de Henrique Vieira, que nos deixou nesta semana.
Henrique Vieira serviu o Benfica ao longo de 16 temporadas, 11 como jogador e cinco como treinador.
Faz parte do exclusivo quinteto de jogadores campeões nacionais de águia ao peito pelo menos sete vezes. É o terceiro com mais jogos, um dos melhores marcadores de sempre, um capitão de equipa por todos admirado e respeitado. E, como treinador, ajudou o Benfica a sagrar-se bicampeão nacional.
A cerimónia de retirada do número 5 será realizada no primeiro jogo da temporada.
Obrigado, Henrique Vieira!"

Da bancada dos velhos mestres


"Carlos Miranda era um príncipe e escrevia como um príncipe. Para muitos de nós ele foi a Volta a França.

Há muitos anos (mais de trinta, quem diria?), na Travessa da Queimada, redação da velha A Bola, o Carlos Miranda batia com força no teclado HCÉSAR e ia desembrulhando uma daquelas suas prosas límpidas e puras como a água das fontes dos Hautes-Pyrénées. Nesse tempo escrevia-se em laudas, e as laudas de A Bola eram de papel magenta, cortadas à mão pelo contínuos, de um rolo, em forma de A4. Lembro-me da sua cara pequena e dos óculos largos dependurados na ponta de um nariz igualmente pequeno. Lembro-me sobretudo da sua suavidade. Não era apenas no trato, era na vida. Por isso escrevia como escrevia: suavemente.
Carlos Miranda foi, para muitos de nós, a Volta a França. As suas reportagens, os seus Hoje Corro Eu, as suas descrições magníficas das duras etapas de centenas de quilómetros, do sofrimento daqueles que as percorriam sob o esforço da roda pedaleira, eram por si só uma viagem. Podiam ter sido publicadas na National Geographic Magazine. Ele próprio era um francófono: gostava de França, gostava dos franceses, tinha um prazer especial em explicar-nos as suas idiossincrasias. Abria as páginas das coleções do La Vie au Grand Air e recuperava o tempo do jornalismo bruto, da caneta usada como espada de uma luta a ser travada pela autenticidade da reportagem, do jornalismo longe da cadeira, que demorou muito tempo a ser ganha e muito pouco tempo a ser perdida. Carlos Miranda, que tive o orgulho de ser meu diretor, era um príncipe. E escrevia com a facilidade e com a doçura de um príncipe.
Nesse dia preciso, de que me recordei hoje, o Carlos Sequeira (que era o dr. Carlos Sequeira, e nós, mais novos, tratávamos por médico porque era doutor, embora fosse advogado, com escritório no Funchal, ao qual também íamos muitas vezes enviar serviço) tinha caminhado pelo corredor que vinha do quarto-de-banho com as mãos molhadas a abanar e, na viagem, passando pela mesa do nMiranda, pegou numas folhas ao calha para se limpar e atirou-as depois para o balde do lixo, aquilo que o_« Pinhão chamava a ‘Cesta Secção’. As folhas ao calha já tinham nelas impressas umas dezenas largas de linhas, mas o médico era distraído, e não deu por isso. Já o Carlos Miranda, quando depois de ouvir o tilintar da Remington, e tirou para fora mais uma lauda pronta para acrescentar ao monte das anteriores, deu por si sem elas. Olhou em volta, confuso. Encolheu os ombros e, pacientemente, recomeçou tudo de novo. Havia um jornal para fechar e trabalho para fazer. Ninguém ficava a chorar pelo que se perdera pelo caminho.
Veio este episódio a propósito de um desses presuntos que Deus, volta e meia, tira do lombo da estupidez, com diria o Alencar do divino Eça, e resolveu piratear o trabalho esforçado dos redatores deste jornal que já tinham muitas páginas prontas e que, de repente, tal como o Carlos Miranda, deram por si com tudo o que tinham feito ido para o galheiro. Era preciso fazer tudo outra vez, desde o início. Fez-se. Com mais ou menos horas de sono? Aprendi, nessa «loja de sapateiro», do 23 da Travessa da Queimada, como lhe chamou um dia Vítor Santos, do qual o meu irmão Joaquim Rita herdou com naturalidade o lugar de_Chefe de Redação, que o trabalho não se recusa nem se agradece. Em primeiro lugar fica o leitor. É a ele que devemos explicações, a mais ninguém, e quem compra o jornal e nos ajuda, assim, a ganhar a vida, não tem nada que ver com os nossos pequeninos dramas quotidianos. Cada um tem os seus. Estamos aqui, como aprendi com outro mestre, Alfredo Farinha, que fez o favor de me ensinar, que a nossa função é a de analisar, comentar, criticar tudo o que vemos e ouvimos, com lealdade, com verdade, e sobretudo com o desejo de esclarecer e de ser útil. Deixou para sempre nas páginas que foram suas: «Quando comecei a escrever em jornais, o meu propósito, a minha ambição, o meu sonho, era ser jornalista da Grande Imprensa, ir à procura da vida no meio da vida, ir ao encontro do acontecimento onde ele acontecesse, conhecer os problemas dos homens, devassar os segredos das coisas desconhecidas, saber a razão dos êxitos e dos fracassos da grande sociedade, ouvir os políticos falarem em política, os economistas em economia, os artistas em arte, descrever os contrastes entre os dramas da fome e os esplendores das opulências, contar histórias verídicas da paz e da guerra». Obrigado ti’ Alfredo! Eu não me esqueço.
Por cada página que tiver de reescrever, ela será melhor escrita e trará mais informação; por cada texto atirado para a Cesta Secção, ressurgirá um outro com mais força e mais vontade. Há uma palavra que uso sempre e cada vez mais à medida que os anos passam: tranquilos. Tranquilos como o príncipe Miranda metralhando as teclas da sua HCÉSAR pelas escaladas íngremes do Alpes d’Huez. Ao chouriço de pus - termo de Alencar – que destruiu o meu trabalho e dos meus camaradas devo a alegria de escrever esta crónica. Bem fizemos por a merecer."

quinta-feira, 7 de julho de 2022

João Vitor...


Mais uma novela encerrada! João Vitor é jogador do Benfica...
Depois de muita informação e contra-informação, o jovem brasileiro, foi apresentado hoje.
Em teoria, a posição de Central nem aparenta ser a mais debilitada do plantel, mas se começarmos a fazer 'contas de cabeça', percebemos que com a lesão do Veríssimo, ficamos com os dois veteranos Nico e Jan, e com os jovens Morato e Tomás. E tendo em conta o estilo de jogo do novo treinador, fica óbvio que era necessário contratar pelo menos mais um Central, de preferência rápido...

Zagueiro rápido, agressivo nos duelos, com boa capacidade na saída de bola. Por outro lado, parece-me ainda taticamente ingênuo, e também não é muito alto! Resumindo, uma versão aproximada do Otamendi mais novo!!!

O único senão, é a questão de até agora ter jogado sempre do lado direito, o mesmo lugar que o Veríssimo gosta de jogar, o que deixa no ar, a dúvida de quem terá que 'encostar' na esquerda, quando o Lucão recuperar!!! Por outro lado, com recuperação do Veríssimo, provável para início de Setembro, e uma muito provável convocatória para o Mundial, ficamos 'cobertos' caso comecem a 'tentar' contratar o Veríssimo!

Fura Redes: Calendário...

O Cantinho Benfiquista #106 - AeroSchmidt

Fura Redes: Parcerias!!!

Visão: Iliev...

SL Benfica e o número 10


"Quem É Que Achas Que Vai Ser O Número 10 De Schmidt?

Gorada a hipótese Götze, cabe ao SL Benfica arranjar o seu ‘10’. Não parece haver no plantel quem faça Roger Schmidt repensar a urgência de uma contratação antes de uma readaptação do sistema que pretende implementar, o 4-2-3-1 com que brindou Eindhoven e que já é uma divergência do 4-4-2/4-2-2-2 com selo Red Bull com o qual começou a carreira e consolidou em Leverkusen.
Na Luz não se encontra ninguém com estilo de clássico fantasista desde João Félix, que interrompeu a seca que havia desde Pablo Aimar – porque Jonas nunca foi esse playmaker a tempo inteiro, antes tinha nível suficiente para conciliar essas tarefas com as de nove de área, sendo mais apropriado classificá-lo de nove e meio, como se classificou Saviola.
As diferenças entre eles e um organizador ou trequartista ficaram provadas na transição entre 2010-11 e 2011-12, quando Jorge Jesus foi obrigado a reinventar o seu losango fruto do fracasso Champions e desse choque competitivo, arrastando Aimar uns metros em frente de forma a abrir espaço para um ‘8’ como Witsel, sacrificando Saviola: o que resultou num futebol muito mais cerebral, muito menos errático e impulsivo mas igualmente ofensivo.
Exatamente o mesmo processo evolutivo pelo qual passou Roger Schmidt, agora mais interessado em fazer dinamizar o último terço com a introdução de alguém pronunciadamente nas entrelinhas ao invés de emparelhado com o outro ponta-de-lança.
Neste momento há João Mário – boas indicações no treino aberto ao público – Chiquinho e Pizzi, mais médios que homens de último toque, e Gonçalo Ramos, que pode fazer esse papel de forma exemplar como na época que findou, mas que terá sempre o auge do seu jogo na zona de penalty.
Ao SL Benfica sempre se associou o futebol virado para a frente, o golo como objetivo principal de um jogo que para o adepto será sempre romântico, intolerável será sempre a vitória recorrendo a outras ferramentas que não o futebol bonito. Por isso, é fácil identificar os ‘dezes’, por mais que o sistema histórico do SL Benfica – o 4-2-4 primeiro, herdado dos húngaros e de Béla, e a natural evolução para 4-4-2 – não o incorporasse no papel.
Antes, no 2-3-5 com que se ganha a Taça Latina, já Rogério fazia as vezes de playmaker apesar de assumir pela ala esquerda ou como interior, ao lado de Arsénio e atrás de Julinho. Nos anos 60, Coluna organizava a partir de trás e Eusébio, normalmente explorando os terrenos em volta de Águas ou Torres, era quem mais se aproximava do papel de trequartista.
Na chegada dos anos 70 e do 4-4-2 em linha, houve o ressurgimento de um oito menos combativo do que Coluna ou Jaime Graça e mais criativo, com Vitor Martins ou João Alves a abrirem caminho para Carlos Manuel ou Diamantino nos 80s.
Valdo chega do Brasil no final da década e deixa o lugar para Rui Costa, que teve de esperar pelo final da carreira, ser diretor desportivo e escolher ele o seu próprio substituto, 14 anos depois de sair da Luz pela primeira vez.
Aimar dá lições futebolísticas até 2013 e João Félix surge como um relâmpago em 2019, seis anos depois. Não é propriamente linear o estabelecimento de grandes figuras no centro do terreno encarnado, figuras que não se assumam nem como um transportador nem como um finalizador, organizadores a tempo inteiro com habitat natural nas costas do trinco adversário.
Chiquinho fez o papel em 2019-20, com Bruno Lage, mas precisou sempre de compensar a falta de talento natural com um inexcedível compromisso, sendo por isso alguém muito útil. Mas falta a mesma magia de outros para ser o titular de um SL Benfica que se quer europeu.
De Pizzi e João Mário, pode-se acusar da mesma preferência posicional: ambos fizeram as melhores épocas da carreira como interior direito, apesar de serem ‘dez’ de origem; a ambos pode-se pedir que joguem ao lado de um ‘6’, ainda que essa opção tire à equipa intensidade nos duelos.
E por essa razão não se pode pedir a um deles que sejam oito no gegenpress de Schmidt, assim como não se pode pedir que sejam homens de linha pela falta de explosão. Atrás do ponta-de-lança é a única hipótese, mas os incessantes rumores de procura de alternativas deixam antever que o técnico alemão já excluiu a possibilidade de serem eles os ‘10’ da equipa.
Aouar é um dos nomes em cima da mesa, até pela conveniência que o interesse do Lyon em Grimaldo constitui. Como ‘’uma mão lava a outra”, o tecnicista francês poderia chegar à Luz por valores residuais face à qualidade intrínseca do seu futebol e do seu talento acima da média – o indicado para suceder a Félix como maestro da Luz e tornar-se no destaque da equipa dentro e fora de campo.
Os rumores dizem ser ele o Plano A e que, não resultando, se passará à ação tendo como foco Fulgini, o irreverente jogador do Angers que teve em 2021-22 a melhor época da carreira.
Ainda que seja um nome que fique aquém nesse plano mediático, nessa tradição misticista importantíssima para o Terceiro Anel – e que foi um dos fatores preponderantes na adaptação falhada de Waldschmidt – abre-se um mercado pouco explorado pelo SL Benfica e para trás parecem ficar opções mais convencionais, como emprestados do Real Madrid ou destaques da Liga Portuguesa.
Reinier chegou demasiado cedo à Europa e tem sentido enormes dificuldades em mostrar o futebol que o fez aparecer no Flamengo de Jesus, chegando ao cúmulo de não conseguir sequer lutar por minutos num Borussia à deriva, como foi o de 21-22.
Já Horta, que seria uma opção válida para todas as posições da frente de ataque, serviu sobretudo para António Salvador lutar contra a imagem instalada na opinião pública de que é um aliado dos encarnados – fez questão de demonstrar que, se tanto, só de Luís Filipe Vieira.
Rejeitou todas as ofertas do SL Benfica e vendeu David Carmo ao FC Porto por 20 milhões de euros – transmite-se assim, claramente, que aos lisboetas cabe afastar-se do jogador ou ir aos bolsos com outra predisposição. O SL Benfica opta pela primeira, ficando-se por perceber se em definitivo se um recuo estratégico."

SL Benfica | Um futuro para refletir


"Na semana passada, o Sporting sagrou-se bicampeão nacional de futsal, depois de “limpar” o SL Benfica na final do play-off com três vitórias sem resposta.
Pela primeira vez na história, o futsal do Benfica fica duas temporadas consecutivas sem conquistar qualquer troféu. Mas mais preocupante do que isso, parece-me que o futuro mais próximo não traz grandes ventos de mudança para o futsal encarnada.
O futsal do Benfica conquistou apenas dois campeonatos nos últimos nove anos e tem cometido vários erros de gestão e de planeamento ano após ano que têm hipotecado as aspirações do futsal encarnado em cada época.
Nesta temporada, a época do Benfica ficaria marcada pela mudança no comando técnico da equipa: Joel Rocha colocaria um ponto final no seu percurso enquanto treinador do Benfica após sete anos de águia ao peito, nos quais conquistara apenas dois campeonatos, fechando este ciclo de forma tardia.
Para o seu lugar chegaria José Maria Mendez, mais conhecido por Pulpis. Este experiente treinador espanhol passara os últimos anos da sua carreira no sudeste asiático, dado que deixou muitos benfiquistas desconfiados acerca daquilo que poderia dar ao futsal encarnado e se seria capaz de se adaptar a esta realidade.
A pré-temporada ficaria marcada pela condicionante do novo treinador não ter tido boa parte do plantel disponível, devido à ausência de vários jogadores que representaram as respectivas selecções mundiais. Terminada esta época, posso dizer que Pulpis não acrescentou nada de novo ao futsal do Benfica.
Tanto Joel Rocha como Pulpis são treinadores com uma mentalidade conservadora e defensiva e com uma ideia de jogo que, na minha opinião, não é a que mais potencia os jogadores. Nos últimos anos, o jogo ofensivo do futsal do Benfica tem vivido de três coisas: lances de bola parada, saídas rápidas para o contra-ataque e situações após recuperações de bola.
Em organização ofensiva, a equipa sempre teve muitas dificuldades em conseguir criar ocasiões de golo. Na maioria dos casos, só conseguia criar perigo em jogadas com o guarda-redes subido, sendo que a forma como a equipa abusou deste sistema acabou por “viciar” a equipa.
Mas os problemas do futsal do Benfica não se resumem apenas ao treinador e às suas ideias de jogo. A nível do plantel e da sua qualidade individual, a distância para o Sporting parece aumentar. Aqui, os erros na construção do plantel têm sido vários a cada ano.
Nesta temporada, os erros verificaram-se sobretudo na posição de guarda-redes e de pivot. Os brasileiros Diego Roncaglio e Fits fizeram parte do plantel no início da temporada, quando na realidade, eram jogadores em fim de ciclo no Benfica.
Na baliza, a situação seria remediada com a titularidade atribuída a André Sousa na segunda metade da época após ter brilhado no Europeu, correspondendo com grandes exibições. No entanto, as exibições nada convincentes de Fits acordaram tardiamente a estrutura, que iria ao mercado de inverno trazer Rocha, pagando a cláusula de rescisão para libertar o jogador que deixou o Sporting no Verão do ano passado.
Nos últimos anos, aqueles que na minha opinião foram os melhores jogadores de futsal do Benfica são os seguintes: Juanjo, André Coelho, Marc Tolrá, Robinho, Fernandinho e Elisandro. Com excepção de Robinho, nenhum destes jogadores ficou mais de três anos no Benfica. Por outro lado, no Sporting, Alex Merlim e Diego Cavinato estão há sete anos na equipa, continuando a ser jogadores que fazem a diferença.
Robinho foi o único a permanecer no plantel, muito graças à idade avançada que já tinha. A sua saída anunciada há poucos dias foi na minha opinião, um caso excepcional de um ciclo que encerrou na altura certa. Robinho continuava a ser um jogador importante na manobra ofensiva da equipa, mas creio que já não dava garantias físicas em jogos de nível mais elevado.
Quanto ao seu concorrente Arthur, foi um dos jogadores encarnados em melhor plano na final do play-off, mas tem sido muito irregular ao longo das suas duas épocas de águia ao peito. O internacional brasileiro tem qualidades ofensivas (sobretudo a nível da finalização e do 1 vs 1) que fazem com que num dia bom, seja um jogador que faça a diferença. No entanto, é um jogador com claras lacunas defensivas e cuja inconsistência faz com que não dê as garantias que um jogador não formado localmente deveria dar.
Na posição de fixo, esperava-se que o internacional russo Rômulo colmatasse uma lacuna que perdura no plantel desde a saída de Marc Tolrá em 2019. No entanto, com 34 anos e com o recente historial de lesões, Rômulo mostrou-se como um jogador pesado e em défice de confiança, sendo incapaz de dar resposta num contexto de maior grau de exigência.
Num clube como o Benfica, os jogadores não -formados localmente não podem ser apenas bons jogadores, mas sim jogadores que façam obrigatoriamente a diferença. No plantel actual, Rocha e Ivan Chiskala (que renovou recentemente por mais três épocas) são os únicos que estão a esse nível. Para fazer frente ao Sporting, serão precisos mais uns três jogadores não-formados localmente de topo.
A nível dos jogadores formados localmente, a fosso entre as equipas rivais também tem vindo a aumentar nos últimos anos. Para se ter uma ideia do declínio que o Benfica tem tido neste parâmetro, farei aqui o balanço dos últimos anos.
Em 2018, a selecção nacional sagrou-se campeã europeia, com quatro jogadores do Sporting e quatro jogadores do Benfica: Bruno Coelho, André Coelho, Tiago Brito e Fábio Cecílio. Bruno Coelho e André coelho deram o salto para o estrangeiro em 2020, enquanto Tiago Brito e Fábio Cecílio foram inexplicavelmente dispensados no ano passado.
Entretanto, na selecção portuguesa que conquistou o Mundial em Outubro do ano passado, havia sete jogadores do Sporting (incluindo o reforço Miguel Ângelo) e apenas dois jogadores do Benfica: André Sousa e Afonso Jesus.
Dada a diferença de qualidade entre os jogadores nacionais de ambas as equipas, vão ser necessários alguns anos para que o Benfica tenha hipóteses de igualar o Sporting nesse parâmetro. Para isso será necessário apostar e ficar atento aos jovens talentos nacionais que vão despontando no nosso campeonato.
O ala canhoto Carlos Monteiro teve uma boa utilização na final do play-off (também em virtude da ausência de Robinho), tendo deixado indicações positivas e mais importante que isso, mostrou que deve ser uma aposta para o presente e não apenas para o futuro.
Para além dele, o Benfica tem alguns jovens jogadores emprestados que podem ser aposta a curto/médio prazo, tais como Lúcio Rocha no ADCR Caxinas, Fábio Neves no Eléctrico FC e Edmilson Kutcky no AD Fundão.
Nesse sentido de apostar e valorizar a juventude, também será necessário apostar num treinador que tenha as ideias e a metodologia necessárias de modo a saber aproveitar e potenciar os jogadores, coisa que duvido que o Pulpis seja capaz de fazer.
O Sporting CP prossegue a sua hegemonia na modalidade e o Benfica tem um longo caminho a percorrer. Precisa de um plantel, de um treinador e de um projecto sólido e sustentável que faça crescer o clube. E há muita coisa por fazer até se chegar lá."

Bastidores: Triplete...


PS: Nos Jogos do Mediterrâneo, as medalhas continuam a 'cair'!
Na Natação, mais 3: Diogo Ribeiro, Prata nos 100m Livres (depois do Ouro nos 50m Mariposa); Miguel Nascimento, Prata nos 50m Livres; Raquel Pereira, Bronze nos 200m Bruços!
O nosso herói do andebol, Sergey Hernandez, também conquistou o Ouro, ao serviço da selecção Espanhola!

Weigl-Florentino | A dupla ideal para o miolo de Schmidt?


"Achas Que É A Dupla Ideal Para Colocar Em Prática As Ideias Do Alemão?

O treino aberto do SL Benfica realizado no passado dia 3 de julho, no Estádio da Luz, contou com a presença de 23 470 adeptos encarnados, batendo-se assim o recorde de assistências em treinos na “Catedral”. Para além de muitas outras coisas, os benfiquistas puderam ver a dupla Florentino-Weigl em ação.
Para muitos, a aposta nestes dois jogadores seria a melhor opção, uma vez que com a presença do português no onze inicial, o alemão poderá assumir uma tarefa mais ofensiva.
Há muito que se diz que Weigl poderá estar de saída do clube, mas se isso não se verificar, apostar nestes dois jogadores a nível do meio campo seria uma opção que deveria ser tida em conta.
Aliás, estes dois jogadores poderão mesmo ser a dupla segura para as ideias que Roger Schmidt tem em mente. Se assim for, também poderá haver espaço para João Mário e a sua criatividade, demonstrada nesse mesmo treino. Florentino é um jogador da formação, algo a que Rui Costa disse dar muita importância na preparação da presente época.
A verdade é que o treino contou com imensos jogadores das escolas das águias e, se assim se mantiver, o médio de 22 anos terá finalmente direito à sua oportunidade. Finalmente porque nos últimos anos não tem tido espaço na equipa encarnada, sendo alvo de empréstimos constantes, que deixaram boas impressões no estrangeiro.
Florentino é um jogador inteligente e defensivamente forte a ocupar os espaços e a apoiar a equipa nas ações de perda de bola. No entanto, pode pecar no que diz respeito ao aspeto físico, algo que tem vindo a trabalhar mais afincadamente, como o mesmo disse numa entrevista. Para melhor completar este meio campo aparece Weigl.
O alemão que está no SL Benfica desde 2020, é muito astuto a nível da organização e leitura de jogo, é superior a nível de transições do ataque para a defesa e vice-versa e é um jogador que tem vindo a apresentar uma maior agressividade. Já em 2020, Jorge Jesus afirmava “A grande qualidade do Julian é ofensiva. É um jogador com uma qualidade de passe extraordinária”.
Apesar de Weigl ter mais experiência a nível de Primeira Liga e de competições europeias, a verdade é que Florentino também não deve ser posto de parte.
Com estes dois em campo, João Mário, que ao longo da época passada foi perdendo espaço no 11 inicial, ocupará a posição de número 10, podendo assim construir dinâmicas ofensivas que em muito podem ajudar a equipa.
Para além disso, poderá contribuir para a equipa com outras das suas características mais fortes, como por exemplo a manutenção e gestão de bola, o bom critério na tomada de decisão e a boa ocupação do espaço entrelinhas.
Com o esquema tático 4-2-3-1, que possivelmente será adotado pelo técnico alemão, estes três jogadores parecem-me ser a melhor aposta para as respetivas posições (Florentino a 6, Weigl a 8 e João Mário a 10).
Pizzi não deverá entrar no leque de opções de Roger Schmidt, podendo mesmo estar de saída do clube, tal como Gabriel; Chiquinho, Taarabt, Paulo Bernardo e Meïté poderão ocupar o banco de suplentes, como segundas apostas para render os titulares, sem esquecer que Martim Neto também esteve presente no treino, sendo uma das principais figuras da equipa B, da Luz.
O jovem de 19 anos tem sido destaque ao longo dos escalões do SL Benfica, podendo também começar a ter direito a alguns minutos em campo, pela equipa principal.
Resumidamente, opções não faltam. Falta é mesmo saber em que vai apostar Roger Schmidt no começo da temporada. Será que a dupla que foi objeto de análise ao longo deste artigo, juntamente com João Mário, vai mesmo ser a primeira opção do treinador das águias?"

Prémios!


"Ou seja, o SC Braga recebe 500 mil euros para abrir as pernas ao FC Porto. Não bastava os 6 pontos garantidos pelo Portimonense que não ganha ao FC Porto há 32 anos, agora temos este tipo de negócios completamente obscenos sob a alçada de todas as entidades desportivas e financeiras, sem que estas se insurjam.
Isto é legal entre equipas da mesma competição em Portugal? A Liga não tem nada a dizer sobre este óbvio conflito de interesses?
A próxima época ainda nem sequer começou e já se começa a sentir o fedor dos bastidores do futebol português. São 40 anos disto e ninguém quer saber."

A azia continua


"«Darwin não foi, de todo, o melhor jogador do campeonato. Para mim seria Otávio. À frente [do Darwin] ainda estariam Vitinha, Luis Díaz e Taremi. Darwin nem foi o melhor avançado por isso o prémio não faz qualquer sentido.» - Sofia Oliveira.
O que “não faz qualquer sentido” é uma tipa que andava a destilar ódio contra o Benfica nas redes sociais ser contratada pelo canal oficial da Federação para mandar postas de pescada sobre assuntos que claramente nada percebe.
Pior, ser despedida por chamar “gordo” ao seu diretor e acabar na CNN com igual ou pior registo. 🚽🧻"

Cadomblé do Vata


"Para contratar Ricardo Horta, o Benfica vai ter de fazer as coisas à maneira do António Salvador. Ele quer 20 milhões? "Vamozinbora" com isso. Era já uma proposta de 10 milhões de euros à cabeça e mais 10 milhões por cada vez que fossemos campeões. A bem da lisura e da verdade desportiva."

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Uma dose de Reinier para o refluxo ofensivo | SL Benfica


"Gostarias De O Ver Na Luz?

Reinier está a ser apontado ao Sport Lisboa e Benfica. Jogadores rumorados como estando a caminho das águias não constitui novidade, mas este é um dos rumores mais pujantes dos últimos dias e o negócio pode mesmo fazer-se. Ainda não se conhecem os moldes, mas o brasileiro de 20 anos deve mesmo estar a meros dias de se apresentar aos trabalhos dos encarnados.
A questão “é um bom negócio?” tem provocado cisões nas discussões internáuticas. E a resposta não será consensual até o jogador chegar (chegando) e mostrar ou não o seu valor e a sua utilidade. A priori é difícil definir a valia do negócio, desde logo por não se conhecerem os trâmites do mesmo.
Um empréstimo simples, sem opção de compra, faz do SL Benfica uma barriga de aluguer do Real Madrid CF, papel a que os encarnados não se devem prestar, na minha opinião.
Jogadores por empréstimo poderão fazer sentido quando se tratam de futebolistas da valia de, por exemplo, Pablo Sarabia – um jogador de outra forma inalcançável para os clubes portugueses. Reinier tem muita qualidade em bruto, mas não justifica uma aposta sem possibilidade de continuidade.
Por outro lado, após o empréstimo ao Borussia Dortmund não ter sido o mais convincente, avançar já em definitivo pelo ex-CR Flamengo pode ser um risco demasiado grande.
O ideal será mesmo um empréstimo (um ou dois anos) e cláusula opcional de compra, cifrada em valores que não ultrapassem os 10/12 milhões de euros. Nestes moldes, poderá começar a fazer sentido a chegada do jovem lançado em 2019 no clube carioca por Jorge Jesus. Não são só os moldes do negócio, contudo, que causam dúvidas.
Outra das questões mais prementes é a posição para que seria contratado Reinier Jesus Carvalho. Tudo indica que seria para “10”, mas sobejam dúvidas em relação à capacidade de Reinier, ainda por afirmar o seu valor na Europa, para ser uma das peças mais fulcrais do xadrez de Roger Schmidt.
Por outro lado, para ala/extremo poderá ser um jogador condenado à condição de suplente, o que não deverá agradar nem ao jogador, nem aos clubes. Será, tudo indica, mesmo para “10”. Assumindo – o que ainda não assumo – que Reinier até se dá bem na posição, surge outra questão.
Não virá o brasileiro travar o crescimento na equipa principal de um jovem da formação? Neste caso, não me parece. Há vários jovens a clamar oportunidades, mas nenhum com características para ser o criativo do meio-campo encarnado. É, indubitavelmente, uma posição a reforçar para o presente e futuro.
Para o futuro, poderá mesmo fazer sentido Reinier. Para o presente… talvez sim, talvez não. Todavia, tendo em conta a qualidade em bruto do jogador e fazendo-se o negócio nos moldes corretos, não sou totalmente oponível à chegada do brasileiro. Há, no entanto, melhores opções no mercado. Resta saber se ao alcance das águias."

Benfica Podcast #449 - New Season, New Hopes

Cadomblé do Vata


""Muito obrigado ao meu clube, o Sport Lisboa e Benfica" - discurso completo de Henrique Araújo na recepção do troféu de Melhor Jogador Jovem da Liga Sabseg 21/22.
A última vez que um sócio do Benfica fez isto ao Pedro Proença, foi no Centro Comercial Colombo."

Como assim vale bujas?


"Muito bem, Sport Lisboa e Benfica e quem pensou nesta forma simples de protesto. Agora é continuar e acentuar o agravar das relações. Nem um passo para trás na defesa do Benfica."

Está dito!


"Lourenço Coelho, administrador para o futebol do Benfica, a estoirar por completo Pedro Proença, Fontelas Gomes e a farsa que é a Liga Portuguesa e o Conselho de Arbitragem.
«O plantel está a trabalhar bem, com compromisso, muita paixão, critério, rigor e competência. Nós sabemos, e uma pessoa com responsabilidades no futebol português disse, e bem, que nem sempre é a competência que conta. Por isso vamos ter de ser muito fortes este ano e estar atentos externamente. Se não nos respeitaram, não vamos ser candidatos ao prémio fair-play.” 👏 👏 👏
Como resposta às declarações dos representantes do Benfica, que rasgaram por completo a Liga, com elevação, adotando uma postura de silêncio e desprezo, Pedro Proença respondeu: "É normal haver pessoas que tenham mais dificuldades ou até vergonha em se expressar, não considero que tenha havido qualquer protesto."
Este vassalo do Sistema, um peão autêntico controlado por interesses superiores, ainda goza com o Benfica e apelida de burros os nossos representantes, em tom de ironia.
Pode ser que este ano a cadeira de sonho da Liga trema. A contestação já começa a chegar a muito lado. 🎻
#ligadafarsa #40anosdisto"

Preparados para o combate...!!!


"Ontem foi o “Sorteio” da Liga (que é como quem diz: as jornadas definidas pelo Calor da Noite e enviadas por computador para a Liga) e cerimónia de entrega de prémios da época passada. O Benfica venceu o prémio Fair Play e, verdade seja dita, foi um prémio justo. Para uma equipa de mansos o prémio dos mansos.
Foi (mais) uma provocação dos senhores que lideram o futebol Português através do “VAR Dourado” mas o que estes senhores não estavam à espera era que o Benfica respondesse com um ataque arrasador, que só peca por tardio aliás. O Benfica preparou esta gala da Liga ao pormenor e o efeito surpresa causou um impacto avassalador. Que tenha servido para perceberem de uma vez por todas que as Newsletters têm um efeito nulo e não pode ser com essa ferramenta que se vai à guerra com verdadeiros mafiosos e gangsters do Futebol do “VAR Dourado”. Finalmente a mudança de atitude que tanto se exigia em relação à Liga. Falta alargar a outros universos: Federação e maior parte dos orgãos de comunicação social, com a Cofina à cabeça. Ontem, sim, os nossos representantes tiveram uma postura à Benfica e rebentaram com todos os que andam a gozar com a nosso clube e a nossa cara. Henrique Araújo sublime, que gigantesco Benfiquista é este menino!
Como é natural, o sistema não estava preparado para esta reacção do Benfica e logo após a Gala, um dos maiores filhos da puta que passeia no futebol Português há anos reagiu de cabeça perdida e não conseguiu esconder o seu ódio visceral pelo Benfica.
"É normal haver pessoas que tenham mais dificuldades ou até vergonha em se expressar, não considero que tenha havido qualquer protesto.", disse Pedro Proença sobre as declarações mais curtas dos intervenientes do Benfica.
Exige-se perante estas declarações insultuosas e profundamente anti-Benfiquistas que o Benfica informe de imediato a opinião pública que, até haver um pedido de desculpa público, o Presidente da Liga não volta a ter autorização para entrar na Luz. São anos e anos a causar graves danos ao Benfica, começou como árbitro e chegou a Presidente da Liga. Um sujeito que não teve pejo de se fazer passar por Benfiquista durante uma vida inteira para prejudicar deliberadamente o Benfica. Ontem, com aquelas declarações, insultou a inteligência de dirigentes e atletas do Benfica. Se volta a entrar na Luz sem um pedido de desculpa, somos um bando de bananas neste clube. Está na hora de dizer chega. Tudo isto já cansa e o desrespeito de ontem para com o Clube, funcionários, jogadores e adeptos foi longe demais.
A nação Benfiquista anda tão sedenta de Benfiquismo e de quem defenda o Benfica que umas declarações que seriam à partida normais, atendendo ao absoluto gozo de que temos sido vítimas, se tornam revigorantes e objecto de aplauso. Que, a partir de agora, este seja o "novo normal". Que todos os nossos adeptos estejam preparados para pegar nas armas, ir à guerra com esta gente e deitar abaixo o regime do “VAR Dourado”. Precisamos é que os nossos responsáveis sejam os primeiros da fila. Nós, o exército, vamos atrás!"

Objectivos!


"A Autoridade da Concorrência deve analisar o contrato e o conflito de interesses pois a Liga Portugal não vê problemas. Indexar objetivos financeiros ao sucesso desportivo do adversário... é muita fruta!"

O Capitão — Henrique Vieira


"O que é a Mística do Sport Lisboa e Benfica? O Sr. Henrique Vieira.

Chegou ao Glorioso na época 81/82 com os seus 24 anos. Era um base “adaptado” 😊, que estava a despontar no mítico Atlético CP e que tinha raízes africanas, mais propriamente de Moçambique, tal como os heróis Eusébio e Mário Coluna. Em 1981, recebeu o convite do SL Benfica e juntamente com o seu amigo Rui Miranda chegaram ao antigo Estádio da Luz “A Catedral” e as suas pernas tremiam ao passar na “Rampa”. Era um menino emocionado que estava a cumprir o sonho.
Mas o início no seu clube do coração não foi nada fácil. Viviam-se tempos conturbados no Basquetebol do SL Benfica. Na primeira temporada tínhamos uma equipa mais fraca que os rivais, fruto de várias decisões erradas e falta de planeamento. Contudo, na época seguinte, foi tomada uma decisão que começou a mudar de forma positiva a modalidade no clube: a contratação do Prof. José Curado. Um “organizador, um craque na educação física”. O Sr. Henrique não o conhecia, mas José Curado e respetiva estrutura souberam dar um passo atrás para dar muitos à frente. Deixamos de ter estrangeiros, nem fomos à fase final e começamos a ter o núcleo de portugueses que viria a ser hegemónico em Portugal: Zé Luís, José Carlos Guimarães e Carlos Lisboa, entre outros. “Ganhar e Perder não era igual” – O Lema daquela equipa inigualável e ultracompetitiva.
Henrique era O Capitão dessa geração. Uma geração onde cada um sabia o seu papel dentro do conjunto. Recebia os novos jogadores, ele adorava fazer isso. Jean Jacques, José Carlos Guimarães, Pedro Miguel, entre muitos outros, falam do Capitão como alguém especial. Uma liderança a todos níveis desde tenra idade. Amava erguer as Taças, toda a gente falava com ele, era mais que um jogador. Era natural. Era um LÍDER, dentro e fora do campo! Unanimemente respeitado! “Nunca nos esquecemos de um título. Quanto mais ganhamos com esta camisola, mais queremos ganhar”.
De 1984 a 1987, o nosso SL Benfica foi Tricampeão, mas como eterno insatisfeito que era, aquele título perdido em 87-88 contra uma excelente Ovarense constituiu um enorme amargo de boca numa fabulosa carreira. Saiu José Curado e veio um homem que estava muito à frente no tempo a nível tático: Tim Shea. Com experiência em Itália e Espanha, trouxe para Portugal o scouting (filmava os jogos!) e também o 1.º fisioterapeuta para o Basquetebol, prescindindo de um adjunto. Somaram mais um Bicampeonato, Taça da Liga, Supertaça. Faltava o troféu maldito na sua carreira: a Taça de Portugal. Continuava a hegemonia da geração Dourada do Basquetebol português e na Europa começavam a dar luta a nomes consagrados da modalidade. Shea saiu, pois teve uma grande proposta da ACB, mas hoje está arrependido. Chegou então ao comando técnico o Sr. Mário Palma. Mais uma lenda da modalidade que soube manter a hegemonia daquela geração. Mesmo numa época cheia de problemas físicos, O Capitão Henrique e seus companheiros perdiam 0-2 na final com a Ovarense. Perdemos os 2 jogos na Luz. Toda a gente dava o título entregue aos vareiros. Havia festas marcadas. E o que aconteceu? A nossa equipa foi a Ovar vencer os 2 jogos seguintes, levando a decisão para a Luz. Aí, no Inferno que estava cheio a horas do início da partida, o Capitão faz um jogaço (23 pontos!) e leva a sua equipa ao Tetra e ao seu 7.º Campeonato em 8 anos de SL Benfica. Foi a sua despedida a fazer o que mais amava: ganhar e levantar troféus pelo Glorioso. E entregou a camisola ao adepto nº 1 do Benfica: o “Zé sem pescoço”. A Direção do clube quis renovar mais 2 anos com o Sr. Henrique, mas ele não aceitou. E porquê? Não queria prejudicar o seu clube. O seu Benfiquismo estava à frente de tudo. Já tinha passado o legado ao Pedro Miguel e os problemas físicos não davam para mais. Saiu com a Humildade de um Eterno Campeão! Com um Triplete. A Taça de Portugal já estava no bolso. Foram como jogador e Capitão “somente” 7 Campeonatos, 1 Taça de Portugal, 2 Taças da Liga, 3 Supertaças e várias noites épicas a nível Europeu. Lenda!
Após a extraordinária carreira como capitão e jogador, veio o natural percurso de treinador. Alguém com a sua liderança e capacidade de perceber o jogo só podia dar um excelente coach de Basquetebol. E também aí foi crescendo passo a passo, com a sua humildade e espírito de resiliência. Estoril Basket, Oliveirense e Ovarense (clubes com grande história na modalidade), mas faltava o seu Glorioso. Em 2007 chega à cadeira de sonho. E tal como em 81, o início do percurso de treinador no SL Benfica em 2007 foi complicado. O Benfica estava, há muitos anos, sem ganhar títulos e longe das decisões. Até foi parar à Proliga. Em 2008, sem ter como grande objetivo o campeonato, o Sr Henrique no comando consegue juntar uma série de jogadores portugueses de enorme qualidade como Diogo Carreira, António Tavares, Elvis Évora ou João Santos, aos quais se juntou outra grande figura e capitão do clube: Sérgio Ramos. Estes, juntamente com dois americanos - Ben Reed e Seth Doliboa - muito bem recrutados, formaram uma equipa que viria a sagrar-se Campeã Nacional com 4-0 na Final em Ovar, 14 anos depois do último título. Mais uma vez, o Sr. Henrique ajudou o nosso Benfica a regressar ao patamar mais alto do Basquetebol português. Ano seguinte e fez o Bicampeonato num percurso fabuloso com apenas 3 derrotas ao longo do ano na Liga e com um 4-1 na final contra o FC Porto, com o troféu a ser levantado na Luz. A missão do Sr. Henrique Vieira estava cumprida também como treinador! Foram 5 anos com 8 troféus para o Museu. “Treinar é perceber relações. Temos de conseguir ter uma boa relação com quem trabalhamos.”
A camisola 5 de Basquetebol tem que estar no teto do pavilhão! Como a do Mike Plowden, a do Jean Jacques, a do José Carlos Guimarães ou a do Pedro Miguel. Em suma, a melhor equipa portuguesa de todos os tempos tem que ser lembrada/homenageada sempre que um adepto ou sócio do SL Benfica entre no seu pavilhão. Esta 1h40 juntamente com os meus Amigos, Sérgio Engrácia e Ricardo Campos foi um privilégio enorme! Poder falar com o Monstro Sagrado dos Pavilhões. Uma Lenda do Ecletismo do SL Benfica. Muito Obrigado, Capitão Henrique Vieira! Não tenho palavras para agradecer tudo o que fez pela “minha” modalidade e pelo “meu clube”. O meu Benfica é o seu Benfica. Minha Vénia! Até Sempre, CAMPEÃO!
DISCIPLINA, SACRIFÍCIO E COMPROMISSO!"

Falar Benfica #70

O Brinco do Baptista #98