Últimas indefectivações

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Lixívia 3


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..............9 (0) = 9
Sporting........... 9 (0) = 9
Corruptos.......7 (+2) = 5

Mais uma semana onde as Linhas Virtuais foram 'quase' decisivas!

Em Barcelos, o Benfica teve dois golos anulados por fora-de-jogo... se no primeiro, o Everton está claramente adiantado; no 2.º é mais uma vez, uma questão do frame...!
E quando finalmente o Benfica marcou, o VAR demorou a confirmar, parecendo que andavam mesmo à procura de uma Linha qualquer que anulasse o golo do Benfica... E quando finalmente mostraram o seu 'trabalho', chegaram à conclusão que o Veríssimo estava em 'jogo' por 2 centímetros, quando as imagens provam que a distância é bastante maior...
Uma análise mais 'aproximada' da imagem, pode-se ver que a Linha Virtual supostamente tirada no Veríssimo, foi de facto, 'desenhada' no pé doutro defesa do Gil (26), pois o corpo, incluindo os pés do Veríssimo estão 'tapados' e assim extrapolaram uma Linha, que só por acaso, validou o golo... Estivemos, a 2 centímetros de mais um escândalo gigantesco!!!

No resto da partida, destaque para o penalty não assinalado sobre o Gonçalo Ramos: existem lances onde os defesas, normalmente os Laterais, 'empurram', incomodam os avançados no momento de saltar, mas na maior parte das vezes, os defesas, ganham 'posição, usam o corpo para atrapalhar o salto do adversário, neste caso, não tivemos isso... O Gonçalo ganhou o posicionamento, saltou... e o defesa, ainda relativamente 'longe', empurrou claramente o Gonçalo... Penalty, claro que ficou por marcar...


Nos Barreiros, além da azia monumental do Cãoceição foi bonito observar os mergulhos para a piscina dos artistas do costume!!!
Tenho que admitir, a não marcação do penalty nos descontos a favor dos Corruptos, por parte do VAR Rui Costa, foi uma surpresa... o homem deve ter sido momentaneamente infetado com o Vírus da honestidade! Espero que recupere a sua forma habitual rapidamente, pois assim fica esquisito!!!

Mas também aqui, houve uma decisão de golo, após Linhas Virtuais, e mais uma vez, o frame foi colocado ao jeito dos Corruptos, se analisarem em as imagens, podem reparar que o jogador que faz o passe para o Porto do Otávio, ainda nem tocou na bola, quando a imagem ficou parada!!!


No Alvalixo, jogo relativamente tranquilo, para dupla Corrupta nomeada para o jogo da Lagartada: a expulsão do Taira é justa... e o lance onde o Paulinho pede penalty, é patético!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), V. Ferreira(Godinho), Prejudicados, Sem influência
2.ª-Arouca(c), V(2-0), Mota(Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência
3.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Almeida(Nobre), Prejudicados, (0-3), Sem influência

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-0), Nobre(Almeida), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Braga(f), V(1-2), Godinho(Miguel), Nada a assinalar
3.ª-B Sad(c), V(2-0), M. Oliveira(V. Santos), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-B Sad(c), V(2-0), Correia(Mota), Nada a assinalar
2ª-Famalicão(f), V(1-2), Almeida(Narciso), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Marítimo(f), E(1-1), Pinheiro(Rui Costa), Nada a assinalar

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
(...)

Sporting
(...)

Corruptos
Almeida - +2
Narciso - +2

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
V. Ferreira - 1
Mota - 1
Almeida - 1

Sporting
Nobre - 1
Godinho - 1
M. Oliveira - 1

Corruptos
Correia - 1
Almeida - 1
Pinheiro - 1

VAR's:
Benfica
Godinho - 1
Malheiro - 1
Nobre - 1

Sporting
Almeida - 1
Miguel - 1
V. Santos - 1

Corruptos
Mota - 1
Narciso - 1
Rui Costa - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 1 + 0 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Almeida - 0 + 1 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Corruptos
Correia - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:

Anexos(V):
Épocas anteriores:

O mesmo apitadeiro!!!

Contra o Sporting, não tinha marcado... o Esgaio que o diga!!!

SL Benfica | As 6 águias que chegaram ao ninho da Luz


"O mercado de transferências do SL Benfica está ao rubro e nas últimas horas foi até anunciado mais um reforço para os quadros do emblema da Luz. Nemanja Radonjic foi oficializado a título de empréstimo com opção de compra na ordem dos oito milhões de euros.
Neste mercado chegaram ainda nomes como Roman Yaremchuk, Gil Dias, João Mário, Souahilo Meite e Rodrigo Pinho, para além de jogadores que regressaram dos seus empréstimos.
Neste arranque de temporada, as águias venceram todos os seis jogos oficiais que disputaram, realizando um começo fantástico, muito por “culpa” dos novos reforços, sobretudo de João Mário, que veio dar um novo fôlego ao meio campo encarnado. Assim, analisemos, então, as seis contratações individualmente.

1. João Mário – O português é a contratação mais mediática desta lista, para além de ser a mais controversa. Pois bem, João Mário jogou, na temporada transata, num dos maiores rivais do SL Benfica, o Sporting Clube de Portugal.
O Sporting CP não acionou a cláusula de compra que o Inter de Milão havia disponibilizado e os encarnados aproveitaram que o jogador pretendia ficar a jogar em Portugal e contrataram João Mário ao clube italiano a custo zero.
Após muita polémica e de fazer correr muita tinta, a verdade é que em cinco jogos de águia ao peito, João Mário já conta com um golo e uma assistência, sendo que dá muito mais ao jogo do que isto. Tem sido um dos mais inconformados do plantel encarnado e para além de jogar bem, faz com que os outros joguem bem.

2. Roman Yaremchuk – Yaremchuk foi a transferência mais cara desde defeso, porém, será também dos jogadores de que mais se espera nesta temporada. Custou 17 milhões de euros aos cofres encarnados, valor que pagou ao KAA Gent pelo passe do jogador ucraniano.
Alto, possante e com capacidade técnica, Yaremchuk tem tudo para se tornar um ídolo para os adeptos do SL Benfica. É um avançado que, apesar da sua estatura física, é bastante móvel e tem ainda capacidade de finalização.
Veremos o que fará Roman Yaremchuk e se valeu realmente o investimento que o clube fez num dos jogadores que se evidenciou no Europeu 2020.

3. Nemanja Radonjic – Pouco se sabe deste reforço do SL Benfica, a não ser que chegou a título de empréstimo proveniente do Olympique Marseille e que, embora tenha muita qualidade, é um jogador que não se consegue fixar em nenhum clube.
São já quatro empréstimos consecutivos e nenhum clube decidiu contar com os seus serviços após os empréstimos, sendo que isto é um indicador daquilo que o SL Benfica poderá fazer.
A cláusula de Radonjic fixa-se nos oito milhões de euros e, dependendo do jogador e daquilo que demonstrar, poderá ser acionada pelos encarnados.
Chega a Lisboa para ser um substituto de Rafa Silva e de Everton, uma vez que joga pelas alas e terá de procurar minutos de jogo.

4. Soualiho Meité – Meité tem sido um dos jogadores que mais me tem surpreendido desde que chegou a Lisboa. O seu poderio físico é mais do que evidente e aliada à sua técnica tem tudo para, a médio prazo, se tornar num grande jogador.
Até ao momento participou em quatro jogos, sendo que tem sido aposta recorrente para o campeonato, perfazendo já dois jogos completos.
O centrocampista francês é uma das grandes contratações deste defeso e justificará os seis milhões de euros que o SL Benfica pagou ao Torino FC pelos seus serviços.

5. Gil Dias – Extremo esquerdo de origem, Gil Dias chegou a Lisboa para assinar pelo SL Benfica proveniente do AS Mónaco, a troco de 1,5 milhões de euros. Na temporada passada havia representado o FC Famalicão, mas, findado o empréstimo, regressou a França, viajando novamente para Portugal para representar os encarnados.
O seu papel no plantel é claramente o de substituto de Alejandro Grimaldo, sendo que a sua polivalência pode-lhe valer mais minutos de jogo. Num sistema de cinco defesas, os laterais serão mais ofensivos e como Gil Dias pode atuar pelo corredor esquerdo inteiro, isto poderá valer-lhe mais tempo de jogo. Será uma boa solução, uma vez que Nuno Tavares, anterior substituto, se transferiu para o Arsenal FC também neste defeso.

6. Rodrigo Pinho – Chegou a custo zero proveniente do CS Marítimo, clube com o qual escolheu não renovar e acabou por assinar com o SL Benfica. Rodrigo Pinho ainda não se estreou com a camisola encarnada.
E chegou-se mesmo a pensar que iria estar afastado dos relvados por longos meses, após ter saído de maca de um dos treinos que antecediam a visita a Moscovo para defrontar o Spartak Moscovo, em jogo a contar para a eliminatória da Liga dos Campeões.
No entanto, tudo não passou de um susto e o jogador está pronto para mostrar serviço e procurar um lugar no onze encarnado."

Darling Nunes !!!


"Para inicio de conversa, vamos já tirar o Diogo de Leiria da discussão: gosto do "Darling Nunes". A parceria que fez com Waldschmidt nos dois primeiros meses de SL Benfica, foi a única coisa de excitante que a temporada passada teve. O alemão mais cerebral e técnico, o uruguaio mais destravado e tosco (lamento rapaz, mas esses pés não merecem outro adjectivo). Depois um deixou de compreender o que lhe dizia JJ e o outro deixou de entender o que lhe acontecia no joelho e a coisa nunca mais teve piada alguma.
Darwin é espectacularmente limitado tecnicamente mas ao contrario de, por exemplo André Almeida, beneficia de não ter consciência disso porque torna-se desconcertante. Enquanto se atrapalha a ele com a bola, finta o adversário. Tem na velocidade e na potência as suas principais qualidades mas sofre de problemas mentais agudos. Peca acima de tudo por falta de confiança, mas não é daquelas que se adquire com 10 golos de rajada. Ao "charrua" falta mentalidade de filho da puta, daqueles que falham de baliza aberta e dizem para os colegas "se alguém disser alguma coisa, parto-lhe o focinho". Tem de assumir que não está no Glorioso por favor, mas por mérito.
Ao 9 do SLB não se pede que seja Mitroglou, atenção. O grego falhava a meio metro da baliza e quem fazia a assistência é que pedia desculpa por a bola não ter ido suficientemente redondinha. Precisa contudo de ganhar caparro no balneário para deixar de se defender dos falhanços com assistências (ou tentativas de) e assumir o risco da finalização, mesmo sabendo que com aqueles pés, Risco tem de ser escrito com letra maiúscula. Enquanto não o fizer, vai continuar a ser o tipo que empolga a equipa e a bancada com arrancadas imparáveis em modo "para a baliza e em força" mas vai estar sempre do lado de fora do abraço colectivo ao faturador de serviço."

Antevisão...

Treino...

Perfilados – De Cebola para Yaremchuk


"'Estarei sempre agradecido ao prof. Jesualdo pelo que fez por mim e por tudo aquilo que me ensinou. Joguei sempre com ele, fez tudo para eu melhorar o meu nível. Aprendi, por exemplo, a jogar de costas. Estou muito mais completo'
Elis

Não é somente no momento defensivo que a orientação corporal importa para que o jogo seja mais fluido. Fluido no sentido de poder acelerar, jogando-se para a frente de forma natural, com menores riscos e mais possibilidades de furar as linhas adversárias adentro.
O perfilamento adequado não permite apenas ver mais, mas também preparar a acção seguinte. Seja esta, chegar mais rápido em corrida ao espaço, seja receber orientado ou decidir mais rápido.
O melhor lance do Benfica em Barcelos demonstra-o."

Pedrinho, mais um incompreendido


"Vê-se Pedrinho a jogar, e a deslumbrar e a fazer golos no Shakthar Donetsk, e num jogo de Champions já agora, em casa do Mónaco, não na desequilibrada liga ucraniana, e não se entende como pôde o Benfica dispensá-lo (vendido, é certo, mas sem ponta de lucro) com facilidade inaudita e sem que ninguém vertesse uma lágrima. Não se entende ou talvez se entenda, que o problema não é só do Benfica, ou de Jorge Jesus, é de uma forma de olhar o jogo que sobrevaloriza o mais óbvio e mais fácil de observar: a dimensão física, aceleração e potência, capacidade de transportar bola longos metros, predisposição para duelos, uma espécie de futebol transformado em combates sucessivos, como pontos numa luta de boxe, ilusoriamente traduzível em números, porque vários deles ocos e inúteis, sem que se entendam no contexto tático – de um jogar, da posição e da função, da relação com os colegas, de uma estratégia. A consequência trágica é desvalorizar a intuição e a arte, que só os melhores garantem, trocadas pela simples velocidade ou força que, não sendo obviamente desprezíveis, se encontram com facilidade em jogadores banais. Levada ao limite a obsessão com o mensurável, Adama Traoré seria tão candidato à Bola de Ouro como Messi, não houvesse um Jorginho que nos chamasse à razão.
Pedrinho – volto a ele - é apenas um exemplo recente do jogador a quem por aparente fragilidade de envergadura não é dado o valor devido. Nem o lugar certo no campo. O futuro mostrará, porque tem finalmente um treinador que acredita verdadeiramente no talento, o italiano De Zerbi, que o Benfica - e o futebol português como um todo, o que inclui os críticos - falhou na valorização daquele talento, que Jorge Jesus, aliás, de forma prematura e errada (mais condicionadora de tantas opiniões, como sempre) definiu como tendo uns cinco da mesma função à frente dele no Brasil. Não tinha, não tem e arrisco que o futuro próximo não deixará grandes dúvidas quanto a isso. Tivesse Pedrinho tido as oportunidades dadas a Everton Cebolinha, um jogador de qualidade e porventura o primeiro dessa lista exigente do treinador encarnado, e não duvido de que outra seria a conversa hoje. Aliás, na mesma linha, o próximo a partir da Luz sem glória pode ser Luca Waldschmidt, em mais um negócio sem lucro de um atacante internacional com o melhor da carreira pela frente. Mesmo assim, a maioria dos benfiquistas, e os adeptos em geral desde que consigam apreciar jogadores rivais, lamentará mais depressa uma eventual partida de Vinícius – por ser robusto, rápido e de pontapé forte - que a do alemão, futebolista incomparavelmente melhor, no entendimento do jogo, nas soluções que dá ao coletivo, e que até faz golos em número muito razoável, se jogar mais vezes e sobretudo se alinhar em posições que lhe autorizem invadir a área com frequência. Restam-me poucas dúvidas de que na origem da afirmação irregular do alemão estão razões idênticas às de Pedrinho e que, também no caso dele, o futuro demonstrará que se desperdiçou um talento incomum.
Jogadores destes garantem o que nenhum GPS capta: decisão certa no melhor momento e local, capacidade de pensar e executar em espaço curto, o que é cada vez mais decisivo para equipas de iniciativa perante adversários que se fecham, finalização de qualidade se mais vezes puderem enquadrar a baliza. O problema é que criativos destes são não apenas utilizados a medo como cada vez mais empurrados para os corredores laterais – sempre com o pensamento defensivo a dominar – o que se transforma num erro múltiplo: dá-se um espaço mais pequeno a quem garante um repertório de soluções maior, retira-se o craque da maioria das ações de ataque porque confinado a uma faixa, sugere-se que insista em situações de um para um e cruzamento quando a natureza destes talentos é associativa. Para cúmulo do absurdo, ainda se exige que se desgaste mais quando não tem bola do que na sua posse, não vá ser acusado de falta de “compromisso” defensivo, por não ter passado o jogo em “piscinas” a acompanhar o lateral contrário. A esse nível, a discussão sobre o contributo de Bernardo Silva no último europeu é lapidar. Aquele que deveria ter sido o maior criador de jogadas ofensivas de Portugal “desiludiu” a maioria porque não anulou vezes suficientes as investidas do lateral contrário. Para isso, nem Bernardo, nem Pedrinho são os homens certos, de facto. Nem Waldschmidt. E já agora nem Francisco Conceição, talvez o maior talento criativo nascido em Portugal depois de João Félix, mesmo se aparentemente, pelo menos até esta fase da carreira, confortável a enfrentar o jogo a partir do corredor lateral. O que eles são mesmo, todos os que citei, é jogadores diferenciados, pontualmente mesmo geniais, que respiram melhor quanto mais vezes tocarem na bola em zona de ataque. Não lhes peçam que sejam fortes nas correrias sem bola que isso não falta quem faça melhor. Nunca concordo com os elogios recorrentes a Simeone pela capacidade de colocar artistas a fazer o papel de burocratas. Como difícil mesmo é transformar burocratas em artistas, talvez não seja má ideia proteger estes últimos, sobretudo não os amarrando a conceitos que castram o talento que se distingue e nos encanta. Quando me dizem que jogadores de tal jaez - Pedrinho, Félix ou Chico Conceição – vão melhorar quando aprenderem a defender melhor, normalmente encerro o debate. Respeito as muitas formas de se olhar para um jogo, mas já não me iludo quanto às lentes burocráticas, que podem funcionar como lupas de aumento pontualmente úteis, mas não ajudam a corrigir dioptrias."

Radonjic

Nemanja Radonjic é o novo reforço do Benfica. Emprestado pelo Marselha, com opção de compra, este internacional Sérvio, vem 'substituir' no plantel o Luca (vendido ao Wolfsburgo).
É um jogador com características diferentes, mais driblador, com velocidade e força, mais espontâneo... Por outro lado todos nós sabemos que os jogadores Sérvios têm 'feitios' complicados, e só jogam quando 'querem', mas motivados são dos 'melhores'... que o diga a nossa Selecção, no último Sérvia-Portugal, com este Radonjic a 'rebentar' a nossa defesa! Uma curosidade, terminou a sua formação em Itália, na Roma...
É verdade que não se adaptou ao Marselha, mas na Alemanha jogou (chegou no mercado de Inverno)... e ao contrário do que foi dito por alguns, o Hertha queria continuar com ele!
É um extremo-esquerdo de origem, mas gosta de jogar na direita com o pé trocado... Especulando, creio que a ideia do treinador, é 'fazer' a posição do Pizzi!!! Tem também um bom remate de longa distância...
O Benfica na minha opinião tem falta de jogadores que individualmente são capazes de 'inventar' jogadas perigosas e golos... temos poucos Alas dribladores, este pode ser um desses...
Vamos ter que esperar para ver... espero que o Benfica no final da época, esteja disposto a pagar a opção de compra, será bom sinal...


9 pontos !!!

Benfica B 2 - 1 Trofense
Neto, Henrique


Mais uma vitória, três jogos, três vitórias, apesar do primeiro golo sofrido, conseguimos aguentar a vantagem mínima nos últimos minutos, apesar de algumas contrariedades... e de mais uma arbitragem surreal!!!

O Vukotic já saiu, o Tiago Araújo também... fala-se em mais saídas (Umaro e Ronaldo...), mas a equipa tem soluções, e está confiante e consistente! Pede-se o regresso do Tiago Gouveia...

Grande jogo do Henrique e do Bernardo, na minha opinião são jogadores diferenciados... Outro sector onde temos opções válidas, é nos Centrais: todos eles, sem lesões, na minha opinião, não são inferiores ao Morato: Álvaro, Tomás e Ganchas.

A nota negativa vai para a nova lesão do Pedro Álvaro, pareceu um problema na zona da virilha ou nos adutores, vamos esperar que não seja nada de grave! Por outro lado, o Capitão regressou após 17 meses de 'estaleiro'!!! Outro jogador que está a fazer o 'regresso' após lesão longa, é o Sandro Cruz, outro jogador que na minha opinião tem potencial para fazer a transição para o plantel principal...!!!
Um jogador que esta época deu um salto grande, na consistência de jogo, é o Rafael Brito, com a titularidade assegurada, sem o Diogo Mendes, está a fazer um excelente arranque de época...

Destaque para o teste positivo ao Covid do Duk e do Fabinho... com o Samuel Soares preventivamente de fora por contacto de baixo risco!

Uma última nota para o apitadeiro: João Casegas! Uma vergonha, critério disciplinar inacreditável, os nossos miúdos fartaram-se de levar porrada, e o 'marcador' dos Amarelos ficou em 7-4 para o nosso 'lado'!!! O golo do Trofense nasce num empurrão descarado... o penalty sobre o Henrique, não assinalado, é escandaloso... Uma vergonha!

Rescaldo: BTV...

Benfica After 90: Barcelos...

Bello: Barcelos...

Exibição sólida, vitória justa


"À partida para Barcelos eram conhecidas as dificuldades que se colocavam à nossa equipa, as quais se antevia só poderem ser ultrapassadas por um Benfica exclusivamente focado no objetivo da conquista dos três pontos, conseguindo-o com distinção.
A qualidade do Gil Vicente, que somava apenas triunfos nas duas primeiras jornadas e ainda não havia sofrido qualquer golo nos quatro jogos oficiais já realizados, é reconhecida por todos os analistas e foi confirmada pela forma como se bateu ontem.
E também o calendário sobrecarregado, por força da participação nas eliminatórias de acesso à fase de grupo da Liga dos Campeões, com este desafio em Barcelos, realizado menos de 72 horas depois da partida com o PSV, a intermediar o play-off da mais importante prova europeia.
O triunfo, por 0-2, começou a ser construído na forma como o Benfica encarou o jogo. A qualidade do plantel, plenamente aproveitada por Jorge Jesus ao promover a constante rotatividade dos integrantes no onze inicial, esbateu o eventual déficit físico que se poderia verificar neste confronto. Nestes seis primeiros jogos, são 16 os elementos do plantel que já alinharam de início pelo menos três vezes e entre estes apenas dois totalistas, Odysseas e Otamendi.
Não surpreendeu, portanto, que os comandados de Jorge Jesus tenham demonstrado, mais uma vez, capacidade de pressão alta e ritmo elevado na circulação de bola, obrigando o adversário a assumir uma postura progressivamente defensiva no decurso da partida, com as oportunidades de golo a acumularem-se para as nossas cores. Só a ineficácia na finalização (21 remates!) impediu o Benfica de se adiantar mais cedo no marcador, conseguindo-o finalmente à passagem do 84.º minuto, por Lucas Veríssimo, seguido de um grande golo de Grimaldo, a concluir um remate potente e colocado de fora da área aos 89 minutos.
Jorge Jesus resumiu assim a partida: "A equipa teve o mérito de ir à procura da vitória, de procurar constantemente a baliza adversária e de recuperar a bola quando não a tinha. Foi agressiva. Na primeira parte tivemos oportunidades, mas não conseguimos marcar. Na segunda, com as alterações que fizemos, o Gil Vicente teve dificuldades em acompanhar a circulação de bola e ficámos mais próximos do golo."
O nosso treinador destacou ainda o regresso à competição de Darwin: “Tivemos duas vitórias. O jogo e a recuperação rápida de Darwin. Nunca pensámos que conseguisse tão cedo. Jogou 30 minutos depois de três meses sem andamento, parado. É um jogador com um nível muito alto. (…) Mudou completamente a velocidade do jogo!"
Esta foi a sexta vitória nos primeiros seis jogos oficiais da época, um registo que já não acontecia há 39 anos, em 1982/83, na época de estreia de Eriksson no comando da equipa. E tratou-se do nono triunfo consecutivo em deslocações no Campeonato, a quinta melhor série na história do Benfica.
Fundamental para a conquista dos três pontos foram também os benfiquistas presentes em Barcelos. Foram incansáveis no apoio, que começou logo à chegada da equipa às imediações do estádio. Durante o jogo foram inexcedíveis e incessantes a empurrar o Benfica para a vitória, um apoio que se foi intensificando com a passagem dos minutos em que o resultado teimava inalterado. Foram novamente o verdadeiro 12.º jogador, determinantes para o sucesso. À Benfica!

P.S.: Parabéns à nossa equipa feminina de futebol pelo apuramento para a ronda 2 de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, na qual defrontará o Twente, dos Países Baixos. E também a Pedro Pichardo, que ontem venceu a prova do triplo salto na etapa de Eugene da Liga Diamante."

Mergulhos!


"Salto à vara mas sem vara e com direito a 8 minutos de compensação. Era suposto ser até o FC Porto marcar e ainda tentaram simular um penálti aos 98 minutos. Só que não. #fcp #LigaBwin #fcp #roubalheira.
Carrega BENFICA! 🔴⚪"

Bastidores: Barcelos...

domingo, 22 de agosto de 2021

BnR: Barcelos... e Lagartada!

Cadomblé do Vata


"1. Tenho uma boa e uma má noticia para vos dar... a boa é que o Centralíssimo joga no SLB; a má é que ainda faltam 10 dias para fechar a janela de mercado.
2. Benfica à rasca para marcar, mete o 9 com o joelho cheio de cicatrizes e ganha o jogo... bem vindos ao momento 04/05 do texto.
3. Há muita gente a criticar o Gil Dias mas têm de admitir que o rapaz tem tomates grandes... queria-vos ver a levar constantemente com o olhar de Dono do Morro do Morato sem se mijarem pelas pernas abaixo.
4. O futebol português enterra-se constantemente nos pormenores: o SLB joga de camisola branca e calção preto e junto à linha o treinador do Gil apresentou-se de camisa branca e calça preta... mesmo assim, Taarabt foi o alvinegro que menos passes acertou hoje no Municipal de Barcelos.
5. Bem pode o Benfica começar a preparar uns bons milhares de euros para pagar a multa relativa ao público... estavam autorizados só 4 mil, mas pelo que se ouviu, estavam uns 15 mil a mais."

Ver um jogo diferente quando o jogo não difere muito


"O Benfica demorou quase 84 minutos a marcar um golo em Barcelos, insistindo na redundância de ir tentando entrar na área quase sempre por fora e com cruzamentos. Acabaria por vencer (0-2) o Gil Vicente com a esperteza de Lucas Veríssimo e uma bomba de Grimaldo

Taarabt está parado, o que não é sinónimo de estar inerte, um tipo imóvel pode não se mexer e encontrar-se no lugar certo em simultâneo. São dois estados de sítio e o marroquino repete-se a ele próprio em questão de segundos, na mesma jogada, a primeira ligada pelo Benfica que tarde quase 10 minutos a colar intenções que o levem até à outra área. E consegue essa cercania muito por culpa do sapateado do médio sobre a relva.
Primeiro, Taarabt vira-se com uma receção, está entre linhas e pica o pé para ameaçar que passará a bola ali, bate-o de novo sugerindo que a passará acolá e só à terceira manifestação de vontades cumpre um passe rasteiro e vertical, que desmonta a organização do Gil Vicente. A jogada chega-lhe e sume com ele parado, continua pela esquerda até ser cruzada para a entrada na área, para onde o marroquino está, de novo, quase imóvel para ser suave sobre a bola — é outro passe que lhe sai, contra o poste.
A jogada importa, em parte, também porque na ressaca a cabeça de Everton ainda bateu a bola contra a barra e Gilberto fez do ressalto um golo anulado (fora de jogo). Depois, por ter sido um prenúncio da presença em campo que desengataria, em crescendo, a equipa das amarras pressionantes dos jogadores do Gil Vicente, reativos a cada choque entre as palmas do seu treinador. Ricardo Soares batia uma mão contra a outra, todo ele a sugerir que a equipa apertasse os adversários a todo o campo, logo em qualquer ação que o Benfica pretendesse iniciar da própria área.
Meia primeira parte contou-se com o Benfica a bater bolas longas, perdendo-as no ar e correndo atrás delas depois na relva, quando o Gil as aproveitou para fazer Bilel, Sandro Lima e Fujimoto combinarem nas barbas dos defesas, tentando com muitas trocas de posição desencantarem os espaços que os três centrais (únicas as sobras do jogo com o PSV, além de Vlachodimos e Yaremchuk) nunca lhes concediam nas costas. Só o japonês, à distância, fez Vlachodimos tombar sobre a relva para desviar (16’) uma bola da baliza.
O soluçante Benfica assentaria com a bola nos três de trás e só criou algo em três momentos. A tal jogada de Taarabt o primeiro, o segundo quando o marroquino resistiu à pressão com uma roleta e acelerou uma chegada à área. Meïté pouco existia com bola. As ações de Gil Dias e Gilberto não viviam o suficiente para haver jogadas com propósito na largura. Raramente as espreitadelas dos extremos por dentro, para fomentarem o jogo interior, deram frutos.
E o terceiro no calcanhar de Everton (34’), que desmarcou Yaremchuk para o remate do ucraniano rasar a barra da baliza de Kritciuk, já depois de o guarda-redes russo se esticar todo para impedir festa no livre direto de Taarabt (26’). Mas, nos cinco minutos pré-intervalo, o marroquino sucumbiria com estrondo ao marasmo criativo do Benfica, acumulando três ou quatro erros que deram contra-ataques rápidos aos de Barcelos e mostraram o risco com que se corre atrás dos outros quando Taarabt arrisca tanto.
E, quando não arrisca, por vezes erra na decisão, nem sempre o Benfica é prejudicado ao ponto de ficar sem a bola, mas vê-se o marroquino sem corpos do Gil a rodeá-lo e a dar um passe a quem está na mesma linha que linha, mas rodeado por adversários, tipo de julgamento que encrava jogadas e explica uns quantos porquês de Jorge Jesus o trocar por João Mário.
Nem uma hora de jogo havia e a equipa já usufruía de mais bola, o bloco do Gil recuara uns metros e os médios tinham a serenidade em cada receção. Podia quase sempre virar-se de frente para o campo em posse e essa tendência — que já resultara num remate perigoso de Gonçalo Ramos (46’) e um golo anulado a Yaremchuk (56’), de novo por fora de jogo — estava carente de alguém mais certeiro a decidir por onde, quando e como o Benfica deveria ir com a bola.
O usufruto que foi fazendo dela, mesmo com João Mário, era redundante. Raro era a jogada na qual o Benfica existia dentro do bloco do Gil Vicente, cada vez mais amontoado junto à sua área sem que isso impedisse que fosse tendo saídas rápidas, dependentes nas correrias de Talocha, dna esquerda, ou nas coisas que Sandro Lima conseguisse segurar na frente. E os visitantes redundavam, quase sempre, em ter o ala a tabelar com o extremo para depois tentar um cruzamento, ou em devolver à área as sobras que recolhesse, com bolas nas costas da linha defensiva.
Um desses restos de uma jogada acabou em Pizzi, que fixou um adversário na área, cravou-o à relva com um drible para dentro e logo tentou rematar, mas a frouxa bola foi recebida por Lucas Veríssimo, cujo domínio enganou Kritciuk e desertificou a baliza para o brasileiro lhe passar o primeiro golo (83’). Quase na aproximação seguinte do Benfica à área, Grimaldo recebeu um passe a uns 30 metros do alvo, rematou logo e fez um golaço sobrevoar (88’) o guarda-redes do Gil.
A sexta vitória consecutiva confirmou o melhor arranque de época de Jorge Jesus no Benfica, com esta versão de Benfica, em que a equipa goza de muita companhia da bola, tem mais do que gente capaz de ferir os outros caso se juntem entre linhas — o posicionamento dos extremos, quando a equipa se instala no meio-campo adversário, mostra essa vontade —, mas continua encravar-se na incapacidade, aqui e ali, de inventar finalizações vindas não só de cruzamentos ou coisas feitas pelas alas.
O Benfica melhorou, sobretudo, mas não em tudo, com Grimaldo e João Mário, os portadores da diferença que nem assim conseguirem tornar o jogo assim tão diferente. "Eu vejo um jogo diferente", gabou-se Jorge Jesus, antes da partida, mas nem eles conseguiram diferir muito do que estava a ser a forma de jogar da equipa."

Gil Vicente FC 0-2 SL Benfica: Os defesas são o melhor ataque


"A Crónica: As Estelas São o “3” e o “4”
O SL Benfica deslocou-se em modo poupança a Barcelos e amealhou a terceira vitória em outros tantos jogos na Liga Portuguesa 2021/22. Perante um Gil Vicente FC amorfo ofensivamente, mas bem organizado defensivamente – e com um grande Kritciuk – as águias sofreram para vencer, mas saíram mesmo com os três pontos após uma vitória por 2-0, com golos de autoria inesperada.
Os primeiros dez minutos foram mornos, mas, precisamente ao minuto dez, o SL Benfica deu duas pancadas no gongo e acordou a partida. Por gongo entenda-se ferros da baliza minhota. Primeiro Taarabt, com um remate colocado, e depois Gilberto, com um cabeceamento à entrada da pequena área, fizeram estremecer a baliza à guarda de Kritciuk.
Gilberto conseguiu ainda aparecer na recarga ao próprio cabeceamento e colocou mesmo o esférico para lá da linha de baliza. Todavia, um fora de jogo tirado a Everton – que havia estado na assistência – impossibilitou que o lateral brasileiro vestisse a máscara que caracteriza os seus festejos.
Também o Gil Vicente FC acordou para o jogo. Nos minutos sequenciais, os pupilos de Ricardo Soares testaram Vlachodimos em duas ocasiões, tendo o grego respondido com sucesso. Do outro lado, o guardião barcelense também respondeu bem a novo remate perigoso de Taarabt (desta feita, na forma de um livre direto).
Com o minuto 35 a aproximar-se, Yaremchuk apareceu pela primeira vez com bola em zona de finalização. Bem servido por Everton, o ucraniano atirou de canhota por cima do ombro de Kritciuk, mas também por cima da trave. Viria a ser o último momento de perigo para qualquer um dos lados da contenda no primeiro tempo.
Felizmente, a emoção na segunda parte chegou cedo. Logo no primeiro minuto, Gonçalo Ramos recebeu na direita de Gilberto, fletiu para dentro em drible e rematou de pé esquerdo para uma defesa esforçada de Kritciuk. Estava lançado o mote para o sufoco dos visitantes aos minhotos.
Com uma dezena de minutos jogados na segunda metade, novo golo anulado aos homens da capital. Yaremchuk foi apanhado em posição irregular no momento do cruzamento que lhe havia sido dirigido e a que havia correspondido de primeira. O Gil Vicente FC suspirou de alívio.
Momentos mais tarde, os homens de Ricardo Soares conseguiram, pela primeira vez em 15 minutos de segunda parte, sair do colete-de-forças em que estavam inseridos e obrigaram mesmo Vlachodimos a uma defesa apertada com as pernas. Defesa apertada cá, defesa apertada lá. Quatro minutos depois, Ramos deu a cabeça à bola bombeada por João Mário para a área e viu Kritciuk negar-lhe o tento inaugural.
O lance periclitante seguinte tardou, mas chegou. Aos 82 minutos, uma bola perdida na grande área e rematada por João Mário. Golo? Não, disse pela enésima vez Kritciuk. Contudo, um singelo minuto mais tarde, o guardião caseiro já não pôde negar o golo às águias. Na sequência do canto cedido pela defesa de Kritciuk, Lucas Veríssimo ficou pela área. Aí, o “4” das águias intercetou um remate fraco de Pizzi, inteligentemente, e rematou, imprimindo à bola melhores condições do que aquelas que esta havia recebido do médio português. Estava desfeito o empate.
Cinco minutos mais tarde, o SL Benfica deixava também desfeito o Gil Vicente FC. Passe de Ramos para Grimaldo e remate fantástico e indefensável do lateral espanhol, a 35 metros (mais metro, menos metro) da baliza. O “3” das águias selava assim o 2-0, resultado merecido e ajustado às incidências da partida, uma vez que premiou a insistência dos visitantes e castigou a passividade dos visitados.

A Figura
Kritciuk – Apesar da derrota, do bom jogo de Meité e de mais uma grande exibição de Lucas Veríssimo, o guardião do Gil Vicente FC convenceu-me a atribuir-lhe o prémio de Figura BnR.
Foram inúmeras e de grande qualidade (e dificuldade) as defesas do russo, que permitiram que os gilistas estivessem dentro do resultado até aos 83 minutos, mesmo estando fora do jogo toda a segunda parte.

O Fora de Jogo
Segunda parte gilista – Praticamente não houve Gil Vicente FC na segunda metade da partida, sobretudo em termos ofensivos. A partir dos 75 minutos, os homens de Ricardo Soares apresentaram a sua resignação e mudaram mesmo para uma linha de cinco defesas, baixando o bloco e defendendo um ponto que acabaram por deixar fugir.

Análise Tática – Gil Vicente FC
Os gilistas viram-se privados de Fran Navarro já em período de aquecimento. A ausência do avançado mais fixo aumentou a necessidade dos visitados em apostar numa frente ofensiva mais móvel e dinâmica. Com o precioso auxílio de Fujimoto, os homens mais adiantados (Lino, Bilel e Murilo) procuraram várias tabelas e jogadas combinativas, alinhando próximos uns dos outros em diversos momentos.
Com Bilel na direita e Murilo na esquerda, cabia a Lino marcar presença no centro do ataque (ainda que as dinâmicas barcelenses potenciassem trocas de posição entre os três). Fujimoto era quem tomava para si as batutas, aproximando-se com bola de um dos homens da dianteira gilista, em particular Bilel, uma vez que era o direito o corredor predileto dos minhotos para as suas ofensivas.
No momento ofensivo, o 4-3-3 dos gilistas era mais decalcado, transformando-se habitualmente num 4-4-2 na hora de defender, com Fujimoto a auxiliar Samuel Lino (regra geral, ainda que também os dois extremos/alas tenham desempenhado o papel) na primeira linha de pressão. Com a saída de Fujimoto e a entrada de Hackman, os gilistas passaram a alinhar num 5-4-1, com Murilo a assumir o lugar mais adiantado do esquema.
Além do novo sistema, também a postura minhota em campo sofreu alterações. Os gilistas compactaram e baixaram o bloco, procurando estarem mais resguardados e ignorando a procura ativa e clara do golo da vitória.

XI Inicial e Pontuações
Kritciuk (8)
Zé Carlos (5)
Lucas Souza (5)
Rúben Fernandes (6)
Talocha (5)
Vítor Carvalho (5)
Pedrinho (5)
Fujimoto (7)
Murilo (6)
Samuel Lino (6)
Bilel (5)
Subs Utilizados
Hackman (5)
Matheus Bueno (5)
Aburjania (-)
Marcelo dos Santos (-)

Análise Tática – SL Benfica
As águias mantiveram o seu 3-4-3, com a maior das novidades a ser a utilização de Gonçalo Ramos como extremo-direito (com Everton do lado esquerdo, ladeando Yaremchuk). O jovem português e o virtuoso brasileiro procuravam movimentos e terrenos interiores, com naturalidade, procurando beneficiar da posição mais fixa do ucraniano.
Os movimentos de Ramos permitiam as investidas com profundidade de Gilberto pela ala direita, algo que não era mimetizado com tanta regularidade do lado contrário: Gil Dias buscava inserir-se mais por dentro do que alcançar a linha de fundo para o um para um ou para o cruzamento (ainda que o tenha feito algumas vezes). Já Meité e Taarabt abandonavam várias vezes o duplo pivô no momento ofensivo.
Assim, o francês assumia a posição de “6” e o marroquino a de “8” de forma bem clara. No momento defensivo, no entanto, as órbitas de ambos já se aproximavam, tentando as águias contrariar o meio-campo a três dos homens de Barcelos. Destaque para a abrangência de posicionamento do “11” do SL Benfica, que funcionou como limpa-para-brisas nos momentos sem bola dos lisboetas, em particular nas transições defensivas.
O momento sem bola dos encarnados beneficiou muito da capacidade que as águias demonstraram na pressão alta, com os dois médios a atuarem muito subidos, tanto na construção, quanto na destruição. Com a saída de Yaremchuk, Ramos foi transplantado da direita para o centro do ataque, ficando ladeado por Everton e Pizzi. Mais tarde, a entrada de Darwin levou as águias a jogarem num 3-5-2, com o uruguaio a alinhar com Ramos em cunha no ataque, e Pizzi a ser o terceiro médio.

XI Inicial e Pontuações
Vlachodimos (6)
Gilberto (5)
Lucas Veríssimo (8)
Otamendi (6)
Morato (6)
Gil Dias (5)
Meïté (7)
Taarabt (5)
Everton (5)
Gonçalo Ramos (6)
Yaremchuk (5)
Subs Utlizados
André Almeida (5)
Pizzi (5)
João Mário (5)
Grimaldo (6)
Darwin (5)"

Sem galos na testa – curtas do Gil Vicente vs. Benfica


"“Um Benfica competente” – foi assim que Ricardo Soares descreveu a exibição das águias, num jogo bem disputado, tática e tecnicamente. As águias conseguiram sair de Barcelos “sem galos na testa”, mas tiveram de suar para conquistar os três pontos.
Desde o início do encontro que o Gil Vicente se preocupou em controlar a largura do 3-4-3 do Benfica. Nestes sistemas, onde não há laterais ou extremos, mas sim uns “intermédios” alas, fica sempre a dúvida à priori de como o adversário conseguirá garantir o controlo da largura. No caso, Ricardo Soares optou por colocar os extremos de olho em Gilberto e Gil. Mesmo por dentro, também foi complicado para o Benfica penetrar, fruto da boa organização defensiva dos gilistas. O 0-0 ao intervalo espelharia bem o equilíbrio do encontro, no qual o Gil Vicente não se coibiu de bater o pé aos encarnados, procurando também ter bola e atacar a defesa contrária.
A busca pela vitória obrigaria Jesus a mexer na segunda parte: João Mário deu novamente maior segurança na manutenção da posse, ao contrário de Taarabt, que continua a oscilar entre lances de génio e perdas infantis que expõem a equipa; Grimaldo substituiu um desinspirado Gil, conseguindo criar mais desequilíbrio na estrutura do Gil Vicente. Puxando dos seus trunfos, o Benfica conseguiu ser variável o suficiente no encontro para criar mais problemas ao conjunto de Ricardo Soares, começando a criar perigo através de cruzamentos. O Gil Vicente responderia a tal com a mudança para um 3-4-3, que se mutava em 5-4-1 no momento defensivo, o que, à partida, permitiria controlar melhor a largura.
Contudo, o desgaste na partida começou a fazer-se sentir e as associações curtas do Benfica por dentro perfuraram o bloco dos minhotos. Nesse período, destaque não só para João Mário, mas também para Gonçalo Ramos – a forma como ataca o espaço em movimentos de rutura ou como deriva para o meio quando com bola para tabelar, criou vários desequilíbrios no adversário. A insistência levaria o Benfica a fazer dois golos já nos minutos finais, por intermédio de Veríssimo e Grimaldo.

Destaques individuais:
Meïte – parece um touro “amarrado”. Consegue explodir em condução, mas terá eventualmente indicações para se fixar como médio mais defensivo. Seria interessante vê-lo alternar num vai/vem constante com o seu parceiro de setor.
João Mário – imprescindível num meio-campo a dois, pois consegue dar garantias com e sem bola. Não sabe jogar mal e gere os ritmos do jogo como ninguém.
Veríssimo – mais uma exibição muito sólida, à imagem dos seus colegas de setor. No entanto, foi ele que desbloqueou o marcador, somando já dois golos esta época.
Darwin – é altamente limitado tecnicamente, pelo que pedir-lhe que jogue na meia esquerda, quando à partida o espaço já será reduzido, torna-lo-á ainda mais desconfortável. Neste 3-4-3, seria curioso vê-lo jogar como referência, com apoios mais próximos a servi-lo.
Everton – não consegue desequilibrar e soma várias perdas de bola. A paciência dos adeptos está a terminar. Poderá tornar-se, nos próximos tempos, um caso flagrante de falta de adaptação ao futebol europeu, principalmente se nos recordarmos daquilo que fez no Brasil."

sábado, 21 de agosto de 2021

Vermelhão: demorou, mas a Águia cantou... duas vezes!!!

Gil Vicente 0 - 2 Benfica


Os golos tardaram, mas chegaram... Vitória justíssima, numa partida muito complicada, como se esperava. Este arranque de temporada, com os jogos da Champions pelo meio, é uma 'armadilha' muito perigosa: atrapalha toda a preparação para as partidas; não permite treinos normais a meio da semana, importantes no início das temporadas; torna extremamente difícil fazer jogos de alta intensidade durante os 90 minutos...
A outro nível, com menos opções, veja-se as boas indicações que o Paços de Ferreira e o Santa Clara têm dado nas qualificação para a nova Liga Conferência da UEFA, e nas dificuldades que têm tido nos jogos do campeonato (os Açorianos ainda por cima com vários jogadores positivos ao Covid...!!!).
Recordo ainda, que na época anterior, este Gil Vicente venceu na Luz... e na 1.ª volta, em Barcelos, mesmo jogando com mais um jogador durante bastante tempo, tivemos muitas dificuldades para vencer... com os contra-ataques perigosos dos Gilistas a sucederem-se!!!

O trunfo tem sido a 'rotação', meio-campo e ataque renovado a cada partida, incluindo as Laterais... e de facto esta '2.ª equipa' parece-me mais confiante, mais sólida... é verdade, que hoje, os golos surgiram no fim, após as substituições, mas o Benfica hoje foi sempre superior! No 1.º tempo, criámos algumas oportunidades... a intensidade não foi muita, mas defensivamente estivemos bem: bola ao poste, falhanço do Roman... além de um golo anulado por fora-de-jogo!
No 2.º tempo, o campo ainda esteve mais inclinado... O Ody fez uma defesa complicada (o único lance onde a defesa ficou desequilibrada...), mas mesmo antes das substituições, já estávamos a 'sufocar' o Gil... O melhor exemplo foi o golo anulado (mais um...) ao Yaremchuk...
Com jogadores frescos, e com o Gil mais cansado e mais retraído, as oportunidades foram-se sucedendo e era uma questão de 'fortuna' ou falta dela... E depois de muito desperdício, de muitas defesas do guarda-redes adversário, foi preciso, mais uma vez, o nosso Centralão ir lá à frente, inaugurar o marcador... e logo a seguir, uma daquelas 'bombas' do Grimaldo... um daqueles golões que ele tenta muitas vezes, falha muitas vezes, mas quando acerta, são indefensáveis!

A utilização do Gonçalo na Direita, na minha opinião é um 'desperdício', mas com a aparente 'saída' do Luca, foi a opção encontrada de última hora... È óbvio, que o puto até a guarda-redes jogava, se o Jesus o mandasse... mas não tem as rotinas do lugar!
Boa primeira parte do Everton... O Meite está a deixar alguns com 'duvidas', mas eu tenho gostado muito, mesmo com margem de progressão, nota-se que o francês dá 'equilíbrio' à equipa no momento da recuperação, pois só o cabedal 'assusta' os adversários e com bola nos pés, não é nada tosco...
O Lucão continua a marcar e a impressionar... e o Morato deu-se bem com os elogios! Hoje voltámos ao 343, mas estou curioso para ver uma dupla de centrais Lucas/Morato, pois creio que ambos, com velocidade que têm nas pernas, e a passada larga, têm condições para fazer uma grande dupla, no esquema mais habitual do Jesus, pois ambos cobrem uma área defensiva muito grande... algo que os 'veteranos' Otamendi e Veronghen têm mais dificuldade em fazer!
Nota para a entrada do João Mário: muita intensidade e outro critério nas decisões...

Louve-se o regresso do Darwin, mas cedo do que tinha sido anunciado... juntando-se à recuperação do Almeidinhos, temos mais dois jogadores para a rotação!
As notícias sobre a possível venda do Darwin, deixam-me preocupado! Vinícius ou Seferovic são neste momento 'menos' importantes para o Benfica!

Hoje a nota arbitral vai exclusivamente para o VAR (António Nobre e os seus muchachos!): inacreditável o tempo que levaram a validar o 1.º golo do Benfica, numa jogada onde é evidente, mesmo sem Linhas que o Veríssimo está em posição regular... E depois, têm o descaramento de dizer que o Veríssimo estava em jogo, por 2 centímetros! Inacreditável! Isto depois de dois golos anulados, por fora-de-jogo... sendo que no segundo, aparentemente 'inventaram' a linha defensiva do Gil, porque no ângulo que a imagem é captada, os 'corpos' dos jogadores 'tapam' a visibilidade e é extremamente complicado perceber qual é o local exacto da linha defensiva Gilista...
Recordo-me de um lance parecido, no Bessa o ano passado, mas aí validaram o golo ao Sporting, mesmo com uma extrapolação do local onde a linha virtual deveria ser colocada!!!
Já agora, na jogada anterior ao 1.º golo do Benfica, existe uma possível Mão na Bola na área do Gil Vicente, inacreditável como nessa jogada o VAR decidiu, não existir nada, a uma velocidade supersónica...!!!

Agora, na Terça, o primeiro grande jogo da época: decisivo financeiramente, importantíssimo no reforço da união Benfiquista para esta época...
Creio que vamos ter um jogo parecido, com o jogo da Luz, o Benfica vai tentar dar a iniciativa ao PSV, não dar espaços nas costas da nossa defesa e aproveitar o 'contra'... Mas vamos ter que 'melhorar' na construção, temos que ter mais bola... As costas dos nossos Laterais, vão ser o 'alvo' dos holandeses!!! O Rafa e o Digi vão estar fresquinhos... mas a minha dúvida, vai para a defesa, o Otamendi está a fazer os jogos todos... é importantíssimo a recuperação do Vertonghen...

Goleada...

Benfica 7 - 0 Racing FC


Goleada 'curta', depois de muitos golos desperdiçados!!!
A grande 'vitória' deste início de época, é a certeza que do meio-campo para a frente, temos duas equipas de valor semelhante... só a Cloé e a Kika, são 'diferenciadas'!!!

Amanhã, temos o sorteio da 2.ª ronda, não somos cabeças de série, mas temos reais hipóteses daquela que será uma qualificação histórica, para a fase de grupos da Champions!

Vencer em Barcelos


""Queremos a sexta vitória consecutiva", começou por afirmar Jorge Jesus na conferência de antevisão à partida com o Gil Vicente, em Barcelos, com início agendado para hoje, às 18 horas.
Vencer é sempre o objetivo que norteia quem representa o Benfica, independentemente das circunstâncias, por mais adversas que possam ser.
Conforme relembrou o nosso treinador, o Gil Vicente é "um adversário sempre complicado", ainda para mais jogando no seu reduto. Basta recordar, por exemplo, as dificuldades passadas pela nossa equipa nas últimas duas temporadas, nas quais teve de suar muito para ganhar em Barcelos.
Ambas as equipas chegam à 3.ª jornada do Campeonato embaladas pelos triunfos obtidos desde o início da época. Enquanto o Benfica procura a sexta vitória consecutiva, o Gil Vicente ainda não perdeu ou sofreu qualquer golo (duas vitórias no Campeonato e uma vitória e um empate na Taça da Liga, sendo eliminado dessa prova no desempate por pontapés da marca de grande penalidade).
Perante este cenário, acrescido do muito exigente calendário da nossa equipa neste início de temporada, Jorge Jesus considera que "será um jogo muito difícil" em que "forçosamente têm de acontecer mudanças no onze titular" em função do intervalo de tempo diminuto entre jogos. Porém, "isso não tira a confiança e convicção" do grupo que lidera. "Acreditamos que temos todas as capacidades para vencer o jogo, o nosso grande objetivo", disse.
Focada e determinada em conquistar os três pontos, a nossa equipa contará certamente com o apoio imprescindível dos muitos Benfiquistas que se antevê marcarem presença nas bancadas. Têm sido fundamentais no percurso vitorioso da equipa, transmitindo força aos nossos jogadores quando eles mais necessitam. Que hoje tenhamos mais uma grande demonstração de benfiquismo.
Força, Benfica!

P.S.: Daqui a pouco, às 16 horas, a nossa equipa feminina de futebol entrará em campo, na Bósnia, para disputar a final da Ronda 1 da Liga dos Campeões. O adversário será o Racing FC Union, do Luxemburgo. A centrocampista Pauleta expressou o espírito reinante entre o plantel: "A equipa está confiante, sabemos que se estivermos no nosso melhor podemos conseguir a vitória. Estamos muito focadas, sabemos que temos muita responsabilidade, pois representamos o Clube na Europa". Boa sorte!"

Uma Semana do Melhor...

O homem do jogo do Benfica chama-se Morato


"Foi Jesus quem referenciou o jovem central brasileiro como o homem do jogo na partida que opôs o Benfica ao PSV e nós fomos perceber o seu impacto na partida."

Futebol português



"O futebol português tem idiossincrasias que o tornam peculiar, tornando-o incompreensível e observadores menos atentos. Ora, vejamos as mais recentes:
- Um guarda-redes distraído não prestou atenção à sinalética de um árbitro que, muito bem a seguir as recomendações em prol da maximização do tempo útil de jogo, assim como da rapidez e fluidez do mesmo, em suma, em defesa do espectáculo de acordo com as regras, não interrompeu a partida para a marcação de um fora-de-jogo. O guarda-redes soltou a bola como se o jogo tivesse interrompido, um avançado apercebeu-se e reagiu, e o guarda-redes acabou por jogar a bola com a mão fora da área e foi bem expulso. No dia seguinte, uma panóplia de ex-árbitros, agora analistas, ao invés de se limitarem a assinalar o mérito da decisão, enveredaram por críticas ao árbitro invocando o espírito do jogo e reclamaram por bom senso. Leia-se, segundo estas cabeças pensantes, o árbitro deveria ter decidido contra as regras em nome de supostos espírito do jogo e bom senso. Todos fizeram longa carreira na arbitragem, o que explica muita coisa;
- E temos mais uns candidatos a analistas de arbitragem num qualquer jornal daqui a uns 20 anos. Estes assumiram a sua candidatura no Famalicão-FC Porto. Com 'bom senso' e respeito pelo 'espírito do jogo', o FC Porto não perdeu pontos;
- O cartão do adepto, além de ser uma panaceia, viola direitos consagrados na Constituição. E é preconceituoso em relação aos adeptos... Talvez o secretário de Estado do Desporto perceba melhor assim a gravidade do que promoveu: como já houve políticos condenados por crimes, a partir de agora deveria exigir-se aos cidadãos na política um cartão de político, pois são potenciais criminosos. É absurdo, não é?"

João Tomaz, in O Benfica

A falta que lhes fizemos


"No futebol dos nossos dias, tudo são números. Os milhões das transferências, a percentagem de posse de bola, os remates enquadrados, as faltas sofridas, os centímetros que anulam golos, os minutos jogados, as taxas de eficácia à frente da baliza, tudo conta. A estatística é uma realidade há muitos anos, mas nunca como agora tudo se parece resumir a números, reduzindo cada vez mais a paixão a um item de uma longa lista de condicionantes do jogo.
Pois bem, a paixão não pode ser apenas mais um número. E isso está à vista com o regresso faseado dos adeptos às bancadas.
Há equipas que podem perfeitamente jogar sem os seus adeptos. Em alguns casos, não se nota qualquer diferença para melhor. Noutros, até é uma bênção que não estejam presentes. No caso do Sport Lisboa e Benfica, a diferença é gritante. O colinho, a onda vermelha - chamem o que quiserem - tem estado bem à vista nos primeiros jogos desta temporada. Há uma equipa embalada pelos cânticos, pelo apoio incondicional dos que têm conseguido bilhete para entrar na Catedral, mas também nos recintos dos nossos adversários. No momento em que se discute mais uma medida controversa inventada por quem manda no futebol português (o inenarrável cartão do adepto), sai mais uma chapada de luva branca para uma Liga desfasada da realidade.
Neste campeonato dos adeptos, não há dúvidas: seremos sempre campeões. O problema é quem tenta equilibrar as coisas contornando protocolos de VAR ou não pagando o que deve a instituições bancárias. Ainda agora começou, mas já se percebe que a batalha vai se dura.
Nós, os adeptos, vamos mesmo ter de continuar a fazer a diferença."

Ricardo Santos, in O Benfica

A Lenda está de volta: Almeidinhos


"Dez meses depois, aí está o craque André Almeida de regresso à competição! Já tinha saudades de ver aquele sorriso malandro dentro do campo, típico de quem está a aprontar um golaço quando toda a gente pensa que a bola a descolar daqueles pé direito se trata de um cruzamento. 'Sem querer', dizem as invejosas. Compreendo bem o André: se eu tivesse um tetracampeonato pelo Benfica no currículo e a braçadeira de capitão no braço, também seria difícil perder o ar de menino feliz que o acompanha para todo o lado. O Benfica ganha, e o Almeidinhos está a sorrir. O Benfica empata, e o Almeidinhos continua a sorrir. O Benfica perde, e o Almeidinhos mantém o mesmo sorriso. Se o Almeidinhos tivesse namorada e encontrasse em actividades, digamos, rasteiras, com outro indivíduo, tenho a certeza de que o sorriso seria exactamente o mesmo. Seja qual foi o sentimento, a expressão facial é inquebrável.
Trata-se de um jogador que não tem a técnica do Pizzi, mas tem técnica. Não tem a velocidade do Rafa, mas tem velocidade. Não tem a força do Lucas Veríssimo, mas tem força. Não tem a agressividade do Otamendi, mas é agressivo. Pode não ser, aparentemente, o melhor em nada, no entanto é bom em quase tudo. E, novas fora, somando todas as características relevantes, talvez seja mesmo o melhor na mais importante de todas: a representação da Mística. A história no clube, a  experiência em campo, a relação com os adeptos, a presença no balneário e, tudo somado, um jogador à Benfica. O André Almeida está de volta e, mais do que a competência enquanto jogador de futebol, traz de volta com ele uma braçadeira que nem sequer precisa de colocar no braço, porque está tatuada naquele sorriso."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"A quadrilhice do século XXI, pelas narrativas conspirativas que inspira e desenvolve em diferentes quadrantes mediáticos, é, cada vez mais, um veneno que constrange as emoções espontâneas e instintivas nos relvados e nas suas principais zonas periféricas.
Dantes, a intriga barata, lembro-me, morava na casa da vizinha. Não importava onde, quando eu como, os mexericos de alcofa eram obra dela, mas tinham, bastas vezes, perna e validade curtas.
Com o advento das redes sociais, as tramas 'por nada e por tudo' entranharam-se, disseminaram-se, conquistaram audiências, motivaram seguidores e desaguaram numa moda que despreza a face benigna e expande, à náusea, o lado negativo.
Uns mais criativos, outros nem tanto; uns mais polidos, outros agarrados à pobreza da letra ou das berrarias, os promotores desta ordem reconstrutiva das ocorrências pelo perverso ângulo do 'voyeurismo' andam aí e modificam comportamentos nos jogadores, treinadores dirigentes e demais elementos que pisam as áreas de primeira linha de escrutínio 'no jogo'.
Pelo que observamos no espaço de análise do burgo lusitano, a expressão genuína de emoções no futebol jogado e treinado é recorrentemente posta em causa por quem, por exemplo, aproveita factos banais em momentos de stress competitivo ou manifestações mais expansivas por razões que a nossa razão desconhece para inventar o drama e a cisão. Escutámos a valsa das insinuações logo na 1.ª jornada do Campeonato 2021/22, no pós-Moreirense...
Tática, técnica, treino, modelos, sistemas, lances estudados... tudo ou quase varrido para debaixo do tapete, salvo exíguas exceções na dissecação do jogo jogado, porque os enredos privilegiados são os poluentes, das leituras torcidas ou distorcidas à medida da conveniência, e não os de cariz pedagógico.
Se um décimo do tempo de antena e da tinta gastos nestes 'exercícios' se convertesse em debates, reflexões, análises e procura de soluções de temas verdadeiramente, relevantes e transversais no futebol, talvez problemas (sérios) como o 'Cartão do Adepto0 já não o fossem..."

João Sanches, in O Benfica

O cartão do adepto


"Uma das grandes novidades da presente época é o cartão do adepto, criado em Junho de 2020, e que visa permitir ao respectivo titular fazer prova da sua identificação para efeitos de acesso e permanência em zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, perante assistentes de recinto desportivo, forças de segurança e outras entidades, públicas ou privadas, que tenham responsabilidade em matéria de segurança, no âmbito da realização de espectáculos desportivos. A adesão dos adeptos tem sido muito reduzida.
Desde 2019 que o SL Benfica tem manifestado, junto das entidades oficiais, a sua posição contra esta iniciativa, considerando-a discriminatória e lesiva dos interesses dos clubes. Sendo o acesso de público aos recintos desportivos um assunto importante, a verdade é que existem outros temas prioritários. Nomeadamente a questão dos quadros competitivos, a centralização dos direitos televisivos, o conflito de interesses na captação de patrocinadores e espaços publicitários e a distribuição das receitas das apostas desportivas. Tal como o processo na Autoridade da Concorrência e ainda os seguros de acidentes de trabalho. Mas há outros temas prementes que as 18 sociedades desportivas já identificaram e que, infelizmente, têm deparado com a insensibilidade dos organismos públicos - os apoios ao setor. Estou a falar, concretamente, no fundo de apoio ao futebol profissional e nas linhas de financiamento com garantia do Estado.
Custa perceber a lógica da chamada bazuca europeia não prever uma verba para a indústria do futebol. Já para não falar no problema da fiscalidade, sobretudo a questão do IVA nos bilhetes e a situação dos residentes não habituais."

Pedro Guerra, in O Benfica

Vidas que mudam


"E são quase seiscentas no ano lectivo que agora finda. Se contarmos desde o princípio deste projecto pioneiro que a Fundação Benfica começou há uma década, o número ultrapassa os cinco mil e quinhentos. Por isso são já tantas as histórias de sucesso que nos contam ex-beneficiários do projecto Para ti Se não faltares!, que não é possível contá-las a todas, mas por isso mesmo cresce em todos nós o sentimento do dever cumprido e da obra feita em nome de todos os benfiquistas. Cresce sobretudo, a cada ano, o orgulho no esforço e nos resultados que estes jovens sucessivamente conquistam. Hoje, já adultos, vamos encontrá-los, a eles e a elas, prosseguindo cursos superiores, abraçando profissões dignas, militando em causas humanitárias, competindo desportivamente ao mais alto nível em Portugal e lá fora, até mesmo no futsal do SL Benfica. Mas também os encontramos a servir Portugal nas forças de segurança, na linha da frente do SNS, nos bombeiros e em tantos, tantos sectores fundamentais da nossa vida colectiva, que, olhando para trás e relembrando os contextos sociais e familiares onde muitos nasceram e cresceram, só podemos reconhecer que as suas vidas melhoraram por vezes drasticamente. A razão de ser disso foi a sua vontade e o seu esforço. Mas todos agradecem reiteradamente à Fundação o incentivo, a palavra e a acção continuada e próxima. A motivação e o conselho certo nos momentos certos da sua, tantas vezes, atribulada adolescência. São vidas mudadas, e o critério é deles, das famílias e deste imenso Benfica social que teima em velar pelo bem comum!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"2
2 vitórias a abrir no campeonato da nossa equipa B, com a deslocação a Penafiel a dar continuidade à excelente estreia frente ao Nacional;

5
Desde 1982/83, a primeira temporada de Eriksson no Benfica, que não vencíamos os primeiros 5 'jogos oficiais' da época. Este feito foi alcançado pela 6.ª vez em toda a nossa história.

48
Rafa chegou aos 48 golos em competições oficiais de águia ao peito e é agora o 48.º no ranking dos goleadores do Benfica (considerado todos os jogos soma 50 e é o 67.º). Nas competições europeias soma 6 golos (3 na Liga dos Campeões), só 28 jogadores (19 na LC) marcaram mais pelo Clube nestas provas. E passou a ser o 13.º melhor marcador neste Estádio da Luz (incluindo jogos particulares);

50
Vinícius atingiu, frente ao Arouca, a meia centena de jogos em competições oficiais pelo Benfica:

50%
10 golos em 5 jogos, e a invulgaridade de metade com o pé esquerdo.

90
Jorge Jesus chegou às 9 dezenas de jogos pelo Benfica em competições europeias. Com o actual treinador, o Benfica venceu mais de metade (46) dos jogos, empatou 21 e perdeu 23 (um no desempate por pontapés da marca de grande penalidade);

300
André Almeida regressou aos relvados na partida com o Arouca passados 300 dias da grave lesão sofrida em Vila do Conde. A enorme ovação que lhe foi dedicada pelos benfiquistas presentes no estádio da Luz foi mais que justa. E, no desafio com o PSV, passou a ser o 36.º com mais participações em 'jogos oficiais' da equipa de honra do Benfica;

334
Pizzi passou a ser o 20.º no ranking dos jogadores com mais jogos pelo Benfica em competições oficiais. Contando com os jogos particulares, já representou o Clube em 365 ocasiões, sendo o 33.º com mais participações."

João Tomaz, in O Benfica