"1.
O City era de outro campeonato, uma das melhores equipas do mundo, assim se justificou a derrota caseira. O Bétis estava em terceiro da liga espanhola, é equipa muito difícil quando joga em casa, assim se justificou a segunda derrota na Champions em dois jogos. Mas o que dizer do PSV? É um colosso do futebol europeu? É equipa de meter respeito a qualquer um fora de casa?
2.
A época passada, na Liga Europa, que agora é desvalorizada porque nela o Benfica tem obtido bons resultados, as más prestações eram justificadas pela rotação que Farioli fazia na equipa. A verdade é que com menos rotação o Porto foi eliminado por uma equipa inglesa - o Nottingham Forest - que lutava arduamente para não descer de divisão.
3.
As diferenças das estatísticas de faltas e amarelos do Porto na liga de cá e na Champions esta época já por aí circularam, não vou bater mais nisso, apenas dizer que são bem elucidativas e reveladoras do estatuto de exceção de que a "fisicalidade" - assim lhe chamam - portista goza nas competições internas.
4.
Há muito que defendo árbitros e VAR estrangeiros para determinado tipo de jogos na nossa liga. Não é por nada, não é por desconsiderar os nossos, alguns até fazem boas arbitragens lá fora, é só porque a probabilidade de árbitros e VAR estrangeiros apitarem condicionados em Portugal é muito, muito menor. Mais: se os nossos vão apitar lá fora - o João Pinheiro, por exemplo, não estava disponível para o Dragão porque estava fora a apitar -, porque não podem vir árbitros de fora apitar aqui?
5.
Em suma: é muito mais fácil ser intenso e dominador quando se joga com dualidade de critérios a favor, com árbitros como Miguel Nogueira e outros que tais, que deixam passar impunes entradas para amarelo ou mesmo para vermelho. Quem não se lembra do último clássico no Dragão? Isto ajuda a explicar como é que em Portugal só ganham e na Champions só perdem."

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