"1.
Miguel Nogueira não consegue apitar descondicionadamente no Dragão. É lembrar o Porto-Arouca em que o Porto perdia aos 90 minutos e ele deu mais 17! Assinalou nesse período um penálti, que o Galeno falhou, mas levou o jogo até aos 90+23 - leu bem 90+23! - tendo o Porto empatado, por fim, aos 90+19.
Nos 90 minutos desse jogo tinha marcado um outro penálti a favor do Porto de tal forma escandaloso que teve até que ser revertido por telemóvel, já que, vá-se lá saber porquê, as comunicações do VAR não funcionaram no Dragão naqueles anedóticos momentos.
2.
No clássico da época passada foi o que foi: fez vista grossa a pisões, sem bola jogável, por trás, nos tendões de Aquiles - Francisco Moura sobre Lukebakio, Varela sobre Ríos-, entradas com agressões a Pavlidis - Varela no peito, Bednarek na cara -, cuspidela de Alberto Costa, etc. Impossível seria o Porto acabar o jogo com onze se Miguel Nogueira cumprisse minimamente com as leis. Não cumpriu.
3.
Perante isto, o Benfica não podia ter ficado calado com a nomeação de Miguel Nogueira, tinha que ter marcado uma posição pública forte o suficiente para condicionar a tendência do apitador para o favorecimento do Porto no Dragão.
4.
Logicamente que, assim sendo, ontem assistimos a mais do mesmo no Dragão:
O pisão que pode ser vermelho, foi amarelo - só jogadores do Benfica levam vermelhos por pisão, lembram-se de Musa no Bessa em 23/24 e Otamendi em Famalicão na época passada?
A 'festinha' no pescoço do adversário foi segundo amarelo para Lenglet (para que foi pôr-se a jeito?) e nada para Gabri Veiga.
Prestianni foi impedido de tal forma numa abordagem de dois adversários que ficou com a cara a sangrar e... nada, ainda levou - imagine-se - amarelo por protestar.
Samu agrediu cobardemente, à socapa, de passagem, Bah, mas não viram - árbitro e VAR - nada, ficaram ainda vários amarelos por mostrar, faltas inexistentes assinaladas - a do Palhinha, então, foi demais -, etc., etc., etc.
Em suma: todas as decisões arbitrais, em caso de dúvida ou nem isso, foram tomadas a favor do Porto - e repito: todas!
5.
Com o mal feito, de nada serviu ao Benfica a declaração de Rui Costa no pós-jogo. Mas se era para falar, tinha que ser muito mais duro e muito mais contundente. Assim o Benfica não impõe respeito a ninguém.
E o diretor de comunicação do Benfica, Pedro Pinto, sempre desaparecido, não vá a defesa do clube deixá-lo marcado para quando voltar para a sua atividade fora do futebol, o Pedro Pinto serve para quê? Em todos estes anos, alguém o viu tomar posições públicas de defesa intransigente de quem lhe paga chorudamente para o fazer?
6.
A transmissão da Sporttv esteve ao nível da arbitragem. Nada que seja de espantar: sempre pró Porto, sempre a ajudar a branquear as decisões contrárias à verdade desportiva quando são tomadas a prejuízo do Benfica."

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