"Em 21-11-2025, o presidente do fcp deixou claro que, para o Conselho de Arbitragem da Federação, “não há uniformidade de critérios, há dualidade de critérios, há diferentes interpretações”. Afirmou que o seu clube “tem sido prejudicado em alguns jogos e lances de carácter duvidoso” e anunciava que já estavam em "pré-aviso" para os jogos seguintes.
Dias antes destas afirmações, num jogo frente ao braga em casa, o seu clube decidiu ligar uma televisão no balneário dos árbitros chefiados por Fábio Veríssimo, sem que pudesse ser desligada e a exibir repetidamente lances polémicos (incluindo um golo anulado ao fcp). Alegou que as imagens foram transmitidas por "lapso". Consequência: levou uma palmada nas mãos por uns míseros 12.750,00 EUR de multa.
E dois meses antes do jogo com o braga, o mesmo clube apresentou uma queixa disciplinar contra o mesmo árbitro Fábio Veríssimo sobre acontecimentos num jogo frente ao FC Arouca no dia 29-09-2025.
Mais tarde, em janeiro de 2026, por referência à aposta em Veríssimo para o jogo da taça de Portugal frente ao Sport Lisboa e Benfica, o mesmo clube e dirigente voltaram a criticar a nomeação do árbitro.
O padrão é claro e evidente. Definem-se marcos e alvos. O condicionamento leva tempo a ser pensado e aplicado. Mas em Portugal, colhe frutos. A história repete-se.
Desengane-se quem pensa que o futebol português, neste aspeto, "vai" ou "deve" mudar no futuro. É cunho e idiossincrático. Por isso, hoje, ou se está predisposto a jogar o jogo com as mesmas armas ou com outras mas de igual ou superior calibre ... ou então mais vale ceder o lugar a quem sabe."
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