Últimas indefectivações

sábado, 21 de agosto de 2021

Vencer em Barcelos


""Queremos a sexta vitória consecutiva", começou por afirmar Jorge Jesus na conferência de antevisão à partida com o Gil Vicente, em Barcelos, com início agendado para hoje, às 18 horas.
Vencer é sempre o objetivo que norteia quem representa o Benfica, independentemente das circunstâncias, por mais adversas que possam ser.
Conforme relembrou o nosso treinador, o Gil Vicente é "um adversário sempre complicado", ainda para mais jogando no seu reduto. Basta recordar, por exemplo, as dificuldades passadas pela nossa equipa nas últimas duas temporadas, nas quais teve de suar muito para ganhar em Barcelos.
Ambas as equipas chegam à 3.ª jornada do Campeonato embaladas pelos triunfos obtidos desde o início da época. Enquanto o Benfica procura a sexta vitória consecutiva, o Gil Vicente ainda não perdeu ou sofreu qualquer golo (duas vitórias no Campeonato e uma vitória e um empate na Taça da Liga, sendo eliminado dessa prova no desempate por pontapés da marca de grande penalidade).
Perante este cenário, acrescido do muito exigente calendário da nossa equipa neste início de temporada, Jorge Jesus considera que "será um jogo muito difícil" em que "forçosamente têm de acontecer mudanças no onze titular" em função do intervalo de tempo diminuto entre jogos. Porém, "isso não tira a confiança e convicção" do grupo que lidera. "Acreditamos que temos todas as capacidades para vencer o jogo, o nosso grande objetivo", disse.
Focada e determinada em conquistar os três pontos, a nossa equipa contará certamente com o apoio imprescindível dos muitos Benfiquistas que se antevê marcarem presença nas bancadas. Têm sido fundamentais no percurso vitorioso da equipa, transmitindo força aos nossos jogadores quando eles mais necessitam. Que hoje tenhamos mais uma grande demonstração de benfiquismo.
Força, Benfica!

P.S.: Daqui a pouco, às 16 horas, a nossa equipa feminina de futebol entrará em campo, na Bósnia, para disputar a final da Ronda 1 da Liga dos Campeões. O adversário será o Racing FC Union, do Luxemburgo. A centrocampista Pauleta expressou o espírito reinante entre o plantel: "A equipa está confiante, sabemos que se estivermos no nosso melhor podemos conseguir a vitória. Estamos muito focadas, sabemos que temos muita responsabilidade, pois representamos o Clube na Europa". Boa sorte!"

Uma Semana do Melhor...

O homem do jogo do Benfica chama-se Morato


"Foi Jesus quem referenciou o jovem central brasileiro como o homem do jogo na partida que opôs o Benfica ao PSV e nós fomos perceber o seu impacto na partida."

Futebol português



"O futebol português tem idiossincrasias que o tornam peculiar, tornando-o incompreensível e observadores menos atentos. Ora, vejamos as mais recentes:
- Um guarda-redes distraído não prestou atenção à sinalética de um árbitro que, muito bem a seguir as recomendações em prol da maximização do tempo útil de jogo, assim como da rapidez e fluidez do mesmo, em suma, em defesa do espectáculo de acordo com as regras, não interrompeu a partida para a marcação de um fora-de-jogo. O guarda-redes soltou a bola como se o jogo tivesse interrompido, um avançado apercebeu-se e reagiu, e o guarda-redes acabou por jogar a bola com a mão fora da área e foi bem expulso. No dia seguinte, uma panóplia de ex-árbitros, agora analistas, ao invés de se limitarem a assinalar o mérito da decisão, enveredaram por críticas ao árbitro invocando o espírito do jogo e reclamaram por bom senso. Leia-se, segundo estas cabeças pensantes, o árbitro deveria ter decidido contra as regras em nome de supostos espírito do jogo e bom senso. Todos fizeram longa carreira na arbitragem, o que explica muita coisa;
- E temos mais uns candidatos a analistas de arbitragem num qualquer jornal daqui a uns 20 anos. Estes assumiram a sua candidatura no Famalicão-FC Porto. Com 'bom senso' e respeito pelo 'espírito do jogo', o FC Porto não perdeu pontos;
- O cartão do adepto, além de ser uma panaceia, viola direitos consagrados na Constituição. E é preconceituoso em relação aos adeptos... Talvez o secretário de Estado do Desporto perceba melhor assim a gravidade do que promoveu: como já houve políticos condenados por crimes, a partir de agora deveria exigir-se aos cidadãos na política um cartão de político, pois são potenciais criminosos. É absurdo, não é?"

João Tomaz, in O Benfica

A falta que lhes fizemos


"No futebol dos nossos dias, tudo são números. Os milhões das transferências, a percentagem de posse de bola, os remates enquadrados, as faltas sofridas, os centímetros que anulam golos, os minutos jogados, as taxas de eficácia à frente da baliza, tudo conta. A estatística é uma realidade há muitos anos, mas nunca como agora tudo se parece resumir a números, reduzindo cada vez mais a paixão a um item de uma longa lista de condicionantes do jogo.
Pois bem, a paixão não pode ser apenas mais um número. E isso está à vista com o regresso faseado dos adeptos às bancadas.
Há equipas que podem perfeitamente jogar sem os seus adeptos. Em alguns casos, não se nota qualquer diferença para melhor. Noutros, até é uma bênção que não estejam presentes. No caso do Sport Lisboa e Benfica, a diferença é gritante. O colinho, a onda vermelha - chamem o que quiserem - tem estado bem à vista nos primeiros jogos desta temporada. Há uma equipa embalada pelos cânticos, pelo apoio incondicional dos que têm conseguido bilhete para entrar na Catedral, mas também nos recintos dos nossos adversários. No momento em que se discute mais uma medida controversa inventada por quem manda no futebol português (o inenarrável cartão do adepto), sai mais uma chapada de luva branca para uma Liga desfasada da realidade.
Neste campeonato dos adeptos, não há dúvidas: seremos sempre campeões. O problema é quem tenta equilibrar as coisas contornando protocolos de VAR ou não pagando o que deve a instituições bancárias. Ainda agora começou, mas já se percebe que a batalha vai se dura.
Nós, os adeptos, vamos mesmo ter de continuar a fazer a diferença."

Ricardo Santos, in O Benfica

A Lenda está de volta: Almeidinhos


"Dez meses depois, aí está o craque André Almeida de regresso à competição! Já tinha saudades de ver aquele sorriso malandro dentro do campo, típico de quem está a aprontar um golaço quando toda a gente pensa que a bola a descolar daqueles pé direito se trata de um cruzamento. 'Sem querer', dizem as invejosas. Compreendo bem o André: se eu tivesse um tetracampeonato pelo Benfica no currículo e a braçadeira de capitão no braço, também seria difícil perder o ar de menino feliz que o acompanha para todo o lado. O Benfica ganha, e o Almeidinhos está a sorrir. O Benfica empata, e o Almeidinhos continua a sorrir. O Benfica perde, e o Almeidinhos mantém o mesmo sorriso. Se o Almeidinhos tivesse namorada e encontrasse em actividades, digamos, rasteiras, com outro indivíduo, tenho a certeza de que o sorriso seria exactamente o mesmo. Seja qual foi o sentimento, a expressão facial é inquebrável.
Trata-se de um jogador que não tem a técnica do Pizzi, mas tem técnica. Não tem a velocidade do Rafa, mas tem velocidade. Não tem a força do Lucas Veríssimo, mas tem força. Não tem a agressividade do Otamendi, mas é agressivo. Pode não ser, aparentemente, o melhor em nada, no entanto é bom em quase tudo. E, novas fora, somando todas as características relevantes, talvez seja mesmo o melhor na mais importante de todas: a representação da Mística. A história no clube, a  experiência em campo, a relação com os adeptos, a presença no balneário e, tudo somado, um jogador à Benfica. O André Almeida está de volta e, mais do que a competência enquanto jogador de futebol, traz de volta com ele uma braçadeira que nem sequer precisa de colocar no braço, porque está tatuada naquele sorriso."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"A quadrilhice do século XXI, pelas narrativas conspirativas que inspira e desenvolve em diferentes quadrantes mediáticos, é, cada vez mais, um veneno que constrange as emoções espontâneas e instintivas nos relvados e nas suas principais zonas periféricas.
Dantes, a intriga barata, lembro-me, morava na casa da vizinha. Não importava onde, quando eu como, os mexericos de alcofa eram obra dela, mas tinham, bastas vezes, perna e validade curtas.
Com o advento das redes sociais, as tramas 'por nada e por tudo' entranharam-se, disseminaram-se, conquistaram audiências, motivaram seguidores e desaguaram numa moda que despreza a face benigna e expande, à náusea, o lado negativo.
Uns mais criativos, outros nem tanto; uns mais polidos, outros agarrados à pobreza da letra ou das berrarias, os promotores desta ordem reconstrutiva das ocorrências pelo perverso ângulo do 'voyeurismo' andam aí e modificam comportamentos nos jogadores, treinadores dirigentes e demais elementos que pisam as áreas de primeira linha de escrutínio 'no jogo'.
Pelo que observamos no espaço de análise do burgo lusitano, a expressão genuína de emoções no futebol jogado e treinado é recorrentemente posta em causa por quem, por exemplo, aproveita factos banais em momentos de stress competitivo ou manifestações mais expansivas por razões que a nossa razão desconhece para inventar o drama e a cisão. Escutámos a valsa das insinuações logo na 1.ª jornada do Campeonato 2021/22, no pós-Moreirense...
Tática, técnica, treino, modelos, sistemas, lances estudados... tudo ou quase varrido para debaixo do tapete, salvo exíguas exceções na dissecação do jogo jogado, porque os enredos privilegiados são os poluentes, das leituras torcidas ou distorcidas à medida da conveniência, e não os de cariz pedagógico.
Se um décimo do tempo de antena e da tinta gastos nestes 'exercícios' se convertesse em debates, reflexões, análises e procura de soluções de temas verdadeiramente, relevantes e transversais no futebol, talvez problemas (sérios) como o 'Cartão do Adepto0 já não o fossem..."

João Sanches, in O Benfica

O cartão do adepto


"Uma das grandes novidades da presente época é o cartão do adepto, criado em Junho de 2020, e que visa permitir ao respectivo titular fazer prova da sua identificação para efeitos de acesso e permanência em zonas com condições especiais de acesso e permanência de adeptos, perante assistentes de recinto desportivo, forças de segurança e outras entidades, públicas ou privadas, que tenham responsabilidade em matéria de segurança, no âmbito da realização de espectáculos desportivos. A adesão dos adeptos tem sido muito reduzida.
Desde 2019 que o SL Benfica tem manifestado, junto das entidades oficiais, a sua posição contra esta iniciativa, considerando-a discriminatória e lesiva dos interesses dos clubes. Sendo o acesso de público aos recintos desportivos um assunto importante, a verdade é que existem outros temas prioritários. Nomeadamente a questão dos quadros competitivos, a centralização dos direitos televisivos, o conflito de interesses na captação de patrocinadores e espaços publicitários e a distribuição das receitas das apostas desportivas. Tal como o processo na Autoridade da Concorrência e ainda os seguros de acidentes de trabalho. Mas há outros temas prementes que as 18 sociedades desportivas já identificaram e que, infelizmente, têm deparado com a insensibilidade dos organismos públicos - os apoios ao setor. Estou a falar, concretamente, no fundo de apoio ao futebol profissional e nas linhas de financiamento com garantia do Estado.
Custa perceber a lógica da chamada bazuca europeia não prever uma verba para a indústria do futebol. Já para não falar no problema da fiscalidade, sobretudo a questão do IVA nos bilhetes e a situação dos residentes não habituais."

Pedro Guerra, in O Benfica

Vidas que mudam


"E são quase seiscentas no ano lectivo que agora finda. Se contarmos desde o princípio deste projecto pioneiro que a Fundação Benfica começou há uma década, o número ultrapassa os cinco mil e quinhentos. Por isso são já tantas as histórias de sucesso que nos contam ex-beneficiários do projecto Para ti Se não faltares!, que não é possível contá-las a todas, mas por isso mesmo cresce em todos nós o sentimento do dever cumprido e da obra feita em nome de todos os benfiquistas. Cresce sobretudo, a cada ano, o orgulho no esforço e nos resultados que estes jovens sucessivamente conquistam. Hoje, já adultos, vamos encontrá-los, a eles e a elas, prosseguindo cursos superiores, abraçando profissões dignas, militando em causas humanitárias, competindo desportivamente ao mais alto nível em Portugal e lá fora, até mesmo no futsal do SL Benfica. Mas também os encontramos a servir Portugal nas forças de segurança, na linha da frente do SNS, nos bombeiros e em tantos, tantos sectores fundamentais da nossa vida colectiva, que, olhando para trás e relembrando os contextos sociais e familiares onde muitos nasceram e cresceram, só podemos reconhecer que as suas vidas melhoraram por vezes drasticamente. A razão de ser disso foi a sua vontade e o seu esforço. Mas todos agradecem reiteradamente à Fundação o incentivo, a palavra e a acção continuada e próxima. A motivação e o conselho certo nos momentos certos da sua, tantas vezes, atribulada adolescência. São vidas mudadas, e o critério é deles, das famílias e deste imenso Benfica social que teima em velar pelo bem comum!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"2
2 vitórias a abrir no campeonato da nossa equipa B, com a deslocação a Penafiel a dar continuidade à excelente estreia frente ao Nacional;

5
Desde 1982/83, a primeira temporada de Eriksson no Benfica, que não vencíamos os primeiros 5 'jogos oficiais' da época. Este feito foi alcançado pela 6.ª vez em toda a nossa história.

48
Rafa chegou aos 48 golos em competições oficiais de águia ao peito e é agora o 48.º no ranking dos goleadores do Benfica (considerado todos os jogos soma 50 e é o 67.º). Nas competições europeias soma 6 golos (3 na Liga dos Campeões), só 28 jogadores (19 na LC) marcaram mais pelo Clube nestas provas. E passou a ser o 13.º melhor marcador neste Estádio da Luz (incluindo jogos particulares);

50
Vinícius atingiu, frente ao Arouca, a meia centena de jogos em competições oficiais pelo Benfica:

50%
10 golos em 5 jogos, e a invulgaridade de metade com o pé esquerdo.

90
Jorge Jesus chegou às 9 dezenas de jogos pelo Benfica em competições europeias. Com o actual treinador, o Benfica venceu mais de metade (46) dos jogos, empatou 21 e perdeu 23 (um no desempate por pontapés da marca de grande penalidade);

300
André Almeida regressou aos relvados na partida com o Arouca passados 300 dias da grave lesão sofrida em Vila do Conde. A enorme ovação que lhe foi dedicada pelos benfiquistas presentes no estádio da Luz foi mais que justa. E, no desafio com o PSV, passou a ser o 36.º com mais participações em 'jogos oficiais' da equipa de honra do Benfica;

334
Pizzi passou a ser o 20.º no ranking dos jogadores com mais jogos pelo Benfica em competições oficiais. Contando com os jogos particulares, já representou o Clube em 365 ocasiões, sendo o 33.º com mais participações."

João Tomaz, in O Benfica

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Editorial


"1 - Os factos e os números expressam a solidez deste início de época do Benfica. Cinco vitórias consecutivas no arranque oficial das competições, o que já não acontecia desde 1982, há 39 anos. A derrota imposta ao PSV foi a primeira da equipa neerlandesa nesta temporada e sublinha um trajecto de sucesso da nossa equipa com três vitórias em três partidas na fase de apuramento para a Liga dos Campeões. Em cada um dos jogos, campeonato incluído, o Benfica marcou dois golos e apenas em duas vezes sofreu um. Consistência, qualidade e uma identidade de jogo que está a crescer e a consolidar-se.

2 - O Benfica está um passo à frente para marcar lugar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Nada ainda está fechado, e todos sabíamos que assim seria, que tudo iria ficar definido só no limite dos 180 minutos. Sem o valor acrescido dos golos fora, imperioso no Estádio da Luz era mesmo vencer. Está feito! Com inteligência, frieza, rigor táctico e um coração guerreiro saberemos em Eindhoven eliminar uma equipa que respira qualidade ofensiva mas que também se expõe. E que é vulnerável ao talento e à organização que os jogadores do Benfica têm sabido explanar em campo. Vamos a jogo, com personalidade, em vantagem e com uma confiança crescente alicerçada nos resultados.

3 - Nesta edição do jornal O Benfica destacamos as memórias de um avançado que nos deu inúmeras alegrias. Rui Águas foi um dos grandes goleadores da história do Clube, e é com nostalgia que o acompanhamos numa viagem ao passado e a alguns momentos que nunca esqueceremos, sejam golos decisivos ou plantéis que ficarão para sempre no nosso imaginário. Boas leituras e boas férias!"

Pedro Pinto, in O Benfica

Rescaldo...

O Brinco do Baptista #81 - CriptoBrinco

Há sempre formas criativas de abordar os mesmos (ou outros) temas, de outro prisma. Duarte Gomes lança um desafio à imprensa


"Não é segredo para ninguém que a generalidade da imprensa portuguesa (não toda) vive dias difíceis.
Qualquer pessoa minimamente atenta já percebeu que o problema existe há vários anos e que a pandemia veio apenas aprofundá-lo. Torná-lo mais visível, mais exposto.
Essa quebra progressiva tem várias razões subjacentes. Razões internas e externas, estruturais e conjunturais. Mas o que é mais preocupante é que trouxe desvantagens imediatas a todos os níveis.
Há instituições com pergaminhos e décadas de história que têm o seu futuro imediato em risco; há centenas (milhares?) de profissionais (jornalistas, repórteres, fotógrafos, editores, etc) que foram paulatinamente dispensados, deixando para trás anos e anos de lealdade à casa-mãe; e, claro, há também a questão da diminuição da qualidade do produto, em si. Ninguém faz mais com menos.
No meio dessa luta pela sobrevivência, pela busca do equilíbrio ideal, um dilema adicional: a necessidade de vender com urgência, de vender muito, é quase sempre inimiga da responsabilidade (deontológica) de fazer bem.
Importa sublinhar, no entanto, que essa não é uma realidade transversal: há quem faça muito e faça bem e isso é algo elogiável. No entanto, na maioria dos casos, a linha que separa as duas "margens" parece estar cada vez mais esbatida.
Independentemente de outro tipo de discussões que podem e devem ser levantadas a este nível, parece-me fundamental que, internamente, cada órgão de comunicação social arrisque mais na qualidade em detrimento da quantidade.
Em tempos desafiantes, é preciso manter a coragem de criar conteúdos positivos, construtivos e pedagógicos, mesmo que isso não traga retorno a curto prazo.
A verdade é que as pessoas ouvem, vêem e lêem aquilo que lhes vendemos. Se lhes vendermos apenas "sexo, violência e bola", elas consumirão "sexo, violência e bola".
A imprensa cria hábitos, tradições. Cultura. 
Não basta dizer que o povo só quer ver isto ou aquilo, porque na verdade o povo quer aquilo que recebe sistematicamente. A meu ver, também cabe à imprensa a "responsabilidade" deontológica de mudar hábitos e educar pessoas, através de informação séria, com qualidade e verdade, em detrimento da sensacionalista, corrosiva ou nem sempre verificada.
Percebo perfeitamente as dificuldades que sentirão alguns jornais, rádios e televisões (nesta fase da minha vida, sou particularmente solidário com todos eles), mas continuo a achar que o único caminho é esse.
No caso do futebol por exemplo, somos "invadidos" diariamente pelas mesmas notícias, passadas em cinco, seis canais diferentes em simultâneo: diretos de conferências de imprensa, análise aos diretos de conferências de imprensa, debates pré-jogo, debates pós-jogo, análise de mercados e transferências, de rumores, de diz que diz, de arbitragens, enfim... um saco cheio do mesmo que, por muito relevante que seja, vence pelo cansaço. Esgota a paciência bem-intencionada de quem vê e ouve a mesma coisa cantada de forma diferente, dia após dia, semana após semana, época após época.
Está na hora de fazermos mais. De fazermos diferente.
Ainda que os conteúdos e protagonistas mais valiosos estejam quase sempre vedados à imprensa, logo às pessoas (outro assunto que deve ser discutido a sério), há sempre formas criativas de abordar os mesmos (ou outros) temas, de outro prisma. Com outra luz, com outro olhar. Com novos ângulos.
Não sei se por falta de paciência, se por pura acomodação ou se por receio de perder nos números, mas a verdade é que a coisa não parece andar.
Tenho a convicção plena que o primeiro a arriscar nesse sentido vai colher mais e melhor do que todos os outros. Mesmo que demore mais, mesmo que invista mais.
Fica o desafio."

A prevenção antidopagem


"Recenseamos investigações universitárias que tomam como objeto de estudo as realidades do terreno, a especificidade de uma cultura, a análise de género, as representações da dopagem, as resistências dos atores sociais aos programas de educação, mas não conhecemos trabalhos que visam juntar e sintetizar estas pesquisas. Uma descrição das políticas de prevenção da dopagem, os obstáculos e as realidades, na qual mergulham os atores sociais, está por escrever. Ela permitiria ter em conta as forças e as fraquezas da prevenção e identificar as margens de progressão. Patrick Trabal, Professor na Université Paris-Nanterre La Défense, do qual fui colega, refere que a luta contra a dopagem se inscreve numa história que lhe é própria. É o caso de todos os dossiers sanitários, mas contrariamente ao da luta contra a obesidade, ou contra a sida, por exemplo, a história da luta contra a dopagem nunca foi realmente escrita.
Segundo Trabal (2014), afirmar a importância da prevenção na luta antidopagem é um lugar-comum. As federações internacionais, a Agência Mundial Antidopagem (AMA), o Comité Olímpico Internacional (CIO), os Governos e as Instituições estão de acordo sobre a necessidade de informar e de educar os atletas. Todavia, este consenso não resolve os problemas. Para responder à questão dos valores e da finalidade da prevenção da dopagem, o autor analisou um conjunto alargado de textos de diversas instituições internacionais (AMA, UNESCO, Conselho da Europa, Comité Olímpico Internacional e Organização Mundial de Saúde, etc.), ligadas na luta contra a dopagem.

Tabela 1
Instituições        Número de textos Número de páginas
CIO                            176                           1470
UNESCO                    57                             598
AMA                           54                           2909
Conselho da Europa    35                            185
OMS                             3                               16
Coletivo Uriage            2                               68

Os textos, que abrangeram o período temporal de 1963 a 2013, foram analisados com recurso a um software de tratamento de texto (Prospéro). Os resultados desta pesquisa revelaram que a luta contra a dopagem assume diferentes formas: uns proclamam ambições modestas, esforçando-se, apenas, em “reduzir”; outros pretendem “erradicá-la”. As sanções a aplicar também são diferentes, segundo os países e as culturas. A sensibilização surge como a primeira etapa do projeto educativo. As instituições que se encarregam da prevenção no âmbito da dopagem não se preocupam com as situações de terreno. A falta de interesse pelas ações de prevenção “em curso” é notável quando se analisa a imprensa. A imprensa convoca os especialistas – entre os quais os sociólogos – que colocam em evidência as causas estruturais da dopagem e as dificuldades de ação. Nesse sentido, é apontada a hipocrisia do movimento desportivo ou o caráter inevitável da dopagem numa atividade focada na ultrapassagem dos limites e do excesso.
Na análise, Trabal (2014) salienta que os sociólogos raramente promovem investigações sobre esta realidade social. A prevenção sobre a dopagem ainda não é muito estudada. Quando os sociólogos se interessam pela dopagem, eles são tentados sobre a análise sobre os significados sociais do fenómeno. As análises sobre os modos de regulação da dopagem e a implementação das políticas antidopagem incindem sobre a pertinência da regulação ou sobre a legitimidade de lutar contra a dopagem, mas entram pela questão da ética, pela sociologia moral ou pela sociologia da ação pública.
Os estudos sobre as atitudes dos médicos, relativamente a esta matéria, também são escassos, o que está em consonância com a realidade portuguesa (Uzuelli, 2012). Aliás, Uzuelli (2012) conclui que muitos médicos não estão aptos para tratar os atletas sujeitos a controlos antidopagem, provocando uma diminuição da confiança destes pelo corpo médico. Isso tem repercussões, designadamente no aumento da quantidade de casos de violação das normas antidopagem. A autora recomenda que, para futuros trabalhos referentes ao tratamento médico de praticantes sujeitos a controlos antidopagem, se estude a preparação de outros profissionais de saúde (médico-dentistas, farmacêuticos e enfermeiros), dado que a lista de substâncias e métodos proibidos é divulgada pelas várias Ordens.
Sobre as investigações em ciências sociais financiadas pela AMA, realça-se que é, sobretudo, a psicologia que é proeminente. Repara-se também que o uso do inquérito por questionário é o mais corrente nesses estudos. Para perceber a realidade, os investigadores procuram registar o “social”, entendido essencialmente como “fatores sociais” com a ajuda dos questionários, recorrendo aos métodos estatísticos e as entrevistas complementam a análise.
“A melhoria da prevenção passa pela deslocação, não do “alvo” num lugar e num tempo fixo pelos “preventólogos”, mas pelos atletas”, salienta Trabal (2014, p. 40). É preciso disponibilizar uma informação pertinente e educar de forma personalizada, não opondo, claro, as ações mais clássicas. Isso pode ser feito, como se faz, pelos serviços por telefone. Os atletas e os seus próximos exprimem-se, igualmente, nos fóruns de internet. O interesse sobre este tipo de rede para a prevenção é múltiplo."

Antevisão...

Conselho de Arbitragem perdeu a vergonha de vez


"Depois das escandalosas arbitragens do P. Ferreira - FC Porto (20/21), FC Porto - Famalicão (20/21) e do recente Famalicão - FC Porto (21/22), sempre em favor do FC Porto, julgámos que, tão cedo, o CA da FPF não teria coragem de voltar a nomear Nuno Almeida para um jogo dos 3 grandes. Não poderíamos estar mais enganados.
Findos menos de meia dúzia de dias após a fantástica arbitragem em favor do FC Porto frente ao Famalicão, na última jornada, Nuno Almeida foi devidamente premiado pelo Conselho de Arbitragem e, assim, apitará o Gil Vicente – SL Benfica na 3ª jornada do campeonato português.
Mas quem é afinal Nuno Almeida e qual a verdadeira razão da sua nomeação para o Gil Vicente - SL Benfica, sendo do conhecimento comum que este arbitrou todos os jogos do FC Porto com decisões inquinadas sempre em favor do clube azul e branco? Nós avivamos a memória.
Nuno Almeida foi um dos árbitros constituídos arguidos no processo “Apito Dourado” que envolveu, entre outros, o FC Porto, e assolou o futebol português. Este árbitro esteve envolvido na suspeita de um alegado crime de corrupção desportiva passiva, enquanto Pinto de Sousa e Pinto da Costa, no mesmo caso, foram indiciados de crimes de corrupção desportiva ativa.
Na altura, o Ministério Público avançou que Pinto da Costa teria ligado a Pinto de Sousa, então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, e este teria recebido indicações do presidente do FC Porto relativamente à nomeação do árbitro, considerando Nuno Almeida “um bom árbitro (para o FC Porto)”.
Pinto de Sousa, após o pedido de Pinto da Costa, nomeou Nuno Almeida e o FC Porto acabaria por ganhar esse jogo por 3-0 frente ao Maia, na 5ª eliminatória da Taça de Portugal da época de 2003/2004.
Este foi árbitro responsável pelo roubo escandaloso da época passada entre P. Ferreira e o FC Porto, em que Nuno Almeida decidiu anular um golo limpo ao P. Ferreira e marcar um penálti escandaloso a favor do FC Porto e este foi também o árbitro responsável por não ver qualquer penálti contra o FC Porto na última jornada, frente ao Famalicão, aquando a placagem de Diogo Costa a Pablo, aos 45+1 minutos de jogo. É, por demais evidente, que este sujeito é um árbitro do Sistema.
Fontelas Gomes, Paulo Costa e Bertino Miranda continuam a gozar com a cara de todos os benfiquistas e a cuspir na transparência e honorabilidade da arbitragem do futebol português. Estamos atentos às movimentações dos bastidores."

Modalidades: Futsal 2021/22...

Jornal...

Comunicado


"Face às informações recentes vindas a público cumpre ao Sport Lisboa e Benfica esclarecer:
1 - Toda a informação relativa às empresas subsidiárias que são parte integrante do Grupo Sport Lisboa e Benfica poderá ser consultada no Relatório & Contas anual do Clube, enquanto Empresa-Mãe do Grupo Sport Lisboa e Benfica, sendo a próxima publicação no próximo mês de setembro, compreendendo a atividade do exercício agora findo de 2020-21, onde se incluirá um ponto referente à Benfica Internacional.
2 - O Grupo empresarial do Sport Lisboa e Benfica é constituído por 12 Subsidiárias, detidas (parcial ou totalmente) e controladas pelo Clube Sport Lisboa e Benfica, sendo a Benfica Internacional uma dessas 12 Empresas.
3 - A Benfica Internacional, constituída em fevereiro de 2021 com o apoio jurídico dos nossos advogados da VdA – Vieira de Almeida, é detida a 100% pela Benfica SGPS, que tem como Empresa-Mãe o Sport Lisboa e Benfica, detentor de 100% do capital da Benfica SGPS.
4 - No âmbito da estratégia de expansão internacional da marca Benfica, foi constituída a Benfica Internacional com o objetivo de gerir todas as participações sociais em empresas que vierem a ser constituídas em diferentes geografias, nomeadamente nos territórios com enfoque estratégico para a marca Benfica: EUA, China e Inglaterra.
5 - As operações que vierem a ser desenvolvidas nos territórios qualificados como estratégicos para a marca Benfica poderão dar origem à criação de empresas nessas geografias (exemplo futuro: Benfica USA), pelo que todas as empresas sediadas internacionalmente serão detidas e geridas pela Benfica Internacional, em conformidade com o propósito da sua constituição.
6 - A crise da COVID-19 atrasou todo o processo de internacionalização da marca Benfica, pelo que, até à data, ainda não foi constituída nenhuma empresa em territórios internacionais. Em consequência, ainda não foi criada nenhuma operação nos marcados considerados como prioritários, pelo que a Benfica Internacional não é detentora de qualquer participação social.
7 - O Sport Lisboa e Benfica desconhece qualquer investigação das autoridades no âmbito da ação desenvolvida para a internacionalização da marca Benfica. Como lhe compete, e no espírito de transparência a que se encontra obrigado, o Sport Lisboa e Benfica estará sempre disponível para esclarecer qualquer aspeto relacionado com esta matéria ou com outras que se prendam com a vida do Clube."