Assassinos?!!!
Últimas indefectivações
domingo, 4 de março de 2018
E, então, (...) tomou a liberdade de emitir uma factura a Carlos Pereira. Percebem?
"Bruno Varela
A sua presença em campo pareceu dar alento à equipa do Marítimo, que foi tentando construir lances de jogo aéreo que pudessem culminar numa intervenção infeliz de Varela. Um inexplicável pontapé contra um adversário aos 29 minutos quase lhes fez a vontade, mas felizmente os madeirenses estavam em noite não.
André Almeida
Felizmente o período de transferências em Espanha já terminou, portanto não vamos perder mais um lateral para o Barcelona. André Almeida fez hoje a sexta e sétima assistência da época, transportando mais uma vez 14 milhões de benfiquistas para a sua própria versão do mundo Upside Down. Ao contrário do que acontece em Stranger Things, ninguém quer abandonar esta realidade alternativa. Recusou humildemente que Jonas engraxasse a sua chuteira direita, no fundo reconhecendo que nada do que se tem passado faz muito sentido.
Rúben Dias
Saldo positivo em mais uma exibição intimidante de Rúben Dias na Luz. Desta vez ficou com 2 iPhone X dos avançados do Marítimo, 2000€ em notas de 50 de Gamboa, o cartão vermelho de Hélder Malheiro e metade do passe de Zainadine.
Jardel
Exibição tranquila de um defesa que não só atravessa um período de grande confiança como sabe que o Benfica pagou hoje a última tranche relativa à transferência de Manduca.
Grimaldo
Bonito regresso aos golos após assistência de Zivkovic, o que suscitou um festejo de golo algo estranho do qual se pareceu arrepender instantes depois, um pouco como o nosso João Martins da BTV quando se referiu a essa celebração como “os meninos à volta do Grimaldo”. Já se prendeu gente por muito menos.
Fejsa
Sabem o que diz Ljubomir Fejsa a alguém que exija demasiado dele? “Ó meu amigo, eu só tenho 4 braços e 4 pernas, não consigo fazer tudo sozinho.” Foi substituído ao minuto 67 perante uma ovação que faria desmoronar o estádio do Estoril. Se algum dia for preso podem ter a certeza de que vou imitar Gelson e entrar em campo com uma t-shirt a dizer: “Ја сам са тобом до краја света”, que significa “Cu bo ti fim do mundo”, e por fim do mundo entenda-se o chavascal que vai ser a celebração do penta no Marquês.
Pizzi
Não mais este 3 de Março será igual. A partir de hoje perguntaremos: onde estavas quando Pizzi viu o quinto amarelo?
Zivkovic
Assim que enviámos o comprovativo de transferência da terceira e penúltima tranche devida pela transferência do Makukula, tudo ficou mais fácil para Zivkovic, que a partir daí arrancou para uma exibição fulgurante em que evitou in extremis ser assassinado por Gamboa e acabou a marcar um golo lindíssimo que fez Krovinovic acelerar o seu trabalho de recuperação.
Cervi
Pareceu um pouco alheado das decisões do jogo, ligeiramente contemplativo, dir-se-ia triste até. Pudera. Se fossem um pequeno génio argentino de 23 anos e vissem o Salvio nos convocados da Argentina com um joelho que não passa no detetor de metais do aeroporto provavelmente também ficariam chateados.
Rafa
Temeu-se o pior ainda no aquecimento quando as câmaras da BTV filmaram Rafa visivelmente incomodado com a chuva que se fazia sentir e que lhe deu cabo do penteado. Afinal tudo acabou bem e Rafa fez mais uma belíssima exibição abrilhantada, entre outros gestos técnicos a valer para cima de 40 milhões, por um bom mergulho para a piscina que permitiu a Jonas voltar aos golos de pénalti.
Jonas
Não sei se estão recordamos, mas tinha ficado apalavrado há uns dias que o meu filho Tomás receberia um presente do Jonas nesta tarde de sábado. Repito, um presente e não três. É assim que se estraga uma educação. Se isto continua assim, quero ver quem é que vai aturar este puto mimado. Não sendo matéria que justifique entregá-lo para adopção, este hat-trick de Jonas, mais um, como tudo o que ele faz, merece veneração incondicional. Hélder Conduto disse às tantas que o brasileiro igualou um registo de Eusébio no Estádio da Luz. Não o disse para nos fazer rir, mas para que todos paremos um minuto em silêncio ou júbilo incontrolável, como preferirem, e pensemos, apreciemos, agradeçamos ao Valência por esta dádiva, por estarmos todos vivos em 2018. Quase apetece dizer que não merecemos, mas depois lembro-me que somos o Benfica. Merecemos tudo, amigos.
Samaris
Ideia para uma nova modalidade desportiva: UFC aquático. Pensem nisso.
Jimenez
Fwd: Seguimento Derley
Boa noite Carlos,
Desculpe o avanço da hora, mas estamos a atualizar o nosso parque informático. Junto envio comprovativo de transferência relativa ao atleta Vanderley Dias Marinho. Felizmente tivemos alguma liquidez decorrente do jogo de hóquei feminino esta tarde. Obrigado pela compreensão.
Atentamente rumo ao Penta,
Sport Lisboa e Benfica
Douglas
Até podia entrar o Kirk Douglas em campo. Já ninguém queria saber, nem mesmo o nosso Douglas. A sua melhor intervenção no jogo foi aplaudir André Almeida enquanto este abandonava o relvado. Faltou apenas ajoelhar-se. Este, sim, devia ter engraxado a chuteira do nosso Almeidinhos."
Vermelhão: Serenata...
Benfica 5 - 0 Marítimo
Curiosamente os primeiros minutos até foram fraquinhos!!! O Marítimo estava a pressionar alto, e nós estávamos com dificuldades em sair da 1.ª linha de pressão...
Mas com o 1.º golo, o jogo 'desbolqueou'... Sendo que a eficácia de hoje, acabou por ajudar bastante! Praticamente, cada tiro, cada golo!!!
A goleada ao intervalo deu tranquilidade a todos... e o Marítimo fez tudo, para não sofrer mais! Na 2.ª parte, tivemos um festival de troca de bola... faltou alguma 'agressividade' no passe, nas zonas de finalização, mas tudo estava decidido!
Hat-trick do Jonas, grande jogo do Zivkovic e do Almeida. O Rafa ganhou confiança, e é um jogador totalmente diferente, nota-se isso, em cada toque de bola que ele agora dá... Fejsa, em forma imperial... Centrais dominadores, no ar e em velocidade... Apesar de o jogo agora estar mais equilibrado entre a esquerda e a direita, a dupla Cervi/Grimaldo continua em 'alta'!!!
O Pizzi continua a falhar alguns passes irritantes, mas continua a ser importante na forma da equipa jogar, nem que seja pelas mudanças de flanco!!! O Amarelo 'forçado' é na minha opinião um risco desnecessário: é verdade que é preferível estar ausente em casa com o Aves, do que na Feira (por exemplo), mas o ano passado o Pizzi aguentou-se vários meses 'à bica'...!!!
Com o jogo decidido cedo, o Malheiro não teve tempo de espalhar a sua 'magia'!!! Mesmo assim, todos aqueles cartões perdoados logo no início do jogo deu para perceber que vinha com encomenda!!! A vitória foi tão clara, que até 'conseguiu' marcar um penalty a favor do Benfica, e expulsar um adversário do Benfica, sem 'hesitações'!!! A cara do Rafa quando sofre o penalty é bem explicita: querer ver, que nem este, ele marca?' !!!!
Numa semana, onde ficou 'praticamente' provado que temos Malas Pretas (receber para perder) no Tugão (as Malas Brancas são assumidas...), espero que esta goleada do Benfica, não seja usada para fazer falsas equivalências com outros jogos de outras equipas!!! O Marítimo entrou bem montado, motivado (sem Mala Branca acho eu!)... mas a eficácia do Benfica acabou por ser fatal...
Se este caso do Estorilgate muito provavelmente não vai dar em nada em termos de Justiça desportiva ou civil... pelo menos, os Corruptos vão ficar mais 'condicionados' na circulação das Malas até final da época... Estou curioso para perceber a atitude do Paços na próxima jornada, na recepção aos Corruptos!!!
Já agora, a melhor prova que houve Mala Preta na 2.ª parte do Estoril - Corruptos, é a forma como o balneário do Estoril ficou totalmente 'partido' após o jogo, hoje levaram 6 em casa do Braga e vão continuar a levar goleadas a caminho da 2.ª Liga...!!!
Duas notas finais:
- Os NN voltaram a ter uma atitude perfeitamente absurda. A seguir ao 2.º golo, começaram a rebentar petardos sem qualquer justificação e ainda atiraram tochas para dentro do relvado... Conseguindo 'quebrar' o apoio que estava a vir das bancadas, para o coro de assobios do resto do Estádio, num dos melhores do Benfica em campo!!! Já em Paços se assistiu a cenas lamentáveis... com custos enormes para o Benfica!!!
Hoje, na zona de revista, vi um atrasado mental a ser apanhado com alguma coisa no 'bolso', empurrou o Stewart, e fugiu... e ninguém foi atrás dele!!! Como é que esta gente não está identificada e proibida de entrar nos Estádios?!!!
- Segunda nota, para as debandadas cada vez maiores e cada vez mais cedo no Estádio sempre que o Benfica está a ganhar por larga margem!!! Hoje faltavam 15 minutos para terminar o jogo, e as escadas estavam cheias de gente a sair do Estádio!!! A sério...!!!
Lindo...!!!
Sp. Espinho 1 - 3 Benfica
12-25, 16-25, 25-19, 14-25
Que vitória mais saborosa, na 1.ª mão das Meias-finais do play-off: mais uma autêntica palhaçada, promovida pelos 'porcos espinhos' com total cobertura da Federação!!!
Chuva no Pavilhão, jogo adiado, jogadores a caminho de casa... e já depois do acordado, voltam atrás, e mudam o jogo para outro Pavilhão (uma barraca)! Jogo que era para ter começado às 18h15, começa por volta das 20h... Jogo que era para ter transmissão televisiva, fica sem imagens, dando cobertura assim às habituais roubalheiras de Espinho!!!
Resultado, de tudo isto: Benfica vence!!!
Isto com os Porcos, no último Set, a ameaçarem abandonarem o jogo... com vários cartões vermelhos e muitos protestos pelo meio!!!
Lindo...!!!
Agora, para a semana na Luz, temos 2 jogos para vencer 1...!
PS: Esta tarde em Birmigham, o Tsanko Arnaudov não foi além dos 19,93m (12.º) na Final do Lançamento do Peso, nos Campeonatos do Mundo em Pista Coberta. Naquele que talvez foi o 'melhor' concurso do Peso, de sempre, com 7 atletas acima dos 21 metros, o Tsanko não esteve ao seu melhor... Uma marca perto do recorde pessoal, daria provavelmente um 4.º ou 5.º lugar!
Vitória em Braga
ABC 21 - 24 Benfica
(10-11)
Excelente vitória, conquistada na defesa, num pavilhão onde raramente temos ganho... Vitória importante, para a 2.ª fase...
Vitória com os reforços...
Benfica 116 - 88 Eléctrico
32-30, 25-21, 32-23, 27-14
Vitória por larga margem, após um início de jogo onde todos se esqueceram de defender!!!
Primeiros minutos dos reforços: Todic, Pitts. O tempo de adaptação é curto, as decisões estão à porta, e não vai ser fácil entrosar a equipa após a saída de dois jogadores muitos importantes: Robinson e Sandres! Principalmente na defesa...
Destaque para o regresso a 100% do Carlos Morais... Os jovens tiveram direito a vários minutos, até porque as ausências do João Soares e do Cláudio Fonseca, 'abriram' espaço!
sábado, 3 de março de 2018
Juniores - 3.ª jornada - Fase Final
Benfica 2 - 1 Guimarães
Félix(2)
Muito complicado, num jogo onde começamos a perder (escorregadela do Gonçalo Loureiro) contra uma equipa muito dura, com um excelente jogador no meio campo (André Almeida), e um Chinês com músculo lá na frente!!!
Mesmo assim, só chegámos ao intervalo a perder por clara azelhice do Jota no momento do remate!!!
Acabou por ser o inevitável João Félix, a dar a volta ao marcador, num jogo que estava muito difícil...
Se o Félix o Jota e o Nuno Santos fazem a diferença lá na frente, nota-se que esta equipa precisa de músculo no meio-campo...
Intervalos longos, Bombeiros na rua e o que mais se verá
"O tempo do intervalo num jogo de futebol, por norma, não deve exceder os 15 minutos. É assim desde que a apaixonante modalidade foi inventada pelos circunspectos ingleses, há mais de um século. Aqueles mesmos 15 minutos chegam e sobram para uma imensa actividade que vai do retempero das forças dos jogadores à satisfação das necessidades mais ou menos básicas do público pagante. Se, no já histórico Estoril-FC Porto, o entremeio da primeira para a segunda parte do jogo houvesse durado o quarto de hora da lei e, nesse curto lapso, com o Estoril na frente do placar tal como estava, tivesse o FC Porto transferido 784 mil euros para as contas do incómodo adversário, o que não diriam as más-línguas - e, enfim, até as autoridades -, dando-se o caso de o clube-pagador-ao-intervalo acabar por vencer o jogo com uma perna às costas?
Felizmente não foi assim que as coisas se passaram. Não é que o pagamento devido não tenha sido efectuado no decorrer do intervalo. Sim, foi. No entanto, o que fez a diferença neste caso foi, justamente, a duração do intervalo não se ter ficado pelos 15 minutos da ordem.
Se dividíssemos os 784.000€ pelos 15 minutos de um intervalo-padrão, a conta redundaria em 52 mil euros por minuto, um exagero. Mas o intervalo em causa estendeu-se languidamente por 37 dias, 888 horas, 53.280 minutos. Saiu, assim, a despesa a 14 euros por cada minuto de descanso e ficou tudo muitíssimo mais em conta. Trata-se, no fundo, de um recorde mundial que iliba todos os envolvidos e que, por isso mesmo, muita honrará a direcção da Liga de Clubes. Quanto ao resto, são insinuações. Embora no que aos 784 mil euros diz respeito não haja mesmo insinuação nenhuma. Ainda bem.
Em Paços de Ferreira, no último sábado, bastaram quatro minutos em campo da dupla Jonas-Seferovic para que houvesse a registar um golo para o Benfica. O suíço entrou aos 86 minutos e Jonas, solicitado pelo suíço, marcou aos 88 minutos. Jonas sairia aos 90 minutos e perfizeram-se, assim, os tais quatro minutos bem contados desta dupla mal-amada. Hoje, pelo fim da tarde, o Benfica recebe o Marítimo, o que acarreta naturais preocupações. Por exemplo, assim, de repente, não me lembro do último Manduca que o Benfica tenha contratado no século XXI ao Marítimo, mas se hoje, ao intervalo, a nossa tesouraria entender que está na hora de pagar aos funchalenses qualquer coisinha pendente… eh pá!, não, espero que não… antes os emails…
O intervalo do jogo de ontem no Porto durou os mais ou menos 15 minutos da praxe e, talvez por isso mesmo, a única coisa extraordinária que se viu no segundo tempo foi o árbitro a expulsar dois bombeiros. O resultado foi bom para o Porto, em função da luta pelo 1.º lugar, e terá sido bom para o Benfica, em função da luta pelo 2.º lugar se o Benfica conseguir vencer amanhã o Marítimo e prosseguir na sua senda vencendo os seus jogos todos."
«Pronto, fomos apanhados!»
"Depois da explicação do FC Porto, que confirma um pagamento em data tão inoportuna, há, de facto, razões sérias para uma investigação oficial.
Quando o director de comunicação do FC porto comentou, com a ironia que tanto se esforça por herdar do seu presidente, a notícia acabada de sair na edição de A Bola e que dava conta da confirmação de uma queixa na Procuradoria Geral da República, que punha em causa a verdade desportiva daquela estranhíssima segunda parte com o Estoril, decidiu usar a forma de uma proclamação num visível registo de gozo: «Pronto, fomos apanhados!».
Nesta altura, FJM não saberia ainda - nem tinha de saber, porque é apenas um funcionário do clube - que o FC Porto tinha, de facto, pago uma verba de 784 mil euros ao Estoril, dias antes da realização desses quarenta e cinco minutos essenciais à caminhada liderente do FC Porto rumo a um muito possível título de campeão.
Hora depois, trocando a arrogante ironia por uma casta solenidade mais adequada à gravidade do assunto, viria a usar o principal canal do clube para anunciar um pagamento ao adversário, em nome de uma dívida documentada de quatro meses e justificando a data de pagamento pelo facto de ter sido nessa altura que o clube teve dinheiro para resolver a sua responsabilidade.
Foi o suficiente para disparar o gatilho das redes sociais com milhares de frequentadores noctívagos a incendiarem a noite e a madrugada com comentários diversos que, como acontece sempre nestes meios informais de comunicação, vão da natureza mais ingénua ao registo mais reles, próprio de uma marginalidade ululante que se banqueteia com os seus próprios dejectos intelectuais.
A coisa, no entanto, é simples.
Antes da comunicação solene do emissário oficial do FC Porto, o caso resumia-se àquilo que A Bola legitimamente e de acordo com as suas responsabilidades históricas publicou: uma notícia de que tinha havido uma queixa, confirmada pela Procuradoria Geral da República, sobre a hipótese daquela meia parte do jogo no Estoril ter sido indevidamente negociada fora das quatro linhas.
Depois da comunicação de FJM percebe-se que a notícia formal e eticamente inatacável, apesar do nervosismo e desconforto de alguns comentadores portistas, está ultrapassada, porque passa a haver uma óbvia razão para que o caso seja devidamente investigado.
Quer isto dizer que existem indícios claros de ter havido corrupção? Não. Quer dizer que existem indícios mais do que suficientes, para que a denúncia dê origem a um processo e que nele se averigue se se tratou apenas de uma infeliz e invulgar coincidência, que respeita a mera, mas indesculpável, imprevidência de quem pagou em data tão inoportuna, sem sequer cuidar de pensar que esse pagamento, naquela data, a um adversário pobre e carente poderia condicioná-lo e poderia ser mal interpretado.
Após o inesperado desenrolar dos acontecimentos é obviamente impossível não trazer da memória recente as duras críticas do treinador do Estoril, Ivo Vieira, após aquela lamentável segunda parte dos seus jogadores, acusando-os de nada terem feito para tentar ganhar o jogo. Tal como se torna mais inquietante que o clube, em vez de fazer comunicados tardios contra a hipotética assombração da dignidade dos seus profissionais, não tenha vindo no tempo certo e útil a fazer essa defesa, actuando directamente sobre quem mais abriu a porta de uma incontornável suspeição: o seu próprio treinador.
Vêm alguns portistas argumentarem que tudo isto procura desvalorizar um facto essencial: o FC Porto vai à frente por ser melhor. Aí, não podia estar mais de acordo, mas, mais uma vez, e como sempre acontece, a culpa nunca é do mensageiro.
(...)"
Vítor Serpa, in A Bola
Ser jovem árbitro
"Nos dias de hoje quem é o jovem que quer ser Árbitro? Com tanta informação negativa sobre a actividade, com tantas críticas descontextualizadas, quem são os jovens que querem sair do sofá, deixar o telemóvel, os computadores e as consolas, o conforto do seu lar, de estar com os seus amigos e abdicar de tanta coisa para ser Árbitros? Mas há dezenas de raparigas e rapazes que insistem em continuar a ser o elo mais fraco, mas imprescindível, do jogo que alimenta o sonho dos nossos filhos e, infelizmente, a obsessão de muitos pais. São uns corajosos porque aceitam ser o alvo fácil para uma grande franja de pseudoadeptos de futebol, que aproveitam aqueles minutos de jogo para descarregarem a frustração de toda a semana.
Ser árbitro hoje em dia é muito mais que do que vestir o equipamento e ir para o jogo. Para poder sonhar com outros patamares, é necessário muito trabalho e dedicação. Felizmente, por esse país fora temos imensos jovens com valor e qualidade; infelizmente, muitos deles não alcançarão o desejado o sucesso, pois, tal como os que jogam, não conseguirão aliar a qualidade que possuem com a exigência e dedicação exigidas.
Ninguém chega ao topo apenas com sorte. Chega-se com trabalho + oportunidade + competência. Em qualquer área, quem conseguir aliar estes três factores terá 'sorte' e a arbitragem não é diferente. Para nós, que gostamos tanto de futebol e em especial de arbitragem, venham mais jovens, que serão todos bem-recebidos. A todos tentaremos dar as melhores condições para que possam ter sucesso. Certamente iremos contribuir para que sejam melhores homens e mulheres."
sexta-feira, 2 de março de 2018
Honra e compromisso
"Amanhã, todos na Luz a lembrar o que Cosme Damião, Félix Bermudes e outros fizeram há 114 anos. E ganhar ao Marítimo.
O Benfica teve em Paços de Ferreira um jogo complicado, que apenas merecia ter tido um vencedor. A única surpresa foram os golos tardarem tanto, tal a diferença existente entre as equipas. O Benfica não fez uma boa primeira parte mas foi sempre superior. Não censuro o Paços pelo anti-jogo, nem pela imaginativa forma de queimar tempo. Censuro a arbitragem pela passividade primeiro, cumplicidade depois e finalmente pela co-autoria de expedientes dilatórios de queima de tempo. O árbitro avisou quatro vezes o guarda-redes pacense para a demora na reposição do jogo (só na primeira parte) e acabou sem mostrar um amarelo ao protagonista. O árbitro retardou o jogo para ele próprio ir arranjar um tufo de relva. Nunca tinha visto! Interromper o jogo para mostrar doces atirados das bancadas ao quatro árbitro, foi uma doçura!
Depois de uma arbitragem permissiva com todas as delongas, tivemos o jogo parado do minuto 83 ao minuto 87, quatro minutos por razão nenhuma. No reatar da partida, golo do Benfica e 1-2. Fez-se justiça. Nada que retire valor à luta do Paços de Ferreira, que tem na manutenção o seu objectivo, mas o anti-jogo foi demais.
Jonas, mesmo longe do fulgor físico, mostra capacidade e inteligências raras. De maior destaque, a forma como se festejou o segundo golo na Mata Real, o banco saltou para os festejos num compromisso inegável de ambição. Ver Samaris a festejar como fez mostra que onde poderia haver azia, havia alegria. Ver Luisão a ser capitão no banco, quase tão interventivo com Rui Vitória, mostrou unidade, querer, e paixão neste compromisso de tentar vencer.
Na semana do 114.º aniversário, mostraram em Paços todo o significado do 'E Pluribus Unum'. Era decisivo ganhar, mas tanto como na obtenção do golo, houve alma e compromisso no festejo do golo.
Amanhã todos na Luz e lembrar o que Cosme Damião, Félix Bermudes e alguns outros, fizeram há 114 anos, mas também a ajudar a vencer o Marítimo, que já nos tirou pontos este ano. Responder a todos dentro de campo: aos insultos com uma aceleração de Cervi; ao ruído com um golo de Jonas.
Seria assim o argumento do dramaturgo Bermudes, ao gosto de Cosme Damião, para festejar mais um aniversário, a honrar a história."
Sílvio Cervan, in A Bola
Benfiquismo
"Neste fim-de-semana teremos um confronto entre dois clubes que lutam pelo título de destronação do Benfica do topo do futebol português, como se tal posicionamento se deva à circunstância do clube que, num determinado ano, conquista o Campeonato Nacional. Ganhando ou perdendo nesta temporada, o Benfica continuará no topo: Tem mais adeptos, mais dedicação dos seus adeptos, mais historial, melhores condições sob todos os pontos de vista e uma estratégia para o médio/longo prazo competitiva e consonante com a realidade do futebol português. O Benfica, desde que se reergueu na última década, não é gerido para ganhar ocasionalmente, mas sempre. E por isso é que, como dizia Artur Semedo, nunca perde, só às vezes não ganha.
Lutam também pelo título desportivo que, caso vençam, validará, do ponto de vista deles, uma estratégia comunicacional desprezível, repleta de acusações torpes e insinuações sórdidas, própria de gente frustrada, desesperada e inescrupulosa. E sobretudo, ignorante, pois desconhecem que, a cada acusação e insinuação, só nos estimulam o Benfiquismo.
É inegável que o Benfiquismo tem muita força. Quando os que nos representam em campo o fazem com Benfiquismo, como se viu em Paços de Ferreira - pareciam adeptos em campo - os desaires tornam-se quase impossíveis.
E é essa característica, talvez a chamada mística, juntamente com a qualidade que a nossa equipa tem vindo a apresentar nos últimos meses, que me deixa optimista quanto ao futebol imediato. Eles que lutem pelo título que conseguirem, que nós lutaremos pelo penta. Qualquer que seja o resultado no Dragão, estaremos mais próximos. Continuo a acreditar que seremos campeões!"
João Tomaz, in O Benfica
Vergonha alheia
"Final da primeira parte em Paços de Ferreira. O Tetra-campeão perde por um. O Estádio lotado, num sábado de uma noite gelada no Norte de Portugal - quase nove mil pessoas. A imensa maioria benfiquista, o vermelho a dominar as bancadas. O SL Benfica só tinha mostrado fez minutos de vontade de conquistar os três pontos. 'Como dar a volta a isto?' era a questão no pensamento dos adeptos. Mentes retorcidas já pensavam que seria a segunda derrota do campeonato. Comentários ao intervalo punham em causa um ou outro jogador. E até as opções do treinador. A montanha-russa esquizofrénica de sentimentos estava a querer voltar. Mas não. Poderia ter sido o adeus à luta pelo Penta, mas não.
Com uma segunda parte igual ao que nos têm vindo a habituar nas últimas semanas, os onze jogadores de vermelho - mais os heróis vindos do banco - mostraram do que são feitos. Demonstraram o que ninguém pode duvidar: querem ser campeões, vão lutar para ser campeões, vão ser campeões. Jogo a jogo, de fato-macaco vestido ou de fato de gala aprumado para os momentos artísticos. Pressionaram, obrigaram a jogar mal, ganharam duelos, tentaram tabelinhas, aberturas para as alas, combinações umas atrás das outras, remataram, viram os defesas contrários - e o guarda-redes - a dar tudo o que tinham. E marcaram. Um, dois, três golos que nos deixam como estávamos: na luta a dez jornadas do final, com o sonho de uma conquista inédita e histórica cada vez mais vivo.
E sabem o melhor de tudo?
É que não passou pela cabeça de ninguém encenar uma invasão de campo, para adiar o jogo que, ao intervalo, estava perdido. Um orgulho imenso."
Ricardo Santos, in O Benfica
Olha um fogu... ah, não, é o Rafa
"O que sucedeu em Paços de Ferreira foi Benfica em estado puro: lutar até à exaustão para poder sorrir no final. Estive presente no Estádio Capital do Móvel e posso testemunhar que quem lá se encontrava assistiu a um autêntico milagre. Não me refiro à vitória - essa foi perfeitamente natural, apesar de tardia. Falo de outro fenómeno. Com o segundo golo do Jonas, levantaram-se os benfiquistas e levantou-se também o Assis. A Bíblia Sagrada revela algumas proezas fascinantes operadas por Jesus Cristo, contudo nenhuma deles se compara a esta façanha de Jonas. Imagino que seja complicado fazer levantar um paralítico de uma cadeira de rodas, mas mais complexo ainda era fazer levantar o número 20 do Paços de Ferreira do chão, e Jonas conseguiu - o Pistolas tem jeito para a bola, porém parece estar ainda mais vocacionado para a medicina.
Rafa, que foi contratado pela sua velocidade estonteante, apurada habilidade técnica e potencial elevado, está a demonstrar que é dotado de uma velocidade estonteante, apurada habilidade técnica e potencial elevado. Há coisas do caneco.Se for titular frente ao Marítimo, será apenas a segunda vez que Rafa atinge quatro titularidades consecutivas na Liga. Naturalmente, a sequência de jogos está a permitir-lhe começar a carburar. Usain Bolt é considerado o maior velocista de todos os tempos, mas apenas porque Rafa optou pelo futebol ao invés do atletismo. O Hennessey Venom F5 é o carro mais rápido do mundo, mas apenas porque Rafa não conta - estranhamente - como veículo o motor. Se os cientistas da luz seria substituída pela velocidade do Rafa."
Pedro Soares, in O Benfica
Auto-Estrada do Sul
" 'Até metia dó ver o Estoril em campo', disse o treinador Ivo Vieira após a segunda parte do jogo com o FC Porto, na qual os portistas marcaram três golos em apenas 14 minutos, perante um sector defensivo canarinho completamente desastrado.
Quem tinha esperanças de ver o nosso rival perder pontos naquela ocasião, depressa percebeu que tal não era possível. Enquanto no relvado os jogadores da equipa da casa pareciam ter ingerido uma caixa de tranquilizantes, lá em cima, na cabine do video-árbitro, havia quem estivesse mesmo a dormir, ou a fingir. 'Fica um sentimento de vergonha', afirmou o médio Ewerton, e 'não fomos a equipa que costumamos ser', foram as palavras do técnico Vítor Oliveira, após o Portimonense - FC Porto dias depois, jogo em que a retaguarda dos algarvios evidenciou fragilidades totalmente escondidas nas jornadas anteriores, designadamente na partida com o Benfica. Se Sérgio Conceição dizia, antes da deslocação ao Algarve, que aquele seria um dos jogos mais difíceis até final do campeonato, nas redes sociais e na blogosfera jurava-se que seria um dos mais fáceis. Tendo terminado 1-5, percebe-se bem quem estava a ser mais perspicaz. Enquanto o FC Porto vai passeando com tranquilidade perante adversários desinspirados, o Benfica é recebido invariavelmente de faca nos dentes - como aconteceu em Paços de Ferreira, onde arrancou uma vitória a ferros, frente a uma equipa que se socorreu de todos os meios para nos subtrair pontos.
É o futebol português no seu pior. Resta-nos manter a fibra, e acreditar que, mesmo contra todos, no fim se fará justiça.
Rumo ao Penta!"
Luís Fialho, in O Benfica
114 anos...
"114 anos de verdade, 114 anos de luta, 114 de sangue, 114 anos de suor, 114 de anos lágrimas, 114 anos de amor, 114 anos de fé, 114 anos de idoneidade, 114 anos de reputação, 114 anos de fair play, 114 anos de credibilidade, 114 anos de ânimos fortes, 114 anos de energia, 114 anos de coragem, 114 anos de decência, 114 anos de abnegação, 114 anos de responsabilidade, 114 anos de dedicação, 114 anos de serviço público, 114 anos de resistência, 114 anos de trabalho, 114 anos de acção, 114 anos de sacrifício, 114 anos de inovação, 114 anos de inconformismo, 114 anos de vitórias, 114 anos de batalhas, 114 anos de génio, 114 anos de gratidão, 114 anos de humildade, 114 anos de inteligência, 114 anos de visão, 114 anos de coração, 114 anos de ambição, 114 anos de ecletismo, 114 anos de compromisso, 114 anos de solidariedade, 114 anos de sucesso, 114 anos de motivação, 114 anos de orgulho, 114 anos de esperança, 114 anos de respeito, 114 anos de força, 114 anos de generosidade, 114 anos de títulos, 114 anos de humanismo, 114 anos de rebeldia, 114 anos de liberdade, 114 anos de elevação, 114 anos de seriedade, 114 anos de transparência, 114 anos de atitude, 114 anos de optimismo, 114 anos de integridade, 114 anos de luz, 114 anos de cortesia, 114 anos de educação, 114 anos de respeito, 114 anos de formação, 114 anos de independência, 114 anos de autonomia, 114 anos de liderança, 114 anos de raça, 114 anos de audácia, 114 anos de amizade, 114 anos de glória e 114 anos de Mística!"
Pedro Guerra, in O Benfica
Hat-trick: Treinar, Jogar e Vencer
"Treinar, jogar, vencer... Três palavras plenas de significado no futebol e no nosso imaginário colectivo. Foi este o nome que escolhemos para o novo projecto educativo da Fundação, que agora se iniciou com os alunos da Aprendizagem e do Ensino da Escola Gustave Eiffel, com quem temos um protocolo de colaboração que está a dar os melhores frutos para a escola, para o clube, para os alunos e para o país.
Os jovens alunos da escola foram seleccionados pelo seu potencial e têm connosco o melhor dos contratos: Treinar na Luz, jogar na Luz, vencer na Luz... Claro que é na escola e na importância da educação de cada um destes jovens que o projecto assume o seu principal valor: Treinar para a vida. Jogar na vida. Vencer na vida!
Por isso é um orgulho para todos nós poder participar numa etapa tão importante da vida como é a adolescência e ajudar a transformá-la no sucesso que cada um destes jovens merece.
Hat-trick é um termo bem conhecido do futebol. Que seja também uma inspiração para estes jovens que todas as semanas treinam valores, atitudes e vontades no sintético da Luz para jogar e vencer os desafios da sua vida académica e profissional.
Bom futuro!"
Jorge Miranda, in O Benfica
Da impunidade à Justiça
"Numa qualquer sociedade democrática evoluída, em pleno século XXI, mais grave do que a profanação e, mesmo, o roubo do correio e dos arquivos de dados, recursos e matérias que compõem a estrutura identitária e a dinâmica de actividade de anos e anos de uma pessoa ou de muitas juntas numa instituição, seria, depois, facultar tudo isso ao olhar de terceiros. Ter empreendido e executado os dois gravíssimos crimes de modo ponderado e deliberado, sem respeitar qualquer recato ou o mais leve registo de comedimento e, bem pelo contrário, ter escolhido a via da mais rematada transmissão pública e massiva, através de diversos meios de comunicação, ainda seria pior.
Mais do que isso, pareceria impensável que a cegueira e o desespero clubista, ou fosse lá o que fosse, tivessem levado entidades e gente já com algum presumível nível de representação e, até, de responsabilidade social a arriscar não apenas na ilícita exposição pública de tantas quantidades de produto roubado e mais, a executar deliberadamente um roteiro calendarizado e programado de publicação sistemática desse 'material', ao longo de semanas e de meses.
Desde cedo observadores independentes assinalavam que - perante a insurgência do Benfica - os autores da bravata só persistiriam no seu criminoso guião se estivessem mergulhados numa irresponsabilidade patológica, ou se tivessem pressentido que alguma impunidade lhes haveria de chegar, como aconteceu, oferecida por um tal Cabanelas - juiz apaniguado gabando-se da devoção à 'causa' deles, que não hesitaria fazer tábua rasa de uma justa aplicação da Lei portuguesa, nem do bom senso, para ditar para os autos da pobre 'justiça-à-moda-do-Bolhão', a mais absurda das negas...
Mais grave, porém, é que, para além da criminosa exposição dos gigabytes de correspondências e arquivos privados que haviam sido roubados, os desonestos funcionários do Futebol Porto se permitissem manipulá-los a seu bel-prazer, sem ética nem pudor. Era vê-los, semana a semana, como bácoros de riso alarve, a chafurdar cascas na pocilga, muito convencidos de que defecariam rosas, enquanto estabeleciam os seus juízos apriorísticos; ''sentenças' bufas, ao arrepio de qualquer princípio do contraditório, exclusivamente ditadas por preconceitos e pressupostos que não reflectiam senão as suas práticas tradicionais e os scripts que haviam experimentado largamente ao longo de trinta anos de estórias sórdidas que ilicitamente lhes tinham garantido uma 'hegemonia' desportiva, afinal 'comprada em supermercado'.
O recente acórdão, unânime, dos três juízes da Relação do Porto, para já, veio restabelecer Justiça onde, acima dela, chegara a imperar a parcialidade clubística de um isolado julgador de turno: a infâmia dos chicos-espertos, impunemente tolerada durante demasiado tempo, foi imediatamente suspensa. E, se de facto o mundo não estiver ao contrário, depois de ouvir o Presidente Luís Filipe Vieira em Braga, mais confiadamente acredito que está a chegar a hora em que 'volta à terra o que é da terra e volta ao ar o que é do ar'."
José Nuno Martins, in A Bola
A mulher de César de visita ao Estoril
"O jornal A Bola deu ontem à estampa a existência de uma denúncia anónima, apresentada junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), a propósito da segunda parte do jogo entre o Estoril e o FC Porto. Ao longo do dia de ontem, vários meios de comunicação confirmaram junto da PGR aquilo que A Bola acautelara de antemão: havia uma queixa, que seria avaliada pelas entidades de investigação competentes.
Os termos da queixa, que envolviam várias pessoas e um montante que teria sido depositado, não foram objecto de avaliação de A Bola, porque neste caso, como em todos os outros que nasceram de denúncias semelhantes, há um caminho a percorrer, por entidades que reputamos de credíveis, sérias e idóneas.
Ao fim da noite de ontem, porém, o FC Porto veio reconhecer que pagara ao Estoril Praia, uma semana antes da segunda parte do jogo em apreço, um montante na ordem dos 780 mil euros, que estaria em divida há quatro meses, e que teria a ver com a negociação de Carlos Eduardo e Licá.
A investigação à denúncia anónima irá, por certo prosseguir e consoante o entendimento das autoridades fará caminho ou será arquivada. Porém, desde já, constata-se que houve uma movimentação de verbas entre os clubes uma semana antes de um jogo importante, o que revela, no mínimo dos mínimos, uma imprudência assinalável.
Haverá quem diga que quem não deve não teme, outros preferirão afirmar que, como a mulher de César, não basta ser, é também preciso parecer. A missão dos jornais, no meio de tudo isto, é informar. Foi isso que A Bola agora como sempre, fez."
José Manuel Delgado, in A Bola
O clássico e o Estoril
"O FC Porto dispõe esta noite de uma oportunidade soberana para dar um golpe de autoridade nesta Liga. Por várias razões: porque atravessa uma fase de enorme confiança, porque joga perante os seus adeptos e porque uma eventual vitória deixará o Sporting a 8 pontos de distância (e, portanto, fora de combate). Há méritos inquestionáveis de Sérgio Conceição na construção deste FC Porto, que foi capaz de recuperar uma certa identidade que parecia perdida. Havia também a ideia inicial de que o plantel não teria soluções suficientes – em quantidade – para a longa caminhada. Está provado que não era verdade. A equipa tem tido baixas de peso (Alex Telles, Danilo ou Aboubakar) e ninguém se lembra, sequer, dos ausentes. Se sair vitorioso do clássico, o FC Porto terá apenas o Benfica como sombra até ao final do campeonato. E, mesmo assim, uma sombra que surge ao longe.
O FC Porto confirmou no Porto Canal que foi mesmo feita uma transferência bancária para a conta do Estoril no passado dia 14 de Fevereiro. Dizia respeito a uma dívida relativa ao jogador Carlos Eduardo. As coincidências podem existir, com certeza, mas há dois factos inegáveis nesta história. Facto 1: a transferência foi feita no intervalo do jogo. Facto 2: a transferência foi feita no intervalo de um jogo que o FC Porto estava a perder. As coisas são o que são.
Anda tudo com medo do futebol
"Tempos estranhos estes em que somos comandados por trauliteiros e incendiários que viram no fanatismo e na paixão clubística um escape para os seus insucessos. Profissionais de segunda e terceira categoria que nunca foram reconhecidos em lado nenhum, insolventes e desprezados pelas grandes empresas perceberam agora que a cartilha do populismo e da guerrilha, e à conta do amor que as pessoas têm pelos seus emblemas, mete uns contra os outros num país já de si pequeno, e vão ganhando protagonismo à nossa conta.
Chamam-lhes directores de comunicação, mas mais não são que uma espécie de ministros da propaganda tal e qual nos tempos do Hitler. Mas não estão sós: os comentadores que fazem as delícias das televisões, também. Faz-me lembrar a velha história do Elefante Branco: ninguém lá ia, mas estava sempre cheio. Também ninguém vê estes programas, mas todas as televisões os transmitem em horário nobre só porque lhes apetece. Ainda se os comentadores fossem entendidos em futebol, que nos elucidassem acerca de questões tácticas, físicas ou estratégicas, eu entendia. Agora assim? Nenhum daqueles personagens tem coisa alguma para nos ensinar que nós não saibamos já. Não acrescentam nada. Só estimulam o ódio, a violência e o fanatismo de mentes pequenas e sombrias - o estímulo perfeito para gangues organizados. São braços armados dos clubes. Mas parece que, por cá, isso sempre foi costume. Como dizia o célebre “Estebes” eternizado por Herman José:
“No intervalo, solteiros contra casados, fandangos, chulas e fados/ Para aprenderem como é/ Durante o jogo, qualquer caso lá surgido/ Só pode ser resolvido à cabeçada e ao pontapé.”
O que acho no mínimo estranho é a classe da comunicação - nomeadamente os directores e donos de agências em Portugal - ainda não terem vindo a terreiro dissociarem--se deste tipo de postura. Felizmente é uma área em que estamos muito bem servidos, com excelentes profissionais do ramo e boas agências. Esta associação a este tipo de peões de brega dos clubes é não só muito negativa para a classe como banaliza e diminui quem com ela ganhou sucesso, mas que agora não tem coragem para assumir uma posição perante aquilo a que estamos a assistir. Têm todos medo do que os adeptos dos clubes possam fazer, dos clientes que podem perder e do chamado impacto que uma crítica no mundo da bola pode ter no seu mealheiro e na sua imagem. Mais vale não dizer nada e fugir ao problema. Há de acalmar... ou não.
Este é apenas um exemplo do pânico e da falta de tomates generalizados na sociedade portuguesa, a começar, logicamente, pelos políticos. Morrem adeptos, pancada de meia-noite, acusações, críticas, incentivo à violência e... nada. Ninguém faz nada. Todos com medo de perder votos, de ganharem um sem-número de inimigos, de ficarem queimados. Mas então são eleitos para quê? Para tomar decisões fáceis? Assim também eu. Quando é para ir contra poderes instituídos, está quieto. Como diziam os Gato Fedorento, “isso não que isso magoa”.
Assumam-se, saiam da toca e façam alguma coisa. Esta guerra já enjoa. Já chega de dar palco a energúmenos. Comecem a assumir posições e a mostrar que muito tem de ser alterado. O rei vai nu e ninguém quer dizer. Já chega. Estamos fartos destas personagens. Queremos é festejar golos e vitórias. Bem sei que esses ganham a vida assim mas, para nós, o futebol é só um desporto. E é por lá que deve continuar."
Educação desportiva
"Ponto prévio: os adeptos têm o direito de se manifestar em função do rendimento da equipa ou do atleta. Mas esse direito tem limites na forma de expressão. Não podem ser permitidos actos violentos, verbais ou físicos. De parte a parte. O respeito que se exige tem que ser mútuo,dos competidores para o público e deste para os competidores.
Em muitos momentos, principalmente quando as expectativas são defraudadas,a primeira reacção é de assobiar a equipa ou o atleta durante a competição. A maioria até pode ficar em silêncio, mas as manifestações de protesto fazem-se sentir de forma muito audível. A criação de um ambiente adverso influência o rendimento individual e colectivo. Torna o momento mais difícil de ser ultrapassado, influência o equilibro emocional necessário para se inverter a situação. Mas estas situações não dão direito a nenhum agente desportivo de se manifestar em plena competição contra os espectadores. Por vezes acontece, por mais racionais que possamos ser, mas temos que estar treinados para evitar esse confronto. Esse treino deve ser estendido aos adeptos. A causa é comum, ausência de educação e treino desportivo. Não é pela via, repressiva que se altera estar situação, bem pelo contrário. O desporto entre nós ganhou contornos perigosos, que têm de ser combatidos pela educação e com a prática desportiva. A maioria nunca fez desporto e muito menos competiu. Aqui está o maior problema.
Compreendo que não é fácil ver a sua equipa ou atleta preferido em sub-rendimento, a cometer erros, a falhar aquilo que para quem está a ver parece mais simples, mas é bem mais complicado para quem está em competição sentir que num momento em que erra e falha e que parece fácil, é trucidado por aqueles que seriam um dos primeiros suportes para ultrapassar o momento negativo. O que se ganha com isso? Nada! Só os adversários tiram proveito. O apoio dos adeptos é, pois, decisivo para o sucesso."
José Couceiro, in A Bola
quinta-feira, 1 de março de 2018
Contas do Benfica a uma denúncia
"O Benfica apresentou contas e informou o resultado positivo de 19 milhões de euros do exercício do primeiro semestre da época e uma diminuição de mais de dez por cento do seu avantajado passivo. Para a saúde financeiro do clube e da sua SAD são boas notícias. Para a maioria dos sócios e adeptos benfiquistas são, apenas, números.
Se existe área onde o primado da economia não domina, é a do futebol. Só uma minoria se interessa por saber quanto custou o sucesso porque a lógica do muito particular mundo da bola determina que o sucesso seja algo intangível, ou seja, algo que não merece ter quantificação, porque cada cêntimo gasto, mesmo que mal gasto, é justificado pelas vitórias e pelos títulos.
Dito isto, era expectável que, apesar da exposição de resultados positivos, o Benfica viesse a confirmar, como confirmou, uma significativa perda de receitas pela desastrosa participação nas competições europeias. Curiosamente, é esse o ponto exacto onde o resultado financeiro e o resultado desportivo convergem de forma clara. A um desastre desportivo correspondeu, proporcionalmente, um desastre na receita da UEFA.
Nesta edição se dá também conta de uma queixa anónima apresentada na Procuradoria-Geral da República e que visaria uma hipotética combinação de negócio de compra e venda da segunda parte do Estoril - FC Porto. Damos a notícia, porque é essa a nossa obrigação e responsabilidade pública, e porque estamos conscientes de que os nossos leitores são inteligentes e sabem distinguir uma denúncia de uma acusação e, sobretudo, de uma condenação."
Vítor Serpa, in A Bola
PS: Extraordinária a preocupação do director d'A Bola, em distinguir denúncia de condenação...!!!
Custos do futebol
"Os clubes de futebol, cada vez, têm mais gastos com os salários dos jogadores, assim como, na sua contratação.
Por exemplo, no Manchester United, o clube mais rico do mundo, os seus dirigentes estão preocupados com os direitos televisivos. Esta enorme fonte de receita que é os direitos televisivos, em 2019/2022, vai baixar o seu valor. Os clubes vão passar a ter enormes problemas. Por um lado, aumenta as despesas com jogadores, mas por outro lado, diminui as receitas. Tem que haver aqui alguma mudança de paradigma na gestão dos clubes.
O efeito Neymar estilhaçou o mercado de jogadores ao nível de transferências e salários, e também, os petrodólares do Golfo Pérsico inflacionaram o mercado.
A Premier League a partir de 2019, cada jogo vai render 9,2 milhões de euros, todavia, até agora, as televisões pagavam 11,5 milhões de euros. Numa temporada é muito dinheiro que não entra nos cofres dos clubes.
Há menos expectativa de negócio e perdas dos clubes. A borbulha salarial começa a ter efeitos não só nas aquisições, mas também em quem já está no clube. No Manchester United há um descontentamento crescente no balneário, pelo salário de Alexis, na ordem dos 25 milhões de euros. O primeiro a dar sinais de insatisfação foi Ibrahimovic, apesar de não ter jogado muito esta época pela sua lesão, tinha um estatuto com um salário a época passada a rondar os 18 milhões de euros.
A Vodafone em Espanha prefere perder os clientes que apreciam futebol do que pagar para ter futebol. No pior dos cenários a Vodafone perderá 192 milhões de euros, quando os custos para emitir futebol custar-lhe-iam 200 milhões.
Em Portugal, pagamos bastante para ter futebol em casa via SportTV. E, apercebo-me que cada vez há mais gente a ir ao café ver os jogos para não gastar dinheiro ou a fazer falcatruas.
O mercado tem que reflectir que está a esticar demais a corda e ela pode partir.
Os clubes têm que mudar de agulha e investir mais em jovens jogadores, porém os resultados podem não vir no imediato. Mas mais vale ter um clube com as contas equilibradas e ter resultados desportivos assim-assim, do que ter um clube falido.
Em Portugal o Porto se for campeão é um exemplo de serviços mínimos e gastos controlados. Em Espanha o Real Madrid tem feito poucas contratações, mas tem um bolo de salários mensais brutais. Para reforçar a equipa vai ter que vender.
Enquanto este ambiente de incerteza no futuro dos clubes, aguardo o regresso de Ibrahimovic no Manchester United e o jogo PSG-Real Madrid: Ronaldo parece ressuscitado."
A estratégia para o futebol português
"A notoriedade e a visibilidade global já a temos. Falta agora transformar o futebol num produto português de maior sucesso.
Estamos habituados a pensar em futebol apenas como a modalidade desportiva mais importante no nosso país, mas mais do que isso, temos múltiplos dados que dão conta da força do futebol em Portugal e no mundo como sendo um fenómeno de massas e geradora de múltiplas paixões.
Verificamos que estão registados cerca de 150.000 praticantes federados, estima-se que existam aproximadamente 1000 escolas de futebol, estão identificados cerca de 600.000 portugueses como sócios de clubes da Liga NOS e Portugal surge no 10.º lugar europeu no ranking de espectadores por jogo, com uma média de 11.000 espectadores.
Quando analisamos desportivamente podemos destacar que a selecção nacional ocupa actualmente o 3.º lugar no ranking mundial da FIFA e surge no 7.º lugar no ranking europeu de clubes da UEFA. O historial internacional ao nível de clubes é notável: quatro vezes campeão europeu, uma Taça das Taças, uma Taça UEFA, uma Liga Europa, duas Taças Intercontinentais e uma Supertaça europeia. O sucesso ao nível das selecções é também espantoso para um país da nossa dimensão: seis participações em Mundiais (um 3.º lugar e um 4.º lugar no Mundial), sete participações em europeus (uma vitória, um 2.º lugar e dois 4.ºs lugares) e várias vezes campeão mundial e europeu em camadas jovens. Portugal foi ainda o organizador do Euro 2004. Como se não bastasse, em futsal e futebol de praia as proezas desportivas acompanham o nível e qualidade do nosso país.
O futebol é assim uma indústria muito diversificada e que gera receitas em várias áreas da sociedade portuguesa. É por isto que defendo que todos estes intervenientes devem estar juntos à mesma mesa para analisar, discutir e definir o rumo do futebol português. Sob o comando da Federação Portuguesa de Futebol e Liga Portuguesa de Futebol Profissional, defendo a elaboração de ciclos de planeamento estratégicos de dez anos. Auscultando os vários agentes ligados ao futebol, bem como envolvendo outros elementos da sociedade, como por exemplo as universidades ou o turismo, deve resultar uma estratégia, rumo, objectivos e acções concretas que serão depois divulgados e monitorizados regularmente. Tenho uma convicção plena que desta forma todo o produto futebol pode atingir o nível de profissionalismo e performance de outros sectores de actividade em Portugal como o vinho, calçado, têxtil ou turismo. A notoriedade e a visibilidade global já a temos. Falta agora transformar o futebol num produto português de maior sucesso."
'Ditadura' dos mais fortes começa a fazer-se sentir
"FC Porto, Benfica e Sporting ocupam as três primeiras posições da classificação, seguem de olhos postos na conquista do título e, nesta fase, já tomaram de assalto a liderança dos principais rankings ofensivos (remates tentados e cantos conquistados). A excepção está no total de golos apontados, pois o Sp. Braga (49) apresenta mais um que o Sporting e é terceiro nessa tabela, atrás de FC Porto (66) e Benfica (62).
Mas, convenhamos, constitui isto uma grande novidade? Não, de todo. Apenas e só é a confirmação da tradicional realidade do futebol nacional, com os três grandes a ocuparem um patamar bem distinto dos outros emblemas. Nunca é de mais recordar, aliás, que somente Belenenses e Boavista – uma escassa vez cada – conseguiram ser campeões fora do trio habitual. Por outras palavras, o domínio dos três grandes é tremendo no que às vitórias diz respeito, mas também se analisarmos muitas das estatísticas de cariz atacante. Nesse sentido, nos últimos anos, ninguém rematou mais que os grandes. Nos cantos, de vez a vez (Nacional a época passada e P. Ferreira em 2013/14), é que surgem ‘outsiders’ no trio da frente.
Esta temporada – e depois de algumas oscilações durante várias jornadas, nomeadamente com o posicionamento do Sporting fora dos três primeiros –, os grandes já estão nos seus lugares... bem lá em cima.
E se é verdade que a liderança pertence a dragões (remates) e águias (cantos), não deixa de ser curioso que os leões – sendo terceiros em ambas as listas – possuem máximos de jogo (29 ‘tiros’ e 16 cantos) superiores aos rivais.
Olhando para a parte de baixo das classificações, realce para o facto de o Marítimo surpreender pela negativa. Os insulares seguem em oitavo na geral, mas são pouco ofensivos, pelo que se entende terem escassos 21 golos, apenas à frente de Feirense (20) e Moreirense (18).
Sabia que...
A 24.ª jornada teve... 24 golos? É uma mera coincidência, mas a verdade é que esta foi a quinta vez que se verificou este pecúlio. O mesmo aconteceu nas rondas 1, 5, 6 e 8.
O Marítimo estabeleceu um novo máximo esta época? Na vitória caseira perante o V. Guimarães (3-2), os insulares conseguiram, pela primeira vez, três golos. Para se ter uma melhor ideia dos problemas ofensivos dos madeirenses esta temporada, 3 golos foram exactamente os mesmos que haviam logrado no somatório das nove partidas anteriores!
O Feirense apresenta a pior sequência de resultados da prova? São cinco derrotas consecutivas, registo que contribuiu para que a formação de Santa Maria da Feira esteja em lugar de descida de divisão.
O Sporting foi a quinta equipa a ter duas expulsões num jogo? Antes, o mesmo sucedera com V. Guimarães (2.ª jornada), Tondela (8.ª), Rio Ave (9.ª) e Portimonense (18.ª)."
Formação de árbitros
"1. O que são Bolsas de Formação de Árbitros?
O Código do IRS dispõe que esse imposto não incide sobre as bolsas de formação desportiva, como tal reconhecidas por despacho do Ministro das Finanças e do membro do Governo que tutela o Desporto, atribuídas pelas federações aos agentes desportivos não profissionais, nomeadamente juízes e árbitros, até ao montante máximo de 2144,50 € (em 2018). Em 2010, através de Despacho Conjunto do Secretário de Estado da Juventude e Desporto e do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, deu-se o reconhecimento das referidas bolsas, para além das condições da respectiva atribuição, nomeadamente no que diz respeito à idade, ao período máximo da concessão e ao estatuto dos beneficiários.
Por outro lado, estabeleceu-se ainda que essas bolsas não compreendem as verbas atribuídas a título de compensação de encargos (ajudas de custo, despesas de transporte ou subsídio de refeição), devendo as entidades pagadoras providenciar para que o processamento destas despesas seja feito autonomamente, através das competentes rubricas orçamentais, a fim de que possa ser adequadamente fiscalizado pela Administração Fiscal.
2. Os rendimentos ganhos pelos Árbitros são o quê?
Os rendimentos auferidos pelos árbitros são, por força do disposto em Despacho de 2005 do Director Geral dos Impostos, do âmbito da categoria B do IRS. Aí, não existe nenhum regime de exclusão aplicável a ajudas de custo, a deslocações e a despesas de transporte, pelo que o conteúdo do Despacho Conjunto não se encontra em conformidade com as normas legais vigentes. Este entendimento foi sancionado pelo Despacho de 2012 do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, cujo conteúdo revela expressamente que "…não poderá efetuar-se um alargamento da aplicabilidade das regras gerais de exclusão da incidência previstas no artigo 2º do Código do IRS às verbas atribuídas a título de compensação de encargos aos árbitros por via da emissão de uma orientação administrativa, estando o estabelecimento de um regime semelhante dependente de um ato de natureza legislativa"…"
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