Últimas indefectivações

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O Benfica de Eusébio

"Num tempo e lugar já distantes, vi com o João Vaz, meu velho amigo do liceu de Guimarães, aí pelos anos 60, Eusébio a jogar pelo Benfica, pela primeira vez, em Matosinhos. E ficámos, desde logo, espantados com a agilidade e repentismo de um atleta onde o génio do improviso era luminoso. Partimos 'à boleia' de Espinho e tentámos regressar do mesmo modo, no final do jogo, à tarde. Fomos vencendo a distância desde Leixões, pela estrada fora, ao cair da tarde, e no cansaço de uma viagem a pé, interminável, exausta, até Espinho, lugar salvador da casa de meus tios. Eusébio, e esse Benfica, tornaram-se-me inesquecíveis.
Momento ainda único, de contrastes, foi a final da Taça de Portugal em 1969: Benfica-Académica. Tempo de ditadura, de Coimbra em revolta, universidade encerrada e em luta, 'cidade sitiada', uma 'ilha de liberdade', a viver em Portugal. A final do Jamor, considerada o maior comício num campo de futebol contra a ditadura, viveu a singularidade de uma revolta da juventude, de Coimbra e Portugal, tendo a seu lado o povo que gosta de futebol, de todos os clubes. Nas bancadas vermelhas do Benfica, e nas pretas da Académica, viajaram tarjas e dísticos de protesto e liberdade, perante a fúria dos próceres da ditadura. Tomás e a televisão do regime estiveram ausentes da final.
No palco do jogo, a 10 minutos do fim, Manuel António marca um golo da vitória da Académica. Mas o 'destino' ainda não tinha chegado e Eusébio, esse atleta genial, estragou a festa, que finalmente só veio a explodir seis anos mais tarde. Um contrassenso: o Benfica do povo e uma Académica de causas (e de estudantes) ganharam e perderam nesse dia. Eusébio sem o pressentir, tinha marcado um golo na sua própria baliza (e da história).
Aquando da morte de Eusébio, tive oportunidade de rever o filme de uma vida, e das gerações que, como a minha, também por aí passaram. E, por isso, quando a Assembleia da República votou a homenagem a Eusébio, pude dizer, em nome do Grupo Parlamentar Socialista, que esse atleta genial foi, também, exemplo de desportivismo ímpar. E lembrar que nos tempos trágicos da ditadura, que conduziu a uma guerra colonial, racista, Eusébio emergiu como um símbolo de identidade popular e nacional, que se manteve intocável até aos nossos dias.
Eusébio foi um desportista mágico, que concentrou em si as esperanças do povo, na sua capacidade indomável de lutar e vencer, de transformar, de 'mudar o rumo dos acontecimentos', contrariar o destino. Eusébio, natural de Moçambique, tornou-se uma referência universal de Portugal e da lusofonia. Sendo uma glória do Benfica, Eusébio tornou-se um símbolo popular da identidade de Portugal."

Alberto Martins, in Mística

O Eusébio agradecido


"Há 41 anos, o mundo do futebol veio à velha 'catedral' da Luz agradecer a Eusébio o que Eusébio ao mundo deu. Houve jogo de estrelas e o Benfica recebeu a taça d' "o Eusébio agradecido".

Na última edição da Eusébio Cup, a 26 de Julho, foi apresentada ao público esta taça, que o 'Rei' ofereceu ao clube por ocasião da sua festa de consagração, na noite de 25 de Setembro de 1973. Símbolo da gratidão de Eusébio ao emblema que o acolheu em 1960, ainda com 19 anos, para crescer com ele e ser no mundo como Camões ou Amália, nome sinónimo de Portugal.
Naquela noite, milhares de pessoas acorreram à Luz para celebrar a carreira de um futebolista inigualável. Era o tempo de um Benfica tricampeão nacional sem derrotas e de um Eusébio que acabava de conquistar o seu décimo campeonato, a sua sétima Bola de Prata. Banks, Bobby Charlton, Kaiser, Gento e George Best foram algumas das estrelas que formaram a selecção internacional convidada para defrontar o 'Pantera Negra' e companhia, nomeadamente José Henrique, Bento, Artur Correia, Bastos Lopes, Humberto Coelho, Messias, Barros, Vítor Martins, Toni, Rui Rodrigues, Moinhos, Simões, Nené, Jordão, Artur Jorge e Nelinho.
O resultado foi um empate a duas bolas, com Nené a bisar e a ser considerado o homem do encontro. Lá se esperavam, claro, os estragos de Eusébio, que, sem sucesso, não se cansou de atirar ao alvo. Abandonaria o relvado a 15 minutos do final, debaixo de uma estrondosa ovação.
O reconhecimento ao homem e ao desportista por parte do governo português, da direcção do Sport Lisboa e Benfica, da Federação Portuguesa de Futebol, da Associação de Futebol de Lisboa, de clubes nacionais e estrangeiros, de órgãos de imprensa, etc., ficou registada num conjunto de ofertas e distinções sem conta. Eusébio, por seu turno, não quis deixar de retribuir. Ao clube ofertou esta taça em prata com uma inscrição muito simples na base: 'Ao Sport Lisboa e Benfica, o Eusébio agradecido'.
A sua importância como documento de uma memória única fez com que viajasse recentemente até Norte, onde pôde ser vista no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa. Eusébio - Pantera Negra foi a exposição criada pelo Museu Benfica - Cosme Damião para complementar a exibição do filme Eusébio - A Pantera Negra, de 1973 realizado pelo espanhol Juan de Orduña e que integrou o CINECOA (Festival Internacional de Cinema de Foz Côa).
Ao lado dela estiveram outras memórias da vida desportiva e pessoal do 'Rei', como a camisola da selecção nacional, as chuteiras Puma, as sapatilhas de ginástica de Flora ou o traje de baptismo das filhas. A narrativa emanou da célebre banda desenhada de Eugénio Silva cujo título deu nome à exposição."

Luís Lapão, in Mística

Pela mão de Bastos

"O antecessor de Costa Pereira foi o único guarda-redes português a vencer a Taça Latina, primeiro troféu internacional oficial do futebol português.
José Manuel de Bastos - Nascido em Alquerubim a 17/10/1929 - Fez 11 épocas no Benfica e 169 jogos oficiais. Conquistou três Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e uma Taça Latina

Foi o atletismo que o trouxe ao Benfica, influenciado por um irmão. Mas o futebol era a sua paixão e, aos 17 anos, passou a integrar a equipa de juniores, estreando-se a 15 de Dezembro de 1946, num jogo com o Belenenses para o Campeonato Distrital. Em 1948 foi chamado às reservas, acalentando com mais força, a partir de então, o sonho de saltar para a equipa de honra. Mas teria de esperar, numa altura em que Rogério Contreiras, Pinto Machado e Mário Rosa não lhe davam tréguas.
Em Dezembro de 1949, no Estádio Nacional, em jogo particular frente aos argentinos do San Lorenzo de Almagro, vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal. Mas Rosa estava firme no lugar, e seria preciso aguardar por Março de 1950 para o ver de novo entre os postes.
No dia 12 desse mês, sob o comando do britânico Ted Smith, o Benfica recebia, no Campo Grande, o Lusitano VRSA, em jogo a contar para a 21.ª jornada do 'Nacional'. Bastos equipou-se e só parou na última jornada, depois de se sagrar campeão nacional.
Em Junho viria o auge - a conquista do primeiro troféu internacional oficial do futebol português: a Taça Latina.
Num período em que o Sporting trocava a sua melhor música, gravando o mito dos 'Cinco Violinos', Bastos e companhia teriam de esperar por melhores dias no Campeonato. Mas na Taça de Portugal seriam três de rajada, durante aquele que é o melhor ciclo do Benfica na competição, com quatro vitórias consecutivas, contando a de 1948/1949, ainda com Contreiras entre os postes, e descontando a da época de 1949/1950, na qual a prova não se realizou. As três que foram de Bastos  - 5-1 à Académica, em 1950/1951, 5-4 ao Sporting, em 1951/1952, e 5-0 ao FC Porto, em 1952/1953 - selaram esse ciclo mágico.
Em 1954/1955, a contratação de Costa Pereira remetê-lo-ia para segundo plano. Em 1955/1956 registaria nas provas nacionais uma época à sombra do novo guardião. Mas na Taça Latina seria o eleito de Otto Glória, fazendo em Itália os jogos que deram ao Benfica um terceiro lugar. Na época seguinte, é ele novamente o número um, vencendo o Campeonato Nacional e a Taça de Portugal. Joga a final da Taça Latina em Espanha, com derrota frente ao colosso Real Madrid.
Em 1957/1958 conserva a titularidade e faz história ao integrar a equipa que realiza em Sevilha, para a Taça dos Clubes Campeões Europeus, o primeiro jogo benfiquista em provas da UEFA.
Mas Costa Pereira estava por perto... Na época seguinte, nova e definitiva troca, com Bastos a alinhar em apenas dois jogos no Campeonato e quatro na Taça. Valeu-lhe a consolação de ser ele a celebrar no Jamor, pela quinta vez, num encontro selado aos 13 segundos, com um golo de Cavém que derrotou o FC Porto.
Seria este, pelo Benfica, o seu último jogo oficial. Em 1959/1960 faria três encontros pela equipa principal, mas de carácter particular, o último dos quais em Almada, frente ao Belenenses, que defrontara igualmente na sua estreia, ainda júnior, 13 anos antes.
A 17 de Maio de 1961 regressaria à Luz com as cores do Atlético CP. Pela frente tinha um Benfica também de reservas, mas com um miúdo que se estreava para lhe marcar três golos a dar início a uma lenda: Eusébio."

Luís Lapão, in Mística

Com aquela fé que remove montanhas

"Em 1907, o clube esteve à beira de morrer. Três homens, em particular, fizeram jus ao lema da união e garantiram a sobrevivência.

A famosa equipa de segunda categoria de 1906/1907, que subiu à primeira em 1907/1908 e garantiu a sobrevivência do clube. Da esquerda para a direita, em primeiro plano: Luís Vieira, Cosme Damião e Marcolino Bragança; segundo plano: Félix Bermudes, Eduardo Corga, Leopoldo Mocho, A. Meireles e Carlos França; terceiro plano: Henrique Teixeira, João Carvalho Persónio e José Neto.

Será de todo improvável que a equipa B venha algum dia a tornar-se responsável pela sobrevivência do nosso clube. Mas há 107 anos foi o que aconteceu! Poder-se-á afirmar que existimos graças aos hmens que aparecem nesta belíssima fotografia, de Frederico Sena Cardoso. Para além de terem vencido, em 1907, o primeiro torneio interclubes de 'segundas categorias' e dado ao Sport Lisboa o seu primeiro troféu, foram eles que chamaram a si o papel de equipa principal quando aquela que era se desmanchou. Naquele tempo, ainda sediados em Belém, lutávamos com a falta de campo próprio para jogar e dificuldades financeiras. O recém-formado Sporting Clube de Portugal gozava de excelentes infra-estruturas, mas não possuía jogadores de nível para competir. O resultado foi a debandada para o arqui-rival de oito elementos da equipa de honra e a eclosão de uma crise que deixou o jovem Sport Lisboa na iminência de fechar portas.
Perante este cenário, agravado pela partida do guarda-redes Manuel Mora para a Argentina e do 'capitão' Fortunato Levy para Cabo Verde, sobreveio uma inactividade de mau prenúncio. Foi então que alguém propôs a já referida solução histórica.
«Porque não passamos o segundo team a primeiro?» Colocada pelo jovem jogador Marcolino Bragança, esta questão trouxe a resposta sacramental. Cosme Damião, então componente desse grupo secundário, revelaria mais tarde: «Eu, por mim, concordei. Marcolino foi a alma da resistência. Perdeu o ano no liceu. Mas ganhámos todos com a continuação do clube».
Perfilhada a ideia, o 'capitão' Félix Bermudes ofereceu cinco mil réis para a compra de uma bola de futebol, manteve-se a quota de dois tostões mensais, fez-se uma subscrição pública e, «com aquela fé que remove montanhas» (palavras de Cosme Damião), foi inscrita como primeira equipa na Liga de Football a que na época anterior competira no torneio de 'segundas'. Estava garantido o futuro o clube. Foram estes jogadores que se bateram, em 1907/1908, com as fortes equipas do Sporting e do Carcavellos Club, dono e senhor do futebol nacional de então. A obtenção de um terceiro lugar significou o triunfo da união e a tão desejada sobrevivência.
Dois anos volvidos, o Benfica colocaria um ponto final no absolutismo do Carcavellos. Na década que então se iniciava, viria a conquistar oito vezes a prova afirmando-se como o melhor clube português.
Marcolino afastar-se-ia após a época de 1907/1908. Félix, desportista ecléctico e homem de letras, assumiria o cargo de presidente em 1916, 1945 e 1946. Cosme Damião, com a dira 'fé que remove montanhas', afirmar-se-ia como a alma do Sport Lisboa e Benfica."

Luís Lapão, in Mística

domingo, 18 de janeiro de 2015

Máquina afinada...

Marítimo 0 - 4 Benfica

Talvez o melhor jogo da época, fora da Luz (ofensivamente), mesmo com mais uma lesão num jogador fundamental, logo no início da partida... O Benfica teve simplesmente demolidor... Sendo que o Júlio César voltou a ser essencialmente um espectador.
O Marítimo até entrou com a força toda (estilo cão raivoso...), o seu treinador andou a mandar bitaites sobre as arbitragens no pré-jogo, numa descarada tentativa de condicionar o jogo... No início parecia que o jogo ia ser muito disputado no meio-campo, com muitas faltas não assinaladas e cartões perdoados... Mas o substituto Olha John, descobriu o Salvio, que com mais um excelente trabalho individual (legal), marcou...
A partir daqui o jogo foi diferente, o Marítimo ficou receoso, o Benfica ficou com o controle total da partida, mas baixámos um pouco a velocidade...
Ao intervalo o Jesus deve ter 'berrado', a equipa entrou com a clara intenção de 'matar' com o jogo o mais cedo possível... E com alguma facilidade, e muita qualidade, chegámos aos 4... e se tivéssemos mantido a 'fome' teríamos marcado mais... No meio disto, o melhor que o Marítimo fez, foi num remate de muito longe do Danilo, que embateu na barra (pareceu-me que o Júlio César ainda desviou a bola...).
Não é fácil fazer destaques individuais, pois ninguém esteve mal, e quase todos estiveram muitíssimo bem!!! Por isso relevo somente o regresso do Luisão: nem parece que esteve 1 mês parado, com muita classe dentro e fora do campo!!! O Samaris começa convencer os mais descrentes na sua adaptação...!!! O Salvio, no regresso à titularidade marcou dois golos e fez um grande jogo. O Ola John mesmo saltando do banco, fez um dos melhores e mais consistentes jogos no Benfica.

Apesar de todo o domínio, apesar de os 4 golos serem legais, não será difícil de adivinhar que as analises nos pasquins, e nas TV's vão todas passar pela potencial expulsão do Talisca ainda na 1.ª parte!!! Num jogo onde o Xistra esteve muito melhor do que eu esperava, mas onde perdoou muitos amarelos, a vários jogadores, especialmente do Marítimo, o único que lhe vai valer criticas, será ao jovem Baiano... E os que vão falar do potencial 2.º amarelo ao Talisca, são os mesmos que ontem não viram qualquer ilegalidade nos 3 golos dos Corruptos em Penafiel... Exactamente os mesmos!!!
Para os mais esquecidos, somos Campeões de Inverno!!! Eu sei que é um não-título, mas se fosse qualquer outra equipa, a chagar ao fim da 1.ª volta, em 1.ª lugar com 6 pontos de vantagem, teríamos muita festa... mas assim, será tudo muito discreto!!! Apesar de criticar esta atitude generalizada dos mérdia com o Benfica, estrategicamente até pode ser positivo para o Benfica... Humildade, não embandeirar em arco, nada de festas antecipadas, algo que pode ser a nossa melhor arma, daqui até ao fim da época...

Disparates...!!!

Guimarães B 4 - 1 Benfica B

Não vi o jogo, mas informações que chegaram de Guimarães não são positivas. Depois de alguns bons resultados, não sei se as notícias sobre as saídas de vários jogadores (dois já saíram: Rúben Pinto, Fábio Cardoso), desconcentraram a equipa. Creio que só a partir de 31 de Janeiro, é que as cabecinhas vão ficar no lugar, até lá...!!!

Varela; Semedo, Nunes, Lindelof, Rebocho (Andrade, 78'); Dawidowicz (Carvalho, 71'), Teixeira, Costa (Valente, 46'), Santos, Guedes; Fonte.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Vitória molhada !!!

Benfica 35 - 22 Passos Manuel

Jogo marcado pela infiltração de água no pavilhão!!! Situação que não é nova (já tem alguns meses, pelo menos...), mas que ainda não foi resolvida. Bastou uma noite mais chuvosa, para tornar a situação evidente... Inicialmente, a realização do jogo esteve mesmo em dúvida, e depois foram necessárias várias interrupções para limpar o piso no 2.º tempo, mas lá se conseguiu acabar com o jogo!!!
Foi notória a melhoria no jogo da equipa, em relação ao jogo com o Belém... as mini-férias fizeram mesmo mal, mas parece que estamos a voltar ao ritmo normal... Para a história fica uma vitória, relativamente fácil, e a qualificação para a próxima eliminatória da Taça de Portugal, que será os Oitavos-de-final.

PS: Num dia cheio de emoções nos nossos Pavilhões, tenho que dar os parabéns às nossas meninas do Hóquei em Patins, que na estreia nas competições Europeias, venceram o Voltregá por 8-3, nos Quartos-de-final na Taça Europeia Feminina. Um bom resultado, que terá que ser confirmado na Catalunha...

Vitória no Minho...

Braga 1 - 4 Benfica

Mais uma excelente jogo da nossa equipa de Futsal, num ambiente adverso, o Benfica voltou a não dar hipóteses... Nem com as habituais tropelias do banco, das bancadas, do constante condicionamento dos apitadores, com as também constantes faltas (algumas bem agressivas) não assinaladas... mesmo com todo o Circo do costume, o Benfica continua a demonstrar frieza, humildade, capacidade de luta, e eficácia q.b. !!!
Marcámos dois golos de bola 'parada', mas também sofremos um golo de bola 'parada', perfeitamente evitável...!!! Onde estamos muito bem, é a defender o 5x4, uma das grandes diferenças em relação ao passado recente... O Juanjo hoje marcou o último golo (a 2 segundos do fim!!!), mas antes disso, fez mais uma excelente exibição...
Estamos nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal, mas para já temos o Campeonato para nos entreter, e no próximo jogo já teremos o Patias...

2.º Gonçalves...

O 2.º lugar do Paulo Gonçalves no Dakar, é um bom resultado, isso é indiscutível, mas como se costuma dizer o 2.º, é o primeiro dos últimos!!!
No Dakar, os percalços costumam ser muitos, mas este ano o Paulo só perdeu alguns minutos numa das primeiras etapas, num erro de navegação; e depois foi penalizado 16 minutos, por ter trocado de motor na última etapa Maratona, de resto foi uma corrida quase perfeita...
Hoje em dia já é normal os Portugueses ganharem etapas no Dakar, só falta um bocadinho para um deles trazer o triunfo para cá... Espero que seja no próximo ano... até porque está a aparecer uma nova geração de pilotos de qualidade, portanto o Paulo, o Rúben e o Hélder, têm que se despachar!!!

Passividade

Benfica 1 - 3 Barcelona

Mau jogo, parece que jogámos com medo, nunca conseguimos impor o nosso jogo ofensivo, permitimos ao Barça marcar o ritmo do partida, como eles gostam... É verdade que os apitadores Italianos também só marcavam faltas para um lado (principalmente no 2.º tempo), mas tínhamos a obrigação de fazer mais...
Num dia, com muitos Benfiquistas nas bancadas, este resultado acabou por ir contra a maré!!!
Pronto, agora vamos jogar com os Corruptos. Será uma eliminatória equilibrada, até porque os apitadores serão quase de certeza os 'amigos' do Tugão!!! Mas como ficou provado no último jogo, temos tudo para vencer... agora o grande favorito à vitória nesta Liga Europeia é claramente o Barça (como já é costume!!!).

Ressaca vitoriosa...!!!

Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-19, 25-18, 25-18

Vitória ainda na ressaca do jogo de Quinta, com a Fonte do Bastardo, com o professor a rodar todo o plantel disponível (Flávio Cruz e João Oliveira neste momento estão indisponíveis). Acabou por normal, alguns momentos menos conseguidos, mas o resultados dos Set's nunca teve em causa...
Parece-me que neste momento o Gaspar é o nosso melhor Zona 4, o Vinhedo ainda não está ao melhor nível, e o Roberto precisa de subir de forma...
Agora, é dar tudo na Quarta-feira, na Praia da Vitória, e trazer de lá a vitória, para seguirmos para os Quartos-de-final da Challenge Cup... e para isso acontecer, temos que ser agressivos no Serviço.

125 vermelho !!!

Benfica 125 - 59 Galitos
32-10, 33-19, 22-15, 38-15

A oposição de hoje foi fraca, mas o Benfica está a jogar muito... Basta comparar com os jogos do início de época com o Galitos, onde chegámos a ter dificuldade em ganhar os jogos (a única do Campeonato foi mesmo com o Galitos)!!!
Com 77% nos 2 pontos, 44% nos Triplos, e 94% nos LL, era 'impossível' não fazer uma marca histórica... Mas a notícia de maior destaque do dia, foi mesmo o regresso do Carlos Andrade...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

As lágrimas das carpideiras...

"O Benfica rubricou uma exibição muito boa contra o V. Guimarães. Tanto a exibição como os três pontos aumentaram a esperança de conquistar o Campeonato a uma jornada do fim da primeira volta.
O Campeonato tem saído quase sem mácula, não fosse aquele azar de Artur contra o Sporting, alguma infelicidade contra o SC Braga e vivíamos o reino da perfeição pontual. Mas faltam 54 pontos para disputar, mais de metade do Campeonato, teremos de concluir que a procissão ainda vai no adro.
Falo em procissão, porque há quem fale em andor e, como se sabe, são as carpideiras aquelas que mais perto ficam a fazer ruído. O problema das carpideiras é que são pagas para chorar, não são verdadeiras nem naturais as lágrimas que vertem, não há nem razão nem sentimento no que representam e por isso é ancestral uma generalizada repulsa social pela actividade, que ainda assim subsiste com alguns patrocínios. Sob o ponto de vista etnográfico é até giro o estudo das causas e das motivações.
Domingo, vamos onde perdemos o ano passado, tradicionalmente difícil os Barreiros são o ponto de viragem do campeonato. Dobrar o Bojador com seis pontos de vantagem era excelente.
É sempre muito arriscado fazer análises individuais numa equipa que vale essencialmente pela ideia de jogo e pela consistência com que se apresenta, mas Jonas é um jogador que não pára de surpreender. Corre como um miúdo, luta como um batalhador, tem o feeling dos craques e o profissionalismo dos grandes jogadores. Somadas as provas (que não foram todas) e os jogos (muitos não jogou) no fim da época vai fazer mais de 20 golos e dar outros tantos aos colegas de equipa.
Na próxima quarta-feira, em Moreira de Cónegos, espero que o objectivo seja permanecer em prova, por isso jogar para ganhar num estádio difícil e chegar à meia-final da Taça da Liga."

Sílvio Cervan, in A Bola

Um tiro aos fundos

"A Federação Internacional de Futebol decidiu proibir a utilização de fundos na propriedade dos direitos económicos dos futebolistas. Em nome da transparência e com o beneplácio da UEFA, esta alteração está a provocar um aceso debate no seio do Futebol internacional.

A FIFA, através da sua Circular n.º 1464, de 22 de Dezembro de 2014, veio proceder à alteração do seu Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de jogadores (RETJ), em ordem a proibir a propriedade por parte de terceiros dos direitos económicos sobre futebolistas.
De uma forma sintética, os direitos económicos podem ser definidos como o direito de um terceiro, através da concessão de um empréstimo monetário, se fazer credor de um clube/SAD que pretende adquirir - ou adquiriu - os direitos federativos sobre um jogador, tendo em vista a posterior cedência desses mesmos direitos a outro clube/SAD por um valor superior, por forma remunerar o empréstimo concedido com lucro.
Com efeito, os direitos federativos sobre um jogador - o direito de um clube/SAD o inscrever numa competição desportiva - envolvem um conteúdo patrimonial, como é visível pelo valor envolvido nas transferências. E, se estes direitos apenas podem ser propriedade de um único clube/SAD, já os direitos económicos que dele emanam podem estar sujeitos a um regime de multipropriedade, isto é, a sua titularidade é divisível por vários proprietários (este sistema é conhecido: 'third-party ownership of players' economic rights - TPO').
A FIFA entende que este sistema - por comodidade vamos referir-nos a ele apenas pelas siglas TPO - coloca em causa a transparência das competições e as regras de uma competição sã. Sem nos atermos à bondade destes argumentos - mas dizendo de uma forma frontal que a decisão da FIFA, apoiada pela UEFA e por algumas ligas de Futebol, apenas visa limitar a capacidade competitiva dos clubes/SAD que têm no recurso ao TPO uma forma de capitalização desportiva e económica - interessa, sobretudo, verificar se a mesma é compatível do direito comunitário e nacional.
Sendo o Desporto profissional - e o Futebol em particular - considerados uma actividade económica, não só é lícito como aceitável - desportiva e economicamente - que os clubes/SAD recorram a instrumentos financeiros que não são exclusivos do Desporto, por forma a ultrapassarem as limitações que as suas fontes de receita lhe impõem.
O recurso ao TPO, através da celebração de contratos com fundos de investimento, foi uma das formas encontradas, em particular em Portugal e Espanha, para poder obter essas receitas que faltavam, tendo em vista a contratação de jogadores o que, de outra forma, não seria possível.
É certo que a origem do sistema TPO - na América do Sul - levou a situações de abuso, obrigando a FIFA, num primeiro momento, a intervir, através da introdução do artigo 18.º bis ao RTJF (em causa estava o caso Tévez - West Ham United, onde uma empresa detinha os direitos económicos do jogador e controlava os seus direitos laborais, uma vez que o clube não podia transferir o futebolista sem o seu consentimento expresso).
Mas, sem prejuízo do respeito pelas regras próprias do Futebol - no caso, a inviolabilidade dos direitos federativos -, existe uma obrigação dos regulamentos da FIFA em estarem conformes com a legislação comunitária, isto é, a especificidade do Desporto tem limites materiais.
Ora, esta decisão da FIFA - que se traduz na alteração aos artigos 18.º e 18.º bis do RTJF, bem como à introdução da definição de TPO - colide, em nossa opinião, não só com o ordenamento jurídico português mas, sobretudo, com o direito comunitário vigente, onde este tipo de operações está prevista e regulamentada.
Na prática, esta decisão da FIFA pode vir a ser objecto do 'crivo' por parte das instituições da União Europeia, em particular da Comissão e do Tribunal de Justiça e, em última análise, tal proibição pode não vigorar no espaço comunitário.
Mas a decisão da FIFA também colide com a jurisprudência firmada pelo Tribunal Arbitral do Desporto (TAS/CAS), pela qual se admite expressamente, que «os 'Direitos Económicos' relativos ao jogador podem ser objecto de contitularidade e por tanto, parcialmente transferidos» (neste sentido vão os acórdãos Maiorca SAD vs Clube Atlético Lanús e Espanhol de Barcelona vs Clube Atlético Vélez Sarsfield).
Talvez por saber que a sua decisão é tudo menos pacífica, a FIFA optou por manter funcionamento o grupo de trabalho para o TPO (bem como um período de transição até à efectiva aplicação da proibição), o qual irá apresentar um novo relatório no 65.º Congresso da Organização.
O assunto, se bem nos parece, está longe de se encontrar encerrado, podendo sim evoluir da proibição para a regulamentação, como forma adequada para proteger todos os interesses envolvidos e evitar abusos.
Foi um tiro nos fundos, mas sem os afundar..."

José Fanha Vieira, in O Benfica

Inferno no Pavilhão!

"A nossa equipa de Futebol, com manueis e com joaquins, leva já 43 pontos em 16 jornadas. Melhor, só em 1984, ou seja, há mais de 30 anos. O caminho é o do título, e todo o apoio será pouco para garantir que a saga termine como desejamos. Mas também nos pavilhões, o Benfica 2014-15 vai dizimando a concorrência.
Em Hóquei, aquela que será, porventura, uma das melhores equipas da história encarnada, conta 13 vitórias em 14 jogos - das quais, as últimas três, 7-3 no Porto, 10-0 ao Valongo e 7-0 ao Sporting, são bem elucidativas da força e da classe que por ali abunda. Amanhã discute-se na Luz o 1.º lugar do grupo europeu com o Barcelona. Não andaria longe da verdade se afirmasse estarmos perante os dois melhores conjuntos do momento em todo o mundo. Para quem gosta de Hóquei, este será um petisco a não perder. E também as meninas, lideres destacadas cá no burgo, têm compromisso internacional, igualmente na Luz, diante do Voltregá.
O Basquetebol, já com dois troféus no bolso, vai passeando pelo campeonato, rumo ao Tetra. Espera-se que neste sábado alcance a 11.ª vitória em 12 jogos, precisamente sobre o único adversário que não derrotou na primeira volta: o Galitos. O jogo é em casa.
O Voleibol também joga na Luz, com o Esmoriz, e procura o 12.º triunfo em 13 partidas. Outra marca impressionante na caminhada para o Tri. A renovada equipa de Futsal tem arrasado todos os adversários. Já leva 16 vitórias em 17 jogos, grande parte delas por números esclarecedores. Este sábado inicia a luta pela conquista da Taça, em Braga.
O Andebol mantém vivas todas as esperanças para o Play-off. Amanhã enfrenta o Passos Manuel, a fechar uma grandiosa jornada à Benfica nos nossos Pavilhões.
O trabalho que tem sido feito por esta gente merece a presença em massa dos benfiquistas. Este sábado, temos uma boa oportunidade para demonstrar gratidão, por tantas vitórias; e confiança, de que elas se traduzam em títulos.
Basquete, Volei, Hóquei, Andebol e mais Hóquei. Das 15.00h às 23.00h. Força Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

Incontornável

"Uma equipa incontornável foi o que mais se ouvia relativamente ao Benfica na última semana. Estivemos perante o melhor Benfica desta época 2014/2015. Um meio campo sereno e dominante, uma estrutura ofensiva que, concretizada por um insaciável Jonas, melhora de semana para semana e, sobretudo, uma linha defensiva que revela esse trabalho magnífico de Jorge Jesus ao comando do plantel.
O V. Guimarães era o terceiro classificado da Liga, a realizar uma época magnífica como resultado de um trabalho de articulação que vem já da época passada. Não foi o Vitória que esteve diferente! Foi a equipa da Luz que não deixou jogar: o Benfica jogou praticamente o jogo todo no meio campo da equipa adversária e, aos 15', poderia já ter uma vantagem de três golos, com um domínio da bola incontestável.
É hoje inegável que o Vitória de Guimarães apresenta um conjunto de activos de grande valor e em processo de aperfeiçoamento desportivo. Basta olhar para os últimos jogos da equipa para perceber elementos tão distintivos como a dinâmica ofensiva de André André, a capacidade de transição de bola de Tomané ou o perigo dos lances de bola parada de Ricardo Gomes.
Ora, não foi este Vitória que deixou de existir, por magia, à entrada do Estádio da Luz. Foi o Benfica que não deixou jogar a equipa de Rui Vitória. Um incontornável Benfica.
Hoje devemos reconhecer as verdades como elas são: a magia a que assistimos no último sábado não se deveu a apenas à capacidade de concretização de Jonas, ao toque artístico de Gaitán ou às centenas de minutos de Júlio César sem sofrer golos. Foi a construção táctica e técnica de Jorge Jesus que permitiu que chegássemos ao ponto em que nos encontramos hoje: mesmo sem o capitão Luisão, a linha defensiva mostrou-se quase imbatível.
E hoje temos de sublinhar a capacidade inesgotável de adaptação e manutenção de qualidade desportiva. Um incontornável Jorge Jesus!"

André Ventura, in O Benfica

Sempre Eusébio

"Podemos interrogar-nos sobre o que será uma instituição cultural.
Muitas teses existem sobre esta matéria e continuarão a existir, por uma simples razão, porque cada ser humano é diferente do outro ser humano. Possui uma individualidade indelével.
David Hume opôs-se ao célebre Descartes. Aquele defendia a aplicação do método experimental aos fenómenos mentais, enquanto que este último, defendia a célebre tese do 'Penso, logo existi!'.
A primeira teoria, aplicação do método experimental aos fenómenos mentais, não é mais do que a máquina de eléctrodos que hoje observa de forma fantástica o cérebro. Afinal, a imagiologia do cérebro.
É curioso que um dos grandes defensores da inteligência emocional fosse um português radicado nos Estados Unidos, António Damásio, o qual revolucionou o uso das máquinas para o estudo do cérebro humano.
A eternidade cerebral existirá, ou morre quando o corpo deixa de funcionar?
O que é afinal a eternidade?
Numa palavra, diria que é Eusébio.
Como Cosme Damião, também Eusébio perdurará, entre os vivos e nos cérebros dos que morreram, porque simplesmente se tornou uma imagem viva em cada um de nós.
E como na Natureza, nada se perde, nada se cria, mas tudo se transforma, é fácil de perceber que Eusébio andará em cada 'beca' de oxigénio que inspiramos, em cada objecto que tocarmos e mesmo, como motivação de alguns comportamentos que tomemos.
Aos vivos, caberá acentuar essa importância, reforçando a possibilidade de perdurar com mais e mais força na morte.
O Futebol é uma arte! Como a pintura, a escultura, a engenharia, o canto, a música, sei lá, uma infinidade de coisas. Até ser adepto do Benfica requer uma arte muito especial.
Escrevi no meu artigo de há 1 ano que:
Desde lições de humildade, genialidade, grandeza, traços esculturais e divinos, tudo se transformou numa simbiose entre ti e o Benfica e o Benfica e tu. Portugal e tu e tu e Portugal. O Mundo e tu e tu e o Mundo!
Como se diz hoje na juventude perdida, 'estavas muito à frente' naquela época!
Consciência de te ver jogar nos primeiros anos da minha existência que distam de 1963, não tenho! Mas a palavra, os gestos, a mística passada pelo meu Pai e pela minha Mãe, foi mais que suficiente para apreender a diferença entre a realidade vivida e o sonho!
Algures no tempo, recordo em consciência de te ver jogar a primeira vez. Para mim, já eras um mito vivo!
Ora, a utilização de mito e vivo, são dois vocábulos antagónicos, mas apenas o são aparentemente.
E é esta imortalidade que aparenta ser uma vivência imortal, que te caracteriza e caracterizará para todo o sempre.
Faz realmente falta a tua presença física junto de determinados eventos.
Se na altura em que jogaste existisse a ciência da imagiologia, certamente que a mesma permitira concluir pela perfeição psicomotora, que possibilitava a perfeição dos gestos que preenchiam as fotografias dos jornais.
Tecnicamente perfeito, já se dizia na altura. Mas para se ser tecnicamente perfeito, tem obrigatoriamente de se ser nessa área, cerebralmente perfeito.
Cérebro sem corpo não é nada e corpo sem cérebro nada é.
E cérebro não é sinal de cultura, nem o contrário!
O mais extraordinário é que provindo de uma zona pobre, muito pobre, podem-se criar seres perfeitos através de conjugação de sabe lá o quê!
Escrevi há 1 ano que:
Os miúdos da Rua, da minha Rua, gritavam pelo teu nome e jogavam à bola num 'campo' inclinado, tentando imitar-se nos teus remates! Mas a debalde o faziam porque Eusébio só havia um! Eras tu!
As tardes de domingo no Estádio da Luz eram a minha casa e em 1976, ingressei nos Iniciados do Benfica, vindo dos Infantis do Mister Biri, porque tinha interiorizado um Clube que hoje ainda amo e tu tinhas criado a vontade de jogar Futebol aos Portugueses.
É do que hoje tenho mais saudades, de voltar a poder sentir-me feliz, jogando na minha Rua, num campo inclinado, mas sempre esperançado que no imaginário motivacional estaria e estava, uma genialidade como tu.
O Benfica cumpriu todos os teus desejos quanto à forma como querias que o teu funeral fosse feito. Fez tudo, como pediste. Nisso Luís Filipe Vieira é e foi um 'gentlemen'.
Mas também milhares de adeptos prestaram-te uma homenagem fantástica. Linda e bonita.
Escrevi há 1 anos que:
Ficam duas emoções muito diferentes! Ao ver a homenagem que te fizeram no Estádio da Luz, percebi que existirás sempre em nós! E que o Benfica é uma instituição que trata bem os seus! E que organização fabulosa que em tão pouco tempo se construiu para te homenagear!
As pessoas que espectacularmente trabalharam nessa organização merecerão o teu carinho para o resto da vida. Porque para todos nós, tu sempre existirás!
A outra emoção, é aquela que sentimos quando estamos mais sozinhos e realistas! Não te vou poder ver mais! E cada vez que olhava para ti, só via juventude, genialidade e Benfica!
Guardo religiosamente uma fotografia tua, com a minha mãe e o meu pai, também ambos já partidos deste Mundo!
E guardarei para todo o sempre o que me ensinaste a sentir na vida.
O Benfica viveu em ti, renasceu em ti e renasceu das cinzas tornando-se novamente no que sempre foi!
Uma religião!"

Pragal Colaço, in O Benfica

Universal



PS: Se calhar ainda vai aparecer um 'pai' a fazer uma queixa à PGR, ou ao Ministério da Educação Coreano!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Inconformados...

Benfica 3 - 2 Fonte do Bastardo
17-25, 21-25, 37-35, 25-19, 15-13

Praticamente 1 mês sem qualquer jogo oficial, acabou por dar mau resultado. Com o Vinhedo a recuperar de uma lesão, e vários jogadores em dia não... Enquanto nós não acertámos um único serviço de jeito, à Fonte, saiu praticamente tudo bem...!!! Resumindo demos dois Set's de avanço...!!!
Só no 3.º Set as coisas começaram a mudar - lentamente -, melhorámos a defesa baixa, o Zelão entrou bem para o Bloco - como é normal -, o solução Ché como Oposto e Gaspar (muito bem na recepção!!!) na Zona 4 voltou a resultar, mas voltámos a ter uma 'branca' na recepção aos serviços flutuantes e deixámos equilibrar o Set. Nas vantagens, lutámos contra os 'chouriços' da Fonte - pelo menos 3... -, e ainda de uma decisão absurda dos árbitros... mas aos 37 lá ganhámos, depois de salvar alguns match-point's!!!
No 4.º Set o Perini que tinha sido um dos que entrou pior (descansou no 3.º Set) regressou em boa forma... e tivemos as coisas mais ou menos controladas.
A entrada na 'negra' foi muito boa 4-1, mas depois voltámos a cometer alguns erros (e os 'chouriços' Açorianos regressaram...), tivemos a perder (8-9), mas o espírito de luta (revolta mesmo, pela má entrada no jogo) imperou, e acabámos por fechar o jogo logo aos 15, quando parecia que íamos ter novamente 'vantagens'!!!
Estamos somente no intervalo da eliminatória, vencemos, mas será muito complicado. Temos mesmo que vencer... no mínimo ganhar 2 Set's para levar o jogo ao Set extra, se perdemos 0-3, ou 1-3 somos eliminados.
Só um Benfica no máximo pode aspirar a vencer esta equipa. Temos que melhorar muito no Serviço, a grande vantagem da Fonte hoje, foi o Serviço, equilibrando neste campo, teremos todas as hipóteses de triunfar...
O objectivo é o Campeonato, mas... O sorteio Europeu acabou por dar um estranho sabor a esta eliminatória, o habitual desconhecimento em jogos Europeus, acabou por transformar esta ronda, num encontro onde conhecimento mútuo é profundo... Os últimos jogos na Praia da Vitória, não nos têm corrido bem, já é tempo de trazer um bom resultado da Terceira...

PS: No Dakar as coisas não correram bem... A Honda decidiu trocar o motor do Paulo Gonçalves, sabendo à partida que o piloto seria penalizado em 15 minutos!!! Na pista o Paulo até ganhou terreno, mas agora o 1.º lugar está demasiado longe, o Coma nem precisa de arriscar, só precisa de levar a mota até ao fim... Um 2.º lugar no Dakar não pode ser considerado um mau resultado, mas actualmente, com todas as condições que o Paulo tem há disposição, com a qualidade que já demonstrou, o 2.º lugar acaba por saber a pouco...!!!

Mukhtar

É oficial Hany Mukhtar é jogador do Benfica. Nas últimas semanas as informações têm sido contraditórias, mas hoje na BTV foi anunciado que o jovem Alemão (19 anos) irá integrar o plantel principal do Benfica.
Conheço o Mukhtar do Europeu de sub-19, onde o João Nunes, o Rebocho, o Guzzo, o Nuno Santos e o Romário representaram a Selecção Nacional. A Alemanha venceu essa competição, o Mukhtar foi um dos jogadores que se destacou (o Selke foi o que deu mais nas vistas...), mas muito sinceramente não me encheu as medidas...!!!
Tem experiência na Bundesliga, pelo Hertha, mas quando recusou renovar o contracto foi posto de lado... por isso mesmo, o Benfica acabou por chegar a um acordo com o Clube de Alemão, antecipando assim a vinda do jogador para o Benfica, em vez de esperar pelo fim do contracto no final da época.
Pelo que me apercebi, temos aqui um médio-ofensivo, com força, boa técnica de drible e passe, e que gosta de aparecer na área, finalizando. Joga preferencialmente no meio, mas pode jogar na direita.
Especulando, conhecendo as tendências do Jesus, não me admirava nada que fosse 'trabalhado' para a posição '8'...
Não é habitual jogadores do mercado Alemão virem para Portugal, o Benfica nas últimas épocas tentou várias vezes trazer jogadores destas bandas, e acabou sempre por levar uma negativa (e não foi por causa das condições financeiras...), espero que a adaptação seja rápida...

mukhtar por hugogil07

De 'Igreja' a 'Catedral' no espaço de três décadas e de um Apito Dourado

"No entanto, nem as palavras de Lopetegui nem as tarjas do Dragão se destinam aos benfiquistas, mas sim aos árbitros insurrectos.

NO culminar de uma semana em que se celebrou o 30.º aniversário do desaparecimento de José Maria Pedroto, não consegue deixar de ter, por mais que se esforcem, um bafiozinho de ancien regime a choradeira do actual treinador do Porto desfavorecido pela arbitragem e a tarja carpideira desenrolada no actual estádio com os dizeres «se roubo de Igreja era habitual agora são roubos de Catedral».
Com toda a franqueza, não conheço benfiquista que não tivesse gostado.
A promoção de Igreja a Catedral pela pena do grande rival no espaço de três décadas e de um Apito Dourado é um motivo de orgulho. O não é?
E não é no mínimo curiosa esta sensação de ver o rival a dar parte fraca no capítulo da retórica?
No entanto, nem as palavras de Julen Lopetegui nem as tarjas do topo sul do Dragão se destinam obviamente aos adeptos do Benfica.
Destinam-se obviamente aos árbitros insurrectos. Foi-lhes apontado nas bancadas do estádio, sem diplomacia nem sequer um cházinho, que andam a roubar o Porto em favor do Benfica e que se não fossem eles, os árbitros, tão ladrões, já o Porto podia ter comemorado o seu terceiro penta rajada. 
Isto não é, de modo algum, fazer pressão.
É apenas a ver se os árbitros se comovem perante a lista de iniquidades da justiça que afrontam o Porto sempre que o Porto consegue perder um campeonato como, por exemplo, aconteceu no ano passado só porque o GPS do presidente se avariou.
Não nos metamos nunca nestas mecânicas.
E, quanto a mim, também não cabe aos benfiquistas responder no seu estádio com tarjas pejadas de fruta às tarjas bacteriologicamente puras do Dragão.

JONAS, que já não é nenhuma criança, que chegou ao Benfica tarde, a más horas e imerso numa densa névoa de suspeição sobre a sua condição e valia, tem vindo a marcar um golo por jogo.
Não é pouco nem é muito, é simplesmente excelente.
Tal como Jonas, que chegou ao Benfica com muita gente a torcer o nariz, também Júlio César, outro brasileiro, aterrou em Lisboa tarde, a más horas e perante a desconfiança geral sobre as suas capacidades, condição e propalada veterania depois de um Mundial que lhe fora fatídico.
Diferentemente de Jonas que vem marcando um golo por jogo, Júlio César vem sofrendo zero golos por jogo o que já lhe permitiu bater o recorde de inviolabilidade de que Oblak era o detentor e o que permite ao Benfica, sem sofrer golos, continuar na posição de líder bem isolado da Liga.
Na tarde de sábado, na Luz, o Benfica chegou à beira do intervalo com três bolas mandadas aos ferros e uma bola dentro da baliza do Vitória de Guimarães.
Poderia, no entanto, o Benfica ter regressado para a segunda parte com uma atitude bem menos confiante se Júlio César, nos instantes finais da primeira parte, não tivesse recorrido ao seu know-how contratado despachando a pontapé, quando estava deitado de costas na pequena área, uma bola que teimou em pingar perigosamente sobre a linha de golo. Ou era assim ou era golo. Quem sabe, sabe.
Esta equipazinha do Benfica que persiste, para já, em aborrecer os rivais não cedendo o terreno tão arduamente conquistado tem tido no guarda-redes e no avançado duas garantias da maior importância: Júlio César, onde o Benfica começa, e Jonas, onde o Benfica acaba. Continuem assim, por favor. Com muita saúde.

SE o Júlio César voltar a sofrer das costas e se o Jonas se cansar de marcar golos – longe vá o agouro! –, uma grande maioria de benfiquistas já escolheu quem os substituirá a preceito.
Trata-se do nosso André Almeida, a quem só falta jogar a baliza e a ponta-de-lança para nos convencer da sua capacidade camaleónica em prol do colectivo.

AS equipas B do Benfica e do Porto encontraram-se na tarde de domingo e o jogo foi transmitido pela Benfica TV. Estiveram dois Gonçalos em campo, um para cada lado, ambos muito jovens e muito prometedores.
Não demorará muito até os vermos na selecção A ocupando posições que, na última década, foram dramáticas de preencher como muito bem atestarão Carlos Queiroz, Paulo Bento e o próprio Fernando Santos.
Gonçalo Guedes marcou através de uma grande penalidade o primeiro golo do Benfica e Gonçalo Paciência fez o segundo golo do Porto, um golo tão belo e tão extraordinário que levou, com a maior das naturalidades, o comentador da Benfica TV a classifica-lo por mais do que uma vez como «um hino ao futebol».
Neste caso específico, só podem os portistas ter orgulho na arte do filho de Domingos Paciência e só podem os benfiquistas ter orgulho na isenção e no alto profissionalismo dos comentadores da televisão oficial do clube.
Já me ia esquecendo de dizer o resultado: 3-2, ganhou o Benfica.
Os outros dois golos do Benfica foram apontados por Cardoso, outro jovem português, defesa-central, com nome de goleador paraguaio e com uma veia goleadora que nos faz sonhar com Humberto Coelho. 

CRISTIANO RONALDO conquistou na segunda-feira a sua terceira Bola de Ouro e festejou a distinção em palco avisando o planeta do futebol que não pretende ficar-se por aqui. Cara-a-cara ainda disse a Messi que o vai ultrapassar em títulos individuais e que não tardará muito. Terminou o seu discurso de aceitação com um urro nos antípodas da elegância do fato que levava vestido.
Parabéns Cristiano Ronaldo, provavelmente o melhor jogador de todos os tempos.
No entanto, gostei mais de o ver chorar na cerimónia de 2014 do que de o ver tão cheio de si mesmo no cerimónia de 2015. Quanto a vê-lo jogar, gosto sempre a mesma coisa. É uma máquina.

LÊ-SE nos jornais que o Belenenses está interessado em assegurar os serviços de Simão Sabrosa, hoje com 35 anos e sem clube depois de ter visto chegar ao fim o contrato com o Espanhol de Barcelona no verão passado.
Voto a favor antecipando o gosto de rever de perto Simão Sabrosa, agora na condição de veterano muito veterano e, por isso mesmo, um jogador de características muito diferentes das que dispunha quando saiu do Benfica em 2007 rumo ao Atlético de Madrid.
Faz muito bem Simão se decidir regressar ao futebol português pela porta de Belém. A sua presença acrescentará qualquer coisa de extravagante à nossa Liga através da arte própria de um artista de méritos inquestionáveis ainda que meio retirado.
E poderá sempre Simão Sabrosa dizer mais tarde, para a História, que jogou nos três clubes grandes de Lisboa embora só tivesse conquistado títulos ao serviço de um, justamente uma Liga, uma Taça de Portugal e uma Supertaça.
Provavelmente ainda não havia Taça da Liga…

NO domingo o Benfica joga no Funchal com o Marítimo. Na temporada passada, foi lá que começou em Agosto, com uma derrota, a Liga que haveria de ser brilhantemente conquistada em Abril. A deslocação aos Barreiros é tradicionalmente difícil. Cabe ao Benfica, e só ao Benfica, torná-la fácil.

PS - Foi bem agradável ver ontem Gonçalo Guedes, Rui Fonte e Sílvio como titulares do Benfica. Viva a Taça da Liga! E o Cristante? Também tem jeito."

Leonor Pinhão, in A Bola

Campeonatos a meio

"Os campeonatos estão na viragem da 1.ª para a 2.ª volta. Em coincidência com defeso invernal que é, de todo, incompreensivelmente infernal, e que as organizações que superintendem no futebol fazem o favor de oferecer aos intermediários e comissionistas. Olhei para as classificações das ligas dos primeiros 6 países do ranking da UEFA: Espanha, Alemanha, Inglaterra, Itália, França, Portugal. Eis alguns (curiosos ou elucidativos) dados:
- Na Liga gaulesa há ainda 4 candidatos ao título (Marselha, PSG, Lyon e St. Étienne). Na Alemanha, o Bayern já pode reencomendar as faixas. Em Itália, o costume nos últimos anos, Juve à frente apenas ameaçada pela Roma. No campeonato inglês, Chelsea ou Man. City, face aos decepcionantes Man. United, Arsenal e Liverpool. Em Espanha, ainda o Atlético a intrometer-se no duelo Real/Barça. Em Portugal, só por milagre o título não será do Benfica ou do Porto.
- O Bayern é o único dos 118 clubes destas ligas sem derrotas e o nosso Gil Vicente finalmente alcançou a 1.ª vitória.
- As melhores defesas são a do clube bávaro (4 golos em 17 jogos) seguida da do Benfica (7 golos em 16 jogos). A pior defesa é também alemã: a do antes consagrado Werder Bremen com 39 golos sofridos.
- O melhor ataque é, obviamente, o do Real Madrid com 59 golos em 17 jogos! Aliás o agora tribola-de-ouro Ronaldo tem à sua conta 44% (26 tentos). Ou seja, só o português marcou mais do que 85 dos 118 clubes. É obra!
- Estranhamente o Dortmund é último classificado na Bundesliga (4V, 3E e 10D) ainda que continue vitorioso na Champions. Assim mesmo..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Sempre a carburar...

Benfica 4 - 0 Arouca

Após a primeira jornada da Taça da Liga, com a vitória do Moreirense, ficámos a saber, que independentemente dos resultados nesta 2.ª jornada, o Benfica nunca ficaria matematicamente qualificado, nesta jornada. Seria sempre necessário na última ronda, em Moreira de Cónegos, obter no mínimo um empate. Talvez por isso, a rotação do Jesus foi maior do que o habitual... Deu inclusive, pela primeira vez, a titularidade ao Rui Fonte (estreia absoluta na equipa principal), e ao Gonçalo Guedes. Só os Centrais não mudaram (a falta de opções neste momento assim obriga...). Destaque ainda para o regresso do Sílvio, após aquela estúpida lesão no jogo com o AZ o ano passado... praticamente 9 meses depois!! O Sulejmani também foi titular... a primeira vez, desde da Final de Turim...
Mas independentemente do contexto, é sempre importante manter a onda vitoriosa, e no Benfica, todas as competições (e todos os jogos) são para ganhar...
O Arouca é uma equipa chata nestes jogos, dão porrada, defendem com muitos, fazem anti-jogo... Mas, aos 30 minutos o jogo ficou decidido: penalty, e expulsão do Dabó... A única dúvida que ficou, foi: quantos são?! Foram 4, porque o Benfica também não forçou muito... Repetindo assim o resultado do Campeonato, num jogo com o mesmo placar, mas com uma história mais complicada!!!
Deu para ver bons pormenores do Guedes (ainda algum irregular, como seria de esperar...), o Rui Fonte a mexer-se bem, num esquema de dois avançados, que ele não está rodado... Mas quem esteve com a rotação toda, foi como sempre o Maxi: até parece que ficou ainda com mais fome de bola, após o castigo!!! O Sulejmani fez um 1.º tempo razoável, mas com alguma falta de ritmo, no segundo tempo, o Benfica esqueceu-se de jogar pela esquerda!!! O Derley voltou a demonstrar as suas qualidades e as suas limitações, deu muito trabalho aos Centrais, muito físico, fez uma assistência... mas falta-lhe alguma coisa, no momento do remate.
Mas para mim os homens do jogo, foram os dois centro-campistas: Cristante e Pizzi. O jogo 'ajudou', mas acabaram por estar muito bem na distribuição de jogo... Contra 10 tiveram mais espaço, é verdade, no 2.º tempo só tinham olhos para o Salvio (!!!), mas tanto na pressão alta, recuperando logo a bola, como nos passes médios e longos tiveram bem... Apesar do Pizzi ter participado, nos 4 golos, acabou por cometer ainda alguns erros... o Cristante foi mais consistente, raramente (ou nunca) falha um passe, mas isso ficou logo na retina, mal deu os primeiros toques com a camisola do Benfica... agora, em termos de agrssividade defensiva, evoluiu muito, e se não fosse o 'zelo' do árbitro nos primeiros minutos, o Cristante terminaria este jogo, com uma quantidade considerável de recuperações de bola, em zonas perigosas!!!
Ao intervalo, os miúdos saíram: o Salvio precisa de minutos, o Guedes acabou por ser o sacrificado; enquanto o Rui Fonte, fez os primeiros minutos após 1 mês e meio parado devido a lesão. O Toto foi quase obrigado a marcar um golo, foi muito solicitado, algumas más decisões, mas acaba sempre por desequilibrar... O Jonas, também marcou o golo da ordem, mas hoje entrou algo complicativo, a meio do segundo tempo, lá começou a abrir o 'livro'...
Quando parecia que finalmente o 'estaleiro' estava a ficar desanuviado, nova lesão de um Central: César. Parece que o Luisão vai estar apto para os Barreiros, mas não deixa de ser preocupante, até porque o Girafa, já está de fora, desde do jogo no antro da Corrupção...
O Bruno Esteves lá marcou um penalty claro a favor do Benfica... coisa rara. Mesmo assim ainda ficou outro, sobre o Derley!!! E neste lance 'caricato' sobre o Jonas (em cima na foto), também não marcou nada!!!

PS: Muito cuidado para a nomeação do Xistra para os Barreiros. É sinal de desespero... Só um Benfica muito competente, vai conseguir agarrar os 3 pontos na Madeira.

Algo 'enferrujados', mas com uma vitória...

Benfica 34 - 26 Belenenses

Após cerca de 1 mês de paragem o Campeonato regressou!!! Entre férias de Natal e Selecções, tivemos um interregno demasiado grande. E notou-se no ritmo da equipa, principalmente no 1.º tempo fomos demasiados passivos... e logo esta equipa, que na 1.ª metade do Campeonato se notabilizou exactamente pela agressividade que colocava nas partidas.
Sofrer 16 golos na 1.ª parte, é indicador suficiente, para provar a apatia defensiva. Até porque no ataque acabámos por marcar 17 golos, em cada metade!!!
Destaco a disponibilidade sempre positiva que o Flávio Fortes mete no jogo... Tivemos também o regresso do Carneiro após lesão. Mas a grande novidade foi a estreia da nova contratação, o internacional Espanhol Asier António. Neste jogo, não gostei, esteve pouco activo... mas com mais ritmo e entrosamento, poderá ser importante a jogar como Central na fase defensiva, e poderá dar alguns minutos de descanso ao Zé Costa, no ataque, como Pivot. Como é óbvio um jogador que já foi internacional Espanhol, tem que ter qualidades, mesmo numa fase descendente da sua carreira... E o Benfica estava a precisar de centímetros a defender, mas vai ter que espevitar mais...!!!

PS: No Dakar o Paulo Gonçalves, depois de ontem ter ganho bastante tempo ao Coma, hoje perdeu cerca de 2 minutos. Amanhã deverá o dia decisivo. Sem nenhum problema mecânico, o 2.º lugar deverá estar garantido, mas o 1.º lugar está mesmo ali... Com toda a equipa da Honda a trabalhar para o Paulo, temos que ter esperanças...

O valor da estabilidade

"Uma exibição categórica e serena, a do Benfica no sábado. Tal como há um ano, diante do Porto. Em ambas celebrando Eusébio. E homenageando o número 13 (da sua camisola nacional) ao 13.º minuto, com golos que sempre foram o alfa e o ómega do seu inigualável virtuosismo. Há um ano com Rodrigo, este ano com Jonas.
O Benfica jogou apenas com dois jogadores dos que, há um ano, derrotaram categoricamente o rival: Gaitán e Lima. Entre saídas, castigos e lesões não jogaram Luisão, Maxi, Siqueira, Garay, Enzo, Matic, Salvio, Markovic e Rúben Amorim! Jogou agora um quarteto defensivo e um pivô que, há um ano, seriam todos suplentes. Ter o mesmo treinador à frente da equipa há 6 épocas tem sido decisivo para superar essa situação. Afinal, algo de - passe o forçado neologismo - manchesterismo-united, que foi o símbolo universal da estabilidade como elemento patrimonial de coesão e de eficácia colectiva. No clube inglês, saiu Ferguson e tudo ficou pior com a, de todo inabitual, dança de treinadores.
O futebol é também pródigo em situações aparentemente imprevisíveis ou menos explicáveis. É que mesmo desfalcada, por múltiplas razões, a defesa do Benfica só sofreu golos em 5 dos 16 jogos da Liga. Não sofre golos para a Liga há 6 jogos, 4 dos quais sem Luisão. Teve que adaptar um utilíssimo polivalente, André Almeida, a quase todos os lugares excepto guarda-redes. E, como sói dizer-se, se os jogos (e as exibições) se conseguem com excelentes ataques, só com defesas sólidas se ganham competições longas. E que tal é possível quando um conjunto é superior à soma das partes. Este é um dos grandes méritos de Jorge Jesus."

Bagão Félix, in A Bola

A diferença que faz

"É tentador pensar que um guarda-redes se avalia pelo número de defesas extraordinárias que faz. Julgo tratar-se de um equívoco. Um grande guarda-redes vale não tanto pelo que defende, mas pelo que não chega sequer a precisar de defender e o que oferece tacticamente à equipa. É precisamente isto que faz de Júlio César, aos 35 anos, um extraordinário guarda-redes, à medida de um clube grande.
Talvez valha a pena recuar à temporada transacta ou ao inicio desta para se perceber o que está em causa.
O ano passado, por esta altura, depois de um jogo sofrimento em Olhão, uma lesão providencial de Artur afastou o brasileiro da baliza e deu, finalmente, a titularidade a Oblak. O Benfica, com a mesma defesa, baixou drasticamente o número de golos sofridos, ao mesmo tempo que o esloveno não fazia mais do que um par de defesas por jogo. Com Artur, a equipa termia que nem varas verdes, recuava no terreno e os defesas só em último recurso atrasavam a bola ao guardião. Oblak acabaria por se revelar decisivo ao tranquilizar a equipa. Este verão, a saga regressou, ao ponto de o Benfica ter dado literalmente dois pontos em casa ao Sporting, apenas porque a equipa não podia confiar no guarda-redes.
Tudo isto se tornou, de novo, mais claro com a titularidade de Júlio César. Com a chegada do internacional brasileiro, a defesa tranquilizou-se, pôde avançar no terreno vários metros e, acima de tudo, o guarda-redes ofereceu um controlo da profundidade notável. Já no ocaso da carreira, talvez Júlio César não seja um guardião tão espectacular a defender como Oblak, mas com ele o Benfica ganha um jogador na primeira fase de construção. Com a bola os pés, Júlio César distingue-se pouco dos defesas centrais.
A diferença que faz num clube grande um guarda-redes tacticamente maduro, tranquilo e que sabe jogar com os pés."