Últimas indefectivações

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Águias Vermelhas caçam Canários Amarelos

"Kadikoy é um bairro aprazível da Istambul asiática. Aí nasceu o Fenerbahçe que chegou a sujar o seu nome pela via da corrupção. Em 1975 esteve em Lisboa e perdeu por sete. O grande Didi era o treinador...

No dia 17 de Setembro de 1975, o Fenerbahçe estava em Lisboa. O seu treinador era Waldyr Pereira. Dito assim talvez poucos, o conheçam. Façamos como Nelson Rodrigues: Waldyr Pereira - por extenso Didi. Didi foi enorme. Há quem garanta que foi o inventor da «folha seca», o livre marcado em jeito, a bola caindo, caindo, caindo lá no caminho da baliza. Jogou um pouco por todo o Brasil, no Fluminense, no Botafogo, no São Paulo, também na Europa, no Real Madrid, para onde veio após o extraordinário Campeonato do Mundo que protagonizou na Suécia, em 1958.
Portanto, em Setembro de 1975, Didi era o treinador do Fenerbahçe, adversário do Benfica na primeira eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Coitado! Mal sabia o que o esperava...
O Fenerbahçe Spor Kulubu é de um local aprazível de Istambul: Kadikoy, do lado asiático do Bósforo. Já lá estive por mais de uma vez e vi: esplanadas simpáticas viradas para o mar de Marmara e para as marinas, zonas verdes, passeios largos. Vale a pena.
Foi fundado em 1907 e nunca sofrera tanto como viria a sofrer em Lisboa, nesse mês de Setembro. Veste de amarelo e azul, às listas. Chamam-lhes os Sari Kanaryalar, os Canários Amarelos...
Didi, à chegada a Lisboa, confessava que já tinha tido um tentador convite para treinar os Sporting... Mas o dinheiro falou mais alto, e em turco.

Era Lisboa e chovia...
Não foi uma edição brilhante da Taça dos Clubes Campeões Europeus, essa de 1975/76, para o Benfica. Tombaria com estrondo nos quartos-de-final frente ao Bayern de Munique (0-0 na Luz, 1-5 em Munique). Mas isso fica para mais tarde, o que nos traz aqui hoje é o Fenerbahçe, os Canários Amarelos, que não tarda regressam à Luz tal como ordenou o sorteio de Nyon.
O Benfica tinha problemas na defesa, Messias e Artur estavam de fora, era tempo de avançarem António Bastos Lopes e Malta da Silva, nada que não se resolvesse jogando mão da velha máxima benfiquista que, assim sendo, havia então que atacar. E como atacou a equipa de Mário Wilson!
Sete-golos-sete! Sete-a-zero! As águias vermelhas mastigaram os canários amarelos.
Era Lisboa e chovia, teria escrito Dario de Castro Alves. Chuva chata, de morrinha, encharcando corpos e almas. O Benfica imponente, avassalador, logo com razão de queixa de um penálti perdoado aos turcos iam passados quatro minutos do jogo. Pouco importa. Saiam da frente que temos pressa pareciam gritar os avançados 'encarnados': Moinhos, Jordão, Nené, Vítor Martins e Shéu na ajuda. E duas bolas à trave pelo meio dos golos.
Falemos dos golos: 1-0 por Shéu (22'); 2-0 por Nené (33'); 3-0 por Sabahattin na próxima baliza (43'); 4-0 por Jordão (60'); 5-0 por Nené (72'); 6-0 por Jordão (75'); 7-0 por Jordão (82'). Boas memórias por este lado do jogo, que ainda teve o auxílio ofensivo de Vítor Baptista e de Nelinho, más memórias pela violência turca que desde cedo se fez sentir, com Sahabattin, Alpastar e Rasit a demonstrarem um mau perder a paciência ao mais paciente dos adeptos da Luz.
Anos depois, largos anos depois, o Fenerbahçe sofreu os abalos terríveis de uma investigação levada a cabo no Futebol turco e que considerou alguns dos seus dirigentes responsáveis pela corrupção de árbitros. Nada que, infelizmente, também não exista por cá, com os pobres resultados que se conhecem e com os mesmos vergonhosos presidentes do costume. Houve quem propusesse a devolução dos troféus ganhos de forma suja, uma atitude que fica em dignidade muito para lá do que poderiam imaginar dirigentes corruptos portugueses. Mas a mancha ficará sempre. No Futebol não há lixívia que apague a nódoa da batota.
Em 1976, o Fenerbahçe ainda não estava sujo. Não tinha competência para se bater na Taça dos Clubes Campeões Europeus, mas não era grave. O Futebol turco viria a crescer ao longo das décadas. Agora está de volta. Os tempos são outros. Mas é em cima das memórias que se fazem erguer os contrafortes da esperança.

Bento; Malta da Silva, Barros, Eurico, Bastos Lopes; Vítor Martins (Nelinho, 79'), Toni, Shéu (Vítor Baptista, 69'); Moinhos, Jordão, Nené"

Afonso de Melo, in O Benfica

Dez na Taça !!!

Benfica 10 - 0 Ac. Espinho

O jogo começou calmo, mas com o tempo o Benfica foi dilatando o marcador, tal como se esperava... Bom treino para o próximo jogo no Campeonato, em Oliveira de Azeméis  talvez o jogo mais complicado que temos, além da visita ao antro Corrupto!!! O Ricardo Silva não jogou, está engripado... o Pedro Henriques apesar do pouco trabalho, demonstrou confiança...
Na próxima eliminatória - Quartos-de-final -, vamos a Valongo - pavilhão sempre muito difícil... -, e em caso de vitória, nas Meias-finais, vamos defrontar - na Luz, creio... - o vencedor da partida Candelária-Corruptos!!!

The Annihilator

Semana histórica

"Passadas as emoções do dérbi (que tiveram a originalidade de vermos Pinto da Costa a queixar-se dos árbitros, mostrando que alguma coisa está a mudar no futebol português), o Benfica entrou numa das semanas mais decisivas da sua história.
Em 4 dias, pode ganhar ou perder tudo. Se conseguir um bom resultado na Turquia e vencer na Madeira, fica em óptima posição para fazer a tal ‘’época de sonho’’. Se perder os dois jogos, pode antecipar uma descida aos infernos.
Mas, nesses 4 dias, o Benfica não joga só a época: joga o regresso ao topo da Europa e o possível início de um novo período de hegemonia no futebol português.
A esperança é enorme, mas o risco também. E é para isso que os benfiquistas terão de estar preparados. Deverão preparar-se para a derrota – isto é, para não perderem a cabeça caso percam os jogos.
A dupla Luís Filipe Vieira-Jorge Jesus já recuperou muito caminho em relação ao FC Porto – deixando perceber que, mais tarde ou mais cedo, ultrapassarão o rival. Mesmo que não seja ainda este ano, está escrito nas estrelas que tal vai acontecer. As queixas de Pinto da Costa já são um prenúncio disso.
Ora, é essa dupla de sucesso que o clube tem de preservar, independentemente dos próximos resultados. Pior do que as derrotas, seria os sócios perderem a confiança nesses dois homens que reergueram a águia – um dando-lhe estabilidade e equilíbrio, o outro agressividade e espectáculo dentro do campo. Refira-se que, na próxima época, o Benfica partirá como o 6.º clube do ranking europeu, só atrás do Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique, Manchester United e Chelsea. Há quantos anos isto não acontecia?"

Recordar é viver (II) - O saltitante Martins dos Santos!!!

Liga para quê?

"Sempre tive dúvidas sobre a existência de uma Liga de Clubes. Não enquanto instituição defensora dos clubes e da salvaguarda dos respectivos direitos e deveres, mas antes como se desenvolveu.
Em grande parte, na sua génese esteve propósitos de legitimação de poderes pessoais, desportivos e zonais que orbitam no futebol, que crescentemente lançaram confusão no que deveria ser sempre cristalino.
Hoje, a Liga deixou de ter qualquer poder na área da disciplina e justiça, não comanda o sector da arbitragem, é inconsequente na gestão dos direitos televisivos e, por fim, foi dominada pela obsessão de alargamentos inconsequentes das competições.
Aproveitando a boleia da decisão sobre o Boavista, reincide-se no inchamento. Num país de rastos, com diminuição assinalável da bilheteira e publicidade, com a maioria dos clubes com enormes dificuldades em solver os seus compromissos, e em particular os salários, com a conivência formal no faz-de-conta da normalidade, institucionaliza-se a pobreza alargada e conflitua-se com a Federação.
Para isso, decreta a impossibilidade de se jogar uma temporada com um número ímpar (17) de clubes (caso o Boavista consiga as condições de regresso), como se isso fosse uma heresia aritmético-futebolística. Não satisfeitos os clubes - decidindo em causa própria por proposta de um presidente que ascendeu ao lugar em função dessa mesma causa - resolvem desvirtuar a verdade desportiva com uma inconcebível liguilha decidida a 5 jornadas do fim do mesmíssima época.
Este modelo chegou ao seu estertor. Reduza-se a Liga ao quer sempre deveria ter sido. Tudo ficava mais claro e lógico."

Bagão Félix, in A Bola

O problema dos direitos televisivos

"1. O grande problema nas negociações dos direitos televisivos não está em eles serem colectivos ou subjectivos, está na repartição do bolo, isto é, no tamanho da fatia. É por isso que os critérios variam substancialmente de país para país. É lícito, no entanto, sublinhar que as dificuldades são bem maiores nas duas únicas Ligas (Portugal e Espanha) onde esses direitos ainda são vendidos individualmente. Entre nós, agora tudo vai mudar. Com a ruptura entre o Benfica (o clube com maiores audiências) e a Olivedesportos, nada vai ficar como dantes.
Tenho para mim que ambos vão ficar a perder, mas não há nada melhor do que saber esperar. Pode ser que a alteração dos dados venha a acelerar a solução que a Liga tanto deseja, a de ser ela a negociar em nome de todos. Penso, aliás, que se justificaria a intervenção do secretário de Estado do Desporto no assunto. Em Espanha, então, o escândalo atinge proporções incríveis. Enquanto o Real Madrid e o Barcelona se locupletam com 140 milhões de euros cada um (46,5% do total de 602 milhões), o resto da plebe com o remanescente. Não creio que a disponibilidade dos merengues e culés (pressionados pela Liga) para reduzirem a sua quota para 34 por cento seja suficiente para se chegar a um consenso.

2. A atribuição da organização do Mundial-2022 ao Catar tem sido objecto de grandes controvérsias nas quais tanto a FIFA como a UEFA não se livram de serem acusadas de corrupção pelas muitas tropelias cometidas e consentidas. Agora é o maior sindicato do mundo (ITUC) a denunciar que o Catar é um estado esclavagista que - para a construção dos 12 estádios (7 dos quais em apenas duas cidades, 4 em Al Rayyan e 3 em Doha) e de outras infra-estruturas - recrutou milhares de operários (grande parte do Nepal) a quem não garante segurança no trabalho (já morreram algumas centenas), paga salários de fome, confisca os passaportes e trata como animais (no espaço de 4 dormem 18!). E remata: «Não se pode acolher um evento dos séc. XXI num país parado no séc. XIX»."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Doping: o que todos sabem, o que ninguém diz


"Acho que ninguém tem dúvidas que há doping no desporto. Em todas as modalidades. Por exemplo, por incrível que pareça o bilhar é, em Portugal, uma das modalidades com mais casos de doping.
Não vamos falar de ciclismo pois é uma droga dura.
O doping no futebol português sempre foi um caso tabu. Quase sempre pois a SIC um dia levou uma câmara oculta ao consultório do médico Luís Lourenço e aí garantiu uma série de produtos. O caso foi a julgamento e a SIC condenada. Luís Lourenço é o atual médico do Rio Ave.
Contaram-me um dia um caso de um famoso jogador que até nos treinos se injetava com medo de perder o lugar.
Um dia também experimentei quando almocei no restaurante de uma equipa de futebol. Foi um dia de euforia, embora controlada.
Como se costuma dizer, o doping anda sempre um passo à frente do controlo anti-doping. Não sou eu que o digo mas o homem que, em 1987, foi o médico de Casagrande e que até já pertenceu ao Comité de Anti-Doping da UEFA.
Um conhecido treinador acabou mesmo despedido de um clube depois de uma goleada no estrangeiro. Disseram-lhe que ia haver controlo mas não houve.
Mais tarde, um clube emergente viu um seu jogador ser apanhado só porque o "massagista" estava doente e alguém trocou os frascos.
Jogadores em campo a vomitar, outros a desmaiar...tudo normal, de Felgueiras a Cacela-a-Velha.
Os profissionais chamam-lhe "milho".
Ora, o milho é sempre para os pardais.
Os passarões nunca são apanhados e continuam por aí."

Belo futuro de Gaitán e Capela

"No balanço da importante jornada 26, o presidente do FC Porto resumiu o seu estado de espírito perante repórteres solícitos com o augúrio de um belo futuro para o árbitro João Capela. E assim, na sua visão pessimista do próximo futuro do Benfica, o máximo dirigente do actual campeão aproveita a boleia do mal-estar leonino para etiquetar o título.
Seria mais difícil reconhecer o mérito da equipa de Jorge Jesus que, num dos seus piores jogos da temporada, chegou e sobrou para um Sporting de outro campeonato. Na complexa contagem dos penáltis não assinalados, meio País tenta ignorar a diferença abissal de classe entre as duas equipas lisboetas e será mesmo a única zona irredutível em condescender que os lances capitais do dérbi foram os dois espectaculares golos, em particular o segundo, que anda em tournée mundial há 24 horas como um dos mais belos do ano.
Sim, tal como João Capela, também se pode afirmar com toda a segurança que Gaitán, entre outros jogadores do Benfica, terá um belo futuro, mais cedo do que os jovens lançados por Jesualdo Ferreira, aos quais faltam os três ou quatro anos de trabalho dedicado com um treinador estável e responsável.
O FC Porto recuperou muito bem da derrota na Taça da Liga e também não deve temer o futuro, pela qualidade da sua equipa-base, embora precise claramente de subir o nível dos seus reservistas para aqueles jogos em que Fernando, Lucho, Moutinho ou Jackson não estejam tão bem. Em Moreira de Cónegos, estiveram óptimos, e isso fez toda a diferença, muito mais do que um penálti ou outro por assinalar."

Leitura obrigatória...

"(...)
Existe um pacto tácito pelo silêncio. O recente caso de Lance Armstrong, lenda do ciclismo mundial, mostra bem a desfaçatez que impera nesse campo minado. Sabia-se já havia algum tempo que o heptacampeão da Volta da França fazia uso de substâncias proibidas, o que ele negava veementemente, com indignação capaz de comover até inimigos. Jurava inocência e ameaçava processar quem lhe imputasse tal desonra. Por ter voltado a vencer a prova mais importante do ciclismo internacional depois de se recuperar de um câncer nos testículos, posou como herói até ser desmascarado. Somente quando surgiram provas materiais, incontestáveis, ele meteu a bicicleta no saco e se retirou de cena.
Apesar dessa cortina de fumaça, Casagrande não pode se furtar a assumir uma passagem relevante em sua carreira. A intenção não é denunciar ninguém, nem difamar qualquer clube —até porque já se passou muito tempo, e a vida segue em frente. Depois de ter admitido tantos pecados publicamente, não faria sentido esconder a própria experiência com doping. Por precaução, para evitar qualquer viés acusatório, vamos omitir nomes e lugares. Afinal, o que importa são os fatos. Em todos os anos que actuou na Europa, Casagrande foi dopado para jogar quatro vezes. Nunca quis, foi sempre contra, mas aconteceu.
“Em geral, injetavam Pervitin no músculo. De imediato, a pulsação ficava acelerada, o corpo superquente, com alongamento máximo dos músculos. Podia-se levantar totalmente a perna, a gente virava bailarina... Isso realmente melhorava o desempenho, o jogador não desistia em nenhuma bola. Cansaço? Esquece... se fosse preciso, dava para jogar três partidas seguidas.”
Esse procedimento acontecia abertamente no vestiário, sem a menor preocupação de escondê-lo de qualquer integrante da agremiação. “Era uma coisa oficial: do treinador ao presidente do clube, todo mundo sabia.” Só havia o cuidado de acompanhar o atleta até a eliminação da droga pelo organismo, tanto para prestar socorro, caso alguém se sentisse mal ou tivesse algum efeito colateral, quanto para liquidar as provas, embora exames antidoping fossem raros naqueles tempos. “O clube não deixava a gente ir pra casa depois do jogo. Ficávamos concentrados e dormíamos no hotel. No dia seguinte, fazíamos sauna de manhã e dávamos uma corridinha ao redor do campo. Só depois disso nos dispensavam.”
O uso da substância não era exactamente opcional. Embora não houvesse um aviso formal de obrigatoriedade, isso estava implícito, e quase todo mundo seguia o script. “Estava sempre à nossa disposição, mas, nos jogos importantes, parecia obrigatório. Tomar ou não tomar poderia definir a escalação, pelo menos essa era a sensação geral.” Ele não se deparou com essa prática em outros clubes europeus nos quais jogou, é bom ressaltar, porém sabia ser algo comum pelas conversas com jogadores que actuavam em outros times. Além disso, chegou a constatar a troca de informações entre departamentos médicos de clubes de países diferentes, quando descobriram um estimulante mais avançado, que seria mais difícil de detectar num eventual exame antidoping. A despeito de ter passado por essa experiência poucas vezes, o assunto traz desconforto a Casagrande até hoje. O uso de doping é totalmente contra seus princípios, por ferir a lisura esportiva. “Além de ser moralmente condenável, aquilo não me trouxe qualquer benefício, muito pelo contrário. Em um daqueles jogos, eu me machuquei e permaneci no campo por mais algum tempo, porque a droga mascarava a dor. Poderia ter agravado seriamente a lesão. Eu era jovem, não necessitava de aditivos para render bem fisicamente e ainda me expus a riscos desnecessários.”
(...)"


PS: Já que aparentemente o Pintinho 'desapareceu' - se calhar foi mesmo para a Galiza, como diz o Carlos Alberto!!! -, e assim ninguém lhe pode pedir para comentar as palavras do Casagrande, deixo aqui algumas imagens, com declarações suas, com a sua habitual coerência - e alguma 'grossa ironia'!!!

Opinião 'aziada' do milénio !!!

Não encontrei a citação exacta, mas na noite da 'tourada' de Segunda-feira, não tive paciência para assistir aos programas dos paineleiros aziados... mas não resisti a um rápido zapping!!! Foi o destino, no momento que passei pelo Prolongamento, lá estava o doutor dos maus-fígados a destilar baba e ranho, quando não sei porquê, resolveu partilhar com a audiência um momento mágico!!! Disse ele, qualquer parecida com o seguinte:
«...o golo Lima, foi um bom remate, foi uma jogada rápida, mas não vejo justificação para tanto elogio... foi um remate mais ou menos, só isso...»!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não compreendo como é que um cirurgião, desconhece a utilidade dos Rennie's desta vida!!!

O caso Aziz

"O Sp. Espinho empregou, entre 1987 e 1990, um futebolista marroquino chamado Aziz Doufikar. Que a seguir se transferiu para os holandeses do Fortuna Sittard. E que depois voltou a Portugal. E à Holanda. E de novo a Portugal, onde supostamente terminou a carreira em 1999, no Esmoriz. Durante essa verdadeira ponte aérea entre Portugal e o país onde o consumo de drogas leves é legalmente tolerado, Aziz resolveu dar uma entrevista à 'Voetbal International', revista especializada em futebol. E o conteúdo não podia ter sido mais inesperado: havia doping em Espinho! os jogadores do plantel consumiam à vontade! Confrontado com as ondas de choque que as suas declarações provocaram em Portugal, Aziz veio a retractar-se, dizendo que o jornalista o tinha percebido mal. Um clássico visto e revisto com outros artistas.
Mais de 20 anos depois, a história repete-se. Walter Casagrande, um dos futebolistas mais polémicos do Brasil, agora na primeira linha da actualidade, depois de ter publicado a biografia na qual confessa a sua dependência em relação às drogas, afirmou no programa de Jô Soares que utilizou substâncias ilícitas quando foi jogador do FC Porto. Em quatro ocasiões (só fez 6 jogos, em 1986/87). De livre vontade.
O depoimento do antigo internacional brasileiro, feito na televisão brasileira, quando está em fase de ajuste de contas com o passado, é de alguém frustrado com o destino a que voluntariamente se entregou. E estará condenado à incredulidade geral do sistema - bem nos lembramos todos de quando Harold Shumacher, guarda-redes alemão que denunciou o uso generalizado de doping na Bundesliga, foi obrigado a emigrar para a Turquia...
Desta vez há uma diferença: Aziz falou a uma revista e desmentiu; Casagrande jamais o poderá fazer - passou na televisão, está gravado."

De Nico Gaitán a Lionel Messi

"É uma bênção dos deuses do futebol que os grandes jogadores continuem a decidir jogos. O futebol evoluiu muito nos últimos cem anos, tornou-se mais físico, mais resistente, criou grandes atletas e chega-se muitas vezes a discutir, até, se, por este caminho, o futebol não precisará de rever, um dia, o número de jogadores em campo, tal a maneira como as equipas conseguem controlar o espaço no terreno de jogo. 
Penso, porém, que a melhor resposta a quem propõe alterações de regras para ter mais espectáculo é dada, da forma mais eloquente, sempre que um artista do futebol concebe com a maior criatividade lances que culminam em golos, como sucedeu no último derby com Nico Gaitán.
Visto e revisto pelo mundo inteiro, os lances de Gaitán que estiveram na origem dos dois golos do Benfica foram, de facto, obras de arte que, por si só, se apresentam como verdadeiros hinos ao futebol espectáculo e por isso foram apreciados em todo o planeta.
É, de facto, um bem essencial ao jogo a preservação da espécie muito rara dos grandes jogadores, como são os casos mais celebrados de Ronaldo e de Messi. Por isso, o mundo inteiro torce para que o génio argentino do Barcelona esteja em condições de defrontar hoje o Bayern, em Munique, naquele que se prevê ser um dos maiores e mais belos desafios do ano. Porque sendo o Barcelona uma equipa de notável qualidade, não é a mesma sem Lionel Messi e se é verdade que o Barça, mesmo sem Messi, é capaz de vencer quase todas as equipas da Terra, precisa do pequeno grande génio no seu melhor quando o adversário é o Bayern que, legitimamente, se candidata a provar ser a actual melhor equipa do mundo. O que só provará se conseguir destronar o Barcelona de Messi."

Vítor Serpa, in A Bola

Gaitán e outras pérolas

"O Benfica tem garantido um encaixe milionário no final da época, à semelhança do que aconteceu nos últimos anos, especialmente desde a entrega do comando técnico a Jorge Jesus. Garay, Matic e Gaitán são os principais candidatos a encher os cofres da Luz, mercê da valorização que os encarnados lhes proporcionaram e, como é óbvio, do próprio talento que não desperdiçaram.Agora é o avançado argentino a estar na ordem do dia, fruto das últimas exibições de grande nível que produziu.
O dérbi de domingo voltou a oferecer ao público o melhor de Gaitán, muitas vezes desaparecido durante a temporada, principalmente nos jogos menos mediáticos. Afigurando-se como certa a saída do ex-Boca Juniors, e de mais uma ou outra pérola da Luz, importa aos dirigentes do Benfica encontrar soluções para prosseguir este ciclo de compra para valorização e posteriormente venda, mediante uma considerável mais-valia. A avaliar pelos dados existentes, mas que ainda podem ser alterados em caso de colapso no último mês de competição, os encarnados foram especialmente bem-sucedidos na época em curso.
As saídas de Javi García e Witsel não originaram o rombo na estrutura que se chegou a prever. E o facto de os encarnados terem colmatado lacunas, e até mesmo melhorado o seu rendimento competitivo, muito se deveu à competência de Jorge Jesus, que puxou por Matic, habitual suplente do internacional espanhol, e “inventou” Enzo Pérez como médio-centro, fazendo esquecer a venda de Witsel, as constantes lesões de Carlos Martins e a idade avançada de Aimar.
Para prosseguirem o supracitado ciclo de compra e venda, depois de tirado o devido rendimento desportivo de cada jogador, é necessário que os encarnados assegurem também a continuidade do treinador que os tem valorizado. Neste sentido, Jorge Jesus já deu todas as provas. Falta-lhe “só” ganhar títulos importantes com regularidade. Mas a balança poderá reequilibrar-se dentro de muito pouco tempo."

terça-feira, 23 de abril de 2013

Lixívia 26

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........70 (-6 ) = 76
Corruptos......66 (+4 ) = 62
Braga...........46 ( +1 ) = 45
Sporting.........33 (+10 ) = 23


Não em apetece nada escrever esta crónica, mas o coro dos indignados hipócritas  submissos e Corruptos, obriga-me a deixar aqui alguns apontamentos.
Vamos a um pequeno historial: Capela é Lagarto, sim, é mesmo Lagarto!!! Antes de subir à 1.ª categoria, já tinha oferecido um título de Juniores aos Lagartos, roubando-o ao Benfica, na altura treinado por Rui Vitória!!! Só o ano passado, conseguiu expulsar o Cardozo, por este ter dado um murro na relva - depois de ter permitido ao Capitão América Lagarto distribui porrada o jogo todo, em cima do Tacuara... -, e mais tarde, em Olhão, deixou passar várias grandes penalidades a favor do Benfica - quase todas faltas do Mauricio!!! -, e com a intenção de condicionar o futuro do Benfica, expulsou Aimar, mentindo descaradamente do relatório, para que o Pablo ficasse de fora dois jogos - incluindo o jogo do Alvalixo!!! Já este ano Capela teve uma actuação épica, em Arouca, na visita do Sporting B... um verdadeiro festival!!!

Não admira que até este fim-de-semana Capela fosse um herói Lagarto!!! Mas tudo mudou... porque o Benfica ganhou!!!
Como já disse na crónica do jogo, não gostei da arbitragem, mas tenho que reconhecer que foi coerente. Qualquer comparação entre a arbitragem deste jogo, e a arbitragem de Soares Dias, o ano passado no Sporting - Benfica, é um absurdo... Porque o ano passado, o critério foi sempre, mas sempre contra o Benfica, ficaram vários penalty's por marcar a favor do Benfica, e depois num ligeiro toque do Luisão no Holandês voador, não teve dúvidas em marcar penalty... além do completamente vesgo critério disciplinar!!!
Para os indignados da Santa Alinaça, vão levar no cú... a sangue-frio de preferência!!!


O único lance na área do Benfica que merece discusão, é o do Maxi com o Capel. Depois de ver na televisão, acho que é penalty. No estádio pareceu-me mais um mergulho, de um jogador que habitualmente, mergulha, na televisão mudei de opinião. Mas ao contrário do que se diz, não era para expulsão, porque a falta é cometida depois da bola passar... O Capel em vez de se preocupar em rematar, preocupou-se mais, em provocar o contacto, que conseguiu, mas a bola já tinha passado. Os outros, penalty's são alucinações baratas... Mais penalty do que todos os outros, foi o lance do Gaitán, que tendo em conta o critério usado durante a partida, eu também não acho que seja penalty, mas comparado com os outros, 'ganha' por cabazada!!! Além disso, parece que todos se esqueceram que o único fora-de-jogo mal assinalado, foi ao Cardozo... também se esquecem - ou não querem ver -, que o Bruma deu dois pontapés de seguida no Nico, o 2.º igual àquele que o Rodrigo deu a um adversário no jogo com o Rio Ave, e que os mesmos indignados queriam que fosse Vermelho directo!!! Mas aqui, parece que foi simulação do Nico!!!
O critério disciplinar, também foi mau, verdade, mas foi mau para os dois lados... as faltas não assinaladas foram muitas, o Rinaudo logo no 1.º minuto dá uma cotevelada no Enzo, e não se marcou nada, não foi só o Maxi e o Matic que tiveram cartões perdoados... Mesmo as pseudo-oportunidades de perigo do Sporting, nasceram quase todas, de recuperações de bola em falta, não assinaladas. Foi este o critério utilizado, só não vê quem não quer...!!!
Mais grave, mais uma vez, foi a manipulação das imagens, durante a transmissão, e depois. Onde mais uma vez, foram censuradas repetições a lances onde o Benfica é prejudicado. Por exemplo: o BoloDeArroz cometeu 2 penalty's sobre o Lima, o primeiro ao minuto 89 - num lance onde o Melga remata por cima da baliza -, rasteira clara, sem bola. E ainda foi a tempo, noutro lance de fazer ao Lima, um movimento de Wrestiling no pescoço - sem necessidade nenhuma diga-se!!!
Mas não foi só os casos que foram censurados. Tentando comprovar a ideia estúpida que o Sporting foi superior, censuraram nos resumos, inclusive jogadas de perigo, com remates do Benfica à baliza do Sporting: como um remate do Salvio na 1.ª parte, um cruzamento do Melga, já na 2.ª parte, um cruzamendo do Nico, onde o Cardozo só tinha que encostar, e atrapalhou-se com o Rinaudo... etc... etc...
Resumindo um festival de anti-Benfiquismo primário, feito por primatas, que acreditaram em todas as alucinações, que eles próprios inventaram na antevisão do jogo... e após o banho de realidade, ficaram com uma azia monumental!!!!

Não vi os outros jogos, mas parece que nada se passou, apesar de em um dos golos dos Corruptos, existir um ligeirissmo fora-de-jogo, mas sem influência no resultado...

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Sporting(c) V(2-0), Capela, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26ª-Benfica(f) D(2-0), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
4ª-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Moreirense(f), V(3-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Académica(c), V(1-0), Hugo Miguel, Nada a assinalar

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João Capela: o último saco

"Ponto prévio: não gostei do trabalho de João Capela no dérbi entre Benfica e Sporting. E não gostei porque não marcou faltas evidentes (entre as quais pelo menos uma grande penalidade de Maxi Pereira), esqueceu-se de mostrar cartões obrigatórios, transformou pontapés de baliza em cantos e cantos em pontapés de baliza e ainda deixou dúvidas em pelo menos uma situação de fora-de-jogo. Basicamente, o árbitro pretendeu passar despercebido e acabou por ser vítima disso mesmo.
Posto isto, e admitindo que o Sporting tem claramente mais razões de queixa do juiz lisboeta, quero dizer que é absolutamente exagerado ver, de repente, tudo e todos a “malhar” num árbitro que, antes de mais, foi atrás daquilo que é, desde sempre, um pedido generalizado de jogadores, técnicos, dirigentes e até comentadores. Em teoria, o mundo do futebol defende arbitragens com poucas paragens, onde o contacto físico seja uma realidade e não uma infracção. Porém, quando a teoria passa à prática... tudo se altera. Tudo ou quase. Quem ganha assobia para o lado, quem perde não se cansa de protestar. Sempre assim foi, sempre assim será.
O estilo britânico que Capela adoptou não foi, obviamente, uma grande ideia. Por isso, estranhei ver Jorge Jesus dizer que as três equipas tinham estado bem (gostava de o ver dizer o mesmo se estivesse sentado no banco contrário...). A de arbitragem, decididamente, não esteve. Porém, isso também não significa, por si só, que tenham sido João Capela e seus pares a decidir o encontro. Em Alvalade, na primeira volta, o Sporting saiu na frente do marcador e não ganhou. Não sei como seria na Luz, caso tivesse sido assinalado um dos lances na área encarnada que tanta celeuma levantaram. Que os leões jogaram bem melhor desta vez, disso não restam dúvidas, mas da mesma forma também ficou evidente que os encarnados possuem mais e melhores recursos. E por isso estarão sempre mais perto de vencer um adversário atrevido, com qualidade, mas bastante inexperiente e sem tanto talento.
Do lado do Sporting, como seria de esperar, Jesualdo Ferreira e Bruno de Carvalho foram os mais intensos nas críticas ao árbitro. Pretendiam, claro, um estilo mais interventivo, com mais paragens. Curiosamente, nenhum falou das sensacionais 5 faltas registadas pelos leões ao longo de todo o encontro. Passa a ser um recorde desta edição da Liga. Ninguém tinha feito tão poucas. E consegui-lo num dérbi é notável. Gostaria de saber, aliás, se há memória de um embate entre os rivais da Segunda Circular em que um dos conjuntos tenha cometido somente 5 infracções? Não tenho meios para o confirmar (ninguém terá), mas aposto que não!
De resto, com uma arbitragem menos britânica, na jornada anterior, talvez também o Moreirense tivesse evitado a derrota (2-3) em Alvalade, pois no início da jogada do segundo golo dos verdes e brancos, existiu falta de Ilori sobre Pintasilgo que não foi assinalada por Artur Soares Dias. Não foi pelo árbitro do Porto e, penso eu, também não seria caso o juiz fosse João Capela. Sobre esse lance, não me lembro da opinião dos responsáveis leoninos...
Neste tradicional chorrilho em torno da arbitragem de um jogo grande, Pinto da Costa também se fez ouvir. E mais uma vez, a exemplo da esmagadora maioria dos técnicos e dirigentes deste país, viu muito melhor o que se passou num jogo que nem observou com particular atenção – conforme admitiu – do que alguns da sua equipa. A época passada, mesmo sentado no Estádio da Luz, não conseguiu ver (nem aparentemente reviu mais tarde através da televisão) o famoso golo de Maicon. Mas, ao longo dos anos, tem tido vista curta para muitas coisas, da mesma forma que mostra olho de falcão em tantas outras. Depende da situação. E a actual manda apontar baterias aos jogos dos rivais. Sempre dá para entreter os mais distraídos que, dessa forma, esquecem que o FC Porto saiu cedo da Taça de Portugal, foi surpreendentemente eliminado na Liga dos Campeões pelo Málaga, perdeu a final da Taça da Liga com o Sp. Braga e corre sérios riscos de perder o Campeonato para o Benfica."

"Bitch"

Casagrande em Grande...



Só mesmo os muitos distraídos  podem ter ficado surpreendidos com as declarações de Casagrande, sobre o Doping - oficial, premeditado, estratégico, cientifico... diferente das situações onde os jogadores por sua livre iniciativa de dopar... -, que existiu nos Corruptos, nos anos 80 e década de 90 - e se calhar ainda hoje... -, as evidências eram muitas: quem assistiu aos jogos ao vivo, era óbvio que havia, Doping generalizado, tal a 'raiva' colocada em cada lance, mas infelizmente os próprios Benfiquistas, preferiam acusar os nossos jogadores de falta de entrega!!! Elogiando a 'vontade' adversária!!!
Mas houve mais, o Casagrande não é o primeiro a falar disto: Demol, central Belga, que jogou nos Corruptos na mesma altura, que até fez uma boa época, sendo o melhor marcador da equipa (marcava os penalty's e isso era suficiente...!!!), no final da época foi-se embora com a enigmática frase: 'não quero ficar careca'!!! Só mesmo os papalvos, é que não entenderam, ou não criam entender...!!!
Fernando Mendes. recentemente, voltou a falar do assunto... outro que chegado ao Benfica, perdeu a força!!!
Recordo que Domingos Gomes era o responsável médico dos Corruptos, e que mais tarde chegou às mais altas instâncias do controle anti-Doping a nível Europeu. Quando se questiona a capacidade de influência dos Corruptos, a nível Europeu, aqui temos mais um exemplo...!!!
Também é curioso recordar, que o tal treinador que não dava a constituição da equipa (!!!), era Artur Jorge, outro que fez a sua carreira à volta de esquemas, e quando chegou ao Benfica, foi a desgraça que se viu...!!!

PS: O Jô Soares, é melhor ter cuidado...!!! Depois da confisão do Deco, agora com a confisão do Casagrande, ainda arrisca-se a levar um 'encosto'!!! Incrível como em duas simples entrevistas, já fez mais pela verdade do desporto em Portugal, do que a maioria dos jornaleiros Tugas, em todas as suas tristes vidinhas!!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Onda...

Capela na Luz: mais "limpinho" não podia ser

"O coro de virgens ofendidas já está por aí a cantar.
Mas o que aconteceu foi apenas isto: uma grande arbitragem de João Capela e um grande golo do Benfica. 
O resto é conversa da treta só para justificar 37 pontos de diferença e a necessidade mórbida de falar do acessório e não do principal, isto é, de árbitros e não de futebol.
Capela definiu bem cedo um critério largo, ou seja, arriscou falhar algumas faltas em favor da fluidez do jogo. É um critério que normalmente os nossos adeptos aplaudem quando vêem jogos disputados em Inglaterra mas que, está visto, é altamente contestado quando nos toca alguma coisa.
Vamos ver o que aconteceu.
A televisão mostra-nos um lance (Maxi) que podia ter dado origem a uma grande penalidade para o Sporting logo no início do jogo. Falta saber se o penálti era convertido mas essa é outra história.
Capel é um artista ao nível de Mossoró na fabricação de faltas. Não é uma crítica que faço, até é um elogio, pois não é para todos.
Os outros "penáltis" reclamados surgem já na parte final do jogo, quando o Benfica vencia por 2-0, com dois grandes golos, num jogo até aí sem grandes oportunidades do Sporting.
Estes são os factos. O que agora está a acontecer é o folclore do costume. Até Pinto da Costa já se pronunciou sobre a arbitragem do clássico. Faltava apenas esta isenta opinião para ficarmos todos esclarecidos.
PS - Só mais uma coisa. Alguém me pode informar se ainda existe na Luz a capela ali instalada pela esposa de Manuel Damásia, a dona Margarida Prieto?"

Canal Taveira

"O Canal do Porto continua a publicitar serviços de acompanhamentos e de serviços sexuais. Faz todo o sentido e é até de louvar. Não é por acaso que o Porto Clube é conhecido em toda a parte como o Clube da Fruta, como pudemos comprovar pelos cartazes exibidos na recente viagem a Málaga. No fundo, é como se fosse uma mercearia a fazer publicidade às suas maçãs ou aos seus repolhos. Democraticamente, os serviços são prestados por raparigas e rapazes porque, tal como acontecia com os árbitros, há gostos para tudo.
Infelizmente teve de deixar cair o que prometia ser uma interessantíssima série de programas com o Padre da Freguesia das Antas durante a qual ficaríamos a saber segredos ainda por revelar como a confissão do Augusto Duarte sobre os pecadilhos eróticos do pai com a amante deste. É pena. Na certa que o valor da publicidade dos serviços de acompanhantes no intervalo destes programas subiria em flecha.
Estando, de momento, o Bufarinheiro (e não garanto que o nome lhe encaixe por vender bufarinhas) sem tempo nem pachorra para segredos de alcofa que não seja a sua, o Canal do Porto corre menos riscos de se transformar em definitivo no Canal Taveira. Ou no Canal Caveira, sinónimo de cozidos e de cozinhados. 
P.S.- O SC Braga ganhou a Taça da Liga sem precisar de trafulhices. O FC Porto perdeu a Taça da Liga apesar de chegar à final por decreto do Conselho de Justiça. Não sei se foi justo. Mas foi higiénico.
P.S.1- O presidente da Liga garante Taça da Liga para o ano, com patrocínio ou sem ele. Não garantiu é que as regras sejam iguais para todos. As 72 horas já não valem ou continuam a valer só para o FC Porto? Por uma questão de higiene convém esclarecer."

Afonso de Melo, in O Benfica

Recta final

"1. A época está a correr muito bem e o jogo em Newcastle, que poderia ter ficado resolvido na 1.ª parte, foi mais um passo importante. A recta final da época vai ser exigentíssima, mas a equipa respira saúde e confiança. Teremos que continuar assim. Sporting, Fenerbahçe, Marítimo, novamente Fenerbahçe, Estoril. Para já, cinco encontros quase sem hipóteses de respirar pelo meio mas que nos podem conduzir ao título nacional e a uma Final europeia. Concentração máxima da equipa, apoio máximo dos adeptos é o que se pede.

2. O Benfica atingiu meias-finais europeias pela 13.ª vez, mais que todos os outros clubes nacionais juntos (FC Porto, seis, Sporting, quatro, Boavista e Sp. Braga, um). Nessas 13 vezes, a grande maioria (oito) foi na Liga dos Campeões/Taça dos Clubes Campeões Europeus, sendo a terceira vez que atingimos as meias-finais na Liga Europa/Taça UEFA (as duas outras foi na extinta Taça das Taças). Mais: nas 12 vezes anteriores, o nosso Clube passou à Final em oito ocasiões, mais do que as vezes em que qualquer um dos outros clubes chegou às meias-finais. Vamos agora tentar melhorar este excelente palmarés!

3. O FC Porto bem apostou na vitória na Taça da Liga, face à época menos conseguida que a equipa tem protagonizado. A prova, de repente, passou a ser vista com outros olhos pelos responsáveis do clube, que tanto a denegriram no passado. Mas ainda não foi este ano... Teve piada.

4. Foi um êxito mais uma Corrida do Benfica, que novamente homenageou António Leitão. Milhares de concorrentes, muita animação, uma boa organização. Só não gostei da cor (preta) das t-shirts oferecidas a todos. São bonitas mas... a cor do Benfica é o vermelho. E, por isso, preferi fazer os 5 Km com a camisola oferecida numa das edições anteriores...

5. Infelizmente, temos que continuar a fazer contas. Em Olhão, os petardos lançados pela nossa claque custaram ao Clube mais 7650 euros (quotas mensais de 637 sócios). Ao todo, em 25 jornadas, já vão 117.378 euros. Estiveram 9781 sócios do Benfica a pagar para isso. Até quando?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Quinze dias 'à Benfica'

"Passamos já o meio de Abril, e temos um Mundo diante de nós. Recordo-me como, não há muitos anos atrás, esta era normalmente uma fase de resignação, e de esperança... na temporada seguinte.

Neste momento, com nove jogos oficiais por disputar, podemos estar a caminho da melhor época de todos os tempos. Sim, de todos os tempos!
Este sonho pode, porém, desmoronar-se num ápice  Como disse nestas páginas Pedro Ferreira, estamos entre um 'quase tudo' e um 'quase nada', não sabendo ainda em que ponto exacto iremos terminar tão estimulante (e angustiante...) caminhada. Estou convicto que os próximos quinze dias darão respostas mais conclusivas.

Acredito, por exemplo, que, ganhando ao Sporting na Luz, e ao Marítimo no Funchal, o Campeonato dificilmente nos irá escapar. Ultrapassando os turcos do Fenerbahce, voltaremos a uma Final Europeia - quase um quarto de século depois da derrota de Viena ante o AC Milan de Gullit, Rijkaard e Van Basten -, na qual tudo será possível. Estes quatro jogos (a que devemos acrescentar um quinto: a recepção a um surpreendente Estoril.Praia), jogam-se em apenas quinze dias. Quinze loucos dias, que podem deixar-nos à beirinha do paraíso, mas, durante os quais, qualquer passo em falso nos fará cair no inferno, ou, pelo menos, num purgatório difícil de gerir e digerir.
Fui defendendo, ao longo da época, que, dada a Sonho vermelho das provas europeias (decididas por detalhes), a prioridade deveria ser posta no Campeonato. Disse também que, eventualmente chegados a umas meias-finais, a equação poderia ter de ser reformulada. Ora aí estamos nós, com (os) três troféus para conquistar, e jogos decisivos atrás uns dos outros. Ninguém me peça agora para escolher. Quero ganhar tudo. Queremos ganhar tudo. E podemos ganhar tudo. Acredito na equipa. Acredito no treinador. Acredito na estrutura. Só não sei como o meu coração irá resistir a cada jogo, a cada minuto e a cada lance, sabendo que de todos esses instantes dependerá este nosso encontro com a História."

Luís Fialho, in O Benfica

Bola com (boa) bola

"É já um hábito, hábito saudável. O Futebol não é uma ciência oculta, mas há quem saiba mais da matéria do que outros, de muitos outros, de tantos outros. Falar de bola com gente de bola dá mais bola, dá melhor bola. Foi assim há dias, num almoço com o Eusébio, o Simões e o Artur Jorge.
Completei o quarteto de comensais, confirmado-me a um papel subalterno, afinal estava na presença de três históricos do Futebol nacional e mundial.
Falou-se do Benfica? Falou-se muito do Benfica. Deste Benfica que garantiu a presença na Final da Taça de Portugal, deste Benfica que garantiu a presença nas meias-finais da Liga Europa, deste Benfica que lidera a Liga Nacional já na sua fase conclusiva. A opinião foi unânime. Este Benfica tem tudo para repetir registos fenomenais justamente do tempo em que o Eusébio, o Simões e o Artur Jorge, de traje vermelho, cimentaram superioridade, venceram jogos de enxurrada, conquistaram troféus em série.
Ainda faltam alguns embates decisivos, a excitação no universo 'encarnado' é enorme. Rejeita-se o triunfalismo exacerbado, apela-se à humildade, estimula-se o arrimo.
Cada jogo, doravante, não é só um jogo, um mero jogo. É um jogo porventura decisório. No tempo do Eusébio, do Simões, do Artur Jorge, tivemos ocasião de o recordar, foi assim, era assim.
E agora? Também tem que ser assim, também vai ser assim. Até porque os melhores da bola raramente se equivocam..."

João Malheiro, in O Benfica

Sonho vermelho

"Na semana de Abril  daquele que abriu horizontes de esperança tantas vezes magoada, mais ainda nos tempos recentes, o episódio até teve graça. Dois militares fardados a rigor, num restaurante em Caneças, com excitabilidade patente, começaram por pedir um autógrafo ao Eusébio, depois ao Simões, a seguir ao Artur Jorge, finalmente a mim. “Eu? Nem joguei à bola, muito menos com estes grandes senhores do futebol”. Não fui convincente, juntei o meu nome a três dos meus ídolos da puberdade.
O quarteto reuniu-se a meu convite. Foram horas de parlatório sobre a redonda. Do passado à actualidade  o desfile contemplou acontecimentos, confidências, opiniões. Eusébio, Simões e Artur Jorge remeteram-me para o período em que o futebol exerceu maior fascínio sobre mim, naquele começo da década de 70, altura em que o Benfica hegemonizava, sem contestação, o panorama da bola nacional. Nessa altura, a Selecção  recordo a Minicopa de 72, no Brasil, a cuja final chegamos, orientada por José Augusto, tinha doze jogadores encarnados, número impressionante, tanto mais que Simões, Rui Rodrigues e Vítor Baptista, lesionados, não puderam responder à convocatória.
No país do samba, que por essa altura exibia os galões de campeão do Mundo, lá estiveram José Henrique, Artur, Humberto Coelho, Messias, Adolfo, Matine, Toni, Jaime Graça, Nené, Eusébio, Artur Jorge e Jordão no maior contingente rubro de que há memória. Há dias, evocamos o momento, concluindo que era a melhor equipa do Benfica de todos os tempos e com matriz exclusivamente lusitana.
O Eusébio, o Simões e o Artur Jorge fizeram-me soltar o menino benfiquista que transporto dentro de mim. Eles que tanto ajudaram ao sonho vermelho, quiçá irrepetível, pelo menos com os contornos dessa época imperial."

Cada vez mais perto... (no meio de uma monstruosa, procura, de Rennie's) !!!


Benfica 2 - 0 Sporting

Fomos obrigados a assistir nas últimas duas semanas, a um dos maiores festivais do disparate Tuga dos últimos anos, por toda a (des)comunicação social desportiva: jornais, rádios, televisão... Até o Ola John, que ainda 'arranha' mal o português, exclamou na Net a surpresa, pelo teor das pseudo-notícias - pseudo-opiniões - na antevisão deste derby, onde aparentemente o Sporting, tinha tudo para vencer !!! Havia mesmo aqueles que garantiam, sem qualquer hesitação, que o Sporting não perdia (em vez de se preocupar com os jogos dos outros, em vez de andar a fazer reuniões com Presidentes dos adversários, devia era ter estado concentrado em treinar a sua suposta equipa, para não fazer as figuras tristes, que acabou por fazer!!!). Pelo menos serviu, mais uma vez, para provar que os Lagartos estão infiltrados por tudo o que é Pasquim, em todas as plataformas, são como um vírus, espalham incompetência!!!
Mas não contentes com todos os disparates ditos na antevisão, no rescaldo do jogo, no meio de muita azia, continuaram os dislates... Quem não teve o privilégio de ouvir o Joaquim Rita na Antena 1, ficará para sempre amputado, dum dos maiores festivais de alergia anti-Benfiquista da história da rádio em Portugal!!! Acredito, conhecendo as peças, que outros, noutros espaços, repetiram as 'graças'...!!!
Esta época vai ficar para história, como o ano, onde os Lagartos e os Corruptos, conseguiram dominar, massacrar mesmo, o Benfica na Luz, e ao mesmo tempo, não conseguiram criar uma única oportunidade de perigo, construída por eles (com uma única excepção, esta noite, na jogada que o Garay deixou-se ultrapassar), em 180 minutos, o Artur foi obrigado a fazer uma defesa complicada!!! Conclusão: Benfica massacrado!!!
Este elogio à posse de bola, ao rodriguinho, ao passe lateral e para trás, é mais uma das características Tugas, do famoso Futebol sem balizas, onde os Lagartos e Corruptos são Campeões!!! Acredito mesmo, que dentro de pouco tempo, vamos ter juízes na linha lateral, a dar notas para a nota artística, estilo Ginástica, ou Patinagem Artística... Serão mais uns clientes para a Fruta e os Envelopes!!! Os golos, e os remates à baliza, vão ser secundarizados!!! Facilita as coisas...
A confissão do Presidente Pavão, no final da partida, mostrando-se orgulhoso... dizendo que o resultado não interessava (mais uma vez), é significativo!!! Esta noite, ficou com mais uma história para contar, daquelas onde ninguém goza com o Sporting (foram só 60 mil vozes, em uníssono!!!) à frente dele, e onde mais uma vez, o resultado - a derrota - não interessa!!!



Tacticamente, como em muitos jogos anteriores, a grande diferença, teve na estratégia, na filosofia das duas equipas: enquanto o Juju medroso, joga num suposto 4-3-3, que não é mais do que um 4-5-1 disfarçado, o Benfica de Jesus (uma das maiores conquistas de Jesus, muitas vezes esquecida...aliás o próprio Jesus já afirmou que o 4-3-3 é para equipas pequenas!!! Já ninguém se lembra do desespero dos Benfiquistas, porque os nossos treinadores não apostavam num sistema com 2 avançados!!!), joga sempre com 2 avançados...!!! Não é preciso ser um génio, para perceber que esta diferença, tem duas consequências, o Benfica perde homens no meio-campo, mas ganha eficácia nos últimos metros, junto da baliza adversária; os Lagartos ganham a luta do meio-campo, mas perdem profundidade... Isto é tão óbvio, que até mete nojo, ouvir o incompetente do Juju, a desculpar a sua cobardia táctica, com a ingenuidade/incompetência dos seus jogadores. Uma coisa é jogar num 4-3-3, onde pelo menos um dos avançados pelas 'bandas', é um jogador como o Ronaldo, que não é mais do que um ponta-de-lança disfarçado de extremo, outra coisa completamente diferente é jogar no mesmo 4-3-3 onde os dois extremos, passam a maior parte do tempo, a defender junto dos laterais!!!



O Benfica esta noite, ao contrário de muitos outros jogos, não facilitou no remate, foi eficaz, e depois controlou... podia ter tido mais posse de bola na parte final, mas analisar este jogo, só pelos 90 minutos, sem considerar o calendário das duas equipas, é um acto canalha... Os lagartos tiveram 16 dias para preparar este jogo, enquanto isso o Benfica venceu em Olhão, qualificou-se para as Meias-finais da Liga Europa, e para a Final da Taça de Portugal, enquanto os Lagartos vão passar a semana a afogar as mágoas, desviando todas as culpas para o Capela, o Benfica parte já na Quarta para a Turquia... Comparar a pressão de vencer um Campeonato, um título Europeu, e a Taça de Portugal, com a pressão da qualificação para as competições Europeias, é comparar o incomparável... A felicidade dos Lagartos, por não terem sido goleados - sim, eles não diziam, mas era disso que eles tinham medo!!! -, a 'sorte' de o jogo ter tido vários contactos não assinalados, podendo assim, apontar todas as armas ao Capela, é a demonstração da pequenez da instituição... mas os seus adeptos não merecem mais...



Falarei mais tarde dos casos - na Lixívia -, mas aquilo que ficou claro, para quem viu o jogo no Estádio, é que o árbitro decidiu antes da partida não marcar faltas!!! Poderei discutir lance, a lance... mas entre todas as más decisões, o foram muitas, pareceu-me consistente - no negativo!!! -, aliás os tais pseudo-ataques perigosos do Sporting, na maior parte dos casos, nasceram em recuperações de bola, em falta, que não foram assinaladas - e do Benfica também!!! Até no capitulo disciplinar manteve o critério: perdoou vários cartões, às duas equipas. Sim, às duas equipas, houve vários lances - contra-ataques - onde deu, bem, a lei da vantagem, mas depois esqueceu-se de mostrar os respectivos amarelos...



O golo Enzo-Nico-Salvio-Nico-Lima irá ser recordado por muito tempo... aliás com um golo destes, nada mais deveria ser discutido, mas... O golo do Salvio, já tinha sido bonito - como todos os golos do Benfica -,  aliás o Salvio tem subido muito de forma nos últimos tempos. O Nico, que fez duas assistências, para os dois golos, fez na minha opinião um dos seus piores jogos ao serviço do Benfica!!! Se o 3.º anel fosse treinador aos 15 minutos, já o Nico tinha sido substituído!!! Pena que aquele cérebro não funcione sempre ao mesmo nível!!! O Matic fez mais um jogão, incansável a tapar buracos...



Todos os adversários são diferentes, na Quinta em Istambul, vamos defrontar uma boa equipa, que tem um estilo 'Italiano'. Não têm a capacidade física do Newcastle, não têm se calhar, jogadores tão habilidosos como o Bordéus, mas são cínicos, gostam de jogar em contra-ataque, não se importam de dar a bola ao adversário... tenho a certeza que será isso que o Jesus vai transmitir aos jogadores, mas é importante os adeptos também estarem alertados, porque a gestão da expectativas também é um processo importante. O adiamento do jogo dos Barreiros para Segunda-feira, é a prova clara que o Benfica considera a Liga Europa, uma competição secundária (é discutível, mas essa é a verdade dos factos... eu por acaso, concordo... apesar da enorme vontade que tenho em ganhar a Liga Europa!!!). Jogando o 2.º jogo com o Fernebache, na Luz, com 72 horas de descanso, independentemente do resultado na Turquia, será sempre muitíssimo complicado... O jogo com o Marítimo, vai ser ainda mais difícil do que o do Sporting, será a última oportunidade do Sistema 'roubar' pontos ao Benfica - não acredito que o Benfica perca pontos em casa com o Estoril e com o Moreirense, independentemente do árbitro!!! -, no meio de dois jogos Europeus, num relvado habitualmente em muito mau estado... Todos os cuidados são poucos, se vencermos no Funchal deixarei de ser um dos pessimistas, e passarei a pertencer ao clube dos optimistas, mas até lá...


Encaminhado...


Benfica 92 - 64 Lusitânia
26-16, 15-9, 22-19, 29-20

Jogo, um pouquinho mais complicado, mas totalmente controlado... É verdade que o Lusitânia tem um jogador importante lesionado, mas o Benfica tem 2 (Doliboa e Andrade)!!! É óbvio que o nosso plantel tem mais opções, mas as lesões fazem parte do jogo...
Agora, para a semana, nos Açores, é para carimbar o passaporte para as Meias-finais. No Ovarense-Guimarães vai sair o nosso próximo adversário, e após os dois primeiros jogos em Ovar, a eliminatória está empatada, com uma vitória para cada lado.

Deygoloson !!!


Marítimo B 1 - 1 Benfica B

Mais um pontinho, num jogo feio, com o desajeitado, mas concretizador Deyverson, a marcar!!!

Bronze, que vale liderança...


João Silva voltou a ficar em 3.º lugar numa etapa da Taça do Mundo de Triatlo, desta vez em San Diego, na Califórnia.  Com esta classificação, e após duas provas, o João Silva lidera o ranking mundial. A concorrência é forte, ainda estamos no início da época, mas estes resultados são excelentes indicadores... E a próxima prova é no Japão, local onde o João, tem dominado, nos últimos anos!!!
O João Pereira não participou nesta prova devido à lesão sofrida na Nova Zelândia - queda no segmento de Ciclismo -, o Bruno Pais acabou por ser o seu substituto, mas não terminou a prova.