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quinta-feira, 30 de julho de 2026

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Truncado não conta?!!! Nem sempre foi assim...

Preocupante

Estão magoados com o proençinha!

Memórias!!!

Covardes...

Dentes!

Recordam-se...

A gravidade (e a responsabilidade) dos áudios vazados


"É sempre perigoso avaliar, gerir e discutir, sobretudo publicamente, o vazamento de áudios obtidos de forma irregular. Mas também reconheço que eles não podem ser ignorados. Jamais. É de interesse público.
Foram truncados? Há mais? Por que apenas uma parte vazou? Qual é o contexto da conversa? Quem esteve presente? Qual é o real intuito da exposição? Por que a divulgação não aconteceu antes? Por que agora?
O (bom) jornalismo ajuda a responder bastante coisa. Porém, é praticamente impossível solucionar todas as dúvidas. Por isso, todo cuidado é pouco. É preciso ter muita, muita responsabilidade. E bom senso também.
«Os árbitros são fracos, são todos muito fracos. E tu consegues ter três, quatro gajos minimamente competentes...».
A opinião de Pedro Proença sobre a qualidade dos árbitros naturalmente abre um (novo) leque de teorias e fragiliza a arbitragem portuguesa. Entala, inclusivamente, o próprio dirigente. O que fez (ou não) para tornar melhor os profissionais que foram alvos de depreciação?
O mais preocupante dos áudios vazados, muito honestamente, é a parte final. O que foi dito a Fernando Seara, antigo presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, tem um ar perturbador. É aquilo que realmente importa.
«Queres jogar esse jogo comigo? Das 32 vezes em que fui chamado à Polícia Judiciária, 27 foram processos do Benfica. Sabes onde é que se faz a instrução dos processos? A instrução dos processos é na Liga. Queres jogar esse jogo comigo? Não brinques comigo, c***»
Há aqui uma gritante ameaça ao Benfica ou uma bizarra proteção ao Benfica. Ou (para piorar) as duas situações. Não há outra forma de o interpretar. Independentemente da versão verdadeira, a gravidade acaba por ser a mesma. A tentativa de condicionamento é óbvia.
Sem provas, por enquanto, não vou tomar qualquer partido. Mas claramente não vou fechar os olhos e a boca. Começo por pedir urgentemente um posicionamento dele: Pedro Proença. É o primeiro passo."

Observador - Sem Falta - "Casinhos" ou caos crónico? É preciso reset na arbitragem

As palavras também jogam


"O Sporting já ultrapassou os 100 milhões de euros em reforços e a palavra que mais apareceu foi investimento». Quando era o Benfica a fazer mercados desta dimensão, a palavra escolhida era quase sempre diferente. O Benfica gastava. Gastava muito.

Há palavras que, no futebol português, vão sendo usadas mediante a cor da camisola. Reparei nisso outra vez durante as últimas semanas, quando li e ouvi as análises ao mercado de transferências. O Sporting já ultrapassou os 100 milhões de euros em reforços e a palavra que mais apareceu foi «investimento». Não me choca. Contratar jogadores é investir. Sempre foi.
O que me chamou a atenção foi outra coisa.
Durante anos, quando era o Benfica a fazer mercados desta dimensão, a palavra escolhida era quase sempre diferente. O Benfica gastava. Gastava muito. Gastava acima das possibilidades. Gastava porque precisava de corrigir erros. A discussão começava quase sempre pelo dinheiro. Só depois, se houvesse tempo, se falava dos jogadores, das necessidades do treinador ou da ideia para a época.
Parece um detalhe, mas não é.
As palavras condicionam a forma como olhamos para os factos. «Investir» transmite confiança, ambição e estratégia. «Gastar» desperta imediatamente a ideia de excesso, risco ou desperdício. O valor pode ser exatamente o mesmo. O número de reforços também. A diferença está na perceção que fica em quem lê, ouve ou vê.
O mesmo acontece quando chega a altura de vender.
O Sporting prepara-se para perder um conjunto significativo de titulares. Serão vários jogadores importantes a sair neste mercado. A leitura dominante é a de que se trata do fim de um ciclo. Parece-me uma interpretação perfeitamente aceitável. As equipas mudam, os ciclos terminam e nenhum plantel permanece igual para sempre.
O que já não me lembro de ver foi essa mesma leitura quando o Benfica vendeu vários jogadores importantes também num mercado de verão.
Nessa altura, a conversa era outra.
Falava-se de um plantel enfraquecido.
De uma estrutura incapaz de segurar os seus melhores ativos.
De um clube que tinha perdido capacidade competitiva.
De uma Direção que estava a hipotecar o futuro.
Não me recordo de ouvir, com a mesma frequência, que era apenas o encerramento natural de um ciclo.
É uma diferença que vale a pena assinalar.
Quando uns vendem, estão a renovar o projeto desportivo.
Quando outros vendem, estão a desmontar a equipa.
Quando uns encaixam dezenas de milhões de euros, demonstram inteligência financeira.
Quando outros fazem exatamente o mesmo, é porque foram obrigados a vender.
Os factos mudam pouco. A forma de os contar muda bastante.
Outro exemplo surgiu com Ibraima Ba.
O Estrasburgo desistiu da contratação depois dos exames médicos. Dias mais tarde, o Sporting decidiu avançar para o negócio, investindo ainda mais do que o clube francês estava disposto a pagar. Mais tarde soube-se que o jogador recuperava de uma intervenção cirúrgica.
Pode vir a revelar-se uma excelente contratação. Aliás, desejo que assim seja. Mas isso não impede uma pergunta.
Se este negócio tivesse sido feito pelo Benfica, depois de um clube desistir da contratação na sequência dos exames médicos, a cobertura mediática teria sido exatamente igual? Tenho dificuldade em acreditar.
Imagino dias de debate sobre a competência da estrutura, sobre o departamento médico, sobre o risco assumido e sobre a forma como o processo foi conduzido. Imagino especialistas a perguntar se valia a pena correr aquele risco e comentadores a recordar outros dossiês semelhantes. Talvez esteja enganado. Mas custa-me acreditar que o tratamento fosse exatamente o mesmo.
Também olhei com curiosidade para o caso de Cardoso Varela.
Há poucos meses, André Villas-Boas afirmou publicamente que o futuro do jogador não passava pelo FC Porto. Entretanto, tudo mudou. O jogador regressou e o desfecho acabou apresentado como um sucesso do clube.
Não tenho qualquer problema com isso.
O mercado muda depressa. Os clubes mudam de estratégia. Os dirigentes também podem mudar de opinião. Faz parte do futebol.
O que acho curioso é que nem todas as mudanças de posição são analisadas da mesma maneira.
Há mudanças que revelam inteligência negocial.
Outras revelam falta de rumo.
Há recuos que demonstram capacidade para corrigir um erro.
Outros passam imediatamente a ser sinais de incompetência.
Mais uma vez, a diferença raramente está apenas na decisão. Está na forma como ela é apresentada.
Há quem diga que isto são apenas palavras. Não concordo.
As palavras nunca são apenas palavras. São elas que criam a primeira impressão, que moldam a discussão e que, muitas vezes, condicionam a forma como os adeptos olham para uma contratação, uma venda ou uma decisão de um dirigente.
É por isso que continuo a achar que o comentário desportivo tem uma responsabilidade maior do que às vezes parece reconhecer. Não por ter de elogiar ou criticar mais este ou aquele clube. Mas por aplicar o mesmo critério quando os factos são semelhantes. Se contratar mais de 100 milhões de euros é investir, então que seja sempre investir. Se vender vários titulares representa o fim de um ciclo, então que essa leitura não dependa da cor da camisola.
Se mudar de posição é inteligência, que o seja para todos.
E se for um erro, que também o seja para todos.
No futebol nunca haverá consenso. Nem é isso que se pede. O que se pede é coerência.
Porque os campeonatos decidem-se dentro das quatro linhas.
Mas, cá fora, há jogos que começam muito antes do apito inicial.
E esses também se jogam com palavras."

Proença: um líder nunca despe o fato


"O futebol português continua a ser de fina ironia; último escândalo até nasceu de gravação ilegal, mas relevante

O futebol português tem uma capacidade quase poética para transformar os bastidores num tribunal de praça pública. A publicação de áudios de Pedro Proença (gravados há cerca de dois anos, quando presidia à Liga e candidatava-se à FPF) é apenas mais uma prova da devassa política vigente e, ao mesmo tempo, um olhar íntimo de como jogam as peças no poder.
O tom despretensioso com que Proença desclassifica a qualidade da arbitragem nacional assenta que nem uma luva no ceticismo do adepto comum e mostra que o discurso público é muito diferente do que realmente se pensa. Os cargos ditam posturas e há coisas que, evidentemente, deviam ficar para consumo interno.
Para quem fez da defesa da transparência e da modernização o seu cavalo de batalha, ver a linguagem de bastidores exposta fragiliza a autoridade moral de Proença. Estas declarações dinamitaram o setor, como se vê pelo comunicado da APAF, associação da qual Proença já fez parte e da qual foi, seguramente, seu principal integrante.
A gravação tem algum tempo, é certo, e mesmo que Proença explicasse o que pretendia da arbitragem aos interlocutores, com a publicação dos áudios perde trunfos na imparcialidade institucional e atinge quem tem de garantir a verdade desportiva.
O impacto vai muito além da imagem individual de Proença, porque acerta em cheio na própria estrutura do futebol nacional. Ao classificar os árbitros como sendo, na maioria, medíocres, Proença subscreveu informalmente o discurso corrosivo de clubes e adeptos.
Como podem agora a FPF (e o seu autónomo Conselho de Arbitragem) exigir respeito pelos árbitros, quando se ficou a saber que o próprio presidente verbalizou o mesmo descrédito que dirigentes e adeptos usam como arma de arremesso? A credibilidade do setor e a coesão entre os órgãos sociais ficam seriamente abaladas.
Ainda assim, o detalhe mais revelador está no timing e na intenção. A divulgação de um registo com dois anos, devidamente selecionado e cortado, só pode ser considerado como um ataque cirúrgico e politicamente pensado.
O objetivo é desferir um golpe direto no coração do mandato de Proença, minando a sua liderança no exato momento em que precisa de autoridade para lidar com tudo o que se passa na arbitragem: a demissão de Duarte Gomes e a consequente investigação da Justiça sobre alegadas interferências nas nomeações de árbitros para jogos.
Sabe-se que pelo menos um dos áudios é a gravação de um ato de campanha junto do Benfica. Portanto, há duas entidades, e pelo que se apurou, apenas duas, naquele encontro: a candidatura de Proença e o clube da Luz, representado, pelo menos, pelo presidente da AG, Fernando Seara, a quem Proença fala em tom quase ameaçador. Seara, recorde-se já agora, era apoiante do concorrente de Proença, Nuno Lobo.
E Proença aprendeu agora, de forma dura, a regra de ouro do futebol português: nos corredores do poder, o microfone está sempre ligado e um líder nunca pode despir o fato . O futebol nacional também continua a ser de fina ironia… Sabemos isto porque alguém cometeu a ilegalidade de gravar uma conversa (alegadamente) não autorizada. E, já agora, o clube com quem decorre pelo menos uma das conversas, apoiou o projeto de Proença. Terá ficado convencido, então, com o que ouviu. O Benfica e outros, diga-se."

Zero: Mercado - Médio do Benfica sob os holofotes árabes

BF: Vender para Comprar...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...