Últimas indefectivações

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Recordar é viver (V)

Meia-dúzia !!!


Benfica 6 - 2 Candelária

Jogo agradável, rápido, com remates, oportunidades, e boas defesas... Vitória clara, da equipa mais forte.
Estamos a chegar aos momentos das decisões, no próximo sábado recebemos o Noia na Luz na 1.ª mão dos Quartos-de-final da 'Champions', e a seguir vamos ao antro dos Corruptos, onde estamos obrigados a vencer (por 2 de preferência!!!), é verdade que os Corruptos, ainda têm um jogo pseudo-complicado em Oliveira de Azeméis, mas as motivações das outras equipas, é coisa que o Benfica não controla!!!

Novo empate...


Benfica B 1 - 1 Corruptos B

Jogo morno, na 1.ª volta tinha ficado 2-2, agora ficou novamente empatado. Creio que no total do jogo, criámos mais oportunidades, mas continua-se a falhar golos de maneira incrível...

Carga a mais

"Há pequenos factos que decidem tudo. Uma época inteira de êxitos pode ser comprometida por um simples pormenor. No jogo com o Estoril, que relançou todas as dúvidas sobre o título, houve dois momentos decisivos:
1. A cabeçada de Lima aos 10 segundos, que milagrosamente (para o Estoril) saiu na direção do guarda-redes;
2. A lesão de Enzo Pérez aos 19m, substituído por Carlos Martins. O facto de o Benfica não conseguir marcar cedo começou a enervar os jogadores, que falharam depois vários golos fáceis (com destaque para Lima).
E à fadiga nervosa associou-se a partir da meia hora cansaço muscular, potenciado pela lesão de Enzo, um carregador de pianos que muitas vezes levou a equipa às costas. Até porque o seu substituto, além de não estar ao mesmo nível, despediu-se do campo aos 78m, deixando um enorme buraco.
Aqui, veio ao de cima outra realidade: o Benfica não tem plantel para uma carga de jogos e de responsabilidade tão grande. No meio-campo só tem Matic e Enzo. As alternativas são Aimar (que acabou), André Gomes (muito verde) e Carlos Martins (inconstante).
A carreira da equipa esta época foi tremenda, e todos os adeptos devem estar orgulhosos do trabalho feito. Mas deverão ter consciência de que, daqui para a frente, vai ser dificílimo. O plantel está espremido ao máximo. Jesus fez invenções atrás de invenções. Agora já não dá para inventar mais – e há jogadores que estoiraram.
Portanto, benfiquistas: se nada está perdido, tudo daqui para a frente vai ter de ser arrancado a ferros. Até porque o FC Porto normalmente não falha nestas alturas. E o Chelsea é uma constelação europeia de estrelas."

terça-feira, 7 de maio de 2013

Aguarela do Brasil...

"Epidemia sentimental, chamaram-lhe depois das vitórias frente ao Peñarol no Maracanã e ao palmeiras no Pacaembu. O Benfica ganhava prestígio. De Lisboa as felicitações viajavam para o lado de lá do Atlântico.

Há uma semana falei aqui da primeira deslocação do Benfica ao Brasil. Da festa, do ambiente acolhedor e amigo que a comitiva 'encarnada' foi encontrar, da derrota inicial frente ao Flamengo, por 0-1.
Mas essa digressão não se fez de derrotas, não foi de derrotas que o Benfica construiu a sua história. Por isso, prossigamos. Já no Brasil, claro está! nos dias que se seguiram ao embate com o Flamengo no Maracanã. Acrescente-se que essa estreia na América do Sul foi longuíssima. Os 'encarnados' saíram de Lisboa a 17 de Junho e 1955 e só regressaram a 3 de Agosto, com jogos no Rio de Janeiro e São Paulo para o torneio Charles Miller, e em Caracas para a Pequena Taça do Mundo.
Fiquemo-nos, para já, pelo Brasil. Haverá tempo e espaço, certamente, para batermos de novo nesta tecla sul-americana das viagens do Benfica. O Torneio Internacional do Brasil, ou Torneio Charles Miller (o homem que levou o Futebol de Inglaterra para o velho país irmão) teve a presença de quatro equipas brasileiras (Flamengo, Corinthians, América FC e Palmeiras) e dois convidados especiais, o Peñarol de Montevideu, do Uruguai, e o Benfica, de Portugal. Gente para ninguém botar defeito, como diriam os que falam português com sotaque de açúcar e manga.
Pois, pode dizer-se que, sem ser excelente, o Benfica portou-se à altura. Sobretudo por ser uma primeira vez. Derrotas perante o Corinthians (1-2) e o América FC (2-4) e vitórias sobre o Palmeiras (2-1) e Peñarol (2-0). Valeu! Por isso escrevia-se na imprensa portuguesa, logo após o jogo com os uruguaios: «Que o Maracanã perdeu a cabeça, que o Benfica se transformou na epidemia sentimental e que o Sport Lisboa e Benfica escreveu uma linda página das relações desportivas luso-brasileiras - eis o que é já hoje uma consoladora certeza!».

Palmeiro marcou ao Palmeiras
O Benfica jogara no Maracanã como se fosse em casa. A massa de gente que recebera a comitiva portuguesa no aeroporto e se deslocara ao estádio para ver treinar os homens de Otto Glória - também ele mais uma ponte de aproximação entre o Benfica e o Brasil - adoptara os 'encarnados' como centro do seu maior carinho. E isso foi inegável para os enviados-especiais dos jornais portugueses. «A quem jamais viveu semelhantes momentos de entusiasmo, de verdadeira loucura, será melhor que não tentemos explicar o que se passa nesta soberba capital do Rio de Janeiro». As bancadas do Maracanã agitavam-se vermelhas. Bandeiras e camisolas e gritos de Benfica!, Benfica!, Benfica! Portugueses e brasileiros misturados. À distância do tempo, que tudo reduz a uma insignificância igualitária, não é possível perceber o impacto que a vitória do Benfica sobre o Peñarol, com golos de Coluna e Águas, o primeiro num remate fantástico com o pé esquerdo, o melhor que teve no Futebol português da época. Os adjectivos perdiam-se de vista. As Direcções do FC Porto e do Belenenses trataram de expedir, com carácter de urgência, telegramas para o lado de lá do Atlântico felicitando os dirigentes benfiquistas pelas exibições e resultados obtidos no Brasil. Outros tempos...
No Pacaembu, cheio a rebentar pelas costuras, Águas e Palmeiro marcaram ao Palmeiras. E foi inenarrável o que aconteceu após o jogo. Leiam, não fui eu quem escreveu: «O Benfica, delirantemente aplaudido pelo público que pejava as bancadas deu uma volta de honra ao gramado enquanto que ao ar subiam dezenas de foguetes e morteiros que estralejavam festivamente, dando ao ambiente um ar alacre de alegria vibrante. Nas tribunas, os repórteres brasileiros abraçavam os portugueses presentes exclamando: o Benfica é na realidade um grande Clube! O resultado justo seria de 4 a 1...» Entre o colorido da festa, o Benfica fincava nome por mais um lugar do Mundo. Não tardaria a partir para a Venezuela. O destino da águia é voar..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Uma conspiração de estúpidos

"«Quando aparece no Mundo um verdadeiro génio é possível reconhecê-lo através deste sinal: todos os estúpidos se unem contra ele.» É assim que começa o livro de John Kennedy Toole «Uma Conspiração de Estúpidos ». A frase é tirada de Jonathan Swift, alguém que percebia bem o que era a estupidez. Por isso, quando ouvi a fandangueira figura dizer, alto e bom som, que só os estúpidos falam de árbitros, fiquei com a certeza de que estava a preparar-se para falar daquilo que só os verdadeiramente estúpidos falam: ou seja, de árbitros.
Uma vez vi uma cena digna de um filme do Buster Keaton: um grupo de rapazes com camisolas às riscas corria atrás de um árbitro a todo o comprimento de um campo de Futebol; o árbitro era rápido, esquivava-se como uma lebre por entre galgos, corria aos ziguezagues, e a rapaziada às risquinhas atrás dele. Foi grotesco. A fandangueira figura não falou de árbitros nesse dia. Mas, excepto ele, toda a gente falou. Estúpidos, é claro! Uma conspiração de estúpidos!
Um dos empregados da fandangueira figura fala de árbitros todos os dias. Mas esse não é estúpido, é só mandado. Nem todos os estúpidos falam de árbitros; outros falam, mas pouco. A regra mantém-se: são estúpidos que conspiram contra o génio que ilumina o Mundo.
A fandangueira figura fala de árbitros a torto e a direito, mas além disso fala com árbitros, o que o iliba de qualquer género de estupidez.
São assim os estúpidos: dividem-se em classes. Admito que seja um estúpido de primeira classe quando, volta e meia, falo de árbitros. Ou quando os vejo a fugir, ou então aos beijos e abraços aos rapazes de camisolas às riscas. E pergunto-me: o estúpido serei mesmo eu?"

Afonso de Melo, in O Benfica

Falta o... quase

"1. Decisiva (espera-se) vitória na Madeira coloca-nos na rota do título. Está quase. Mas ainda falta o quase e teremos que o garantir em campo. O Estoril não será 'pêra doce' na próxima segunda-feira. Será mais uma final rumo ao principal objectivo da época - o título nacional.
Na Madeira, jogámos bem melhor à procura do golo do que defendê-lo. Chegou a ser enervante a exibição a seguir ao nosso 1.º golo. Foi brilhante a actuação a caminho do 2.º tento. Mas a vitória foi justíssima e... importantíssima. Vamos a isto Benfica! Vamos encher o Estádio na 2.ª feira e levar a equipa a novo triunfo, a caminho do título. Está quase. Mas falta esse... quase!

2. Tive oportunidade de assistir ao Benfica-Fenerbahçe nas novas (e excelentes) instalações da Casa do Benfica no Porto, com três andares na Rua de Santa Catarina, onde a Casa, aliás, foi fundada, em 1988. Só foi pena apenas ter sabido da mudança depois do Benfica-Sporting, razão por que, com outros consócios, fiquei à porta da Rua de Camões, onde a Casa esteve instalada nos últimos anos. Ter-se-ia imposto uma melhor divulgação da mudança de instalações... que só na passada semana foi finalmente actualizada no nosso site...

3. Admitamos que João Capela não assinalou duas grandes penalidades no Benfica-Sporting. Mesmo assim, o Benfica ainda tem saldo negativo neste Campeonato: foi mais prejudicado (em dois jogos - quatro pontos) que beneficiado (um jogo - dois pontos). Bem ao contrário do Sporting, beneficiado numa série de jogos... incluindo o desta última jornada. Quanto ao FC Porto, que ao longo de anos e anos teve os árbitros na mão (e ainda agora há dúvidas relativamente a alguns...), não tem qualquer moral para falar. E nunca vi ou ouvi o comentador Rui Santos, que agora vem falar em 'Liga Capela', escrever ou falar em 'Liga Proença', por exemplo...

4. Soma e segue. Infelizmente. A (triste) actuação dos No Name no Benfica-Sporting custou ao Clube mais 12.750 euros, ou seja, a quota de 1062 sócios. Ao longo do campeonato já vão 130.128 euros. Estiveram 10.844 sócios a pagar as suas quotas para isto. Já sem falar nos 72 mil euros de multas da UEFA só esta época. Volto a perguntar: até quando?"

Arons de Carvalho, in O Benfica

Humildade

"Quatro pontos de avanço, a escassas três rondas do termo da competição, ficam bem ao Benfica, na antecâmara do título nacional. A trajectória tem sido fulgurante, também na Taça de Portugal, projectando uma "dobradinha" que o nosso Clube não consegue há mais de duas décadas.
Nesta altura, vive-se uma atmosfera de euforia nas hostes "encarnadas". Sem qualquer derrota nas provas domésticas, o Benfica tem patenteado uma superioridade inequívoca, de resto aceite até por alguns dos seus habituais opositores ou mesmo detractores. O entusiasmo faz todo o sentido, é contagiante, é estimulante, é excitante. Ainda assim, tal como insistentemente têm referido os principais responsáveis, em particular o presidente, Luís Filipe Vieira, e o treinador, Jorge Jesus, importa não subestimar os antagonistas (Estoril, FC Porto, Moreirense e V.Guimarães) e cultivar humildade.
Que também fica bem ao Benfica. A luta, em particular com o rival do Norte, vem sendo titânica. Em desespero, do Dragão disparam-se atoardas com o fito de inquinar o previsível desfecho das competições. Com elevação, mas também com firmeza, a estratégia tem sido denunciada, tem sido desmontada. O Benfica não marca só (muitos) golos no campo, marca também (muitos) golos nas palavras.
Sem sobranceria, sem jactância, sem triunfalismo exacerbado, esta temporada pode ficar nos anais do Clube como uma das mais saborosas e produtivas. Pode e vai ficar, certamente. Da mesma forma que se prova à saciedade quão importante é manter a humildade, ao invés de outros que tudo prometeram, inclusive a Liga dos Campeões. Eles pagam a factura da arrogância, nós ganhamos o registo da modéstia. Da modéstia vitoriosa e convincente."

João Malheiro, in O Benfica

Praia à vista

"No momento em que esta edição chegar às bancas, já será conhecido o desfecho da meia final da Liga Europa. Já saberemos se o Benfica regressou a uma Final, 23 anos depois de Viena, ou se, pelo contrário, se quedou por uma presença honrosa - que, em condições normais, será suficiente para na próxima temporada nos colocar como cabeça-de-série do sorteio da Fase de Grupos da Champions League, e como brilhantes sextos classificados no ranking da UEFA, apenas superados por Barcelona, Bayern de Munique, Real Madrid, Manchester United e Chelsea.
Independentemente do que a frente europeia nos tenha reservado, o principal objectivo da temporada (a conquista do Campeonato) está cada vez mais perto de ser atingido. Há umas semanas atrás, nestas mesmas páginas, referi ser minha convicção que cinco vitórias consecutivas seriam suficientes para, senão festejar o título, pelo menos encomendar as faixas. Essa série de cinco jogos termina justamente na próxima segunda-feira, quando, no nosso Estádio, recebermos uma das grandes revelações da época: o Estoril-Praia.
Caso consigamos ultrapassar esta etapa - cuja dificuldade, para além do valor do adversário, encontrará razão no desgaste do jogo com o Fenerbahçe, e de toda a época cada vez mais longa -, entraremos no Estádio do Dragão com uma vantagem que nos põe a salvo, quer de uma noite menos conseguida, quer dos subterfúgios a que o FC Porto recorre quando vê as coisas escaparem ao seu controlo (chamem-se Proenças, Casagrandes ou bolas de golfe). Pelo contrário, uma escorregadela diante do Estoril deixar-nos-á à mercê de todos esses factores, podendo pois dizer-se que - segunda-feira sim - estamos perante 'o' jogo do título. Importa deste modo perceber a relevância da ocasião, e criar uma onda de apoio capaz de, a partir das bancadas, ajudar a equipa a chegar à vitória. Um Estádio cheio será a força suplementar que, depois de tanto mar (como dizia Chico Buarque), nos conduzirá à terra prometida e ao cheiroso alecrim da festa."

Luís Filho, in O Benfica

Acreditar


Benfica 1 - 1 Estoril

Aconteceu o que eu temia à bastante tempo, logo uma semana depois de eu ter passado para o clube dos optimistas!!!
Foi notório desde dos primeiros minutos, que fisicamente a equipa estava de rastos. Hoje, não faltou atitude, bem pelo contrário, os jogadores deixaram tudo em campo, mas quando o cansaço se acumula, as pernas não respondem, e até a cabeça deixa de funcionar da melhor forma, e as decisões mais óbvias, tornam-se complicadas. A equipa não tremeu, na perspectiva do título: os jogadores mais rápidos não tinham mudança de velocidade, perdíamos os ressaltos, perdíamos quase todos os duelos físicos, defensivamente e ofensivamente.


Também já o disse: mais vale um jogador fresco, do que um jogador, potencialmente melhor, mas cansado. Hoje, o Ola John e o Rodrigo tinham que ter sido titulares. E mesmo o Carlos Martins (com toda a sua estupidez) podia ter jogado de início. A saída do Melga também foi um erro, o Nico que estava completamente de rastos, e inconsequente, ele é que tinha que ter saído, e para jogar na esquerda o Ola tinha sido melhor opção. O Rodrigo devia ter entrado para o lugar do esgotado e desinspirado Lima. E com a expulsão, com o Matic de rastos, o Aimar tinha que ter entrado...


O jogo seria sempre difícil, o Estoril é uma equipa organizada, teve 11 dias para preparar este jogo (enquanto o Benfica nos últimos 12 dias fez 4 jogos, muito intensos!!!), para o Benfica ser feliz, tínhamos que ser eficazes, e não fomos... alguns dos falhanços foram aberrantes, para dificultar as coisas, ainda resolvemos oferecer um golo ao adversário (que depois de ver na televisão, parece-me que o Licá está em fora-de-jogo, e apesar de não tocar na bola, tem influência no lance, não ilibando o Artur), que só depois, em vantagem, e em superioridade numérica, criou oportunidades claras de golo, antes disso, a defesa ia com dificuldade é verdade, ia controlando. O Artur este ano com os Corruptos, na Choupana e hoje, já vale -6 pontos (se fosse o Roberto?!!!), o Melga na 1.ª jornada, também ofereceu 2 golos ao Braga (além do serviço do Soares Dias), tem sido sina esta época perder pontos em jogos onde sofremos golos com erros individuais perfeitamente escusados...
O apitadeiro sem lances muito polémicas, fez aquilo que todos os Frutados experientes sabem fazer: controlar o jogo no meio-campo.: Sempre que o Benfica tentava sufocar ofensivamente o adversário, lá vinha o apito salvador, que dava para respirar; o critério apertado dos amarelos, tanto por protestos - o Carlos Eduardo nesse aspecto devia ser inimputável -, como por por entradas para travar contra-ataques só foi apertado para o burro do Carlos Martins; no livre do Cardozo, afastou-se rapidamente da barreira, 8 metros de distância foi mais do que suficiente; e ainda teve direito a brinde, quando já nos descontos mostra o amarelo ao guarda-redes do Estoril, por fazer aquilo que andava a fazer desde do 1.º minuto de jogo!!!


Não me passa pela cabeça, o Jesus não renovar (por vários anos... creio mesmo que já houve assinatura de contracto...), mas hoje esteve mal. O problema é que neste momento o Benfica já devia ser matematicamente Campeão. Na pior das hipóteses, o jogo com os Lagartos deveria ter sido o jogo do título (matematicamente). E só estou a contabilizar os roubos descarados, para estas contas não entra os treinos amigáveis, com resultados combinados, como por exemplo tivemos nesta jornada na Choupana: enquanto o Benfica tem 30 batalhas para ganhar, pars os Corruptos, mais de metade dos jogos, são autênticos passeios...


O fantasma 'Peseiro' vai ser recordado esta semana recorrentemente, nem que seja só para pressionar mais: aviso desde já, que não tem comparação. Ninguém acreditaria que o Benfica neste momento da época tivesse nesta situação após a pré-época, ninguém. A época tem sido extraordinária, e será no mínimo, boa...
Para os próximos dias, é preciso calma e confiança... e muito descanso, mais do que o Jorge Sousa (que vai ser de certeza o árbitro...), mais do que o ambiente terrorista que vai ser montado, o Benfica tem que fisicamente recuperar as forças... sem o Enzo (?!) (e sem o Carlos), provavelmente será o André Gomes o escolhido, espero que a opção seja só por um avançado com o Nico (fresco) nas costas... mas mais importante do que tudo isto, é a recuperação física, e o acreditar, dos adeptos e dos jogadores.
Recordo que os últimos 2 campeonatos que vencemos, não foram em competição directa com os Corruptos. Temos que recuar aos anos 90 para termos vencido em compita directa com os Corruptos. Quem não compreender este facto, não sabe em que País vivemos.

domingo, 5 de maio de 2013

Só mais uma !!!


Benfica 70 - 50 Ovarense
18-6, 12-16, 20-15, 20-13

Hoje, a diferença pontual foi menor, porque a meio do 2.º período  os árbitros desataram a marcar faltas ofensivas às nossas penetrações, e isso enervou a equipa, e obrigou o Benfica a mudar de estratégia, apostando em demasia nos lançamentos exteriores. Passado essa paranóia/perseguição arbitral, o jogo voltou ao normal, e o Benfica voltou a afastar-se... Isto é algo que acontece muitas vezes no Basket: devido à subjectividade inerente à marcação de faltas no Basket, muitas vezes, os árbitros acabam por proteger os mais fracos, numa suposta forma de manter os jogos nivelados!!!
Esta fase acabou por não ter impacto no resultado final (a Ovarense chegou a estar 'somente' a 4 pontos), porque o Benfica, durante toda a partida, demonstrou sempre uma boa atitude defensiva...
Só falta mais uma vitória para carimbar a passagem à final.

Juniores - 12.ª jornada - Fase Final


Guimarães 1 - 2 Benfica

Mais uma grande vitória, num campo sempre difícil, com mais dois golos do Dino - eu avisei que com a lesão do João Gomes, o Dino era a melhor opção para ponta-de-lança!!! -, confirmámos a candidatura ao título nacional. Com a derrota do Sporting no antro Corrupto - os Corruptos marcaram ao minuto 95, num jogo que devia ter tido 3 minutos de compensação!!! -, ficámos à frente isolados. No próximo fim-de-semana, em caso de vitória na recepção aos Corruptos, somos Campeões. Em caso de empate adiamos tudo para a última jornada, mas ficamos só a depender de nós, na deslocação a Vila do Conde... Reafirmo: se temos começado esta Fase Final, a jogar com todos os jogadores disponíveis, já éramos Campeões.

Benfica.......26
Corruptos.....25
Sporting.......23
Rio Ave........16
Braga..........14
Guimarães.....9
Setúbal........8
Nacional.......6

Iniciados - 4.ª jornada - Fase Final

Gafanha 0 - 1 Benfica

Sporting........12
Benfica.........6
Corruptos.......3
Gafanha.........3

Benfica no feminino !!!


Duas grandes vitórias no Feminino este fim-de-semana, no Universo Benfica: o título de Campeãs Nacionais da 2.º Divisão no Basquetebol, e a vitória na Supertaça da AFL no Futsal, completando o pleno nesta época...
As modalidades colectivas femininas, são muito pouco apoiadas em Portugal, e têm pouca visibilidade, a política nos últimos anos no Benfica tem sido em sentido contrário. Além destas duas secções, destaco o Rugby, com muitas vitórias, e mais recentemente o Hóquei... Falta o Futebol!!!


Marca Jesus

"Quando Jorge Jesus assumiu o cargo, os benfiquistas torceram o nariz, não pela capacidade ou provas dadas, mas por mero preconceito social. Preferiam o perfil elegante, cosmopolita e bem-falante de um Quique qualquer e sentiam-se ridicularizados pela figura glosada em todos os programas de humor. O futebol encarnado era então gerido de forma caótica, à mercê de todo o oportunismo e de gritante incompetência, intervalado episodicamente pelo génio de Trapattoni.
Quatro anos passados, Jesus é reconhecido como o mais consensual, o mais genuíno, transparente e intelectualmente honesto dos treinadores. Não procura ser mais importante do que é, não apouca o trabalho dos colegas, embora não fuja dos confrontos e polémicas, respeita os jogadores adversários e não se refugia atrás dos pés de microfone ou debaixo das batinas directivas. Uma personalidade rara no meio.
E, por isso, hoje os benfiquistas orgulham-se do seu treinador popular e do jogo ambicioso e ofensivo que promove a cada semana. Até surpreende que nem as pastilhas elásticas, nem as cabeleiras fartas, nem a pronúncia saloia tenham despertado os gurus da publicidade associada à maior marca nacional, como há 30 anos a horrível Macieira se soube vender através do panamá de Eriksson.
Jesus construiu em quatro anos o mais valioso dos patrimónios pessoais, uma marca que perdurará, talvez só comparável a um Pedroto ou a um Artur Jorge.
Em tempo de assédio sem fronteiras, pode imaginar-se que vai chegar o momento em que seja tentado por algum convite de campeonatos mais fortes. Se nem treinadores comodamente sentados em cadeiras de sonho foram capazes de resistir, o que faria Jesus perante o desafio de uma carreira internacional? Maduro, inteligente e com perspectiva  devia preferir continuar a desenvolver a sua figura à dimensão do universo encarnado e acabar por tornar-se no maior treinador da história do clube. Místico agora, mítico na história."

Glória e sermão

"O Benfica foi Benfica. Jogou à Benfica e ganhou à Benfica (...) O Benfica é uma tatuagem que se colou à epiderme da nossa Pátria.

1. O regresso à glória. Em glória. Foi isso que todos nós os que estivemos no dia 2 no Estádio da Luz sentimos. Um ambiente fantástico. Um entusiasmo sem limites. Uma vontade colectiva inquebrantável. O Benfica foi Benfica. Jogou à Benfica e ganhou à Benfica. Grande parte da Nação Portuguesa viveu o entusiasmo há tanto tempo esquecido. Em Lisboa, no Porto, em Faro, nas Ilhas, em Luanda ou em S. Tomé, no Maputo e em Paris, nos cafés belgas e até em bares islandeses. Em todos os cantos do mundo onde há portugueses. Realmente, por muito que custe aos nossos adversários, o Benfica é um tatuagem que se colou à epiderme da nossa Pátria. Sejam quais forem as razões históricas. Este é o facto. E, por favor não minimizem o feito alcançado. Ou os outros que virão. Que ninguém esqueça: desprezar as vitórias dos adversários é diminuir-se e menorizar-se a si próprio. O Benfica vai à final da Liga Europa com todo o mérito. E vai para ganhar. O Benfica vencerá a Liga com todo o mérito. O Benfica ostentará a Taça no Jamor com todo o mérito. Por ser a melhor equipa. E por ter sabido construí-la. As arbitragens são pretextos de quem perde. Ou de quem não ganha. Mas, infelizmente, até nesse campeonato vencemos. É recordar a arbitragem, bem francesa, da passada quinta-feira. E sobretudo relembrar os resultados de muitos dos jogos disputados nesta e noutra épocas. Há quem seja assim. E não consiga ter a grandeza de alma para reconhecer o que é patente e inquestionável. É pena que esta negação ocorra no desporto. Mas, como qualquer patologia, sinaliza um mal cuja extensão se aprofundará na exacta proporção em que o Benfica repetir os êxitos que tem alcançado.

2. Ontem, nem nos apercebemos que se comemorou o dia mundial do futebol. Na verdade, a FIFA proclamou este dia em homenagem ao desastre aéreo que, há precisamente 64 anos, destruiu uma das melhores equipas da história do futebol e que conquistara, consecutivamente, e com goleadas impressionantes, o campeonato italiano. Falamos do Torino, uma das grandes marcas do futebol do século XX. E o que é interessante é que a equipa regressava de um jogo particular que disputara, em Lisboa, contra o Benfica, para a despedida de Francisco Ferreira. Em cada 4 de Maio, recordamos o Torino e a cada 2 de Maio os benfiquistas não esquecem a segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus, conquistada em Amesterdão, no Estádio Olímpico, face ao Real Madrid de Di Stéfano - que, curiosamente, anunciou, na passada sexta-feira, que, aos 86 anos, voltará a casar -, Puskás, Santamaria ou Gento. E com os dois últimos golos do Benfica a serem marcados por Eusébio, após uma recuperação em que José Águas, Cavém e Coluna foram determinantes, sem esquecermos todos os outros, de José Augusto a Simões, de Mário João a Cruz, de Ângelo a Germano. E com Costa Pereira a marcar presença sistemática nas primeiras quatro finais em que participámos na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
(...)

4. Por tudo isto, e também em razão de declarações do treinador do Futebol Clube do Porto, Vítor Pereira, recordei um dos sermões mais emblemáticos do Padre António Vieira: o Sermão de Santo António (1654). Também, nessa altura, não tínhamos dinheiro e, também nessa altura, havia uma imensa crise em Portugal. E o Padre António Vieira dizia: «Enfim, que havemos de pregar hoje aos peixes? Nunca pior auditório. Ao menos têm os peixes duas boas qualidades de ouvintes,  ouvem e não falam». Um conselho avisado. Há mais de quatrocentos anos. E que alguns, no futebol, deveriam conhecer, interiorizar e sufragar."

Fernando Seara, in A Bola

A matilha

"A matilha ataca sem tréguas. Atiram os cães de fila para a linha da frente e, entre latidos e rosnados, deixam para trás os que vão uivando com a cauda a abanar na esperança de que o dono atire um ossito à rafeirada.
A matilha não perdoa, ladra incessantemente, desde há duas semanas, porque, ao contrário do que tem sido habitual nas últimas décadas, não têm encontrado diligentes moços de fretes prontos a entregar a encomenda dourada em tom de apito. Uivam com saudades dos que se vendiam em prostíbulos em troca de fruta para dormir ou conselhos matrimoniais.
A matilha não descansa e dá voz, na comunicação social, a rafeiros, rafeirotes e bicheza afim para enviar avisos velados e ameaças deslavadas aos próximos nomeados para arbitrar os jogos do Glorioso. Alguma rafeirada, mais refinada, esconde-se por baixo de uma aparente, e constantemente desmascarada, ideia de “independência” e “imparcialidade”, para lançar a suspeita cobarde e nojenta com a mesma desfaçatez com que cobardemente ajudaram, e ajudam, a encobrir três décadas de crimes de dourados apitos e bem menos douradas agressões chantagens e ameaças. Normalmente, esta frente da matilha tem direito a tempo de antena semanal sem direito a outro contraditório que não seja a sua própria contradição. Só espero sinceramente que os dirigentes do nosso clube não voltem a cometer o erro de dar direito a entrevistas exclusivas dos profissionais do nosso clube a alguns destes cães de fila.
Quanto aos hipócritas que falam em nome de uma verdade desportiva que conspurcam há três décadas só há um tratamento a dar: deixá-los ladrar enquanto a caravana passa em busca do 33º título de campeão."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Benfica contra os ventos da história

"O futebol  é paixão do povo, porque se tornou uma excepção à regra da combinação directa entre a riqueza e o sucesso

Nona final europeia para o Benfica. A curiosidade maior é que acontece ao ano em que o poder político e económico da Alemanha se juntou, com alguma naturalidade, o poder desportivo, com o Bayern de Munique e o Borússia de Dortmund a dominarem ‘autoritariamente’ e a discutirem entre eles o título de campeão europeu.
Ora o Benfica, ao contrário dos clubes germânicos, pertence a um país sobre assistência financeira, um país que os alemães recriminarem por ter um povo que, supostamente, vivia acima das suas possibilidades, embora muito abaixo das condições de vida dos alemães. O Benfica torna-se, pois, num caso de estudo. Aliás, não apenas o Benfica , mas todo o futebol português, onde, apesar das suas grandezas e misérias, há um enclave da vida pública que teima em resistir como sector de notável excelência internacional.
É verdade que um dos maiores factores de sedução popular do futebol é essa espantosa capacidade dos pequenos se poderem confrontar com os grandes, no fundo, um eufemismo desportivo para designar ricos. O futebol é uma excepção à regra da combinação direita entre a riqueza e o sucesso e por isso garantiu a paixão do povo. Porque permite o desafio do poder económico e do poder político, porque recusa a submissão sem luta, a derrota sem combate.
Não deixa de ser curioso pensar que o futebol é um reduto de capacidade, de competência  de valor e de poder da Europa do Sul. Coisa pouca ou, até mesmo, irrisória, dirão muitos. É notório que o futebol não resolve a dívida externa, nem nenhuma das grandes questões de uma sociedade onde a economia manda sobre tudo e todos. Mas se o futebol não tiver, mesmo, importância nenhuma, a verdade é que essa seria uma péssima notícia para países como Portugal, Espanha, Grécia ou Itália.
O futebol pode não ter a importância da economia, que não lhe verá reconhecida suficiente grandeza de indústria, mas não tem a importância da filosofia, que lhe reconhece uma surpreendente dimensão humana. Ora a questão da importância está no conceito. Saber se é mais importante o dinheiro, ou o homem. Dirão os economistas que o mais importante é o dinheiro na mão do homem. Dirão os filósofos que o maior perigo social é precisamente o do homem nas mãos do dinheiro.
O que me parece irrebatível é que um sucesso, ao mais alto nível, de um clube ou de uma selecção nacional de um país que viva subjugado às políticas e aos interesses do poder económico internacional se transforma numa ilha de resistência e ajuda a preservar alguma dignidade nacional, alguma autonomia cultural, alguma consciência patriótica.
Por isso, a qualificação do Benfica para esta final europeia em Amesterdão, não é, apenas, um excelente serviço prestado ao país. Tal como aconteceu com o FC Porto nas suas brilhantes vitórias internacionais. Tal como acontece coma Selecção , quando se consagra entre as melhores selecções  num contexto de dimensão mundial.
Esta nona final do Benfica é, pois, conseguida num momento historicamente adverso. Principalmente, porque os poderes do futebol também se tornaram insaciáveis e, por isso, se deixam cada vez mas seduzir pelos poderes políticos e económicos, criando competições preparadas para o maior lucro possível. Mais uma razão para valorizarmos o sucesso do Benfica. Mais uma razão para o sentirmos como um admirável serviço público prestado a este pobre país emocionalmente arrasado e descrente.
Serão as minhas palavras manifestamente exageradas para a simples dimensão desportiva do feito? Não, não são, porque a dimensão do feito não é meramente desportivo, a não ser aos olhos míopes dos que não vêem mais de um palmo à frente dos seus narizes.

O pior de Vítor Pereira
O pior das recentes afirmações de Vítor Pereira, não é o que ele diz, mas razão pela qual o diz. Um misto de submissão patronal (que não fica bem ao seu currículo de personalidade) e de mau perder (especialmente numa altura em que ainda não perdeu).
Vítor Pereira sabe que mesmo sendo verdade que o Benfica possa ter sido beneficiado por erros de arbitragem no derby, muitos outros jogos do seu clube, deste e de outros tempo, colheram silenciados benefícios idênticos. É uma má regra, mas verdadeira, que os grandes são sempre mais beneficiados do que os pequenos. E o FC Porto também é um grande.

(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Glorioso

"O SL Benfica acaba de se classificar para a final da Liga Europa. Antes já se tinha apurado para a final da Taça de Portugal. E neste momento segue como líder isolado e sem qualquer derrota no campeonato. Isto são factos. E contra factos não há desculpas. Um desempenho deste quilate pode assentar em múltiplas bases e diversos fundamentos. Mas uma coisa é certamente verdadeira; sem mérito próprio jamais seria possível. Nem a sorte íntima ou o azar alheio, nem postes ou traves, nem calendários ou sorteios, nem chuva ou sol, podem explicar um percurso quase imaculado, verdadeiramente sem qualquer falha grave.
E isto numa época que se afigurava assaz difícil, depois de mais outra de insucessos, nomeadamente porque a equipa se viu de repente privada de dois jogadores até aí detentores de uma importância não apenas relevante mas de facto tão nuclear quanto evidente: Javi Garcia e Witsel. Ora, a verdade é que sucedeu que não só foram bem substituídos como se regressassem hoje de certeza que sentiriam muitas dificuldades em recuperar o posto que antes lhe pertencia. A isto acresce sobremaneira a circunstância de o clube não ter precisado de realizar novos investimentos adicionais para colmatar tais brechas, uma vez que as soluções foram encontradas em casa: Matic, com uma época notável, e Enzo Pérez, o símbolo maior das mais improváveis das adaptações. A cereja no topo do bolo foi a categórica revelação de dois atletas de elevado potencial: André Gomes e André Almeida., este último utilizado como médio mas também nas duas laterais – e sempre de modo convincente. Como se não bastasse, já a corrida tinha recomeçado quando desferiu contra o seu rival um tiro de surpresa e que se viria a revelar decisivo – a contratação de Lima.
Por tudo isto, vénia ao SLB."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

Tenham cuidado, ele é perigoso…

"Portugal está em festa, em particular os benfiquistas. Está conseguida a final europeia que fugia aos encarnados há 23 anos. Muito mais que a imagem de Jorge Jesus a gritar para dentro de campo ao ponto de fazer cair a pastilha, apanhando-a num movimento contínuo (sem olhar, revelando instintos notáveis e ilustrando bem o facto de tudo estar “controlado” pelo técnico encarnado na última meia-final… até uma pastilha mais viva), há momentos do jogo que marcam e justificam melhor o motivo de festim por parte das hostes encarnadas.
Aconteceram aos 36, 67 e 80 minutos do jogo que serviu de acesso à final da Liga Europa 2013, ante o Fenerbahçe e só tiveram um protagonista: Óscar Cardozo. Os momentos dos golos têm de ser assinalados pela frieza, a calma e a técnica aplicada pelo paraguaio nas execuções que coloriram o marcador a favor dos encarnados, o outro momento é destacado pelo facto de ser notória a quebra física do “Tacuara” que se deitou no chão abatido pelas cãibras. Sinal do esforço, da entrega e dedicação de um jogador que muitas vezes fora criticado pelo facto de não ter tais características. Sinal do crescimento do avançado benfiquista. 
Desde a mão de Jesus, passando pela concorrência interna (Rodrigo e Lima, não tendo as mesmas características do Tacuara, são dois excelentes avançados-centro), acabando na simplesmente explicação da evolução natural de jogador, há muitos factores que podem apontar para a evolução de um dos melhores homens-golo que a Luz já conheceu (números são factos, e o número de golos que ele já leva tem de ser assim interpretado, sem qualquer tipo de subjectividade).
Antes da época que corre, apesar de ter merecido a distinção de melhor marcador do campeonato por 2 vezes e de garantir pelo menos 20 golos por temporada, o Tacuara era assobiado constantemente pelos adeptos e criticado bastas vezes na comunicação social. Parecia muitas vezes alheado do jogo, à espera que a bola lhe chegasse aos pés para a fazer beijar as redes e ser dono e senhor do protagonismo, tinha uma postura bastante posicional, deslocando-se poucas vezes da sua àrea de “jurisdição”, e parecia suar pouco uma camisola que é frequentemente designada por “manto sagrado” pelos adeptos encarnados (e que, portanto, tem de sair de campo com as marcas da alma - esforço e suor - de quem a veste).
Desde o início da época 2012/2013, foram aumentando gradualmente as deslocações às alas para tabelar com os colegas, as viagens a terrenos mais recuados para vir buscar jogo e lançar ataque (!) e até a confiança que os seus companheiros têm na sua … velocidade, tamanhas são as solicitações para a “corrida de Cardozo”.
Ganhou características novas e não perdeu a frieza na hora de facturar, pelo contrário, até a apurou com remates decisivos a pôr a mente sobre o coração, a técnica sobre a força - sinal evidente do equilíbrio mental que terá ganho.
É agora um avançado mais completo, mais apetrechado de características que o colocam, agora sim!, entre a nata mundial dos “bombardeiros”. Para os companheiros, é um jogador solidário e disponível com quem dá gosto jogar, para os adversários é uma dor de cabeça constante pela eficaz exploração dos seus pontos fortes e o desenvolvimento de novas características que o toram ainda mais… perigoso!"