Últimas indefectivações

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Para ganhar


"O Benfica inicia hoje a participação na nova fase de liga da Liga dos Campeões de futebol. A partida no reduto do Estrela Vermelha tem início marcado para as 17h45. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Ambição
Bruno Lage assume que o objetivo da equipa passa pela conquista dos três pontos: "O mais importante é estarmos confortáveis, para fazer um bom jogo e vencer. Que a equipa tenha uma estratégia ambiciosa e com o desejo de vencer. A ambição da equipa que ganhou o último jogo tem de estar presente neste desafio."

2. Focados em vencer
Florentino salienta o objetivo: "Ganhar todos os jogos, pontuar e fazer o máximo de pontos possível para estarmos na próxima fase."

3. Um jogo especial
Filipovic, glória do Benfica e do Estrela Vermelha, antevê a partida e partilha o que sente sobre o embate de dois clubes que representou.

4. Informação aos adeptos
Notas importantes dirigidas aos Benfiquistas presentes em Belgrado para apoiar a equipa.

5. O sonho do Miguel
Uma iniciativa conjunta da Fundação Benfica e do Futebol Profissional.

6. Na frente da eliminatória
A equipa feminina de futebol do Benfica venceu, por 1-2, o Hammarby na 1.ª mão da 2.ª ronda de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. 
Na opinião de Filipa Patão: "As nossas jogadoras foram irrepreensíveis no papel que tiveram de fazer durante este jogo. Conseguimos uma vitória muito importante."
O segundo encontro é na próxima quarta-feira, às 20h00, no Benfica Campus.

7. Triunfo na UEFA Youth League
O Benfica venceu, por 1-2, na visita ao Estrela Vermelha.

8. Na final
O Benfica ganhou, por 89-88, ao Rilski Sportist, campeão da Bulgária, nas meias-finais da ronda de acesso à fase de grupos da Basketball Champions League.

9. Outros resultados
Na 1.ª mão da 1.ª ronda de qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões de voleibol, o Benfica foi derrotado, por 3-1, no reduto do CV Guaguas.
A equipa feminina de hóquei em patins goleou, por 11-0, o Criar-T em jogo relativo à 3.ª jornada da 1.ª fase da Taça Professor João Campelo.

10. Mundiais de futsal e de hóquei em patins
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica nos Campeonatos do Mundo de futsal (masculino) e hóquei em patins (masculino e feminino).

11. Revisão dos Estatutos
Jaime Antunes, vice-presidente do SL Benfica, João Pinheiro, membro da Comissão de Revisão dos Estatutos, e Guilherme Fontes, membro da Direção do Movimento Servir o Benfica, debateram, na BTV, a revisão estatutária do Clube.

12. Fundação Benfica
Nos últimos dias procedeu-se à entrega de bens essenciais a corporações de bombeiros.
E está apresentada a seleção portuguesa de futebol de rua que participa no Mundial organizado na Coreia do Sul.

13. Casa Benfica Faro
Conheça esta embaixada do benfiquismo que leva 30 anos de serviço ao Benfica."

Observador: E o Campeão é... - Benfica na Champions? “É arrancar com tudo”

Zero: Saudade - S03E02 - O Benfica no inferno de Prosinecki e Savicevic (antes de D10S)

Zero: Tema do Dia - O que esperar de Portugal na fase decisiva do Mundial de Hóquei

Terceiro Anel: Diário...

Observador: Três Toques - O campeonato começa, a dança de treinadores também

Rabona: The TRUTH about Brazil's stunning DECLINE

Zero: Reactzz - S02E02 - Como deviam ser os Olímpicos!

Segunda Bola


Inevitável, parte II


"Intitulei a minha última crónica assim - Inevitável - para qualificar a demissão de Schmidt. Escrevi então que o Benfica precisava de um treinador português que jogasse com dois avançados, um médio criativo, extremos a “ir à linha” e se emocionasse no banco. Destas, só falhei os avançados, ainda que Di María (que golo!) e Akturkoglu (que estreia!) se tenham muitas vezes juntado a Pavlidis.
O “médio criativo” foi o melhor em campo (este é o Kokçu da Holanda) e Lage conquistou os adeptos, não parando um segundo no banco, gesticulando, incentivando e “entregando-lhes” no final a vitória…inevitável, pois a distensão do ambiente, a comunhão entre equipa e adeptos (a homenagem do início do jogo que “distraiu” Otamendi no golo do Santa Clara também ajudou) e, o mais importante, a reconquista de confiança pelos jogadores.
Como tenho escrito, o problema do Benfica é sobretudo psicológico e a “nova energia” que Kokçu referiu no final do jogo não é mais do que simples distensão... Inevitável, assim, acreditar que o Benfica irá estabilizar um modelo em que os metros à frente do dez turco parece ser a medida de fundo com mais impacto e voltar a ser uma equipa temível.
Mas, inevitáveis serão também, e Lage sabe disso, as dificuldades, as críticas e até os assobios que aí virão, porque a época é longa e os problemas não foram todos resolvidos. Será nestas alturas que Bruno Lage e os jogadores mais precisarão daqueles que sábado os aplaudiram de pé. Vamos a isso, porque “isto” só agora começou e o que interessa é sempre como acaba."

E que tal sexo por objetivos?


"Em Espanha já se discute o contrato de «consentimento sexual» e as cláusulas sobre violação 'acidental'. E eu entro na discussão, num texto a atirar para o científico mas que falhou por manifesta falta de pontaria.

A denúncia foi feita por Miguel Galan, presidente da Escola Espanhola para a Educação de Treinadores: diversos jogadores de futebol estão a recorrer a contratos de consentimento sexual para evitarem processos judiciais. O documento, de três páginas, exige que as partes se identifiquem e detalha ao pormenor as práticas sexuais que são permitidas e aceites pelos parceiros. A dar brado está a secção apelidada de violação acidental, considerando-se um «mero acidente» a «atividade sexual na qual possa acontecer um movimento rápido ou de julgamento prejudicado, onde passa ocorrer penetração em orifício não disponível por uma das partes do contrato». Não sei se as narinas ou os ouvidos entram na equação, mas desde já abro as hostilidades, já que, neste tipo de debates, mais do que a crítica ou o silêncio é a gargalhada a melhor arma.
O que me surpreende neste caso não é a parvoíce do homem (se por algum motivo extraordinário este texto for escolhido para integrar algum manual de português, desde já aviso os alunos que usei dois eufemismos: «parvoíce» e… «homem»). Em matéria de sexo, muitos homens ainda não chegaram a Homo Sapiens. O que me choca mesmo é haver mulheres que assinam, pedras preciosas que aceitam ser pechisbeque nas mãos de quem não distingue um diamante de um calhau. E também me surpreende que haja quem tenha de preencher um formulário, discutir todos os pormenores do ato sexual, ler as chamadas letras pequeninas do contrato, assinar e, depois desta canseira, ainda tenha vontade… E seria útil contratar um advogado para estar no quarto a aferir da correta aplicação das cláusulas.
E já que é para o disparate – insisto no eufemismo – por que não um contrato sexual por objetivos? Sempre se premiava o desempenho. E se a parceira já for comprometida, seria de bom tom discutir um contrato de empréstimo. Com ou sem opção de compra... Ou pagar a cláusula de rescisão…
Se fosse mulher, só assinava com a seguinte cláusula: «Considera-se um mero acidente a atividade sexual na qual pode acontecer um movimento rápido de uma mão que se cola com violência numa das faces do primeiro outorgante, ficando o autor do gesto isento do pagamento dos implantes dentários que forem necessários colocar».
Aos homens que têm tanto medo de errar no «orifício» - citei o contrato - mais uma aula de português: na cama, a palavra «não», por absurdo que possa parecer, quer dizer… NÃO. E aconselho uma experiência radical, que pode até custar a entender, mas vale a pena tentar: não é obrigatório ir para a cama com alguém que acabámos de conhecer; convidar para um jantar, conversar, ser cortês, oferecer presentes e deixar a relação acontecer naturalmente é muito mais seguro e recompensador. Último conselho: é de macho assumir-se as consequências dos atos; é de Homem evitar que isso aconteça.
Conservador? Sou, sim. Não no sentido de ser retrógrado ou avesso à mudança. Um conservador, no verdadeiro sentido, é alguém que conserva práticas ou valores que provaram dar resultado ao longo dos tempos. O respeito pelo outro e por si próprio está no topo. E para isso não é preciso contrato."

Entre o apoio e a pressão – o papel dos pais no Desporto


"Uma nova época desportiva está no seu início e nunca é demais relembrar que prática desportiva é incentivada em toda e qualquer idade, mas na infância contribuí para desenvolvimento individual nas dimensões físicas, cognitivas, emocionais e sociais. Mas para que o desporto cumpra a sua missão na vida destas crianças é necessário que os pais adotem uma conduta também ela adequada a esse mesmo desenvolvimento, principalmente no que ao desenvolvimento emocional e social diz respeito.
O envolvimento parental no desporto pode ser tanto um fator facilitador quanto um obstáculo para o desenvolvimento e sucesso dos jovens atletas, dependendo da forma como as expectativas e a pressão são geridas. Muitas vezes, ao querer o melhor, os pais escolhem modalidades com base nas suas próprias perspetivas, sem permitir que as crianças experimentem diferentes opções. A infância é uma fase de descoberta, e as crianças devem ter a liberdade de explorar várias modalidades, independentemente do talento. A criança não tem de treinar para no futuro ser uma estrela, ser o melhor ou ser profissional, isso pode nunca acontecer, mas o deporto continuará a cumprir a sua função, desenvolvimento de competências. O desporto deve ser visto como uma forma de promoção autodesenvolvimento e felicidade, e cabe aos pais controlar as suas expectativas, promovendo um ambiente positivo e sem pressão para resultados, onde as crianças possam crescer e aprender a gostar do desporto sem sentirem que estão sob pressão constante para atingir resultados ou expectativas muitas vezes irreais.
Deixam-se três estratégias base para que pais e educadores possam melhorar o seu desempenho nesta função no que ao desporto diz respeito:
1. Adotar um discurso que encoraje a prática desportiva, que enfatize a diversão e a melhoria contínua em vez da vitória, que valorize a autonomia em vez dos resultados.
2. Os pais devem moderar as suas expectativas em relação ao talento e sucesso dos filhos, adequá-las à sua idade, devem valorizar o esforço, a atitude e o progresso ao longo do tempo, em vez de focar apenas nos resultados.
3. Os pais devem evitar criticar negativamente o desempenho desportivo dos filhos ou compará-los com outros atletas. As críticas constantes ou comparações com colegas podem gerar sentimentos de insegurança e frustração e ter um impacto negativo na motivação da criança e na sua autoestima podendo trazer problemas a médio e a longo prazo na sua autoconfiança e saúde mental."

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Vantagem...

Hammarby 1 - 2 Benfica
Prieto, Norton


Remontada, com excelente atitude, contra um adversário muito complicado, muito físico, que nos deu muitos problemas!!!

Este Sorteio, foi mais uma vez, desgraçado! As Campeãs Suecas, jogam com muita intensidade, muita força, e muitas faltas... o Benfica entrou a tentar jogar 'bonito', mas só depois do golo Sueco, é que acordámos para a vida, e começamos a meter o pé e o corpo em tudo o que mexia!!! O sintético não ajudou, mas ninguém pense que a qualificação para a Fase de Grupos está garantida, o jogo da 2.ª mão será igualmente complicado, o empate chega, mas vamos ver se a Christy recupera...!!!

A 2.ª boa notícia da noite, foi a presença do Jody no banco: finalmente!!!

Dar a volta...


Guaguas 3 - 1 Benfica
27-25, 25-20, 21-25, 26-24


Está complicado, os espanhóis só precisam de vencer 2 Set's na Luz para passar!!!
Por um lado, não me 'chateia' o Benfica ir à CEV Cup, em vez da Champions, pois na Champions tem sido derrotas atrás de derrotas, mas nunca sabe bem não ganhar!

Nota-se que ainda estamos na pré-época, num plantel com algumas contratações, que provavelmente irão ser 'titulares' no final da época!

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Estrela Vermelha...

O Cantinho Benfiquista #184 - The 'Magic' of Champions League

AG do Benfica: os pontos mais importantes para sábado


"- O artigo 4.º, n.º 2 vem prever expressamente a possibilidade de constituição de sociedades anonimas desportivas para desenvolvimento de várias modalidades do Clube, sempre com o SLB como sócio maioritário (de forma direta ou indireta).
- Em termos de representação do Clube na Administração da SAD do Futebol (e respetiva Comissão executiva, quando exista), a proposta vem prever a obrigatoriedade de o Presidente do Conselho de Administração e da Comissão Executiva ser um elemento da Direção (presidente ou vice presidente).
- Os artigos 7.º ao 14.º reforçam e detalham a importância da simbologia no Sport Lisboa e Benfica, propondo como hino oficial o Ser Benfiquista.
- Em termos de categorias de sócios destaca-se a possibilidade de o sócio correspondente passar a sócio efetivo mantendo metade da sua antiguidade (o que anteriormente não sucedia). Ou seja, a título de exemplo, um sócio correspondente há 10 anos, quando passa a sócio efetivo, terá uma antiguidade de 5 anos (artigo 18.º, n.º 2 da proposta).
- Ainda em termos de sócios e de forma simbólica, diríamos, foi alargada a actualização automática em caso de vacatura até ao sócio 500 (o que sucede atualmente apenas até ao sócio 50). Em suma, e sem eufemismos, uma vacatura neste caso ocorrerá certamente por falecimento de um sócio, permitindo assim aos sócios mais antigos a renumeração automática, com o valor emocional que tal acarreta (artigo 21.º, n.º 3 da proposta e 15.º, n.º 3 dos actuais estatutos).
- O artigo 25.º aborda um dos temas mais discutidos entre os sócios, o direito de voto dos sócios. Em concreto, o número de votos em função da antiguidade enquanto sócio do SLB (no atual estatuto previsto no artigo 51.º). Sistematizando, os sócios até 5 anos de filiação passam a ter 3 votos (atualmente têm apenas 1), sócios com mais de 5 e até 10 anos passam a ter 10 votos (atualmente têm 5), mantendo-se no mais inalterado em relação aos 20 e 50 votos.
- Outro ponto que merece destaque foi a densificação do direito à informação por parte dos sócios, concretamente no artigo 26.º da proposta. Em termos de regime financeiro, o artigo 43.º da proposta prevê que se o orçamento não for aprovado, terá de ir a aprovação formal pela Direção com parecer do Conselho Fiscal.
- No que respeita ao relatório e contas, temos uma solução de grande inovação em relação ao atualmente existente. A proposta apresentada no artigo 45.º prevê que se o relatório e contas não for aprovado, poderá ser alvo de nova AG para a sua aprovação no formato tradicional com as correções que a Direção entender necessárias e parecer do Conselho Fiscal. Em alternativa, a Direção poderá requerer nova votação em AG que funcionará de imediato e durante todo o dia, sem discussão. Qualquer que seja a opção da Direção, se o relatório e contas (relatório de gestão e contas do exercício) não for novamente aprovado, a Direção fica automaticamente demissionária e serão marcadas eleições no prazo de 45 dias para a eleição de nova direção até ao final do mandato que falta cumprir (mantendo-se os demais órgãos em funções) (artigo 45.º, n.º4 da proposta).
- O artigo 44.º veio permitir a votação das contas consolidadas do grupo Empresarial Benfica, sem, contudo, que tal tenha uma consequência formal, ao invés do supra mencionado (nem o poderia, de facto).
- Outra proposta de alteração com significativo impacto é a prevista no artigo 48.º, n.º 2 da proposta, onde se prevê que as eleições (através de regulamento eleitoral a aprovar) contemplem obrigatoriamente o voto físico depositado em urna (apenas sendo possível o voto eletrónico se todas as candidaturas estiverem de acordo).
- No que respeita à limitação de mandatos, o artigo 50., n.º 1, alínea b) da proposta impede que concorra à presidência do mesmo órgão quem tiver exercido a presidência de forma ininterrupta durante os últimos três mandatos anteriores. Em suma, nada impede que concorram à presidência de outro órgão.
- Um ponto essencial da proposta de alteração prende-se com as condições para concorrer à presidência de qualquer um dos três órgãos sociais: 15 anos de sócio efetivo ininterrupto e a idade mínima de 35 anos, sendo atualmente de 25 anos de sócio efetivo ininterrupto (o que coloca a idade mínima nos 43 anos).
- Um outro ponto que considero relevante é a proposta de alteração do número de votos para convocar uma assembleia geral extraordinária, passando para 15.000 votos (sendo que atualmente são 10.000), encontrando-se previsto no artigo 61, n.º 3.º da proposta (atualmente previsto no artigo 53.º dos estatutos em vigor).
- Realce também para a aprovação do Código de Ética e Boas Práticas, a apresentar pela Direção (artigo 58.º, n.º 1, al. n) da proposta) e aprovado pela AG.
- Outro ponto de destaque na proposta de alteração prende-se com a possibilidade de remuneração dos elementos da Direção, prevista no artigo 68.º da proposta de estatutos, seguindo-se algumas regras referentes a essa temática, incluindo a criação da comissão de remunerações.
- Doutro passo, na proposta apresentada a figura das entidades coadjuvantes desaparece, sendo substituída pela designação de Órgãos Estatutários, mantendo-se o Plenário dos Órgãos Sociais, desaparecendo a figura do conselho estratégico e criando-se a comissão de remunerações (atual artigo 67.º e artigo 75.º da proposta).
- Quanto a esta comissão de remunerações, será composta por 5 membros e eleita em lista conjunta com os restantes órgãos sociais, sendo apenas passível de ser destituída pela AG (artigo 58, n.º 1, alínea b) da proposta).
- Um outro ponto referente a votos diz respeito às casas e filiais, onde a proposta apresentada no artigo 82.º, n.º 5 prevê o número de votos em função da antiguidade do funcionamento ininterrupto da casa em questão, copiando em termos de direitos o previsto para os sócios em função da sua antiguidade. Quanto às filiais, deixam de ter direito de voto. De relembrar que, nos estatutos em vigor, todas as casas têm direito a 50 votos e as filiais direito a 20 votos (artigo 52.º dos estatutos).
- Refira-se também que no artigo 88.º da proposta prevê-se o aumento do prazo para nova revisão estatutária, passando para 8 anos (atualmente são 4 anos, previsto no artigo 80.º).
- Por último, em termos de limitações à revisão dos estatutos, a proposta vem acrescentar no artigo 90.º a impossibilidade de rever a obrigação de o SLB titular a maioria do capital social de qualquer SAD. Ou seja, tal alteração não é permitida numa futura revisão. Para que tal sucedesse, teria primeiro de existir uma revisão estatutária que eliminasse esta limitação e só depois poderia existir uma outra revisão que alterasse esta questão."

A revisão de estatutos no Benfica explicada por Gustavo Silva


"No próximo dia 21 de Setembro tem lugar uma Assembleia Geral extraordinária do Sport Lisboa e Benfica, tendo como ordem de trabalhos a revisão dos estatutos.
A última revisão estatutária ocorreu em 2010, com um envolvimento bastante baixo por parte dos sócios, o que é sempre de lamentar. Quase quinze anos volvidos, saúda-se o debate alargado e participado que a presente revisão estatutária tem merecido. Pese embora alguns entropias no processo, a verdade é que este grau de democratização na discussão dos estatutos talvez não encontre paralelo na história do Sport Lisboa e Benfica.
Não obstante, e com vista a uma participação informada do maior número de sócios possível, seria de esperar que (sobretudo) a Direção tivesse conseguido transmitir aos sócios, de forma detalhada, as principais alterações propostas, o racional de cada uma dessas alterações, assim como apresentar uma análise das principais preocupações manifestadas pelos (muitos) sócios que contribuíram com diversas propostas de alteração, bem como de que forma as mesmas foram ou não acolhidas na proposta apresentada pela Direção.
Para além do referido, seria importante que essa comunicação fosse efectuada através de uma linguagem simples e acessível ao maior número de sócios do SLB, a maioria deles não jurista ou versada em questões de natureza estatutária.
O que tivemos foi insuficiente: se por um lado a intervenção por parte do vice-presidente da Mesa em relação à metodologia da AG foi de qualidade e esclarecedora, por outro lado a intervenção de um vice-presidente da Direção acerca das alterações pecou por escassa, deixando por abordar vários pontos fundamentais da proposta global, preferindo um tom mais político e popular, que a situação não recomenda.
Acresce, além do exposto, que tendo em conta a importância do acto e perante uma votação na especialidade, seria expectável que pelo menos em relação à proposta conjunta, fosse efectuada uma apresentação sistemática e articulada das alterações propostas, o que penso não ter sido efectuado até à data.
Nesse sentido, estas linhas pretendem ser desde logo um auxílio para os sócios, assim como uma análise e uma reflexão à presente revisão estatutária e suas consequências.
Em termos de propostas, foram inicialmente apresentadas três propostas globais: uma da Direção, outra conectada com o Movimento Servir o Benfica (encabeçada pelo sócio Francisco Benitez) e uma terceira proveniente de vários membros da antiga comissão técnica criada para a revisão estatutária.
Perante esta factualidade, existiram diversas reuniões entre elementos subscritores das três propostas, tendo-se chegado a um consenso em relação à proposta a apresentar, a qual será votada na globalidade no dia 21 de Setembro, sendo o ponto 1 da ordem de trabalhos da Assembleia Geral.
Para além dessas propostas (agora apenas uma una), existiram diversas propostas para a alteração de diversos artigos, sendo assim o ponto 2 da ordem de trabalhos a votação na especialidade. Em suma, a votação artigo a artigo (faltando neste ponto saber se a Mesa da AG irá proceder em termos de trabalhos à votação de todos, ou se apenas daqueles em que existiram propostas diferentes da proposta global, sendo os outros aprovados por via do ponto 1).
Em relação à proposta global unificada, elenco em peça à parte o que considero as alterações mais relevantes trazidas em relação aos estatutos em vigor, adotando a ordem em que surgem no documento proposto, com indicação dos artigos da proposta e dos estatutos em vigor, quando aplicável.
Para além do exposto na referida peça, da análise às propostas na especialidade apresentadas por vários sócios, foram estes os temas identificados como mais geradores de propostas/preocupação após a apresentação da proposta de revisão por parte da Direção: direitos dos sócios correspondentes, direitos de votos (número de votos dos sócios), votos das casas/filiais, consequências para a reprovação do orçamento, acesso à informação, símbolos do clube, provedor do sócio, número de votos para a marcação de uma AG extra e o voto físico/eletrónico.
Como apreciação à proposta apresentada, creio que estamos perante um trabalho desenvolvido com qualidade e extensão. Mesmo a nível de sistematização, clareza e detalhe, a proposta apresentada é um claro upgrade em relação aos estatutos em vigor.
Diria que em termos sistemáticos, talvez a única questão que mereça alguma ponderação seria a possibilidade de referir, ainda que por remissão, os direitos dos votos das casas do SLB quando se prevê o direito dos sócios, com a criação de um n.º 3 no artigo 25.º com a seguinte previsão: Sem prejuízo do previsto nos números anteriores, as casas do Sport Lisboa e Benfica têm também direito de voto nos termos do artigo 82.º, n.º 5.
No que respeita às opções tomadas, eis o que entendo acerca dos temas mais controversos.
Em relação ao sócio correspondente, creio que a opção adotada é equilibrada. O sócio correspondente é-o por sua decisão, pelo que não tendo as mesmas obrigações, não poderá ter a plenitude de direitos dos sócios efetivos. Este mecanismo de contagem de 50% da antiguidade caso passe a efetivo, mais do que questão jurídica, surge como um incentivo à passagem do sócio correspondente a sócio efetivo.
Quanto ao direito de voto dos sócios, o habitualmente referido como «números de votos» talvez seja a discussão mais transversal e plural de todos os pontos em alteração. Entendendo toda a argumentação de todos os quadrantes de opinião, creio que a alteração proposta se saúda, mas peca por escassa. Em meu entender, o fosso entre sócios não pode ser ainda superior a 8 vezes (e estou à vontade para falar, pois detenho os tais 50 votos).
Em relação ao mecanismo de a Direção ficar automaticamente demissionária com o chumbo por duas vezes do relatório e contas, sou contra essa solução. Creio que existem mecanismos para a destituição dos órgãos sociais (artigo 53.º da proposta), pelo que não concordo que a votação do R&C possa ser uma eventual arma eleitoral ou forma encapotada para provocar eleições. Para além disso, caso tal suceda, o período transitório será certamente de considerável instabilidade e a convocação de eleições apenas para o restante do tempo para o final do mandato também não potencia o surgimento de um projeto alternativo sólido.
Quanto à questão do voto físico depositado em urna, considero o corolário de um processo eleitoral (de 2020) que, para muitos sócios, não ficou totalmente clarificado. Contudo, para um clube que está na vanguarda tecnológica e com aspirações de estar um passo à frente dos demais, considero um retrocesso evolutivo. Entendo o racional de quem defende a medida, mas creio que o problema está no controlo/verificação e não na solução da medida do voto eletrónico. Desta forma, creio que o voto deveria ser eletrónico, com as necessárias garantias técnicas de fiabilidade e auditoria de todo o processo eleitoral e de votação.
Em relação à limitação de mandatos, penso que a proposta é insuficiente e a sua redação poderia ser mais feliz. Em relação a ser insuficiente, após 12 anos seguidos como presidente de um órgão, entendo que, no mínimo, não deveria ser possível concorrer em seguida à presidência de qualquer outro órgão.
Para além disso, em relação à redação, para quê utilizar o termo «de forma ininterrupta»? Creio que esta menção poderá futuramente levantar dúvidas interpretativas acerca da possibilidade de candidatura a algum presidente de um órgão que decida interromper, por exemplo, renunciando ao cargo, pois não serão ininterruptos. Eliminando esta expressão no artigo 50.º, n.º 1, b) obtém-se o pretendido sem levantar quaisquer dúvidas.
Em relação às condições para um sócio concorrer a presidente de um órgão social, estou totalmente de acordo com a fórmula obtida, ou seja, 35 anos de idade com 18 anos de sócio ininterruptos após a efetividade.
No que tange ao número de votos para convocação de uma AG extraordinária, creio que andou mal a Direção nesse sentido. Bem sabendo que a convocatória de uma AG envolve sempre uma logística complexa, não posso concordar com o aumento do número de votos necessários em 50% (passando de 10.000 para 15.000). Se a responsabilização e envolvimento dos sócios é um dos objetivos da revisão estatutária, entendo que esta proposta do artigo 61.º, n.º 3 é um passo atrás nesse sentido.
Em relação à remuneração dos elementos da Direção, considero a decisão acertada, pecando por tardia tendo em conta a realidade do Grupo Benfica.
No que respeita aos votos das casas e filiais, a solução encontrada é mais equilibrada, distinguindo-se as casas por antiguidade e deixando as filiais de ter direito de voto.
Por último, em relação ao que não foi proposto nem existe, deixo então algumas ideias para ponderação futura.
Desde logo, a possibilidade de listas separadas por órgão seria um passo em frente na democracia do SLB. Sobretudo com a criação da comissão de remunerações, será um tema que creio futuramente estará em cima da mesa e permitirá aos sócios votar individualmente os candidatos de cada lista a cada órgão social e estatutário.
Outra questão que propus já variadas vezes é a criação do Provedor do Sócio. A Direção afirmou que pretendia aproximar os sócios mesmo na revisão estatutária, mas esqueceu que o sócio precisa de quem o represente, atenda e até defenda perante o clube, mormente quando atualmente existe uma quase total impossibilidade de o sócio poder ser atendido de forma condigna e expor as suas questões. Vemos, não raras vezes, em AG, alguns sócios a relatarem situações kafkianas e que resultam da ausência deste atendimento, proximidade e representação formal, que o provedor poderia trazer.
De relembrar, por essencial, que a aprovação dos estatutos necessita de três quartos dos votos dos associados presentes na AG, pelo que todos os votos contam (artigo, 81.º, n.º 3).
Tudo visto, espero que o presente tenha auxiliado no entendimento do que estar em causa no próximo dia 21 de Setembro, deixando o apelo para que todos os sócios participem na AG, enquanto corolário da demoraria centenária do Sport Lisboa e Benfica.
E Pluribus Unum!
Até sábado, consócios."