Últimas indefectivações
sábado, 11 de fevereiro de 2023
Denúncia...
""Fizemos de tudo para continuar nesta Taça mas não nos permitiram continuar"
Foram casos de mais e demasiado evidentes para se estar aqui com meias palavras. O que se passou aqui hoje não tem uma explicação. O jogo começou com completo domínio do Benfica. Uma primeira meia hora excelente, onde fizemos um golo e fomos impedidos de ter um penálti para fazer o 2-0. Há um penálti claríssimo sobre o Gonçalo Guedes, curiosamente com o mesmo árbitro que há poucas semanas fazia de VAR no estádio da Luz e chamou, quase que obrigou, o Artur Soares Dias a marcar um penálti contra nós no Benfica-Sporting, num lance exatamente com a mesma dinâmica, este com mais intensidade mas fez vista grossa. O Sr. Fábio Melo, o VAR, também fez vista grossa sobre esse mesmo lance.
Expulsão de Bah, possível penálti sobre Gonçalo Guedes e alegada expulsão por assinalar a Racic.
"Não vou contestar a expulsão do Bah, é muito clara, o que eu não consigo compreender também é como um lance exatamente igual, com a mesma dinâmica, o Racic sobre o Fred, como é que o mesmo árbitro e o mesmo VAR conseguem analisar os lances de forma completamente diferente. Pior ainda é que no lance em que o Bah é expulso, o Sr. Fábio Melo consegue chamar o Tiago Martins ao VAR e como é que neste lance, nem eu nem outro, no lance sobre o Fred e no penálti sobre o Gonçalo Guedes, o Sr. Fábio Melo, que não é virgem nestas situações, em nenhuma delas conseguiu chamar o árbitro ao VAR. É inadmissível a dualidade de critérios. Cada árbitro tem o seu critério. O que é incompreensível é como é que o mesmo árbitro e o mesmo VAR tenham dois critérios diferentes no mesmo jogo. É inadmissível.
À minha equipa não tenho nada a apontar. Sou o primeiro a vir à conferência de imprensa quando alguma coisa não corre bem com os árbitros, tento sempre não o fazer, mas nunca escondo as debilidades da minha equipa. Hoje não tenho nada a apontar à minha equipa. Foram capazes de jogar uma hora e meia porque assim o quiseram. Lutámos por esta Taça até nos terem deixado lutar por ela. Agradeço aos jogadores todo o empenho que tiveram, agradeço aos nossos adeptos que estiveram aqui a assistir a este jogo por todo o apoio que deram à equipa, aos que estiveram em casa escandalizados com o que se passava em campo. E acreditem. A demonstração que demos hoje em campo é que estamos fortes. Jogámos uma hora e meia em Braga, num campo extremamente difícil, em inferioridade numérica. Fizemos de tudo para continuarmos nesta Taça e não nos permitiram continuar nela"."
Conversar com corruptos é tempo perdido!
""Foste tu quem chamou o árbitro no penalti na Luz, foste tu! Não fui eu, foste tu! Quase o obrigaste a marcar penalti e hoje nem ao VAR foste... E hoje nem ao VAR foste!"
Rui Costa aperta com Tiago "gatuno" Martins. Mas Fábio Melo (AFPorto) também mostrou bem ao que vinha."
Boas noticias , temos alguém que defende o Benfica! 💪
"Saiamos de duas taças, sem perder nos 90min. Conseguimos sair da taça da liga com os mesmos pontos que outras equipas foram apuradas. Fizemos 3 jogos, 2 fora.. na taça de Portugal não fizemos nenhum jogo em casa. Isto não é coincidência!
Temos o Rafa um dos jogadores com mais amarelos em Portugal, sendo um dos que sofre mais faltas.. existe outros jogadores que estão num registo idêntico e nem metade dos amarelos têm. Isto não é coincidência!
O mesmo arbitro que enquanto VAR, fez olhos de lupa num lance com o Sporting, faz olhos fundo de garrafa em lances idênticos. Isto não é coincidência!
Tendo nos seus jogos , quase sempre árbitros presentes da AF Porto. Isto não é coincidência!
O VAR.. conhecido como andrade de gema. Sobe a pulso na carreira. Isto.. não é coincidência!
Um tal arbitro.. que durante a sua carreira fez vários brilharetes sempre a favor dos mesmos e contra os mesmo (não me sai da cabeça aquele lance com o Aimar em Coimbra que fica sem chuteira e caneleira de tal pancada que foi e ele manda seguir haha) é promovido a presidente da liga. Isto não é coincidência!
O filho do presidente da arbitragem, ter tido a oportunidade de jogar num grande em Portugal onde a qualidade era bastante.. duvidosa. Isto não é coincidência!
Um tal de treinador que se comporta como animal.. várias vezes expulso.. multas irrisórias. Isto não é coincidência!
Estava aqui um dia todo, podem continuar nos comentários..
É importante que se perceba que nada, mas nada acontece no Benfica de mal por acaso, por coincidência. Temos todos de serrar fileiras, não temos nada mas nada a apontar da atitude dos nossos jogadores.
Continuo a dizer. Benfica ou Morte!"
Amarelo / Vermelho!!!
"Hoje sentimos o verdadeiro cheiro a anos 90. Para os mais velhos foi como rever uma gravação em HD do Apito Dourado e os mais novos ficaram a saber como era.
E não se enganem: será assim até ao final da época."
Contas por 'baixo'!!!
"2 penáltis
1 expulsão perdoada
Dualidade gritante de critérios
Tiago Martins & Fábio Melo, à boa moda do Apito Dourado.
Um escândalo!"
Profissão: Ladrão!!!
"O Benfica que não faça nada em relação a este fanático andrade de Valongo que anda a roubar vergonhosa e despudoradamente o nosso clube. É deixar andar. Não foi suficiente aquele escândalo em Moreira de Cónegos em que não vê uma cotovelada nos cornos do Vertonghen dentro da área e reverte uma penalti bem assinalado por Manuel Oliveira dentro do campo.
O Rui Costa pode despejar 500 Milhões em cima da equipa que vai ganhar zero, zerinho, zerão.
Parabéns uma vez mais a Fontelas, Paulo Costa e Bertino pela prenda que nos enviaram para este jogo.
P.S.- Já nem sequer falamos deste lagarto frustrado deste Tiago Martins, um verdadeiro ignóbil."
O tutor está orgulhoso! Trabalho bem sucedido! Mais um
"Se o Benfica entrar em mais algum jogo em Portugal com árbitros e VAR´s Portugueses é porque somos geridos por um bando de bananas que têm de ser imediatamente expulsos do clube.
Prémio Fair Play 2022/2023 oficialmente garantido hoje! Tudo para o Marquês!
Entreguem oficialmente também todos os títulos dos próximos 20 anos ao Futebol Clube das Putas e dos criminosos do Apito Dourado todos que estão no comando das Instituições Desportivas em Portugal. Parece piada e contado ninguém acredita. Mas é verdade."
Cadomblé do Vata
"1. Passadas tantas horas, ainda me é difícil colocar em palavras toda a azia que sinto... nem sei se o resultado de ontem foi uma derrota ou uma feijoada carregada de enchidos e picante.
2. Perdemos por culpa própria e só temos de olhar para dentro, mas os especialistas de arbitragem que não nos tomem por parvos dizendo que os lances do Bah e do Racic são diferentes... senão sou obrigado a dizer que na realidade, o pé Bah acerta no mesmo sitio onde lhe acertou o Eustáquio, que relembro, só foi expulso por duplo amarelo.
3. Não quero monopolizar isto no trabalho do árbitro, mas efetivamente a intensidade do toque no calcanhar do Guedes é igual à que valeu um penalty ao Paulinho... a falta de uniformidade de critério na Liga Portuguesa faz-me ter saudades daqueles casais que vestem os filhos gémeos com roupas iguais.
4. Fui só eu que tive um momento deja vu do Rodrigo em Turim, quando vi o Aursnes caminhar para a marca de penalty no desempate? Mais ninguém gritou em ambos os casos "não viram o último penalty dele? Ele não sabe bater penaltys... alguém por favor... acudam".
5. Vlachodimos é o único gajo que pode passar um dia inteiro na Ginginha sem se embebedar... porque é absolutamente incapaz de agarrar um penalty."
SC Braga 1-1 (5-4 g.p) SL Benfica: É em líbio que se diz meias-finais!
"A Crónica: Braga feliz nas grandes penalidades avança para as meias-finais
Era dia de Taça, com a memória bem viva do último duelo entre SC Braga e SL Benfica, que tinha terminado com vitória bracarense por três bolas a zero. Desde aí, os encarnados nunca mais voltaram a conhecer o sabor da derrota e os bracarenses tiveram um percalço pelo caminho, mas deram a resposta no domingo passado na Pedreira, quando derrotaram o FC Famalicão. Nesse jogo, a entrada de Pizzi foi fulcral para a vitoria e Artur Jorge lançou o ex-Benfica no onze, no jogo que valia apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal, onde já era sabido que defrontariam o CD Nacional.
O Benfica mantinha a estrutura e jogadores que foram sinónimos de vitória nas últimas partidas, com Gonçalo Ramos e Rafa a começarem no banco de suplentes. A equipa de Roger Schmidt prestava-se ao habitual: trocar a bola com prontidão no meio-campo e procurar uma eventual desmarcação nas alas. O jogo fluía com tranquilidade, os encarnados no seu registo habitual, com a bola a circular por vários setores de forma paciente, sem admitir aos bracarenses muito espaço quando estes conseguiam recuperar a bola. Apesar disso, a equipa da casa quando conseguia aguentar mais de cinco segundos dessa fase, saia com a ajuda dos laterais, mas a má definição foi depois a sua maior inimiga.
O jogo começou aberto nas laterais e com as duas equipas a colocarem os jogadores mais adiantadas no centro. A execução era rápida, sobretudo do SC Braga que queria aproveitar as linhas mais adiantadas do seu adversário.
O Braga estava apático e o Benfica conseguia chegar à área, mas sem finalizar. Isto é, até ao minuto 14, em que o canto curto da equipa da Luz trouxe o primeiro golo da partida. Neres e Aursnes a combinar e o brasileiro a cruzar com conta, peso e medida para o cabeceamento de Guedes. Braga 0 Benfica 1.
A primeira grande contrariedade para o líder do campeonato não surgiu através de perigo concreto da equipa bracarense, mas sim através duma expulsão. Foi na meia hora, com Alexander Bah a ir para a rua após pisar Pizzi para travar uma transição rápida.
Os guerreiros do Minho não demoraram a capitalizar na sua superioridade numérica e foi ver, chegar e marcar. Pontapé de canto, com a bola a encontrar Al Musrati sozinho no segundo poste. O líbio não se fez de rogado e colocou o empate no marcador.
Não havia muitos motivos, ao intervalo, para divertimento dos espetadores. Era um jogo amarrado, com o Benfica a ser a melhor equipa em campo, mas sem nunca conseguir impor inteiramente o seu jogo ao ponto de dominar através de oportunidades de golo.
A segunda parte trouxe uma faceta que não tínhamos visto ainda do Benfica, com uma linha de cinco atrás com a entrada de Morato. Os laterais ganhavam preponderância, a serem procurados ainda mais vezes no espaço. Os arsenalistas não se aventuravam em pressão alta, apesar da superioridade numérica. As duas equipas não arriscavam e as áreas eram uma miragem.
No jogo de xadrez que foi o segundo tempo, os encarnados convidaram o Braga a ter mais bola, os arsenalistas aceitaram o convite, mas não conseguiram coloca-la dentro da baliza das águias. Muita vontade, mas com a exceção de dois remates fora da área dos homens da casa, poucas oportunidades. Assim, o encontro foi a prolongamento.
Pouco a assinalar no tempo extra, mas já mesmo nos 120 Morato viu o segundo amarelo e o Benfica ficou reduzido a nove unidades. O jogo foi para grandes penalidades.
Da marca de onze metros, apenas um jogador vacilou: ‘Fred’ Aursnes falhou mesmo o quarto penalti das águias, o Braga concretizou todos – com Musrati a marcar o penalti da vitória, que deu o apuramento à equipa da casa. O Benfica cai por terra e o SC Braga avança para defrontar o CD Nacional nas meias-finais da Taça de Portugal.
A Figura
Al Musrati – É difícil ficar alheio ao facto de ter sido o jogador que marcou o penalti decisivo, mas o médio bracarense foi muito mais que isso. Um dínamo a levar a equipa para a frente, uma máquina de fazer pressão e a resistir a ela. Marcou também no tempo regulamentar, reforçando o caráter decisivo da sua exibição.
O Fora de Jogo
Alexander Bah – Podia ser Pizzi o escolhido nesta categoria pelo jogo extremamente apagado que fez, mas o dinamarquês fica ligado ao lance que muda a figura do jogo. Numa altura em que a sua equipa vencia e controlava o jogo, a sua entrada impetuosa ajudou a galvanizar o adversário e pôs uma amarra no jogo da sua equipa até ao fim, obrigando a um tipo de jogo totalmente diferente.
BnR na Conferência de Imprensa
SC Braga
Bola na Rede: Voltando atrás, ao intervalo. Com o Braga a ter o ascendente no jogo, tinha marcado o golo por volta dos 35 minutos. O que pediu de diferente para a segunda parte sabendo que o Benfica se ia fechar ainda mais no jogo?
Artur Jorge: Não muito diferente, pedi acima de tudo que fossemos mais rápidos na circulação, mais verticalidade no nosso corredor esquerdo onde tínhamos o Bruma depois para ser capaz de criar alguns desequilíbrios e manter a mesma solidez defensiva, já que desde que o Benfica fica com menos um é uma equipa que procura ter o seu jogo mais direcionado para transições, procurar bolas mais rápidas na frente para a velocidade dos seus atacantes e sabíamos que isso era importante de conseguir controlar. Acima de tudo, alguma solidez naquilo que eram os equilíbrios defensivos e podermos ser mais rápidos e verticais no ataque à baliza contrária.
SL Benfica
Bola na Rede: Não foi possível colocar questões ao técnico Roger Schmidt."
O SC Braga-Benfica e um homem chamado Al Musrati
"Foi o médio de cara fechada, poucos sorrisos e que só disse duas palavras públicas em três anos no Minho que marcou o golo de empate e bateu o penálti decisivo (5-4, após o 1-1 no final do prolongamento). Só o líbio Al Musrati desatou um jogo em que o Benfica contou quase 90 minutos em inferioridade numérica e confirmou Braga como lugar maldito na sua época: à segunda visita, teve a segunda derrota e está fora da Taça de Portugal
O passe é no espaço em vez de para o pé, obriga-o a esforços e a um ligeiro arranque, mas alcança a bola. É um contra-ataque, uma jogada rápida do SC Braga que lhe pede rapidez e ele rasga de primeira um passe para a pradaria à esquerda. No resvés da pressa, esperançoso de se antecipar, Alexander Bah levanta a chuteira e o atraso é doloroso: a sola pisa o tornozelo do adversário e os pitons são cravados na carne. A jogada segue, mas, de imediato, o corpo de Luís Miguel Afonso Fernandes tomba enquanto ele levanta um braço, depois cai, depois contorce-se, depois fica mirrado no relvado.
O caído futebolista chegou ao Minho em janeiro. Teve singelos oito minutos no primeiro jogo pelo Braga, engordou o tempo para os trinta e um na segunda aparição e tem o privilégio da titularidade nesta terceira. Caído e com a cara encostada à relva, protagoniza uma coincidência: é também aos 31’ que o pequeno pique para alcançar a tal bola que o fez sentir a planta da bota de Bah provoca a expulsão direta do adversário. E, nem quatro minutos volvidos, estaria de pé, regressado a si mesmo, à beira da área a ver Tormena desviar um canto de André Horta ao primeiro poste para Al-Musrati, atrás de toda a gente, empatar o jogo.
A curta estada deste homem em Braga dá ares de escadaria e corresponde à ascensão de um futebolista aterrado na cidade na aura descendente da carreira. Já são 33 anos, onze e meio desde a sua saída da cidade em estado gaiato, ele fez-se a vida e a vida deu-lhe títulos, internacionalizações e tropelias como o diz-que-disse da sua saída do Benfica com rumores de contestatário. O primeiro toque que dá na bola é uma receção que a deixa mansa à sua frente, à mercê de tudo, vinda de um chutão do guarda-redes. Este é um homem chamado Pizzi, estreante a titular contra o Benfica que abandonou pelas arábias.
Tê-lo no campo leva até o treinador, Artur Jorge, a mexer no hábito de quatro defesas, quatro médios e dois avançados que tem na equipa. Querendo ter Pizzi, fica com um híbrido que necessita de bola como pão de água para crescer e a mudada equipa sofre, durante meia hora, com a pressão a campo inteiro do Benfica, que força o Braga a bater bolas e jogar longo da sua própria área. Sofre mais ainda com os rápidos cercos que os encarnados montam imediatamente após cada bola perdida, sem surpresa porque é um hábito. Os visitantes dominam a bola, controlam o território, em Chiquinho tem um novo médio-passador e com o tempo tentam ligar as jogadas de pequenos passes, tabelas e jogadores próximos a magicarem coisas.
Mesmo sem um avançado verdadeiro e com Aursnes, João Mário, Neres e Guedes na frente, é a cabeça do tipo mais parecido com um avançado que marca, aos 15’ e na área, a bola vinda de um cruzamento exitoso devido a uma simples tabela feita num canto curto. Até à meia hora, a fluidez do Benfica em posse aprisionou os bracarenses e pô-los a perseguir a bola, noutras encavalitados num bloco baixo, raramente a terem os seus a manipularem jogadas de ataque na outra área, resumindo-se a lançarem o solitário Abel Ruiz, que se dava em corridas entre centrais e laterais.
A expulsão tudo mudou, o golo quase imediato ajudou os minhotos e aí a pressão fez-se boomerang, a primeira parte acabou com o SC Braga a mordiscar todas as receções dos adversários e a segunda começou da mesma forma. Já sem os bons toques de Pizzi, mas pausados, para terem os rápidos e mais auto-suficientes de Armindo Tué Na Bangna.
A entrada do homem apelidado de Bruma foram as pazes definitivas dos anfitriões com a assunção do risco, as circunstâncias exigiam-no. Com o extremo colado à linha, na esquerda, a equipa colocou mais gente à frente da bola, tentou filtrar mais jogadas pelos pés criativos de André Horta e acrescentaria a tudo isto Simon Banza. Pela hora de jogo, o SC Braga montava-se como de costume, com dois avançados para tentar mais do que os remates frouxos de Uros Racic e o menos goleador dos Hortas, ambos direitinhos às mãos de Vlachodimos. Pareciam ter íman.
Com o tempo, naturalmente, as vantagens do jogador a mais em campo acentuaram-se. A astúcia de Roger Schmidt ao intervalo, sentando Florentino para alinhar Morato a Otamendi e António Silva, revelou o seu dedo que adivinhou o algo previsível: havendo Bruma e ainda Álvaro Djaló no banco, o adversário usaria ambos além de se render ao hábito do par de avançados, logo, assentar a equipa numa linha de três a que os dois laterais se juntariam a defender serviria-lhe para controlar a largura e garantir um defesa a mais do que os atacantes. A estrutura manteve as tentativas bracarenses à margem, ajudada pela ausência de ideias no centro do campo - pouca gente a pedir entrelinhas e a atacar o espaço nas costas da última linha.
Mas, cansadas as pernas e fatigados os pulmões, ter mais gente atrás foi minguando a capacidade de gente se chegar à frente e o Benfica limitou-se a um remate rasteiro de Aursnes, aos 69’. Mesmo sem entrar na área contrária, as mãos de Vlachodimos já não seriam íman nos remates de André e Ricardo (73’ e 77’), quando cada mano teve a sua bujarda fora da área. Tão pouco nos descontos, ao ficarem em baixo, ao lado dos joelhos na relva do guarda-redes que viu o calcanhar de Banza desviar a bola ao poste na única vez que Bruma ultrapassou Gilberto com os seus dribles à queima-roupa.
O empate prolongou inofensivamente o jogo durante mais 30 minutos, o homem a menos no Benfica a ser apenas um atestado de sofrimento, de ter de arcar com o esforço. O modo de correr à pugilista de braços fletidos pelo hipertrofia de Chiquinho, uma invenção de Schmidt no miolo do campo, poço de simplicidade no bem-fazer, aguentava os encarnados com as corridas de Aursnes para se oferecer em linhas de passe e o algodão que não engana nas chuteiras de João Mário, o mais capaz para segurar a bola e dar tempo aos outros. No SC Braga que prosseguiu sem soluções por dentro - apesar das tentativas de Al-Musrati em atrair gente a si para soltar um passe sem artifícios no momento certo - a redundância furtava-lhes a vantagem do 11 contra 10. As tantas bolas depositadas em Bruma ou Djaló para serem eles a acelerar prova como a previsibilidade é uma erva-daninha no futebol.
Só nas derradeiras espreguiçadelas a partida se agitou, de novo mais do mesmo. O frenético se bem que errático Djaló deslocou-se à esquerda para agitar em conjunto com Bruma, soltando o extremo para ele picar a bola que o pontapé-moinho de Victor Goméz enroscou para fora. Foi uma quase-oportunidade antes da segunda expulsão por inteiro, quando o hispano-guineense nascido em Bilbau encarou Morato junto à linha, cravou-lhe uma falta, o central satisfez-lhe a vontade e o Benfica soube que teria só nove jogadores para bater penáltis.
O inaugural foi de João Mário, com um festejo de punhos cerrados, a quem Ricardo Horta ripostou com uma bola perto da barra; outra mão fechada se seguiria o argentino Otamendi, que de penáltis estará farto, para Álvaro Djaló responder em força; a frieza dos 19 anos marcaram o de António Silva para os 34 de André Castro o imitarem; e foi o homem chamado Fredrik Ausrnes, o de mais complicada pronunciação em bocas habituadas ao português, a falhar, para logo a seguir o mais fácil Paulo Oliveira dar vantagem aos bracarenses. O fã de uma bola quieta na relva que é Grimaldo ainda fez o seu, mas foi uma das caras mais fechadas, compenetradas e talvez passante por taciturna a selar o vencedor.
O último penálti veio do pé de Almoatasembellah Ali Mohamed Al Musrati, o simpaticamente abreviado em duas palavras que há três épocas vira páginas do seu almanaque de como jogar futebol de forma prática e simples, decidindo bem e sem complicar muito, de quem se ouviu tão-só um “thank you and goodbye” com um microfone por diante em Portugal. Parco em palavras e em sorrisos, finalmente se viu manifestação exterior de emoção no médio líbio, um futebolista de nome Al Musrati que pode ser largamente comparado ao ‘Homem Chamado Otto’ que tem um protagonista trombudo, mas que só quer o bem dos que o rodeiam. Este jogador sorriu duas vezes esta quinta-feira e fez de Braga uma dupla tristeza para os visitantes: é o lugar das duas derrotas na época do Benfica."
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023
Modus operendi
"Rui Santos denunciou às autoridades as várias ameaças que vem sido vítima desde que, na CNN, fez reparos à forma de estar de Sérgio Conceição e às consecutivas expulsões. Finalmente começam a aparecer figuras que não pactuam com este, mais que conhecido, modus operendi.
Se fazem isto a um jornalista idiota, imaginem aos árbitros e às suas respectivas famílias.
São #40anosdisto"
O que é ser velho?
"“Eu fiz 40 anos ontem e aspiro a cuidar do meu corpo, beber toneladas de água e alongar.” A autoria da frase poderia estar na boca de um qualquer atleta a ruminar o seu próprio ocaso, minucioso no metodismo, maestro de bisturi a precisar ao milímetro a manutenção do seu corpo. Mas não, a frase é de um americano ocasional, um cidadão chamado Larry com quem o “New York Times” trocou uns dedos de conversa em Nova Orleães e perguntou-lhe acerca do tipo prestes a apanhá-lo nos quarentas, pulando atrás da história.
LeBron James nada deve ao seu legado. Monstro com trampolins calçados nos pés, o descabelado que por vezes joga com fita na testa é a única razão para este que vos escreve saber que Akron é uma cidade no estado do Ohio apesar de pouco sapiente ser em basquetebolês. Em causa está o dono de quatro anéis da NBA, igual número de prémios MVP em finais (onde chegou oito temporadas seguidas) e que se elevou ao patamar de desportista total, a uma camada da atmosfera onde as modalidades se fundem e indiferente é o que os visados praticam, porque lá moram devido à excelsitude partilhada.
Com a barba farta e impecavelmente limada à semelhança dos tonificados ombros, LeBron tem duas décadas contadas a fazer por ser falado no mesmo tom concedido a Michael Jordan, a ele endereçam-se como um dos melhores da NBA e para empurrar esta causa há um recorde já ali bem perto, ao qual já sente a fragrância: com os 27 pontos deixados contra os Pelicans, no sábado, James está a 36 de suplantar os 38.387 que Kareem Abdul-Jabbar marcou entre 1969 e 1989. Essa lenda de óculos na cara só parou de jogar aos 42 anos, imaginemos as dores naquelas articulações em tempos sem as maquinetas atuais que apressam a regeneração do corpo.
LeBron, claro, vive com um atrelado de histórias de primor concedido à sua anatomia. Há cinco anos, quando os LA Lakers gastaram um PIB de pequenas nações que livraria bairros inteiros da pobreza para terem na equipa o basquetebolista com fortuna a rondar o milhar de milhão de euros, ele abdicou de ingerir glúten, lactose e o ocasional copo de vinho durante as semanas da pré-época. James ia já nos 33 anos e vivalma lhe apontaria um mindinho se concedesse patavina a este tipo de abstinências invisíveis nos atletas profissionais, mas ele é (mais) uma caminhante prova de como a vontade de laborar pode ser incrível caso se amigue do talento.
Imaginem as descargas de dopamina e serotonina, os recetores no cérebro a piscarem freneticamente destes raros espécimes humanos enquanto praticam desporto e são abusivamente melhores do que os pares ou adversários, o fartote de bem-estar que não lhes deve afagar os ânimos durante esses minutos de levitação; mais além do achar-se, a sensação de ser o melhor, de domar o estado de ser unplayable como os americanos dizem, de não ter de pensar, jogar por instinto e tudo sair imparavelmente. Havendo vontade e beneplácito das lesões, que desportista inquilino da elite não faria de tudo para prolongar a companhia desta sensação?
Acredito que em LeBron James haja resquícios de Michael Jordan ou Kobe Bryant nos lugares e momentos onde os nossos olhos não chegam. Aquela incessante roldana de exigência nos treinos, cobrando aos outros o que cobra a si mesmo, moendo-lhes o juízo em prol do que pensa ser uma boa causa mas arreliando-os com uma pressão que para elas é apenas mais um ingrediente nos seus dias. Olhando-lhe para os números, LeBron está a registar 30.3 pontos por jogo esta época, seria a terceira melhor da sua carreira se terminasse agora e há cinco anos que não passava tanto tempo em campo.
Foi campeão com os Lakers em 2020 e desde então que uma desilusão laranja e saltitante lhes ressalta nas mãos. São os atuais 13.º classificados entre as 15 equipas da Conferência Oeste, quem versa sobre esta equipa mais ganhadora na história da NBA (16 títulos, a par com os Boston Celtics) lamenta a murchidão de Russel Westbrook e a anatomia cristalina de Anthony Davis, tipos de quem se esperava uma progressiva rendição da guarda e não um acentuar da preponderância do quase quarentão que deveriam aliviar. Também vemos LeBron James prevalecer na assim percecionada ‘velhice’ desportiva pela ausência de gente capaz de lhe dar descanso.
É engraçada de tão paradoxal a forma de etiquetarmos atletas como portadores de demasiada idade e, portanto, ultrapassados de valor. É, por isso, tão de salutar os bons ‘velhos’ que o calendário recente nos deu: Novak Djokovic raquetou o 22.º Grand Slam da carreira o mês passado, com 35 anos, e a ansiedade do ténis está agora numa possível colisão entre o sérvio e Rafael Nadal, de 36, na final de Roland Garros; ainda há dias, Kelly Slater e os seus 11 títulos mundiais disseram querer estar nos próximos Jogos Olímpicos, quando terá 52 anos; Tom Brady é dono de sete Super Bowls e só se retirou agora, com 45 verões; quem ganhou a primeira etapa do Mundial de ralis desta temporada foram os 39 anos de Sébastien Ogier; o capitão da seleção vencedora do último Mundial de futebol, eleito melhor jogador do torneio, está com 35 anos; e o futebolista com o salário mais chorudo do planeta comemorou o 38.º aniversário no domingo.
Por mais façanhas que ainda logrem, nenhum dos mencionados fará o suficiente para o arcaico preconceito com a idade seja colocado em perspetiva, caso a caso, em vez de ser aplicado que nem molde pré-fabricado em qualquer atleta quando chega a uma certa idade. Ser velho não é ser velho, é fazer-se algo há tanto tempo que merece a consideração das pessoas que talvez, porventura, só se calhar, deveriam prezar quem é seu sénior."
Vermelhão: Eliminados pelo Tugão Maximus!
Mais um roubo monumental, que deveria corar de vergonha, os intervenientes, mas para esta gentalha, é só mais um dia... Até devem estar orgulhosos! Impossível conquistar títulos com esta gente no apito...!!!
Ficaram por marcar três penalty's a favor do Benfica (o do Guedes é 'impossível' não ser marcado por gente com olhos no focinho! Ainda houve a Mão do Niakaté e a paralitica ao Ramos); Vermelho escandaloso perdoado ao Racic... e ainda houve outra pisadela do Castro; e uma quantidade aberrante de Amarelos aos jogadores do Braga, que se somados teriam dado 2.ºs Amarelos: Vitor Gomes e Sequeira à cabeça..!!! E ainda conseguiu expulsar o Morato, após um 1.º Amarelo absurdo!!!
Um jogo, que com 11-11 estava a ser totalmente dominado pelo Benfica... Falar de futebol para quê? Tugão miserável, completamente miserável...
Empate na Corunha...
Sabe a pouco, com o Liceo sem o seu melhor jogador, a ganhar por 0-2 no arranque do 2.º tempo, podíamos e devíamos ter ganho!!!
Casas 2.0
"As Casas do Benfica, verdadeiras embaixadas do benfiquismo, são instrumentais na grandeza e sucesso do Sport Lisboa e Benfica. Ontem foi cumprida, em Santarém, uma etapa importante do desenvolvimento do conceito Casas 2.0. Este é o tema em destaque na News Benfica.
1
Com a celebração de um protocolo entre o Sport Lisboa e Benfica e a Câmara Municipal de Santarém, assinado ontem pelos presidentes de ambas as instituições, está dado um passo decisivo para a que primeira Casa 2.0 seja uma realidade. A inauguração está prevista para setembro deste ano. Rui Costa reitera a importância das Casas do Benfica e explica a visão subjacente a esta iniciativa inovadora: "Será o primeiro pilar das novas Casas Benfica, algo que queremos espalhar pelo país e pelo mundo. Pretendemos, com este projeto, aproximar cada vez mais os nossos adeptos ao Estádio da Luz, para que tenham maior proximidade e orgulho no que é o Sport Lisboa e Benfica."
Leia, no Site Oficial, a reportagem sobre o evento, na qual se inclui um vídeo de apresentação do conceito e das várias valências das Casas 2.0.
2
É às 20h30 que começa o embate para a Taça de Portugal com o Braga na cidade dos arcebispos. Roger Schmidt acredita que "podemos esperar um bom jogo, muito intenso". O nosso treinador considera que "jogar em Braga é difícil", o que não retira confiança à equipa: "Já demonstrámos em vários desafios que conseguimos jogar bom futebol fora de casa. Temos de mostrar que queremos mesmo chegar à final e ganhar a Taça." Schmidt releva o caráter especial da Taça de Portugal: "É outra competição, gosto muito, joga-se sempre contra vencedores em cada ronda, são sempre duas na final e queremos ser uma dessas equipas."
Veja a antevisão ao jogo de Roger Schmidt, aqui.
3
Está confirmada a presença na final da Taça da Liga de futebol no feminino após a eliminação do Sporting. Ao triunfo, no Benfica Campus, por 4-1, seguiu-se nova vitória em Alcochete, por 2-4. Filipa Patão reforça a importância de vencer cada jogo: "Não vínhamos aqui apenas para passar a eliminatória, mas para ganhar. Se queremos continuar no bom processo e a evoluir, temos de encarar qualquer jogo competitivo com a máxima seriedade, independentemente da eliminatória estar ou não do nosso lado. Foi uma vitória do esforço e trabalho diário e, principalmente, pela atitude das jogadoras, pois sabem que têm de dar sempre mais."
Pode ver o resumo do jogo no Site Oficial.
4
A nossa equipa feminina de hóquei em patins jogou ontem, na Luz, frente ao Stuart Massamá, e venceu, por 9-5, em jogo a contar para a segunda fase do Campeonato Nacional. No dia anterior houve triunfo europeu no andebol (35-28 ante o Tatran Presov) e empate (1-1) nos Sub-23 de futebol com um golo de João Veloso para ver e rever.
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Hoje, além do embate da Taça de Portugal de futebol, há partida da WSE Champions League de hóquei em patins. Visitamos o Deportivo Liceo com o apito inicial agendado para as 20h00."
Em Portugal, há futebol e depois está o FC Porto
"Não jogam, afrontam.
Não ganham, usurpam.
Em Portugal, o futebol segue 17 regras, exceto para o FC Porto, que tem uma regra adicional: a 18ª lei, que diz que todas as outras regras são aplicáveis, a menos que prejudiquem o FC Porto.
Em Portugal há muita merda, mas nenhuma cheira tão mal quanto o FC Porto."
Quando menos, melhor!!!
"𝐎 𝐒𝐂 𝐁𝐫𝐚𝐠𝐚 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐨𝐮 𝐚 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐛𝐢𝐥𝐡𝐞𝐭𝐞𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐨 𝐣𝐨𝐠𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐚ç𝐚 𝐝𝐞 𝐏𝐨𝐫𝐭𝐮𝐠𝐚𝐥, 𝐟𝐫𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐨 𝐁𝐞𝐧𝐟𝐢𝐜𝐚, 𝐞𝐱𝐜𝐥𝐮𝐬𝐢𝐯𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝐬ó𝐜𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐜𝐥𝐮𝐛𝐞, 𝐬𝐞𝐦 𝐩𝐞𝐫𝐦𝐢𝐭𝐢𝐫 𝐚 𝐯𝐞𝐧𝐝𝐚 𝐚𝐨 𝐩ú𝐛𝐥𝐢𝐜𝐨.
Com esta decisão, são esperados cerca de 15 mil adeptos nas bancadas do Estádio Municipal de Braga, ou seja, apenas meia lotação.
Numa altura em que tanto se fala em taxa de ocupação dos estádios, em que se procuram meios para aumentar o número de espectadores, o SC Braga, numa decisão surpreendente, talvez com o receio de que pudesse existir uma «invasão encarnada» toma uma medida que espelha bem a preferencia por um estádio quase vazio em vez de um lotado.
Ainda querem falar em divisão de receitas televisivas com o SL Benfica?"
Esclarecimento
"Face a informações avançadas hoje pelo jornal "Record", cumpre ao Sport Lisboa e Benfica esclarecer:
1 – O Conselho de Administração da Benfica SAD avaliou o projeto de uma academia na Áustria com o rigor e a metodologia que presidem à análise das dezenas de propostas que anualmente lhe chegam, desconhecendo qual o propósito de trazer a público pretensas divergências entre os seus elementos, colocando em causa a sua honorabilidade e bom-nome, recorrendo, uma vez mais, a fontes anónimas.
2 – A Benfica SAD foi convidada pelo governo de uma província austríaca a avaliar a possibilidade de desenvolver localmente uma academia. Em nenhum momento foi considerado o pagamento de qualquer percentagem ou valor a quem quer que seja.
3 – A hipótese foi analisada, detalhadamente. Avaliados os prós e os contras, foi decidido não avançar com o projeto. O assunto está encerrado."
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023
Na Final...
Jéssica(39'), Kika(51', 58'), Cintra(90')
2.ª mão da meia-final da Taça da Liga, com mais uma vitória clara, apesar dos dois golos sofridos...
Numa partida, com mais uma obra de arte da Kika!!!
🎬 A passagem à final da #TaçadaLigaFeminina! #SLBenficaFem #EuAmoOBenfica#EspaçoCasaOnline #Medicare #Egor #AMatosCar @adidasfootball pic.twitter.com/2VTooLn95m
— SL Benfica (@SLBenfica) February 9, 2023
Super-Mário e Mestre André
"Para além da muito importante e clarificadora entrevista do presidente Rui Costa, designadamente sobre a saída de Enzo Fernández ("e quem é o Enzo? Chiquinho!" Cantavam os adeptos este sábado na catedral) a semana do Benfica fica marcada por estas duas grandes figuras do clube da Luz.
Desde logo, o Mestre André Almeida, que se despede do Benfica com uma muito sentida e merecida homenagem e um palmarés com 12 títulos conquistados entre os quais 5 vezes campeão nacional, 2 taças de Portugal e 2 finais europeias, infelizmente perdidas, o que o próprio assume como a maior frustração.
Este estatuto de Mestre foi consolidado ao longo dos anos no Benfica, documentado na história da recuperação da lesão que sofreu, tornando-o um símbolo de resiliência. De André Almeida convém ainda recordar que é o jogador com o maior número de assistências para o Jonas "Pistolas" e quem o viu e acompanhou de perto saberá que pelo espírito, humor e forma de ser, foi sempre um elemento unificador e essencial no balneário. É, por tudo isto, bem merecido o agradecimento da Luz e dos adeptos do Benfica.
E foi precisamente neste dia de despedida na loja do Mestre André que surgiu o Super-Mário. O melhor João Mário de sempre a fazer uma época a superar todas as expectativas em jogos, exibições, golos (16) e assistências (9), números impressionantes que fazem do excelente médio que sempre foi algo mais, designadamente pela veia goleadora, com 4 golos em dois jogos. Super-Mário!
A subir
Rui Costa pela entrevista frontal e esclarecedora.
A descer
Cláudio Pereira, pelos erros no F. C. Porto-Vizela."
5 possíveis substitutos de Alex Grimaldo no Benfica
"Alejandro Grimaldo tem realizado a sua temporada mais regular e consistente no Sport Lisboa e Benfica, tendo-se exibido em grande nível sob as ordens do treinador Roger Schmidt. No entanto, o lateral espanhol termina contrato no final da época e acentuam-se os rumores por parte da imprensa de que o processo de renovação complica-se devido às exigências do jogador.
Posto isto, torna-se imperativo que a estrutura do Benfica comece a procurar soluções para precaver esta possível saída no próximo Verão. Como tal, irei aqui fazer uma lista de laterais esquerdos que o Benfica pode tentar contratar caso se confirme a saída do espanhol.
5. Francisco Ortega (CA Vélez Sarsfield) – Lateral esquerdo com percurso nas selecções jovens da Argentina, tendo disputado a Copa América e o Mundial de sub-20 em 2019 e também participou nos Jogos Olímpicos em Tóquio, Formado no Vélez, uma das mais prolíficas escolas de futebol do país, Francisco Ortega veio a assumir-se como titular indiscutível na equipa principal no ano de 2021, sendo visto por muitos, como o melhor lateral-esquerdo a jogar no país.
4. Phillip Max (Eintracht Frankfurt FAG) – Formado no Schalke 04, seria no Ausburgo que este lateral começaria a revelar-se, até que em 2020, seria uma das aquisições solicitadas por Roger Schmidt, então no comando técnico do PSV Eindhoven, tendo custado 7,7 milhões de euros ao clube holandês. Phillip Max sempre foi aposta regular de Roger Schmidt na equipa holandesa, mas perdeu algum espaço no plantel sob o comando técnico de Ruud Van Nistelrooy, acabando por ser emprestado ao Eintracht Frankfurt neste mercado de Inverno.
3. Lelo (Casa Pia AC) – Natural de Olhão, Leonardo Lelo estreou-se pela equipa principal do seu clube local com apenas 18 anos. Após duas épocas como titular no SC Olhanense, seria recrutado pelo Portimonense SC, onde jogaria apenas na equipa de sub-23, rumando na época seguinte ao Casa Pia, onde rapidamente se assumiu como titular na equipa orientada por Filipe Martins. É internacional sub-20 e sub-21 pela equipa das quinas e é visto como um dos valores de futuro do futebol português.
2. Luca Netz (Borussia VfL Monchengladbach) – Com apenas 19 anos, Luca Netz apareceu muito jovem na equipa do Hertha de Berlim, sendo posteriormente recrutado pela equipa do Borussia Monchengladbach. A perspectiva de contratar um lateral-esquerdo jovem com margem de progressão também se prende com o facto desta ser a posição mais carenciada na formação do Benfica, podendo assim optar por um jovem prospect, que ainda precise de se desenvolver.
1. Guilherme Arana (Clube Atlético Mineiro) – O lateral formado no Corinthians já teve uma experiência europeia não muito bem sucedida no Sevilha, sendo emprestado à Atalanta e ao Atlético Mineiro, onde permanece actualmente. Ao serviço do clube de Minas Gerais, Guilherme Arana cresceu e amadureceu, tornando-se peça influente na equipa que conquistou o Brasileirão em 2021. Soma quatro jogos pela selecção principal brasileira, tendo também feito parte da equipa que conquistou a medalha de ouro olímpica em Tóquio."
Efab⚽lação (14)
"O prazer da azia
Do frango ao peru, passando pelo bacalhau, pelo polvo, pelo salmonete, pelo chouriço, pelo folar, pelos ovos moles, pelo pastel de Belém, pelas tripas à moda do Porto - o que não falta na crónica desportiva são alusões gastronómicas, quase sempre gostosas e remetendo para a boa disposição, tão digestiva quanto mental, de quem lia, solidariamente, sobre vitórias ou derrotas.
O bom nome das melhores casas de pasto futebolístico foi criado de boca a boca, em passa-palavra.
Todavia, sem nos darmos conta, os avanços da mania “gourmet” fizeram entrar no futebol falado condimentos de queimação mais difícil, pratos apimentados como fogareiros, servindo “à la carte” azias memoráveis nas mesas onde antes se degustavam opíparas receitas de bola.
O bitoque saxónico virou francesinha, mas a azia futebolística é uma ração exclusivamente portuguesa, introduzida por um antigo árbitro que reagia mal à segunda-feira pela exposição dos seus erros de domingo, tendo evoluído de defeito para feitio. Tornou-se prato do dia na baiúca do masterchef Conceição, o primeiro cozinheiro que se ufana de ter prazer em servir refeições intragáveis, cada semana mais ácidas do que na anterior:
“Quando ganhamos, criamos uma certa azia”.
Vejo, ouço e leio regularmente o futebol de outros países e estou convicto de que ainda não descobriram a “brôlure”, nem a “acidez”, nem o “heartburn”, nem o “sodbrennen”, talvez por faltarem por essa Europa fora a pimenta e o vinagre que estimulam os maus fígados de alguns protagonistas do nosso quotidiano paroquial.
“Azia” - com quatro letrinhas apenas se resume, de A a Z, toda a boçalidade, destempero e azedume que caraterizam a bílis que ameaça, há pelo menos 40 anos, em fluxos e refluxos rotineiros, os princípios mais básicos da atividade desportiva, sem respeito pelos paladares diferenciados, nem pelos estômagos mais sensíveis.
Em vez de “hoje servimos um banquete de futebol”, quanto muito um “tomem lá, que já almoçaram”, agora parece que só sentem prazer se a clientela cair para o lado a vomitar por intolerância ao ódio.
Deixou de haver derrotados, nem mais nem menos honrosos, apenas “aziados”.
Ir ao futebol, apoiar um clube e sair insatisfeito pelo resultado não devia sobrepor-se ao prazer da experiência desportiva, apesar do indigesto “comer e calar” quando há razões para criticar os “chefes” pelas mistelas que servem.
Muitas experiências gastronómicas, pela má qualidade ou pelas doses mal servidas, podem gerar indisposições momentâneas, mas salvam-se sempre o convívio e a romaria.
Os mestres cozinheiros não perdem o seu tempo a preparar azias para os convidados, pelo contrário, queimam mãos e pestanas a engendrar menus de referência, embora nem sempre acertem e sejam vencidos pela concorrência.
Assim, também os treinadores de futebol que se preocupam menos com o sabor dos seus pitéus e preparam os cardápios a pensar no maior grau de indisposição que consigam provocar aos comensais adversários dificilmente ganharão as ambicionadas estrelas dos Michelins da Queimada ou da Cofina. E não provam nem reprovam o caldo de acrimónia em que a sua imagem e credibilidade vão cozendo em lume brando."
Prémio de criatividade!!!
"➡️ Em Itália, a Juventus perdeu 15 pontos, ao ser condenada pelas irregularidades em negócios com transferências de jogadores.
➡️ Em Inglaterra, Manchester City pode vir a descer de divisão e serem-lhe retirados vários títulos, pelas irregularidades em negócios de transferências de jogadores.
➡️ Em França, o PSG está a ser investigado devido a irregularidades em negócios de transferências de jogadores.
❌ Em Portugal, no FC Porto, as irregularidades em negócios com transferências de jogadores, são atos de engenharia financeira e contabilidade criativa.
O lei em Portugal é um circo."
Reincidências!!!
"Somos do tempo em que ser reincidente na lesão da honra dava direito a 15 dias de castigo (3 jogos).
Hoje em dia já não é assim. Podem ser até 12 reincidências que não há problema nenhum... 😏"
A perversidade das sociedades desportivas
"Os problemas com projectos ruinosos e insolvências de sociedades desportivas em Portugal só tem uma via de resolução: alterar a lei e exigir a prestação de verdadeiras garantias no licenciamento desportivo. Após os contributos de todas as entidades que participaram no grupo de trabalho criado pela Secretaria de Estado da Juventude e Desporto para o efeito, esperamos um processo legislativo eficaz que tem, necessariamente, de conferir instrumentos ao regulador desportivo para bloquear determinados projectos, indo além do simples controlo ou verificação, a posteriori, do cumprimento das obrigações assumidas.
Há anos que o sindicato luta para que a questão seja tratada preventivamente. É preciso ir à génese da criação das sociedades desportivas no futebol, estabelecer em que condições fazem sentido e que requisitos de idoneidade e garantias financeiras dos seus investidores e órgãos gerentes têm de existir. Continua a ser urgente combater o uso de testas de ferro de agentes e outros grupos económicos que visam a exploração ou lavagem de dinheiro.
É absolutamente inaceitável que nos distritais ou Campeonato de Portugal surjam sociedades desportivas com cobertura legal, mas totalmente desprovidas de capacidade de gestão ou sustentabilidade, culminando quase sempre em episódios lamentáveis como aquele que estamos a vivenciar em Rio Maior.
Basta olhar ao que se faz lá fora e respeitar um sistema piramidal em que na base do futebol amador têm de estar projectos que priorizam a prática desportiva dos jovens formados localmente e não o lucro, com negócios obscuros e transferências de jogadores tratados como autêntica mercadoria.
Este é o momento do apelo à acção do legislador, para que o futebol deixe de ter desculpas para não agir."
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