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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Lixívia 19 (+1 jogo)


Tabela Anti-Lixívia
Benfica......................53 (-2) = 55 (+1 jogo)
Corruptos.......45 (+6) = 39
Sporting........38 (+5) = 33

Mais um festival no Dragay, com dois 'novatos' a darem indicações vão ter um 'grande' futuro na arbitragem no Tugão!!!
Expulsão perdoada ao Wendell nos primeiros minutos! Ao contrário do Tino, que com a passada normal, acabou por tropeçar no adversário que lhe passou 
á frente, o Wendell 'esticou' claramente a perna, e pisou o adversário... Amarelo que o VAR devia ter 'chamado' para Vermelho!
Golo mal validado aos Corruptos, falta de VAR, mas é claramente falta! Se na questão disciplinar anterior, o VAR até se pode desculpar que era 'subjectivo' aqui, não existe qualquer explicação: Galeno toca claramente no pé do defesa do Vizela, que tenta o passe para o colega...
No resto da partida, mais cartões perdoadas ao Uribe ao Galeno e afins...
Com 10 jogadores, desde dos 10 minutos, e com o 1.º golo anulado, muito dificilmente os Corruptos teriam ganho este jogo!

Na Luz e nos Arcos não houve Casos, mas tenho que denunciar mais um critério completamente absurdo! Desta vez, praticamente todos os contactos físicos, onde os jogadores do Benfica, ganhavam a bola e o adversário caia, eram imediatamente falta! Foi preciso esperar quase pelo minuto 90, com uma queda do Vasco Fernandes com o Draxler por perto, para não ter sido assinalado falta contra o Benfica... a Luz, aplaudiu, tal foi a surpresa!!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Arouca(c), V(4-0), Mota(V. Santos, Licínio), Prejudicados, (5-0), Sem influência
2.ª-Casa Pia(f), V(0-1), Martins(Nobre, P. Ribeiro), Prejudicados, Sem influência
3.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-2), Soares Dias(Malheiro, Coimbra), Prejudicados, Sem influência
4-ª-Boavista(f), V(0-3), Pinheiro(L. Ferreira, J. Silva), Prejudicados, Sem influência
5.ª-Vizela(c), V(2-1), Veríssimo(Nobre, N. Pereira), Prejudicados, (3-1), Sem influência
6.ª-Famalicão(f), V(0-1), Almeida(Melo, B. Costa), Prejudicados, (0-2), Sem influência
7.ª-Marítimo(c), V(5-0), Nobre(V. Santos, Mesquita), Nada a assinalar
8.ª-Guimarães(f), E(0-0), Rui Costa(L. Ferreira, S. Jesus), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
9.ª-Rio Ave(c), V(4-2), M. Oliveira(Rui Oliveira, L. Costa), Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), V(0-1), Pinheiro(Martins, Godinho), Prejudicados, Sem influência
11.ª-Chaves(c), V(5-0), Godinho(Malheiro, Coimbra), Nada a assinalar
12.ª-Estoril(f), V(1-5), Almeida(Hugo, B. Jesus), Nada a assinalar
13.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), M. Oliveira(C. Pereira, A. Costa), Nada a assinalar
14.ª-Braga(f), D(3-0), Pinheiro(Hugo, Mota), Nada a assinalar
15.ª-Portimonense(c), V(1-0), V. Ferreira(V. Santos, B. Costa), Nada a assinalar
16.ª-Sporting(c), E(2-2), Soares Dias(Martins, Pinheiro), Prejudicados, (3-2), (-2 pontos)
17.ª-Santa Clara(f), V(0-3), Veríssimo(R. Oliveira, Cunha), Nada a assinalar
18.ª-Arouca(f), V(0-3), Rui Costa(V. Santos, P. Ribeiro), Prejudicados, Sem influência
19.ª-Casa Pia(c), V(3-0), Narciso(Correia, C. Martins), Nada a assinalar
20.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Godinho(Melo, S. Jesus), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Braga(f), E(3-3), Veríssimo(Martins, H. Ribeiro), Nada a assinalar
2.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Mota(Narciso, P. Brás), Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(f), D(3-0), Almeida(Hugo, Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar
4.ª-Chaves(c), D(0-2), Narciso(V. Santos, D. Silva), Beneficiados, Sem influência
5.ª-Estoril(f), V(0-2), M. Oliveira(Pinheiro, L. Maia), Nada a assinalar
6.ª-Portimonense(c), V(4-0), C. Pereira(V. Ferreira, Cunha), Nada a assinalar
7.ª-Boavista(f), D(2-1), Pinheiro(Melo, B. Costa), Nada a assinalar
8.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), Martins(Godinho, R. Teixeira), Nada a assinalar
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Soares Dias(Malheiro, Cidade), Nada a assinalar
10.ª-Casa Pia(c), V(3-1), Malheiro(C. Pereira, A. Costa), Prejudicados, Beneficiados, (2-2), Impossível contabilizar
11.ª-Arouca(f), D(1-0), Rui Costa(Hugo, Felisberto), Prejudicados, Impossível contabilizar
12.ª-Guimarães(c), V(3-0), Mota(Martins, A. Campos), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
13.ª-Famalicão(f), V(1-2), Soares Dias(V. Ferreira, Cunha), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
14.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Nobre(Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
15.ª-Marítimo(f), D(1-0), Malheiro(C. Pereira, A. Costa), Nada a assinalar
16.ª-Benfica(f), E(2-2), Soares Dias(Martins, Pinheiro), Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)
17.ª-Vizela(c), V(2-1), Rui Costa(Esteves, Baixinho), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
18.ª-Braga(c), V(5-0), Almeida(Hugo, B. Vieira), Beneficiados, Impossível contabilizar
19.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Mota(Esteves, Lima), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(5-1), Malheiro(Esteves, R. Cidade), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2.ª-Vizela(f), V(0-1), Veríssimo(Correia, I. Pereira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
3.ª-Sporting(c), V(3-0), Almeida(Hugo, Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Martins(Rui Costa, C. Martins), Beneficiados, Sem influência
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Pinheiro(Melo, Manso), Nada a assinalar
6.ª-Chaves(c), V(3-0), Nobre(Narciso, V. Marques), Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Estoril(f), E(1-1), Godinho(Soares Dias, Licínio), Beneficiados, (3-1), (+1 ponto)
8.ª-Braga(c), V(4-1), Soares Dias(Hugo, B. Jesus), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
9.ª-Portimonense(f), V(0-2), Mota(Martins, A. Campos), Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), D(0-1), Pinheiro(Martins, Godinho), Beneficiados, Sem influência
11.ª-Santa Clara(f), E(1-1), Soares Dias(R. Oliveira, C. Campos), Beneficiados, Prejudicados, (0-0), Impossível contabilizar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), M. Oliveira(Correia, J. Afonso), Nada a assinalar
13.ª-Boavista(f), V(1-4), Godinho(Nobre, N. Pereira), Beneficiados, Prejudicados, (1-2), Impossível contabilizar
14.ª-Arouca(c), V(5-1), Martins(Narciso, P. Brás), Beneficiados, (4-1), Sem influência
15.ª-Casa Pia(f), E(0-0), Almeida(Hugo, N. Pires), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Famalicão(c), V(4-1), Correia(Macedo, Manso), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Guimarães(f), V(0-1), Godinho(V. Santos, S. Jesus), Nada a assinalar
18.ª-Marítimo(f), V(0-2), Veríssimo(Godinho, R. Teixeira), Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
19.ª-Vizela(c), V(2-0), C. Pereira(H. Carvalho, N. Pereira), Beneficiados, (+2 pontos)

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Soares Dias - -2
Martins - -2

Sporting
Soares Dias - +3
V. Ferreira - +2
Rui Costa - +2
Esteves - +2
Martins - +1

Corruptos
Veríssimo - +3
Correia - +3
C. Pereira - +2
H. Carvalho - +2
Godinho - +1
Soares Dias - +1

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
Pinheiro - 3
Almeida - 2
M. Oliveira - 2
Soares Dias - 2
Veríssimo - 2
Godinho - 2
Rui Costa - 2
Mota - 1
Martins - 1
Nobre - 1
V. Ferreira - 1
Narciso - 1

Sporting
Soares Dias - 3
Mota - 3
Malheiro - 2
Rui Costa - 2
Almeida - 2
Veríssimo - 1
Narciso - 1
M. Oliveira - 1
C. Pereira - 1
Pinheiro - 1
Martins - 1
Nobre - 1

Corruptos
Godinho - 3
Pinheiro - 2
Soares Dias - 2
Martins - 2
Almeida - 2
Veríssimo - 2
Malheiro - 1
Nobre - 1
Mota - 1
M. Oliveira - 1
Correia - 1
C. Pereira - 1

VAR's:
Benfica
V. Santos - 4
Nobre - 2
L. Ferreira - 2
Malheiro - 2
Hugo - 2
Martins - 2
R. Oliveira - 2
Melo - 2
C. Pereira - 1
Correia - 1

Sporting
Martins - 3
Hugo - 3
V. Ferreira - 2
Melo - 2
C. Pereira - 2
Esteves - 2
Narciso - 1
V. Santos - 1
Pinheiro - 1
Godinho - 1
Malheiro - 1

Corruptos
Hugo - 3
Martins - 2
Correia - 2
Narciso - 2
Esteves - 1
Rui Costa - 1
Melo - 1
Soares Dias - 1
R. Oliveira - 1
Nobre - 1
Macedo - 1
V. Santos - 1
Godinho - 1
H. Carvalho - 1

AVAR's:
Benfica
Coimbra - 2
B. Costa - 2
S. Jesus - 2
P. Ribeiro - 2
Licínio - 1
J. Silva - 1
N. Pereira - 1
Mesquita - 1
L. Costa - 1
Godinho - 1
B. Jesus - 1
A. Costa - 1
P. Mota - 1
Pinheiro - 1
Cunha - 1
C. Martins - 1

Sporting
Cunha - 2
A. Costa - 2
H. Ribeiro - 1
P. Brás - 1
Martins - 1
D. Silva - 1
L. Maia - 1
B. Costa -1
R. Teixeira - 1
Cidade - 1
Felisberto - 1
A. Campos - 1
S. Jesus - 1
Pinheiro - 1
Baixinho - 1
B. Vieira - 1
F. Lima - 1

Corruptos
Manso - 2
N. Pereira - 2
Cidade - 1
I. Pereira - 1
Martins - 1
C. Martins - 1
V. Marques - 1
Licínio - 1
B. Jesus - 1
A. Campos - 1
Godinho - 1
C. Campos - 1
J. Afonso - 1
P. Brás - 1
N. Pires - 1
S. Jesus - 1
R. Teixeira - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Pinheiro - 3 + 0 = 3
Almeida - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 2 + 0 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Sporting
Soares Dias - 3 + 0 = 3
Pinheiro - 1 + 1 = 2
Malheiro - 1 + 1 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
V. Ferreira - 0 + 1 = 1
C. Pereira - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Corruptos
Godinho - 3 + 1 = 4
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Correia - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
V. Santos - 0 + 4 = 4
Pinheiro - 3 + 0 = 3
Nobre - 1 + 2 = 3
Martins - 1 + 2 = 3
Almeida - 2 + 0 = 2
M. Oliveira - 2 + 0 = 2
Soares Dias - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Godinho - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 2 + 0 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Malheiro - 0 + 2 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
R. Oliveira - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Mota - 1 + 0 = 1
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Narciso - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 0 + 1 = 1
Correia - 0 + 1 = 1

Sporting
Martins - 1 + 3 = 4
Soares Dias - 3 + 0 = 3
Mota - 3 + 0 = 3
Malheiro - 2 + 1 = 3
C. Pereira - 1 + 2 = 3
Hugo - 0 + 3 = 3
Rui Costa - 2 + 0 = 2
Almeida - 2 + 0 = 2
Narciso - 1 + 1 = 2
Pinheiro - 1 + 1 = 2
V. Ferreira - 0 + 2 = 2
Melo - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1

Corruptos
Godinho - 3 + 1 = 4
Martins - 2 + 2 = 4
Soares Dias - 2 + 1 = 3
Correia - 1 + 2 = 3
Hugo - 0 + 3 = 3
Pinheiro - 2 + 0 = 2
Almeida - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Malheiro - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
R. Oliveira - 0 + 1 = 1
Macedo - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
H. Carvalho - 0 + 1 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:
Jornada 17(+1 jogo)
Jornada 18(+1 jogo)

Anexos(V):
Épocas anteriores:

O Futebol é Momento #19 - Na frente nada de novo!

Falar Benfica #101

Almeida...

Um jogador agrediu um árbitro, sim. E não tem de haver sangue ou socos para ser uma agressão


𝗖𝗥𝗜𝗦𝗘 𝗡𝗢 𝗕𝗘𝗡𝗙𝗜𝗖𝗔!


"Roger Schmidt tem demasiados bons jogadores à sua disposição."

3x4x3


O poder do choque do Montijo


"O Bicampeão Europeu José Neto dedicou 9 épocas de futebol ao Benfica. Contou 10 títulos no total e... muitas histórias!

Nasceu no Montijo, no, dia das bodas de prata da República Portuguesa. Desde miúdo, José Neto trocava a escola pelos chutos numa bola de trapos com os amigos pelas ruas da vila e era torcedor do Benfica.
Terminada a 3.ª classe, com 12 anos, o pai pô-lo a trabalhar numa corticeira, indústria comum da margem sul do Tejo. No entanto, a paixão pelo futebol nunca o abandonou e, mesmo trabalhando, alinhava frequentemente em partidas. Aos 17 anos, começou a jogar nos juniores do CD Montijo e, em pouco tempo, ascendeu à equipa de honra. Aí chamou a atenção de Manuel da Luz Afonso, dirigente do Benfica e também empregador de Neto numa das corticeiras. Após algumas diligências, acabaria por ser encaminhado para o clube da Luz.
Fez o seu primeiro jogo pela equipa de honra do Benfica em 9 de Junho de 1958, frente ao Flamengo (1-1), fazendo parelha com Mário João no meio-campo, 'dois batalhadores de rija têmpera'. Sobre o estreante do Montijo, esperavam que no futuro mantivesse 'o mesmo poder de choque fora de casa', podendo 'ser muito útil nos campos acanhados e pelados da província'.
Com gosto em trabalhar sob a alçada de Béla Guttmann, Neto foi seleccionado pelo húngaro para alinhar pela seleção B portuguesa, em 1960, numa partida frente a França, da qual foi considerado o melhor em campo.
O auge de José Neto veio com o primeiro campeonato europeu conquistado pelo Benfica, em 1960/61. Foi um dos sete totalistas e cumpriu, com distinção e louvor, o seu dever enquanto médio: com os seus passes e cruzamentos no apoio à finalização, mas também na anulação de rápidos e fortes ataques adversários. Foi de um cruzamento seu que surgiu o autogolo de Gensana, frente ao Barcelona, que colocou o Benfica em vantagem no jogo, na final de Berna, em 31 de Maio de 1961. Alinhou também num jogo na Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1961/62, no qual foi evidente o seu espírito de sacrifício a favor do conjunto encarnado.
José Neto, que nunca negou as suas origens humildes, saiu do Benfica em 1966, rumando a Braga. Ao longo da sua vida, salientava que nunca poderia voltar a ser pobre, pois jogou no Benfica. 'Sou feliz no meu lar, tenho bons amigos e companheiros, e saúde não me falta. Se depois disto não devo considerar-me um homem rico, que sou então?'
Conheça outras histórias dos bicampeões europeus no livro Talento e Superação: O Bicampeonato Europeu do Benfica, da autoria do Património Cultural Benfica e de A Bola."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Das contagens erradas e despropositadas…


"Parece um relógio suíço. Assim como, sempre que o Benfica está bem no Campeonato Nacional, logo surgem “notícias” com o intuito de provocar desestabilização ou de condicionar a arbitragem, não há hiato de títulos e troféus para o Benfica que não seja acompanhado da publicação de contagem de títulos e troféus do FC Porto. E que contagem…
Começa logo pela confusão entre títulos e troféus, fazendo-se uma amálgama destes, tudo confundindo e nada esclarecendo sobre a história do futebol português. Um título refere-se à conquista de uma prova e à possibilidade de defendê-la na edição seguinte, daí ser um título. É-se campeão, é-se detentor da Taça de Portugal. Um troféu cinge-se a uma prova em concreto: ganhou-se a Supertaça; venceu-se a Taça da Liga.
E depois o absurdo: equipara-se uma Liga dos Campeões a uma Supertaça; um Campeonato Nacional a uma Taça da Liga. Haverá algum benfiquista feliz após uma temporada em que vençamos somente uma Supertaça e uma Taça da Liga? É óbvio que não! Tão óbvio quanto a incomparabilidade da natureza, dificuldade e prestígio da cada competição. Já para não falar da distorção da história se o objetivo é analisar-se o todo. Por exemplo, quantas Supertaças teria conquistado o Benfica se, ao invés da estreia ter sido em 1979, tivesse ocorrido em 1935 após a primeira temporada em que se disputou Campeonato Nacional e Taça de Portugal em simultâneo?
Ademais, há os erros do costume.
A Taça Latina conquistada pelo Benfica em 1950 é sempre ignorada, argumentando-se que a UEFA não a reconhece. Ora, quando a UEFA foi fundada já a Taça Latina era disputada há seis anos. A prova, como é evidente, nunca foi disputada sob a égide da UEFA e nem poderia sê-lo, pois esta entidade nem sequer existia. Mas tal não retira o carácter oficial à competição. A Taça Latina não só foi organizada pelas federações de Portugal, Espanha, França e Itália, como até o foi com a aprovação da FIFA.
Em anos recentes, as duas primeiras edições da Supertaça (1979 e 1980, ganhas, respectivamente, por Boavista e Benfica) foram postas em causa por serem oficiosas. Nunca esteve em causa que as duas primeiras edições foram organizadas, de facto, pelos clubes envolvidos (FC Porto e Sporting foram os vencidos), mas até há pouco tempo nunca a Federação havia sido contestada por ter optado por incluir as duas primeiras edições do troféu no palmarés oficial desde que assumiu a organização, em 1981. Embora tenham sido oficiosas, a FPF oficializou-as no palmarés. E nem sequer é inédito: a UEFA fez o mesmo com a primeira edição da Taças dos Clubes Campeões Europeus, então uma iniciativa do jornal L’Équipe; A FIFA também o fez com a Taça Toyota, vulgo Intercontinental. Que agora, passados tantos anos, haja contestação, diz mais sobre as motivações dos contestatários do que sobre o tema em si.
E há ainda a Taça Ibérica, uma iniciativa oficial das federações de Portugal e Espanha, sempre ignorada (cuidado com uns jogos particulares apelidados “Taça Ibérica” ou “Troféu Ibérico”, não vá os revisionistas do costume misturarem tudo).
É impressionante como o complexo de inferioridade se revela nas mais diversas formas e nas mais variadas situações. Só há uma solução para isto: ganhar o mais possível!"

João Tomaz, in O Benfica

Temos pena


"Pela primeira vez na história da modalidade em Portugal, as equipas seniores masculina e feminina de futsal do mesmo clube conquistaram a Taça da Liga. Parece simples, não é? Antes pelo contrário. É fruto de muito trabalho, mas também de muito talento e capacidade de sofrimento.
Os últimos três anos não foram nada fáceis para a equipa masculina de futsal do Glorioso. A juntar a um valoroso e eficaz adversário interno (o Sporting CP), o conjunto de jogadores encarnados não teve sorte nos momentos decisivos. O jejum na conquista de troféus fez mossa, claro, mas é também na adversidade que se veem os campeões, e esta equipa há muito que merecia uma alegria em forma de taça. Já sei que os peritos vão dizer que o principal rival não chegou à final e que o resultado poderia ter sido diferente. Para esses, só duas palavras: 'temos pena'. Se não chegaram, foi porque o CRC Quinta dos Lombos foi mais eficaz. E olhando para o que se passou na meia-final e na final, a equipa de Carcavelos é um bom exemplo do aumento de qualidade no futebol português.
No setor feminino, já não há palavras para as futsalistas do Sport Lisboa e Benfica. Depois de uma temporada dividida (em número de títulos, emoção e incerteza) com o CGR Nun'Álvarez, nesta época tudo parece ser diferente. Dois embates, duas vitórias folgadas. E, para que não haja dúvidas, estamos mesmo a falar das duas melhores equipas femininas de futsal em Portugal e das melhores da Europa. O conjunto de Fafe não conseguiu impor-se, mas nada lhe pode ser subtraído em qualidade.
No fim de semana passado, apesar do silêncio de grande parte da comunicação social portuguesa, fez-se história em Gondomar. O mesmo clube, com duas equipas seniores de diferentes géneros, foi dominador. Uma fez em tons de vermelho. Ou como o SL Benfica continua a ser um exemplo."

Ricardo Santos, in O Benfica

A dependência do Benfica é só uma: os benfiquistas


"Muito se tem escrito, muito se tem falado e, naturalmente, é impossível ignorar. Por mais que tentemos controlar os nossos pensamentos, é inevitável desviarmos as atenções do tema. Estou a falar, claro, do Benfica - Casa Pia de amanhã. É um jogo extremamente decisivo na luta pelo principal objetivo desta temporada, assim como os outros 14 que depois se seguirão.
Tendo em conta os acontecimentos recentes e os comentários que se fizerem ouvir, o leitor até poderá ficar surpreendido, ou mesmo desconfiado, com o que vou dizer. Mas vá por mim: amanhã, por volta das 18:00, o Benfica vai apresentar-se em campo no Estádio da Luz com 11 jogadores. Bem sei que esta é uma opinião polémica, uma vez que é muito difícil, quase inconcebível, imaginar um Benfica sem Enzo Fernández. Aliás, basta olhar para o peso tremendo do médio argentino ao longo de quase 120 anos de história do Benfica, onde teve um contributo absolutamente crucial durante compridos sete meses. Grandes exibições, golos, assistências e uma das conquistas mais importantes da história... ao serviço da seleção argentina. É natural termos dificuldade em imaginar como será o Benfica daqui para a frente, afinal toda a estratégia do mister Roger Schmidt estava montada em redor do Enzo. Como se sabe, o treinador alemão até se sentiu na obrigação de ceder aos caprichos do recém-campeão mundial e foi ele próprio quem lhe comprou os bilhetes de avião para passar o ano na Argentina. O que não se refletiu em qualquer tipo de castigo, nada disso, pois a ida para a bancada com o Portimonense sucedeu apenas para que o Enzo pudesse repor energias depois da cansativa viagem.
Falar do Enzo, que é um craque, nestes termos, não demonstra de forma alguma maior ou menor respeito pelo jogador. Pelo menos, não de forma desproporcional ao que ele demonstrou pelo clube e pelos adeptos. Não sou seguidor do lema zero ídolos, porque esse encanto faz parte da magia do futebol. No entanto, tenho consciência de que vestir a camisola é muito mais do que enfiá-la pelo pescoço abaixo."

Pedro Soares, in O Benfica

Os golos da noite de Arouca que não entram nas estatísticas


"À hora a que amanho este texto, Arouca foi ontem, e as memórias da 16.ª vitória do Benfica na Liga Bwin 2022/23, rompendo a cortina de frio que nos abraça neste fase de inverno, são as mais calorosas. Num relvado difícil, a equipa foi altamente competente e, coisa da sua missão, desbravou caminhos com requinte técnico para o cumprimento do objectivo imediato, avançando para um acumulado de 50 pontos nesta edição da prova (média de 2,63 por jogo).
Sem Gonçalo Ramos nem Rafa, que, juntos, valem 18 (37,5%) dos 48 golos anotados pelo coletivo na competição, o líder, amparado pelo apoio dos seus adeptos, fez abanar as redes adversárias em três ocasiões e, afirmativo, sem sobressaltos de maior, contornou o 6.º classificado e aumentou para 12 o número de clean sheets na Liga.
Na gélida noite de 31 de Janeiro, ficámos também a saber que Enzo não vestirá mais a camisola do Benfica e que, por isso, a narrativa da equipa nesta temporada será, doravante, um privilégio reservado a outros intérpretes, alinhados com a causa e com os desígnios do Clube. Para ganhar o futuro, só o presente importa. Nada mais simples.
Além de golos desenhados com muita classe e elegância, no Estádio Municipal de Arouca vimos, à flor da relva, uma das coisas mais bonitas e entusiasmantes do futebol, e que nos fazem pensar que amanhã vai ser ainda melhor do que hoje: compromisso a paixão a tratarem-se por tu.
A forma alegre, dedicada e compenetrada com os jogadores se ligaram e entreajudaram nas tarefas, e também como celebraram cada bola que entrou na baliza dos arouquenses, é sintomática de boa saúde, foco, satisfação e crença total no trabalho em curso, na perseguição dos objetivos maiores. É invisível no resultado que fica para a história do Campeonato, sim, mas esse foi o quarto golo do encontro!
Na entrevista rápida pós-jogo e, a seguir, em conferência de Imprensa, com mais uma análise eloquente, objetiva, rigorosa, assertiva, franca e transparente, Roger Schmidt marcou o quinto golo da noite em Arouca. O treinador reconheceu, valorizou, agraciou e motivou quem está, quem acabara de correr, batalhar e de entregar o seu esforço em prol do interesse mobilizador. 'Precisamos de jogadores que sintam paixão em representar o Benfica e que estejam felizes no Clube. (...) Estou muito contente com quem está, com a atitude e paixão. Gostar de jogar pelo Benfica é muito importante', afirmou o treinador. Para bom entendedor."

João Sanches, in O Benfica

Há mais Benfica


"Na ausência de futebol, o último fim-de-semana foi particularmente saboroso para as modalidades do Benfica.
Sobressaiu o duplo triunfo nas Taças da Liga de futsal (masculina e feminina). Mas há que destacar também a vitória da equipa masculina de hóquei em patins no Pavilhão João Rocha (a quarta consecutiva sobre o rival), que cimentou a liderança da fase regular do respectivo campeonato. Ainda no hóquei, as nossas raparigas golearam duplamente (Gulpilhares 12-0 e CENAP 15-1), ainda não perderam nesta época, e têm difícil compromisso europeu amanhã na Luz. Também o basquetebol venceu em ambos os sectores, com destaque para uma extraordinária recuperação da equipa feminina - que diante do CAB Madeira chegou a ter uma desvantagem de 18 pontos, acabando, à campeão, a vencer por 70-63. O andebol feminino apurou-se, na Marinha Grande, para os quartos-de-final da Taça de Portugal, enquanto o voleibol masculino obteve mais uma vitória (a 12.ª consecutiva na liga), continuando destacado na liderança. Apenas o vólei feminino deixou sabor agridoce, com derrota em Matosinhos no sábado, seguida de triunfo na Luz no domingo, frente ao Porto Vólei. Caberá aqui juntar também o sucesso do râguebi, perante o Agronomia - que era líder.
As modalidades do Benfica estão em crescendo, prometendo títulos. No sector feminino já dominamos em toda a linha (só o voleibol tem tido mais dificuldades). No sector masculino temos conjuntos fortíssimos nas várias frentes, embora haja enorme concorrência.
Todas estas equipas são dignas do nosso orgulho, e merecem todo o apoio. Há mais Benfica.
Muito mais Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Fazemos anos


"Faz 14 anos que o Benfica fez nascer a Fundação para ir ainda mais longe no seu sonho centenário de matriz popular e humanista que vê na paixão do futebol muito mais que um jogo, uma janela de oportunidade para ser ainda maior na vida das pessoas, fazendo toda a diferença.
Hoje, 14 anos e mais de 300000 pessoas depois, já podemos avaliar ponderadamente a dimensão da obra social do Sport Lisboa e Benfica, que é grande, muito grande, necessária e justa. Muito há por fazer, é certo, num mundo em permanente mudança que se redobra em desafios cada vez mais complexos. Mas o Benfica já deu provas de que tem o que é preciso para lá dos relvados para fazer a sua parte na sociedade. E que parte! Seja pela dimensão que tem, seja pela capacidade de mobilizar vontades, os grandes do futebol podem ser uma verdadeira força de transformação social, e o Benfica, de entre os grandes, é ed todos, um!
Em tempo de aniversário, fica o nosso sentido agradecimento a todos os atletas, colaboradores e adeptos que formam este grande universo Benfica e que incendeiam a chama imensa de que se alimenta o nosso trabalho."

João Tomaz, in O Benfica

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"1
Bárbara Timo venceu o Grand Prix de Portugal de judo na categoria -63kg;

2
O Benfica conquistou, pela 2ª vez em 3 edições, a Taça da Liga de futsal no feminino;

4
O Benfica conquistou, pela 4ª vez, a Taça da Liga de futsal no masculino e passou a ser, a par do Sporting, o clube com mais troféus nesta competição;

5
O número 5 foi retirado do basquetebol benfiquista em homenagem a Henrique Vieira, o terceiro basquetebolista com mais jogos pelo Benfica, 7 vezes campeão nacional em 11 temporadas de águia ao peito;

22
Com 14 golos e 8 assistências, João Mário é o jogador do plantel com mais participação direta na finalização de golos. Segue Gonçalo Ramos, com 21 (18+3), Rafa (11+7) e Neres (8+10), com 18;

29
É a 3ª vez que o Benfica tem pelo menos 29 vitórias ao fim de 35 jogos em competições oficiais numa temporada (considerando todas). E apenas a 2ª vez que tem apenas uma derrota;

37
Grimaldo passou a ser, a par de Francisco Moreira, o 37º com mais jogos em competições oficiais pela equipa de honra do Benfica;

50
Gonçalo Ramos completou 50 jogos no Campeonato Nacional de águia ao peito;

121
Está consumada a saída de Enzo Fernández. É um negócio surreal. Os 121 milhões de euros representam a 2ª maior transferência de sempre do Benfica, a mais cara da história para um clube inglês, o montante mais alto pago por um jogador argentino ou por um médio de qualquer nacionalidade. Uma valorização de 864% do passe em meio ano (considerando um custo de aquisição de 14 milhões de euros – a confirmar). A nível desportivo, seria desejável que a saída ocorresse noutra altura, mas a vontade de Enzo foi determinante e, como disse Roger Schmidt, “precisamos apenas de jogadores que estejam felizes por atuar no Benfica”."

João Tomaz, in O Benfica

Benfica FM #224 - Arouca, Casa Pia...

5 minutos: Diário...

BR: João Mário...

A Verdade do Tadeia #740 - Chermiti salva os pontos

Dias preenchidos


"A News Benfica de hoje é dedicada à atividade benfiquista de ontem até quarta-feira. E damos conta de dois exemplos de Casas do Benfica que enveredam, também, pela competição desportiva.

1
A nossa equipa B defrontou o Tondela e ganhou, por 2-1, com golos de Henrique Pereira e do reforço Gilson Benchimol. Este desafio proporcionou ainda o cumprimento de mais uma etapa da integração e preparação de duas das caras novas do plantel da equipa principal, Tengstedt e Schjelderup, que alinharam de início e foram substituídos aos 63 minutos. André Gomes e João Neves foram os restantes elementos da equipa A a participarem na vitória frente aos tondelenses.
Veja o resumo do jogo, aqui.

2
Houve mais partidas realizadas ontem. No voleibol, recebemos e vencemos o Vitória de Guimarães, por 3-0, nos masculinos, enquanto, nos femininos, perdemos 0-3 com o Leixões. No futsal seguimos em frente na Taça de Portugal, ao bater o Torreense, por 1-2. Quanto ao futebol de formação, a equipa de iniciados somou nova vitória na fase de apuramento do campeão, desta feita, por 0-5, na visita à Académica.

3
Para amanhã estão agendados dois jogos. No andebol temos o regresso da EHF European League. O encontro com o Tatran Presov é na Luz e tem início agendado para as 17h45. Por seu turno, os Sub-23 de futebol têm uma deslocação ao reduto do Famalicão (13h00).
Quarta-feira há dérbi com o Sporting em futebol no feminino. É a 2.ª mão das meias-finais da Taça da Liga e tem lugar no Estádio Aurélio Pereira (20h00). Recordamos que, no primeiro desafio, a nossa equipa venceu por 4-1. Às 21h00, a nossa equipa feminina de hóquei em patins recebe, na Luz, o Stuart Massamá.

4
Muitas das Casas do Benfica, verdadeiras embaixadas do benfiquismo espalhadas pelo mundo, estimulam a prática desportiva e apresentam equipas de competição em várias modalidades. São os casos, entre muitos outros, das situadas em Faro e Águeda. A primeira assegurou, esta semana, o acesso à Primeira Divisão nacional e a segunda, a qual pode conhecer melhor nesta reportagem da BTV, dedica-se ao bilhar.

5
O Sport Lisboa e Benfica e a Metrica Sports assinaram uma parceria de Análise de Vídeo e Dados, a qual irá oferecer ao Clube uma forma de gerar dados de rastreio de qualquer jogo. Saiba mais, aqui."

Suspenso Pela UCI


"✅Amaro Antunes venceu três vezes a Volta a Portugal (2017, devido à desclassificação por ‘doping’ do companheiro de equipa Raúl Alarcón, 2020 e 2021),
✅ Anunciado o final da carreira a 16 de janeiro, depois de ter sido o único dos 11 ciclistas da W52-FC Porto que não foi constituído arguido no âmbito da operação ‘Prova Limpa’.
Pensava que escapava 😏"

Segredos relativos!!!


"A máquina de propaganda dos andrades quis convencer - através dos seus ponta de lança cartilheiros - que o prazo para manter o segredo de justiça do megaprocesso (já devia estar arquivado após tantos anos de investigação sem produzir efeitos), que necessitou de passar de Lisboa para o Porto - sabe-se lá porque carga de água - que envolve o SL Benfica e que agora já tem arguidos, tinha terminado.
Ora, a Procuradoria Geral da República não tem o mesmo entendimento e considera que poderá existir uma violação desse mesmo segredo.
Esta posição da PGR só surpreende os mais distraídos, uma vez que, durante o julgamento que envolve Francisco J.Marques e os seus dois compinchas (Diogo Faria e Júlio Magalhães), ao ser revelado pelo advogado do insolvente Marques que o FC Porto já tinha conhecimento do processo, os advogados do SL Benfica ficaram intrigados.
Que se investigue! Que se leve a investigação mais a fundo para além do segredo de justiça. Que se investigue o motivo que originou a mudança do processo para o Porto e quem o ordenou."

Rui Santos que nos próximos tempos requisite segurança privada e passe a olhar para trás em cada passo que dê. Caso contrário, paz à sua alma.


Quem diz a verdade não merece castigo!! Bem sabemos qual o objetivo destas intervenções, mas que é grande estouro, lá isso é...😏

É cansativo e desgastante perceber a nossa impotência


"Perante vergonhosos e sucessivos escândalos de arbitragem a favor dos mesmos, que aliás já se estende por 40 anos, ouve-se um silêncio sepulcral dos lados da Luz ou da Comunicação Social, tão empenhada em descortinar subornos para não rematarem à baliza a jogadores que marcam um golo por época.
Se da Comunicação Social, coadjuvada pelo poder judicial selectivo da zona Norte do País, não podemos nem conseguimos fazer nada, já dos responsáveis Benfiquistas torna-se verdadeiramente inaceitável este silêncio conivente com as coisas gravíssimas que se estão a passar no Futebol Português.
Porque é que se vai à TV explicar a saída de um jogador no último dia de mercado mas não se vai explicar à TV (ou pedir explicações) porque é que Uribe tem 2 amarelos em 5 jogos das Competições Europeias e 3 amarelos (mais um apenas, portanto) em 19 jogos da Liga Portuguesa? Porque é que Otávio tem apenas 1 amarelo em 15 jogos da Liga Portuguesa e Rafa (esse jogador violentíssimo) tem 6 amarelos na mesma Liga? Porque é que Gonçalo Guedes tem em 2 jogos os mesmos amarelos que Otávio tem em 15 jogos? Porque é que os amarelos para o Calor da Noite são transformados em simples faltas? Porque é que os vermelhos para o Calor da Noite são transformados em amarelos? Porque é que as simples faltas são transformadas em nada? E, já agora, porque é que o VAR não vê as faltas como a que Galeno faz hoje sobre um jogador do Vizela para marcar o primeiro golo? É que se já é grave o árbitro não ter visto, o VAR não o alertar para o erro claro, óbvio e evidente já ultrapassa tudo.
Em resumo, vamos esperar perder mais um campeonato para nos recusarmos a entrar mais em campo com árbitros portugueses e fazê-lo apenas com árbitros estrangeiros, não vamos? E atenção que isto não é uma crítica directa aos árbitros Portugueses. Acreditamos muito na qualidade de muitos deles, simplesmente não têm condições de apitar em Portugal porque têm família e filhos para alimentar e não o podem fazer se ousarem arbitrar idoneamente o Calor da Noite.
Venha de lá o Bi do Prémio Fair Play!"

O arbitro não vê, o VAR não vê, os treinadores adversários não veem, ninguém vê. Raça mais forte!


O "Tribunal d'O Jogo" encheu-se de isenção e escreveu isto em relação a Wendell. Não passaram nem duas semanas do que escreveram sobre o Florentino. 😏

Nem duas semanas passaram. A coerência e integridade dos 3 "especialistas" é a mesma de sempre.

Nélson Semedo de volta à Luz? | SL Benfica


"O lateral direito está a jogar em Inglaterra, mas um regresso ao Benfica não está fora de hipótese.

Se há sector onde o SL Benfica teve mais dificuldade nos últimos anos em encontrar um jogador que pegasse de estaca, o lado direito da defesa tem sido uma verdadeira dor de cabeça para os encarnados. Contratações para esse lugar houve muitas, mas em algumas épocas, quem acabava por garantir lugar cativo no onze era André Almeida, o homem com 12 anos de casa que desenrascava fosse na direita, fosse na esquerda. A questão é que já não há André Almeida para tapar buracos e agora cada contratação que se efetuar para essa posição, Rui Costa vai ter de ser muito criterioso nas suas escolhas.
Na última semana, a CNN Portugal deu a notícia que Nélson Semedo poderá regressar ao SL Benfica no próximo Verão. O defesa direito que agora representa o Wolverhampton Wanderers FC, termina contrato com o clube inglês e esta seria uma excelente oportunidade para as águias lançarem um ataque ao jogador de 29 anos, que numa entrevista à BTV já tinha manifestado a vontade em acabar a carreira na Luz. Mas seria este o melhor momento para o regresso do internacional português, que muitas saudades deixou nos adeptos? Diria que sim, apesar de Gilberto e Alexander Bah estarem a dar conta do recado.
O antigo número 50 do Benfica tem agora mais experiência a nível internacional e pode gabar-se de já ter experimentado as duas melhores ligas do mundo. Um eventual regresso à capital portuguesa, tornaria a formação orientada por Roger Schmidt muito mais forte e o técnico alemão passaria a contar com dois laterais rápidos e de características bastante ofensivas, já que na esquerda, Grimaldo tem estado a fazer a melhor época de sempre desde que chegou a Lisboa, embora continue a dúvida em relação à sua continuidade no ninho da águia na próxima temporada.
Nélson Semedo foi um dos melhores laterais direitos que passou pela Luz nas últimas duas décadas. Formado no SU Sintrense, ingressou no SL Benfica na temporada 2013/2014 para jogar na equipa B. O salto para a equipa principal deu-se em 2015/2016, mas foi na época seguinte que se afirmou em definitivo, onde realizou 47 partidas, marcou dois golos e fez nove assistências. O FC Barcelona não resistiu às suas exibições e contratou-o por cerca de 30,5 milhões de euros. Agora, é a nação benfiquista que suspira pelo regresso do jogador a uma casa onde conquistou dois títulos de campeão nacional."

A Verdade do Tadeia #739 - Os primeiros a ganhar

Visão S04E23 - Casa Pia, Mercado...

Visão: React - Almeidinhos...

O delírio do futebol moderno está matando o nosso sonho


"1. Incapacidade de reter talento
A novela Enzo me fez refletir sobre algo que venho pensando há anos. No futebol de hoje, nós temos que torcer para os nossos jogadores estarem entre o “bom” e o “fora de série”. Se forem inferiores não teremos o domínio interno e muito menos o Benfica europeu, mas se forem foras de série, nós não vamos poder aproveitá-los, e uma campanha histórica na Liga dos Campeões se torna um sonho inacessível.
Nos últimos anos o Benfica teve no seu plantel ao menos três jovens com característica acima da média: Renato Sanches, João Felix e Enzo Fernández. O que eles têm em comum? O trio não completou um ano inteiro sendo destaque de águia ao peito. Renato começou a ganhar espaço no time ao final de novembro/início de dezembro (2015) e antes mesmo da temporada acabar já estava vendido ao Bayern de Munique. O atacante João Felix fez pouco mais que meia dúzia de aparições no time principal do Benfica entre agosto e dezembro de 2018 e somente em janeiro, já com Bruno Lage como treinador, o jovem passou a ser titular e protagonista da Reconquista. No início de julho já estava vendido por incríveis 126 milhões de euros. A história de Enzo Fernández é semelhante e recente, logo não vale a pena ser detalhada como as anteriores. Perante esse cenário só nos resta a lamentação e um sentimento de impotência, afinal não temos tido o direito de contar com os melhores por um ano inteiro sequer.

2. Enzo: O ingrato?
O esporte é imprevisível, mas o meio campista argentino tem tudo para ser uma estrela do futebol mundial durante a próxima década. Dito isso já adianto que não concordo com aqueles que acusam o jogador de ingrato. Ingratidão é um termo muito forte. Nós não fomos busca-lo à Argentina enquanto passava fome e nem lhe fizemos qualquer tipo de favor. Enzo já era destaque no futebol sul americano enquanto atuava por um dos maiores clubes da região, dessa forma a porta do futebol europeu já estava aberta para o ex River Plate, e se não fosse o Benfica ele chegaria ao velho continente por outro clube qualquer, como tem acontecido nos últimos anos.
Por outro lado, temos todo o direito de não atribuir profissionalismo ao atleta em questão. Nesse quesito, Enzo deixou muito a desejar e é essa a acusação que podemos fazer a ele. Que vá pela sombra e receba um estrondoso coro de vaias quando regressar ao Estádio da Luz.

3. Fair play financeiro
O fair play financeiro foi introduzido no futebol europeu para evitar o endividamento dos clubes e também proteger o futebol dos aventureiros que volta e meia apareciam no continente europeu despejando um caminhão de dinheiro em algum clube. Quando se cansavam de brincar, essas pessoas desapareciam na mesma velocidade que surgiam, deixando para trás um legado de destruição para alguma comunidade resolver, mas nem todos tiveram a sorte do Portsmouth ou do Sunderland que sobreviveram graças aos seus torcedores. Nos últimos anos foram frequentes as histórias de falência como a do outrora milionário Anzhi Makhachkala e do Metalist. Mas as regras impostas pela UEFA não valem para todos...

4. Clubes Estado e milionários excêntricos
Os clubes Estados como Paris Saint German e Manchester City driblam o já citado fair play financeiro com frequência. O mesmo vale para agremiações que possuem muita influência, como a Juventus, ou aquelas que pertencem a alguns milionários como é o caso do Chelsea. Inter e Milan já foram punidos, mas bem de leve.
Esses clubes inflacionam os números dos seus acordos comerciais, fazem manobras fiscais, assediam atletas de clubes menores ou menos endinheirados e gastam valores absurdos no mercado de transferências. Eles se acham donos de tudo e até queriam criar um clubinho dos ricos onde só jogassem entre si. Dizem não precisar de nós, mas buscam os nossos jogadores. Espero que se decidam rápido porque eu já não faço questão nenhuma de competir contra um milionário aleatório que busca massagear o seu ego por meio do futebol ou contra um país autoritário que utiliza o campo e bola para o chamado sportswashing.
Eu só quero aproveitar mais os craques que o meu time revela/compra e que toda essa gente do futebol moderno se f...!"

A bola de Javier Marías


"Há expressões que se gastam de tão boas que são. A ideia de que o futebol é a recuperação semanal da infância é uma delas, porventura a mais glorificada das tiradas sobre este desporto, da autoria de Javier Marías, escritor espanhol e apaixonado pelo Real Madrid que morreu em 2022, aos 70 anos. Não me dei conta de nenhuma homenagem feita pelo clube, nem que algum craque com veia mais literária lhe tenta dedicado um golo ou um passe de morte, o que é uma pena pois o futebol deve-lhe muito, alguém que lia o jogo para lá das quatro linhas e teve o cuidado de deixar uma frase feita para que todos possamos citar.
Terá sido usada pela primeira vez em 1992, numa crónica do jornal El País, sendo depois publicada em livro, no igualmente mui citado Selvagens e Sentimentais: «O que realmente sei é que não há desporto que angustie mais, quando é angustioso. Mais ainda: no meu caso particular, confessarei que é das poucas coisas que fazem com que hoje reaja — exactamente — da maneira como reagia quando tinha dez anos e era um selvagem, a verdadeira recuperação semanal da infância». Um pouco mais à frente conta um episódio que o fez libertar o hooligan que «todos os adeptos têm dentro de si».
Ok, já chega. As citações são como as fintas, há que saber parar.
Durante muitos anos, também eu, eterno adolescente e aprendiz de escritor à procura de ideias redondas, fiz da expressão uma espécie de mantra. A ideia do futebol enquanto portal, uma passagem secreta que, à semelhança do cinema, da música, do álcool ou da literatura, nos permite manipular (ou acreditar que manipulamos) a linha do tempo.
Uma pandemia e uma crise de meia idade depois — a pandemia já passou, do resto não estou tão seguro — concluí, por fim, que não é futebol, nem sequer os jogos de fim de semana que, tantas vezes, nos fazem voltar à infância, mas sim a bola. A bola enquanto bola, no meu caso uma bola de plástico de um euro, o objeto perfeito para atirar contra a parede de casa, hora após hora, dia após dia, tal como fazia em criança. Ou era isso ou bater com a cabeça. Em ambos os casos, foi uma libertação.
Mal acabou o confinamento e recomeçaram os jogos comprei uma bola a sério, tamanho 4. Nunca mais me separei dela. Levo-a para o jogo, às quintas-feiras, e meto-a na mala do carro ou na cadeirinha, apesar dos protestos recorrentes da minha filha, habituada que está à sua presença, mas não a que esta ocupe o seu lugar. Penitencio-me, claro, mais por obrigação que por convicção. Sabe-me bem olhar pelo retrovisor e vê-la ali, um equipamento tão ou mais importante que o ar condicionado, o rádio ou os vidros automáticos, ferramenta indispensável para enfrentar o tédio e relativizar os imprevistos, como sucedeu esta manhã, em que me apanhei a mim próprio a dar toques, de botas e blazer, enquanto aguardava pela assistência em viagem, depois de uma noite com os quatro piscas ligados. Ainda desafiei os condutores mais sorridentes a juntarem-se a mim, quem sabe jogadores de fim-semana como eu, mas ninguém acedeu.
«Que ridículo», terão pensado alguns. «Parece uma criança». Têm razão. Jogar à bola — seja no campo ou à beira da estrada — é sempre um pouco ridículo e infantil. Mas o que é que não é ridículo? Passar os dias fechados num escritório é ridículo. Viver para trabalhar (ou vice-versa) é ridículo. Escrever estes textos é ridículo. Ser adulto é, na maior parte dos dias, ridículo. No mínimo, uma canseira.
Quando um adulto se recria com uma bola não está apenas a dar toques, mas a «consagrar a utopia», como sugeriu Dinis Machado, no seu livro A Liberdade do Drible. Estou a dar à minha filha e à minha enteada ferramentas para que, um dia, também elas, possam olhar para uma bola de futebol — e quem diz de futebol diz de basquete, andebol, voleibol, ténis, ou outro desporto qualquer — e consigam, se não recuperar a infância, no mínimo crescer e envelhecer sem medo do ridículo. Que, pelo menos a espaços, se sintam tão leves e livres como eu."

6 de Fevereiro