Últimas indefectivações

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Futebol artístico na Campanha Pró-Estádio

"Artistas do cinema e da rádio deram espectáculo num desafio de futebol no Campo Grande.

Ao longo de 1953, foram muitas as campanhas de angariação de fundos para a construção do Estádio do Sport Lisboa e Benfica. Entre as várias iniciativas, realizou-se, a 21 de Março de 1953, um jogo de futebol entre artistas do cinema e da rádio.
O Campo Grande estava repleto, que até parecia 'que se ia jogar ali alguma partida de Campeonato'. Sob uma enorme ovação, as duas equipas entraram em campo equipadas 'à Benfica', uma com o equipamento principal e a outra com o alternativo branco. De um lado, a equipa do cinema, que tinha como capitão o antigo jogador benfiquista o actor Eugénio Salvador; do outro, a equipa da rádio, que era liderada pelo tenor Luís Piçarra, que viria, nesse mesmo ano, a imortalizar a canção 'Ser Benfiquista'.
O pontapé de saída foi dado pela belissima atriz Helga Liné e fê-lo com tanta energia, que o sapato saltou e foi parar mais longe do que a bola! Um momento bastante animado, que fazia prever um desafio igualmente divertido.
A assistência tinha agora a oportunidade de ver ao vivo grandes nomes do espectáculo a mostrar os seus dotes futebolísticos. E foi uma bela partida... e bem 'pregada, a quem não esperava que os seus ídolos fossem ignorantes da arte de bem chutar!'. O encontro decorreu animado, com 'Humberto Madeira (que), apesar do peso da barriga, se apoderava do esférico e «galgava ligeiro» um metro de terreno driblando a própria sombra', enquanto o 'Tony de Matos punha admiradoras de olhos em alvo, seduzidos pela elegância com que pontapeava'.
A equipa dos artistas de cinema venceu por 3-1, com dois golos de António Gonçalves e um de José Teixeira, que 'decidiram levar a coisa a sério em frente da baliza... e vá de atirar a bola de maneira que o Almeida Mendes foi «falar ao micro» lá para o fundo da baliza'. Os artistas da rádio só não ficaram a zeros porque 'Tony de Matos se enganou a certa altura e deu um chuto que valeu um golo'. Ainda tiveram oportunidade de reduzir a diferença no marcador através de uma grande penalidade sobre Luís Piçarra, que sofreu uma rasteira, mas o guarda-redes Tomás Macedo 'não foi em cantigas' e defendeu.
As artistas femininas não quiseram ficar de fora e também contribuíram para o êxito do evento, vendendo selos, vinhetas e postais durante o desafio. Foi mais uma iniciativa de sucesso a favor do Estádio da Luz, que pode ser recordado na área 17. Chão sagrado do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

Benfiquismo (CCXXV)

Marias... do Volei !!!

Vermelhão: Líderes...

Benfica 3 - 1 Braga


Não foi uma exibição perfeita, o resultado até foi lisonjeiro, o 3-0 era exagerado, mas a vitória foi justa. O Braga teve oportunidades, o Júlio foi decisivo, mas o Benfica foi quem criou mais perigo, durante os 90 minutos...
Cometemos alguns erros infantis, principalmente na 1.ª parte: Lisandro e Fejsa... passes errados em zonas proibidas e idas à queima parvas, foras de tempo... mas felizmente, o bola não entrou na baliza do Imperador!!!
O regresso do Mitroglou foi decisivo... mas mesmo assim ainda falta o Jonas, o Jiménez, o Rafa, o Danilo, o Samaris e o Jardel!!!! Aliás, quando as bancadas começaram a desesperar pelas substituições, foi notório que as opções que estavam no banco, eram 'curtas'!!!!
Com os meus parceiros de bancada, antecipei que o único jogador que podia acrescentar alguma coisa ao jogo do Benfica era o Carrillo... e acertei!!! Não só por aquilo que o Carrillo trouxe ao jogo, mas também por ter permitido o regresso à sua posição do Pizzi... que cresceu enormidades na Direita!!! Aqueles primeiros momentos da 2.ª parte foram complicados, porque o 1-0 era curto, e o Benfica não estava a conseguir ter a bola... e atacar, com a entrada do Carrillo tudo mudou...
O jogo com mais trabalho do Júlio César, e esteve sempre bem... inclusive nas saídas... algo que não vinha a fazer! Não sei o que se passa com os pontapés de baliza do Imperador, parece que não quer chutar com força, para evitar uma lesão muscular...!!! Mas a bola tem que chegar mais longe...!!!
O Lisandro teve uma 1.ª parte desastrosa, a defender, com várias entradas à queima, suícidas... e depois na 1.ª fase de construção com vários passes errados... melhorou muito na 2.ª parte.
O Lindelof continua a cumprir na Esquerda, mas nota-se que não está à vontade...
O Semedo ofensivo da última época, está de volta... defensivamente, ainda vai cometendo alguns erros, principalmente nas disputas corpo a corpo... precisa de algumas lições de matreirice!!!
O Grimaldo é neste momento o melhor defesa esquerdo em Portugal, e muito sinceramente não me recordo do Benfica ter nas últimas décadas, um jogador tão bom, naquela posição (para mim, já é melhor do que alguma vez foi o Coentrão no Benfica)!!! Hoje, por exemplo, esteve sempre bem a defender..  e se cometeu alguns erros, foi na parte final, no processo ofensivo, já com a fadiga a atrapalhar a decisão!
Fejsa, voltou a varrer todo aquele meio-campo... praticamente sozinho na pressão e recuperação de bola! Nos últimos jogos tem arriscado alguns passes longos de belo efeito, com bastante sucesso... Hoje, cometeu dois erros de passe... mas a ele, perdoou-lhe!!!
O Horta ofensivamente continua a dar boas indicações, ou variando o flanco, ou entrando nos 'bicos' da área com a bola controlada... mas defensivamente continua a dar pouco à equipa... E hoje, o adversário jogou somente com dois médios-centro (ao contrário do habitual trio), mas mesmo assim tivemos muitos problemas...
O Salvio fez um dos piores jogos da época, muita luta, mas pouco discernimento... Sendo que o Toto contra adversários muito pressionantes, tem sempre muitas dificuldades, porque não tem a capacidade de fazer passes médios ou longos... decide quase sempre pelo jogada individual, e acaba por perder muitas bolas.
O Pizzi fez um dos melhores jogos da época: hoje, razoável na Esquerda, mas quando passou para a Direita 'explodiu'!!!
O Guedes voltou a não marcar, voltou a correr muito, voltou a decidir mal em várias ocasiões! Arrisco, afirmando que o Guedes nunca será o menino bonito do 3.º anel...!
O Mitrglou regressou e marcou... simples!
Excelente entrada do Carrillo... deu capacidade de posse de bola à equipa, mudou de flanco, fintou... é verdade que tem pouca intensidade defensiva, mas neste momento acredito que o Rui Vitória está a pensar na dupla Pizzi/Carrillo para Chaves!!!
O puto Zé estreou-se na Catedral e esteve quase a marcar... a Luz vinha 'abaixo'!!!
O outro regressado da noite foi o André Almeida, mesmo 'mascarado' regressou... desta vez para o meio-campo... e arrisco: para Nápoles, o André poderá ser opção para a Lateral Direita!!!
O golo do Braga marcado no final, com o Benfica em descompressão, não é novidade... o ano passado, aconteceu várias vezes (Benfica-Arouca por exemplo...), pontualmente não tem influência, mas é sempre um bom princípio manter a concentração até ao fim...

O 2.º golo do Benfica, vai dar polémica. Não vi programas televisivos esta noite, mas se os próprios adeptos do Benfica na Luz, estavam com dúvidas!!!!
Não existe qualquer irregularidade, não existe fora-de-jogo. Existe um corte defeituoso feito pelo jogador do Braga, que colocou a bola no Pizzi, ponto final!
Se o Mitrolgou tivesse tentado um passe para o Pizzi, a história seria diferente, mas assim, é clarinho.. Golo limpo!
Já agora, inacreditável penalty não assinalado sobre o Pizzi...

Quem diria, depois de tantas lesões, exibições cinzentas, pessimismos (eu, por exemplo...), o Benfica é líder à 5.ª jornada!!! Como afirmou o nosso treinador, ninguém é Campeão à 5.ª jornada, e ninguém perde o Campeonato à 5.ª jornada...
Vamos ter Champions, Selecções e Taça de Portugal nas próximas semanas, tudo com algumas jornadas pelo meio... Independentemente do nome dos adversários, temos que levar todos os jogos a sério... e com o regresso de alguns dos lesionados (espero ter o Jonas em Chaves...), até podemos aspirar a ter jogos 'sossegados'!!!!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Jorge Jesus e a apologia do 'EU'

"Para quem se dirigiu o discurso de autoelogio de Jesus? Para os seus antigos patrões? Para os actuais? E os jogadores, o que terão comentado?

O que terá levado Jorge Jesus a autoelogiar-se na conferência de imprensa do último sábado? De repente, como se os seus méritos não fossem suficientemente reconhecidos, o treinador do Sporting tratou de desvalorizar todos os que têm trabalhado com ele - staff, jogadores, dirigentes - assumindo-se como o Rei-Sol que ilumina o futebol português e a causa do sucesso das equipas por onde passa (está, pela oitava vez consecutiva,a lutar pelo título, que conquistou em três ocasiões). Para quem, imediatamente após a tremenda exibição de Madrid, estaria a falar o técnico leonino? Para os seus anteriores patrões? Para os actuais? De facto, aquele discurso, de que não desdenharia Mohammed Ali (esse sim o Maior) caiu do céu aos trambolhões, tanto mais que Jesus acabava de receber um quinhão apreciável de elogios, na sequência do jogo do Bernabéu. Estava ainda o mundo do futebol a dirigir as palavras de Jorge Jesus quando, em Vila do Conde, os planetas se alinharam, criando uma justiça cósmica contra o egocentrismo, que acabou com a estrondosa derrota do Sporting por 3-1.
É evidente que os leões não perderam por causa do exercício narcisista de Jesus na véspera. Saíram derrotados do estádio dos Arcos porque pagaram a factura do que fizeram em Madrid. Um jogo como aquele, com uma derrota fora de horas a servir de balde de água gelada, deixa sempre marcas não só físicas mas sobretudo psicológicas. Por isso, foi um Sporting desconcentrado aquele que se apresentou em Vila do Conde, com o azar adicional, para os leões, da equipa de Nuno Capucho ter arrancado uma exibição valorosa. Mas as palavras do treinador - que dificilmente fará um acto de contrição, não lhe está nos genes o exercício de humildade - não podem ter caído bem nem junto dos adeptos, nem dos jogadores e dirigentes.
Jorge Jesus é um excelente treinador de futebol, um homem que estuda o jogo há muitos anos e que, finalmente, numa fase adiantada da carreira, teve oportunidade de mostrar o que valia. Mas parece que de vez em quanto precisa de ser chamado à realidade, umas vezes em forma de Kelvin, outras como ontem se viu.
Jesus, quando anda com os pés bem assentes no chão e se preocupa apenas com o seu mister, é um mister de enorme valia.

ÁS
Gil Dias
É deveras impressionante a capacidade do futebol  português nos surpreender com boas novidades. Ainda ontem, em Vila do Conde, sobressaiu um jovem de 19 anos, Gil Dias, natural da Gafanha da Nazaré, que mostrou talento para voos mais altos, dando razão à prospecção do Mónaco, que o contratou e o mantém a rodar.

REI
Petit
O Tondela precisava de pontos como se pão para a boca e tratou de fazer pela vida, empatando o FC Porto. A equipa de Petit, que à imagem do seu treinador mostra a raça que fez dele o melhor pitbull do futebol português, ainda mantém a lanterna vermelha e tem muito para penar até ao fim da Liga. Mas agora acredita mais...

DUQUE
José Mourinho
Para qualquer treinador, perder três jogos seguidos é um péssimo cartão de visita. Se esse técnico é um dos melhores do mundo e se o clube em causa é o Manchester United, a situação piora exponencialmente. Para tomar o panorama ainda mais sombrio, há que dizer que os jogadores de Mourinho parecem descrentes...

Dragão de Nuno não consegue cuspir fogo
«Vínhamos com a intenção de conquistar os três pontos e não podíamos sair daqui com este empate»
Nuno Espírito Santo, treinador do FC Porto
Depois de uma exibição agradável com o V. Guimarães, dois maus resultados lançam um manto de dúvidas sobre o FC Porto de Nuno Espírito Santo. Parece claro que o técnico ainda não deu com a tecla certa e a sua equipa voga ainda num mar de incertezas tácticas, limitada por um plantel manifestamente mal construído. Obviamente nada está perdido, mas é preciso mostrar mais...

E agora, qual será o futuro de Talisca?
Nem foi pelo golo que marcou, nem pelo forma como o celebrou. Foi pelo que disse e como o disse que Talisca tornou impossível o regresso ao Benfica (pelo menos para entrar nas contas do treinador), com quem mantém vínculo contratual. Uma situação mal avaliada por Talisca, que não retirará quaisquer benefícios...

Grande jogo
Benfica e SC Braga defrontam-se esta noite com a liderança do campeonato no ponto de mira. O que vencer passa a ser a candeia que alumia duas vezes, se empatarem, serão os leões a manter o primeiro lugar. Há meia dúzia de meses, José Peseiro, então técnico do FC Porto, venceu Rui Vitória na Luz (e quem diria nessa noite que o Benfica acabaria por sagrar-se campeão...) acentuando a característica de bête noire do técnico encarnado. Hoje, apesar da lesões que não lhe largam a porta, Vitória procura a primeira vitória oficial em casa na presente temporada. Um teste difícil, ou não fosse, nos dias que correm, de forma incontestada no plano desportivo, o SC Braga o quarto grande de Portugal."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfiquismo (CCXXIV)

Em 2015 foi assim...
... e hoje...

domingo, 18 de setembro de 2016

O ano do Trap !!!

Tradição e motivação

"O Benfica tem de dar tudo, mesmo tudo, até ao último minuto, para ultrapassar o bem organizado SC Braga de José Peseiro.

(...)
2. Ainda sou do tempo em que todos os jogos de cada jornada do campeonato se disputavam às três da tarde. E lá para as sete da tarde o Diário Popular e, salvo erro, mais tarde A Capital e o Norte Desportivo tinham edições especiais com a reportagem dos jogos realizados, equipas e golos. Agora somos do tempo em que temos todos os jogos do campeonato - agora Liga! - a horas distintas de forma a que a televisão com os direitos em exclusivo - ou as televisões - possam atrair mais assinantes e, logo, mais receitas. E no nosso caso criando canais, sem ser canais pagos, que provocam a atracção e tentam sugerir a motivação de novos assinantes. Ditos mais assinantes.
Nesta quarta jornada da liga espanhola cada um dos seus dez jogos realiza-se em horário diferente. E neste domingo não haverá nenhuma siesta para amante espanhol de futebol. O Valência joga às três, o Villarreal às cinco e o Real Madrid às oito menos um quarto! Não querendo ficar atrás, a nossa Liga copia a liga espanhola e na sua próxima jornada - a sexta - tem todos os seus nove jogos em diferentes horários. Em razão também da segunda jornada das Ligas dos Campeões, Porto e Sporting jogam na sexta-feira. Um às sete da noite - o Porto - e o outro às nove. No sábado há três jogos e um deles é a visita - milionária em razão do preço de alguns bilhetes - do Benfica a Chaves. Que é um regresso que vivamente se saúda. E a jornada só acaba na segunda-feira, vinte e seis, com o confronto, no Restelo, entre o Belenenses e o Arouca. E com Lito Vidigal a regressar a um estádio onde também foi feliz. Como está a ser neste Arouca que bem precisa de um alento de pontos!

3. Mas esta quinta jornada motiva um domingo quente e uma segunda-feira motivante. E com a nota que os primeiros quatro classificados da nossa Liga têm o mesmo número de golos marcados: oito. O Sporting apenas sofreu um, o Braga dois e o Benfica e Porto ambos três. Hoje o Futebol Clube do Porto visita Tondela e o Sporting vai invadir Vila do Conde. Ambos os clubes, saídos com motivações bem diferentes da primeira jornada da Liga dos Campeões, sabem que não podem perder pontos. A ambição deste Sporting assim determina e a necessidade deste Porto assim o exige. O Sporting quer manter o pleno dos pontos. O Benfica, face ao número de lesionados, tem de fazer tudo, mesmo tudo, até ao último minuto do jogo, para ultrapassar o bem organizado Sporting de Braga de José Peseiro. Com a consciência de que há lesionados a recuperar e de que o seu regresso é bem fundamental para os três ciclos que se aproximam. O primeiro que culmina a vinte e oito deste mês com a visita a Nápoles. O segundo, na segunda quinzena de Outubro, e que termina com os confrontos na primeira semana de Novembro com o Dínamo de Kiev e com o Futebol Clube do Porto. Aqui, no Dragão. E o terceiro, no arranque de Dezembro, e que impõe a visita à Luz do Nápoles e do Sporting. E, espero, no final destes ciclos que o conjunto da família benfiquista esteja bem sorridente.
(...)"

Fernando Seara, in A Bola

Benfiquismo (CCXXIII)

Sempre presentes...

Consistência

Freamunde 0 - 0 Benfica


A nota principal é a consistência das últimas jornadas. Jogando melhor ou pior, a equipa já não se 'perde' em campo, como acontecia...
Muita dessa consistência, deve-se ao facto da equipa ser cada vez mais da 'casa'!!! Do onze de hoje, praticamente todos os jogadores são da casa... praticamente todos, jogaram juntos nos Juniores, nos Juvenis e alguns nos Iniciados... e isso dá consistência!!!
Para mim, só falta mais algum esclarecimento nos últimos 30 metros...

Nota especial para a estreia do João Félix, com 16 anos... o mais novo de sempre na equipa B. Neste momento o Félix é o meu jogador 'coqueluche' da Formação, desde que o vi dar uns toques o ano passado, 'converti-me'!!! Tem um potencial enorme...

sábado, 17 de setembro de 2016

Realidade

Corruptos 26 - 18 Benfica
(12-9)

O derrota acaba por ser esperada, os números demasiado exagerados, mas a nossa falta de eficácia ofensiva, explica quase tudo!
Sofrer 26 golos, está dentro da normalidade, mas hoje foi notória a nossa falta de poder de fogo...

É de conhecimento geral, que existe uma diferença enorme entre os investimentos dos Clubes neste campeonato. Corruptos e Sporting, sem play-off's, com estes plantéis têm obrigação de só perder pontos, entre eles...!!! Independentemente do pior ou melhor dia, o Benfica em condições normais, com o actual investimento, poderá lutar pelo 3.º lugar... e tentar um 'bom dia' nas Taças!!!!


PS: Não foi um dia agradável para as modalidades:
- No Futsal, numa competição oficial, organizada pela AFL, perdemos na Meia-final com os Leões de Porto Salvo por 3-2, depois de estarmos a vencer por 0-2 !!! Jogámos sem o Bebé, o Coelho, o Cecílio, o Ré, o Ângelo, o Patias, o Jefferson, o Fernando e o Hemni... mas mesmo assim, o Joel tem toda a razão para ter ficado chateado!!!!
- No Hóquei, num torneio de pré-época, perdemos com os Lagartos. Esta pré-época, está a ser má...!!! Aliás no Hóquei isso tem sido habitual. O problema é que esta época, os nossos adversários estão mais fortes, e o Benfica está efectivamente mais fraco com a saída do Torra...
O Benfica jogou quase sempre mal, mas mesmo assim, conseguimos recuperar, e disputar o resultado... mas aquele absurdo 2.º azul ao Miguel Rocha acabou com o jogo...

A voz de comando

"Esta semana voltaram à agenda as competições europeias, que bom. Não foi uma jornada particularmente brilhante para as equipas portuguesas visto que nenhuma delas conseguiu vencer o seu jogo, que pena. Vi-os todos.
Depois do Benfica-Besiktas, o que mais me interessou foi o jogo do Sporting de Braga com os belgas do Gent, porque o Braga é o próximo adversário do Benfica naquilo que verdadeiramente interessa a toda a gente. É depois de amanhã que o Braga vem à Luz. Ou seja, ainda temos três dias para se lesionarem mais jogadores do Benfica até à hora do pontapé de saída. Como se tem lesionado um jogador por dia, é bom mentalizarmo-nos para mais três baixas e, de preferência, sem fazer disso drama. As lesões dos jogadores do Benfica podem ter-lhes custado 2 pontos no jogo com o Vitória de Setúbal e outros 2 pontos no jogo com os turcos para a Liga dos Campeões, mas têm servido para pôr à prova um manancial de jovens soluções que não deixaram ficar mal nem o emblema nem o treinador. Aliás, os treinadores. Foi o adjunto de Rui Vitória que esteve na terça-feira a dirigir a equipa, visto que Rui Vitória se viu expulso nos minutos finais do encontro com o Bayern Munique da época passada. E sabe-se lá o que teria acontecido se Vitória tivesse ficado no banco até ao fim do jogo com os alemães...
Foi coisa que não aconteceu a Jorge Jesus em Madrid, ficar no banco até ao fim do 'partido'. Fez-se expulsar, como tantas vezes lhe acontece, e não se penitenciando pelos cartão vermelho que, segundo ele, tanto prejudicou o Sporting, acabou por penitenciar o seu adjunto a quem não reconheceu competência para estes altos transes competitivos. Respeitando a opinião do treinador do Sporting, ainda estará fresca na memória de todos aquela recuperação que o Benfica encetou na temporada de 2013/14 quando se viu com 5 pontos de atraso em relação ao Porto e viu o seu treinador, Jorge Jesus, suspenso por 30 dias por comportamento incorrecto num Vitória de Guimarães - Benfica. A verdade é que Raul José, o mesmo adjunto, foi para o banco e quando, um mês depois, o treinador do Benfica voltou a poder exercer as suas funções, a diferença para o FC Porto já tinha sido substancialmente reduzida. O que, por ironia ou convicção, levou muita gente da facção anti-Jesus na Luz a concluir que, se calhar, melhor seria prolongar-lhe o castigo e deixar as coisas tal como estavam no que respeita à voz de comando. Mexer é estragar, ainda que nem sempre."

Minas em casa

"Mais do que os rivais, para já é o Benfica que vai pondo em perigo o inédito tetra

O número invulgar de lesões no Benfica numa fase tão precoce da temporada dá que pensar e exige apuramento de responsabilidades por parte de quem manda no clube e lidera a gestão do futebol profissional.
Num quadro de normalidade no plantel, arrisco mesmo que, na terça-feira, com golo ou sem golo marcado, o regresso de Talisca à Luz teria produzido razões só para metade do falatório a que vimos assistindo. Porque é abissal a diferença entre descarregar na equipa Jonas, Mitroglou e Jiménez - que na temporada anterior, em conjunto, valeram "apenas" 73 golos - e não poder lançar nenhum dos arrombadores de balizas.
Neste "detalhe" que é o ataque, concedamos, será injusto apontar o dedo ao controlo preventivo do Benfica LAB ou à actuação do departamento médico, porque o trio de avançados foi parado por fatalidades comuns. Já a repetida ausência de Jonas, e a "misteriosa" infecção no seu pé direito, poderá levar a que se pense mais em aselhice, seja de quem for, do que propriamente em azar.
Indiscutível e inquestionável é o desarmamento objectivo do tricampeão - se a perda de pontos no início da Champions, num grupo que a teoria descreve como acessível, tem valor relativo, o mesmo não se aplicará no que à campanha na I Liga diz respeito. E o presidente dos encarnados, Luís Filipe Vieira, foi explícito: todas as forças têm de ser orientadas para um inédito tetra. Fasquia bem alta, para que ninguém duvidasse.
Mas pelos vistos, e para já, a maior ameaça às probabilidades de sucesso parece estar dentro de casa e não tanto (ou apenas) na capacidade dos crónicos rivais."

Desculpa Salvio, deixei-te ficar mal

"Tenho uma relação de amor/ódio com o desporto. Eu amo-o, ele odeia-me. Por mais que adore futebol, nunca tive jeito para dar mais do que dois toques seguidos. Três em dias bons. Estar fora de forma (bom, é uma forma de colocar as coisas) também não ajuda. Ainda assim, foi com orgulho que representei A BOLA a convite de uma marca desportiva, ontem, no Seixal.
Tivemos oportunidade de experimentar o já famoso simulador 360s. Fiquei na equipa treinada por Salvio. Grimaldo orientava a outra equipa. O objectivo era simples. Um exercício de recepção e passe. Durava 30 segundos, cada jogador tinha cinco bolas. O simulador disparava a bola a 40Km/h, tínhamos de receber e passar a um colega projectado no simulador. Se não tivéssemos linha de passe, podíamos jogar direto, isto é, acertar num ângulo superior. Visto de fora parece mais fácil. Disseram-me que o segredo era a recepção. Acreditem, ninguém recebeu melhor a bola do que eu. O pior foi o resto. Não acertei qualquer passe, nem bolas ao ângulo. A máquina também não ajudou. Disparou duas bolas seguidas. A minha pontuação foi de 0.0. Não fui o único. A minha equipa perdeu e desiludimos Salvio.
Mas nenhuma camarada de A BOLA faria melhor que eu. Acreditem."

Rui Miguel Melo, in A Bola

Estará o desporto mundial contaminado?

"As informações roubadas à agência antidopagem por 'hackers' russos levantam uma discussão mundial sobre o 'doping' nos atletas de elite.

Quando surgiram as primeiras acusações de uso regular de doping no desporto russo e da respectiva conivência do sistema de controlo antidopagem do país, logo se entendeu que o problema, assim enunciado e anunciado, iria ter uma implicação directa na participação olímpica dos atletas russos, até porque seria impossível, no actual sistema político de Putin, que o modelo desportivo fosse autónomo das decisões do Estado.
Foi assim que se chegou à convicção de que o Estado russo era o primeiro responsável por um sistema que não apenas permitia o uso de substâncias dopantes nos atletas de alta competição, como o promovia e encobria.
A notícia consequente surgiu sem surpresa. Em muitas disciplinas, a Rússua estaria impedida de participar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a acabaria, mesmo, por ser banida dos Jogos Paralímpicos.
Os ecos da indignação russa não interessaram especialmente os media ocidentais. Apenas algumas referências soltas sobre a reacção de Putin a acusar o ocidente de intolerável perseguição, mas o assunto acabaria por ficar no âmbito da discussão técnica.
Dividiram-se, então, posições essenciais. Desde os que afirmavam a sua satisfação porque, na prática, o sistema universal de controlo antidoping funcionou, até aos mais cépticos, que admitiram que o desporto mundial, ao mais alto nível, e sobretudo nos países mais desenvolvidos, estava, definitivamente, contaminado, embora os seus atletas de elite estivessem oficialmente defendidos pela própria Agência Mundial Antidopagem, porque aceitava sem questionar todos os procedimentos legais que permitem o uso de substâncias proibidas, tolerando-as pela anterior prescrição médica e com base em argumentos de prestação de um serviço clínico que deveria continuar a ser pessoal e de intimidade defendida.
Nunca se conheceria a verdadeira extensão do problema que encerra essa tolerância legal do sistema de controlo antidopagem se não tivesse surgido, agora, e com verdadeiro estrondo mundial, a informação dos dados secretos da Agência Mundial sobre alguns dos atletas mais mediáticos do mundo. As informações foram roubadas por um grupo de hackers russos e que, ao que indicam fontes policiais americanas, serão conhecidos especialistas na prática de espionagem electrónica.
A Agência já veio reconhecer que esses dados são verdadeiros e entre os que causaram maior impacto estavam os do ciclista Chris Froome, vencedor de três Tours (2014, 2015 e 2016) a quem a Agência permitiu, no quadro legal da prescrição médica, que alguns dos resultados dos testes antidoping tivessem indicado o uso de corticosteroides, sob a forma de um medicamento chamado prednisolona/40 mg (do grupo dos esteróides) que consta na lista de produtos absolutamente interditos.
Além disso, os hackers trouxeram ao conhecimento do mundo que a grande campeã olímpica de ginasta (quatro medalhas de ouro) e grande ídolo dos Estados Unidos, Simone Biles, acusou substâncias proibidas no controlo feito durante os Jogos do Rio, embora com o consentimento oficial, por ter apresentado prescrição médica. O mesmo sucedeu no ténis, com as irmãs Williams. Tanto Serena como Venus teriam tomado, sob orientação clínica, medicamentos proibidos.
Jornais como o New York Times dedicam, agora, espaço à discussão do tema e questionam: até que ponto a tolerância oficial da prescrição médica está a permitir que alguns atletas de elite atinjam resultados que, sem esses medicamentos, não seriam possíveis?
Os hackers russos prometem mais e inquietantes revelações.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (CCXXII)

A arder...!!!

Ronaldo é um Talisca melhorado

"O Benfica fez uma exibição muito boa em Arouca. Foi um daqueles jogos que podiam ter acabado com cinco ou seis golos sem escândalo.
Terça-feira tivemos noite europeia ingrata. Com uma equipa limitada pelas lesões, fomos desviados da rota e vimos em ex-jogador marcar no último minuto. Tenho que ser justo: no dia seguinte quando vi o infortúnio leonino fui forçado a reconhecer que o traidor deles é melhor que o nosso. Ronaldo é um Talisca melhorado. O Sporting perdeu com naturalidade, mas fez um bom jogo em Madrid. Bruno de Carvalho queixou-se da arbitragem sem referir se a culpa era do Benfica ou do Vítor Pereira seus habituais culpados. Este Sporting está muito forte, tem imensas soluções e tem condições para disputar todas as competições. Jorge Jesus sente isso e por isso a sua tristeza no fim era indisfarçável.
O FC Porto mantém-se uma incógnita, foi quase ridícula a prestação europeia (embora se apure facilmente no grupo) no entanto a nível doméstico irá ser candidato seguramente.
O Benfica que ainda não ganhou um jogo na Luz este ano (ganhou todos fora) vai receber um SC Braga bem melhor que o Besiktas. Não sejamos hipócritas: Jiménez, Mitroglou, Jonas, Rafa, Jardel, Zivkovic... são muitas baixas e de muita qualidade. Não há equipa do mundo que não se sinta com seis dos seus melhores lesionados. Esperamos também ver Fejsa recuperado porque são enormes as suas exibições. As dificuldades não impedem os que entrarem de o fazer com os olhos postos na vitória, pois só os três pontos podem ser objectivo num jogo entre candidatos ao titulo. O Benfica joga com o SC Braga um dos jogos mais difíceis que terá este ano quer pela qualidade do adversário quer pela enfermaria colectiva que reside na Luz. Neste momento cada adepto almeja pela notícia de uma ou outra recuperação. Rui Vitória não se lamenta porque de nada adianta, mas tinha razões suficientes para o fazer."

Sílvio Cervan, in A Bola

Miss Piggy

"(...)
Miss Piggy é um elemento do seriado infantil de fantoches americano criado por Jim Henson, The Muppets. É uma porquinha muito talentosa que, ao longo dos anos, lançou seu próprio perfume, escreveu um livro, actuou em filmes, ganhou roupas exclusivas (de maisons como Chanel), fez propagandas e muito mais. Ela é a diva do grupo e namora Kermit, o sapo, também conhecido como Cocas. Tem cabelo loiro e gosta de cantar. É cinto negro em Karatê e sempre pinta as unhas de cores diferentes.
Eles, os americanos, como são mais que muitos, inventam tudo e têm um mercado de biliões de pessoas para poderem divulgar os seus produtos. É como remar contra uma corrente, se quisermos vender alguma coisa. Mas a verdade é que em Portugal também existem réplicas da Miss Piggy.
Confesso que quando olho para determinada pessoa, a mesma faz-me lembrar a radiosa Miss Piggy. E como ela, é provecta em arranjar meios de Comunicação Social que exprimem e divulguem as suas ideias.
Falta-lhe apenas lançar a sua colecção de perfumes, porque face à sua dimensão física, creio que vai ser difícil conseguir lançar uma marca de roupa universal.
Não vou obviamente dizer quem é a, ou o, Miss Piggy português. Deixo tal descoberta à imaginação dos portugueses, observando as fotografias dos jornais. Mas que é muito parecido, disso não tenho dúvidas! Só duvido de que tenha o mesmo sucesso!"

Pragal Colaço, in O Benfica

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Elucidativo

"A norte ouve-se um discurso datado e ridículo, que apenas tenta iludir problemas internos, e já não impressiona ninguém. Os nossos vizinhos da Segunda Circular insistem numa diarreia verbal, que parte da mistificação e acaba no ódio. Enquanto isso, o Presidente do Benfica dá uma entrevista notável a um canal televisivo, onde sobressai o fair-play, a humildade, a serenidade, e uma certeza inabalável no rumo a seguir.
É tranquilizador para os benfiquistas ouvir Luís Filipe Vieira.
Ao contrário dos rivais, o nosso Presidente percebe perfeitamente os requisitos de uma comunicação própria do século XXI, em que se fala para uma massa adepta cada vez mais jovem, cada vez mais instruída, e cada vez mais exigente.
Não se refugia em banalidades. Não deixa questões sem resposta (nem mesmo as mais incómodas). Aborda todos os temas com a segurança de quem sabe muito bem aquilo que já alcançou, mas ainda melhor o que pretende alcançar.
Obviamente existem certas matérias - nomeadamente no âmbito da negociação de jogadores - para as quais todos compreendemos a necessidade de manter alguma reserva, na defesa dos altos interesses do Clube. Expormo-nos em demasia dar trunfos, presentes futuros, aos adversários. Também isso o Presidente soube deixar claro, com a frontalidade de quem nada tem a esconder.
Não são precisas declarações diárias (ou bidiárias), nem facebooks, ou comunicados inflamados, para fazer passar uma mensagem. Numa hora, o nosso Presidente disse tudo o que tinha a dizer.
E o que disse assegura-nos que o Benfica continua, e continuará, no caminho certo."

Luís Fialho, in O Benfica

Não aprendem

"Depois de, há duas semanas, ter partilhado aqui a minha aventura com um taxista inchado como um sapo, hoje venho contar-vos como tenho analisado os posts dos meus amigos e conhecidos sportinguistas no Facebook. Há meia dúzia deles que são bastante activos nas redes sociais. Mais do que as fotografias de apoio do seu clube, o que els gostam de 'postar' são recados ao SL Benfica, a Luís Filipe Vieira ou a Pedro Guerra.
Não há dia que passe sem um claramente do abismo para onde caminha o seu clube. Nada disso me espanta. Afinal, estamos a falar de adeptos que nunca puderam festejar um título de campeão nacional no Facebook. Nem no Twitter. Muito menos no Instagram. Daí terem de usar as redes sociais para atacar quem o faz de forma absolutamente normal há, pelo menos, três anos.
Pois bem, esses meus amigos e conhecidos andam loucos de alegria. Para eles, já não há volta a dar. Já esfregam as mãos (gastas pelos anos de sofrimento) anunciando, depois de apenas quatro jornadas do campeonato. Gosto disso. Não me interpretem mal, gosto porque já sei no que vai dar: no mesmo de sempre. Vai ser uma profunda desilusão misturada com ataques de fúria contra tudo o que mexa.
Não vale a pena. Há malta que não aprende com os erros. Cá por mim, sigo com calma, com confiança no trabalho do meu clube e com a mesma vontade de sempre de ir ao Marquês. Não se preocupem, quando lá chegar faço uma selfie e ponho no Facebook, à semelhança do que tenho feito nos últimos anos."

Ricardo Santos, in O Benfica

Bem-vindo, Carlos Morais

"A contratação de Carlos Morais, considerado o melhor basquetebolista angolano nos últimos anos, é uma grande notícia. Antes de mais pela qualidade do atleta, indiscutivelmente acima da média, não fosse Angola um país com enormes pergaminhos na modalidade. Também pelas primeiras impressões que o jogador deixou na sua apresentação: ponderado, inteligente, conhecedor da realidade do nosso basquetebol e assumidamente benfiquista. Finalmente, por reforçar a ligação do Benfica a um povo cujos laços históricos a Portugal se reflectem, no presente, sobretudo à língua e à afectividade pelos clubes desportivos.
Entre nós, talvez não se tenha bem noção de que, em Angola, o basquetebol é tão popular quanto o futebol. Aliás, Carlos Morais tem sido requisitado para emprestar a sua imagem às principais empresas angolanas. Não é por acaso, duas das maiores figuras da história do desporto angolano são antigos basquetebolistas, tão-só José Carlos Guimarães e Jean-Jaques. Ambos notabilizaram-se ao serviço do Benfica e, com o seu contributo nos anos 80 e 90, tornámo-nos hegemónicos a nível nacional e marcámos presença entre os melhores da Europa.

P.S.1 - José Gomes tornou-se, de acordo com os registos disponíveis, o quarto mais novo de sempre a estrear-se na equipa de honra de futebol do SLB em jogos de competições oficiais. Hugo Leal, Espírito Santo e Chalana mantêm-se no topo da lista.

P.S.2 - Nem de penálti evidente sobre Rafa em Arouca nem a mão de Gelson em Alvalade cegaram para reavivar a discussão em torno da utilização do vídeo-árbitro. Há demandas que são tão inúteis quanto convenientes. Fica claro que o seu propósito pouco ou nada tem que ver com a propalada verdade desportiva."

João Tomaz, in O Benfica

Preocupante futuro UEFA

"Está cumprido o primeiro acto da fase de grupos das competições europeias com preocupante e magro pecúlio para as equipas portuguesas, que apenas conseguiram arrecadar três dos doze pontos UEFA em disputa. Com a concorrência a apertar, o fantasma da diminuição de representantes na Champions começa a adquirir contornos reais, o que levanta putativos problemas de matizes diversas. por um lado, com apenas um representante directo da Liga dos Campeões e outro obrigado a disputar a terceira pré-eliminatória, o dinheiro destinado a Portugal diminui substancialmente; por outro, se perante o quadro vigente de dois mais um na Champions a guerra subterrânea entre os três grandes já está como está, que pensar de uma situação em que, de Benfica, Sporting e FC Porto apenas um tenha garantida a presença na Liga Milionária, o segundo vá à pré-eliminatória e o terceiro seja relegado para a Liga Europa? Do ponto de vista futebolístico, com a repercussões sociais que se adivinham, esta será a antecâmara de uma guerra civil...
Faltam cinco jornadas para o fim da fase de grupos, 80 por cento ainda está por jogar. Devemos, por isso, sentir-nos, ainda assim, optimistas? Francamente, não creio. A derrota do Sporting, por mais injustiça que tenha sido - e foi-o - pode ter comprometido o apuramento para a fase seguinte, num grupo de tremenda exigência; o Benfica, mergulhado em lesões e sem o meio-campo que faz falta ao nível da Champions, deve ser foco de preocupação; e o FC Porto, uma montanha-russa exibicional, nem por estar num grupo acessível garante boas notícias. O futuro olha-se com preocupação..."

José Manuel Delgado, in A Bola

O mais e o menos da semana europeia

"A semana europeia não foi boa para as equipas portuguesas. Na Liga dos Campeões, Benfica e Porto empataram em casa, não tendo jogado o suficiente para poderem ter alcançado algo mais. O Sporting foi melhor mas saiu derrotado nos minutos finais em casa do campeão europeu. O Sp. Braga fechou a ronda com um empate caseiro frente ao Gent.
A minha análise aos pontos positivos e negativos da semana europeia das equipas portuguesas.

Mais

- Nelson Semedo está mais consistente e teve bom rendimento. Esteve seguro, bem posicionado e a tomar boas decisões. Dar profundidade pelo corredor está no seu ADN. Voltou a fazê-lo com critério e procurou os desequilíbrios, nem sempre conseguidos.

- André Horta continua o seu processo evolutivo e na estreia na Champions voltou a mostrar personalidade. Esteve seguro no passe, arriscou (é dele o passe longo para Salvio que acabou por dar o único golo) do Benfica-Besiktas e soube ocupar bem o seu espaço, o que permitiu recuperações e boas coberturas defensivas.

- O grande golo de Otávio no FC Porto-Copenhaga foi a nota de registo muito positivo no Dragão. Danilo foi o único a meu ver a estar próximo do seu rendimento.

- A forma como a equipa do Sporting jogou bem durante toda a partida na casa do campeão europeu em título foi o aspecto mais marcante do jogo. Foi uma equipa personalizada, adulta, organizada e corajosa. Apesar da derrota já no final, a qualidade excepcional foi de grande nível.
Os destaques individuais para mim foram Coates e Ruben Semedo, uma dupla segura e muito concentrada, ambos eficazes nas suas acções. Adrien e Bruno César foram os melhores elementos num sector que foi importante para o controlo do jogo. O capitão leonino fez um grande jogo na forma como ocupou o espaço, pressionou e marcou o ritmo do meio campo. Bruno César, numa posição que foi de apoio simultaneamente à dupla do meio campo e a Bas Dost, voltou a ter rendimento e a marcar em Madrid.

- Gelson Martins mostrou-se em pleno Santiago Barnabéu. Sem medo, pediu a bola, foi para cima dos adversários e usou a velocidade para criar problemas e mostrou a sua qualidade em jogo de grande exigência.

Menos

- As ausências dos avançados principais do Benfica obrigaram Rui Vitória novamente a procurar soluções. E se internamente ainda é possível serem superadas, em jogos da Champions é bem mais difícil. Outra exigência, outra competitividade, outro ritmo, e o Benfica teve de viver com isso. Gonçalo e Cervi foram os escolhidos para a frente e apesar da luta e do empenho revelados, o Benfica mostrou pouco ofensivamente.

- O rendimento apresentado pela equipa do FC Porto foi curto para quem tem ambições para passar a fase de grupos. Marcou cedo mas nem isso deu tranquilidade à equipa ou permitiu demonstrar superioridade perante um adversário que foi crescendo no jogo e assumindo varias vezes o controlo.
O Porto foi uma equipa pouco esclarecida revelando pouca agressividade e pouca intensidade. Em superioridade numérica desde os 66m e com as substituições operadas a alterar a disposição táctica, faltaram ideias para ultrapassar a defesa adversária.

- A forma como depois de 88 minutos de jogo em que foi melhor a equipa do Sporting sofreu dois golos e saiu derrotada de Madrid deixa uma enorme frustração.

- As substituições feitas por Jesus, Vitória e Nuno não tiveram o efeito desejado. Na procura de soluções seja para manter o resultado ou para ir atrás de outro, o que é certo é que as decisões dos treinadores portugueses não foram eficazes.»"


PS: No 'Menos' devia ser incluído a atitude do Otávio, que simulou descaradamente uma falta que não existiu, com queda, rebolanço, gritos... até sair o 2.º amarelo para o jogador do Copenhaga!!!!! E acabou por não servir para nada...

Jesus e a cruz

"O treinador do Sporting lida mal com a falta de tolerância dos árbitros para com os excessos no banco

Imagino que não fosse essa a intenção, mas a verdade é que, quando Jesus diz que, com ele no banco, o Sporting não teria perdido frente ao Real, está a assumir a responsabilidade pela dramática derrota no Santiago Bernabéu. Nem sequer é preciso imaginar a dimensão do raspanete que o treinador dispensaria a um jogador que se tivesse feito expulsar em circunstâncias semelhantes.
A questão é que, mesmo querendo muito acreditar na versão mais benevolente para o treinador leonino, aquela que aponta para o excesso de zelo do árbitro esquecendo as instruções do International Board no sentido de não tolerar protestos no banco, a verdade é que esta não é a primeira, nem a segunda, nem mesmo a terceira vez que Jesus acaba um jogo na bancada. Aliás, mesmo em Portugal, mesmo com árbitros portugueses que falam a mesma língua e já lhe conhecem o feitio exuberante, mesmo com arbitragens que, pelo menos nos últimos tempos, só têm merecido elogios por parte dos responsáveis leoninos, Jesus tem sido expulso com uma regularidade e frequência que já o deveriam ter levado a concluir que, provavelmente, o problema não são os árbitros: é mesmo ele.
Ora, se Jesus tem a certeza de que tudo seria diferente se não tivesse sido expulso, talvez já fosse sendo tempo de fazer a parte que lhe compete para, pelo menos, não se pôr a jeito. É que, por cá, a margem de erro vai dando para quase todos os excessos, mas na Champions, todos os pormenores contam e de vitórias morais está o inferno das equipas que acabam relegadas para a Liga Europa cheio."

Chuteiras Pretas: Manifesto contra o futebol fúcsia

"Eram lindas. Pretas, listadas a branco. Compradas no velho Centro Comercial Londres, ali na Senhora da Hora. As minhas primeiras chuteiras.
Olhado através da inocência dos oito anos, o futebol não é um monstro de sete cabeças, desumano, cruel e polémico. Não, é apenas e só aquilo que deveria ser ao longo de toda a nossa vida: o mais belo jogo do planeta.
Esse futebol da minha meninice, simbolizado nas primeiras chuteiras pretas usadas nos pelados dos distritais do Porto, é o futebol que terá lugar neste cantinho de Opinião.
Parto investido das minhas MJ Sport, orgulhosamente negras, e olho para a actualidade moderna, assumidamente ingénuo, por vezes puro e, quiçá – não prometo nada – com laivos de romantismo. 
«Chuteiras Pretas», sem complexas análises técnico-tácticas, nem tiros ao alvo do costume – arbitragem, claro. O futebol, 22 homens em campo, uma bola, o ADN intrínseco a cada um dos clubes, o comportamento de treinadores e futebolistas.
«Chuteiras Pretas», sempre. Reconheço a minha impaciência e incredulidade para o mau gosto abundante nos criativos das marcas desportivas de maior renome.
Fúcsia, âmbar, jade, escarlate? Em chuteiras não, por favor. A minha palete de cores é minimalista e preconceituosa. Fica aqui o manifesto. O leitor já sabe com o que contar.
Já agora, antes de nos despedirmos com um até já, três notas telegráficas sobre os clubes portugueses na Liga dos Campeões.
Benfica: alérgico ao pé esquerdo de Talisca
Sporting: admirável em Madrid
FC Porto: insuficiente contra o Copenhaga

PS: se o caro leitor identificar algum futebolista da Liga portuguesa com chuteiras pretas, avise-me por favor."

Benfiquismo (CCXXI)

Mister...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Com o apoio dos melhores adeptos do mundo

"Nunca me preocupei com as tentativas de isolamento mediático, porque as convicções e os princípios acabam, sempre, por vencer.

1. Porque será que andam tão preocupados comigo, com aquilo que eu digo, onde falo ou escrevo e nos cargos que ocupo? Tantos ataques - da mais diversa natureza, através dos mais diversos meios e a propósito de tudo e de nada - com um único objectivo: calarem-me.
Sabemos - todos - quem são e porque andam por aqui, mas não me peçam para dizer os nomes, por razões decência intelectual e de higiene mental.
Só te esse objectivo, recorrendo, mesmo, ao ataque pessoal, o que não deixa de corresponder ao carácter da maioria esmagadora deles. Ate porque, se não for isto, não sabem fazer mais nada. Têm entre mãos uma missão impossível! Pela razão que sabem que me assiste e porque a esmagadora (esmagadora, mesmo) maioria de seis milhões de portugueses só não lhes diz o que eu lhe digo (ou pior) porque não tem acesso a órgãos de comunicação social.
Nunca me preocupei com as tentativas de isolamento mediáticas, até porque as convicções e os princípios acabam, sempre, por ganhar. Tive, por isso, momentos em que senti que poderia estar sozinho, apesar de ter toda a razão do mundo. O que não é o caso, desta vez! Tenho toda a razão do mundo e estou com a melhor companhia do mundo.
Passando a publicidade, não se trata, provavelmente, dos melhores adeptos. Eles, os do Benfica, são - mesmo - os melhores do mundo! E estar com eles, sentir o seu apoio diário, é a única coisa que me preocupa.

Reconheço que aos que fazem de mim um alvo, também. E, por isso, me querem calar. Eles lá sabem porquê! Eu também!
Mas, sabendo bem porque me querem calar, não tenho medo, nem deles, nem do que dizem. Para bom entendedor...


Benfica, Rui Vitória e a Liga dos Campeões
2. O Benfica deu as boas vindas ao Besiktas neste seu regresso à Liga dos Campeões, seis anos depois, com um empate com que nunca sonharam, a avaliar pelas suas reacções. Ou, melhor, achavam um sonho - a julgar pela maneira efusiva como festejaram o golo do empate. Uma equipa forte, com bons jogadores, com a vantagem de alguns conhecerem a o futebol português.
O Benfica entrou muito bem, com uma boa primeira parte, mas ressentiu-se na segunda metade. Não sendo desculpa para o resultado, ou até para alguma falta de lucidez após a saída de Fejsa, o boletim clínico anterior ao jogo era crítico: Jardel, Jonas, Jovic, Raúl Jiménez e Mitroglou. E Rafa, que, depois da Selecção, chegou, treinou, viajou para Aroua, jogou, sofreu um penalty não assinalado e se lesionou!
Rui Vitória, tal como na sexta-feira inventou uma solução eficaz, com boas exibições.
Ederson (um gigante entre os postes), Grimaldo e Nélson Semedo (com uma disponibilidade para estar em todo o lado), Lindelof e Lisandro (sempre seguros), Fejsa (que grande jogador), André Horta (do Benfica desde pequenino - literalmente - com outra exibição consistente, dando indicações de que a continuar a trabalhar e a crescer a este ritmo, teremos um grande médio), Gonçalo Guedes (grande jogo, apenas manchado pelo falhanço que podia ter resolvido o jogo), num grupo bastante equilibrado. Ainda faltam muitos jogos e isto só agora começou. Uma nova época, um novo desafio, mas, ainda assim, a mesma determinação.
Mas a história de um campeonato ou de uma competição não é feita de um resultado só. Não obstante o empate bem amargo - pelo que as duas equipas fizeram em campo, mas sobretudo por ter sido cedido no último minuto - não posso deixar de voltar a fazer referência a Rui Vitória, que além do grande carácter me contagia com o seu discurso e atitude, de grande ambição, ao encontro daquilo que penso e defendo.
Recentemente, veio dizer publicamente ser possível conquistar a Liga dos Campeões (o que eu já disse, vezes sem conta). Mas o que hoje quero realçar é a extraordinária facilidade com que suepra eficazmente as adversidades.
Sabe qual é o caminho, que não passa pela ambição (desmedida) em querer resultados imediatos, que poderiam implicar não apostar na juventude da formação. Antes pelo contrário, Rui Vitória não exige jogadores já formados, jogadores que basta serem geridos, porque, como ele gosta de afirmar, repetidamente, «às vezes, de um problema sai uma oportunidade». E esse problema tem sido para já, a oportunidade de Gonçalo Guedes e de outros, como aconteceu no ano passado para Ederson, Nélson, Lindelof ou Renato.
Mas independentemente das oportunidades concretas que são dadas a cada um dos nossos jovens jogadores - que, inevitavelmente, me deixam muito satisfeito enquanto vice-presidente, mas sobretudo enquanto sócio e adepto - retenho as palavras de Rui Vitória a propósito de José Gomes, quando afirmou: «É o exemplo daquilo que é hoje a qualidade dos jogadores do Benfica».
Um treinador que não só tem o cuidado de dar alento aos mais novos que são utilizados, como também tem a preocupação de amparar e dar conforto aos mais novos que, fruto das circunstâncias, ainda não foram utilizados. De facto, só com um treinador assim será possível criar uma equipa jovem, bastante irreverente, na qual os mais novos têm a devida oportunidade de quem tem a obrigação de lhes dar todas. Porque, e citando sempre o professor Manuel Sérgio (um doa destes tenho que escrever só sobre ele), «o fundamento do futebol é o ser humano, a táctica vem muito depois». E, no Benfica, hoje, antes de cada jogador, está um homem!

A nova paixão dos invejosos?
3. Talisca é, desde terça à noite, a nova paixão futebolística de quem nos inveja! Mas isso não nos deve fazer esquecer - sem exageros positivos ou negativos - a história do tempo que passou connosco.
Sabemos como Talisca chegou ao Benfica. Ninguém se esquece do início da grande temporada que fez, depois de um período em que não gozou férias, pela sucessão de calendários desportivos, tendo tido grande influência nas primeiras vitórias dessa época e na conquista desse campeonato. Mesmo que isso significasse - como veio a acontecer - abdicar de Bernardo Silva (é bom que o recordemos). Depois dessa euforia inicial, continuou sem a utilidade do início da sua primeira época no Benfica, apesar do o treinador ser o mesmo.
Com a mudança de treinador, nada se alternou e Talisca teve o seu último momento de glória com a camisola encarnada no golo de livre directo que fez oa Bayern.
Mas, num exercício de memória e de humildade, recordamos, sempre, as saudades que tínhamos do jogador que chegou a Portugal. Isso resolverá as nossas dúvidas em relação à decisão da sua saída. Sem palavras, como sem palavras deixarei a maneira com festejou o golo, que motivou a interpelação de vários ex-colegas seus. Como diriam os chineses «ninguém foge à sua sombra»."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

'Taliscadas'

"Talisca, ex-jogador do SLB 2014/16, agora em regime de empréstimo ao Besiktas, apontou, com mestria, o golo que tirou uma vitória ao Benfica e liquidou uma boa maquia do produto da sua cedência. Nada a apontar quanto ao seu profissionalismo que, ainda há pouco tempo, foi decisivo em golos similares contra o Bayern e o Marítimo, este em jornada crucial da última Liga.
O minuto 92, de má memória, parece estar a voltar. Recordo o incrível falhanço de Lindelof que derrotaria o Vitória de Setúbal e agora este golo de Talisca.
Para além da decepção do resultado, o que, porém, mais me incomodou foi o modo exuberante e pseudo-místico como o baiano festejou o golo no Estádio e contra o clube que o tornou conhecido. Um pouco de recato teria sido um acto de inteligência e de elegância para com a sua (ainda) entidade patronal. Depois bolsou, relesmente, palavras de mau gosto, de vendetta e de contradição com o que antes dissera.
Sei que há algumas excepções (raridades) nestes festejos face a um anterior clube (veja-se ontem C. Ronaldo). Mas Talisca optou pela norma do futebol mundo-cão. Juras de eterna consideração são só tretas. Só lhes interessa o vil metal, estão-se marimbando para a ideia de gratidão, revelam um carácter onde a consciência não ocupa lugar, pavoneiam-se como os imprescindíveis desse mundo de efemeridade, tudo o que dizem nauseabunda oco ou fingido. Uns calhordas, em suma.
Por mim, dispenso todos as taliscadas que, por aí, abundam. Até para ainda conservar o genuíno gosto pelo futebol. E, já agora, manifesto-me contra a prática de empréstimos deste tipo. Ou ficam ou saem. Uma só cara e um só patrão."

Bagão Félix, in A Bola

A lei do Silva é a lei da selva

"Nenhuma multa incomoda os talibãs televisivos, porque sai sempre barato: intimidar os árbitros compensa e bem

Rui Gomes da Silva, vice-presidente do Benfica, estreia a modalidade dos processos disciplinares por comentários televisivos. Há bondade na ideia (vamos chamar-lhe "lei do Silva") de punir os terroristas verbais. Quando há um esgoto a céu aberto, o mínimo que se pode fazer é pôr lá uma placa, mas nem que a tabela máxima prevista no regulamento disciplinar seja aplicada, neste ou em casos futuros, a medida está destinada a ser apenas uma boa intenção.
Se perguntassem a um presidente de clube grande quanto pagaria ele para garantir a simpatia dos árbitros, sem nenhum perigo de apitos dourados ou cromados, a resposta seria em milhões de euros, talvez os mesmos que custaria um ponta de lança. Ou seja, muitíssimo mais do que está ao alcance da Liga impor como multa aos "talibãs" das tevês. Sai barato, seja qual for a taxa a pagar. Ficou bem provado nestes últimos anos que a intimidação compensa e que os árbitros, por muito que berrem autonomia e verticalidade, acabam eles próprios a compensar quem mais intimida (não são humanos só para os erros).
Neste mês de Setembro houve exemplos disso que alguém devia explicar: por que razão uma bola na mão é falta num jogo e no seguinte já não é; por que razão uma sucessão de faltas duras, em hora e meia, passa em claro numa semana e, na outra, vinte minutos chegam para uma expulsão. Acresce que quem mais intimida é quem mais acesso tem ao tempo de antena; quem mais contactos e cumplicidades tem no espaço mediático; quem está mais perto dos centros de decisão e dos canais privilegiados. A actual lei do ruído, que já contrata dignos directores de jornais de referência para construírem os guiões da bandalheira, é a lei do mais forte. A lei do Silva é a lei da selva."


PS: Artigo interessante, e em teoria, bastante acertado...
O irónico, é que o autor desta opinião, é o Director do jornal O Jogo, o assumido braço armado do Clube mais Corrupto de Portugal e arredores! O jornal que por 'obrigação' manipula informação ao serviço do 'dono'!!!! A última frase então é preciosa...!!!
Este artigo, é parecido com aqueles comunicados no Facebook do Babalu (ou dos seus discípulos) pugnando pela ética e os bons costumes...
Existem casos, onde aquilo que falta mesmo, é um espelho !!!

Benfiquismo (CCXX)

O «branco» também fica bem !!!

A noite em que o Benfica descobriu o novo Kelvin

"Um Azar do Kralj viu em Fejsa um Deus de rabo de cavalo e em Talisca alguém para destronar Kelvin: "O Benfica descobriu hoje um novo vilão. Talisca enfiou uma na baliza de Ederson quando já meia dúzia de adeptos chegavam à estação de Alfornelos"

EDERSON Julio César entrou hoje em campo sem o habitual ar de galã, parecendo antes um captaz do Roque Santeiro. Pouco depois percebeu-se que Ederson regressara à titularidade, o que fazia mais sentido. Foi chamado a intervir numa dúzia de lances e não só não desapontou como fez algumas defesas para o Instagram. Aos 71 minutos conseguiu simultaneamente evitar um golo e atingir Ricardo Quaresma, o que deveria valer 20 pontos na fantasy league da Champions.

SEMEDO Apareceu muito no ataque e desenhou algumas triangulações interessantes com Cervi e Salvio na primeira parte. Contou com a ajuda preciosa dos tratadores do relvado na primeira parte, que assinalaram uma cruz no relvado para indicar em que local exacto deveria Semedo tentar cruzar. Na segunda parte atacou no sentido inverso, já sem auxílio visual, e percebeu que mais valia defender. Assim fez com relativa competência.

LISANDRO Nada como ter uma noite para relaxar e levar a família ao cinema. Pode agradecer a Aboubakar.

LINDELÖF Dada a ausência do amigo Lisandro, Lindelöf optou por ficar em campo não fosse algum adversário tentar uma gracinha. Raramente foi necessária a sua presença em campo, mas é aqui que se vê os verdadeiros amigos. Muchas gracias.

GRIMALDO Exibiu-se a bom nível no jogo com maiores preocupações defensivas desta época, mostrando compreender os princípios técnico-tácticos da modalidade quando Ricardo Quaresma se encontra em campo. Foi, aliás, tão competente a colocar-se no caminho da bola que apanhou com uma em cheio na cara. Ficou inconsciente durante uns momentos e, minutos depois, já aparecia a cruzar junto à linha de cabeceira. Um jogador à Benfica.

FEJSA Mais uma exibição a confirmar que Deus usa rabo de cavalo. Para ser perfeito só lhe faltou acertar com uma perna no Talisca, mas até Deus cometeu erros.

HORTA Primeira parte quase a terminar e um remate a 35 metros da baliza quase nos fez voltar a acreditar que André Horta é mesmo o novo Renato Sanches. Muitas vezes bem defensivamente, é, talvez, de todos os anões titulares no onze de hoje, o que melhor compensou com uma leitura correta do jogo.

CERVI Estava eu entretido a dizer mal dele quando marcou. Assim não vale. Mais irrequieto e melhor a defender do que na estreia em Tondela. Na segunda parte, um dos centrais turcos deu-lhe a mão por engano para a entrada em campo. Importa, no entanto, referir que o melhor do mundo são as crianças, não o Cervi.

PIZZI Investiu num timesharing com André Horta situado na zona do meio-campo, com vista privilegiada para o oceano de oportunidades desperdiçadas por Gonçalo Guedes. Não comprometeu, mas não terá sido dos jogos em que mais nos apeteceu usar a hashtag #pissi.

SALVIO Beckett ficaria orgulhoso. Salvio encarna na perfeição o espírito contido na expressão “falhar melhor”, o que entusiasma muitos e irrita outros tantos. A malta embirra com ele (até nós), mas a quantidade de vezes que Salvio entrega a bola em condições a um colega e mantém a esperança dos adeptos em ver essa bola entrar na baliza é muitas vezes subestimada. A não ser que essa bola seja passada a Gonçalo Guedes.

GUEDES Bem, o puto Guedes continua cheio de gás. Este miúdo faz-se. Lembras-te do Nélson Oliveira? Onde é que ele está agora? Epá, ok, a intenção era boa. Não comecem já a criticar o miúdo. Era só um bocadinho mais de força e ela ia lá. Levanta a cabeça, caraças, tens o Salvio a pedir a bola. Chuta com o direito. Com o direito! Mas é isto, é isto. Epá, ó Guedes, santíssimo sacramento. Passa a bola! CHUTA À BALIZA! CHUTA! PRESSIONA O CIGANO! ISSO! CHUTA, CHUTA, CHUTAAAAAA. EPÁ, VAI MORRER LONGE.

SAMARIS Entrou aos 71 minutos para ajudar a segurar um 1-0 na Luz contra uma equipa que pouco tinha feito para empatar, o que gerou na acústica do estádio uma leve sensação de “mau maria, queres ver que este Arnaldo está a inventar”. Não resultou.

CELIS Substituiu Fejsa e pareceu apostado em patrocinar as últimas investidas do Besiktas. Sempre que o vemos em campo lembramo-nos de uma vez que chamei um designer de interiores para ir lá a casa e apareceu um carpinteiro. É sabido que o mundo precisa de carpinteiros, mas talvez não neste plantel.

TALISCA Kelvin pode oficialmente reformar-se, se é que isso ainda não aconteceu. O Benfica descobriu hoje um novo vilão. Talisca enfiou uma na baliza de Ederson quando já meia dúzia de adeptos chegavam à estação de alfornelos. Minutos depois um país inteiro insultava-o no seu Facebook e no instagram.

ARNALDO TEIXEIRA Depois de inventar meia dúzia de jogadores, Rui Vitória viu-se obrigado a inventar um novo treinador. A avaliar pela substituição de Fejsa, não cremos que Arnaldo Teixeira esteja a caminho do Bayern, mas parece ser um valor seguro como treinador adjunto. E ele que não se queixe. O Raul José liga todas as semanas para a APAV."