Últimas indefectivações

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Um dia na vida de três presidentes e outras histórias

"Numa tabela científica, um fiscal de linha que valida um golo irregular capaz de dar um título ou fica em primeiro ligar ou fica em úlitmo lugar. Em quarto lugar é que não fica munca.

NUM dia os jornais disseram que André Villas Boas tinha tudo tratado para ser o próximo treinador do Tottenham. Faria todo o sentido. Villas Boas, que tem ascendetes britânicos, nem sequer teria de mudar de cidade. E que maior privilégio há do que poder educar os filhos de pequeninos em bons colégios londrinos?
No dia seguinte os jornais disseram outra coisa: que um grupo de jogadores do Tottenham - as vedetas, precisamente - solicitaram de urgência uma reunião com o presidente do clube, chama-se Daniel Levy, para o convencerem a não contratar o treinador português.
É incompreensível. Villas Boas não foi, de facto, feliz no Chelsea mas foi felicíssimo no Porto onde no seu ano de estreia ganhou quatro competições, três nacionais e uma internacional, a tal Liga Europa que é uma espécie de copa ibérica da UEFA pois que só tem no seu curto galarim emblemas portugueses e espanhóis, melhor dito, periféricos.
Foi óbvio desde os princípios de Villas Boas em Stamford Bridge que os louros conquistados em Portugal não lhe asseguravam o indispensável estatuto de autoridade no balneário do Chelsea nem, muito menos, garantiam o respeito devido pela imprensa inglesa a um treinador incrivelmente jovem que chegou ao futebol inglês obrigado a ser o Mourinho II.
O Daily Mail voltou agora à carga. Foi o tabloide de Londres que noticiou a revolta ds jogadores mais influentes do Tottenham contra a eventual contratação de André Villas Boas para o cargo de treinador. Os «principais futebolistas» dos spurs terão ficado «muito desagradados» com semelhante hipótese porque está ainda fresca a tentativa de «limpeza do balneário» do Chelsea protagonizada, sem sucesso, pelo treinador português.
Posto assim parece que em Inglaterra, a pátria do futebol, não se deu crédito ao ano fabuloso vivido por André Villas Boas no FC Porto: um campeonato, uma Taça de Portugal, uma Supertaça.
A culpa não é de André Villas Boas. E de Sir Alex Ferguson.
O treinador do Manchester United, em 2004, na véspera de jogar com o FC Porto para a Liga dos Campeões, afirmou em conferência de imprensa do alto da sua posição nobiliárquica e com a maior das naturalidades que o FC Porto «em Portugal, compra os títulos no 'Tesco' pois ganha o título português todos os anos». O Tesco, para quem não saiba, e a maior cadeia de supermercados em Inglaterra, com mais de duas mil lojas espalhadas pelo país.
Sir Alex falou em inglês com o seu cerrado e orgulhoso sotaque escocês. Se Ferguson tivesse expressado a sua curiosa analogia em português, fosse qual fosse o sotaque empregue, teria dito qualquer coisa como «compra títulos no 'Pingo Doce'» ou «compra os títulos no 'Minipreço'».
Foi esta desconsideração pelo futebol português a retalho, vinda de quem veio, que tramou Villas Boas em Inglaterra. Ou que, pelos menos, não o ajudou nada a chegar a Londres com um estatuto inquestionável. Campeão do Tesco, enfim, o que é isso para os snobes ingleses?
E nós, em que é que ficamos? Onde é que «continuando a usar a imagem do Sir Alex? Pingo Doce ou Minipreço?
Minipreço. Cá para mim é no Minipreço.

PEDRO PROENÇA foi o melhor árbitro da temporada 2011/2012. Olegário Benquerença, que andou algum tempo a apitar no estrangeiro, foi o segundo classificado da tabela divulgada anteontem pelo Conselho de arbitragem da FPF.
Ainda está na memória de todos a sua enorme actuação no Rio Ave - Benfica da antepenúltima jornada do campeonato do Tesco. Em terceiro lugar surge  Jorge Sousa. Hugo Miguel, uma estrela em ascensão, em grande também no Académica - Benfica, fez uma época tão boa que até vai já receber as insígnias de árbitro internacional.
Também há ranking para os fiscais-de-linha. Ricardo Santos deve estar triste porque só ficou em 4-º lugar. Merecia mais, diz o pessoal do Pingo Doce. Merecia menos, muito menos, clama o pessoal do Minipreço, sempre muito indignado. E, lá no fundo, todos têm razão.
Numa tabela verdadeiramente científica, um fiscal-de-linha que valida um golo irregular capaz de dar um título ou fica em primeiro lugar ou fica em último lugar. Em quarto é que não.
São coisas destas que não ajudam em nada a moralidade do sector.
A tabela dos fiscais-de-linha tem, no entanto, mais motivos de curiosidade. José Cardinal, que tão injustamente vê o seu nome emprestado a um caso que não é seu, terminou a temporada na 48.ª posição do ranking do Conselho de Arbitragem da FPF.
48.ª lugar!
Para todos os que, impiedosamente, acusaram durante semanas Paulo Pereira Cristóvão de ser o maior avarento da história do futebol português esta notícia-bomba veio provar que eram de todo exagerados os dois mil eurinhos mandados depositar, à má fila, na conta bancária de um mero fiscal-de-linha de fim de tabela.
Para um 48.º lugar, meus amigos, dois mil euros chegam e sobram. E assim se ajuda o clube. Dois mil euros sempre são 400 contos na moeda antiga. Uma centena abaixo dos quinhentinhos. Sempre queremos ver onde é que isto vai parar.

NO seu jogo de estreia no Euro-2012, o árbitro português Pedro Proença atirou com um jogador irlandês, Keith Andrews, ao chão e os espanhóis aproveitaram para se lançarem numa transição rápida que por pouco não deu em golo.
Foi u momento divertido do melhor árbitro português, do novo António Garrido.
Imaginemo-lo a fazer precisamente a mesma coisa num relvado português, num Benfica - FC Porto ou vice-versa... a atirar com o Moutinho ao chão e a libertar o Aimar para o contragolpe ou vice-versa.
Também havia de ser divertido. Que impere o bom senso.

FAZ hoje precisamente uma semana que, no mesmo dia, quinta-feira, ocorreram três factos que nada tendo em comum acabaram por nos dar a todos uma grande lição de História e uma grande lição de Moral.
No mesmo dia em que o presidente do FC Porto cumpriu de manhã a sua visita anual de cumprimentos à Assembleia da República, o presidente do Sporting passou a tarde a aguardar as consequências do depoimento de Pereira Cristóvão na Polícia Judiciária e o presidente do Benfica terminou a noite a ter de suportar a revolta de alguns associados do clube reunidos em assembleia geral.
Quem é que está bem na vida, quem é?

TAL como aquelas velhas e citadas declarações de Sir Alex Ferguson tramaram André Villas Boas também, por vezes, se pode dar o efeito contrário no que diz respeito a declarações de treinadores.
E exemplo mais actual não há do que o de Paulo Bento e do quanto terá beneficiado, em termos de coesão do grupo que lidera, com as declarações de Carlos Queiroz que antecederam a partida da Selecção Nacional para o Europeu.
De acordo com os relatos dos enciados-especiais ao acontecimento, os jogadores portugueses até podem não estar todos unidos com Paulo Bento mas estão todos unidos contra Queiroz. E isso, aparentemente, já é meio caminho andado.
A coesão é tanta que até decretam blackouts, transportando para uma grande competição internacional - e sem que ninguém os contrarie - as tacanhices do futebol de trazer por casa.
No que diz respeito a jogar à bola, a nossa Selecção tem vindo a melhorar, não haja dúvida. Qualificou-se com muito mérito para os quartos-de-final, proeza em que poucos apostariam perante o desconsolo dos dois jogos de preparação ainda em Portugal e pela derrota, já a sério, sofrida com a Alemanha.
Hoje é com a República Checa e depreende-se, andando na rua, ouvindo falar, que hoje a única preocupação é saber com quem vamos jogar seguir. O optimismo campeia. Seria óptimo que os nossos jogadores não se pusessem a pensar exctamente na mesma coisa, ou seja, no próximo adversário.
Mas não podemos saber no que estão a pensar porque os nossos jogadores estão em blackout e não nos dizem nada. Cortaram relacções com o País que anda com eles nas palminhas."

Leonor Pinhão, in A Bola

A culpa foi da secretária

"Aconteceu há muitos anos, ainda no século XX, a uma selecção jovem de Portugal ver-se envolvida em situação de embaraço perante a UEFA ao apresentar-se num torneio com um jogador mais velho do que era suposto e que não podia competir no escalão etário em causa. Foi um pequeno escândalo. A FPF anunciou um rigoroso inquérito ao sucedido e, ao contrário do que acontece frequentemente, o inquérito teve conclusões e apontou culpados.

Veio a saber-se que o culpado por um jogador com idade a mais ter sido incluído numa selecção com idade a menos tinha sido um mero funcionário da FPF, um dactilógrafo que se teria enganado nas teclas no momento de escrever o ano do nascimento do referido jogador. E assim, graças ao lapso do escriturário de serviço, foram ilibados da acusação de batotice os dirigentes da Federação, os técnicos da Federação e os médicos da Federação. A culpa foi do dactilógrafo, pois então.

Com os seus contornos próprios, a história repete-se agora a propósito do caso Cardinal, o fiscal-de-linha que se viu confrontado com um milagroso depósito de 2 mil euros na sua conta bancária depois de ter sido nomeado para actuar num jogo do Sporting. E de modo a que “parecesse” que o anónimo benemérito de José Cardinal era afecto ao clube adversário, o Marítimo, o dito depósito foi feito ao balcão de uma agência bancária na ilha da Madeira.

Para acabar de ver com a excitação insana que este caso tem vindo a provocar nos meios desportivos e judiciais, recordando os factos já públicos referentes ao processo e avaliando a entrevista concedida pelo ex-vice do Sporting, Pereira Cristóvão, à TVI, pode-se já avançar com o nome do culpado, aliás, da culpada. Trata-se de uma secretária de Paulo Pereira Cristóvão que, num momento de tédio, levantou 2 mil euros da sua conta bancária e entregou-os a um reputado membro ou ex-membro de uma claque leonina, juntamente com um bilhete de avião para o Funchal, para que fosse até à pérola do Atlântico comprometer José Cardinal para todo o sempre.

Cessem todos os processos de averiguação civis e desportivo. A culpa foi da secretária. E Paulo Pereira Cristóvão e o Sporting não têm nada a ver com esta ousadia de uma secretária tresloucada. Arquive-se.

ERRAR É HUMANO
Como turismo, é perfeito
Legitimada pela FIFA e pela UEFA, a experiência dos chamados árbitros de baliza já vem do Mundial de 2010, na África do Sul, e tem vindo a provar desde aí a sua calamitosa inutilidade prática. Se quisermos entender a convocação de um quarto e de um quinto árbitro como reforço de monta em prol da aplicação das leis do jogo, a experiência já há muito que deveria ter sido cancelada por ausência de benfeitorias à santa causa da verdade desportiva.

Na África do Sul, Lampard marcou um golo que empataria o jogo para a Inglaterra mas que foi anulado porque nenhum árbitro viu a bola passar para lá da linha fatal da baliza alemã. Esta semana, na última ronda do grupo D do Europeu, foi a vez de a Inglaterra beneficiar da total improficuidade das funções do senhor auxiliar de baliza que, ao não ver a bola rematada por Devic passar um bom bocado para lá da linha de golo, negou o empate à Ucrânia quando ainda faltava meia hora até ao fim do jogo.

A coisa só faz sentido se quisermos entender a invenção dos árbitros de baliza como uma simpática e pródiga benesse concedida, ao mais alto nível, aos árbitros de todo o mundo para se multipliquem agora em funções, em viagens, em importâncias e em ajudas de custo. Como turismo, é perfeito. Quanto ao resto…

POSITIVO
Costa incrível
Pela primeira vez um ciclista português conquistou uma prova por etapas do World Tour. Aconteceu a Rui Costa na Volta à Suíça e trata-se de um grande feito que não foi devidamente apreciado no seu país. A culpa é do futebol.

Drogba a facturar
Na Europa, Drogba já fez o que queria: saborear uma Liga dos Campeões. O costa-marfinense parte agora para uma aventura na China ao serviço do Shangai Shenhua a 248 mil euros por semana. Aventura, mas bem paga.

NEGATIVO
Neymar não chega
Um golo de Neymar não chegou ao Santos para atingir a final da Taça Libertadores. Depois da derrota em casa com o Corinthians, o Santos não fez-melhor do que 1-1 no campo do grande rival.

PÉROLA
“MOURINHO É MEDÍOCRE.”, Znedek Zeman
O Portugal-República Checa, a contar para os quartos-de-final do Euro’2012, foi antecedido por uma inusitada provocação checa a um português muito especial. Para o treinador da AS Roma, José Mourinho é apenas “um grande comunicador” que, por isso mesmo, disfarça bem a sua “mediocridade”."

Leonor Pinhão, in Correio da Manha

O exemplo da Irlanda

"A Irlanda perdia por 4-0 contra a Espanha. Estava, pois, derrotada e terminava o sonho de passar aos quartos-de-final. No relvado molhado por uma chuva persistente, os jogadores jogavam com a alegria de representarem o seu país e de desfrutarem de momentos de emulação profissional.
Nas bancadas, pouco se ouviam os apoiantes de la roja. Em contrapartida, eram bem audíveis os cânticos dos irlandeses, a sua festa e alegria. Tivesse ligado a televisão naquela altura sem saber o resultado e suporia que a surpresa estava a acontecer. No fim, o esplendor de uma festa. Continuaram a cantar, a aplaudir, a regozijar-se, os jogadores a agradecer. Não se via uma manifestação de azedume, um olhar desesperado, um rosto desalentado. A sustentável leveza da alegria. Solidários na derrota.
No meio de guerras intestinas e de obsessões doentias, de manifestações patrioteiras (quando se ganha) ou de críticas acídas (quando se perde), de jogadores em redomas de falsos heroismos e exibicionismos de incontrolada vaidade e sumptuosidade monetária, que bom ter podido assistir, ainda que pela televisão, ao provavelmente mais belo e humanamente rico momento deste torneio! O regresso às origens do futebol. Ao futebol do mais genuíno fair play e do mais convincente júbilio de se jogar. Momentos refrescantes de pessoas comuns a trabalhar no seu ofício, de pessoas comuns a apoiá-los com elegância e saudável entusiasmo, e de um país que, por certo, não faz destes acontecimentos o único clímax da sua identidade e do seu porvir.
É com este espírito à irlandesa que hoje vamos esperar uma vitória de Portugal"

Bagão Félix, in A Bola

PS: Crónica publicada no dia do Portugal - República Checa.

A entrevista

"Confesso que não percebi a entrevista dada por Paulo Pereira Cristóvão. Estava a vê-la e não pude deixar de recordar uma outra em tudo idêntica, dada por Gonçalo Amaral durante o caso Maddie. O que fará alguém dar uma entrevista e depois não responder a nenhuma das perguntas, com o argumento de que jamais violará o segredo de Justiça.
Claro que se falar sobre o caso viola o dito segredo, mas isso já todos sabíamos, inclusive PPC. Então o que é que lá foi fazer? Falava sobre o quê? Sobre o tempo? Ou então pretendia utilizar a entrevista para fazer um discurso de vitimização, todo ele baseado em inimigos imaginários que nunca soube ou quis precisar. PPC pode ter toda a razão e tudo não passar de enormes coincidências ou então de um grande equívoco. Em perseguição já duvido mais, pois ninguém em geral e ele em particular é suficientemente importante para merecer tamanha vontade de alguém o incriminar. Inocente é sem dúvida José Cardinal. Paulo Pereira Cristóvão diz-nos que é absolutamente inocente de todos os factos que o acusam, mas sem esclarecer qualquer das acusações que lhe são feitas, já que tudo está em segredo. Agora e unicamente por uma questão de fé, acreditamos ou não."

Carlos Anjos, in Correio da Manha

PS: Após umas merecidas férias (!!!), regressei hoje a casa... sendo assim vou colocar algumas (poucas) crónicas 'atrasadas', e destacar as noticias mais importantes dos últimos dias... Um grande Obrigado ao Viriato por ter mantido o estaminé activo... espero que seja para continuar!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Caballero em Palermo???

 Li nos merdias de hoje, que o Pai do CABALLERO teria arranjado já colocação lá para as bandas de Contomil.

Creio que irá ser um dos ajudantes do Vitor Pereira, para vigiar de perto a progressão do seu filhote, coisa que lhe foi negada pelo nosso Glorioso.
 
A sua abençoada e carinhosa Mãe, irá de cozinheira (tal como foi a mãe do Anderson) para um restaurante qualquer de Palermo, aprender a fazer francesinhas e papas de sarrabulho, bem temperadas com alho porro.

É assim que mandam as Leis do nosso País. O "chico" terá que ter os seus pais junto a si até completar 18 anos e os seus Augustos País terão de ter um emprego.
Nessas coisas, o Serviço de Fronteiras do Porto  (SEF)  está sempre muito vigilante e actuante...penso eu de que...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Kardec ...vem !!!



Parece que finalmente a Direcção do nosso Glorioso acordou de um longo e exasperante silêncio, e cada vez está mais próximo dos desejos dos Sócios e adeptos.
Abençoadas eleições!!!

Desta vez chegou a vez de mostrar ao SANTOS com quantos paus se faz uma canoa!!!

Queriam o KARDEC por  mais 4 dias?  Queriam nas não têm.  Se tivessem sido mais honestos com o Benfica e não fossem atrás dos peidos pestilentos do CORRUPTO, talvez  as coisas tivessem outro rumo.  Devolvam o Kardec e  com o dinheiro dos corruptos ( já receberam algum? Perguntem aos Belgas...) comprem  outro avançado.

A carta a Garcia, ou melhor... a KARDEC, já chegou segundo nos diz o seu Augusto Pai, em declarações publicadas no GLOBOESPORTE e assim sendo, Seixal vai ver o Kardec ao vivo e a cores no dia 2 de Julho.
No dia 4 o Santos joga uma importante partida e  precisa de recuperar um resultado negativo na 1ª. mão, mas o Kerdec com uma potente parabólica poderá ver o jogo com toda a DRANQUILIDADE e fazer toda a força MENTAL para que os seus ex-colegas levem de vencida o adversário.

Já não é mau de todo, não é ó Santos???

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Senhora Presidente da A.R.

Exma. Senhora Presidenta da Assembleia da República,

Já vai sendo hábito, ano após ano, ser o Ilustre, Honrado, Probo, Virtuoso, Amável, Homem de muitos saberes, Bom chefe de família, além de emérito peregrino de Fátima e Santiago de Compostela, que é incapaz de qualquer acto menos digno para elevar bem alto o seu honrado e prestigiado clube, como  de facto é, o Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa e Presidente do Futebol Clube do Porto, ser recebido com toda a pompa e circunstância na Assembleia da República, a que Vossa Excelência preside, com a finalidade de aí, nessa Casa da Liberdade, da Democracia e da Justiça, tecerem e cantarem os maiores Hinos, Salmos e Loas aos sucessos desportivos  conquistados com galhardia, pundonor  e honradez, como é timbre e apanágio daquele Majestoso clube, de quem Vossa Excelência é adepta.

Como essa Casa também está recheada de pessoas igualmente Honradas e esforçadas a quem o País tanto deve, tal e qual como o seu Ilustre convidado, venho por isso manifestar-lhe os meus melhores aplausos, ante tão faustoso e merecido acontecimento.

Oxalá que esse honrado e merecido gesto fosse transversal a toda a nossa Sociedade, porque estou convicto que quando as pessoas certas se reúnem com os mesmos propósitos e ideais, muito lucraria este nosso falido torrão Pátrio, tão carecido de mentes Brilhantes, Ímpias e trabalhadoras como é o esforçado Presidente do clube de Vossa Excelência, que além dessa Presidência, ainda presta relevantes serviços, como os de Gerente da Caixa, Padre da Freguesia das Antas e Conselheiro Espiritual de árbitros.




Bem haja Senhora Presidenta da A.R.
Lisboa, 17 de Junho de 2012
assinado)
.

domingo, 17 de junho de 2012

Onde está o Champanhe ?!!!



Sporting 1 (3) - (4) 1 Benfica

No segundo dia de visita ao Zoo, na lotaria dos penalty's, tivemos um Vítor Hugo gigante, que qual alquimista, transformou Lagartos pirómanos, em Elefantes trombudos!!!
O jogo foi equilibrado, o Benfica voltou a cometer algumas desatenções defensivas, mas desta vez, o Marcão resolveu... O receio em sofrer o 2º golo, acabou por ser maior, do que a vontade em marcar...
Mais uma vez tivemos uma arbitragem, que demonstrou um critério na marcação das faltas, parecido com os comentários feitos na RTP: o mais torto possível.
Espero muito sinceramente ver com os meus olhos, um dia destes, uma equipa do Benfica, a abandonar o recinto do jogo, por falta de condições de segurança!!! Não estou a brincar. O assunto é sério. Hoje, tal como ontem, o jogo só chegou ao fim, porque vivemos em Portugal... em qualquer outro local civilizado, com os comportamentos neanderthais das bancadas, o jogo acabava e a equipa da casa era penalizada... Infelizmente os exemplos destas situações são muitos, e tenho a certeza que vão continuar, até porque a filosofia por trás destas atitudes é legitimada pelas Federações, pelas Policias e no caso especifico dos Lagartos, apoiada por dirigentes e treinadores... Cada vez tenho menos apetite para ver estes jogos, o ambiente anti-desportivo que se vive mete nojo, eu sei que desistir seria oferecer a vitória aos Porcos, mas muitas vezes essa é mesmo a vontade - portanto compreendo o desabafo do Ricardinho ontem no final do jogo -, mas temos que continuar a remar contra a maré...
No próximo Sábado, tudo será decidido. Como hoje ficou provado o factor casa, tem uma importância relativa, também já sabemos que favores dos apitadeiros não vamos ter - provavelmente antes do jogo vamos ser informados de mais alguns castigos para jogadores do Benfica -, portanto para vencer temos que dar tudo em campo, com cabeça, sem erros... os Lagartos vão jogar no nosso erro - não sabem jogar de outra forma -, o Benfica tem que ser inteligente a jogar...
É preciso encher o Pavilhão mais uma vez, e mais uma vez é preciso não imitar os comportamentos animalescos das Lagartixas acéfalas... pessoalmente as claques adversárias não entravam, pessoalmente os dirigentes Lagartos ficavam à porta, e os da FPF podiam fazer-lhes companhia!!! Mas...

PS1: A noticia do desaparecimento do Nsalta é muito difícil de digerir... Um glorioso até sempre...

PS2: O nosso ex-atleta Rui Costa, venceu a Volta à Suíça!!! Feito memorável, entre muitos dos favoritos à vitória final da Volta a França, que está prestes a começar... Parabéns Rui...

PS3: O grande Benfiquista Pedro Lamy venceu hoje na categoria GT-Am as 24 horas de Le Mans, que depois da criminosa atitude da Peugeot o ano passado contra o nosso piloto, só torna este triunfo ainda mais saboroso... Parabéns Pedro...

PS4: As nossas equipas de formação continuam a participação em torneios de Verão, quase todos muito mais competitivos do que as provas regulares durante o ano, desta vez os Benjamins venceram o Barcelona na Final do Torneio de Pontevedra, já os Infantis ficaram em 2º lugar num torneio em Itália, após vitórias sobre a Juventus e a Roma, perdemos a final para o Inter de Milão...

PS5: Depois da vitória de Portugal sobre a Holanda, aviso que mantenho tudo o que disse, após a vitória sobre a Dinamarca. Hoje, mais do que os golos que marcou, o Ronaldo já se esforçou um pouco mais defensivamente... se ele jogasse sempre assim, eu não o criticava por falta de solidariedade com os colegas... e deixo já dois avisos:
1) O 'mini-blackout' no final do jogo, com recados aos críticos, é um péssimo indicador, pois parece que depois do jogo de hoje já são Campeões Europeus... o cancelamento do treino de amanha é outro mau sinal, pelas mesmas razões... fazem um bom jogo, e pensam logo que são os melhores do mundo!!!
2) Hoje jogámos contra uma equipa que arriscou um sistema muito ofensivo desde do primeiro minuto, nos Quartos com os Checos, vamos jogar contra uma equipa que vai jogar no nosso erro, em contra-ataque, são duas coisas completamente diferentes...
PS6: Nos próximos dias vou estar de férias... voltarei com as baterias carregadas, até já!!!

Prova cabal

"Num mesmo fim-de-semana, disputaram-se nos Pavilhões da Luz três importantíssimas partidas que poderiam decidir títulos nacionais de Futsal e Hóquei em Patins. Do outro lado estavam os principais rivais do nosso clube, Sporting e FC Porto. Num dos casos (o Futsal), até marcaram presença as claques adversárias. Em três partidas, o Benfica ganhou uma, empatou a segunda, e perdeu a terceira, fazendo, pois, todos os resultados possíveis em competições desportivas. Problemas de violência: zero!
Ainda há pouco tempo tivemos e exemplo precisamente contrário, num palco onde não se sabe ganhar, nem se sabe perder. Por muito que tentem meter toda a farinha no mesmo saco, a verdade é que, quer no nosso Estádio, quer nos nossos Pavilhões, não me recordo de qualquer episódio violento na última década, excepto os protagonizadas precisamente pelas claques rivais - petardos lançados pelos Super Dragões para cima de pessoas com crianças ao colo num Benfica - FC Porto de 2007, e incêndio das bancadas por parte da Juve Leo há poucos meses atrás.
Obviamente, nem todos os seis milhões de benfiquistas serão anjos de asas e coroas. Ocorreram, fora dos estádios, fora dos pavilhões, episódios reprováveis que atribuíram (bem ou mal) às nossas claques, e que constantemente nos são atirados para cima, como se fossem comparáveis (em visibilidade, em proximidade, em adesão, em método, em imputabilidade) àquilo que vimos no Dragão Caixa.
O que já disse aqui noutras ocasiões, e reitero, é que parece claro existir noutro clube um modus operandi de violência e intimidação orquestrada, metódica e organizada, que não consigo identificar no Benfica - onde os casos a lamentar são anárquicos e individualizados. Este fim-de-semana tivemos mais uma prova dessa diferença, coisa que muito me orgulha enquanto benfiquista.
É verdade que a acção das forças policiais em Lisboa e no Porto parece, também ela, pautar-se por critérios diferentes. Mas há uma diferença de comportamentos, que não devemos ter medo de destacar."

Luís Fialho, in O Benfica

Mais e melhor Benfica

"O Basquetebol do Benfica sagrou-se Campeão Nacional, o Hóquei em Patins está quase, o Futsal continua a ser uma hipótese firme. O Voleibol falhou o título imprevistamente! Outras modalidades também! Ainda assim, a temporada foi rica em conteúdo, entusiasmou os adeptos, proporcionou excelentes espectáculos, dignificou o Clube.
O crescimento do Benfica, nos últimos tempos, tem muito a ver, também, com outras modalidades que não o Futebol, indubitavelmente a concitar o grosso das despesas afectivas. Foi, é e será sempre assim. O Benfica é muito futebol, mas é também uma agremiação ecléctica. Faz gala disso e faz bem, faz com absoluta justeza.
Não se pode ganhar sempre, todos sabemos disso. Mas o Benfica compete sempre para vencer, o despeito das modalidades, a despeito dos escalões etários. E o que se tem visto nas últimas épocas? Um grande salto qualitativo, uma afirmação de poder, um estímulo anímico adicional, não poucas vezes razões de sobra que honram a instituição e conferem um garrido mais alegre às camisolas vermelhas e aos aplausos das plateias.
O Benfica está pujante nas modalidades, cada vez mais pujante. Tempos houve em que as dificuldades eram terríveis, em que algumas secções encerraram ou estiveram muito perto disso. O panorama alterou-se. Mérito dos dirigentes, também dos técnicos e atletas, não menos doa aficionados, incansáveis no apoio.
O Benfica, hoje, é mais Benfica. Não apenas no Futebol. O Benfica hoje, é mais Benfica. Também nas outras modalidades. E mais Benfica só pode traduzir-se por melhor Benfica."

João Malheiro, in O Benfica

Objectivamente (África...)

"Já não é a primeira vez que vos falo sobre a paixão africana ao Benfica. Nos países de língua oficial portuguesa vive-se o Benfica de uma maneira diferente, e o Glorioso tem outra dimensão, tem outra intensidade, aproveitando-se todos os momentos para carregar até ao limite as baterias do sentimento clubístico e da recordação com saudade dos momentos gloriosos do SLB.
Durante três dias estive com o nosso Bicampeão europeu, José Augusto, em Cabo Verde, no ninho mais fervoroso da Águia do país da Morabeza. O conhecido Príncipe, 'Rei do Gamboa', quis proporcionar aos mais de cem convidados uma noite de grande fervor clubístico e, entre boa comida, música e vivas ao Benfica, vivemos momentos inolvidáveis de festa e boa disposição.
O nosso Bicampeão, que já está habituado a estas manifestações de carinho, bem se deixou levar pela emoção várias vezes, pela forma como os cabo-verdianos exprimem o seu amor e esse afecto ao Benfica.
É bom que nunca esquecemos estes exemplos e consigamos transmitir aos nossos atletas e dirigentes a entrega e, sobretudo, a compreensão que estes fervorosos benfiquistas dedicam ao Glorioso. O presidente, que também já viveu estes momentos de tão exultante benfiquismo, bem se refere repetidamente à obrigação de ganhar cada vez mais vezes para transmitir alegrias a estes amigos que vivem habitualmente longe da Catedral da Luz.
Luís Filipe Vieira tem sabido transmitir essa paixão. A sua energia contagiante vai buscar a estes amigos mais força para continuar a lutar pela glória.
Nós nunca desistimos e em breve começaremos mais uma época de grandes desafios.
Por parte dos benfiquistas africanos a força será tremenda! E estes exemplos repetem-se com a frequência que os nossos atletas necessitam. Quem tiver dúvidas experimente um dia estar longe de casa e juntar-se à família benfiquista e vai ver o que é PAIXÃO!"

João Diogo, in O Benfica

sábado, 16 de junho de 2012

Campeões... é nosso destino... contra tudo e contra todos, pelo Benfica sempre!!!



Tigres de Almeirim 1 - 4 Benfica

Triunfo histórico, épico, digno de 'gigantes'... só quem ignora a estrutura que domina o Hóquei Português pode pensar que estou a exagerar.
Já na última época o título tinha sido merecido, quando terminámos o campeonato em igualdade pontual com os Corruptos. Este ano quando empatámos em Braga na 1ª jornada temi o pior, mas após esse desaire, tivemos uma época quase perfeita, perdendo pontos somente nos jogos com os Corruptos, em situações muito especiais...!!!
Na casa de alterne lá de cima, ainda não desistiram de roubar este campeonato na secretária, e se calhar ainda vão conseguir repetir o jogo - não me admirava nada -, mas independentemente da decisão da Corrupta Federação, o Benfica é Campeão, ponto final.

O jogo de hoje, nunca seria fácil, o adversário tinha valor, e a ansiedade era muita, com o golo madrugador do Cacau ainda pensei que se calhar seria mais 'fácil' do que tinha pensado, mas enganei-me... com o Benfica a vencer por 1-0 o jogo entrou numa toada estranha, com o Benfica a temer 'atacar' o 2-0, com medo de sofrer o 1-1 num contra-ataque!!! Até que os Tigres empataram mesmo, num lance que seria penalty a favor do Benfica, e foi transformado em livre directo contra!!! Mas o empate acordou a equipa, esta reagiu, perdeu os temores, e pouco depois o López e o Sérgio 'mataram' o jogo e o Campeonato!!!

Num ambiente de saudável Benfiquismo, com muito fervor, e sem terroristas nas bancadas, o Benfica conquistou 14 anos depois, o título nacional de Hóquei em Patins, o nosso 22º título... contra tudo e contra todos, ultrapassamos os apitadores em Valongo, no antro Corrupto, e em Paço de Arcos por exemplo, ultrapassamos os apitos que beneficiaram os Corruptos em Viana por exemplo...

Mesmo sem dinheiro para pagar os ordenados deste ano os Corruptos já anunciaram vários reforços, o Benfica tem uma equipa veterana, portanto a próxima época não será fácil, bem pelo contrário, é preciso consolidar o trabalho...
Esta vitória tem dois rostos, primeiro o Luís Sénica, e depois o José Trindade... as suas decisões foram muito criticadas, começando pelas contratações de jogadores veteranos como o Sérgio e o López, e que por acaso, acabaram por ser decisivas no triunfo do Benfica... O trabalho na formação também tem sido assinalável, mas ainda vai levar alguns anos para podermos beneficiar desse trabalho...

O Benfica foi criado para conquistar títulos, o Benfica vive de títulos, infelizmente, ultimamente, nas diversas modalidades, as dificuldades ultrapassam em muito aquilo que se passa dentro das quatro linhas, por isso mesmo, temos que valorizar todas as nossas vitórias, obtidas com muito suor, sem favores de ninguém...
Já na próxima quarta-feira vamos ter um jogo para os Quartos-de-final da Taça de Portugal em Paços de Arcos, temos tudo para conquistar esta competição. Só a Oliveirense nos poderá complicar a vida teoricamente, e mesmo assim somos claramente favoritos, mas para que isso aconteça, temos que ultrapassar a equipa da 'Linha', que como ficou provado no jogo para o Campeonato, não será nada fácil...

Obrigado a todos, jogadores, treinadores (uma especial referência para o Paulo Almeida que tinha sido campeão como jogador à 14 anos!!!), seccionistas, e dirigentes, por esta grande alegria...












Visita ao Zoo !!!

Sporting 2 - 1 Benfica

Mais uma vez, fomos obrigados a jogar um jogo, num ambiente terrorista, num local repleto de animais, começando pelos que se sentaram na bancada presidencial...!!!
Quando o nosso actual treinador, estava no outro lado, a única maneira de vencer o Benfica era criando estes 'ambientes' terroristas, quando o ex-seleccionador nacional foi treinar os Lagartos ainda pensei que a 'coisa' podia melhorar!!! Mas enganei-me, ficou muito pior... chegando ao ponto, onde o Benfica deve ponderar muito seriamente continuar a disputar jogos em barracas sem quaisquer condições de segurança, com os acéfalos em cima do campo a insultar, e inclusive, a agarrar jogadores do Benfica, sempre que estes se aproximam da linha lateral... Hoje, os jogadores do Benfica foram ainda, durante todo o jogo, o alvo de milhares de objectos atirados para dentro campo, com uma extraordinária passividade da Polícia... Ainda a semana passada foram realizados 3 jogos nos pavilhões da Luz, contra adversários desprezáveis, e nada parecido aconteceu... Os comportamentos, atitudes e decisões dos membros da FPF e dos Lagartos (dirigentes e treinador...), no mínimo dos mínimos deviam interditar a entrada das bestas nas instalações do Benfica (eu pago as multas)...
Não vi o jogo todo, mas o Benfica voltou a mostrar-se perdulário, e os Lagartos mais uma vez jogaram no erro do adversário em rápidos contra-ataques... Sendo que no final a diferença foi a expulsão do Ricardinho com o jogo empatado, quando este respondeu a uma agressão (impune) de um adversário... também aqui, nada de anormal!!! Terminámos o jogo com duas expulsões, continuamos a não beneficiar de livres de 10 metros, resumindo continua a palhaçada do apito... com a colaboração activa, premeditada, dos responsáveis da FPF...
Nada está decidido, o Benfica tem tudo para vencer amanha, e se isso acontecer na Luz, temos tudo para ser Campeões, mas muito sinceramente já não acredito no 'pai natal', amanha os apitadores e o ambiente ainda vão ser piores só um Benfica sem medo, e sem cometer erros defensivos e ofensivos pode triunfar...



"Futsal: Sem paz, nem verdade desportiva
Há clubes que dizem que não pactuam com determinado tipo de comportamento, mas são, precisamente, os primeiros a não fazerem o que dizem.
É que, se alguém quer condicionar a arbitragem, é o treinador da equipa de Futsal do Sporting e os seus dirigentes, algo que, aliás, é uma estratégia utilizada de forma contínua. É bom não esquecer as declarações proferidas pelo treinador Orlando Duarte sobre a arbitragem ao longo de toda a temporada.
A lamentar deste terceiro jogo há o comportamento completamente antidesportivo dos adeptos da equipa da casa, que provocaram e agarraram sistematicamente os jogadores do Benfica devido à proximidade entre a bancada e a linha lateral.
Os mesmos adeptos arremessaram objectos para dentro de campo, o que fez com que houvesse constantes paragens de jogo. Houve também vários lançamentos de petardos.
O pavilhão Paz e Amizade não registou quaisquer condições de segurança, tudo com a conivência da Federação Portuguesa de Futebol e da Polícia.
A isto juntam-se constantes insultos provenientes da Tribuna, onde estavam vários elementos dos órgãos sociais do Sporting.
Perante estas situações, é mais um caso que vai ficar impune?
É ainda de salientar que não houve qualquer agressão por parte de elementos do Benfica a quem quer fosse do adversário."

Preocupante...

"Futsal: Às vezes existem surpresas
O Sport Lisboa e Benfica tomou conhecimento, esta sexta-feira, da decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol em punir com um jogo de suspensão o jogador do Sporting Alex Martins. Algumas considerações sobre esta estranha deliberação:
- surpreende a decisão do Conselho de Disciplina, face ao critério que se percebeu após o jogo 2 da meia-final - Ricardinho foi suspenso com dois jogos, quando no lance em causa ainda tinha o guarda-redes entre o local da alegada falta e a baliza;
- no jogo 1 da final, no Pavilhão Império Bonança, o jogador Alex rasteirou em falta, sem qualquer margem para dúvidas, César Paulo, quando o atleta do Benfica tinha tudo para fazer o golo, sem qualquer outro adversário entre ele e a baliza do Sporting;
- bem tinha avisado Miguel Albuquerque, responsável do Sporting, sobre eventuais surpresas nas decisões do Conselho de Disciplina da FPF, referindo-se ao caso de Ricardinho: "O ser punido com dois jogos é uma situação normal, mas às vezes existem surpresas";
- Orlando Duarte deixou o receio, após o jogo 2, em conferência de imprensa, de ter menos jogadores disponíveis para os compromissos seguintes da final e o Conselho de Disciplina respondeu com simpatia, libertando mais um reforço para o treinador;
- por este andar, quando uma equipa de Futsal quiser ter uma atitude mais agressiva, beneficiando da bondade disciplinar federativa bastará lançar em campo um atleta com a camisola protectora de guarda-redes;
Apesar desta decisão, que certamente não surpreendeu Miguel Albuquerque, o Benfica tudo fará dentro das quatro linhas para conquistar o campeonato nacional da modalidade. De forma limpa, como se quer."


PS: Depois das declarações da Besta, no final do 2º jogo, queixando-se da arbitragem (quando foi claramente beneficiado), depois dos videos colocados no youtube juntando imagens de dois jogos, mas insinuando que tinha sido um, escondendo que o critério dos árbitros foi não marcar qualquer falta nos minutos iniciais de cada parte, e que o Benfica foi o principal prejudicado... a tudo isto junta-se mais esta decisão absurda... Temo que que o jogo de amanhã em Loures não vai acabar bem... E deixo o aviso ao nosso Capitão: Gonçalo és capitão do Benfica, já não és jogador do Sporting, portanto controla-te!!!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O árbitro arbitrário

"LVIV - O Azeiteiro-da-cabeça-d'unto ainda não entrou em acção e ainda bem, ninguém parece sentir muito a sua falta, a menos que haja por cá jogadores e treinadores que tenham o mau hábito de gostar que lhe lambam os pescoços. Mas essa figurinha deprimente anda por aí e só isso já é arrepiante. A qualquer momento, como uma bala perdida disparada por entre a multidão, abaterá uma infeliz e distraída selecção. Vale que estamos na Ucrânia e ninguém terá contemplações por mais umas das suas trampolinices. Em Portugal, um grupelho de colunistas imbecis tratou de estabelecer que a regra é elogiar o mamífero. Não por ele, pobre e insignificante, mas porque ao elogiá-lo julgam ficar nas graças de D. Palhaço, rei do Norte e arredores.
Teimaram tais escribas que o Azeiteiro-de-cabeça-d'unto foi um mestre de apito na Grande Festa da Cerveja de Munique. Não foi. Vimos em Poznan um seu colega bem mais competente validar um golo de um avançado em fora-de-jogo por a bola vir de um adversário. Não voluntariamente, que ninguém passa voluntariamente a bola ao adversário a menos que esteja corrompido; mas voluntariamente, ainda que por erro ou precipitação. Ou seja, tal e qual como aconteceu em Munique. Mas aí o Azeiteiro decidiu diferentemente porque para ele as regras são suas e não as do jogo. Anulou o golo: decidiu o jogo e o vencedor. Como faz sempre. Deram-lhe um apito e ele assume literalmente a sua profissão: é um arbitrário. Do alto das suas colunas, os serventuários do poder podre batem palmas e desfazem-se em encómios. O Madaleno ri um riso de dentes cariados e sente-se recompensado por tanta malfeitoria. Os outros, gente séria, fazem figura de parvos. Quanto ao Azeiteiro-de-cabeça-d'unto anda por aí à espera do momento certo para apitar errado."

Afonso de Melo, in O Benfica

Atletismo já, Hóquei a seguir...

"1. Foi um fim-de-semana de emoções, que se espera prolongado pelo próximo. Um título já foi conquistado... e bem conquistador: o do Atletismo. Na época passada, dera-se a surpresa: ao fim de 15 anos de 'jejum', triunfo com dois pontos de vantagem e 11-10 em vitórias nos confrontos directos com o eterno rival, Sporting. Este ano, o Sporting teve grande azar logo de início com a lesão de Obikwelu nos 100m, mas isso viria a ser 'compensado' com a desclassificação do nosso jovem, Rui Pinto, nos 5000m. No final, o Benfica ganhou por 10 pontos e, mais sintomático, com uma vantagem de 15-6 nos confrontos directos com o Sporting. Atrevo-me a prever que, nos próximos anos, dificilmente deixaremos de dominar: dos 21 elementos que integraram a equipa este fim-de-semana, praticamente metade (10) são do escalão Sub-23 e dois-terços (14) têm até 24 anos. O mais velho é Marco Fortes (29 anos), seguido de Jorge Paula (27)! O agora ausente, Nelson Évora, está com 28. Resta acrescentar que, tal como aconteceu em Pista Coberta, o Benfica deverá dominar amplamente os Campeonatos Nacionais de Sub-23, Juniores e Juvenis (masculinas e femininos). Repetindo a proeza do Basquetebol, que no fim-de-semana juntou o título nacional de Sub-16 aos de seniores, Sub-21 e Sub-18 que já havia conquistado!
Mas o fim-de-semana teve mais. Teve um emotivo 5-5 com o FC Porto em Hóquei em patins e uma vitória benfiquista nas bancadas, apoiando a equipa e não insultando e agredindo o adversário!... Falta 'apenas' o triunfo em Almeirim, na última jornada. Está quase, quase... mas falta esse quase!
O Futsal correu muito bem no sábado, mas falhámos o 2-0 no domingo. Nada está perdido... nem ganho, tudo em aberto.

2. A SAD do FC Porto apresentou alguns milhões de euros de prejuízo nos últimos 9 meses, mas, no relatório, apressou-se a explicar que este prejuízo resulta de uma dívida de quase 29 milhões do Atlético de Madrid, por conta da transferência de Falcao. Mas, afinal, segundo os espanhóis explicaram ao jornal 'As', o acordo estabelece que o pagamento é faseado (9 milhões por ano) e só terminará em 2014. E ainda não chegou a altura de ser liquidada a 'tranche' deste ano. Enfim, o habitual..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Títulos

"No Dia de Portugal em que a judoca, Telma Monteiro, foi distinguida com a Ordem de Mérito Civil, motivo de orgulho para a atleta e, por isso mesmo, motivo de alegria para todos os benfiquistas, o Benfica somou mais dois títulos nacionais: a equipa masculina de Atletismo sagrou-se Bicampeã de Clubes, na modalidade ao Ar Livre, juntando o galardão ao de Pista Coberta conquistado em Fevereiro e ao segundo lugar da equipa feminina, e os Cadetes do Basquetebol conquistaram o Campeonato de Sub-16.
Com a conquista do título nacional pelos Cadetes, o Benfica fez o pleno dos Campeonatos masculinos de Basquetebol: Seniores, Sub-20, Sub-18 e Sub-16. Os títulos não acontecem por acaso, antes estão a florescer porque a Formação na modalidade lançou sementes e criou raízes.
No Futsal, a Final do play-off até começou muito bem, com uma goleada, mas o segundo jogo correu mal e a disputa do título segue empatada. Mas no Hóquei em Patins o Benfica vai para a última jornada do Campeonato a depender de si próprio: precisa de ganhar em Almeirim para ser Campeão Nacional e interromper a longa série negra de vitórias do Sistema. De maneira que a palavra de ordem para os benfiquistas só pode ser, todos a Almeirim para contribuir para a glória do Glorioso.
O Benfica readquiriu uma mentalidade, uma atitude e uma prática e dotou-se de meios para sair vitorioso. Mas a verdade é que a luta é desigual, seja qual for a modalidade e o escalão. O título da trapaça está atribuído em definitivo aos patrões do Sistema. E quando, apesar da batota, o Sistema não ganhar, viu-se no que dá o mau perder. No basquetebol deu em violência. No Hóquei em Patins, o Sistema quer ganhar na secretaria. Todos a Almeirim."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Não-perder é o que está a dar

"A Espanha jogou sem ponta de lança e a opção chocou. A verdade é que a Espanha não tem um Cristiano Ronaldo... Nós temos. Também não joga a ponta de lança

O Europeu começou com a Grécia a conseguir não-perder o jogo inaugural com a Polónia, co-anfitriã do torneio. Os treinadores, os jogadores e os adeptos, todos sem excepção, reconhecem a importância do chamado não-perder no primeiro jogo da fase de grupos.
No entanto, como é da praxe, a História regista as suas excepções ao preceito fundamental da tal entrada com o pé direito. No Europeu de 1988, a Holanda perdeu o seu primeiro jogo e viria a conquistar o título e no Mundial de 2012 a Espanha começou por perder com a Suíça e acabou a ganhar na final à Holanda.
Deixemos as excepções em paz e regressemos à regra, ou seja, à importância do não-perder no primeiro jogo de competições desta envergadura.
O nosso compatriota Fernando Santos é o treinador da Grécia e como é um profissional experiente sabe destas coisas todas. Por isso mesmo, apresentou a sua equipa no jogo inaugural com uma filosofia de retranca, sempre à espera do erro do adversário, à partida favorito porque jogava em casa.
Acabou por ser uma grande felicidade para os espectadores neutrais o facto o facto de a Polónia ter marcado aos 17 minutos, obrigando a Grécia a entrar a sério no jogo e a correr para salvar o resultado.
Obrigado a mexer na equipa, reduzida a 10 jogadores ainda antes do intervalo, foi feliz Fernando Santos ao lançar Salpingidis, que não é propriamente nenhuma vedeta do areópago mundial, mas que deu a volta ao jogo, marcou o golo do empate e ainda fez um segundo golo que o árbitro invalidaria por fora de jogo, deixando os polacos aliviados e felizes porque, também para eles, era crucial a tal coisa de não-perder o primeiro jogo.
Quanto ao árbitro, não haja dúvida de que foi um grande  malandro...

UMA das graças destes torneios entre selecções - e com a nossa Selecção também envolvida - é constatar que os nossos comentadores arrumam criteriosamente a sua estrutural isenção profissional e passam a gozar a liberdade de poderem ser adeptos à vontade.
Certamente porque Fernando Santos é português e também porque, devido à conjuntura política e económica actual, somos todos gregos, os nossos analistas puderam revelar os esplendores da sua não-imparcialidade e do seu desapego ao bom senso.
O árbitro do Polónia-Grécia até ficou com as orelhas a arder com a rapidez de julgamento e o desassombro nos qualificativos com que a sua actuação foi observada em Portugal. Malta que em jogos do campeonato português precisa de, no mínimo, meia dúzia de repetições em slow motion para conseguir dizer que, por exemplo, houve infração para grande penalidade em lances como o de Pablo Aimar na área da Académica, em Coimbra, ou o de Gaitán na área do Sporting, em Alvalade, quando chega o Europeu manda logo às malvas o temor devido nos árbitros como se, afinal, eles não fossem humanamente propensos ao erro.
«Calamitosamente» foi o advérbio de modo ouvido no decorrer da transmissão televisiva para qualificar o trabalho do árbitro espanhol Velasco Carballo. Pelo contrário, cá no burgo, não há arbitragens calamitosas nem desvarios de linguagem.

NÃO conseguimos não-perder o nosso jogo de estreia neste Europeu. Não tivemos a sorte da Grécia de Fernando Santos, que sofreu um golo aos 17 minutos de jogo e viu-se obrigado a acordar cedo e a abandonar aquele futebol anti-espectáculo do não-jogam-vocês-não-jogamos-nós-não-joga-ninguém, na fé de um 0-0 que nunca é mau presságio no arranque deste género de torneios.
Exactamente ao contrário da Grécia, sofremos um golo dos alemães a 17 minutos do fim e, acordando tarde, já não fomos a tempo de impedir a derrota que, de um modo geral, foi considerada bastante injusta entre nós.
E até do adversário soubemos merecer a comiseração. O próprio Ozil disse a Pepe, no final do jogo, que o empate seria o resultado mais certo para o que se passou em campo.
É um bocadinho parecido como quando a senhora Merkl diz que está satisfeita com o esforço e o sacrifício dos portugueses ou como quando o New York Times escreve que os portugueses são tão boa gente que até aceitam sem protestar os ditames da Banca internacional.
Estes cumprimentos estrangeiros no infortúnio sabem sempre bem e consolam a depauperada alma nacional.
Infelizmente para Paulo Bento não houve no banco de Portugal nenhum Salpingidis que entrasse em campo para, pelo menos, empatar o jogo. E o árbitro, que era francês, voltou a ser um malandro do pior como só são os árbitros estrangeiros.
Felizmente que a Liga portuguesa, numa decisão histórica, decidiu acabar de vez com as avaliações dos nossos árbitros nas provas nacionais. Avaliações para quê? Os nossos árbitros são os melhores do mundo, não precisam de ser avaliados.

QUEM precisa de ser avaliado é o realizador ucraniano que assinou a transmissão televisiva deste Alemanha-Portugal porque induziu, repetidamente, em erro milhões de telespectadores.
Á força de mostrar tantas vezes José Mourinho, bem sentado, a vibrar com as ocorrências na Arena de Lviv e ignorando a presença de Paulo Bento, sentado à flor da relva, no lugar do verdadeiro treinador, deve haver muita gente por esse mundo fora que está convencido de que o treinador do Real Madrid é, na verdade, o seleccionador de Portugal.

GRANDE jogo e grande espectáculo houve em New Jersey. O mano-a-mano Messi-Neymar terminou em glória para o argentino, que fez três golos, sendo que o último foi fabuloso e os outros dois também não foram nada maus.
Ou a Argentina tem um novo seleccionador, muito sagaz, que pôs a equipa a jogar à Barcelona, ou seja, em exercícios de geometria no espaço, ou Leonel Messi está mesmo a viver o momento mais fabuloso da sua não menos fabulosa carreira e, assim sendo, vai tudo à frente...
Depois de o verem marcar três golos ao Brasil é de duvidar que os argentinos continuem a embirrar com Messi, acusando-o de não produzir na selecção o que produz ao serviço do Barcelona.
E que bem jogou o nosso Garay, que não deu um palmo de terra ao Neymar. Nada de surpreendente. E muita falta fez Garay ao Benfica este ano quando se lesionou antes do jogo com o Zenit.

ESPANHÓIS e italianos ficaram todos contentes porque ambos conseguiram não-perder o seu jogo. A Itália, no entanto, já não é o que era. Onde é que já se viu uma squadra azurra a adiantar-se no marcador e, três minutos mais tarde, a consentir o empate?
A Espanha jogou sem ponta de lança e a opção de Del Bosque chocou o público e a crítica. A verdade é que a Espanha não tem nenhum Cristiano Ronaldo...
Nós temos. Mas também não joga a ponta de lança.

A Inglaterra também conseguiu não-perder com a França. Por seu lado, a Grécia já não conseguiu não-perder com a República Checa.

E agora um bocadinho de hóquei em patins: o FC Porto conseguiu não-perder com o Benfica na Luz mas o empate não era de todo o resultado pretendido. Agora o FC Porto quer repetir o jogo por erros do árbitro. Excelente ideia.
Penso que o Benfica, pelas mesmas razões, pode pedir ao senhor Fernando Gomes e ao senhor Tiago Carveiro, da Federação Portuguesa de Futebol, para mandarem repetir, pelos mesmos motivos, os jogos com a Académica, em Coimbra, e com o FC Porto, na Luz.
Até podem pedir por SMS.

ONTEM, não sei se viram, mas quase, quase que íamos não-ganhar à Dinamarca. Era obra."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: Esta noite, no Europeu, assistimos a mais uma deslumbrante exibição... dos Irlandeses!!! (resultado final: Espanha 4 - 0 Irlanda)!!!
A malta mais nova, pode não se recordar, mas eu lembro-me bem do Euro 88, em Itália no Mundial 90, na América no Mundial 94 e no Mundial na Ásia em 2002, além do famoso jogo na Luz - com muita chuva e com o majestoso golo, do nosso Maestro -, os adeptos Irlandeses são de facto os Melhores Adeptos do Mundo, e o resto é treta...!!!

Palavras leva-os o Euro

"A catadupa de jogos do Euro é, também, um teste à capacidade de resistência para escutar frases que constituem um quase dialecto de lugares-comuns, eufemismos, pleonasmos e paradoxos.
Não me refiro aqui ao modo como o capitão da nossa Selecção se dirigiu ao mais alto magistrado da Nação: «Em nome da Selecção entrego-lhe esta camisola e convidamos você para ir assistir a um jogo, tá?». Frase no mínimo inapropriada, mas que não admira quando por toda a parte e em programas e galas televisivas se ouve a feia expressão «com vocês» em vez de «convosco».
Antes registo aqui algumas deliciosas frases que venho ouvindo: «a bola morreu nas redes» (pergunto-me se depois de tão súbito fenecimento do esférico, ainda há jogo?), «o jogador x tem que interagir com os colegas» (ou interagir... sozinho?), «as duas selecções acabaram dividir os três pontos» (1,5 pontos para cada uma delas ou será que, em aritmética de empates, 1+1=3?), «o hino espanhol foi cantado em silêncio, isto é sem letra» (intrigante oximoro). Por fim, no fim do jogo com a Alemanha ouvi o presidente da FPF confessar que «se hoje houvesse um vencedor, seria a Selecção portuguesa» (será que empatámos?).

P.S. 1 - Intitulava A BOLA: «Toni conformado no Tractor». Confesso que fiquei surpreendido com esta serôdia vocação do grande benfiquista. Li a notícia: afinal Tractor é um clube iraniano de Tabriz. A agricultura é outra. Também não me havia lembrado que o jornal aplica o Acordo Ortográfico, pelo que o Tractor de Tabriz não é o trator de Avis.

P.S. 2 - Ainda a tempo de registar a vitória tão preciosa quanto sofrida contra a Dinamarca."

Bagão Félix, in A Bola

O polvo Paulo para o tacho, já!

"POZNAN - Confesso que, até há dois anos, não era muito de acreditar nas capacidades divinatórias dos animais. No entanto, durante o Mundial de 2010, o polvo Paul, alemão, fez-me ver a vida de outra forma. Fiquei, pois, naturalmente apreensivo quando um polvo, de nome Paulo - dizem que é primo do infalível Paul - residente num aquário do Porto, vaticinou a vitória da Alemanha sobre Portugal no Euro-2012. Passei da apreensão à resignação - «lá tenho de ouvir mais um polvo» - quando o oito pernas acertou no triunfo germânico. E foi com natural pânico que li que o Paulo tinha apostado as fichas todas no sucesso da Dinamarca, ontem, frente a Portugal. Começou o jogo, Pepe, 1-0, Postiga, 2-0, e dei comigo a rogar pragas ao polvo pelo susto que me tinha pregado. Reduziram os vikings, começaram a ameaçar o empate, o Cristiano falhou o 3-1 e a seguir sofremos o 2-2. «Ora queres ver que o polvo Paulo tinha razão?», cogitei com os meus botões, porque para Portugal empatar ou perder ia dar ao mesmo...
Surgiu então em cena Silvestre Varela, que agitou mais as águas que já estavam mexidas depois da entrada de Nélson Oliveira. E chegou o golo da vitória, um triunfo imprescindível, crucial, justo e, acima de tudo, desnecessariamente sofrido.
Numa esplanada de Poznan, apoiado apenas pelo Paulo Esteves, repórter fotográfico que me acompanha, e pela Joana Guimarães e a Mara Nunes, da BOLA TV (todos os outros, croatas, polacos, italianos e irlandeses estavam pela Dinamarca...), festejei. Durou pouco, porém, a celebração. Porque senti que o polvo tinha de pagar pela angústia que me tinha provocado. Fui à net e num ápice encontrei uma série de maneiras de fazer justiça:
»Polvo cozido com cebola»; «Polvo à lagareiro com batatas a murro»; «Filetes de Polvo»; «Arroz de Polvo malandrinho»; «Salada de Polvo»; Polvo à galega». Opções não faltam para dar ao Paulo aquilo que merece...

PS - Contra a Holanda, 90 minutos que valem a passagem aos quartos de final, não podemos dar as largas que demos aos dinamarqueses. Precisamos de controlar melhor o meio-campo. E Cristiano Ronaldo deve recuperar o instinto matador..."

José Manuel Delgado, in A Bola

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Euro e euros

"Ironicamente, o Euro disputa-se fora da zona do euro. Para a Alemanha bastou um eurogolo para nos derrotar com um certo sabor a injustiça. Depois deste desaire frente ao poderio teutónico (sempre ele), só temos uma hipótese de não sair do Euro. Forçar um plano de resgate, colocando em prática um programa de ajustamento e pondo os golos públicos em ordem, isto é com saldo superavitário. Não vai ser fácil e exige capacidade de sofrimento (ainda que não seja necessário cortar subsídios de Natal e de férias aos jogadores). Haverá também que respeitar as ordens da troika de árbitros. E temos que estar atentos aos bancos. Nossos, da Dinamarca e da Holanda. Verdade se diga que o PEC de há meses, com a Bósnia, apenas terá adiado o plano de resgate, que se pressentia depois da incapacidade de solver os compromissos com a Turquia e a Macedónia.
Claro que podemos contestar a influência excessiva das agências de rating que nos fizeram descer da 5.ª para a 10.ª posição, atrás da própria Dinamarca que está no Euro, mas não aderiu ao euro. Não que tenhamos descido de luxo para lixo, mas tal afectou-nos no mercado secundário. Os CDS (Crédito para a Derrota Seguinte) desvalorizaram-se e só espero que não haja necessidade de um qualquer haircut (de que, naturalmente, Pepe está isento).
O derradeiro jogo do grupo, com a Holanda, joga-se no Estádio Metalist. Cheira-me a moeda... Cuidado com o efeito dominó do vil metal sobre o crescimento da nossa selecção.

P.S. - Os 4 países do euro intervencionados (Portugal, Grécia, Irlanda e agora Espanha) não ganharam nenhum jogo da 1.ª jornada do Euro. Que coincidência..."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Portugal acabou por vencer hoje a Dinamarca, mas como tenho pouca vontade em escrever sobre o tema, deixo só um desabafo:
Exibição vergonhosa de Cristiano Ronaldo, mais do que os golos falhados, a falta de solidariedade defensiva foi revoltante - obviamente que o treinador ao não 'tapar' aquele buraco à frente do Coentrão, também deve partilhar o ónus -, para quem não perde uma única oportunidade em público, para demonstrar uma total falta de humildade, devia rever o filme deste jogo, até à exaustão...!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Para sempre, António

"A imagem é eterna: António Leitão mostrava com orgulho a primeira medalha conquistada por um atleta benfiquista nos Jogos Olímpicos. Agora, 28 anos depois, dizemos-lhe adeus de forma sentida.


António Carlos Carvalho Leitão, espinhense nascido a 22 de Julho de 1960 tornou-se eterno na historia do Benfica e do atletismo português quando, 24 anos depois na longínqua Los Angeles (EUA), conquistou a primeira medalha olímpica. Foi bronze, mas podia ter sido prata ou ouro, tal o ritmo imposto pelo português à corrida. Um momento histórico e marcante, claro, para o desporto português e que coroou uma carreira de sonho de um atleta que primou pela humildade, mas também pelas marcas verdadeiramente acima do padrão a que o atletismo português estava habituado.

Carreira vitoriosa
Mas a história de António Leitão vai mais além dos inesquecíveis Jogos realizados na Califórnia. O autêntico 'sonho americano' do esguio Leitão (1,76m e 58 Kg) começou a tornar-se realidade bem mais cedo, quando, entre 1978 e 1982, se formou na equipa da sua cidade, o Sp. Espinho. Ali mostrou qualidade, tornou-se uma esperança, em especial quando conquistou o bronze no Europeu de Juniores, em 1979, na Polónia (Bydgoszcz).
Três anos depois garantiria o seu melhor tempo de sempre nos 5000 metros, com a marca de 13:07.70 alcançada em Rieti, Itália. Um recorde nacional que perdurou durante muito tempo. Já no Benfica, ganhou maior consistência, realizando um trajecto vitorioso entre 1983 e 1990. Ora nos 5000 metros em pista, ora no corta-mato, esteve sempre no topo. Em 1984 conquistou o bronze nos Mundiais de Corta-Mato que se realizaram em Nova Iorque. Era a antecâmara da já referida proeza olímpica.

Sempre ligado ao Benfica
Mas há mais António Leitão para lá das principais conquistas. Sagrou-se, sempre pelo Benfica, sete vezes campeão nacional de pista por equipas (1980, 1982, 1983, 1984, 1986, 1989 e 1990). Também pelos 'encarnados' foi pentacampeão europeu de estrada por equipas (1988, 1989, 1990, 1991 e 1992). No corta-mato ajudou o Benfica a vencer o título nacional em 1990.
Aos 31 anos abandonou o atletismo, mas manteve sempre a ligação ao Benfica. Apesar de viver em Espinho, acompanhava de perto o atletismo dos 'encarnados'. A doença prolongada de que padecia há vários anos não o ajudava na hora de se deslocar a Lisboa, mas ainda assim fazia o esforço de estar sempre presente em muitos dos locais onde o Benfica competia. Foi sempre figura próxima da formação, do atletismo enquanto desporto de massas, e claro, do Benfica. Nunca, em momento algum, mudou a conhecida postura, marca de humildade.
Faleceu em Março de 2012 e o clube encontrou uma forma simbólica de homenageá-lo. A partir de agora, a Corrida Benfica vai ter o seu nome.

Foi assim...
Primeira medalha à Benfica
Foi no dia 11 de Agosto de 1984 que, sob a tórrida Los Angeles, o português António Leitão garantiu a primeira medalha olímpica da história do Benfica. Na final dos 5000 metros, o atleta português andou sempre no trio da frente e só nos metros finais descolou dos dois primeiros classificados, ainda assim mantendo o bronze que tanto orgulhou o País."

Ricardo Soares, in Mística

Tacadas certeiras...


A nossa secção de Bilhares continua em grande forma, no primeiro fim de semana do mês, Sara Rocha em Las Vegas, sagrou-se Campeã do Mundo VNEA, em Bola 8 feminino, uma das principais competições mundiais de Pool amador...
Neste último fim-de-semana na Quinta do Lago, a nossa equipa de Snooker, composta por Nuno Santos, João Esteves da Silva, João Grilo, e Henrique Correia, sagraram-se Campeões Nacionais de Equipas...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Poder do Jogo

"Os ingleses têm uma expressão interessante e reveladora do potencial do Futebol para a coesão social e para o combate à exclusão. Chamam a essa capacidade rara da instituição desportiva mais mobilizadora 'O Poder do jogo' (the Power os the Game).
O Futebol é, talvez, a única instituição verdadeiramente transversal e global. É jogado e adorado por todos em todas as latitudes, sendo verdadeiramente inclusivo relativamente aos principais tensores sociais como a cor da pele, a religião, a orientação sexual e mesmo o género. Tem obviamente desigualdades diversas que matizam esta afirmação, mas o seu potencial ainda está longe de ser aproveitado, seja na luta pelo desenvolvimento humano, seja na mobilização dos cidadãos para o combate à fome e à pobreza extrema, seja na aproximação dos povos e na construção da tolerância e da paz.
Poderá parecer estranho a quem pense nisto pela primeira vez, mas o Futebol tem, de facto, esta força estranha, esse poder de juntar e mobilizar para o bem comum, de abrir espaços para a construção de um futuro mais justo e solidário mesmo onde essa ideia não passa hoje de uma miragem distante. O movimento fundacional desportivo é uma realidade crescente na Europa e em Portugal, a Fundação Benfica orgulha-se de estar na vanguarda desse movimento no nosso país e de materializar, através da sua acção diária, a vontade do seu instituidor Sport Lisboa e Benfica que, desde a sua origem, soube ver e usar o poder do jogo e quer fazê-lo reverter para o País e para o Mundo. Não são acasos os resultados das centenas de alunos do projecto 'Para ti se não faltares', a atribuição de casas às vitimas da Madeira ou os jogos organizados com as Nações Unidas, primeiro em 2010 com o PNUD e este ano com o ACNUR a 18 de Julho próximo. É o Poder do Jogo a actuar e o Benfica a fazer a sua parte!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Provocações

"Mesmo passado algum tempo, os ecos da Final do Campeonato de Basquetebol continuam a fazer-se sentir. Foi preciso haver tumultos para podermos ver, no Porto Canal, os jogadores do Benfica a festejar o título. Na transmissão directa, nem um simples abraço havia sido visto. É caso para dizer que mais vale tarde do que nunca.
Serviram-se então das imagens para tentar atribuir a culpa da violência generalizada ao treinador, Carlos Lisboa, só porque este, depois de mais de uma hora a suportar insultos, provocações e ameaças, comemorou de forma mais efusiva, e terá dito qualquer coisa como 'toma!', fazendo gestos que uma larga maioria dos presentes nas bancadas seguramente não viu.
Cabe aqui dizer que não podemos criticar treinadores que adoptam uma certa agressividade competitiva - que estimula os atletas e os leva ao sucesso, ainda que traduzida pontualmente num ou noutro comportamento mais excessivo -, e depois queixarmo-nos de não alcançarmos as vitórias que pretendermos. Basta olhar para José Mourinho, e lembrar muitas das suas atitudes (raramente consensuais, mas quase sempre eficazes), para entender o que quero dizer. No desporto profissional existe necessariamente antagonismo e conflito. Um grito de revolta, ou um gesto mais assertivo, têm por vezes o condão de espicaçar almas e aglutinar vontades. O respeito pelos adversários é indispensável, a violência é sempre indesculpável, mas não se incute uma mentalidade forte nos atletas servindo-lhes chá.

Pretextos
Lembremos também que o Benfica já havia conseguido mais dois títulos de Basquetebol em pavilhões do FC Porto, e em nenhum deles pôde receber a Taça de forma normal, não se sabendo que gestos ou palavras terá então feito e dito o técnico da altura. E nem quero imaginar o que teria acontecido se, há dois anos, aquando do último título de Futebol, os festejos dos comandados de Jorge Jesus tivessem acontecido em pleno Estádio do Dragão, num jogo que o Benfica acabou por perder, por 3-1. Teria morrido gente? Ter-se-ia iniciado uma guerra civil? Certamente não se ficariam por apagões de luz, nem ligações de rega. Então, os culpados seriam provavelmente uns anónimos agentes de segurança que, no túnel da Luz uns meses antes, teriam dito a Hulk e a Sapunaru qualquer coisa como 'embrulha!'. E se não dissessem, era a Águia Vitória que tinha voado demasiado perto das cabeças dos Super-Dragões, em clara atitude provocatória e carecer de duras represálias. Se tal não chegasse, encontrava-se rapidamente qualquer outro pretexto de idêntico quilate. É como violar uma rapariga só porque a descarada teve a suprema ousadia de nos brindar com um sorriso. Provocou! Estava a pedi-las! Nem sequer sorriu? Então quem a mandava usar aquele decote? Quem quer arranjar argumentos deste tipo, arranja-os para todas as conveniências.

Descubra as diferenças
É habitual meter-se tudo no mesmo saco, e dizer-se que, nestas situações, não há inocentes. Eu continuo a defender que há uma distinção clara: enquanto em Lisboa ocorrem casos muito mais individualizados e de certa forma anárquicos (e, já agora, normalmente punidos), no Porto existe uma espécie de milícia que parece actuar de forma metódica, organizada, orquestrada e impune. Além de que o tipo de ódio de uns e outros é substancialmente diferente (só não vê quem não quer), tendo, a norte, uma forte componente de sectarismo regionalista - que o alimenta e o agrava.
Independentemente do que possamos teorizar sobre isso, há outra verdade que me parece factual: o ódio e a violência foram trazidos para o Desporto português por Pinto da Costa, com o seu permanente e provocatório cinismo (eufemísticamente apelidada de 'ironia'). Acredito que esse ódio e essa violência irão desaparecer quando o actual presidente do FC Porto desaparecer, também ele, do Desporto.
Portanto, se alguém quiser encontrar um culpado dos incidentes do Dragão, e de todos os que ocorreram nas últimas décadas (emboscadas na A1, produtos tóxicos nos balneários, agressões a jornalistas, técnicos e autarcas, cânticos insultuosos, bolas de golfe, corrupção, intimidação de atletas, etc), é bastante fácil. Ele tem um rosto, e tem um nome. É o denominador comum a todos esses episódios. É a causa primeira e última de todos eles. É, ele sim, o provocador cimeiro deste País.

(...)

Maus fígados (negativo)
Decidamente, o dr. Eduardo Barroso devia dedicar-se em exclusivo à Medicina, aquilo em que efectivamente é bom. No campo desportivo, perde-se num facciosismo que roça o ridículo.
Para ele, não é Pinto da Costa, nem Paulo Pereira Cristovão, nem os incendiários da Luz que estão a mais no Desporto. É Carlos Lisboa, o melhor basquetebolista português de todos os tempos, e treinador meritoriamente Campeão Nacional. Critérios de quem, ao ver uma bola vê um fígado, e ao ver um cesto vê um rim.

(...)"

Luís Fialho, in O Benfica