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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

🎬 Bastidores: Dia da Mídia 2026/27

Pelo menos 5...

O castigo mais pesado de toda a história do futebol português...

Taça Latina...

Até contra o Torrense...

Modalidades Formação...

Adeus de António Silva ao Benfica é bom ou mau?


"António Silva saiu do Benfica e vai representar o Bournemouth, em Inglaterra, numa transferência que deixa jogador e clube com razões para ficar satisfeitos. O defesa-central vai ganhar um ordenado mais alto e terá a oportunidade de se mostrar num dos palcos mais desejados por qualquer profissional: a Premier League.
O Benfica, por seu lado, garante 25 milhões de euros fixos e mais cinco milhões possíveis por objetivos, valores muito interessantes, sobretudo quando se trata de um jovem proveniente das escolas de formação, o que torna o encaixe praticamente direto.
A SAD encarnada também resolve um potencial problema, porque António Silva entraria no último ano de contrato e a partir de janeiro poderia negociar abertamente uma saída a custo zero para outro clube.
Olhando de fora, o Benfica fez o que podia para tentar segurar o defesa, oferecendo-lhe uma proposta para renovar, com um ordenado de 1,7 milhões de euros líquidos por ano, que foi recusada. Além de dinheiro, António Silva quereria também um reconhecimento maior, que sentiu nunca ter antes de Marco Silva chegar para assumir a liderança técnica. É neste ponto que alguma coisa falha, ou não está bem explicada, porque António Silva não desejaria sair, como conta A BOLA na edição de sábado.
É verdade que António Silva nem sempre mostrou ser afirmativo em campo, mas não é menos verdade que tem apenas 22 anos e muito para crescer. E de uma coisa estou convencido: pode nunca chegar a craque (veremos), mas António Silva é um ótimo central e o Benfica, e Marco Silva, terão trabalho a fazer para encontrar e adaptar um jogador que dê resposta igual. António Silva, como disse sobre João Neves quando saiu para o PSG, também leva um bocadinho de Benfica com ele nesta saída.
Mas o futebol é o que é, o mercado de transferências e o mundo que as rodeia também, tornando inevitáveis alguns desfechos e ultrapassada a ideia de romantismo de outros tempos. António Silva foi à vida dele e o Benfica segue a dele, conscientes, ambos os lados, de que o futuro começa agora.
O que se estranha mesmo neste processo de António Silva é ter-se arrastado tanto tempo sem se perceberem, realmente, as vontades. No mais, tudo certo: boas perspetivas para a carreira do jovem que entrou no Benfica em 2016/17, fez 183 jogos (173 como titular), marcou 10 golos, fez três assistências, conquistou um Campeonato, duas Supertaças, uma Taça da Liga e uma Liga das Nações com a camisola de Portugal, aos 22 anos, lembro.
O Benfica fica com dinheiro, a convicção de que é um dos clubes que melhor formam jogadores no Mundo e, espero, igualmente a clareza de que precisa introduzir jovens talentos na equipa principal e dar-lhe a alma que não pode perder."

Seja em público. Ou em privado


"Há crises que nascem de uma decisão errada, outras de uma palavra mal escolhida. Mas quando uma conversa privada deixa de o ser, a natureza da crise muda por completo. Deixa de estar apenas em causa aquilo que foi dito. Passa a estar em causa a confiança, a autoridade e a forma como uma organização reage quando as suas paredes deixam de existir. Foi exatamente isso que aconteceu esta semana no futebol português.
Como seria expectável, a discussão centrou-se rapidamente no conteúdo das conversas divulgadas, na legitimidade da sua divulgação e nas consequências imediatas para os seus protagonistas. Todos esses temas merecem ser discutidos.
Mas talvez estejamos todos a olhar para a parte errada do problema. Hoje acontece com dirigentes. Ontem já aconteceu com treinadores. Amanhã poderá acontecer com qualquer profissional. Porque o problema nunca foi a função. O problema começa quando uma conversa privada deixa de o ser. Importa, por isso, separar duas questões. Uma é aquilo que foi dito. Outra é aquilo que a divulgação dessas conversas provocou. É aqui que começa a verdadeira reflexão.
Quem lidera pessoas sabe que liderar nunca significou pensar exatamente da mesma forma em público e em privado. Liderar implica analisar, questionar, discordar, refletir e, muitas vezes, fazer avaliações duras sobre pessoas, processos e organizações. Mas essa realidade abre outra questão. Até onde vai a liberdade de uma conversa privada?
O contexto privado permite uma frontalidade que dificilmente existirá num discurso público. Permite palavras mais duras. Juízos mais espontâneos. Emoções menos filtradas pelo peso institucional do cargo. Mas será que essa liberdade é ilimitada?
Ou existe um ponto em que a forma como um líder fala, mesmo acreditando estar protegido pela privacidade, acaba por revelar a forma como olha para aqueles que lidera? Talvez seja precisamente aí que reside a maior dificuldade deste episódio.
Porque uma organização consegue aceitar a crítica. O que dificilmente aceita é perder a confiança. E quando isso acontece, a discussão deixa de ser sobre palavras. Passa a ser sobre relações.
A reação da arbitragem parece demonstrar precisamente isso.
Mais do que discutir frases, aquilo que verdadeiramente parece ter sido colocado em causa foi a relação de confiança entre quem lidera e quem é liderado. Seguiram-se reuniões. Esclarecimentos. Tentativas de reconstruir essa relação. Porque qualquer organização consegue sobreviver a uma polémica. Muito mais difícil é sobreviver quando a confiança começa a desaparecer.
Existe ainda uma outra reflexão.
A imagem de um líder acaba sempre por ser construída, também, por quem convive com ele todos os dias. Porque, mais cedo ou mais tarde, a forma como trata quem está dentro acaba por refletir-se na imagem que projeta para fora.
As organizações sobrevivem aos erros. Sobrevivem às polémicas. Sobrevivem às crises. O que dificilmente sobrevive é a confiança.
Porque há uma enorme diferença entre mandar e liderar. No final, as pessoas até podem obedecer a quem manda. Mas só seguirão verdadeiramente quem reconhecerem como líder.
Seja em público. Ou em privado."

Terceiro Anel: Bar do Cosme #32

Falar Benfica - Os Rapazes da Gomes Pereira #9 - 5-0, eliminatória Hearts, Mercado e Proença

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Benfica tem alvo para a defesa

BF: Jesus...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - FC Porto ganha bem, mas Torreense joga como gente grande

Oliveira: Franco...

Oliveira: Darwin...

E se o lesionado fosse Froholdt?


"Em vez de Bednarek, podia ter sido o dinamarquês a lesionar-se por causa do relvado. Que consequências teria este amadorismo? E assim começou a nova temporada…

A época 2026/27 começou da mesma maneira como terminou 2025/26: o FC Porto a vencer um título, Froholdt eleito o melhor jogador da equipa e o Torreense a mostrar que não é um epifenómeno. No plano meramente pertencente ao jogo, a Supertaça deu-nos uma partida interessante, muito por culpa de uma equipa que apesar de não ter o favoritismo do campeão nacional voltou a impor-se frente a um grande, tal como o fez brilhantemente diante do Sporting, com a consequente e histórica conquista da Taça de Portugal - vale muito a pena acompanhar de perto o trajeto da formação do Oeste não apenas na Liga 2, mas fundamentalmente na Liga Europa, não jogando no seu estádio (será em Leiria), é certo, mas pelo menos não tendo de passar pela aberração de ir para o Algarve, tal como chegou a ser equacionado.
Mas este foi também um encontro marcado por um contexto que nada dignifica o futebol português. A menos de 24 horas do pontapé de saída em Coimbra ainda não havia a certeza de que haveria árbitro, como consequência do boicote anunciado pela classe de juízes na sequência dos áudios de Pedro Proença, e o relvado deixava preocupações em todos os protagonistas.
Quanto ao primeiro caso, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol lá apagou o incêndio numa reunião em Tomar com os árbitros (resta saber que novas frentes se vão abrir nos próximos tempos), mas no segundo nem a operação estética de pintar de verde as abertas no tapete do Municipal deu para disfarçar a imagem de amadorismo para dentro e para fora: um troféu que abre a época desportiva em Portugal foi disputado num relvado mau.
Como sempre ocorre nestas circunstâncias, a responsabilidade andará sempre a correr de um lado para o outro, qual limpa pára-brisas, mas não andou longe de ter produzido danos patrimoniais consideráveis. Bednarek teve de ser substituído depois de ter visto a perna prender-se na relva. Mas vamos agora imaginar que em vez de um estiramento muscular teria sido uma rotura num tendão do tornozelo ou do joelho. Ou melhor: vamos imaginar que uma lesão grave não teria o central polaco como protagonista, mas Froholdt, um médio que voltou a decidir um jogo na ausência do acerto dos seus pontas de lança. Em pleno agosto, Francesco Farioli deve ter temido tanto pela saúde do seu melhor jogador como pela ânsia do clubes mais ricos da Europa. Safou-se da primeira, quanto à cobiça de mercado resta-lhe rezar para os scouts andarem a fazer vista grossa."

domingo, 2 de agosto de 2026

Obrigado, António Silva!


"Defesa-central Made in Benfica fecha um ciclo marcado pela afirmação na equipa principal do Glorioso, em representação da qual conquistou 4 troféus.

De águia ao peito, António Silva afirmou-se desde cedo no futebol sénior, conquistando um lugar de relevo em representação do Benfica e chegando à Seleção Nacional A de Portugal. Com o Manto Sagrado, o defesa-central – que agora se muda para o Bournemouth, de Inglaterra – disputou 183 jogos, marcou 10 golos e contribuiu para a conquista de 1 Campeonato Nacional, 2 Supertaças e 1 Taça da Liga, escrevendo uma página marcante da sua carreira no Clube.
"Queria agradecer-vos por estes quatro anos… Sempre deixei tudo dentro de campo, nos treinos, sempre tentei contagiar toda a gente para dar o seu melhor, sempre fui uma pessoa muito alegre. Agradecer também ao staff, que foi superimportante para mim, para todos. Eles são aquilo que, para mim, é o coração do Clube. São eles que estão cá, principalmente nos maus momentos. Pedir a vocês, jogadores, que abracem aquilo que o míster [Marco Silva] vos pede. Sou mais um para ajudar-vos, para apoiar-vos, não estando perto de vocês, estou longe, mas vou estar sempre para apoiar-vos. Aquilo que precisarem de mim, estejam sempre à vontade. E espero estar com vocês no Marquês quando formos campeões, é isso que quero! Concretizem todos os vossos objetivos! Sejam felizes porque a vossa felicidade também vai ser sempre a minha felicidade!", disse António Silva no balneário, após o seu último jogo oficial, na mensagem de despedida.
António Silva chegou ao Benfica Campus em 2015/16, depois de ter integrado, em 2014/15, o Centro de Formação e Treino do Clube em Viseu. Natural de Penalva do Castelo, um dos municípios do distrito de Viseu, jogou por Viseu United FC, SC Penalva do Castelo e CF Repesenses. 
Uma vez na academia encarnada, continuou a trilhar um caminho que o levaria a quase 200 jogos pela Equipa A do Sport Lisboa e Benfica. O primeiro título surgiu em 2018/19, quando se sagrou campeão nacional de juvenis.

YOUTH LEAGUE: O PRIMEIRO GRANDE MOMENTO
Três anos depois, em 2021/22, o central voltou a saborear a glória, desta feita em dose dupla. Além da conquista do Campeonato Nacional de Juniores, no dia 25 de abril de 2022 o defesa foi titular na equipa do Benfica que conquistou a sua primeira edição da UEFA Youth League – prova em que foi totalista e apontou 1 golo.
Nessa altura, já António Silva somava minutos pelos Sub-23, escalão em que se estreou em 2020/21, e pela Equipa B, onde debutou em abril de 2022, na Liga 2.
Internacional jovem português, foi um dos vários jogadores da Formação encarnada que realizaram a pré-época com a equipa principal tendo em vista 2022/23, sob o comando de Roger Schmidt.

DE PEDRA E CAL NA EQUIPA A
Os primeiros 2 jogos "a doer" ainda foram feitos na Equipa B, mas a estreia oficial pela Equipa A não demorou muito a chegar. No dia 27 de agosto de 2022, na 3.ª jornada do Campeonato Nacional, frente ao Boavista, no Bessa, então com 18 anos, António Silva realizou os 90 minutos numa vitória por 0-3.
Cimentado o seu lugar na Equipa A, o central fixou-se no onze titular (44 jogos disputados), fazendo com Otamendi uma dupla que ajudaria o Benfica a chegar ao 38.º título de campeão nacional e aos quartos de final da Liga dos Campeões – competição em que marcou o seu primeiro golo de águia ao peito, num triunfo, por 4-3, frente à Juventus.
Além do título nacional, a temporada 2022/23 ficou marcada pela chamada ao Mundial 2022, realizado entre novembro e dezembro, onde efetuou um desafio por Portugal.
A época que se seguiu abriu com a conquista da Supertaça (2-0, frente ao FC Porto), naquele que foi o primeiro de 50 jogos (2 golos registados) disputados nessa temporada, e terminou com a chamada ao Europeu 2024.

NÚMEROS PARA A HISTÓRIA
Já em 2024/25, numa vitória robusta por 5-1 frente ao Gil Vicente, o central Made in Benfica atingiu a bonita marca de 100 jogos pela equipa principal do Benfica, tornando-se o mais novo jogador neste século a consegui-lo.
A temporada não terminou sem que fizesse parte do grupo encarnado que disputou o primeiro Mundial de Clubes, competição em que alinhou em 4 partidas, findando a época com 46 encontros, 2 tentos apontados e com a conquista da Taça da Liga. Pela Seleção Nacional, fez parte do lote de futebolistas convocados que conquistou a Liga das Nações 2025.
O jogo 150 de águia ao peito aconteceu já em 2025/26, na Vila das Aves, frente ao AFS, em partida que o Benfica venceu por 0-3. Antes, em agosto, celebrou a conquista da sua segunda Supertaça, fruto de uma vitória por 0-1 frente ao Sporting. A temporada prosseguiu e António Silva terminou-a com 41 jogos disputados e um golo marcado.
Em 2026/27, capitaneou a equipa benfiquista nos primeiros 2 jogos oficiais da temporada, na ronda de apuramento para a 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa. A despedida aconteceu no Estádio da Luz.
Ao todo, somou 183 encontros com o Manto Sagrado – 108 no Campeonato Nacional (7 golos), 33 na Liga dos Campeões (2 golos), 20 na Taça de Portugal (1 golo), 8 na Taça da Liga, 8 na Liga Europa, 4 no Mundial de Clubes e 2 na Supertaça – e 10 tentos apontados. Conquistou 1 Campeonato Nacional, 2 Supertaças e 1 Taça da Liga."