Últimas indefectivações

terça-feira, 25 de julho de 2023

O sonho das navegadoras com Portugal no coração


"Estão criadas todas as condições para ilustrar na história do Futebol em Portugal, mais uma página capaz de cultivar na memória dos tempos a força da sua grandeza com a presença da seleção nacional feminina num campeonato do mundo.
Dizia antes do jogo da estreia, que não me surpreenderia com a obtenção dum resultado positivo, já que estaria certo duma entrega absoluta para um rendimento desejado… e neste âmbito a derrota por 1 – 0, perante uma seleção (Países Baixos), Campeã Europeia em 2017 e Vice - Campeã do Mundo 2019, e da forma como discutiram o jogo, em especial na 2ª parte, apeteceu-me logo enviar os parabéns, o que fiz de imediato.
Existe um código de valores subjacente na linhagem desta seleção das nossas navegadoras, reunindo num assumido compromisso de desempenho na cumplicidade que lhes sobra, e na forma como se entregam á tarefa. Esta alegria transbordante perante a conquista de objetivos difíceis e encorajadores, transformando a forma de encarar os treinos e os jogos sempre com o olhar cravado na esperança, convertida pela sua exigência participativa!... Então hoje naqueles olhares sorridentes e húmidos, arrasados pelo cântico do nosso hino nacional, ficou mais uma vez comprovado o que acabei de referir.
Creio mesmo que este clima notório, povoado dum sublime estado de consciência, ancorado duma felicidade coletiva, indutor de relações duma fiabilidade estável, justificado pelo entusiasmo, confiança, otimismo e felicidade, pode provocar no seu seio o encontro do êxito que se pretende assumir, no sucesso que se deseja conseguir.
Depois o apelo para a alta qualificação com que a estrutura federativa soube interpretar, para a participação nesta exigente competição, nomeadamente realizada em absoluta rotação horária de cerca de 12 horas de diferença, obrigando a uma adaptação dos ciclos circadianos, que a travessia dos diversos fusos horários (jet lag) fazia implicar. Já o referi em artigos anteriormente publicados, e no que respeita à adaptação do organismo dos atletas, a existência duma dissuasão dos ritmos diários das funções psicofisiológicas correspondentes a 1 dia por cada fuso, definindo vários autores como regra a hora de dormir e acordar apenas normaliza de 1 a 5 dias, vendo enquadrada a atividade intelectual e psicomotora entre 7 e 10 dias, para uma excelente capacidade de resposta, nomeadamente ao nível da resistência.
Ao não tomar em consideração este e outros aspetos, fica comprometido a resposta às exigências da competição, pela dessincronização dos ritmos biológicos, múltiplas manifestações de fadiga, maior dificuldade de concentração, maior irritabilidade ao desgaste, maior perceção de ameaça, diminuição do estado de alerta, alteração dos ritmos cardíacos, etc. … Ora como sabemos, tudo foi devidamente legitimado pela competência da estrutura técnica da seleção, abonada de forma absolutamente transparente pela superior estrutura federativa. Aliás, como bem conhecemos, a visão estratégica e modelar do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Dr. Fernando Gomes, não é novidade, e que em tudo e neste âmbito do Futebol Feminino possibilitou o enquadramento na sua fórmula de atuar, com uma dimensão absolutamente notável, porque GANHADORA.
Depois a capacidade de liderança do selecionador Francisco Neto, que ao longo do tempo foi criando um padrão de exigência apoiado numa dinâmica reconciliadora, formulando a conquista de objetivos difíceis e encorajadores, transpirando rigor, otimismo, paixão, consciência e razão. Nas suas mensagens evidencia-se uma imagem de seriedade, competência e responsabilidade, descodificando os fracassos, transformando-os em êxitos, transmitindo os valores da honestidade, firmeza de convicções, respeito e exigência duma responsabilidade partilhada.
Apenas mais uma nota de circunstância que muito me apraz registar: em 1991/92, a convite do então Diretor do recém criado Instituto Superior da Maia, Professor Doutor Domingos Silva, depois Reitor do Instituto Universitário da Maia e atualmente presidente do conselho de gestão da Maiêutica, sendo atualmente o distinto Professor Doutor José Ferreira Gomes, Magnífico Reitor da nossa ainda jovem titulada Universidade da Maia, tive o privilégio da docência da disciplina de Futebol do 1º ano e sequente componente da opção do 4º ano (pré Bolonha).
No início com 2 turmas de Futebol Feminino, (agora inseridas em turmas mistas), logo verifiquei uma total disponibilidade para a prática duma modalidade que na época era praticamente contraproducente, ou desaconselhada, desditosa e até objeto de alguma discriminação social.
Curioso que algumas alunas até me pediam para usar 2 pares de caneleiras, bem ajustadas nas pernas até ao joelho, com receio de ficarem com umas “medalhas” resultantes de prováveis ou inesperadas caneladas na disputa da bola!...
Logo verifiquei uma doação objetivada por sinais de muita alegria, entusiasmo, motivação e uma imprescindível capacidade de entrega ao esforço exigido. Uma parte do que refiro está publicado num artigo em 2 páginas, numa revista que na época era deveras conhecida “GOLO”, da autoria do jornalista José Carlos Sousa e que ao reler, passo os meus olhos, ficando com o coração a sangrar de saudade!...
Saúdo vivamente a seleção feminina de todos nós e lhes formulo o desejo para que sejam capazes de honrar este nosso legado, convertido no sentimento lusitano, e como refere Fernando Pessoa: “que consigam conquistar a distância, por mar ou outra, mas que seja sempre nossa”."

segunda-feira, 24 de julho de 2023

35.ª Campeões Nacionais


Pela 13.ª ano consecutivo, o Benfica sagrou-se Campeão Nacional de Atletismo, no sector masculino! E se o ano passado, foi apertado, este ano, mesmo com algumas ausências, ganhámos 'fácil'!!!

100m - André Prazeres: 3.º lugar (10,41 s)
110m barreiras - Roger Iribarne: 1.º lugar (12,81 s)
200m - Emmanuel Bamidele: 2.º lugar (21,23 s)
400m - Emmanuel Bamidele: 1.º lugar (46,30 s)
400m barreiras - Yuben Munary: 1.º lugar (52,73 s)
800m - José Carlos Pinto: 1.º lugar (1:49.04 m)
1500m - Isaac Nader: 1.º lugar (3:59.20 m)
3000m - Isaac Nader: 1.º lugar (8:15.37 m)
3000m obstáculos  - Etson Barros: 1.º lugar (8:56.57 m)
5000m -  Samuel Barata: 1.º lugar (13:46.84 m)
5000m marcha - Rui Coelho: 2.º lugar (20:35.19 m)
4x100m - André Prazeres, Sisínio Ambriz, Frederico Curvelo e Roger Iribarne: 1.º lugar (39,97 s)
4x400m Ericsson Tavares, José Carlos Pinto, Raidel Acea e Ricardo dos Santos: 2.º lugar (3:12.88 m)
Salto em altura - Gerson Baldé: 2.º lugar (2,12 mts)
Salto com Vara - Pedro Buaró: 1.º lugar (5,20 mts)
Salto em Comprimento - Ivo Tavares: 1.º lugar (7,56 mts)
Triplo Salto - Roger Iribarne: 2.º lugar (14,94 mts)
Lançamento do Peso - Francisco Belo: 2.º lugar (20,08 mts)
Lançamento do Disco - Emanuel Sousa: 1.º lugar (57,29 mts)
Lançamento do Martelo - Décio Andrade: 1.º lugar (72,81 mts)
Lançamento do Dardo - Leandro Ramos: 1.º lugar (72,46 mts)

PS: Nota para a qualificação para a Final dos 50m Mariposa, nos Campeonatos do Mundo, pelo nosso jovem Diogo Ribeiro! Com uma marca perto do seu recorde nacional, poderá lutar pelas Medalhas, algo inacreditável para a nossa realidade...
Basta verificar que nenhum canal de televisão em Portugal está a transmitir os Campeonatos do Mundo de Natação!!!!

O Benfica Somos Nós - S03E01

Benfica After 90 - Pre-season...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Galegos de perder a paciência


"E assim chegados ao quarto jogo de pré-temporada, prontamente encontrou o Benfica aquilo que na época passada só tinha acontecido mais para a frente, já na Eusébio Cup: uma equipa que lhe desse cabo dos trabalhos ofensivos, que oferecesse aos encarnados um real desafio de estaleca competitiva.
O Celta de Vigo, que Carvalhal salvou da descida em 2022-23, é agora comandado por Rafa Benítez e apresenta-se fiel à sua moda, em bloco médio, linhas apertadas e com objectivo primordial de impedir devaneios adversários; ora, o Benfica, que com o Al Nassr se deixou embebedar pela própria criatividade e se divertiu à brava, sentiu-se enganado pela desfaçatez galega e pareceu surpreendido com tanta rigidez posicional. Constrangido até. O espaço era pouco, os de lá eram arrebitados nos duelos e atrevidos nas intenções de ataque à baliza de Samuel Soares – impertinentes, chatos, sem dar grandes abébias. No duro.
O Benfica, apresentando praticamente o mesmo onze da segunda parte do dia anterior, mais Rafa, Neves e Ramos, circulou, tentou descortinar as esquinas táticas que pudessem tornar-se atalho para o golo. Missão inglória: se com o Al Nassr teve oito oportunidades na primeira metade, agora não contou nenhuma; se com os árabes a equipa ria, gargalhava e descontraía com os malabarismos, hoje andou enrolada no chão, à conta das faltas sofridas.
Tanto se circulou a bola dum flanco ao outro que quarenta e cinco minutos pareceram duas horas; mas lá chegou, enfim, o intervalo. Com algumas certezas: que a versão benfiquista com Aursnes e João Mário nos corredores é muito útil em contendas de alto gabarito, pelo equilíbrio que dá à equipa, mas que o futebol se vai mastigando quanto pior e mais se encolhe o adversário; falta largura, e nem Bah a levitar pela direita dá a acutilância necessária.
É preciso os dotes dum verdadeiro extremo, alguém que saiba esticar e depois sim esmiuçar espaços interiores – Neres e Di Maria, ao entrarem para a segunda metade, rapidamente demonstraram as manhas necessárias para desvendar caminhos nunca antes palmilhados. Se Benítez mantinha a equipa chata e rabugenta, agarrada que nem lapa às suas prioridades defensivas, brasileiro e argentino foram abrindo campo e a introduzir diplomacia na tensão gestual a meio-campo; o Benfica começou a carburar um nível acima, os passes já entravam nas entrelinhas, a bola já chegava à lateral vinda da zona central e a presença dos tanques Tengstedt e Musa, em descoordenada, mas activa parelha, já tinham espaço para se movimentar.
Talvez com Gonçalo Ramos ainda em campo tivesse dado golo mais cedo. A certa altura, parecia pirraça dos galegos – que deixavam tudo acontecer até ao momento decisivo e num último instante desviavam para canto ou mandavam a barra meter-se ao caminho, como aconteceu num cabeceamento glorioso de Lucas Veríssimo – a responder a livre exemplar de Kokcu, que mais uma vez foi comandante e gestor de ritmos, tão convictamente que parece mesmo sprintar em aproximação ao melhor Enzo Fernández…
Já o despertador gritava a plenos pulmões a alertar do final quando surgiu um penalty por pontapé perigoso onde mais doía num azarado Tengstedt – que voltou a mostrar pormenores vistosos, mas ainda longe de justificar integração num plantel viável – e Di María enganou, em mais um truque de magia, com a bola a passar sonolenta no lugar de onde o keeper nunca devia ter saído, como só os mestres sabem executar.
Estava finalmente derrubada a muralha celta e claro, depois de tão perto do sonho da conquista do reputadíssimo troféu, a resistência foi-se, o emocional desabou e a equipa caiu num choro contínuo; a tristeza atingiu níveis tais que, na reposição de bola, o passe saiu desleixado para a retaguarda, como fazem as crianças durante uma birra – e Musa, ainda sedento do golito da praxe, continuou a jogar a sério, esforçou-se ao limite como sempre fez e pegou na bola, entrou por ali adentro e matou definitivamente um conjunto espanhol que fará muitos inimigos temporada fora – por todo o tédio imposto aos mais bonacheirões fantasistas, naquele ilusionismo tático que fez de Benítez um monstro dos jogos a eliminar, na primeira década do milénio.
Se lhe derem as armas para ferir em contra-ataque, as indicações são optimistas para repetir bons feitos do passado. Pelo menos mais elementos da categoria de Iago Aspas, reconvertido no nove-e-meio que dará ordens, ou Carles Pérez – que não são da laia de Aimar-Vicente ou Gerrard-Luis Garcia, mas darão ao técnico garantias de eficácia. Na sua última temporada completa em Espanha, saiu título no Valência (2003-04).
Exactamente 20 anos depois, volta para alcançar coisas bonitas num projecto interessante em que se lhe pede, para já, o top10."

A sério?!

Os Inimigos!!!

Estava complicado...

Sinal: Celta de Vigo...

Ninguém acredita em Mwepu


"O árbitro apitou para a marcação do livre e Ilunga saiu disparado da barreira para chutar a bola para longe - grotesco!

Recordo-me de estar com o meu pai na sala de casa dos meus avós, na rua Francisco Metrass, em Campo de Ourique, a ver o Brasil-Zaire do Mundial da Alemanha, em 1974. Um Brasil mazombo e bisonho, ainda com Rivelino e Jairzinho, mas que envergonhava a equipa que quatro anos antes se tornara na melhor de todos os tempos. Fui ver a data. 22 de junho. De repente foi como estivéssemos a assistir a um filme do Pamplinas. Livre direto contra o Zaire, Rivelino preparado para tomar balanço e desferir o seu habitual tiro de canhoneira. O árbitro romeno, Nicolae Reinea, apitou autorizando a marcação e, como louco, um dos jogadores zairenses saiu da barreira num sprint e pontapeou a bola para longe. Foi tão grotesco que o riso demorou a vir. Foi como se ele estivesse convencido de que, depois do apito, o jogador que chegasse primeiro à bola tinha direito a ela. Até aí, Joseph Mwepu Ilunga era mais um dos exóticos negros do antigo Congo Belga, primeira seleção da África subsariana a surgir na fase final de um Campeonato do Mundo. Depois do gesto destemperado todos quiseram saber o seu nome. O defesa do Englebert TP Mazembe, nascido em Kinshasa no dia 22 de agosto de 1949, atravessou o túnel escuro da vergonha. Foi motivo de chacota um pouco por toda a parte e, embora ainda não fosse o tempo da propagação momentânea das imagens, a repetição do lance andou por aí a rodar o mundo como demonstração inequívoca que as gentes da África Negra nem sequer sabiam as regras fundamentais do jogo inventado pelos ingleses. Atónitos, os jogadores brasileiro pediam explicações. Ilunga regressou à companhia dos seus camaradas da defesa zairense. O árbitro, também confuso, mostrou-lhe o cartão amarelo. Estavam decorridos 78 minutos da partida, no minuto seguinte Valdomiro fez o 3-0 final. Ninguém sabia, mas os moços do Zaire suspiraram de alívio. Os Leopardos, treinados por um jugoslavo, Blagoge Vidinic, tinham nas bancadas do Waldstadion de Gelsenkirchen uma enorme delegação de políticos que o presidente Mobutu Sese Seko Kuku Ngbendu Wa Za Banga tinha enviado como seus lídimos representantes. Mobutu foi um carniceiro sem escrúpulos e um cavalo com arções - imagine-se o nível da sua entourage... Os jogadores tinham sido avisados na véspera que qualquer goleada acima dos quatro golos valeria um castigo exemplar para eles e para os seus familiares. Viviam dias de terror. Não se brincava com a paciência do marechal Mobutu sem sofrer consequências equivalentes ao seu cérebro caliginoso.
Apesar da alegria com que os zairenses chegaram à Alemanha, a derrota inicial frente à Escócia por 0-2 arrastou-os para um pesadelo. Vá lá saber-se porque razão, Mobutu tinha escasquinado que a presença do Zaire no Mundial seria coroada de sucessos. Foi para transmitir isso à equipa que convidou toda a gente para uma festa de arromba no seu palácio na véspera da viagem para a Europa.
O resultado não fora nem humilhante nem inesperado. Mas trouxe consigo de arrasto a ira presidencial exposta in loco por aquele grupelho numeroso de políticos bacocos que se pavoneavam pelo hotel da equipa como se fossem mais importantes do que os jogadores. Foi transmitido ao grupo que já não iria receber o prémio monetário prometido pela qualificação. O dinheiro foi até à Alemanha nos bolsos dos dirigentes e não saiu deles. Uma revolta surda alimentava-se da raiva coletiva da equipa. No jogo seguinte, frente à Jugoslávia, aos 18 minutos já o Zaire perdia por 0-3. Vidinic decidiu culpar o guarda-redes titular Mwamba Kazadi pela entrada em falso da seleção. Tirou-o de campo e fez entrar o suplente, Dimbi Tubinandu. O gesto serviu para piorar o ambiente e para fragilizar o conjunto. No final do jogo, os 9-0 aplicados pelos jugoslavos exacerbaram a fúria do canalha Mobutu que, em Portugal, ficou mais conhecido por ter deixado um Boing 707 estacionado durante 15 anos no aeroporto da Portela do que pelas suas atrocidades.
Nenhum dos jogadores do Zaire queria continuar a disputar o Mundial. Estavam entregues a si próprios, sem dinheiro e escambulhados pela derrota. Foi preciso a FIFA tomar uma medida drástica e pagar a cada um deles cerca de três mil marcos para que voltassem a entrar em campo. Mas Mwepu Ilunga conseguira o estatuto de estrela. No final do jogo frente ao Brasil foi engolido por um mar de microfones. E falou: «Fomos avisados por um dos generais do presidente que nova goleada nos iria impedir de regressar a casa!» E explicou-se: «Conheço muito bem as leis do jogo. Fiz aquilo que fiz para confundir os brasileiros e tentar que o tempo perdido nos impedisse de sofrer mais golos». Mais tarde acrescentaria que contava ver o cartão vermelho e, com isso, dar uma imagem de insurreição contra o poder político. Acho que ainda hoje ninguém acredita em Mwepu."

Continuo a não gostar dele. Parte II


"Com o meu último artigo em “A Bola”, intitulado “Eu não gosto do Cristiano Ronaldo”, magoei alguns espíritos puros e crentes entre os quais se incluem alguns dos meus bons amigos adoradores do CR. O veredicto de alguns dos meus amigos e de uma parte significativa da turbamulta que vê o futebol somente através das lentes da emoção é terminante – “ele é o maior da via Láctea e arredores”; “é o maior filantropo à face da terra”; “ele dá camisolas às criancinhas e tira selfies com elas”; “ele elevou o nome de Portugal aos píncaros da glória”; com ele o nosso país deixou a sua atávica vil tristeza e se projetou no mundo”; “que ele é o melhor jogador da bola do mundo e de todos os tempos”; “ele apresenta uma longevidade desportiva ímpar que denuncia os extremos cuidados que tem com o corpo e com a sua condição física”; “ele já tem 200 representações na seleção nacional”, etc. A partir da análise encomiástica destes ingénuos nefelibatas, constata-se que para aparecer outro como o craque da Madeira é forçoso que a evolução regrida até ao Big-bang e recomece tudo de novo. Do LUCA (Last Universal Common Ancestor) até ao ídolo de pés de barro da pérola do Atlântico.
Analisemos a situação com a sabedoria que nos vem quer dos livros quer da experiência de vida. Talvez eu consiga defender com elegância a minha tese sem magoar as emoções pró-CR de tanta gente. Lembrem-se que eu na introdução do supracitado artigo salientei de imediato que a minha análise não tocaria sequer a excelência desportiva do sujeito que é inquestionável.
Meus amigos! Isto de mitos cada um escolhe os que quer com o inalienável direito de liberdade de escolher. Também eu tenho os meus ídolos, que podem ser de pés de barro para outros, mas que para mim são referenciais da minha já longa existência. E não se pense que estou a falar dos ídolos meus coetâneos. Não senhor. Nesse particular sou bem democrático e toco várias eras dentro de espaço de tempo que já me calhou viver. Os meus ídolos não são melhores ou piores que os dos outros, só que são os meus e é isso que importa.
Aí vão alguns nomes que preencheram de beleza estética e sortilégio performativo a minha alma de desportista: Michael Jordan, Ronnie O’Sullivan, Fernando Pimenta, Manuel Campos, Emanuel Silva, José Ramalho, Roger Federer, Usain Bolt, Jesse Owens, Carlos Lopes, Joaquim Agostinho, Carlos Resende. Não estou certo que 50% dos portugueses saibam, sem falhar um, quem são estes heróis do Olimpo. Nas coisas do pontapé na “chincha” o meu panteão só tem lugar para dois extraterrestres – Eusébio e Maradona.
Em termos históricos, eu e todos os portugueses, devemos ter orgulho num campeão das nossas terras antes de sermos Portugal. De seu nome Caio Apuleio Diocles, nascido em Lamego (Lamecus em latim), auriga condutor de quadrigas que ganhou mais de um milhar de provas e auferiu, segundo Peter Struck, professor de Estudos Clássicos da Universidade de Pensilvânia, algo como 35.863.120 sestércios o que hoje daria qualquer coisa como 11,6 mil milhões de euros, o que o torna o atleta mais bem pago da história da humanidade deixando a léguas os mais bem pagos atletas da atualidade.
Há outros mitos desportivos, eu sei que há outros, mas estes são os meus e, como diz o povo, gostos não se discutem. Pode dar-se o caso de vocês querem torcer as minhas opções à força dos vossas. Ora tal atitude seria pouco democrática e completamente irracional.
Algumas vozes mais inquietas podem eventualmente vociferar contra a minha eventual misoginia: “Ouve lá ó esperto, não tens mulheres no teu panteão?”. No desporto, elevo ao grau de santidade as mulheres dos meus campeões que lhes devem ter aturado todas os pontuais desvarios que caracterizam todo o ser que é excecional. Quem luta para ser o melhor pode, muito naturalmente, perder as estribeiras emocionais afetando amigos, família e companheiros. Ali está a mulher para pacificar o leão destemperado. Já estou a ver um coro exaltado feminino a lançar-me os maiores impropérios e a classificar-me com todo o vernáculo da maravilhosa língua portuguesa. A mulher relegada para o papel de acalmar as fúrias dos campeões, como diria Nietzsche – “O homem nasceu para a guerra e a mulher para o descanso do guerreiro”. Calma, não é nada disso. Não sou misógino a esse ponto. Tenho uma pequenina costela de porco-machista, mas também tenho os meus ídolos femininos. Só que não pertencem ao desporto. É numa área em que mulheres de exceção são capazes de ombrear e suplementar muitas vezes os homens. Onde? perguntarão vocês muito justificadamente. Na investigação científica, é a resposta. Do imenso rol de mulheres brilhantes que elevam o nome de Portugal através da ciência aponto as que vingam em áreas mais ligadas aos meus interesses: Margarida Amaral, biologia molecular; Maria de Sousa (já jubilada), imunologia; Raquel Seruca (já falecida), oncologia. Estas três mulheres de excelência encabeçam uma plêiada de cientistas portuguesas, mais jovens e menos jovens, que dão de Portugal uma imagem de qualidade que nenhum pontapeador da bola alguma vez conseguirá. Meus senhores, para a maioria do povo, futebol é lazer mesmo que nele consiga dar vasão aos seus mais fulgurantes instintos hipotalâmicos. Para a maioria do nosso povo aquelas “artistas da ciência” são figuras completamente desconhecidas. Essa maioria, nem imagina, que é o labor destas mulheres e dos seus companheiros de luta científica, aqui e em todo o mundo, que lhes permite quando chegam em sofrimento ao hospital debelar total ou parcialmente as suas dores ou, nos casos letais, permite-lhes encarar o regresso à realidade quântica com o mínimo de sofrimento e o máximo de dignidade.
Portanto, quando me falam de ídolos e de mitos, temos de ser mais abrangentes e meter, nem que seja a martelo, quem, como diz Camões se vai da lei da morte libertando no seu labor ao serviço da ciência, isto é, da humanidade. Todas as mulheres cientistas têm um pouco de Madame Curie que morreu ao descobrir o oculto que a realidade comporta. Hoje, elas não morrem pela ciência, mas podem ver morrer a acalmia da sua vida familiar, pois, além de serem cientistas são muitas vezes mães, companheiras. Muitas sobrevivem em famílias estruturadas que as respeitam; outras, quando mergulham na ciência, veem a sua vida extra-ciência ser indelevelmente afetada. As primeiras são heroínas, as segundas são heroínas duas vezes.
Portanto meus amigos que importa o CR quando “outros valores mais altos se alevantam”.
Mas, o CR importa, só que importa numa dimensão que devemos saber relativizar. Não há valores absolutos, mas os valores relativos não são todos iguais. Uns são mais iguais que outros. Quem trabalha para o bem da humanidade sem os holofotes dos mass media está uns passos à frente no caminho da dignidade existencial que qualquer outro. Quando o CR morrer vai ter uma nuvem para viver afastada do centro do céu o que dá bem com a sua pulsão egoísta e egocêntrica. A Raquel Seruca, tenho a certeza, está hoje ao lado do braço direito de Deus a conversar com ele sobre o sofrimento humano provocado pelo cancro gástrico e a perguntar-lhe porque nos deixa Deus sofrer tanto. Ela lutou uma vida contra esse sofrimento e deverá estar a dizer ao pai dos céus que gostaria de ter ido por ali e por acolá nas linhas de investigação para ajudar a resolver um problema que Deus poderia resolver de uma penada. Mas, eu sei qual é a dele. Sem o sofrimento humano não emergiriam do berço humano estas forças transformadoras que nos fazem acreditar que ainda é possível acreditar no Homem.
Mas voltemos ao desporto. Devemos ver no mito o homem? Eu não consigo dissociar as duas expressões de mesmo ser. Por isso, nunca quero saber do homem nos mitos que me são referenciais. Não quero estragar o brilho da excelência desportiva com os fumos negros da mais pura humanidade. O mito deve ficar naquele sítio que Teilhard de Chardin denominou de noosfera. Fica lá em cima a pairar e nós cá em baixo para os admirarmos. “O mito é um nada que é tudo”, já sentia Fernando Pessoa. Mas, para ser um tudo há algumas condições que têm de ser respeitadas. Subir ao altar e lá ficar, escondendo bem escondidos os pés de barro.
Passo a dar um exemplo “exemplar” que se passou comigo. Como qualquer ser humano da minha geração que ama o desporto, a seleção de futebol do Brasil no campeonato do Mundo de 1982 levou-me ao céu da estética com um futebol de sonho para sonhadores. Com um meio campo ofensivo celestial, onde pontuavam verdadeiras lendas da bola – Toninho Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico, a seleção do Brasil foi de vitória em vitória até à derrota final nas meias-finais com a Itália. Só não chorei porque não sou de lágrima fácil e um homem que foi à guerra não chora.
Ficou-me na mente e na alma aquele futebol de sonho e a magia de Sócrates, o condutor divinal daquele futebol mágico. Mágico, mas irrealista. Os próprios italianos não compreendiam como uma seleção podia praticar um futebol tão alegre, bonito e irresponsável que beirava a soberba. Afirmavam eles muito lucidamente: - Nós viemos a Espanha para competir e os brasileiros para se exibir. Por isso, aconteceu a tragédia de Sarriá como ficou a ser conhecida para a história essa derrota dolorosa.
Tudo bem. De vez em quando lá ia eu rezar ao altar onde tinha colocado o Sócrates. Atenção, Sócrates o mago da bola e não o prisioneiro número 44. Até que o meu amigo e colega da faculdade Rodrigo Zacca, sabedor da minha admiração pelo homem do calcanhar mágico me ofereceu o livro de Tom Cardoso intitulado “Sócrates”. Aí o meu panteão mitológico sofreu duro revés. Ao conhecer o homem Sócrates de imediato o mito Sócrates se desvaneceu. Como posso admirar e respeitar um jogador que no final de um treino, com treino no dia seguinte, ia para os copos com os amigos e bebia 45 cervejas? Dizia ele: “Fizemos grandes farras ali, bebendo na piscina até de manhã”.
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” (Kant). Sócrates fugiu da lógica desse aforismo. Teve educação (tirou o curso de Medicina), mas dela não captou o essencial que é transformar a educação em comportamentos elevados e responsáveis. A vida boémia em que mergulhou era incompatível quer com os estudos de medicina quer com as exigências profissionais do futebol de alta competição. O tabaco e o álcool talvez tenham impossibilitado uma carreira muitíssimo mais brilhante que a que teve.
Ao conhecer o homem morreu o mito. A culpa é do Zacca.
Mas permanecem indeléveis aqueles mitos que venero e dos quais não conheço, nem quero conhecer a dimensão humana. Todos sabem quem são Michael Jordan, Ronnie O’Sullivan, Fernando Pimenta, Emanuel Silva, Roger Federer, Usain Bolt, Jesse Owens, Carlos Lopes e Joaquim Agostinho, mas poucos conhecerão as sagas de Manuel Campos, José Ramalho, Jesse Owen e Carlos Resende.
Jesse Owens, o campeão que vergou Hitler e abanou a sua fé na superioridade da raça ariana.
José Ramalho, o melhor maratonista mundial da canoagem de todos os tempos. Aos 42 anos, depois de uma carreira com vários títulos de campeão do mundo e europeu continua a ser dos melhores e a elevar o desporto à dimensão de desígnio existencial.
Carlos Resende, o jogador que demonstrou que o andebol português também podia. O melhor jogador português de todos os tempos e um dos melhores do mundo.
Agora Manuel Campos. Pouquíssimos saberão quem é o Joca. É, nem mais nem menos, aquele campeão que deu à ginástica a carta de alforria. Foi o primeiro ginasta português a competir em pé de igualdade com os grandes campeões internacionais. Mas como? Com uma vontade férrea que nunca se deixou vergar pelo infortúnio. As lesões foram muitas pois o risco na ginástica de alta competição é grande. Nunca esmoreceu. Cada queda e cada lesão eram a motivação intrínseca para a recuperação e a retoma do sonho de chegar o mais longe possível. Onde chegou? À participação nos Jogos Olímpicos onde conseguiu a melhor classificação de todos os tempos de um ginasta português. Cair e levantar é o lema do verdadeiro campeão. Ser grande e manter a humildade de um principiante, só os grandes deuses do Olimpo o conseguem.
O homem da Madeira nunca conseguiu soletrar a palavra humildade. Que fique lá com o seu feitio."

domingo, 23 de julho de 2023

Troféu do Algarve

Nós sabemos!

Cadomblé do Vata


"SL Benfica 2x0 RC Celta de Vigo

1. Peço desculpa pelo atraso na publicação da crónica do jogo de ontem, mas... estive à espera que o João Neves parasse quieto, para eu poder escrever descansado.

2. Mais um Troféu do Algarve/Guadiana para o espólio... qualquer dia temos de abrir a Ala Domiciano Cavém no Museu Cosme Damião para armazenar tudo o que ganhamos no Al-Gharb.

3. Mais do que a vitória coletiva, impressiona a eleição de Di Maria como Melhor Jogador do Torneio... numa competição onde estiveram vinte e tal atletas de uma das melhores ligas do Mundo, ver ser eleito MVP um rapaz de uma liga boa, mas que não é top, top, merece destaque.

4. Rui Costa à tarde nos escritórios do Estádio da Luz "por 25M nem uma tatuagem do Morato vocês levam"... Morato à noite no relvado do Estádio do Algarve "por 25M nem uma cópia de uma tatuagem do Morato vocês levam".

5. Aula de turco, para quem está a pensar em visitar Istambul nos próximos tempos... Kokçu é carteiro... não falha uma entrega."

Troféu do Algarve ganho


"A conquista, pela nona vez, do tradicional torneio de pré-época é o destaque da BNews.

1. Triunfo frente ao Celta de Vigo
A vitória, por 2-0, ante o clube espanhol garantiu a conquista do Troféu do Algarve. Di María e Musa foram os autores dos golos encarnados, em mais um jogo de preparação para a nova temporada.

2. Declarações pós-jogo
António Silva, que envergou a braçadeira de capitão, considera que "o mais importante na pré-época é preparar aquilo que vai ser a época, e as coisas, para já, estão a correr muito bem". João Neves garante o empenho do grupo de trabalho na perseguição dos objetivos propostos: "Vamos fazer o melhor possível. Isso posso prometer aos adeptos."

3. Os golos
Veja os golos do Benfica frente ao Celta de Vigo.

4. Benfica de luto
A anteceder a partida foi realizado um minuto de silêncio em memória de Jacinto. A glória benfiquista representou o Clube entre 1962 e 1971 e contribuiu para a conquista de 7 Campeonatos Nacionais.

5. Mundial no feminino
Christy Ucheibe foi titular pela Nigéria no embate com o Canadá, que se saldou por um empate sem golos. Do lado oposto esteve, na segunda parte, a ex-jogadora do Benfica, Cloé Lacasse.

6. Europeu de hóquei em patins
Há dois hoquistas do Benfica na final da competição. Por Portugal, Pedro Henriques; por Espanha, Nil Roca. O derradeiro desafio é hoje, às 20h45.

7. Sorteio no andebol
Já são conhecidos os adversários do Benfica na fase de grupos da EHF European League.

8. Protagonista
O jovem nadador Rafael Mimoso é o convidado da semana.

9. 12 anos de águia ao peito
A carreira de Tomás Barroso em 12 imagens."

5 minutos: Diário...

El Mítico: 60s - Celta de Vigo...

Quezada: Diário...

Visão: Estatutos...

Desafio: Hugo vs. Rodrigo !!!

O certo e o errado à luz duma ideia: o golo do Al-Nassr ao Benfica


"O bem e o mal. O bonito e o feio. O certo e o errado. Que legitimidade temos em julgar, se não analisámos o jogo à luz da ideia do treinador?
Já dizia a autora Barbara Kingsolver, na sua obra A Bíblia Envenenada, que “o que temos a certeza que está certo, pode estar errado noutro lugar”. Esta é uma premissa essencial quando se realiza uma análise: só a capacidade empática de nos colocarmos no lugar do outro (treinador) e ver o jogo através da sua lente, nos permite perceber o que está certo e o que está errado.

"Nenhuma lei pode ser sagrada para mim, excepto a da minha natureza. Bom ou mau são apenas nomes, prontamente transferíveis disto para aquilo; a única coisa certa é aquela que está de acordo com a minha consciência; a única coisa errada, a que está contra ela."
Ralph Waldo Emerson, in Essays

Contudo, apesar de não sermos Roger Schmidt, conseguimos identificar decisões/execuções dos seus pupilos e julgá-las do ponto de vista tático-técnico. De grande complexidade de análise, é o golo apontado por Khalid, no Benfica vs. Al-Nassr.
Não estão em causa os clubes envolvidos ou o valor dos seus intervenientes, mas sim a diversidade de opiniões que tanto pode enriquecer a análise do jogo. Porque a realidade de Schmidt não é a minha. Nem a minha realidade é a tua. E por isso é que a consensualidade nas análises é tão necessária, quanto utópica. Um Santo Graal de certeza que todos procuram, mas que nunca parecem encontrar.


Ora, observando o lance acima, deixo a minha análise, dentro da minha verdade, para discussão:
- Dado que os jogadores do Al-Nassr estão de costas, é ativada a pressão por parte do Benfica. Mesmo partindo duma defesa à zona pressionante, é cada vez mais comum vermos as equipas que pressionam – e não só o Benfica – a “descerem” até à última referência zonal: o adversário. É, portanto, uma marcação homem-a-homem (doravante designada de hh), mas filha duma lógica zonal, e não uma forma de defender adotada como macroprincípio.
- Após o corte de Kökçü e a recolha da sobra por parte de Di María, suponho (isto porque a imagem televisiva não o capta) que Jurásek tenha iniciado a sua progressão no terreno, de maneira a ser opção para o argentino.
- Quando se dá a perda por parte de Di María, é notório um buraco no corredor central. Isto porque a própria desorganização do Al-Nassr acabou por desorganizar… o Benfica. Por ter aplicado uma marcação hh, os dois médios do Benfica – João Neves e Kökçü – encontravam-se demasiado descaídos para o lado direito. Este parece-me um risco assumido de Schmidt, que resulta em ganhos altos na maioria das vezes mas que, como tudo no futebol, é também falível. PS: colocasse eu a lente de Schmidt de lado e diria que nunca, na minha ideia de jogo, conceberia que os dois médios dum duplo-pivô descaíssem tanto e ao mesmo tempo, para o mesmo lado!
- No entanto, as brechas causadas por uma má interpretação posicional são, muitas vezes, colmatadas com a velocidade de deslocamento dos jogadores. Ora, enquanto o Benfica pressiona do lado direito, David Neres não está a participar no jogo. Dada a sua posição oposta à do lado da bola, um posicionamento mais baixo e mais dentro poderia minimizar o “dano” causado pelo facto de João Neves e Kökçü se encontrarem do mesmo lado. Não só isso não aconteceu como, quando a perda acontece, Neres não é rápido o suficiente a recuperar posição para disputar a bola com Talisca. Imagine-se o comportamento de Kanté num lance destes e compare-se. Ou, pegando em exemplos do próprio Benfica – e visíveis neste mesmo lance – tomem-se os raides impressionantes de Kökçü atrás de Talisca e de Jurásek atrás de Khalid, ainda que em vão, como exemplo.
- Aquando do passe de Talisca, Jurásek, que havia subido para ser opção para Di María, deixa Morato numa situação de 1×1. Nesse momento, Morato pára e “oferece” o campo a Khalid. Tivesse o central brasileiro iniciado a corrida para trás, com os apoios corretamente colocados, e teria inibido o passe de Talisca. Khalid não seguiria isolado e talvez isso tivesse feito Talisca hesitar, demorar e ficar à mercê de Kökçü.
Do outro lado, António Silva faz exatamente o que Morato deveria ter feito, controlando a profundidade e evitando o passe de Talisca. Ao ver o lance pela primeira vez, os mais desatentos poderão dizer que António Silva não formou linha de fora-de-jogo com o colega do lado, mas não só estamos perante uma bola descoberta – pelo facto de poder entrar nas costas, aconselha-se o controlo da profundidade -, como também Khalid está em linha com Morato no momento do passe de Talisca. Ou seja, estaria sempre em jogo, mesmo que António Silva tivesse alinhado com Morato.
De resto, o brasileiro foi, a meu ver, o jogador que teve melhores condições para evitar este golo. Acabou, no entanto, por tomar uma decisão de pormenor… que se tornou um pormaior – nunca se deveria ter fixado e permitido a fuga de Khalid.
- Podemos ainda discutir o posicionamento de Vlachodimos. Contudo, dada a recuperação extraordinária de Jurásek e a proximidade de António Silva, parece-me ter tomado a melhor decisão ao ter ficado na baliza e evitado um eventual chapéu de Khalid, pouco depois deste ter recebido a bola. Não lhe foi possível, contudo, defender o remate do jovem saudita.

Se esta é a análise perfeita? Diria que sim, dentro da minha perspetiva. Existirão sempre padrões, verificados nas equipas por esse mundo fora, que nos poderão dar indicadores de que há sempre uma decisão melhor que a outra, ou, como diria Frade (1990), “o jogo pré-existe à ideia que dele ou para ele se tem. O problema está em saber se as ideias que dele se tem, se lhe ajustam”. No entanto, serão os valores pessoais, sociais e culturais, a ética e a moral, a pautar a análise de cada um. E, sobretudo, a nossa própria ideia de jogo.

"Tudo o que ouvimos é uma opinião, não um facto. Tudo o que vemos é uma perspetiva, não a verdade."
Marco Aurélio, imperador e filósofo romano"

Noite Di gala no Algarve


"O SL Benfica goleou o Al Nassr por 4-1 e está uma equipa cada vez mais entrosada, com Di María a ser já o seu principal artista.

Três jogos, três vitórias, nove golos marcados e dois sofridos. Eis o saldo do SL Benfica até agora nesta pré-época. Ontem, no Estádio do Algarve, triunfo dos encarnados por 4-1 frente ao Al-Nassr, numa partida a contar para o Torneio do Algarve. E quem pensou que o rei da noite seria Cristiano Ronaldo, enganou-se redondamente. O génio que andou ontem à solta no sul do país não foi o internacional português, mas sim Di María, com uma exibição de grande nível e a ser ele uma espécie de diabo à solta que ninguém conseguiu travar.
Logo nos primeiros minutos do encontro deu logo para perceber que o SL Benfica era muito superior à formação orientada por Luís Castro, ao mostrar um futebol já com ideias fixas e muito mecanizado num esquema tático de 4-2-3-1. A qualidade individual dos encarnados começou ao vir de cima e foi com toda a naturalidade que chegaram à vantagem aos 23 minutos, por intermédio de Di María, num golo cheio de classe após uma assistência de Rafa. O SL Benfica tomou conta do meio-campo, ontem composto por Kokçu e João Neves, e não dava quase espaços aos jogadores do Al-Nassr para fazerem o que quer que fosse. Alexander Bah e Jurásek foram peças importantes nas investidas pelas laterais, sobretudo o checo, que tirou alguns bons cruzamentos e que criaram perigo na defesa saudita.
Rasgos de Cristiano Ronaldo nem vê-los, e era Di María que continuava a espalhar classe com pormenores deliciosos. O SL Benfica cada vez que atacava, criava quase muitas vezes perigo, pois quem tem na frente um quarteto composto por David Neres, Rafa, Di María e Gonçalo Ramos, pode esperar sempre em causar pânico na área contrária. Todo esse pendor ofensivo voltou a dar frutos e por duas vezes, e através do mesmo homem. Gonçalo Ramos fez o segundo e terceiro golo das águias, e mostrou porque é, atualmente, um dos avançados mais cobiçados da Europa. A caminhar para o intervalo e com o resultado em 3-0, houve um pequeno relaxamento do conjunto orientado por Roger Schmidt, que contribuiu para o Al-Nassr reduzir através de Khalid Al-Ghannam, depois de ser assistido por Anderson Talisca, ele que foi, talvez, o melhor elemento dos sauditas.
Para o segundo tempo, o técnico alemão voltou a colocar em campo uma segunda equipa, mas o domínio continuou a ser encarnado, o que prova que o SL Benfica tem no banco boas opções, e que pode manter a mesma qualidade de jogo mas com outros intérpretes. Luís Castro manteve o seu onze e continuou a não mostrar argumentos suficientes para assustar a baliza encarnada, ocupada na segunda parte por Samuel Soares. O golpe final das águias aconteceu ao minuto 68, quando Andreas Schjelderup se estreou a marcar com a camisola do SL Benfica. O avançado norueguês de apenas 19 anos mostrou que tanto pode jogar no centro do ataque, como pelas faixas, sendo um dos melhores em campo nos segundos 45 minutos. Até final, destaques negativos para Petar Musa, que falhou um golo cantado, e para a saída de Cristiano Ronaldo, que entre assobios e aplausos, deve ter deixado alguns adeptos desiludidos com a sua prestação e que pagaram bilhete para o ver. Em suma, vitória sem espinhas do SL Benfica, que continua a mostrar bom futebol, e que tem um plantel que já está a dar boas dores de cabeça a Roger Schmidt."

sábado, 22 de julho de 2023

#SejaOndeFor

Terceiro Anel: Diário...

Visão: Celta de Vigo...

Terceiro Anel: Celta de Vigo...

Águia: Celta de Vigo...

BTV: pós-jogo, excerto...

Hora, excerto...

Sexta, excerto...

Uma Semana do Melhor, excerto

E por fim, passados 13 anos, eis-me a ver o Di Maria ao vivo!


"1. Autoridades, seguranças, porteiros e demais intervenientes na organização de jogos: aprendam como é que se faz entrar rápida e facilmente largos milhares de adeptos num estádio.

2. Roger Schmidt continua a rodar jogadores e vai experimentando diferentes combinações na defesa, no meio campo e no ataque. A máquina vai estar afinada no dia 8.

3. Celta não é o Al Nassr. Primeira parte com pouco interesse, muita posse e pouca profundidade. Venham os criativos para animar isto na segunda parte, sff.

4. Os jornais sabem - sabem? - que o Fulham de Marco Silva vai subir a proposta para 25 milhões por Morato. Se os ingleses viram a primeira parte com o Celta já devem ter percebido que têm que abrir muito mais os cordões à bolsa.

5. Segunda parte à Benfica de Schmidt. Troféu no Cosme Damião.

6. Foi bom voltar a ver Di María de "Manto Sagrado" vestido, passados 13 anos. Um luxo!

7. Bons apontamentos de João Vítor e Tengsted. As soluções vão aumentando à medida que a pré-época avança.

8. Mas foi Florentino quem mais me encheu as medidas. Impressionante a forma como pressiona, como corta linhas de passe, como recupera bolas. E como cada vez joga mais rápido e para a frente.

9. Arbitragem a asneirar, quase sempre em prejuízo do Benfica. Um clássico."

BI: Celta de Vigo...

Bigodes: Celta de Vigo...

Benfica FM: Live - Celta de Vigo...

RND: Live - Celta de Vigo...

5 minutos: Live - Celta de Vigo...

Vermelhão: Algarve é nosso!!!

Benfica 2 - 0 Celta de Vigo


Excelente teste, contra um adversário com um sistema defensivo parecido com aquilo que vamos encontrar no Tugão... até o árbitro entrou na 'festa' com um critério que permitiu ambientar os nossos jogadores, com o que vamos encontrar, semana após semana!

Primeira parte morna, sem desequilibradores em campo, ficámos coxos nos flancos... Segunda parte, com uma equipa mais ofensiva, criámos algumas oportunidades, mas o golo só apareceu mesmo a terminar... com o VAR a ter um papel decisivo!


Este jogo foi parecido com a partida com o Girona do ano passado: adversário espanhol, com muita pressão defensiva, e o Benfica com pernas cansadas, consequência das cargas físicas pesadas, deste início de época!

Já tinha visto o jogo do Celta com o Al Nassr, e a pressão alta dos Galegos impressionou-me e hoje voltaram a executar a mesma estratégia. Acabámos por nos 'habituar', conseguimos sair a jogar com a bola no pé, mas depois no meio-campo adversário, não tínhamos soluções... Com a entrada do Di Maria e do Neres, melhorámos, mesmo com o Neres na esquerda a ficar 'coxo'!!!

Com o Kokcu dá outro critério na posse de bola, mas defensivamente tem que compreender os movimentos do duplo-pivot: principalmente a cobertura que um dos médios, tem que dar ao outro médio, quando a bola está no lado contrário!

A dupla Tengstedt/Musa também foi novidade, o ano passado no início da época, o Roger também testou algumas vezes uma dupla de avançados, mas com o decorrer da época, 'esqueceu-se'!!!


O melhor jogo do João Vítor, mas mesmo assim... Morato só pode sair pela cláusula! Tem sido o melhor Central da pré-época, e merece a titularidade, mesmo que isso queira dizer o Toni ou o Nico no banco!!!

Ainda temos o Burnley e o Feyeenord antes da Supertaça, mas creio que a partir de agora, as opções do Roger vão ser mais definitivas: titulares a jogar mais que 45 minutos, 11 mais estável, cargas físicas menores nos treinos...

Suspeito que na linha dos 3 médios ofensivos, vamos ter Aursnes, Rafa e Di Maria, como titulares (na Supertaça), com o Neres e o João Mário, a entrarem regularmente na rotação! É só uma suspeita, mas... Suspeito que na defesa, vamos ter Bah, Toni, Morato e Jurásek (Ristic muito 'perto'!) no inicio de época... Suspeito que o Tino vai começar por ser o parceiro do Kokcu, depois logo se verá...!!!


É sempre bom vencer, mas este foi só um troféu de pré-epoca, que as vitórias não façam esquecer os problemas que estes jogos demonstraram...

Está enganado, sr. presidente!


"O presidente do FC Porto, na sua regular coluna na revista do FC Porto, e com o habitual discurso enfadonhamente truculento, volta a pegar nas palavras, desta vez, para se atirar à generalidade dos meios de comunicação, como ele tanto gosta, agora que se aproxima o começo da nova temporada do futebol profissional.
Em matéria de intervenções públicas, não sabe o presidente do FC Porto fazer mais nada do que criticar, ameaçar, atacar adversários, chamar-lhes inimigos, tudo o que a indústria do futebol já dispensa.
Não me lembro, com franqueza, da última vez em que foi possível (se é que alguma vez foi verdadeiramente possível) ouvir o presidente do FC Porto promover publicamente o bom espírito da competição, deixar elogios ao futebol jogado, apresentar propostas que ajudem a Liga portuguesa a ser melhor.
O que o presidente do FC Porto sabe fazer, há anos, é denegrir, acusar, insinuar, depreciar, censurar os outros, sejam adversários no campo, ou, alegadamente, adversários fora dele.
No fundo, o que o presidente do FC Porto sabe, há anos, é criar os alvos que designa, lamentavelmente, por ‘inimigos’, por saber que isso lhe dá força interna para reunir as suas tropas e dar-lhes o estímulo que ele, presidente, sabe que precisam, num clube incapaz de conviver com o estilo civilizado de competir e que continua a fazer do ‘contra tudo e contra todos’ uma espécie de força motriz indispensável ao modo como atua, há décadas, a organização interna do clube, enorme na dimensão que atingiu, mas ainda tão agarrado à pequenez de uma mentalidade peculiar, regionalista e agressiva.
Por entre o conjunto de críticas com que resolve, desta vez, querer atingir, como disse, os meios de comunicação e através deles a sempre peregrina e bolorenta ideia de que Lisboa é sempre o alvo a abater, onde o presidente do FC Porto sempre diz estar o ‘inimigo’, sem que isso lhe custe o que quer que seja no contexto disciplinar do futebol português – como se tivéssemos de admitir como normal alguém chamar ‘inimigos’ aos adversários -, acusa, dizia, o líder do FC Porto os meios de comunicação de terem dito que o clube «não tinha dinheiro para se reforçar».
Tem, evidentemente, o presidente do FC Porto (porque é um homem muitíssimo inteligente, disso não restam dúvidas) a noção de estar a atirar areia para os olhos sabe-se lá de quem…
Quem disse que o FC Porto não tem dinheiro para se reforçar foi o próprio administrador financeiro do clube, Fernando Gomes, que ainda recentemente sublinhou a necessidade de procurar financiar-se, «a um custo muito elevado», disse Gomes, para poder dar ao clube condições para contratar antes de vender, reforçando que no fim de contas, será sempre importante que o FC Porto chegue ao final do mercado «com mais vendas do que compras» para não dificultar mais a recuperação do clube.
Foram palavras de Fernando Gomes, há anos administrador financeiro da SAD azul e branca, lugar no qual, recordo, substituiu, em 2014, um homem que conheci pessoalmente e lembro pela integridade, elevada estatura moral e profissional, e pelos princípios e notável relação humana, como era Angelino Ferreira, que se afastou do clube sem que até hoje se conhecessem as (verdadeiras) razões.
No FC Porto, a má gestão reconhecida por inúmeras figuras públicas do universo portista, continua a levar o líder a procurar tapar o sol com uma peneira.
É verdade que as vitórias, e têm sido, realmente muitas, sobretudo pelo indesmentível mérito da competência de treinadores e jogadores, escondem o ‘gato’ mesmo que o ‘rabo’ vá ficando de fora.
Mas não escondem tudo. E muito menos o cenário de sempre, cada vez mais gasto e cada vez mais difícil de suportar, numa velha máxima, muito própria, de que no FC Porto podem mudar-se os tempos, mas não mudam, como se vê, as vontades."

Será que a baliza do Benfica necessita mesmo de ser reforçada?


"Na verdade, é uma questão que muitos adeptos do SL Benfica devem fazer, dia após dia. Ao olhar para o plantel treinado por Roger Schmidt, denotamos realmente uma diferença grande para aquilo que é Odysseas, em comparação com Samuel Soares, Leo Kokubo, entre outros.
Se acredito que Odysseas tem algumas lacunas no seu jogo, nomeadamente nas saídas de entre os postes, porque hesita muito, para além do seu jogo de pés, que não é o melhor, também defendo que o grego é, provavelmente, o melhor guarda-redes entre os postes a jogar em Portugal, pela sua elasticidade e rapidez, Ody é um autêntico gato.
Por isso, esta questão divide-se em duas vias, ou o Benfica contrata uma alternativa válida a Ody, ou contrata um guarda-redes capaz de chegar e agarrar a titularidade com facilidade! Nos últimos dias, o nome de Bento tem sido apontado com insistência aos encarnados, mas, apesar de lhe reconhecer qualidade, vejo o brasileiro como uma grande alternativa, mas não como um titular imediato, o que me provoca dúvidas em relação ao possível alto investimento que este jogador podia motivar.
Na minha opinião, é necessário clarificar primeiro a estratégia a seguir na abordagem ao mercado, algo que certamente está a ser delineado há já muito tempo pela estrutura encarnada, por isso, ou a aposta em Odysseas se mantém, e vai chegar uma alternativa válida que motive o grego a evoluir ainda mais, ou vai chegar um grande guarda-redes, que chegue e que não motive dúvidas na hora de agarrar a baliza encarnada.
Ainda assim, acredito que tem de existir uma decisão baseada em vários fatores, desde a idade, a experiência, entre outros, porque se o clube encarnado contratar um guardião jovem, numa perspetiva de evolução, é certo que não irá jogar muito, e para mais pode comprometer a evolução de Samuel Soares, que é tido em boa conta na Luz, tendo em atenção todo o seu potencial."

Terceiro Anel: Café #4 - Rui Pinto...

Efab⚽lação (42) O amarelo de Cristiano Ronaldo


"Os franceses enriqueceram o código desportivo ao darem a cor das páginas originais do “L’Équipe”, o jornal n.º 1 do desporto mundial, o significado de vitória, o amarelo dourado dos líderes e campeões, a camisola que distingue o primeiro do pelotão.
Mas os brasileiros, com o seu infinito talento para reinventar a língua portuguesa, ofereceram-nos o verbo “amarelar” para retratar o ridículo da falta de coragem perante os desafios da vida. É o amarelo negativo, do crepúsculo, do empalidecimento, da queda da folha - em contraste com a alegria irradiante da rainha Leopoldina imortalizada na bandeira e nas camisolas do “escrete”. A mesma cor tanto pode significar vitória (“nasr”, em árabe) como ocaso, luz e penumbra - dependendo do enquadramento e do ângulo de observação. Como comparar o amarelo triunfante de Jonas Vingegaard com o amarelo pálido de Cristiano Ronaldo.
Coincidência de verão, nestas semanas de emocionantes e agonísticos desafios nas montanhas de França, aprendendo os nomes intrincados dos novos heróis do pedal europeu, regressou o futebol no calor do Algarve com a apresentação da nova equipa do jogador que todos conhecem, um Cristiano Ronaldo em acelerado programa de propaganda a ensinar-nos em entrevistas diárias - como nunca o vimos na seleção nacional - a bem pronunciar Al-Nassr e a vender a camisola amarela de um dos vários emblemas do harém clubístico do Rei das Arábias. Habituados ao “peso” das camisolas históricas que Cristiano vestiu ao longo da carreira, foi um choque vê-lo de amarelo, a lembrar o Beira Mar de Eusébio, 40 anos atrás.
À primeira vista, parece o Rei-Sol, de brilho ofuscante. Mas depois, seguindo, penosamente, a sua marcha errática tentando sobressair como único soldado garboso numa parada de saltimbancos trôpegos, é o amarelo do outono que se sobrepõe aos nossos olhos, melancólico e triste. E lamentável.
Cristiano Ronaldo amarelou e ameaça prosseguir este desfile de “globetrotters” caducos, colhendo o aplauso e reconhecimento dos que nunca puderam vê-lo de perto no auge da carreira europeia, agora nos confins da Ásia, o derradeiro el-dorado, onde vai encher arenas nos próximos dois anos como o homem-bala na última digressão do circo de feras. Portanto, a camisola do Al-Nassr, o Vitória de Riade, a ser enxovalhada em sucessivos jogos frente a equipas de Ligas em perda de “qualidade”, como o Celta de Espanha e o Benfica de Portugal, nunca dará a Cristiano Ronaldo a dimensão de um n.º 1 do pelotão do maior desporto global.
Pelo contrário, é como um parasita à boleia da aura e da energia do jogador português para dourar aos olhos do mundo a infâmia de um regime sanguinário e medieval. Que, no entanto, também há-de cair de maduro."

É apenas mais uma, das muitas VERGONHAS, que o CD da FPF passa...

Recordar...


"Só uma memória para relembrar os mais esquecidos a razão pela qual João Félix é tão perseguido pelos meios de comunicação social nacionais!
Pode ser que um dia a imagem se repita para os deixar ainda mais aziados!"

Terceiro Anel: Diário...

Vitória no Algarve


"O resultado, 1-4, da partida com o Al Nassr é o destaque na BNews de hoje.

1. Triunfo ante o Al Nassr
Mais uma partida de pré-época, nova vitória, desta feita ante o Al Nassr, por 1-4, no Troféu do Algarve. Di María inaugurou o marcador, Gonçalo Ramos bisou e Schjelderup fechou a contagem.

2. Declarações pós-jogo
Jurásek foi o entrevistado: "Temos de preparar-nos para atingir os nossos objetivos."

3. Pitchcam
Veja os quatro golos do Benfica frente ao Al Nassr de um ângulo diferente.

4. Zona Mística
Tomás Barroso é o convidado da Zona Mística, uma entrevista que pode ver na BTV e no Site Oficial e ler no jornal O Benfica desta semana.

5. Preparação das Inspiradoras
Matilde Silva e Anna Gasper falaram à BTV sobre as perspetivas para a nova temporada.

6. Fundação Benfica premiada
A Liga Portugal entregou o Prémio Responsabilidade Social de junho à Fundação Benfica.

7. 10 anos do Museu Benfica Cosme Damião
Saiba quais são as atividades a realizar na semana de celebração do 10.º aniversário do museu benfiquista. Participe!

8. Atividade das Casas
Os destaques da atividade das Casas de 14 a 16 de julho."