Últimas indefectivações

domingo, 11 de abril de 2021

FC Paços de Ferreira 0-5 SL Benfica: Poder ofensivo em noite de recorde


"A Crónica: Seferovic esteve endiabrado na Mata Real
A equipa revelação da Primeira Liga recebeu em sua casa um SL Benfica prestes a ser detentor de um recorde defensivo – a equipa vermelha e branca precisava apenas de 13 minutos sem sofrer para tornar-se no plantel com menos golos sofridos das principais ligas europeias.
O FC Paços de Ferreira procurava cimentar cada vez mais o quinto lugar e o acesso à Liga Europa e prometia fazer vida difícil aos benfiquistas – os “castores” já não perdiam em casa desde setembro de 2020. Por outro lado, entrava em campo um SL Benfica que pretendia assegurar a perseguição ao FC Porto, que minutos antes conquistava os três pontos em Tondela.
O início do encontro começa com o SL Benfica a jogar através de bolas longas com Seferovic como referência e destinatário do ataque encarnado, enquanto que o FC Paços de Ferreira procurava explorar mais o corredor central e com a bola pousada ao terreno. Contudo, a primeira meia hora de jogo fica marcada pela expulsão de Stephen Eustáquio após falta ofensiva no meio campo do SL Benfica.
O centro campista canadiano foi expulso após uma entrada fora de tempo em disputa de bola com Julian Weigl. Logo a seguir, o FC Paços de Ferreira começava por sentir a expulsão e o SL Benfica ameaçou a baliza dos “castores” – Waldschmidt, num primeiro momento, de cabeça contra o lateral direito Fernando Fonseca e à segunda, novamente o alemão, a obrigar Jordi a uma grande defesa.
O encontro pecava pela falta de oportunidades para ambas as equipas e pelo tempo gasto com as faltas, VAR e assistências da equipa médica. Contudo, o SL Benfica viria a aproveitar um erro defensivo da equipa liderada por Pepa e como se costuma dizer… os erros pagam-se caro.
Diogo Gonçalves, em posições ofensivas, consegue intercetar o corte de Luiz Carlos e remata com força para dentro da baliza de Jordi, que ainda tocou na bola, mas sem sucesso. Estava feito o 0-1, e o SL Benfica assumia o controlo do jogo. Cinco minutos depois, Seferovic deu o golo a Waldschmidt, mas o alemão não fez o melhor remate, ainda que a defesa de Jordi não deva ser esquecida.
Antes do intervalo o SL Benfica ainda viria a conseguir marcar o segundo golo. Jogada rápido pelo lado esquerdo do ataque das “águias”. Seferovic descai para a ala após contra ataque encarnado e envia uma bola perfeita para o centro, onde Rafa só tinha o guarda-redes pela frente. Um toque na bola para adiantá-la e depois levou-a até praticamente à linha de golo. 0-2 para o SL Benfica ao minuto 45 e as coisas ficavam cada vez mais difíceis para o FC Paços de Ferreira.
Os encarnados ainda viriam a conseguir fazer o terceiro antes do apito para o intervalo. Passe de Taraabt para Seferovic que conseguiu afugentar-se à defesa do FC Paços de Ferreira, rematando por cima de Jordi, marcando, assim, o seu primeiro golo na partida. O SL Benfica ia para o balneário com um resultado expressivo e sem sentir qualquer perigo nos primeiros 45 minutos por parte do FC Paços de Ferreira.
Para a segunda parte, Jorge Jesus quis mexer no esqueleto da equipa e retirou Diogo Gonçalves da partida para dar entrada a Gilberto. Contudo, não houve qualquer alteração no sistema de 3-4-2-1 do SL Benfica. Do lado do FC Paços de Ferreira, não houve nenhuma substituição.
O SL Benfica continuava a aproveitar a inferioridade numérica no FC Paços de Ferreira e pressionava com intensidade o ataque da equipa caseira. Aos 64 minutos, Cebolinha, recém-entrado, ameaça a baliza de Jordi Martins, mas o guardião responde com uma excelente defesa. Mas Jordi não se ficou por aqui e no lance seguinte, após cobrança de pontapé de livre de Grimaldo, o guardião brasileiro desvia a bola da baliza e, vistosamente, salva o FC Paços de Ferreira de sofrer mais um golo.
Do outro lado, quem viria a provar uma exibição fantástica era Haris Seferovic. A 15 minutos do fim e num momento em que o SL Benfica não investia tanto no ataque, o avançado recebeu, arrastou o defesa com ele chutou com força. A bola só iria parar no fundo da baliza pacense e o resultado entrava já em contornos de goleada. O suíço estava a ser e foi a figura da partida, com dois golos e uma assistência.
E no último minuto da partida, antes dos descontos, Darwin Nuñez viria a consumar o chapa cinco do SL Benfica. O uruguaio só teve de encostar após assistência de Seferovic e acabou por quebrar o enguiço dos últimos jogos sem marcar, tendo inclusive ficado emocionado após o golo. Não haveria mais tempo para lances de perigo e terminava assim o encontro. O SL Benfica atropelava o FC Paços de Ferreira na sua fortaleza, onde já não perdia desde setembro de 2020.

A Figura
Haris Seferovic – Esteve no lance do segundo golo com uma assistência deliciosa para Rafa Silva. No terceiro, fugiu bem à defesa do FC Paços de Ferreira e com classe e frieza soube finalizar. No segundo golo da sua conta pessoal, enviou uma verdadeira bomba indefensável para o poste esquerdo da baliza de Jordi. Acabou ainda por assistir para o quinto golo do SL Benfica, marcado por Darwin. O avançado suíço hoje esteve endiabrado e foi uma peça fundamental na vitória do SL Benfica. Seferovic está a provar que merece a titularidade.

O Fora de Jogo
Ataque do FC Paços de Ferreira – O primeiro remate à baliza do FC Paços de Ferreira foi já bem perto dos noventa minutos, por intermédio de João Amaral. A expulsão teve um forte impacto no setor ofensivo pacense, pois Eustáquio é quem muitas das vezes constrói o jogo e faz a interseção entre defesa e ataque.

Análise Tática – FC Paços de Ferreira
O FC Paços de Ferreira jogava com o seu habitual 4-3-3 com Jordi na baliza, Marcelo e Maracás como defesa centrais, Pedro Rebocho como lateral esquerdo e Fernando Fonseca do lado direito. No meio campo a três, Stephen Eustáquio era o homem mais defensivo, Luiz Carlos acompanhava-o do lado esquerdo e Bruno Costa estava mais descaído para a direita. Uilton e Hélder Ferreira eram os extremos direito e esquerdo, respetivamente, e Dor Jan veio substituir Douglas Tanque no onze inicial, dada a sua expulsão no jogo anterior frente ao FC Famalicão.
Mesmo após a expulsão, o FC Paços de Ferreira não viria a mudar o seu esquema tático, passando a jogar apenas com Bruno Costa e Luiz Carlos no centro do terreno, o que acabou por desequilibrar o jogo defensivamente.

11 Inicial e Pontuações
Jordi (7)
Fernando Fonseca (5)
Marcelo (6)
Maracás (6)
Pedro Rebocho (5)
Luiz Carlos (5)
Bruno Costa (5)
Stephen Eustáquio (3)
Hélder Ferreira (4)
Uilton (4)
Dor Jan (4)
Subs Utilizados
Ibrahim (5)
João Amaral (5)
Adriano Castanheira (5)
Lucas Silva (5)
Martín Calderón (5)

Análise Tática – SL Benfica
O SL Benfica entrou em campo com um sistema em 3-4-2-1, com três centrais, sendo que Otamendi posicionava-se no corredor central e Lucas Veríssimo e Jan Vertonghen no lado direito e esquerdo, respetivamente.
À frente da linha defensiva estavam Taarabt e Julian Weigl, em terrenos mais recuados e nas alas figuravam Diogo Gonçalves e Alejandro Grimaldo, a quem competia a solidez defensiva das laterais e o apoio ao ataque. Waldschmidt estava no lado esquerdo do meio campo ofensivo e no lado oposto o dono do lugar era Rafa Silva. No centro do ataque, Haris Seferovic era a ameaça à baliza de Jordi Martins.
O SL Benfica adotou o sistema de três centrais durante a partida, embora com a entrada de Everton Cebolinha e Darwin Nuñez houvesse uma maior dinâmica ofensiva. Esta aposta no setor ofensivo acabou por render e culminou numa goleada por 0-5.

11 Inicial e Pontuações
Hélton Leite (7)
Lucas Veríssimo (7)
Nicolás Otamendi (7)
Jan Vertonghen (7)
Diogo Gonçalves (7)
Julian Weigl (7)
Adel Taarabt (8)
Alejandro Grimaldo (7)
Luca Waldschmidt (6)
Rafa Silva (7)
Haris Seferovic (10)
Subs Utilizados
Gilberto (6)
Pizzi (6)
Everton Cebolinha (7)
Franco Cervi (6)
Darwin Nuñez (7)

BnR na Conferência de Imprensa
FC Paços de Ferreira
BnR: Esta é a primeira derrota do FC Paços de Ferreira em casa desde setembro de 2020. Acha que este resultado pesado pode abalar a confiança da equipa nos próximos jogos caseiros?
Pepa: Estamos a viver uma época de sonho. Fomos derrotados por uma equipa que foi superior à nossa. Não vai alterar nada. Dou os parabéns a quem foi superior dentro de campo, mas isso não muda nada aquilo que nós pretendemos.

SL Benfica
BnR: Apesar do SL Benfica não ter sofrido qualquer golo, durante o jogo e no final foi muito interventivo com Lucas Veríssimo e Gilberto. O que faltou a estes dois jogadores?
Jorge Jesus: Não faltou nada. Todos os jogadores que entraram em campo pelo SL Benfica estiveram muito bem. Só que eu tinha falado com os jogadores ao intervalo sobre qual era o lado por onde podíamos furar a equipa do FC Paços de Ferreira e o Lucas não estava a fazer nada do que eu disse. Foi só por esse motivo."

Contra-Transição e Timing de Movimento – O Benfica em Paços


"O jogo tornou-se ainda mais passível de ser bem controlado pelo Benfica após a expulsão de Eustáquio. 
O primeiro golo surge num momento em que preparar a Transição Defensiva se tornava mais fácil porque as referências ofensiva do Paços para sair em Contra Ataque eram reduzidas – Com um a menos, a manta fica sempre curta entre o fechar e o deixar na frente para transitar. Porém, tal não invalida o mérito da forma como o Benfica preparou cada possível perda – Cercou organização adversária, marcou pontos de saída e na Transição Ofensiva do Paços, não permitiu que o jogo chegasse ao momento de Organização. E que melhor momento para atacar que numa Contra Transição (Transição que se segue a outra Transição)? É que o oponente começa a querer sair para a frente, e é apanhado a abrir – subir. Não só não está bem posicionado como é apanhado a mover-se para o sentido oposto (para ir atacar) quando perde a posse e vê o Benfica transitar ofensivamente.
Seferovic tantas vezes apanhado adiantado, teve a paciência necessária para iniciar movimento que lhe valeria o seu primeiro golo na partida. Esperou, esperou, esperou… e no momento em que Taarabt dá o toque para o espaço interior – e se prepara para ter ângulo para realizar o último passe, acelerou até conquistar as costas da defensiva adversária de forma legal."

Águia mete a 6ª consecutiva em noite de mão cheia


"A qualidade dos três centrais do Benfica é tão elevada que chega a ser um desperdício não os utilizar em simultâneo. O oitavo jogo consecutivo em território luso sem sofrer golos ficou marcado desde logo pela aposta de Jorge Jesus num sistema com três centrais. Imponência nos duelos, coordenação cada vez mais notória, poderio nas bolas paradas e ainda qualidade elevadíssima no momento de assumir a construção. Atrás começou o Benfica a ganhar vantagem tática sobre o Paços. Cedo criou sucessivos lances de potencial perigo – Seferovic anulou uma série deles por se posicionar em fora de jogo por alguns centímetros – Mais tarde viria a tornar-se o homem do jogo!
O momento definidor chegou com a expulsão de Eustáquio. Se os encarnados já se mostravam superiores – Weigl beneficia do sistema de três atrás para dar a habitual fluidez ao jogo em terrenos mais adiantados e mais próximos da entrada no último terço – Zonas de criação – na partida, com um elemento a mais o cerco em ataque posicional foi montado por forma não apenas a encostar o Paços ao seu último reduto, mas também preparando momento da perda para em 5 segundos recuperar rapidamente a posse.
Foi precisamente assim que surgiu o primeiro golo da partida. Perda – Pressão – Recuperação de Diogo Gonçalves e mais uma vez o lateral português a ser determinante com a sua óptima capacidade de definição técnica no último terço.
Aos quarenta minutos a vencer, confiante e ainda com um jogador a mais em campo, o Benfica já tinha reunido todos os condimentos para uma exibição de elevado quilate ofensivo.
De um Lançamento de Linha Lateral para o Paços em que a equipa da Mata Real fez subir os centrais, aproveitou o Benfica para sair em Contra Ataque – Seferovic resistiu à pressão adversária e descobriu Rafa Silva que isolado seguiu para o segundo golo do Benfica.

Seferovic vai descobrir Rafa na saída em Contra Ataque

A avalanche ofensiva não teve término e Taarabt poucos minutos volvidos descobre um grande movimento do avançado Suiço que marcou o seu primeiro na partida.


A segunda parte foi uma avanlanche de combinações ofensivas – Com espaço o Benfica acelerou e criou. Perdeu velocidade de execução e decisão no último terço com a saída de Diogo, Luca e Rafa, e entradas de Gil, Pizzi e Everton, mas ainda assim voltou a somar mais golos.
Dominador, Controlador e Criador. Um Benfica de mão cheia passeou em Paços e provou o crescimento que vem tendo no último mês.

Homem do Jogo:
Seferovic. Começou por complicar colocando-se por diversas vezes em fora de jogo e com isso cortando ataques perigosos do Benfica, mas redimiu-se e esteve em 4 (!!!) golos! Marcou dois, assistiu dois. Nota-se mais confiante na forma como protege a bola dos adversários, e o seu segundo golo é um hino ao trabalho de um Avançado."

Rescaldo...

Benfica After 90: Paços de Ferreira...

Bello: Paços de Ferreira vs. Benfica...

Directo: Paços de Ferreira vs. Benfica...

Vale tudo para a Cofina?


"O SL Benfica faz mais uma excelente exibição, soma o sétimo triunfo consecutivo, termina o jogo diante o Paços de Ferreira com uma vitória esmagadora por 0-5, e o que faz a CMTV? Tenta criar polémica com as declarações de Jorge Jesus na flash interview, no calor do momento e sem qualquer intencionalidade, e decidem lançar manchetes sucessivas com títulos polémicos em referência ao SL Benfica e Jorge Jesus. 
Este canal é uma autêntica vergonha que desonra o jornalismo e a Entidade Reguladora para a Comunicação. O que estranhamos, é que quando Sérgio Conceição e todo o departamento de comunicação do FC Porto, sistematicamente, envergonham o desportivismo e tecem declarações pejorativas e deploráveis contra os próprios jornalistas, dá-se lugar à habitual protecção e silêncio ensurdecedor por parte de toda a Comunicação Social. Aí não existem manchetes destas.
Um Benfica forte assusta muita gente."

Bernardo Bom / Bernardo Mau

 



PortoaoColo, in Facebook

Mais um...


"De volta à rotina, não vá o SL Benfica ficar mal habituado."

Amarelos avermelhados !!!


"SL Benfica, 61 minutos, 6 faltas - 5 amarelos.
FC Porto, 90 minutos, 21 faltas - 1 amarelo.
Palhinha, 911 minutos, 42 faltas - 0 amarelos.
Boa noite a todos."

Apita o 'comboio'!!!


"O SL Benfica no jogo de hoje:
6 faltas - 5 amarelos
João Palhinha nos últimos jogos:
42 faltas - 0 amarelos"

Semana Europeia?!


"Boa sorte para o Tondela para o jogo europeu a meio da semana. Que as poupanças e o ritmo de treino possam ajudar a equipa e Portugal a fazerem figura no velho continente. Tínhamos em conta este clube como um clube sério e imune ao polvo do Calor da Noite. Enganámo-nos, pelos vistos.
Famalicão, Barcelos e Tondela, 3 jogos recentemente disputados pelo Calor da Noite em que a atitude em campo dessas 3 equipas deixa muitas dúvidas quanto à verdade desportiva desses jogos.
Não deixa de ser curioso que o Calor da Noite esteja mais folgado financeiramente e voltem à baila estes jogos "esquisitos" em que participam em ritmo de treino ou amigável..."

Memória: Paços de Ferreira vs. Benfica...

O Cantinho Benfiquista - O Meu Benfiquismo - Idalécio...

Vermelhão: Cabazada...

Paços de Ferreira 0 - 5 Benfica


Goleada, numa partida que começou com muita 'confusão', muitas paragens com o apitadeiro em destaque, com o VAR a demorar eternidades para decidir, com um Paços extremamente agressivo, claramente com algum problema com o 'vermelho'... e como às vezes acontece, estes excessos de 'entusiasmo' (se calhar embalados pelas Malas... ou promessas de futuros contratos!!!), acabaram com um Vermelho directo aos 22'!!! O Macron não queria mostrar, mas foi 'obrigado'!!! O engraçado, é que ficou com 'dor na consciência' e até ao fim do jogo, conseguiu amarelar 5 jogadores do Benfica!!! Obrigando o Jesus a 'gerir' os cartões!!!

Em relação ao jogo jogado, mesmo com as paragens iniciais, o Benfica começou por cima, criando perigo logo de entrada! Tal como em Braga, antes da expulsão já estávamos por cima do jogo, e a jogar com mais um, ficámos ainda com mais espaço... a diferença, entre os dois jogos, foi a postura dos treinadores, enquanto em Braga o seu treinador resolveu pressionar alto mesmo com menos um, hoje, o Paços, que já estava com tracção atrás, ainda ficou mais no 'buraco'!!!

Regressámos aos 3 Centrais, e voltou a resultar... Mas o grande destaque tem que ser o Seferovic! Talvez, o mais mal-amado dos avançados do Benfica, das últimas épocas, que nas últimas jornadas tem estado de pontaria afinada... e ainda acrescenta assistências de excelente execução: hoje 2 golos e 2 assistências...!!!

É verdade que a jogar mais de 70 minutos contra 10 facilitou, mas mantivemos a baliza a zero, é um pormenor estatístico, mas até poderá ser usado como factor de motivação extra para a nossa equipa, nesta recta final de época, onde é essencial manter a perseguição ao 2.º lugar... que com cada jornada que passa, estatisticamente fica mais difícil!!!

Mais uma 'grande' exibição do Macron: penalty logo nos primeiros minutos a passar em claro e depois na expulsão é inacreditável como teve que ser o VAR a chamar a atenção, quando o Vermelho era óbvio... E depois, para 'compensar' começou a amarelar praticamente toda a equipa do Benfica!!! Isto por parte de um árbitro, que permite jogo violento em praticamente todos os jogos do Benfica aos nossos adversários...!!!

Próxima jornada o Gil Vicente na Luz, uma equipa que está a fazer uma boa 2.ª volta... Recordo os problemas criados em contra-ataque em Barcelos, por um Gil em inferioridade numérica!!!

sábado, 10 de abril de 2021

Grande exibição...

Liceo 2 - 7 Benfica

A melhor exibição da época. Grande jogo, com o Diogo em grande e o Pedrão a defender 'tudo' na baliza! Mas o melhor foi mesmo a forma colectiva como jogámos, principal na fase defensiva...

O frustrante, é que muito provavelmente esta vitória não vai chegar para seguir em frente!!! Explico: o formato da Liga Europeia é estranho e permite distorções (3 grupos, passam os 3 primeiros e o melhor 2.º)! Tudo começou no sorteio, como avisámos aqui, várias semanas antes do dito sorteio, já se sabia quais seriam os grupos, e os 'zandigas' acertaram em tudo!!! Dito isto: o Benfica amanhã vai jogar com o Barcelona, que hoje não jogou, enquanto nós temos menos de 24 horas de descanso, o Barça teve quase 48h (Algo que hoje beneficiámos em relação ao Liceo!) Agora se o Benfica não perdeu com o Barça, passamos... mas se perdermos (o que será um resultado 'normal'...), bastará o Sporting - Oliveirense acabar empatado, para passarem os dois, e nós ficarmos de fora!!! Querem fazer apostas, no resultado final do Sporting - Oliveirense?!!!!

Eliminados da Taça...

Benfica 88 - 92 Imortal
(30-21, 21-26, 26-26, 11-19)

Esta era a melhor oportunidade para vencer uma competição esta época, mas mais uma vez, uma 'branca' total, neste caso no 4.º período, ditou uma derrota indesculpável...

Em Paços para vencer


""O Benfica tem de jogar sempre para ganhar", começou por afirmar Jorge Jesus, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Paços de Ferreira, agendado para hoje, às 20h30, na Capital do Móvel, quando instado a comentar a grande dificuldade da partida.
De facto, o Paços de Ferreira, que ocupa a quinta posição da Liga NOS com nove pontos de vantagem, e menos um jogo, sobre o seu mais direto perseguidor, tem sido muito e justamente elogiado, por analistas e adversários, pelo percurso feito ao longo da época.
Em particular no seu reduto tem-se revelado praticamente intransponível, cedendo apenas uma derrota e dois empates em 12 partidas do Campeonato (leva 11 jogos consecutivos sem conhecer a derrota). As nove vitórias obtidas na condição de visitado igualam o desempenho de FC Porto e Braga (ambos derrotados em Paços de Ferreira), deixando os pacenses a apenas um triunfo do pecúlio benfiquista e sportinguista neste particular.
Estes são dados que, na opinião de Jorge Jesus, "mostram a capacidade e aquilo que a equipa do Paços de Ferreira está a fazer, sobretudo no seu estádio", constituindo-se como "um alerta", ainda de acordo com o nosso treinador, "para percebermos que vamos ter um jogo difícil".
Independentemente do indiscutível valor do nosso adversário desta noite, "sabemos que temos condições para sair de Paços de Ferreira com uma vitória", conforme asseverou Jorge Jesus, não obstante as previsíveis dificuldades.
Temos muita confiança que a nossa equipa terá a capacidade de dar continuidade ao bom momento que tem vindo a atravessar, restando-nos desejar que seja um grande desafio, que todos os intervenientes saibam estar à altura das elevadas expectativas e que, após o apito final, possamos somar mais três pontos. 
De Todos Um, o Benfica!"

Uma Semana do Melhor...

Agenda...

Do espanto ao esperanto


"Espanta-me que Manuel Machado, velho caminhante das ligas portuguesas, apresente no momento em que regressa ao nível mais alto uma estratégia de “dar a bola” ao adversário. Percebemos-lhe a intenção, velha de décadas e comum a tantos, que é a de jogar com menos espaço nas costas da linha defensiva e aproveitar pontualmente o erro rival. Do mesmo modo que sabemos, como ele sabe, até pelo resultado, que a estratégia falhou redondamente. Tanta bola se entregou ao adversário que ele fez 5 golos com ela. O ponto mais revelante parece-me ser outro, todavia, e é os das primeiras mensagens que o novo treinador do Nacional passou à equipa: de confiança reduzida nas próprias capacidades e da aposta num jogar dependente do opositor. Opositor que, a propósito, era o Portimonense e no Funchal, não exatamente um dos maiores emblemas do país. E já há muitos sabemos que não há duas oportunidades para criar uma boa primeira impressão. Em Famalicão aconteceu o inverso: Ivo Vieira aterrou, como é costume nele, com a mensagem de que o protagonismo no jogo é irmão gémeo da vontade de ter bola. Num par de semanas alterou o destino de uma equipa que vagueava triste e, de caminho, já goleou o Marítimo na Madeira e ultrapassou, com muito mais mérito que felicidade, os projetos mais elogiados até agora, Braga e Paços de Ferreira. E nada disso me espanta propriamente. 
Bola tratada com carinho e qualidade teve a seleção de sub-21. Rui Jorge dizia no fim do jogo com a Suíça que se deliciou no banco - como nós pela televisão - e bem mereceu o momento de prazer. Porque foi ele que que desenhou para o meio campo aquele losango de talento que enquadrou a felicidade. O que atirou a qualidade de jogo para a estratosfera foi valorizar mais a decisão que o músculo, a intuição que os centímetros, juntando em campo gente que se compreende depressa e cria relações com a facilidade de quem repete uma receita culinária muitas vezes testada. O jogo nunca deixará de ser dos jogadores e o futuro dele dependerá bem mais de homens que subvertem modelos e alteram rumos – como ainda esta semana Neymar e Mbappé fizeram em Munique - que da modernidade dos meta-dados, traduzida em gráficos e manchas de calor. Nunca será isso a sustentar a paixão que nos trouxe até aqui. Ver ao mesmo tempo num meio campo Bragança, Vitinha, Pote e Fábio Vieira reconcilia-nos com o jogo porque o retira de um escritório burocrático e devolve à rua, troca a manga-de-alpaca pelo rasgão na ganga que todos nós algum dia sofremos ao imitar os gestos dos craques. Não os números.
E só nessa equipa que vulgarizou a Suíça havia ainda, entre outros, craques anunciados como Florentino, Trincão ou Francisco Conceição, que em breve estarão a equipar-se junto de Ronaldo, Félix, Bernardo, Bruno Fernandes ou Diogo Jota. Aliás, a seleção principal bem pode acabar em breve com a dicotomia gasta de se jogar ou bem ou bonito, que há cada vez mais gente para jogar bem quase sempre e bonito por regra, sem deixar de ganhar. A receita é buscar mais a compatibilidade que a complementaridade, porque juntar esses tantos que falam a mesma linguagem do talento tornará desnecessário qualquer esperanto e poderá mais vezes encher-nos os olhos de espanto."

Fever Pitch - João, Miguel & Pedro... Trio!

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Antevisão...

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Fundação...

5G

Fantástico voleibol


"Honra a quem a merece: a nossa equipa de voleibol é extraordinária e revalidou o título nacional com enorme mérito e maior competência. Cilindrou o Sporting nas meias-finais em três jogos e aplicou a mesma receita à Fonte do Bastardo, qual ciclone devastador das pretensões dos açorianos. Na fase decisiva da temporada, seis triunfos em seis jogos, nenhum set perdido na final. Fabuloso!
Desonra a quem se põe a jeito: a postura da Federação de Voleibol foi, nesta final, inqualificável. Não haver taça entregue ao campeão e, ainda mais grave, não haver um único dirigente presente no pináculo das competições nacionais é incompreensível. A explicação dada pela FPV só adensou a ideia de estarmos perante um dos mais lamentáveis episódios recentes no desporto português. O contexto pandémico, ao contrário do manifestado pela federação, não justifica a ausência. Ambas as equipas viajaram, também os árbitros e outros o fizeram, repetindo aquilo que todos os intervenientes na modalidade praticaram ao longo da temporada, expondo-se ao vírus em prol do voleibol. Com esta decisão, os dirigentes federativos não fizeram mais que demonstrar um profundo autismo quanto ao papel que lhes é confiado, um gritante amadorismo e um manifesto desrespeito por quem tanto se dedicou ao longo do ano.
E um aspecto lateral, mas que conviria acautelar: ao comentador das transmissões da RTP Açores (nada a apontar aos jornalistas) só lhe faltaram os pompons para parecer cheerleader afecto ao clube da casa. Não foi desrespeitador para com o Benfica - e era só o que faltava -, mas há limites para o sectarismo. Ainda duvidei se não estaria a ver uma emissão da Fonte do Bastardo TV...

P.S.: Tivemos um penálti a nosso favor no campeonato!!!!!!!"

João Tomaz, in O Benfica

Os 12 da Terceira


"Aquelas 12 pessoas que, no fim de semana passado, vieram in loco a conquista do novo campeonato nacional de voleibol masculino, somos nós Cada um daqueles 12 indivíduos que puderam estar presentes nas bancadas do Pavilhão do Complexo Desportivo Vitorino Nemésio, na Ilha Terceira, representa cada benfiquista que genuinamente vibra e sofre com as vitórias e as não-vitórias do Sport Lisboa e Benfica.
A pandemia transformou tudo, e os adeptos desportivos continuam a não poder apoiar as suas equipas nos pavilhões, nos estádios ou nas pistas da imensa maioria do nosso país. A exceção, para já, é a região autónoma dos Açores, e foi justamente lá, na Praia da Vitória, que aconteceram os segundo e terceiro jogos da principal divisão masculina de voleibol. Benfica e Associação de Jovens da Fonte do Bastardo, actualmente as duas melhores equipas da modalidade, em Portugal, puderam jogar com público.
Na dança dos bilhetes, uma dúzia sobrou para adeptos do SLB, encabeçados pelo presidente da Casa do Benfica da Ilha Terceira, José Duarte Nunes. Perdoem-me os e as restantes 11 Benfiquistas - assim mesmo, com B maiúsculo - por não saber o vosso nome, mas acreditem que todos nós, anónimos adeptos, sentimos e partilhamos a vossa paixão em cada ponto ganho, em cada set conquistado, e no final, na festa possível.
Todos temos saudades de apoiar os nossos atletas e a equipa, qualquer que ela seja, independentemente da modalidade, do género ou da idade. O que aconteceu no sábado e no domingo passados nos Açores foi um elixir em tempo de doença, uma saudade boa de quando o podíamos fazer livremente. Cada um de vocês ali, a puxar, a gritar, a festejar, foi mesmo como se tivesse sido eu. Obrigado por terem lá estado em nosso nome."

Ricardo Santos, in O Benfica

5 de Abril de 2021: uma data para a história


"Em 22 de Abril de 1500, uma frota portuguesa comandada por Pedro Álvares Cabral ancorava perto do Monte Pascoal, descobrindo o Brasil. Às 20h17 do dia 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong e Buzz Aldrin registavam o primeiro contacto físico do ser humano com a superfície lunar. Na segunda-feira passada, cerca de 18 minutos depois das 19h00, Rafael Silva foi derrubado dentro da área, e Luís Godinho assinalou o primeiro penálti a favor do Benfica na Liga 20/21. De vez em quando lá se vai fazendo história, mas não é todos os dias que estamos cá para assistir. Três acontecimentos, vantagens diversas.
O esforço da tripulação quem em 1500 arrancou de terras portuguesas até encontrar o Brasil lá do outro lado do mundo permitiu, alguns séculos mais tarde, conhecermos o Mozer, o Isaías, o Luisão e o Jonas.
O homem não pisa a Lua desde 1972, no entanto não poderá esperar muito mais até organizar nova viagem. Se não queremos correr riscos, alguém tem de ir resgatar a bola que o Bryan Ruiz para lá atirou em 2016, não vá ela rebolar até à cabeça de um extraterrestre e dar-lhe ideias de invadir a Terra.
Ao fim de 25 jornadas, o Benfica teve o primeiro penálti a seu favor no campeonato.
Dizem, alguns, tratar-se de um registo normal em função da menor produtividade ofensiva. O Santa Clara que já beneficiou de 7 castigos máximos, tem 28 golos marcados. O Gil Vicente, também com 7, marcou 24. O Benfica apenas teve a primeira grande penalidade ao 43.º golo, porém eu compreendo este medo do desconhecido que sempre existiu. Agora ficámos todos descansados. Houve um penálti para o Benfica, e ninguém viu cair o Carmo, a Trindade nem outra construção qualquer. Um pequeno milagre."

Pedro Soares, in O Benfica

De um lado para o outro


"A nossa brilhante equipa de voleibol arrasou nos playoffs para decisão do título nacional e, com uns claros 3-0, 3-0, 3-0, despachou com eloquência e sem apelo os açorianos da Fonte do Bastardo. Já nas meias-finais, diante do Sporting, após um apertado 3-2 no primeiro jogo, não mais os comandados de Marcel Matz cederam qualquer parcial. Não restaram, pois, quaisquer dúvidas acerca de qual a melhor equipa portuguesa da actualidade. Este foi o sexto título encarnado nos últimos oito possíveis, o que é também definidor da hegemonia que o Benfica tem conseguido materializar no vólei português.
Porém, ao contrário do que seria natural numa final como esta, a taça não foi entregue. Não esteve presente ninguém da Federação, segundo o seu responsável máximo, porque: 'nesta altura, não faria sentido andar com a taça de um lado para o outro'.
Ora, as equipas andaram de um lado para o outro, os árbitros também, e não se percebe qual o drama de fazer deslocar um funcionário com o troféu para a eventualidade de ali haver campeão - o que, aliás depois do resultado do segundo jogo, parecia bastante expectável. De resto, até houve público nas bancadas, e deixo aqui um aplauso especial para a Casa do Benfica da Terceira, que nunca faltou com o apoio à nossa equipa.
A FPV revelou, com este episódio, um tremendo amadorismo, que contrasta com o rigoroso trabalho que jogadores e técnicos hoje executam nas principais equipas. E faltou ao respeito, não só ao Benfica, também à Fonte do Bastardo, ao próprio voleibol, mas sobretudo aos Açores e aos açorianos - tratando-os como portugueses de segunda."

Luís Fialho, in O Benfica

Voleibol de elite?


"Em 27 de Março, após derrotar por 3-0 a poderosa equipa da Fonte do Bastardo, Marcel Matz deixara o aviso - 'Vamos aos Açores tentar vencer pelo menos um jogo e tentar trazer a decisão para um quarto desafio. Vai ser muito complicado, mas vamos com a vitória em mente'. Muitos pensaram que se tratou de um mind game, mas não foi. Marcel Matz sabia que os açorianos tinham sido mais fortes da II fase, vencendo os dois jogos frente ao SL Benfica, quer em casa, quer na Luz. E com vitórias por 3-1. Quando muitos prognosticavam que a nossa equipa estava velha, esgotada e cansada, eis que o genial técnico brasileiro conseguiu tirar o melhor dos 14 notáveis jogadores do plantel. A dupla jornada, na Praia da Vitória, afigurava-se como uma missão impossível. Mas Rapha, Bernardo Silva, André Lopes, Peter Wohlfahrstatter, Ivo Casas, Hugo Gaspar, Marc Honoré, Afonso Guerreiro, Theo Lopes, Miguel Sinfrónio, Zelão, Tiago Violas, Japa e Nuno Pinheirom puxaram dos galões, realizando duas exibições 'à Benfica'. Apoiados pelos sócios incansáveis na nossa Casa na Ilha Terceira, os dois recitais confirmaram a política desportiva certa. A conquista do 9.º campeonato ficou marcada por um dos mais graves e lamentáveis episódios no desporto nacional. A Federação Portuguesa de Voleibol não compareceu naquele que seria o último jogo da III fase da divisão de elite, que apurava o campeão. Invocando a pandemia de covid-19, a Federação e os seus dirigentes revelaram uma tremenda incompetência e falta de sensibilidade. O seu presidente pode indicar as razões que quiser. Nada apagará este momento vergonhoso de uma federação financeira pelo Estado. A falta de respeito pelos dois melhores clubes de actualidade devia levar à demissão de toda a direcção."

Pedro Guerra, in O Benfica

Desconfinar


"Esperámos por isto, porque precisamos disto como de pão para a boca! Mas teremos ainda de saber manter o sangue-frio, cultivar o distanciamento social e manter a máscara e o álcool sempre à mão. Não será difícil, seja porque o preço a pagar foi, é, e será muito alto se facilitamos agora novamente.
Tirando isso, é voltar à escola, sentar na esplanada, praticar desporto, retomar um bocadinho da vida que tomávamos por garantida há apenas dois anos e que agora teima em escapar-nos como uma miragem no horizonte.
Mais cedo do que tarde, virão as consequências sociais desta terrível pandemia do século. Nessa altura, como sempre, estaremos cá todos para as enfrentar e vencer em comunidade. Para isso teremos de combater, colectiva e individualmente, o individualismo e o isolamento que se possa ter instalado na nossa sociedade. Numa palavra: teremos de reinventar a proximidade social para combater as chagas do distanciamento social de má memória. E nessa altura, há um lema e uma mística benfiquista que, como sempre, falarão alto em todos nós para consertar os males do mundo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
Afinal é possível! Ao fim de 25 jornadas, apesar das várias oportunidades perdidas, desde o início da prova, de que os árbitros dispuseram para tomar decisões justas, lá tivemos um penálti assinalado a nosso favor;

6
São já os jogos consecutivos da nossa equipa de futebol sem qualquer golo sofrido na Liga NOS, um registo que só por 8 vezes foi superado no historial benfiquista na competição. A última destas séries ocorreu em 2014/15. Olhando ao cronómetro, são 635 minutos sem golos sofridos, ainda longe dos 847 de há 6 anos (incluindo tempos adicionais);

9
Somos campeões nacionais de voleibol pela 9.ª vez, a 6.ª nas últimas 8 temporadas (concluídas). Tem sido notável o percurso benfiquista recente nesta modalidade. Finalmente chegámos ao pódio dos campeões nacionais. Com a conquista de Campeonato e Supertaça nesta época, passámos a ser o clube com mais troféus ao mais alto nível no voleibol em Portugal (ressalvando, claro, que há troféus mais importantes que outros);

10
Com o golo apontado ao Marítimo, Waldschmidt atingiu a melhor marca pessoal de golos numa temporada em competições oficiais ao serviço de clubes;

100
Emílio Andrade Júnior, sócio n.º 1 do Sport Lisboa e Benfica, completou 100 anos de vida no passado 2 de Abril. Muitos parabéns!

192
Número de jogos, incluindo particulares, de Rafa e Cervi de águia ao peito, o que lhes permite figurar no top 100 deste ranking (98.º). Igualaram o registo de Miguel e Fejsa. No actual plantel, Pizzi é o que tem a posição mais alta, a 33.ª, com 347 partidas. Nené lidera com 802."

João Tomaz, in O Benfica

Bronze de Bragança!!!


Mais uma medalha importante na carreira do Rui Bragança, desta vez o Bronze no Europeu de Taekwondo, categoria de -58Kg.
Um dos atletas com potencial para conquistar uma medalha em Tóquio neste Verão...

Olheiro BnR | Tomás Araújo, o agente CIA (Central Inteligente e Astuto)


"Apesar da má fama e do parco proveito no que respeita ao lançamento de jovens jogadores da formação, consta que Jorge Jesus tem apreciado o talento e o trabalho de Tomás Araújo. As participações do central de 18 anos nos treinos do plantel principal têm-se tornado mais frequentes, apesar de ser altamente improvável que o jovem famalicense se estreie na equipa A na corrente época. 
Com Otamendi e Lucas Veríssimo como os centrais pela direita que JJ tem à sua disposição, será quase impossível que o técnico português se enamore o suficiente pelo “72” do SL Benfica B para apostar verdadeiramente nele. Araújo – um dos muitos da formação do Seixal – tem, no entanto e por certo, um futuro demasiado promissor para ser travado pela ausência de aposta nos jovens encarnados.
O defesa de 1,87m prima pela técnica acima da média para a posição, não estando, todavia, despojado dos fundamentos mais básicos que devem assistir qualquer central, mostrando-se competente no um para um defensivo, no jogo aéreo – sobretudo quando consegue antecipar-se e evitar a disputa mano a mano pelo ar – e na conquista da bola pelo uso do corpo, ainda que, pelos seus 81Kg, utilize mais a sua inteligência posicional do que o físico.
É precisamente a inteligência que mais valoriza Tomás Araújo. Apesar da tenra idade, parece conhecer o jogo como se de um jogador experiente se tratasse, errando pouco e, geralmente, sem gravidade. Defensivamente, a ausência de erros graves deve-se muito à sua postura exemplar, profissional e madura em campo, sendo um central que prefere não arriscar.
Araújo controla muito bem o espaço nas suas costas e usa a sua leitura de jogo para fazer as necessárias compensações e dobras, estando a sua parceria com Morato cada vez mais aprimorada também graças a isso. De resto, os centrais português e brasileiro, que têm sido aposta sólida de Nélson Veríssimo, complementam-se bem e não entram em choque, apesar de serem ambos líderes dentro de campo. 
Tomás, contudo, apresenta uma liderança menos vocal, preferindo liderar pelo exemplo e pela manutenção de uma tranquilidade anormal para um jovem que defronta, jornada após jornada, adversários com literalmente o dobro da sua idade.
Na saída de bola, não tem medo de arriscar, fazendo usufruto da sua muita qualidade de passe, possibilitando à equipa saltar linhas ou cruzar setores com apenas um toque na bola. Nas subidas à área adversária, ajuda a criar perigo nos lances aéreos, mas mostra-se pouco prolífico, tendo apenas um tento apontado na corrente época.
Se o seu ritmo de crescimento se mantiver, o Sport Lisboa e Benfica terá em Tomás Araújo uma opção central bastante válida, dentro de um par de anos."

Agente Macron


"Para o jogo de Sábado do Benfica na Mata Real contra o Paços de Ferreira, foi nomeado o árbitro Hugo Miguel, ou para os amigos, o agente Macron.
Curiosamente e coincidentemente, o Benfica não ganhou nenhum jogo esta época com o Agente Macron a apitar. O primeiro foi no Bessa contra o Boavista, num arraial de porrada permitido durante todo o jogo aos jogadores do Boavista (um total de 31 faltas!!!!). O segundo em Faro contra o Farense, num jogo onde deixou por marcar dois penaltis, um sobre Rafa, outro sobre Taarabt. Coisa pouca, portanto.

Por outro lado, todos os jogos apitados pelo Agente Macron de Calor da Noite e Cashball...ambos ganharam todos! Que coincidência, caraças!
Entretanto, perante estes dados factuais, o Benfica continua calado, sem reagir proactivamente e sem denunciar estas coincidências.
Enfim..."

Encomenda!


"Paços de Ferreira-Benfica
Árbitro: Hugo Miguel
No último jogo que apitou do Sport Lisboa e Benfica ficaram por marcar 2 penáltis, um sobre Rafa e outro sobre Taarabt.
A juntar ao seu rico histórico de prejuízo em relação ao SL Benfica, era uma das escolhas óbvias do CA.
É preciso travar!"

Benfica Podcast #403 - Easter Monday, PK miracle

“Aimar tem razão…”


"…falamos muito sobre a falta de criatividade dos jogadores de hoje, mas falamos muito pouco acerca das razões que levam a esse fenómeno que cada vez mais empobrece o futebol. 
El Mago está certo e tem toda a razão. Algo que nem sempre acontece com o ser humano comum, mas que em Aimar faz todo o sentido dada a sua inteligência, personalidade e coerência.
Como podemos esperar criatividade se, desde tenra idade e cada vez mais, os jovens atletas são confrontados com automatismos tácticos na sua formação de base? E, quando não é na formação de base, deparam-se com isso na sua formação complementar? Ou, em última instância e quando têm a sorte de passar ao lado das castrações tácticas na Formação, chegam aos Seniores e são incompreendidos?
O mais curioso é que a culpa é nossa, da maioria dos agentes do Futebol. Porque a maioria ainda está imensamente mais preocupada com os resultados em si do que com o caminho (processo) que os podem levar aos mesmos. Porque a maioria ainda acredita que um possível título nos sub-9 ou sub-11 possa vir a ser uma rampa directa para a Liga dos Campeões. Porque a maioria ainda não percebeu como lidar com a criatividade de um jovem jogador dentro da sua ideia e do seu modelo de jogo.
Além disso, a maioria ainda não percebeu que o erro faz parte do processo evolutivo e que sem erros não existe evolução. A maioria ainda não compreendeu que, o miúdo que aos 10 anos consegue ter sucesso 5 vezes em 10 tentativas, deve ser encorajado a melhorar, pois com o trabalho certo esse mesmo miúdo chegará aos Seniores com uma taxa de sucesso no 1x1 muito superior.
A culpa é da maioria que ainda renega o que não compreende. Muitos treinadores ainda não perceberam que, muitas vezes, um jovem atleta vê coisas que nós não vemos e executa consoante essa visão. A culpa é da maioria que ainda inveja o que não compreende. Muitos Encarregados de Educação preferem anotar as perdas de bola do que exaltar os lances de magia que ajudaram a desbloquear o jogo. A culpa é da maioria que ainda não percebeu que o intuito da Formação é ensinar, dar bases e formar os jovens atletas, de modo a que os mesmos possam chegar aos Seniores nas melhores condições possíveis. A culpa é da maioria que ainda opta por ficar com jovens jogadores no plantel porque são menos dispendiosos e ajudam a “fazer número” para os treinos.
Por isso é que Aimar tem razão. E não só tem razão como explica o que faz e faz o que explica nos seus treinos, com os jovens argentinos que lhes chegam às mãos. Basta pesquisar as entrevistas dadas pelo antigo maestro argentino para se perceber que assim o é.
El Mago é coerente e a coerência é outra coisa que ainda falta ao Futebol. Muitos partilharam a entrevista de Aimar, mas quantos faze, de facto, treinos que não são automatizados e robotizados? Quantos resistem às pressões externas, de Directores, Investidores, Encarregados de Educação, dos resultados menos bem conseguidos?
Falamos muito sobre a falta de criatividade no futebol, no quão previsível e organizado o mesmo se está a tornar, no quão difícil está a ser encontrar espaços e caminhos para o golo. Falamos muito, mas fazemos pouco.
Essa é que a verdade. E assim continuará a ser, a menos que alguém dê o primeiro passo e se imponha perante aquilo que está à vista de todos, mas que muito poucos ousam assumir: temos e somos uma cultura resultadista e imediatista e valorizamos muito mais o produto final do que o processo que nos leva ao mesmo. Entre ganhar de qualquer maneira (mesmo que seja sem saber ler nem escrever) ou ganhar porque se fez o que se trabalha e perder porque não se fez o que se trabalha (a linearidade desta afirmação é discutível, mas uma equipa que saiba o porquê de ganhar e perder para lá do chavão “porque marcámos mais um golo ou porque sofremos mais um golo” é uma equipa bem orientada) existe uma diferença tão grande e abismal como as Fossas Marianas.
Aimar tem razão…e tão bom seria se assim não fosse…"

Tóquio #8: Luciana Diniz

Muito mais do que desporto: quando o mundo pára para ver o maior evento multidesportivo


"De quatro em quatro anos, ou de dois em dois se consideramos os Jogos Olímpicos de Inverno, o Mundo para pelo prazer de acompanhar o maior evento multidesportivo: os Jogos Olímpicos. Bom… talvez o Mundo não pare, mas há certamente um número considerável de pessoas que, durante 16 dias, muda a sua vida para acompanhar as competições dos atletas do seu país ou de outros heróis do desporto. Todos queremos que os nossos favoritos se superem e, se possível, conquistem a tão desejada Medalha Olímpica!
Sabemos que uma performance de alto nível é o resultado de anos de preparação e do contributo de vários profissionais das diversas áreas das ciências do desporto. Mas não é para o campo de jogo que eu quero focar a atenção!
Nos Jogos Olímpicos combina-se o desporto com a educação e cultura e, para cada edição, é criado um imaginário que transforma a cidade-sede num novo lugar envolto numa espécie de magia. Este imaginário vai sendo construído ainda antes dos Jogos começarem. Nos meses que antecedem a Cerimónia de Abertura, o Comité Organizador divulga alguns elementos dos Jogos e o simbolismo dos mesmos: a marca, o lema, as medalhas, as mascotes, a Tocha Olímpica… Para além destes elementos, é acesa a Chama Olímpica em Olímpica, dando início ao Percurso da Tocha Olímpica que anuncia o evento, e é lançado o apelo à Trégua Olímpica através de uma resolução da Organização das Nações Unidas.
Durante o período dos Jogos, a cidade-sede enche-se de novas cores. Para além do colorido dos equipamentos das Missões de cada um dos países, os espaços desportivos, os transportes, a Aldeia Olímpica, os locais e monumentos mais emblemáticos da cidade são decorados para criar o aspeto visual e promover o lema escolhido pelo Comité Organizador para aquela edição dos Jogos.
A Cerimónia de Abertura é talvez o momento em que melhor se percecionam as ligações à educação e cultura. Neste espetáculo são combinados os vários elementos protocolares com um programa artístico que é um convite para descobrir a história e a cultura do país anfitrião, através da representação, música, dança, entre outros.
A primeira mascote oficial foi o cãozinho Waldi, nos Jogos de Munique 1972. Desde então, estas personagens que representam animais, figuras humanas ou outras criaturas estão presentes em todas as edições e interagem com atletas, público ou qualquer outra pessoa contribuindo para o ambiente festivo dos Jogos e para a promoção da mensagem destacada nessa edição.
Para que esta festa do desporto se possa realizar são importantes os contributos de milhares de pessoas com inúmeras funções. Gosto particularmente de referir os voluntários. Vêm de todos os pontos do planeta e, durante dos Jogos, estão em todos os lugares. São de tal forma importantes para o sucesso dos Jogos que existe um segmento da Cerimónia de Encerramento dedicado a reconhecer e agradecer o seu contributo.
O final dos jogos é assinalado pela extinção da Chama Olímpica na Cerimónia de Encerramento, mas a visão do Movimento Olímpico de construir um mundo melhor e mais pacífico através do desporto nunca se extingue e é reforçada a cada nova edição dos Jogos Olímpicos."

Fever Pitch - João & David... Inglaterra!

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Força Benfica!


"Aproxima-se mais um fim de semana de emoções fortes, com várias das nossas equipas a entrarem em ação em busca de triunfos importantes.
No futebol, a deslocação ao reduto do Paços de Ferreira (sábado, às 20h30), quinto classificado e uma das sensações da Liga NOS, reveste-se de grande dificuldade. O percurso pacense tem merecido muitos elogios, pelo que se antevê uma visita complicada. Naturalmente, não obstante a reconhecida qualidade do próximo adversário, a nossa equipa procurará manter-se na senda vitoriosa em que se encontra. A equipa B receberá o 3.º classificado da Liga SABSEG, o Feirense, no domingo, às 17h00.
No basquetebol temos a possibilidade de conquistar um título, em concreto a Taça de Portugal. As meias-finais serão disputadas no sábado, às 15h00, frente ao Imortal, o 4.º classificado da Liga Placard. Em caso de vitória, lutaremos pelo triunfo no domingo, a partir das 16h00.
Aos nossos hoquistas esperam-lhes dois embates a contar para a Liga Europeia. Integrados no grupo C, defrontarão, no Luso, o HC Deportivo Liceo no sábado, às 18h00, e o Barcelona no domingo, às 20h00. 
Quanto às equipas femininas, teremos desafios de andebol, basquetebol, hóquei em patins e voleibol. 
No andebol jogaremos em Alpendorada e, na Luz, com o Colégio de Gaia, respetivamente 6.º e 7.º classificados. Continuamos na 2.ª posição, com 12 partidas realizadas, a 3 pontos do líder.
No basquetebol, prosseguem os quartos de final do play-off da Liga Skoiy. Depois da vitória conseguida em Vagos, na semana passada, o jogo 2 terá lugar na Luz, sábado, às 16h00. Em caso de vitória seguiremos para as meias-finais, caso contrário o jogo derradeiro da eliminatória será realizado no domingo, também na Luz, às 16h00.
No hóquei, as heptacampeãs nacionais e líderes do grupo 1 da 2.ª fase terão pela frente a Sanjoanense, 3.ª classificada, em São João da Madeira (domingo, 17h00).
Finalmente, no voleibol, o segundo jogo com o Sporting do play-off para apuramento do 3.º classificado está agendado para sábado, às 16h00, em Alvalade. Caso vençamos haverá a necessidade de realização do terceiro jogo (domingo, 18h00).
Serão muitos os jogos para vermos e apoiarmos o nosso Benfica, mesmo que apenas em frente dos televisores.
De Todos Um, o Benfica!"

Simão Sabrosa | O bom filho a casa torna


"Simão Sabrosa vai integrar o departamento de formação das “águias” a partir da próxima época. O ex-jogador do Sporting CP e SL Benfica tem vindo a ser falado pelos responsáveis encarnados nas últimas semanas e o próprio já confirmou à Sport TV que “as conversações estão bem encaminhadas”.
Apesar das primeiras notícias terem dado como certa a função de liderar a equipa sub-23 do clube da Luz, Luís Filipe Vieira prefere que Simão Sabrosa inicie o seu percurso na estrutura, enquanto frequenta o curso de treinadores nível B da UEFA.
Apoiante do atual presidente do SL Benfica nas eleições de 2020 e amigo próximo de Rui Costa e Luisão, Simão Sabrosa jogou seis anos no Sporting CP – dos 15 aos 21 – e transferiu-se para o FC Barcelona por três milhões de euros em 1999. Dois anos depois, o mesmo voltou a Portugal para jogar do outro lado da Segunda Circular, no SL Benfica.
O clube da Luz pagou cerca de 13 milhões de euros e Simão Sabrosa vestiu a camisola das “águias” mais de 230 vezes, marcando 94 golos. Em 2007, o Club Atlético de Madrid pagou 20 milhões de euros e fez regressar o extremo a Espanha. O ex-internacional português ainda jogou no Besiktas JK, RCD Espanyol de Barcelona e NorthEast United FC, da Índia.
Simão Sabrosa despediu-se dos relvados em 2015/16, e prepara-se, agora, para assumir novas funções no mundo do futebol."

Lanças...

Contas...

O Cantinho Benfiquista #45 - Falta de Eficácia

O Cantinho Benfiquista #44 - Finally A Penalty

A cor das camisolas!!!


"A arbitragem portuguesa em mais um exemplo de imparcialidade.
A cotovelada de Pote foi uma simples falta. Na Luz, Taraabt viu amarelo e um golo anulado.
Coincidências."

PortoaoColo, in Facebook

PS: No lance com o Lagarto, depois do árbitro marcar a falta (sem cartão), ainda protestou e chutou a bola para longe...!!!
Sendo que como é visível o Adel nem sequer tocou na cara do adversário...

Baba e ranho!!!


"Mudámos para o Porto Canal (antiga TVI) e apanhámos o Blind Guedes e o Cândido Costa a queixar-se de um penalti. Mudámos para a CMTV e estava o BitóPinto desesperado a chorar baba e ranho por um penalti. Tudo isto por um lance de uma festinha nas costas. Que ainda por cima é fora da área. Estão tão mal habituados!...
Dominam completamente a Comunicação Social toda e aproveitam para simultaneamente meter ainda mais coação nos árbitros Portugueses.
Estamos fartos deste vale tudo!"

Mal habituados!!!


"Já começou a propaganda de deturpação do FC Porto e avençados.
O início do contacto dá-se fora da área e o Marega atira-se dentro da área. A falta, a ser assinalada, é sempre no local do contacto e não onde termina. Não obstante, temos sérias dúvidas que o contacto seja sequer suficiente para ser punível com infracção, reconhecendo, contudo, que se fosse na Liga Portugal seria grande penalidade para o FC Porto. Força do hábito.
Lance visto noutro ângulo:


Chorem mais."

Futebol: baile de máscaras


"Comecemos por uma evidência: numa bancada de um jogo de futebol dá-se, num repente e como por encanto, uma cataléptica irmanação emocional entre todos os representantes dos diferentes segmentos da sociedade - como se um primarismo pulsional a todos unificasse e fundisse num espaço magmático de indiferenciação social. Por alguma razão o nosso escritor-filósofo, Vergílio Ferreira, asseverava que “o futebol é a única sociedade sem classes conhecida” - sim, porque a outra, a política, mantém a conveniente aura de cantante utopia.
Mas importa uma verificação mais: nos começos deste surpreendente e magnético desporto, as coisas não eram bem assim: ia-se, em clima de romaría, ao espectáculo de futebol de domingo à tarde na sequência ritualística da missa a que se assistira pela manhã. As fotos das multidões apinhadas à volta das Falésias ou das Amoreiras mostram como a maioria trajava a rigor para o efeito: homens, sim homens, que, pela rijeza das pelejas, o futebol começou por ser coisa de homens de barba rija, de chapéu e irrepreensivelmente engravatados - alguns de colete e relógio de bolso e tudo.
O campo de futebol era então um espaço de fascinatória magia e até de uma difusa sacralidade: de paixão, seguramente, mas de respeito também. Mas, quando a paixão levou de vencida o respeito e se expandiu como uma epidemia, encetou-se um perigoso processo irruptivo do que, no baixio das gentes se mantivera de certo modo reprimido por força da acção controladora do fisco social - e eis que veio à tona o já referido primarismo pulsional, forjando, com inquietante eficácia, aquilo que Gustave Le Bon consagrou como a constitutiva imbecilidade das multidões, ao verificar que há sempre uma “unidade mental” a caracterizá-las.
Se, nos primórdios, todos caprichavam para se apresentarem no evento vestidos a rigor, agora todos se esforçam, rigorosamente, por se apresentarem o mais informalmente possível - e é essa informalidade que dá forma e conteúdo a esta curiosa sociedade sem classes. Vejamos, entretanto, algumas razões que ajudem a explicar a popularidade do futebol:
Desde logo, o teor flagrantemente transgressivo da sua gestualidade-padrão: o facto inusitado e estranho de ser jogado não com as mãos do “homo habilis”, o “instrumento de civilização “ (Diógenes de Laercio), mas com os pés, essa parte do corpo tão pouco prestigiada na panóplia da instrumentalidade humana: o máximo de reconhecimento vem-lhes do seu papel na locomoção. Mas este rasgo de tamanha subversão é que explica o generalizado espanto e o fascínio por tão bizarro jogo. 
Por isso, o estádio detinha a exclusividade simbólica, pois era lá onde toda a magia acontecia: o campo concitava todas as atenções, porque era nesse enlameado palco que o tropel das emoções irrompia. Em sentido contrário e com a captura do espectáculo pelos “média”, deu-se a dinamitação do espaço público do jogo e, com isso, a diluição da originária matriz multitudinária do espectáculo futebolístico que passou a ser massivamente oferecido ao domicílio e em pacotes de conveniência: um espectáculo cada vez mais padronizado e asséptico - a coreografia bélica vem sendo substituída por um tabuleiro de xadrez, silencioso, entediante e, pior que tudo, fraudulento.
A rusticidade e a virilidade dos primórdios têm vindo a dar passo a um aparentemente irreversível processo de descaracterização dum futebol cada vez mais encenado e menos jogado: a moda da cotovelada sem tocar sequer no adversário virou versão manhosa da clássica dor de cotovelo, sem dúvida, uma das maleitas mais estimadas pelos portugueses. Sim, a coreografia do cotovelo com a sonoridade estridente do grito fingido é o bastante para fazer parar a dança e fazer entrar em campo uma junta médica e meia dúzia de fisioterapeutas, quando não a ambulância dos bombeiros; isto tudo enquanto o inditoso campeão lança um olhar furtivo por baixo do cotovelo (sempre o cotovelo!), para avaliar o efeito da sua farsa - e confirmar que o homem do apito está suficientemente comovido: uma vigarice!
O futebol, matricialmente multitudinário e apaixonante, está a ficar cada vez mais parecido com um recreio de noviças - saltinhos e guinchos. Tudo ao serviço da manha e da ratice que, por sua vez, servem o moderno deus - o lucro. Com a ausência do público nas bancadas, a farsa torna-se mais sonora e grotesca. E dou comigo a sentir saudades daquele outro tempo - o do garrafão e dos tremoços. Já para não falar nas bifanas e nos coiratos."

Fever Pitch - João & Juanjo... Itália!