Últimas indefectivações

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nulo... mas desta vez, com vitória!!!

América 0 (3) - (4) 0 Benfica


Desta vez o sono ganhou, mas hoje de manhã a Box voltou atrás!!!
Além do problema da altitude na Cidade do México, é bom recordar que este foi o 3.º jogo em 5 dias (Sexta. Domingo, Terça), com várias viagens pelo meio, e com temperaturas elevadas. Portanto nunca esperei um jogo de alta rotação, bem pelo contrário...

A 1.ª parte foi interessante, a primeira oportunidade foi do América, mas depois só deu Benfica, não criámos tantas oportunidades como no jogo com o Red Bull, mas tivemos o domínio da partida... apesar do ritmo baixo. Com o Carcela a destacar-se. No 2.º tempo, as alterações, e o cansaço, acabaram por tornar o jogo ainda mais lento... Após a expulsão do jogador Mexicano, não tivemos força, nem 'jogadores' na frente, para aproveitar a vantagem!!!

Um dos problemas nos jogos anteriores, foi a falta de pressão, sobre o portador da bola, algumas vezes em zonas perigosas. No Azteca notou-se melhorias neste aspecto, houve claramente palestra sobre este pormenor, mas quando o ritmo baixou, voltámos a dar demasiado espaço... Mas creio que no momento da entrada do Samaris e do Cristante, foi evidente as intenções do treinador, em fazer subir a linha de meio-campo... agora temos que fazer isso, durante mais tempo.
Agora as linhas defensivas, já estão lá... mas é preciso manter as dinâmicas dos anos anteriores, com pressão sobre a bola, e com os extremos, a compensarem no meio, a basculação dos médios centros...
Ofensivamente, continuamos a colocar pouca 'gente' em zona de concretização. Muito se tem falado dos esquemas usados, parece-me claro que o posicionamento continua a ser o 442, mas como em vez do Lima, temos tido Talisca, Djuricic, Taraarabt (e hoje a espaços, o Nico), a dinâmica é outra... E em vez, de um jogador com movimentações de ponta-de-lança, que 'ataca' a área, criando linhas de ruptura, atraindo os centrais, temos tido jogadores com características de '10', que recuam demasiado, deixando o Jonas (ou Jonathan) muito isolados... Este aspecto voltou a ser evidente, esta madrugada...
Com pouco jogadores nos últimos 15 metros, também não gostei de ver uma aparente anarquia ofensiva, não pode ser somente a inspiração momentânea de cada jogador a decidir, temos que ter movimentações programadas...

Nas últimas épocas, nas partidas mais difíceis pedimos várias vezes ao treinador anterior, para alterar o esquema, optando por esta alternativa (menos um avançado: mais um jogador no meio-campo), mas isso nunca aconteceu...!!! Agora, espero que esta 'experiência' seja exclusivamente a preparação para o jogo com Sporting!!! Porque na 1.ª jornada da Liga, contra o Estoril na Luz, temos que jogar com dois jogadores, com rotinas de ponta-de-lança...
Sendo que o próprio Jonas, perde 'qualidade', jogando sozinho na frente... Por isso é obrigatório, ir ao mercado, procurar um avançado de área, com qualidade suficiente para entrar de caras na equipa...
(Um aparte: parece que o Judas também está a preparar a sua equipa, exclusivamente, para o jogo da Supertaça, usando o esquema, que mais dificuldades criou ao 442 do Benfica)!!!
Individualmente, destaco a entrada segura do Nuno Santos, só lhe faltou alguma confiança para tentar o 1x1, mas esteve muito bem no passe... Voltou a ser evidente os problemas nas Laterais: falta profundidade ofensiva ao Eliseu e no André Almeida, e parece que estes são os 'titulares' para o Vitória. O Marçal no 2.º tempo, deu mais profundidade, mas abriu vários buracos na defesa... O Talisca finalmente jogou na sua posição, atrás do Jonas, muito bem no passe, várias mudanças de flanco com sucesso, mas depois não conseguiu dar o apoio necessário ao Jonas na zona de finalização...

Finalmente tivemos um adversário expulso... justamente!!! Não sei se o problemas é do vermelho, mas os nossos adversários gostam de 'marrar' no Benfica!!! Este até foi o jogo mais 'soft' desta pré-época, mas mesmo assim... Acho que nunca assisti a um jogo, onde se tivesse jogado tantas vezes com a Mão na bola, acredito os FC Corruptos, têm aqui no América,  vários jogadores interessantes para contratar!!!

Um dos problemas de alguns Benfiquistas com o Lima, foram alguns penalty's importantes desperdiçados... se calhar, esses mesmo adeptos ainda vão desejar que fosse o Lima a marcar as futuras penalidades!!! Neste momento o Pizzi parece-me o jogador mais fiável nesta situação. O penalty falhado pelo Jonas, foi muito mal marcado...!!!

PS: Nos primeiros 3 jogos, foram muitas as referências às 3 'derrotas' do Benfica na comunicação social. A SIC por exemplo, repetiu a 'notícia' milhares de vezes. Hoje estava curioso, para perceber qual seria o 'título' na SIC. No Jornal da Tarde, na peça de abertura, a postura foi imediatamente clara: "Benfica finalmente vence, mas só nos penalty's"!!! O curioso, é que no jogo da Fiorentina, na mesma peça de abertura, não houve nenhuma referência ao facto da 'derrota' do Benfica, ter acontecido 'somente' nos penalty's... Nada que não estejamos habituados...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Luto

Mais um prego no caixão do Tugão. É verdade que a Liga, hoje, vale pouco ('só' os direitos televisivos!!!), mas quando uma das personagens mais sinistras dos últimos anos do futebol português, chega a presidente do 'patronato', tendo saído do 'sindicato', fica claro o nível psicadélico do Tugão!!!
Quando alguém com obrigação de ser independente, decidiu campeonato atrás de campeonato (sempre para o mesmo lado...), com erros grosseiros, incontestáveis, e mesmo assim continua a ser tratado (por muitos...), como o melhor árbitro do Mundo e arredores... é claro que o nível de Alzheimer (auto-infligido!!!) no Tugão é elevadíssimo!!!
Fonte: BnR B

Entre hoje e amanhã

"O lastro que adquiriu em carreira na arbitragem mundialmente reconhecida e admirada confere a Proença estabilidade bastante para arriscar desafios noutras áreas.

Felizmente para a imagem do futebol português, sobejou uma réstia de bom senso na assembleia geral da FPF, necessária para eliminar o ridículo que seria aprovar o sorteio dos árbitros, uma bizarria patrocinada por Pinto da Costa, que tolera mal a independência proclamada por Fernando Gomes enquanto presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e por Bruno de Carvalho, que vê em Luís Duque um associado do emblema leão e como tal sujeito ao dever de obediência. Para dar mais vida à festa, nada melhor do que a colaboração espontânea e surpreendente de Pedro Proença, o melhor árbitro português de todos os tempos, o qual, embora integrado na estrutura europeia da arbitragem, resolveu enveredar por ínvios percursos e com misteriosa pressa, motivando o rumorejar que de há muito anuncia uma relação de má vizinhança ente ele e Vítor Pereira, o que só vem provar que por detrás de um bom árbitro se esconde uma personalidade complexa.
Basta ler com o mínimo de atenção a entrevista ontem publicada em A BOLA, com a assinatura do jornalista António Casanova. As questões estão lá, as respostas também, algumas a navegar em reticências, sim, mas uma a esclarecer o que faltava. Afinal, como diz ter dito sempre, Proença é a favor das nomeações. Diluíram-se as dúvidas. Não todas, porém, na medida em que faltou explicar por que motivo, sendo ele defensor das nomeações, aceitou ser patrocinado por dois clubes que perseguem solução contrária. Também não precisa dar-se ao incómodo de entrar em pormenores. Como pessoa culta, experiente e inteligente que é, sabe que nesta área específica do futebol a chamada opinião pública é tolerante, distraída e, regra geral, de fraca influência. De aí a hábil estratégia de passar ao lado dos temas mais sensíveis na intenção de os empurrar para o esquecimento. Foi isso o que voltou a fazer... Até aqui, com aparente sucesso, não sei se suficiente para lhe entregar a presidência da Liga nas eleições desta terça-feira, mas se não for agora, será na próxima. Basta querer. Chamem-lhe vaidade, desejo de poder, o que quiserem, mas o lastro que adquiriu em carreira na arbitragem mundialmente reconhecida e admirada, confere-lhe estabilidade bastante para arriscar desafios noutras áreas, provavelmente como dirigente de topo, com a certeza de que uma derrota hoje é o prenúncio de uma vitória amanhã. Afirmam-no a sua ambição, naturalmente, mais a sua juventude e a sua formação. Depende mais da vontade própria do que da pressão que terceiros queiram exercer, razão pela qual me parece ficar em vantagem se esperar: o tempo é seu aliado.
A FPF vai aproximar o modelo português de avaliação de árbitros daquele que se pratica na UEFA. Uma alteração cara, que vai custar 300 mil euros/ano, e que, objectivamente, nenhuma melhoria irá suscitar na qualidade das arbitragens. No essencial, procura trazer rigor às classificações, introduzindo elementos que vão salvaguardar os mais conceituados, leia-se os que ostentam as insígnias FIFA, de desagradáveis surpresas como a que se deparou a Marco Ferreira, de repente despromovido em consequência do seu (fraco) desempenho na temporada passada.
Ninguém seja ingénuo ao ponto de esperar a extinção de erros grosseiros ou o desaparecimento de lapsos com interferência nos resultados. Não é isso que está em causa. A medida visa apenas colocar alguma ordem na feira de vaidades que todos os anos, por esta altura, desemboca em gritaria provocada por diferenças de milésimas. No fundo, todos gostariam de continuar a intrometer-se no ordenamento classificativo ao longo da época, como terá sucedido durante anos e deu no que se sabe...
Aliás, logo no ano de transição do processo de classificações de árbitros da Liga para a Federação observou-se profunda mudança que explica quase tudo: em 2012, os cinco primeiros eram todos internacionais; em 2013, passaram a ser só três, aparecendo os restantes espalhados pelos 25 lugares, com Carlos Xistra em 19.º e Marco Ferreira em 20.º. Ora, não havendo prerrogativa especial para os internacionais, qual será o drama de preencherem os lugares menores da classificação? Nenhum. É por causa da vaidade. Depois há o perigo de o sistema colapsar e... revelar segredos que não convém que deixem de o ser."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Esta coisa de a meio de um raciocino qualquer, afirmar perontoriamente que o 'querido' Dr. Desdentado foi o melhor do mundo, e que é respeitado pelo universo e arredores, é daquelas coisas, que só a cegueira, ou a falta de coragem, podem explicar... O carneirismo militante é uma das principais razões, para o Tugão não sair da sarjeta...

O homem que era sexta-feira

"Josef Masopust foi a figura maior da selecção da Checoslováquia vice-campeã do Mundo em 1962 e do grande Dukla de Praga que defrontou o Benfica no ano seguinte. Era confesso admirador de Eusébio e «roubou-lhe» a primeira Bola de Ouro.

Pelo meio das curvas da vida, a recta infinita da morte. Desta vez o escolhido foi Josef Masopust. Escolhido ou colhido, tanto faz, porque a morte tem hora marcada como o touro na arena.
De repente, enquanto escrevia, lembrei-me do livro de G.K. Chesterton, «O Homem que era Quinta-Feira», obra prima do humor. E isto porque Masopust também é humor em checo: tempo de Carnaval iniciado na sexta-feira de cinzas...
Josef Masopust nasceu em Most, no Boémia do Norte, antiga Checoslováquia, em 1931.
No dia 17 de Junho de 1962 estava em Santiago do Chile disputando a final do Mundial frente ao Brasil. Não sabia ele que viria a morrer em Junho, mês da sua alegria. Aos 15 minutos faz 1-0 para surpresa universal. Checoslováquia e Brasil já se haviam defrontado na fase de grupos com um empate a zero. Depois, os brasileiros, campeões mundiais, deram a volta ao resultado por Amarildo, Zito e Vavá. Zito também morreu neste mês de Junho. Amarildo continua vivo.
A Checoslováquia tinha uma equipa brilhante (no Brasil preferem escrever Tchecoslováquia): Schrojf; Tichy; Novak; Pluskal e Popluhár; Masopust e Pospichal; Scherer, Kadraba, Kvasnak e Jelinek. Nomes estranhos de um tempo distante.
Masopust era forte, com uma técnica impressionante. Tanto jogava a médio-esquerdo como a médio-centro. Domínio exímio da bola, drible fácil e passe perfeito. Svatopluk Pluskal era o seu parceiro no Dukla de Praga (morreu em 2005). Jan Popluhár era estrela do Slovan de Bratislava (morreu em 2011). Tomás Pospichal foi figura do Banik Ostrava e do Slávia de Praga (morreu em 2003). Viliam Shrojf foi o enorme «keeper» do Slovan Brastilava e do Lokomotiv Kosice, antecessor do gigante Viktor (morreu em 2007).
Já quase nada resta da equipa vice-campeã do Mundo que calharia em sorteio defrontar Portugal no acesso ao Mundial de 1966 em Inglaterra.
Josef Masopust já era um dos eleitos, mas saiu do Chile com um prestígio formidável.
Jornalistas de 19 países europeus, correspondentes do «France Football», provavelmente a melhor publicação sobre futebol de sempre, formaram o colégio eleitoral que o elegeu como melhor jogador da Europa do ano de 1962. Cada um deles votava em cinco jogadores, atribuindo-se-lhes uma pontuação decrescente de 5 até 1. O 2.º classificado foi Eusébio.
CLASSIFICAÇÃO (pontos)
1.º Josef Masopust (Dukla de Praga).....65
2.º Eusébio (Benfica)......................53
3.º Schnellinger (FC Koln).................33
4.º Sekularac (Estrela Vermelha).........26
5.º Jurion (Anderlecht)....................15
6.º Rivera (Milan)..........................14
7.º Jimmy Greaves (Tottenham).........11
8.º J. Charles (Roma)......................10
9.º Galic (Partizan).........................10
10.º Gorocs (Ujpest)........................6
Águas ficaria com os mesmos quatro pontos de Kopa (Stade de Reims), Denis Law (Manchester United) e Sivori (Juvnetus), o vencedor da edição anterior.
Eusébio estava feliz. Logo no seu primeiro ano de Benfica era considerado um dos melhores do Continente. E dizia: «Talvez um destes dias possa pregar uma partida a Masopust».
Não foi preciso esperar muito.
Elogios atrás de elogios
No dia 6 de Março de 1963, Josef Masopust e Eusébio da Silva Ferreira encontraram-se frente a frente no Estádio da Luz sob o testemunho de 60 mil espectadores.
Eusébio: «Fiquei positivamente encantado com a equipa do Dukla. Extraordinária! E Masopust foi o melhor dos jogadores checos».
Masopust: «Eusébio! Que grande jogador! Um elemento como ele tem de ser rigorosa e duramente marcado». Troca de galhardetes no final. A partida pregara-a o Benfica: vitória por 2-1. E Mário Coluna dois golos.
Todos foram unânimes em elogiar a técnica e a arte dos checoslovacos. «Bola rasteira, permanente desmarcações, envolvendo os 'encarnados' numa teia pegajosa da qual era difícil ganhar a liberdade», escrevia Fernando Soromenho. Pecava no entanto por falta de eficácia. A eficácia que havia nos remates de Eusébio e Coluna a obrigar Kouba a desdobrar-se em defesas.
A viagem a Praga prevê-se terrível. E foi mesmo. Fernando Riera aplicou ao seu opositor um sistema rígido de marcações que deixou Kadek, Masopust e Brumovski longe das decisões do jogo e os avançados Jelinek e Kucera entregues a si próprios. O empate sem golos atirava o Benfica para as meias-finais e a caminho de mais uma final da Taça dos Campeões Europeus.
No «LÉquipe», Max Urbini escrevia: «Sacré Benfica!... Decididamente nada o faz dobrar quando se trata da Taça da Europa. Nem o frio, nem a neve, nem o futebol checo (na moda, após o Campeonato do Mundo do Chile), nem o eleito melhor jogador da Europa, que ontem recebeu a sua «Bola de Ouro», nem os vibrantes gritos de 'Dukla tp Doho!' - 'Em frente Dukla!!' - num estádio superlotado. Sacré Benfica!... A sua moral é de aço! Tinha necessidade de um empate para ter lugar na meia-final. Obteve-o e mereceu-o bem perante uma multidão que esperou a vitória dos seus até ao último segundo. E caía a noite quando a descida da colina de Strahov se fez sem alegria e até de cabeça baixa... E Eusébio, o grande Eusébio, confirmou o nítido retorno à grande forma. Trouxe a toda a equipa o peso da sua enorme classe, os seus lançamentos, os seus 'raids', os seus remates fizeram tremer de medo os 40.000 adeptos do Dukla Praga jamais esquecerá Eusébio! Sacré Benfica! É uma equipa de Taça dos Campeões!».
Seis meses mais tarde, Eusébio e Masopust ficam para sempre ligados à história da FIFA. Jogam ambos na primeira Selecção da FIFA que se reuniu em Londres, no dia 23 de Outubro de 1963 para comemorar o centenário da Federação Inglesa, disputando um jogo contra a selecção de Inglaterra no Estádio de Wembley. As equipas alinharam:
INGLATERRA - Banks; Armfield, Wilson, Milne e Norman; Bobby Moore, Paine e Jimmy Greaves; Smith, Eastham e Bobby Charlton.
SELECÇÃO DA FIFA - Yashin (URSS), depois Soskic (Jugoslávia); Djalma Santos (Brasil), depois Eizaguirre (Chile), Schnellinger (Alem. Ocid.), Pluskal e Popluhár (Checosl.); Masopust (Checosl.), depois Baxter (Escócia), Kopa (França), depois Seeler (Alem. Ocid), e Dennis Law (Escócia); Di Stéfano (Arg/Esp), Eusébio (Portugal), depois Puskas (Hung.), e Gento (Esp.). Estiveram presentes 100 mil espectadores. O seleccionador da FIFA foi Fernando Riera (Chile), mais tarde treinador do Benfica, e a Inglaterra venceu por 2-1. 1-0 por Payne; 1-1 por Dennis Law; 2-1 por Jimmy Greaves.
Antes do famoso jogo de Bratislava para a fase de apuramento do Mundial inglês, Eusébio e Masopust voltaram a encontrar-se. Em Belgrado, no dia 23 de Setembro de 1964. Estão outra vez do mesmo lado; vestem ambos a camisola da Selecção da UEFA.
O jogo serve para angariar fundos para as vitimas do terramoto de Skopje. O árbitro é o suíço Dienst e as equipas alinharam:
JUGOSLÁVIA - Soskic, depois Skoric; Belin, Jusufin, Melic e Vasevic; Cop, Samarcsic, depois Cebinac, e Zambata; Galic, Kostic e Skoblar.
SELECÇÃO DA UEFA - Yashin; Lala, Pluskal, Mészóly e Schnellinger; Varonin, Masopust e José Augusto, Seeler, Eusébio e Simões, depois Sandor. Golos para todos os gostos: 0-1, Seelr, 0-2, Eusébio, de «penalty»; 1-2, Kostic; 1-3, Eusébio; 1-4, Eusébio; 1-5 Eusébio; 2-5, Galic; 2-6, Seeler; 2-7, José Augusto.
Josef Masopust, o homem que «roubara» a Bola de Ouro a Eusébio continuava fascinado: «Quem mais brilhou foi Eusébio. E será sempre o que mais há-de brilhar em qualquer desafio que participe. É um 'caso' do futebol actual!».
Já se passaram mais de 50 anos.
Masopust e Eusébio: a morte marcou-lhe um reencontro... no mês de Junho."

Afonso de Melo, in O Benfica

O guardião da memória

"Apaixonado pelo Benfica, Joaquim Macarrão dedicou grande parte da sua vida a preservar o património histórico e cultural do Clube.

Nascido no seio de uma família de pescadores, o lacobrigense Joaquim José Macarrão (1920-2008) cedo envergou a camisola encarnada, iniciando-se como jogador de futebol na filial local.
Aos 17 anos de idade, rumou a Lisboa em busca de trabalho. Encontrou-o na secretaria da Rua Jardim do Regedor. A 15 de Novembro de 1937, iniciou a sua longa jornada como funcionário do Sport Lisboa e Benfica e, paralelamente, começou a treinar e a jogar futebol.
Enquanto jogador, partilhou o campo com nomes como Gaspar Pinto, Alfredo Valadas e Guilherme Espírito Santo mas foi, sem dúvida, como funcionário que mais brilhou. Ao longo de 65 anos de dedicação - que lhe concederam o título de 'mais antigo funcionário do Clube em exercício no Estádio da Luz' - fez de tudo um pouco. Como costumava dizer: 'Nasci para servir o Benfica e só deixarei de o fazer no dia em que as forças me abandonarem por completo...'.
Em 1975, abraçou a função que o acompanhou até à despedida: Encarregado do Gabinete de Registo de Taças e Troféus. Durante cerca de 30 anos, foi responsável por reunir e registar os troféus conquistados pelas diversas secções. Mas fez mais! Encarava a preservação da história e do acervo do Clube como uma missão. Para além dos registos que efectuava (estatísticas de jogadores, de provas, recortes de imprensa...), de que somos herdeiros, estava sempre disponível para contar a história por trás de cada taça. Gabava-se de saber a história do Clube de fio a pavio: 'Sei a história toda do clube. Até me chamam «o enciclopédia»'. Em tantos anos, foram inúmeros os momentos dessa mesma história que viveu na primeira pessoa. Segundo o próprio, '(...) deu cimento, depositou a sua moedinha no mealheiro gigante na Feira Popular, e participou em muitos leilões (...)' mas destacou como momentos mais marcantes '(...) o dia em que pisou os terrenos (da Luz) para dar a sua enxadada e o da inauguração. «Estava cheio. Era o nosso estádio»'.
Joaquim Macarrão deixou de trabalhar no Benfica aos 82 anos, meses antes da inauguração do novo Estádio. Não chegou a ver concretizado um dos seus maiores sonhos: o Museu.
A constituição da Direcção de Património Cultural e a criação do Museu Benfica - Cosme Damião são, certamente, a melhor homenagem póstuma que o Sport Lisboa e Benfica lhe poderia fazer."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Fim do estágio...

Birmingham City 0 - 1 Benfica B

Despedida de Inglaterra com nova vitória...

PalhaSADas

"Chegaram como sendo a panaceia mas cedo mostraram os piores ângulos do negócio. As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) pareciam poder ampliar riqueza e vitórias mas, salvo raras excepções, foram é criando problemas. E muitos deles até pareciam anunciados de véspera, por manifesta falta de garantias, incluindo as de natureza bancária...
De promessas de sucesso empresarial e desportivo se fizeram então as ilusões de incautos dirigentes cansados de gastar do deles. E bastou, por exemplo, um qualquer iraniano falido de dinheiro e de talento para que um histórico como o Beira-Mar, sedeado numa das principais capitais de distrito, descesse aos infernos crivado de dívidas!
Esta não foi, aliás, a única má experiência com as SAD. Clubes como Atlético (chineses no meio...), Santa Clara (em discussão judicial...), Belenenses (investidores e dirigentes às turras...), Estoril (o dono da Traffic à rasca com a justiça...), Leixões (a apelar a novos parceiros...) ou Olhanense (italianos sem soldi...) só não rebentaram (ainda) com as respectivas estruturas por mera casualidade. E ninguém está seguro de que o filme termine bem. Mais recentemente, em Freamunde, alguém dava ainda conta de que capitalistas argentinos iriam passar a pagar a factura. E, no Aves, a maioria das acções pertence agora à Galaxy. A ver, portanto, como se sairão.
Voltemos ao Beira-Mar, cuja SAD também chegou a ser dominada por um extertor italiano que deixou tudo menos saudades. Enquanto dirigentes amadores mas cidadãos responsáveis geriram a loja, ela funcionou, entre tropeções e mecenato; quando entregaram a pasta a empresários de segunda, deu tudo mal. Por isso pasmei ao ler que os sócios do Feirense aprovaram a cedência de 70 por cento da futura SAD a investidores nigerianos, os quais, como se sabe, são excelentes neste tipo de actividade!...
Pois é: cada um traça o seu destino, quase sempre empurrado pelas retóricas. Mas há apostas que não enganam."

Paulo Montes, in A Bola

Este futebol não está para consensos

"A AG da FPF agiu com bom senso ao chumbar o sorteio dos árbitros. Amanhã se saberá quem vai ser o presidente da Liga. Duque ou Proença?

A primeira de duas importantes votações no âmbito do futebol português saldou-se com um triunfo, claro e expressivo, do bom senso. Os sócios da FPF disseram que recusavam medidas de legalidade duvidosa, tomadas no calor da discussão, sem o alcance necessário quanto ao cerne da questão. O sorteio, mesmo condicionado, dos árbitros, seria uma medida terceiro-mundista sem adequação à realidade nacional. De qualquer forma, a discussão suscitada em torno deste tema, não terá sido em vão. É desejável que o Conselho de Arbitragem da FPF explique melhor o porquê das nomeações e torne absolutamente clara a situação dos árbitros face ao índice de dificuldade atribuído a cada jogo. É verdade que, nos tempos do Apito Dourado (e antes, na era dos chitos) as trevas dominavam e não há comparação possível com a transparência actual. Mas, mesmo assim, o Conselho de Arbitragem deve aprofundar a divulgação de critérios e as notas de cada árbitro. Paredes de vidro, porque quem não deve, não teme.
A outra votação terá lugar amanhã e em causa está a presidência da Liga de Clubes. Cada emblema da I Divisão tem dois votos e cada um dos da II Divisão tem um voto. É aí, no aliciamento directo que as coisas vão decidir-se. Luís Duque parte com a vantagem de, reconhecidamente, ter realizado um óptimo trabalho na Liga, devolvendo a instituição, em nove meses, a credibilidade perdida. Apareceram patrocínios para os dois escalões profissionais e para a Taça da Liga, enterrou-se o machado de guerra com os árbitros e criou-se um clima de diálogo no Conselho de Presidentes. Nada fazia, pois, prever que houvesse vontade de criar uma candidatura alternativa. Mas houve e Pedro Proença vai amanhã a votos. É um nome que, à partida, não faz muito sentido por não ter qualquer ligação passada aos clubes (e trata-se da Liga de Clubes!), quando havia, até na órbita de FC Porto e Sporting, personalidades como Angelino Ferreira e José Couceiro, com perfil adequado para as funções, reservando-se as ambições de Proença para o campo onde é perito, a arbitragem. Mas, mais uma vez, o consenso entre clubes não foi desejado e amanhã se saberá quem assume a presidência da Liga e, por inerência, a vice-presidência da FPF. E será, provavelmente por aí que se encontra explicação para a candidatura de Pedro Proença...

Portugal sobreviveu à roleta russa
«É um grupo em que Portugal parte como favorito, mas é preciso ter muita atenção porque não é um grupo tão fácil como se vai dizer»
Fernando Santos, seleccionador nacional
Um bom sorteio. Desde que encare as dificuldades com seriedade, Portugal tem tudo para estar no Mundial da Rússia. Boas notícias para Fernando Santos, que tem a responsabilidade de, a médio prazo, enquadrar as gerações dos atuais sub-20 e sub-21 na equipa principal e também para Fernando Gomes, que pode agora projetar, sem cinto apertado, o futuro da FPF.

ÁS
Marco Chagas
Quem acompanhou o Tour na RTP 2 só pode agradecer a extraordinária realização francesa e a competência dos comentários nacionais: João Pedro Mendonça e Marco Chagas pedalaram em grande e com eles percebeu-se a Grande Boucle. A intervenção de ontem de Marçal Grilo foi a cereja no topo do bolo!

ÁS
Chris Froome
Depois de ter aguentado, muito à justa, o tremendo ataque final de Nairo Quintana na etapa do Alpe D'Huez, o chefe-de-fila da Sky suspirou de alívio quando cortou a meta em Paris. A segunda vitória no Tour já ninguém lhe tirava. Para o ano há mais e os suspeitos do costume vão tentar impedir o tri do queniano branco.

REI
João Sousa
O melhor tenista português de sempre esteve em grande na Croácia e apesar de ter perdido na final para o austríaco Dominic Thiem, uma das maiores promessas da modalidade, mostrou que vive com naturalidade nos primeiros 50 do ranking ATP e que, com um pouco mais de continuidade pode chegar-se mais à frente...

O 'circo' continua montado à volta de CR7
Cristiano Ronaldo 'mostrou as garras' a Rafa Benitez e isso foi suficiente para disparar as notícias sobre a iminente saída de CR7 de Madrid. Não creio que isso venha a suceder na presente época. Ronaldo está a dez golos de se tornar no melhor marcador merengue de sempre e não pode virar as costas à história.
(...)"

José Manuel Delgado, in A Bola

'Abater' Duque...

"Coligação liderada por Sporting e FC Porto viu o seu primeiro passo receber claríssimo chumbo na AG da FPF. Elementar bom senso: veemente «não» a árbitros nomeados por sorteio, o que cobriria de ridículo o futebol português por essa Europa fora (em nenhum país existe tamanho absurdo...).
No seu estilo de metralhar todos que o contrariam, Bruno de Carvalho chamou incompetentes e hipócritas à enorme maioria dos delegados à AG (53 vs 17, a diferença de votos...) e, claro, Luís Duque foi alvo mor das suas rajadas. Fez-se esquecido de que este seu ódio de estimação teve apenas o voto correspondente ao 'peso' de presidente da Liga que, estatutariamente, não domina federativa AG. Tal como se fez esquecido de que a presidência da AG solicitara pareceres a dois especialistas em Direito Desportivo, ambos apontaram ilegalidades face à Lei de Bases e aos estatutos da FPF, e, mesmo assim, a proposta pró sorteio foi a votos porque Luís Duque recusou retirá-la. Pinto da Costa, sagaz face a derrota tão nítida, ficou em silêncio.
Vem aí o segundo passo da súbita coligação Sporting-FC Porto. O mesmo alvo: Luís Duque. Agora, retirar-lhe presidência da Liga à qual se recandidatou após ser encomiasticamente elogiado em reunião dos clubes pelo seu trabalho no SOS de 9 meses para resgatar a Liga de bancarrota e tremendo descrédito. Única excepção nesse intenso elogio: o Sporting. Mas eis que, num ápice, Pinto da Costa se juntou a Bruno de Carvalho na recusa de Luís Duque e desejo de novo líder da Liga de clubes: o recentíssimo ex-árbitro Pedro Proença.
Aí está a próxima 'batalha'. A menos que os quase unânimes rasgados elogios dos clubes a Luís Duque tenham alinhado na hipocrisia de que Bruno de Carvalho fala, Sporting e FC Porto estarão a caminho de segunda derrota."

Santos Neves, in A Bola

Pontos cardiais

"Percebemos que o Sporting perdeu claramente, o FC Porto perdeu parcialmente e que o Benfica ganhou indiscutivelmente.

1. (...)
2. No sábado o sorteio dos árbitros foi largamente chumbado na Assembleia Geral extraordinária da Federação. Os números são eloquentes. E importa dizer, assim, que nem todos os clubes profissionais que integram a referida Assembleia Geral votaram a favor do sorteio. Que tinha sido aprovado na Assembleia Geral da Liga. Não é caso nem para falar de derrota nem, como alguns, de «tormenta». É caso para assumir, tão só, que o órgão deliberativo máximo do nosso futebol entendeu manter, na linha da globalidade das outras federações mundiais, a nomeação como método comum de designação dos árbitros nas nossas principais competições. Percebemos que o Sporting perdeu claramente. Que o Futebol Clube do Porto perdeu parcialmente. E que o Benfica ganhou indiscutivelmente. Não é nenhum sinal nem para a época desportiva nem para as eleições para a Liga que amanhã se disputam. É a derrota, sim, de todos aqueles que, principalmente às escondidas, queriam fragilizar a estrutura de arbitragem da Federação e, em particular, do seu Presidente Vítor Pereira. Como aqui escrevemos muitos dos que votaram na Liga a favor do sorteio não o fizeram por convicção. Fizeram-no por meros interesses de conjunturais. Muitos não queriam, de verdade, qualquer mudança no sistema. Queriam, tão só, advertir a liderança da arbitragem. E pressentindo eu que alguns treinadores de clubes que defendem o sorteio assumem, no seu íntimo, que a nomeação dever ser o método preferencial de designação das equipas de arbitragem. E escrevi, para alguns distraídos ou que se fingem desconhecedores, equipas de arbitragem!
3. Ontem terminou a Volta a França e na próxima quarta feira arranca, em Viseu, a Volta a Portugal. Não esqueço que a Volta a França só parou duas vezes. Em 1915 e em 1940 em razão das duas Grandes Guerras Mundiais. É que, como se escreveu, «uma paragem do Tour é uma paragem do coração». Este ano a nossa Volta termina, de novo, em Lisboa. Passando pela Senhora da Graça e Oliveira de Azeméis. E não esquecendo, naturalmente, a Serra da Estrela. Momento único. Paisagem inesquecível. Momentos singulares. O povo abraça os ciclistas. Empurra-os. Estimula-os. Molha-os. E eles olham para o céu que quase os toca e que os motiva à superação. O ciclismo é, hoje em dia, um dos poucos desportos de 'todos'. Leva às bermas das estradas jovens e menos jovens, homens e mulheres. A Volta a Portugal vai prender as atenções de milhares de desportistas. A par de contratações de jogadores ou dos resultados dos primeiros jogos oficiais no âmbito da Liga Europa. E o interessante é que acaba a Volta na tarde do dia 9 e nessa mesma noite Benfica e Sporting disputam, num lotado Estádio do Algarve, o primeiro troféu oficial da época.
4. Setenta anos depois do final da Segunda Guerra Mundial e, logo do Holocausto, - e sabendo todos que os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936 foram um dos marcos desportivos de Hitler - arrancam, amanhã, também no Estádio Olímpico de Berlim, os denominados Jogos da Comunidade Judaica Mundial. A história do desporto deve registar, mesmo que em pequenas linhas, estes momentos. Onde a palavra tolerância se combina com lembrança. A recordação com humanidade. A grandeza com compreensão. Bem o senti quando, há alguns anos, visitei Jerusalém e pouco tempo depois Auschwitz. Visita que me marcou para a vida. E me ajudou a definir os meus pontos cardiais!"

Fernando Seara, in A Bola

Melhores...

New York Red Bull 2 - 1 Benfica

Ederson; Semedo, Luisão (Teixeira, 81'), Lisandro, Sílvio (Marçal, 81'); Samaris, Pizzi (Talisca, 66'), Carcela (Gaitán, 66'), John (Guedes, 45'), Taarabt (Djuricic, 45'), Jonathan (Jonas, 66').

O melhor treino da pré-época, resultado extremamente injusto, o Ederson que fez a sua estreia, não fez uma única defesa complicada, enquanto os 'dois' guarda-redes adversários foram os 'melhores em campo'!!!
Muitas alterações, com o Carcela, o Sílvio, o Lisandro e o Semedo a entrarem muito bem em jogo... O Taatabt também teve bons pormenores, mas também mostrou alguns vícios... O Jonathan voltou a ser o mais rematador, algo que até não é difícil, já que ele não passa a bola a ninguém!!! No 2.º tempo boa entrada do Djuricic; o Guedes algo complicativo, melhorou quando passou para a direita...

Marcámos cedo, o jogo estava totalmente controlado, podíamos e devíamos ter marcado mais... até que o Luisão errou (e esta noite errou várias vezes!!!). Não me recordo de um erro destes do Luisão. A verdade é que os jogadores do Benfica sentiram algumas dificuldades no controle de bola, não sei se foi por causa do relvado, ou da própria bola, mas isso foi visível todo o jogo, o próprio Ederson no primeiro lance da partida ia fazendo borrada...!!! Voltámos a entrar melhor no 2.º tempo, e num daqueles remates de uma vida, sofremos o 2.º, praticamente na 2.ª bola, que foi em direcção da nossa baliza!!! Até final, mais uma série de oportunidades falhadas. Destaque para o desperdício do Marçal (entrou bem), e os dois livres salvos por um defesa em cima da linha de golo...!!!

O Red Bull é mais fraco do que os nossos anteriores adversários, mas está a meio da época, completamente rotinados, e rodados. Mesmo assim hoje, foi visível aquilo que o Vitória pretende da equipa. Ofensivamente, com muitos jogadores novos, numa pré-época onde alguns lutam por ficarem no plantel, tivemos algum individualismo em excesso... principalmente o Jonathan (gosto dos avançados que rematam à baliza, mas às vezes é melhor passar...). A defender, tivemos bem quando pressionamos a todo o campo, nos primeiros 30 minutos, quando a dupla Samaris/Pizzi começou a gerir esforço, começamos a defender com as linhas mais baixas, e fechámos bem o caminho para a nossa baliza...
Aliás as substituições no meio-campo tardaram, foi visível no final da primeira parte, que o Samaris estava cansado. É provavelmente o jogador com mais minutos. Não sei se o Fejsa estava em condições, mas devia ter entrado... Pois com o Samaris em gestão de esforço, acabámos por ser menos agressivos no meio-campo, e demos alguma bola ao adversário desnecessariamente...

Nos primeiros jogos li algumas teorias sobre a estrutura da equipa, mas parece-me claro que a ideia é mesmo continuar a jogar no 442 tradicional (não vejo nenhum losango...), tal como fizemos nas últimas épocas, a diferença foi a 'tentativa' de usar o Talisca nas alas nas outras partidas...!!!

A memória é curta, mas o ano passado além da goleada no Emirates, perdemos todos os jogos com adversários de '1.ª Divisão', na pré-época. Suspeito que amanhã, o tema favorito das TV's e jornais, é o facto do Benfica ainda não ter ganho um jogo esta época... Pessoalmente, a forma como a equipa está a jogar, ainda me deixa algumas dúvidas, é preciso esperar para ver, mas hoje apesar do resultado, acabou por ser um bom jogo, a evolução positiva foi evidente... Portanto, não devemos entrar na onda!!!

É já na madrugada de Terça para Quarta (3 da manhã) o próximo jogo, na Cidade do México, com calor e altitude. Suspeito que o Júlio, o Jardel, o Almeida, o Eliseu, o Nico, o Jonas, e o Talisca (hoje começaram todos no banco) sejam titulares... Mas creio que hoje ficou provado, que o Sílvio na esquerda, e o Semedo na direita são actualmente as nossas melhores opções para as laterais (apesar do Semedo hoje defensivamente, não ter sido testado...). E também ficámos a saber que com um jogador tipo Carcela em campo, também sabemos jogar nas alas...

O negócio do Lima parece que ficou concluído hoje. Esta noite, o Taarabt e o Djuricic até mostraram bons pormenores, mas creio que é evidente que para o Tugão (na grande maioria dos jogos), temos que jogar com dois jogadores de área. Portanto Jonas e Jonathan é curto. É preciso outro avançado de área...
Assim como um lateral direito, pelo menos um extremo, e o '8'... são estes os meus pedidos.

Pedido final: alguém compre o Ola John, por favor... Acho mesmo que o Benfica, nem deve ser muito exigente com o preço!!!

domingo, 26 de julho de 2015

Campeões...

Decorreu este fim-de-semana em Leiria o Campeonato Nacional Individual de Atletismo de Pista ao Ar Livre. Como seria de esperar foram muitos os Benfiquistas que se sagraram Campeões Nacionais, apesar de algumas ausências. As marcas não foram nada de especial, mas neste momento os títulos são mais importantes:
Masculinos
- Yazaldes Nascimento - 100m - 10,32s
- Rasul Dabó - 110m barreiras - 14,26s
- Ricardo dos Santos - 200m - 21,04s
- Ricardo dos Santos - 400m - 47,05s
- Diogo Mestre - 400m barreiras - 52,11s
- Miguel Borges - 3000m obstáculos - 9.06,06min
- Rui Pinto - 5000m - 14.17,80min
- Marcos Chuva - Comprimento - 7,37m
- Nelson Évora - Triplo Salto - 16,39m
- Rúben Miranda  -Vara - 5,35m
- Paulo Conceição - Altura - 2,16m 
- Tiago Aperta - Dardo - 66,65m
- Jorge Grave - Disco - 58,2m
- Tsanko Arnaudov - Peso - 19,79m
- Samuel Remédios - Decatlo - 6924p (100m-11,02s / Comp.-7,30m / Peso-11,69m / Altura-1,92m / 400m-52,56s / 110m b-14,66s /Disco-38,72m / Vara-4,15m / Dardo-41,73m / 1500m-5.09,42min)
Femininos
- Eva Vital - 100m barreiras - 13,82s
- Rivinilda Mentai - 200m - 23,89s

Um novo rumo?

"1. Não é segredo que o futebol vive, e nalguns casos intensamente, num modelo capitalista. É aquilo que muitos referem como a indústria do futebol. Portugal não foge a esta realidade.
2. Depois de experiências passadas, não muito bem-sucedidas, avolumam-se notícias que dão conta de que investidores chineses, russos, brasileiros e ainda 'fundos de jogadores', apostam em clubes portugueses. As notícias referem, por exemplo, o Pinhalnovense, o Torreense, o Atlético, a União de Leiria e o Desportivo das Aves.
3. Este é um fenómeno novo quanto aos destinatários do investimento. Além dos fluxos financeiros tidos por normais ao nível das grandes e médias sociedades desportivas, o foco vira-se para participantes no CNS.
4. Que razões estão por detrás deste interesse? Do lado de quem recebe os financiamentos, com a correspectiva perda de poder nos destinos da entidade, representa uma forma de manter o clube viável, desde logo ao nível competitivo, ultrapassando dificuldades económicas urgentes.
5. Do lado dos investidores, que não são mecenas, alguns assumidos publicamente: tornar o clube montra de jogadores para aguçar 'apetites'. É indisfarçável que os 'fundos', agora proibidos pela FIFA, passaram a adoptar outras formas de funcionamento, entre as quais a 'aquisição de clubes'.
6. Este panorama parece ser desejado por ambas as partes, pelo menos no início da parceria. Mas existem perigos. Relações deterioram-se em alguns casos. As organizações não podem deixar de estar atentas a este rumo e a eventuais desvios dos princípios que devem orientar as competições desportivas.
7. Voltaremos em Setembro. Votos de um bom Agosto."

José Manuel Meirim, in A Bola

Rodam como Fred Astaire

"Anelka, Ibrahimovic, Crespo, Verón, Zidane e Di Maria movimentaram nada menos de 674 milhões de euros em 39 mudanças de clube.

Impressionante: Nicolas Anelka, Zlatan Ibrahimovic, Hernán Crespo, Juan Sebastían Verón, Zinedine Zidane e Angel Di María fizeram, em conjunto, nada menos de 39 mudanças de clube. Passaram por equipas tão diferentes como PSG, Arsenal, Real Madrid, Liverpool, Manchester City, Fenerbahçe, Bolton, Chelsea, Shanghai Shenhua, Juventus, West Bromwich, Mumbai City, Malmoe, Ajax, Inter, Barcelona, Milan, River Plate, Parma, Estudiantes, Boca Juniors, Sampdoria, Lazio, Manchester United, Rosário Central e Benfica. Movimentaram nada menos de 674 milhões de euros: 184 milhões para Di María (se se confirmar a ida para o PSG por 65 milhões), 169 para Ibrahimovic, de 119 milhões para Crespo, 116 milhões para Verón e 86 milhões para Zidane. O que interessa no fundo (nos fundos), é rodar. Rodar muito. Como Fred Astaire. Quanto mais se rodar, mais dinheiro gira, mais dinheiro se encaixa. Jogador de amor à camisola, de um só clube, é que é jogador caro. Se tivesse 20 anos, Eusébio haveria de saltar do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica, depois para o Real Madrid, de seguida para o Chelsea, mais tarde para Milan ou Juventus, uma perninha no PSG, outra no Mónaco, curta passagem pelo Valencia, depois seguiria para os LA Galaxy, para o Hangzhou Greentown, para o NorthEast United, regressaria ao Milan ou Juventus ainda antes dos 30 anos e só depois iria para Galatasaray, Fenerbahçe ou Besiktas (taxado apenas a 15%), terminando, então sim, no União Tomar (ao lado de António Simões). Eusébio, se tivesse 20 anos, rodaria, rodaria, rodaria, como Fred Astaire agarradinho a Ginger Rogers, deixando meio mundo de olhos em bico. Felizmente, Eusébio foi jogador (quase) de um clube só. Como Fernando Gomes. Ou Manuel Fernandes. Felizmente, nos anos 60, 70, 80 e até 90, o que interessava, no fundo (nos fundos), não era rodar como Astaire. Era jogar. E ganhar. E brilhar.
Impressionante: Ricardo Quaresma diz que não sabe por que jogou no Dubai. Deve ter sido por necessidade de rodar, rodar, rodar. Rodou tanto que, quando deu por ela, estava a rodar onde só os velhos rodam. Claro que sabe por que foi para o Al-Ahly: pensava que, aos 30 anos, restava-lhe ganhar dinheiro e suar pouco. Felizmente, percebeu no FC Porto que poderia ter mais do que uma velhice recheada de euros, dólares e petrodólares. Pertinho de completar 32 anos, já não vai a tempo de chegar perto, nem sequer de se aproximar, daquilo que lhe prognosticavam os olheiros do início do século XXI: ser o melhor jogador português pós-Figo. Ricardo Quaresma teve muito de Fred Astaire, mas precisava de ter um pouco mais de Cassius Clay: querer mesmo ser o melhor. E isso, infelizmente para quem gosta de futebol, RQ não quis.

Lançamento de urina, o novo desporto francês
Não sou fã de ciclismo, a não ser naquelas etapas em que as estradas empinam e parecem tocar o céu. Mas uma coisa é não ser fã e olhar, desconfiado, para o rendimento dos principais ciclistas, outra é ser adepto do novo desporto que acompanha a Volta à França: cuspir na cara de Chris Froome e lançar-lhe urina para cima. Insinuam que o britânico corre dopado e, pumba, aí vai xíxí. Convidam-no para disputar o Tour, Froome ganha e lançam suspeitas líquidas na sua direcção. Não sei se ele corre dopado (talvez sim), mas sei que um francês não vence a prova desde 1985. Douleur de coude?
(...)"

Rogério Azevedo, in A Bola

PS: Engraçado como a passagem do Fernando Gomes pelos Lagartos foi esquecida...!!!

sábado, 25 de julho de 2015

Em Burton Upon Trent !!!

Salford City 1 - 3 Benfica B

Começamos a perder, mas demos a volta no 2.º tempo...

O dilema de Rui Costa

"Um belo dia, na década de 80, um ciclista português pouco conhecido por cá devido ao seu estatuto de emigrante começava a dar nas vistas na cena internacional. Terminou o Giro em 7.° lugar e, reza a história, convenceu o patrão da sua equipa, a Malvor, a investir para cumprir o seu sonho de competir no Tour. Chamava-se Acácio da Silva e logo nas primeiras curvas da Grand Boucle percebeu que a classificação geral jamais iria ser a sua praia. Reciclou os objectivos, e nos anos seguintes venceu três etapas e chegou a andar de amarelo. Feito que repetiu envergando a camisola rosa no Giro. O corredor natural de Montalegre tornou-se, assim, a primeira referência internacional do ciclismo português pós-Joaquim Agostinho.
Já depois de José Azevedo e Orlando Rodrigues chegou a vez de Rui Costa pegar no testemunho. E fê-lo da maneira mais impressionante, enriquecendo o palmarés e apaixonando o país. Inteligente, talentoso e até explosivo, o agora chefe de fila da Lampre ocupava o 4.° lugar do ranking UCI na última lista publicada antes do Tour. Todavia, após o colapso que resultou do somatório de azares nas estradas gaulesas, pode estar para breve o momento de Rui Costa ignorar o clamor das redes sociais - o recato que dura desde a desistência tem sido retemperador - e encontrar o rumo certo para uma carreira que, aos 28 anos, ainda lhe vai reservar muitos momentos de glória. O anseio dos fãs de empurrar o ídolo a todo o custo, mesmo que a direção seja o abismo, não é o melhor conselheiro. Daí que uma incursão mal preparada na Vuelta, abdicando das provas mais curtas antes do Mundial, fizesse pouco sentido.
Mesmo que terminasse agora a sua carreira, sem qualquer top 10 nas grandes voltas, Rui Costa já seria o melhor ciclista português de sempre. Encarar, para vencer, um Tour que até os telespectadores cansa de tão longo e exigente, pode nunca ser a meta ideal. Brilhar ao longo de toda a época, conquistar clássicas, provas de uma semana e até etapas nos principais palcos, tem mais a ver consigo e tornará ainda maior a sua lenda. Em 2016, porém, e por tudo o que se passou este ano, será difícil ao Rui resistir à tentação de colocar ainda mais fichas a arder no inferno do Tour."

Uma semana do melhor 4

Uma semana do melhor 3

Uma semana do melhor 2

Uma semana do melhor 1

Nulo... e penalty's

Benfica 0 (4) - (5) 0 Fiorentina

Jogo com poucas oportunidades e muita pressão alta, das duas equipas. Fisicamente tivemos melhores que no jogo com o PSG... Ofensivamente tivemos mais disciplinados, mas continuámos a afunilar o jogo (sem extremos, e com os laterais pouco ofensivos), defensivamente demos alguns espaços - nas transições rápidas e na defesa baixa (boa pressão alta). Tivemos pela primeira vez com o Rui Vitória, a dupla Fejsa/Samaris (pessoalmente acho que o Samaris neste momento deve continuar a jogar a 6 !!!). O Jonathan fez os primeiros minutos, mostrou bons pormenores (objectividade na área), mas também mostrou lacunas (decisão, segurar a bola...).
O jogo foi equilibrado, as melhores oportunidades foram quase de seguida: bola na barra do Júlio César; Jonas finta um, mas remata mal com a canhota...
A Fiorentina fez o seu 4.º jogo, jogou com 3 centrais, deu muita porrada... mas acabou por ser um bom teste, agora com adversários deste nível é difícil avaliar as 'intenções' ofensivas da equipa...
A partida foi novamente dura, muita dura, principalmente na primeira parte, e o arbitro foi complacente com os Italianos: tanto o Gonzalo, como o Marcos Alonso deviam ter levado vermelho directo, e o Basanta por acumulação... E como é 'normal', acabou por ser o Luisao expulso!!!!
Defendemos melhor em inferioridade numérica...

Os próximos adversários são equipas com menor potencial, mas estão muito mais rodadas, o grau de dificuldade vai continuar elevado... Tendo em conta o calendário, e as declarações antes da partida, esperava um Benfica com mais alterações... Vamos ver como é que a equipa vai reagir...

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Lima

Foi uma daquelas contratações de última hora (ou último segundo...), chegou com muita desconfiança, mas nas épocas que representou o Benfica teve números impressionantes: 144 jogos; 70 golos; 2 Ligas; 1 Taça de Portugal; 2 Taça da Liga; 1 Supertaça... e ainda as duas finais da Liga Europa (golaço à Juve...).
Como todos os pontas-de-lança no Benfica, houve sempre quem se queixasse dos golos desperdiçados...!!! Mas além dos seus golos, tanto o Cardozo, como o Rodrigo ou o Jonas têm muito que agradecer ao Lima... pois o brasileiro, foi sempre um trabalhador incansável, mesmo nas partidas que não lhe corriam mal, lutava sempre...

Não vai ser fácil substituir o Lima, a relação golos/trabalho é rara, mas 7 milhões de euros, por um jogador de 32 anos, é irrecusável...
Vamos ver como é que a direcção vai resolver o 'problema' agora criado, pessoalmente acho que devemos ir ao mercado, pois o Jonas e o Jonathan são curtos, para uma época tão longa... e jogadores como o Talisca e o Taarabt, podem jogar a 2.ª avançado, mas nós precisamos de um avançado puro...

Logo fico acordado até tarde


"Na próxima madrugada temos mais um teste de interesse contra a Fiorentina. Vai dando para matar saudades, estes treinos em competição. Mais difícil é explicar à família porque diabo um jogo treino àquelas horas é decisivo e condiciona a agenda. Mas de facto a vontade de os ver é grande.
No primeiro jogo contra o PSG, fica uma primeira parte aceitável para uma fase tão inicial de preparação. Embora André Almeida tenha sido cirúrgico e de apurado sentido de humor quando referiu «temos que perder uns quilinhos a mais». Mesmo sabendo o risco que há nas análises individuais, em fase tão prematura, arrisco a dizer que gostei muito de Samaris e parece-me vir a ser jogador importante nesta nova época. Gaitán espalha sempre magia e Ola John até mexeu com a partida, quando entrou numa equipa já retalhada e alterada com a rotação feita.
Esta é a fase em que só interessa aquilo que Rui Vitória pensa. No fundo é no treinador que se concentram as ideias do que tem, e do que precisa. Nós, os adeptos, provamos o bolo feito. Quem o cozinha é que escolhe os ingredientes. Rui Vitória tem que ver o que há na matéria prima ao seu dispor, para saber o que precisa.
Sentir um treinador em linha com a SAD do clube, unidos e cúmplices nos objectivos comuns, deve por agora ser um excelente indicador para os adeptos benfiquistas. As entradas e saídas na concorrência processam-se a um ritmo que é desadequado fazer análises intercalares que ficam desactualizadas a cada oito dias.
Esperar pelo FC Porto e Sporting na sua máxima força e fazer uma equipa para os tentar vencer, é o caminho mais seguro. Foi esse que nos deu êxitos nas últimas épocas,é esse que teremos que seguir. Os campeonatos não se ganham com o que se escreve agora, mas com o que se faz quando começam. E logo fico acordado até tarde..."


Sílvio Cervan, in A Bola

Pré-época a sério

"Mais uma vez - história que já conhecemos bem - começam os rumores sobre a pré-época do Benfica. Mais uma vez temos de recordar aos adeptos, do nosso e dos outros clubes, uma verdade conhecida por qualquer treinador em início de carreira: as pré-épocas servem não para apresentar resultados finais mas para experimentar soluções dinâmicas e alternativas, que permitam ao técnico conceber estratégias bem assentes para a época que se avizinha.
Ao contrário de outros clubes portugueses, mais preocupados em apresentar vitórias rápidas para frenar o descontentamento dos sócios ou para potenciar candidaturas à presidência dos respetivos órgãos dirigentes, o Benfica quer jogar com as melhores e mais ricas equipas do Mundo, arriscar soluções táticas pouco experimentadas e fazer rodar uma grande parte dos jogadores. Os talentos, como tantas vezes dizia Sir Alex Ferguson, estão por vezes nas pernas e no coração dos jogadores que menos imaginamos. Não optamos, por isso, por combinar jogos com equipas de 2.ª, 3.ª ou 5.ª divisão, apenas para mostrar aos sócios que já estamos em clima de vitória e euforia. Nem sequer precisamos de lutas de galos na imprensa. O Benfica, Bicampeão Nacional, está sereno e sólido na construção da equipa para a época 2015/16. Os resultados, esses, já os vimos o ano passado. Na nossa casa, a pré-época é a sério, não uma qualquer fantochada para serenar ânimos ou justificar contratações milionárias. E, ao mesmo tempo, procuramos arrecadar receita e dar espetáculo, como, por exemplo, está a fazer o Real Madrid, com 19 milhões de euros contratualizados por quatro amigáveis.
Este artigo é dedicado à memória do piloto de Fórmula 1 Jules Bianchi, falecido na passada sexta-feira, devido ao acidente ocorrido no Grande Prémio do Japão de 2014."

André Ventura, in O Benfica

Baralhar e voltar a dar

"Com o sucesso do 6.º Mundial da Sueca das Casas do Benfica disputado no início deste mês, dei por mim a usar o popular jogo de cartas como metáfora do próximo Campeonato. O Sporting acredita que, tendo o presumível ás de trunfo, transformará as suas damas e valetes em manilhas e ases, talvez ignorando que, por si só, e apesar de esta ser uma carta dominante sobre todas as outras, vale apenas 11 dos 120 pontos do baralho. E com duas agravantes: Por um lado, são mais os duques e os ternos na sua mão que os tais valetes e damas; Por outro, é desconhecido, à partida, qual será o naipe que prevalecerá sobre os outros. O FC Porto, com a postura típica de um jogador de poker, sentar-se-á à mesa aparentemente autoconfiante, gozando de algum público sempre prestável nas horas difíceis, que tratará de bajular as suas cartas e denegrir as dos seus adversários. Antes do início da partida, contará com as sentenças precoces de observadores que mal conseguem disfarçar a sua preferência ou, nalguns casos, o seu dono. Como sempre, tudo fará por escolher a mesa, o baralho, o trunfo e as cartas que serão distribuídas a cada jogador. Se ninguém estiver atento, fará algumas renúncias. Fá-las-á mesmo que não haja quem se distraia, é a sua natureza. Fará ainda todos os sinais que lhe for possível e ser-lhe-á impossível evitar espreitar o jogo dos adversários.
E nós lá estaremos sentados, indiferentes ao ruído à nossa volta e cientes que uma boa mão, com um ou dois ases, uma ou outra manilha e alguns trunfos, mesmo que não chegue para dar uma 'chita' ou 'dois', será, desde que a estratégia seja consistente, suficiente para vencer a terceira partida consecutiva."

João Tomaz, in O Benfica

A bom ritmo

"Não dou mais importância aos jogos de preparação do que a que eles realmente têm. Constituem uma ferramenta de trabalho útil para jogadores e técnicos, mas, competitivamente, o seu interesse é reduzido, ou mesmo nulo.
Antigamente havia curiosidade de conhecer os novos jogadores e a nova equipa. Mas desde que o mercado futebolístico se transformou numa interminável feira, ao longo da qual, até ao dia 31 de Agosto, ninguém sabe quem fica, quem sai, ou quem entra, esta fase perdeu o pouco encanto que lhe restava.
Por isso, uma derrota em torneios particulares, por mais prestigiantes que sejam, não incomoda nada. Dispenso títulos de pré-época, e ainda recordo anos em que tudo parecia maravilhoso em Julho, para se tornar angustiante em Maio. Ultimamente tem sucedido o contrário, e não me importaria de continuar neste registo.
Não deixei, porém, de ver o jogo do último fim-de-semana. E até gostei da primeira parte, onde a base da equipa bi-campeã apareceu solta e alegre, prometendo bom futebol e vitórias. No segundo período, as substituições quebraram o ritmo, e o jogo tornou-se tristonho. Nada que preocupe.
Se para o lado direito da defesa, Sílvio e André Almeida parecem opções válidas, ainda não vi quem possa fazer de Sálvio (até Janeiro), ou de Gaitán (se a venda deste se vier a confirmar). Mais um ponta-de-lança, capaz de discutir a titularidade, também não seria demasiado, pois a equipa afigura-se consistente, não necessitando de grandes revoluções.
Dia 9 de Agosto as coisas serão a sério. Até lá, há que trabalhar tranquilamente, com entusiasmo e confiança."

Luís Fialho, in O Benfica

Árbitros só nomeados e Liga sem disciplina

"AG da FPF - Pareceres inequívocos quanto a ilegalidades Os 84 delegados com assento na assembleia geral (AG) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) receberam ontem os pareceres jurídicos sobre os regulamentos de arbitragem e de disciplina da Liga, que vão a ratificação amanhã, e puderam verificar que ambos apontam para s ilegalidade das alterações propostas.
Tanto Alexandre Mestre como José Manuel Meirim, os dois juristas consultados pela AG da FPF, concluem que o sorteio dos árbitros conflitua, em simultâneo, com a Lei de Bases da Atividade Física e do Desporto e o Regime Jurídico das Federações Desportivas (RJFD. A legislação em vigor preve unicamente a nomeação. "(...) Não restou outra alternativa à FPF, enquanto federação desportiva dotada do estatuto de utilidade pública desportiva (...) senão a de consagrar a nomeação, enquanto modo de designação dos árbitros", escreve Alexandre Mestre. No seu parecer, José Manuel Meirim conclui: "Se a AG da FPF viesse a ratificar o Regulamento de Arbitragem da LPFP (...) não só estaria a deliberar, ela própria, contra a lei e os seus estatutos, como colocaria a FPF em perigo quanto à titularidade do estatuto de utilidade pública desportiva."
Em relação à proposta de alteração do Regulamento de Disciplina, Mestre e Meirim são igualmente claros. É ilegal. A Liga pretende que a Comissão de Instrução e Inquéritos seja substituída pela Comissão Disciplinar mas, já desde 2014, quando o RJFD foi revisto, segundo Alexandre Mestre, "a legitimidade para promover o processo disciplinar foi, em termos expressos, claros e inequívocos conferida, em exclusivo, ao Conselho de Disciplina (Secção Profissional) da FPF; os poderes legais de impulso ou instauração processual deixaram de poder ser exercidos por qualquer outra entidade que não o CD (Secção Profissional)." Portanto: "Não pode, assim, haver uma entidade, qualquer que ela seja a Comissão de Instrução de Inquéritos da LPFP, Comissão Disciplinar da LPFP ou outra - que exerça a titularidade do poder disciplinar em paralelo, em simultâneo com o CD (Secção Profissional) da FPF."
José Manuel Meirim sublinha que as alterações pretendidas pela Liga acabam por violar "ostensivamente" os próprios estatutos da LPFP.
Advertência. Aos pareceres que fez seguir para os delegados, José Luís Arnaut, presidente da AG, juntou uma carta a esclarecer que a Liga foi recomendada a "expurgar" as ilegalidades que as propostas continham, mas serão os documentos originais que irão a votação da assembleia."

As eleições para a Liga

"É já na próxima terça-feira que os clubes vão a votos para eleger o próximo presidente da Liga. Aos dois candidatos, Luís Duque e Pedro Proença, não adiantará muito colher a aprovação da opinião pública porque o ato eleitoral tem um colégio de votantes restrito e é para esses que devem falar. Ou, sequer, nem isso. Em pleno defeso, e estando constituídos dois blocos precisos em torno de cada um dos candidatos, as contas eleitorais far-se-ão, sobretudo, pelo aliciamento dos desalinhados, algo fácil de fazer nesta altura em que o mercado de verão está no auge...
Luís Duque recandidata-se sem surpresa. O bom trabalho que realizou na Liga ao longo dos últimos nove meses valeu-lhe louvor generalizado dos clubes (Sporting à parte, por razões que não têm a ver com o que Duque fez durante esse espaço de tempo...) e a admiração só pode residir no facto de não concorrer sozinho. Mas a vontade dos clubes é soberana, FC Porto e Sporting entenderam-se (como era mesmo aquela metáfora de mau gosto de Bruno de Carvalho?) e são a locomotiva da candidatura de Pedro Proença. Proença foi o melhor árbitro português que vi actuar e o segundo mais talentoso (António Garrido, que nasceu para o apito, perdia-se por vezes em habilidades); mas não tem, nunca teve, qualquer ligação aos clubes, o que se entende e se louva. Daí que seja incompreensível que surja candidato à liderança de uma associação patronal com a qual não teve, jamais, a mais remota afinidade. Aguardemos, pois, pela magna decisão dos votos secretos, que decidirão entre Duque e Proença.

PS - Espero que a interferência da APAF nas eleições da Liga seja averiguada até ao fim. E que os árbitros se revoltem contra a tentativa de manipulação em curso..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Os autos do Gil Vicente

"Finanças e Segurança Social já deviam ter dito qualquer coisa sobre a igualdade de tratamento a todos os contribuintes.
As reivindicações do Gil Vicente, que reclama um lugar no campeonato por ter as contas em ordem (ao contrário de outros), só têm um ponto fraco: é mais produtivo combater os procedimentos da Liga durante a época, nas assembleias gerais. Discuti-los só quando se desceu de divisão, ou seja, quando o acidente foi connosco e não com o vizinho, é demasiado tarde. A displicência da Liga na fiscalização das finanças dos clubes não começou esta época, nem na anterior, e esse também nunca foi daqueles temas acalorados, que ficam na ordem de trabalhos reuniões a fio até se conseguir consenso. Os clubes têm a vigilância que quiseram ter. Gostam da Liga assim, com as pálpebras semicerradas. Onde a razão do Gil Vicente nem se discute é nas interrogações dirigidas ao Estado. Se a Liga responde aos associados, as Finanças e a Segurança Social respondem aos cidadãos. Não é concebível que as repartições colaborem numa mascarada, ou que passem declarações cuja veracidade dura uma semana, entre outros estratagemas mais ou menos óbvios para toda a gente. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras teve, há pouco tempo, um acesso de hiperatividade por causa de uma série de histórias tolas e de gravidade relativa. Por que não hão de as Finanças e a Segurança Social agir da mesma maneira com um assunto que toca o absolutamente fundamental: a garantia de igualdade de tratamento a todos os contribuintes?"

quinta-feira, 23 de julho de 2015

'Los árbitros ahora ya no quieren escutar mis consejos matrimoniales'

"Por tudo o que Mourinho disse, o próximo campeonato português não vai ser só futebol. Vai meter também política social. Carrega Benfica dos pobrezinhos, a carregar desde 1904!

O novo presidente de Iker Casillas - a quem em Espanha já chamam «el Florentino portugués» - concedeu uma longa entrevista ao diário espanhol El País mas houve partes da conversa que ficaram de fora do registo transcrito como, aliás, acontece em quase todas as entrevistas.
Por ser do interesse público, partilhamos com os estimados leitores a versão integral da supracitada entrevista presidencial que nos chegou pelo correio enviada sabe-se lá por quem com as melhores intenções. 
Foi assim:
- Confias en Julen para devolver al Oporto la gloria perdida, don Jorge? - começou por perguntar o jornalista.
- No primer ano nó ganhou nada pero estoy satisfecho.
- Como puedes estar satisfecho si no ganaste nada, don Jorge? Ni parece cosa tuya...
- O que quieres que yo diga? Los árbitros se unieram contra nosotros. Ahora ya no quieren escutar mis consejos matrimoniales...
- Que lástima, don Jorge!
- Puedes creer! Imagina-te que en la Liga un estudo sobre el arbitrage demonstró que el Benfica fue favorecido en 7 puntos.
- Un estudo? Y quien hizo esse estudo en la Liga?
- El doctor Fernando Madureira que, Dias queíra, será el brazo derecho del doctor Pedro Proença en la futura dirección de la Liga.
- El doctor Proença és el antíguo árbitro, don Jorge?
- Esse mismo.
- Pues no sabía que era médico.
- Es el mayor cirúrgico del mundo y alrededores.
- Puedo por lo tanto concluir que vas com Lopeteguí y com ele doctor Proença hasta al fin del mundo, don Jorge?
- Hasta al fin del mundo y alrededores!
- Mucho cuidado com los alrededores, don Jorge, para no perder outra vez puntos en casa com el Boavista...
E a conversa abruptamente acabou aqui.

O Benfica começou a temporada a perder em Toronto com uma segunda equipa do Paris Saint-Germain e eu gostei.
Não que goste de ver o Benfica perder. Mas gostei de uns bons bocados de toda a primeira parte em que os campeões nacionais se aplicaram com mais do que a vivacidade possível depois de uma longa viagem terminada a menos de 24 horas do início do jogo.
Gostei também do regresso de Talisca ao seu futebol e aos golos e da conclusão da jogada do segundo golo do Benfica com Gaitán a servir Jonas na perfeição e Jonas a marcar.
Estes encontros da pré-temporada servem para o treinador tirar conclusões, para os novos jogadores mostrarem o que valem, para os comentadores se atirarem a veredictos e para os adeptos se enervarem. Ou antes pelo contrário, para não se enervarem.
É o meu caso.
Também conheço benfiquistas - tão benfiquistas como os demais - para quem os jogos da pré-temporada servem um propósito estratégico da maior importância. Que é o de perder, o de perder todos os jogos e de preferência por largas cabazadas enquanto a competição não começar a sério e a valer pontos.
E é por amor ao clube que fazem votos para que todas as desgraças se abatam sobre a equipa nestes joguinhos de verão.
E dão exemplos, até bem recentes:
- Mas alguma vez o Benfica tinha ido buscar o Júlio César e o Jonas já com a época a correr se a última pré-temporada tivesse sido uma sucessão de resultados fulgurantes?
São capazes de ter razão. Mesmo assim preferia ver o Benfica ganhar à Fiorentina na madrugada do próximo domingo. Sempre dá outro ânimo.

MUITO discreta foi a estreia do ex-Maxi Pereira de castanho. Beneficiou de quatro lançamentos de linha lateral (aos 11, 15, 21 e 40 minutos) e nenhum deles resultou em golo.

O mundial de futebol de praia foi ganho pela equipa portuguesa e no fim do jogo com o adorável Taiti os nossos campeões - parabéns a todos! - cantaram felicíssimos:
- O campeão voltou, o campeão voltou!
Já na semana passada, uma reportagem de uma qualquer estação televisiva mostrou-nos a final de um campeonato distrital de futsal entre equipas de padres e na subsequente festa, os padres vencedores cantaram felicíssimos:
- O campeão voltou, o campeão voltou!
Lá está, uma vez mais, o Benfica a dar música ao país.

O ex-árbitro Marco Ferreira lançou um apelo às autoridades para que venham pôr mão nas malandrices do futebol de que se considera vítima.
- Onde está a PJ? - perguntou num desabafo público prontamente difundido em múltiplos canais.
- Onde está a polícia? Por onde anda o Ministério Público? - perguntou também o ex-árbitro.
E ninguém lhe respondeu. Está mal. Até porque é fácil, pública e notória a resposta a estes legítimos clamores.
A polícia, a PJ e o Ministério Público estão ocupados nas investigações da chamada Operação Fénix que também tem ramificações no mundo da bola e já proporcionou umas manchetes curiosas na nossa imprensa.
A Fénix é uma ave mitológica dos gregos antigos que quando morre entra em auto-combustão e renasce das próprias cinzas. O que terá levado as autoridades a chamar Fénix a esta investigação é, só por si, alarmante.
Será que anda por aí alguma coisa maligna a renascer? Ou em auto-combustão?

FALANDO para uma vasta plateia internacional, José Mourinho prestou mais um bom serviço ao país revelando, de forma directa aos estrangeiros o retrato fiel de um Portugal sucumbido pela austeridade.
Provavelmente, os mais do que justos considerandos de Mourinho sobre a situação desesperada de muitos milhares de famílias portuguesas foram apenas a introdução que encontrou mais à mão para poder lançar umas farpas à insuspeita prodigalidade das tesourarias do Porto e do Sporting e, muito principalmente, às contratações de Casillas e de Jorge Jesus, figuras com quem o treinador português do Chelsea embirra profundamente.
É lá com eles. Mas quase apostaria que José Mourinho vai torcer pelo Benfica por toda esta temporada que já está aí à porta.
Eu também vou. Por ser do Benfica, obviamente, mas também porque ficam historicamente bem ao Benfica os condicionamentos que o impedem de gastar milhões mas que não o impedem de se reafirmar como aquele clube genuinamente popular fundado por um grupo de órfãos e, tantos anos passados, ainda e sempre tão gloriosamente perto do povo de onde nasceu e tão longe dos favores do grande capital que assegura as notas mas não garante os títulos.
De outra forma como seria o Benfica o campeão dos campeões de Portugal?
Por tudo isto que Mourinho disse, e seja qual for o contexto pessoal em que o disse, o próximo campeonato não vai ser só futebol, vai meter também política social à séria.
Carrega Benfica dos pobrezinhos, a carregar desde 1904!

SÃO bonitas as camisolas brancas do Benfica. Para além de serem bonitas são estatutariamente corretas. 

TERMINE-SE como se começou. Com mais num excerto da versão integral da entrevista do Florentino português ao El País.
E que bem arranha o castelhano o presidente do Porto.
- Donde aprendió a hablar tan bien nuestra lingua, 'don' Jorge? - perguntou o entrevistador do El País roído de curiosidade.
- Por Diós, em Santiago de Compostela!
- Muy bien! Fuíste en peregrinacion, 'don' Jorge?
- Por supuesto! - Fuíste a pie, 'don' Jorge?
- No, no, fui de coche.
- De coche?
- Si fuera a pie nunca más lá llegava...
Não se compreende, com toda a franqueza, como é que o El País deixou de fora estes bocadillos.

Leonor Pinhão, in A Bola

Somar e subtrair

"Luís Filipe Vieira joga na mesma equipa que o tempo. Com os dois últimos campeonatos no bolso, o presidente do Benfica sabe que tem margem para apostar num treinador sem 'calo' de grande como Rui Vitória. Se lhe correr bem, então os méritos são todos da "estrutura" (ou da organização, como prefere chamar-lhe), liderada por ele próprio; se correr mal, Vieira manterá intacto o estátuto que fez por merecer nos 12 anos à frente do clube.
Como deixa bem sublinhado na entrevista que Record hoje publica, está confiante: a equipa é praticamente a mesma da época passada. Dos titulares, saiu Maxi Pereira. Mas a essas contas há que fazer mais algumas de subtrair. Os jogadores estão todos um ano mais velhos, o que pode ter um certo peso quando se fala de trintões como Júlio César, Eliseu, Jonas e Lima, todos eles titularíssimos indiscutíveis com Jorge Jesus. Além disso, em 2014/15, o Benfica cedo ficou limitado à luta pelo campeonato - e um plantel que já era curto para pensar também na Champions sê-lo-á novamente. A favor de Rui Vitória estão, também, contas de somar. Há jogadores que, nesta temporada serão necessariamente melhores do que há um ano. Samaris, Pizzi e Talisca, para apontar três potenciais titulares, arrancam para a segunda época de águia ao peito mais conhecedores do que lhes é exigido dentro de campo. Da mesma forma que se viu uma enorme transformação de vários futebolistas na segunda temporada (lembram-se de Matic?), é de esperar que haja mais valias em jogadores que deixaram dúvidas no passado.
Contas feitas, o plantel do Benfica está sensivelmente na mesma casa de partida em que estava na época passada. Se fizer o mesmo ou melhor, será uma época de enorme sucesso... para Luís Filipe Vieira."

45 milhões (pelo menos)

"45 milhões. Muito dinheiro. E muitas vezes 45 é dinheiro até fartar. O Sporting vem aplicando a jogadores novos e putativas promessas o rótulo tipo 'região demarcada', por via de uma cláusula de rescisão de 45 M.
O clube tem, aparentemente, duas políticas: um tecto para os salários e um chão para alienação dos direitos sobre os atletas. Critérios 'congruentes'.
Gostaria de perceber esta 'chapa 45', mas não chego lá, certamente por incapacidade própria. João Pereira, 31 anos, estava no desemprego e, com oportunidade, o Sporting contratou-o. Não satisfeito, apôs-lhe o tal valor para quem o quiser contratar mais tarde (!). Outros craques, Naldo e Ciani - este terá chegado a custar zero (um eufemismo para custos não explícitos) - foram etiquetados pelo mesmo valor. Segundo li, os insuperáveis, mas dispensáveis Iúri Medeiros, Tobias Figueiredo, Ricardo Esgaio, Wilson Eduardo, Rúben Semedo, Diogo Salomão e os ilustres desconhecidos Ponde, Kikas, Riquicho, Chaby, Mica Pinto e Edelino Ié estão seguros, também, por 45 M.  O pobre Gaitán, 27 anos, ao lado deles vale menos 10 milhões, tal qual o esforçado Jackson Martinez. Notável!
Mas, há mais. Gelson e Betinho arrasam com 60 M, tal qual os imprescindíveis Cissé e Enoh, bem acima de William Carvalho (54 M). Esta inflação clasular, que tem tanto de ilusório como de estúpido, não é monopólio dos leões. Mas, que diabo, alguém acha razoável estes valores que só desqualificam este instrumento de resgate?
Caso o SCP alienasse pelas cláusulas esta brilhante pletora de jogadores, limpava o passivo e sobrava-lhe dinheiro para comprar estrelas... para equipa A e B!"

Bagão Félix, in A Bola