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quinta-feira, 3 de março de 2016

Nos 112 anos do SLB... ou como ganhar um jogo a 3 'filósofos' com a ajuda da... filosofia

"Não podemos ter dúvidas de que o caminho escolhido é melhor. Nessa perspectiva, não podemos voltar a recear quem nos é inferior. Deste lado, ninguém tem medo de ninguém.

Semana de aniversário, semana para ganhar
1. No passado dia 28 de Fevereiro, o Sport Lisboa e Benfica completou 112 anos. São 112 anos feitos de verdade, sem falsificações, sem inventar datas de nascimento que nunca tinham sido referidas, durante décadas, até ao momento em que alguém se lembrou dessa antiguidade para legitimar outros discursos de falta de seriedade.
Porque, nisto como noutras coisas, quem vive na mentira, até a data de nascimento e a idade é capaz de falsificar.
Mas voltemos ao Benfica e ao momento em que Cosme Damião decidiu, com outros jovens, há 112 anos, lançar as bases de onde sairia o... maior de Portugal.
Desta, como de algumas outras vezes, o ato transcendeu a intenção.
Nesse mesmo momento fundacional, mas depois, durante todos estes anos.
Porque, desde então, houve sempre alguém que percebeu que o Benfica é muito maior que a soma de todos nós.
Os mesmos que desde há mais de um século, dia após dia, desafio após desafio, sonho após sonho, perceberam que cada um destes 112 anos só teriam consequência se fossem, realmente, feitos de glória e de uma fé inquebrantável na vitória, com tremendo orgulho, mas, também, com a humildade suficiente para continuar a querer ganhar, sempre.
Ontem como hoje, hoje como amanhã, amanhã como sábado!

Semana de ganhar, semana para convencer
2. Temos, pois, uma semana pós-aniversário para vencer e convencer. Um dia, quando o professor Manuel Sérgio ainda andava pelo Benfica e gozava da fama de influenciar, intelectualmente, quem nunca o poderia ser, por impossibilidade objectiva (ninguém foge ao seu próprio destino... por mais que se esforce), ouvi esse alguém invocar o filósofo marxista Ernst Bloch, para afirmar, aos 4 ventos... «o que é, já não pode ser». Nada mais verdadeiro, por muito que isso lhe custe: já não sendo, nunca o poderá voltar a ser.
E, não querendo regressos ao passado - de que recordamos o que conseguimos, mas começamos a perceber as condições que demos para que isso fosse atingido -, não podemos ter dúvidas de que o caminho escolhido é diferente e melhor. Nessa perspectiva, não podemos voltar a recear quem nos é inferior. Não dando razão a quem invoca a possibilidade de a nossa mente atrair o que mais tememos! Deste lado, ninguém tem medo de ninguém.
E se «não há nada no mais profundo de nós que não tenha sido lá posto por nós» (Richard Rorty), então teremos de ser nós próprios a descobrir o caminho para acabar de vez com alguns medos, para que prevaleça a coragem e a vontade de vencer os outros. E se, como diz, John Locke «o conhecimento do homem não pode ir além da sua experiência», então teremos, do outro lado, alguém cuja única experiência de vitória só a teve connosco. Por mais que isso lhe custe ouvir. Sabemos que são poucos os que ganham, porque são muito poucos os que se veem como vencedores. No sábado, saberemos ser os herdeiros dos que, em 1904, na Farmácia Franco, sonharam um Benfica... à Benfica!
Desde então, como diria Aristóteles, «somos o que repetidamente fazemos; a excelência não é, por isso, um ato, mas um hábito».
Sem qualquer preocupação com os outros, muito especialmente com os que emitem opiniões sempre tendenciosas (apesar de as catalogarem como livres). Porque sabemos e não nos devemos preocupar que, para esses, há erros de árbitros desculpáveis e outros perversos! Porque, para esses, há intervenções agressivas e outras desculpáveis face à situação em que encontraram o clube! Porque, para esses, temos - nós Benfica - de conviver, com superioridade, com esta guerra declarada feita de uma vontade inconsciente de vingança, só porque eles são bem mais pequenos! Porque, para esses, os outros não se conseguem libertar nem afirmar a não ser pela criação de conflitos! E tendo pena deles, não os criticam por ser mais fácil e por não representar qualquer perigo... criticar-nos, a nós!

Semana de convencer, semana para acreditar
3. Vamos, por isso, acreditar! Disputar o jogo de sábado sem medo e sem medos. Fazendo nossa a afirmação de Séneca de que nos «atormentamos, de mais, ou antes do tempo, ou sem motivo». Desta vez, não vamos ter motivo.
Continuando a dizer livremente o que pensamos, contra um sistema totalmente crispado e quase totalmente bloqueado. Acreditando que somos melhores, porque temos caráter, porque somos conscientes da força que temos e do que representamos, sem nos colocarmos em bicos de pés, para parecermos maiores do que somos. Recusando alinhar no chamamento à loucura dos outros, numa obstinação que só conduziria a uma ditadura. Porque, querendo muito ganhar, não fazemos da derrota dos outros a nossa preocupação!
Tal como Edmund Burke, também diremos, ainda mais esta semana, que «a tolerância, quando passa dos limites, deixa de ser virtude». Tolerantes com a opinião dos outros, com as paixões dos outros, desde que isso não signifique... falta de respeito por nós e por aquilo que defendemos. Sob pena de passarmos a não sermos dignos de nós mesmos.

Semana de acreditar, semana para liderar
4. Por isso, estou convencido que, se acreditarmos, se formos iguais a nos próprios, se entrarmos em campo como Benfica e à Benfica, sem fazermos «julgamentos errados com base nas aparências» (Pascal), vamos ganhar!
Claro que quero ganhar.
Claro que espero ganhar.
Como Emmanuel Kant, também entendo que «só está superado o que foi substituído» . Por isso superamos já o que substituímos. De forma competente, séria, profissional e sem espectáculo. O que outros - diga-se ainda não conseguiram, porque não conseguiram retirar do subconsciente o clube de onde saíram!
E se nesta cruzada, para responder a um trio de filósofos (mais os sobrinhos, afilhados e enteados que se vão esforçar por serem notados até sábado) houver lugar para invocar o utilitarismo de Jeremy Bentham, então serei coerente comigo e com a minha paixão clubística defendendo «a maior felicidade para o maior número de pessoas»: os sócios, os adeptos e os simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica. Haverá razão maior, nesta saga em busca das razões filosóficas para uma vitória, do que esta? Se somos mais e melhores... pois, então, vamos a isto! E, embora saibamos, como diria Harvey Cox, que «a festividade não se pode confundir com frivolidade», estaremos no confronto de sábado, como em todos os outros, com a alegria de sempre, mas, também, com o sentido das dificuldades que temos que ultrapassar e da responsabilidade que saberemos assumir! Sem desconsiderar o desrespeitar quem gosta do nosso adversário.
Apesar de, entre todos, a ninguém lhes assentar melhor a definição do Conde de Lippe, reorganizador do exército português a pedido do Marquês de Pombal, quando rotulava alguém que seria composto por... «o clero [que] finge que reza, a nobreza [que] finge que é nobre e o povo [que] finge que é livre». Mas como cada um tem o que merece... Vamos a isto, Benfica?

PS: Já o disse antes do encontro da primeira volta e volto a repeti-lo, agora. E como se comprovou - pela classificação depois da última jornada - tinha... «toda a razão do mundo»! O resultado do jogo do próximo sábado contará para a história dos dois clubes, mas não contará para a história deste campeonato. Essa será feita com a hierarquização das últimas épocas. Perceberam?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Afinal eles também falham

"A saga dos penalties voltou. Não tanto para a compulsiva análise que por cá sempre se faz sobre a justeza ou não da falta. mas por duas notícias: a do penalty (indirecto) que Messi começou por marcar num passe para o finalizador Suarez e a da estatística de Ronaldo após o comprometedor falhanço em Málaga.
Quanto à primeira, apenas sublinhava um aspecto. O Barça estava já a vencer o At. Bilbao por números expressivos e a façanha foi, na minha opinião, uma forma, ainda que não intencional, de amesquinhar o adversário e colegas de profissão. Se o resultado estivessem num empate, fariam do mesmo modo? É preciso ser-se senhor na derrota, como na vitória.
O segundo ponto foi a surpresa dos penalties falhados por Ronaldo. Ou talvez não. O nosso craque falhou 16 em 103 ocasiões (16%). Por curiosidade, procurei os números do seu principal émulo. E verifiquei que Messi falhou ainda mais: 21% (16 em 75, até Setembro 2015). Semelhante ao desperdício de Óscar Cardozo no Benfica: 21,5% (11 em 51). Se percorrermos os grandes craques desde Pelé a Eusébio, Cruyff a Maradona, Platini a Figo certamente que as falhas também foram significativas. Bem gostaria de ter essas estatísticas (Rui Miguel Tovar tê-las-á?), sobretudo do grande Eusébio, que penso terá desperdiçado bastante menos, apesar de, curiosamente, o primeiro falhanço ter acontecido na sua estreia.
Julgo não ser arriscado dizer que os maiores especialistas de grandes penalidades falham uma em cada 5 oportunidades. É obra, o que mostra que aquele momento é sempre difícil. Para eles e... para mim, nos segundos que antecedem um penalty do Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

Benfiquismo (XXXII)

Basquetebol no feminino... no Benfica em 1936 !!!
Pousando para a foto com as adversárias do Recreativo Ginásio...

quarta-feira, 2 de março de 2016

Grandes...

Ethnikos 2 - 3 Benfica
25-23, 20-25, 19-25, 28-26, 11-15

Já está... pelo segundo ano consecutivo, estamos nas Meias-finais da Challenge Cup da CEV. Algo verdadeiramente extraordinário para a realidade portuguesa...
Só precisávamos de vencer 2 Set's, mas as coisas começaram mal!!! Entrámos a perder por 5-0 no 1.º Set, acompanhado o jogo por infos online, temeu-se o pior... mas já na Luz, o 1.º Set foi o pior!!! A equipa foi recuperando, e chegámos mesmo a empatar o Set... mas no sprint perdemos!!! Mas ficou a ideia, que sem aquele arranque a história teria sido outra...
O professor Jardim, decidiu trocar o Duff pelo Mart!!!
O 2.º Set foi quase ao contrário: conseguimos uma boa vantagem durante o Set, mas perto dos 20 pontos, permitimos a 'colagem' dos Gregos, e desta vez fomos nós a sprintar para a vitória... Era só preciso mais um...
O 3.º Set foi parecido, boa vantagem do Benfica, a meio do Set permitimos uma recuperação, depois do 2.º tempo técnico só deu Benfica... E qualificação garantida!!!
Revolução no '6', só o Ivo e o Mart mantiveram-se, reentrou o Duff para o lugar do Zelão; o Gelinski para o lugar no Renan; o Oliveira e o Kolev para os lugares do Roberto e do André...
Com os Gregos também a trocarem os seus jogadores, o 4.º Set foi emotivo, e só foi decidido nas vantagens... Na negra, acabámos por ganhar com 'facilidade'!!!
O ano passado, já tínhamos jogado em Alexandroupolis (e numa situação idêntica acabámos por perder na negra), ultrapassamos os Gregos (que este ano estavam mais fortes), e jogámos as Meias-finais com o fortíssimo Ravena. Este ano a história não será diferente... No momento que escrevo este post, ainda não terminou o jogo em França, mas muito sinceramente entre o líder da Liga Francesa, e o 5.º classificado da Liga Italiana, a diferença não será muita... Tal como o ano passado, temos que nos superar para regressar à Final...

ADENDA: Acabou em França e vitória para os Italianos por 2-3, tal como já tinha acontecido na 1.ª mão.
Sendo assim, vamos regressar a Itália, depois do Ravena, este ano temos o Verona... a diferença está na ordem nos jogos, o primeiro jogo é em Verona, e o segundo na Luz...

Um bocadinho honestos...

"Gosto muito de hóquei em patins, modalidade que, tantas vezes desconsiderada, persiste com a dedicação e perseverança de dirigentes, técnicos e atletas. Felicito A BOLA TV pela transmissão de jogos do campeonato, ao contrário de estações com maior responsabilidade pública.
O Óquei de Barcelos-Benfica de sábado foi um magnífico jogo. Pavilhão repleto e entusiasmo transbordante. Tirando os jogos entre SLB e SCP em futsal, não há outra modalidade de pavilhão em que o interesse popular seja maior.
Nestas transmissões, é já habitual o comentador Pedro Mendes ser de uma parcialidade desmedida, quando o Benfica joga. Mas, neste jogo, ultrapassou todas as marcas. Não me refiro às banalidades que amiúde repete (p. ex.: «Que ganhe a melhor equipa e que a melhor seja a que marque mais golos» (sic) e «Barcelos a explorar a posse de bola». (sic). Refiro-me sim à não dissimulada sanha contra o Benfica. Passou o jogo a desvalorizar os golos encarnados, a atirar-se aos árbitros quando o Benfica marcava (enfatizando maliciosamente tratar-se de árbitros de... Lisboa) e a acabar dizendo que até tinha sido uma boa arbitragem quando, num jogo de 8 cartões azuis, se sucedeu a marcação de penáltis e de livres directos contra o Benfica. A certa altura, saiu-lhe o raciocínio para a verdade, quando o Benfica beneficiou de um claro livre directo, ao ser obrigado a concordar com a evidência da falta e proclamando «nós temos que ser um bocadinho honestos» (sic).
Sim, um bocadinho, evidentemente! Q.b.
P.S. E se o lance em Guimarães na área do SCP aos 93 m tivesse sido com o SLB, o que já se teria escrito no contumaz Facebook?"

Bagão Félix, in A Bola

Depende do lado em que estamos?

"Ganhar é o objectivo supremo dum jogo de futebol. Seja numa competição profissional seja entre a rua de cima e a de baixo.
Claro que no jogo dos solteiros contra casados aquilo pode ser mero pretexto para uma almoçarada de convívio; claro que numa competição profissional por vezes empatar pode ser tão útil como ganhar e em certas competições por vezes até perder (desde que por resultado conveniente) vale justas loas ao sucesso. 
Posto isto, não posso deixar de trazer a debate questão polémica:
- Existem limites éticos para se conseguir uma vitória ou vale tudo o que for possível? Não falo de um golo em fora de jogo, situação em que tantas vezes o jogador que dele beneficia não se apercebe de estar em posição irregular. Falo, sim, de batota a sério como deliberadamente alguém se atirar para o chão sem ter adversários por perto (note-se que já estou a fugir aos lances em que há contacto e painéis de peritos em comentário televisivo argumentam durante horas que houve, e que não houve, falta, consoante as cores clubistas que defendem); ou de comportamentos antidesportivos como aquele que vi ao jovem Hugo Basto, do Arouca, no jogo com o SC Braga: havendo penalty contra a sua equipa, o defesa aproveitou momento de confusão e aproximou-se da marca para pisar a relva à volta da bola, fazer-lhe buracos e, assim, dificultar a vida ao adversário, que acabaria por falhar o pontapé e permitir a defesa ao guarda-redes.
Posto isto, fica o desafio a cada um dos leitores. Com o que se identifica mais: a máxima de Jorge Jesus, «o fair play é uma treta», ou a de Manuel Pellegrini, «mais importante que ganhar é o estilo com que se ganha»? 
É dos adeptos o poder máximo de fazer heróis ou desmascarar vilões."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Benfiquismo (XXXI)

Uma das grandes equipas do Benfica... em Patins!!!
Carlos Alberto, Vítor de Sousa, Vicente, Casemiro, Livramento, Nogueira, Garrancho e Mário Santos
Treinados por Torcato Ferreira

Lixívia 24

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 58 (-5) = 63
Sporting........ 59 (+13) = 46
Corruptos.......55 (+11) = 44

Semana relativamente calma nos apitos, apesar de todas achas que foram metidas na fogueira durante a semana. O facto de Rui Vitória ter optado por mandar para o banco o Renato, acabou por 'retirar' argumentos, mesmo para os mais inventivos!!!
Nas antevisões parecia que o Renato era o único jogador em perigo de falhar o derby... tal era a fome de 'sangue'!!!

A jornada começou em Belém com o Capela a não ter interferência no resultado, algo realmente extraordinário, tendo em conta a 'sorte' do Capela!!! Mesmo assim ainda perdoou alguns cartões aos Corruptos: Maxi, André2...

Como é óbvio não vi o jogo de Guimarães, mas fazendo um apanhado das crónicas, parece-me que a estratégia do Cosme na Luz, e do Tiago Martins em Guimarães era a mesma: protelar ao máximo os amarelos!!! Se na Luz, isso até foi relativamente fácil... no Minho, com o jogo a 'aquecer' o árbitro teve que alterar o critério...

Na Luz, o jogo foi fácil de dirigir, mesmo assim o Cosme tentou complicar, permitindo dois contra-ataques perigosos ao União, após faltas óbvias sobre o Pizzi e o Talisca...
Nos lances com o Jardel, esteve bem:
- no pedido de Amarelo, tendo em conta o critério no resto da partida, não podia mostrar Amarelo, por um contacto com a barriga!!!
- no suposto penalty, também esteve bem, já que foi o avançado do União que se desequilibrou sozinho, antes do Jardel lá chegar... e já agora o contacto é fora da área, portanto nunca seria penalty!

Ainda sobre o adiamento do jogo da Luz: reforço a ideia que houve premeditação por parte do Presidente do União... e se não houve premeditação então foi de uma incompetência atroz!!! Este tipo de adiamentos de jogos, não acontecem em outros Campeonatos, seja pelo Nevoeiro, seja por falta de ligação área...
A Liga tem a obrigação de preventivamente, estar avisada e agir antes que o problema aconteça... Aquilo que fizeram a muitos Benfiquistas, a maior parte de longe, muitos da Casas do Benfica que se iam deslocar ao Estádio de excursão, foi criminoso...


O Tiago Martins tem sido na minha opinião um dos melhores árbitros, nesta temporada... mas desta vez, calhou-lhe um jogo difícil...
Primeiro tentou poupar Amarelos, mas depois teve que apertar o critério e quando isso acontece, existe sempre alguém mais beneficiado... Mas menos um Amarelo, mais um Amarelo, creio que os prós-e-contras, foram repartidos...
O grande erro, foi já nos descontos: para mim, o Ruiz fez penalty!
Eu sei que não é um lance fácil, mas o Andrade está à frente, estica a perna, toca na bola, e é derrubado por trás, com o joelho, e depois com todo o corpo pelo Costa-riquenho... Haverá Lagartos a dizer que foi 'rasteira' do Andrade, mas muito sinceramente o Ruiz foi imprudente, na forma como 'atacou' o lance...
Independentemente da opinião sobre este lance, a forma como a suposta polémica foi varrida para baixo do tapete, é bastante esclarecedora da forma enviesada como os Casos são julgados no Tugão!!!

ADENDA: Só hoje (Quarta-feira) todas as 'entradas' do William em Guimarães! A primeira que nem Amarelo foi, é para Vermelho!!!


Uma última nota para nomeação de Soares Dias para o Derby, poucas semanas depois de ter apitado a nossa derrota na Luz no Benfica-Corruptos! Aliás Soares Dias este ano apitou 2 jogos do Benfica, perdemos ambos... Portanto, é sem dúvida o árbitro mais qualificado para apitar este jogo!!!
A única derrota do Judas no Benfica em Derby, foi em Alvalade, num jogo apitado pelo Soares Dias, um daqueles 'roubos' épicos, branqueados totalmente pela descomunicação social...
Prevejo, mais um jogo de impunidade total para os caceteiros Lagartos... E penalty's a favor do Benfica, é certo que não vão existir.
A nossa sorte, é que tal como eu afirmei na Crónica do jogo de ontem, o Benfica vai sair da Alvalade, com 99% de possibilidades de ser Tricampeão se ganhar; 85% de empatarmos; e 50% se perdermos!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado
19.ª-Arouca(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
20.ª-Moreirense(f), V(1-4), Manuel Oliveira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Corruptos(c), D(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
24.ª-União(c), V(2-0), Cosme, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
19.ª-Marítimo(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
20.ª-Estoril(f), V(1-3), Tiago Martins, Nada a assinalar
21.ª-Arouca(c), D(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
22.ª-Benfica(f), V(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Moreirense(c), V(3-2), Luís Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
24.ª-Belenenses(f), V(1-2), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Académica(c), V(3-2), Cosme, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
21.ª-Rio Ave(c), E(0-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
22.ª-Nacional(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(2-0), Rui Costa, Nada a assinalar
24.ª-Guimarães(f), E(0-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada
18.ª jornada
19.ª jornada
20.ª jornada
21.ª jornada
22.ª jornada
23.ª jornada

Épocas anteriores:

Adeus Cosme Damião! Obrigado Damião! Eterno Pai do Benfiquismo!

"Há precisamente cem anos o nosso Cosme Damião fez o último jogo com o Manto Sagrado: 26 de Fevereiro de 1916

Decidiu despedir-se antes do final da temporada. Num jogo internacional, quando estava concluído -  e conquistado - o Campeonato Regional de Lisboa, mas faltava disputar ainda a Taça de Honra de Lisboa! E ele, no Futebol, nada fazia por acaso. Foi um adeus pensado.
Cosme Damião tinha uma resistência invulgar. Desde que o plantel da 2.ª categoria de 1906/07, para responder à debandada para o Sporting dos principais futebolistas, assumiu inscrever-se no campeonato da 1.ª categoria em 1907/08 fez 167 jogos, com 156 consecutivos, mas só não foram os 167 porque 'falhou um, o último da temporada de 1914/15, para «perceber» o impacto da sua ausência na equipa. Como não gostou do que viu, manteve-se durante mais 12 encontros em 1915/16. Esta temporada ainda teria mais 13 jogos mas já sem contar com ele a jogar como médio centro. Além destes 167 encontros, há ainda mais um jogo que até foi a sua estreia, ainda que episódica, na 1.ª categoria, em 17 de Março de 1906, para substituir um futebolista que não compareceu. A jogar na 2.ª categoria como médio-centro foi fazer o lugar de José Cruz Viegas como defesa direito. Há ainda outro jogo, em 10 de Junho de 1922, daí Cosme Damião contar com um total de 169 jogos, mas que tem história à parte!

1905: Cosme Damião e a tarimba na 2.ª categoria
Com 24 fundadores e inúmeros aderentes ao novo clube não foi difícil o Grupo Sport Lisboa, através do seu 'técnico-de-carolice' Manuel Goularde, constituir duas equipas ou 'teams' como se dizia e escrevia nesses tempos em que o Futebol ainda era Foot-Ball. Logo nas primeiras presenças da segunda equipa em campo surge Cosme Damião como médio centro, embora a posição em 1904/05 e épocas seguintes fosse designada por meia-defesa central.
Depois de muitos anos a jogar-se de improviso e esporadicamente, ao ritmo de desafios e reptos, lançados em tertúlias e jornais surgiu uma iniciativa louvável, por sugestão de um estabelecimento de venda de artigos desportivos que também editava uma revista, a Casa Senna. Foi a publicação 'Tiro e Sport' que lançou e acompanhou o primeiro torneio 'à séria' para clubes, realizado em Lisboa, fazendo disputar um troféu, o 'Bronze Viúva Alexandre Senna'. Nem todos os clubes existentes em Lisboa tiveram coragem de se apresentar em campo para medir forças e mostrar o que valiam. O Sport Lisboa não teve problemas e inscreveu-se. No dia do jogo, uma espécie de meias-finais, em 17 de Março de 1906, foi necessário recorrer a um futebolista da 2.ª categoria, para completar a equipa, o nosso 'onze'. O escolhido foi Cosme Damião para jogar como defesa-direito, algo de extraordinário ou talvez não. É que o defesa-direito da 2.ª categoria era Henrique Teixeira, mas Manuel Goularde confiou mais no médio-centro dessa categoria para fazer o lugar. Ou talvez Henrique Teixeira não estivesse disponível. Talvez um dia se consiga saber com maior precisão o que se passou nesse dia um da vida de futebolista, na 1.ª categoria, de Cosme Damião.

1907: resistência e soluções
Uma temporada depois, em 1906/07, já Cosme Damião na 2.ª categoria conquistara, em Abril de 1907, para o Sport Lisboa um troféu no torneio do Internacional (CIF) quando no Verão se assiste à debandada dos melhores futebolistas (oito da 1.ª categoria) para o Sporting. Entre tantas dificuldades emergem os resistentes, com Cosme Damião a ter papel decisivo na reorganização do Sport Lisboa optando-se por manter o clube activo inscrevendo a equipa (plantel) da 2.ª categoria e os que restaram da 1.ª equipa no campeonato de Lisboa para 1.ªs categorias. O Sport Lisboa estava mais forte porque soubera resistir quando tudo indicava que iria sucumbir.

1908 a 1915: Conduta acertada com rumos e sapiência
Resolvida a componente desportiva (e futebolística) sempre o fundamento do Glorioso até à actualidade não se 'cruzaram os braços'. O próximo passo foi dado com segurança. Juntar o Sport Lisboa ao Sport Benfica, garantido a autonomia do Futebol e a utilização pelos futebolistas dos principais símbolos do Clube fundado em 28 de Fevereiro de 1904. Uma espécie de 'Em Clube que vence (e é gloriosíssimo) não se mexe'! E assim foi em 13 de Setembro de 1908, quando o campo da Feiteira passou a ter futebolistas ilustres e de excelsa qualidade a utilizá-lo. Com Cosme Damião a assumir cada vez mais protagonismo, até à sua nomeação como dirigente e capitão-geral, em Maio de 1909, ou seja, responsável por toda a actividade desportiva do Sport Lisboa e Benfica. Depois seguiram-se anos atrás de anos, com Cosme Damião rodeado de outros associados cheios de genica e boa vontade que criaram um Clube ímpar. Estava em marcha o Benfiquismo.

1915/16: derradeira temporada
Depois de mais de uma década a 'jogar à bola' Cosme Damião decidiu 'arrumar as chuteiras'. Tentou em final de 1914/15, não jogando no último jogo da época. Não gostou do que viu. Havia um Regional para vencer na temporada seguinte (1915/16), pois o Sporting conquistara o título pela primeira vez em 1914/15. Não podia arriscar novo desaire. O Benfica ficar duas temporadas consecutivas a ver passar a glória. Havia que recuperar o 'ceptro' de campeão regional. Tinha de continuar a jogar para garantir maiores probabilidades e fazer a integração dos futebolistas com valor que aceitara no Clube no final de 1914/15. E assim foi. Campeonato recuperado, Cosme Damião de despedida.

Capitão-geral até 1926
«Arrumou as chuteiras» mas não desleixou a dedicação e o orgulho de ser Benfiquista. Continuou como capitão-geral a orientar os mais novos, avisar os mais velhos, coordenar, equilibrar e orientar as equipas (as quatro categorias) de modo a fazer do Sport Lisboa e Benfica um clube cada vez mais campeão, mais triunfador, mais forte, mais conhecido, mais popular, mais atractivo para quem queria jogar ou associar-se, pagando quotas, a uma grandeza que se revelava imparável. Em 1926 o modelo estava esgotado, sem que ele se apercebesse. Mas o seu Benfiquismo criara raízes, permitindo que outros Benfiquistas de gerações mais novas soubessem, no momento certo, tomar as decisões que se impunham. E assim foi.

'Águia de Ouro' em 1935
Cosme Damião afastou-se desgostoso, em 1926, regressou em 1931 para presidir à Mesa da Assembleia Geral até 1935 quando foi agraciado com o galardão supremo do Benfiquismo que ele laboriosamente criara, com a 'Águia de Ouro'. Depois de 1935 restaram-lhe uma dúzia de anos de vida. Faleceu em 12 de Junho de 1947, com 61 anos e 21 anos depois de ter 'arrumado as chuteiras'. Precisamente a data que assinalamos hoje. 26 de Fevereiro de 2016. Cem anos depois!"

Alberto Miguéns, in O Benfica

terça-feira, 1 de março de 2016

Contas...

O Benfica divulgou ontem ao final do dia o Relatório & Contas do 1.ª Semestre da época 2015/16.
Sem surpresas, com lucro de 4,6 milhões de euros... Não sendo especialista, o numero que me agrada mais são os 11,9 milhões de euros positivos, nos Resultados Operacionais sem os Direitos dos Atletas...
Aqui fica o link para quem quiser consultar (aqui).

Tão diferentes

"Não sei se o Benfica será a única fonte de inspiração do presidente leonino, mas é, seguramente, a principal e sem ela veria a sua caudalosa inspiração secar-se-lhe num ápice. Ficaria sem temas de conversa, o que, apesar dos incentivos que alguns adeptos lhe dispensam, não seria mau de todo, na medida em que, no universo do leão, está por avaliar a influência da ala mais frenética no apoio a esta política truculenta, do tipo nós contra todos.
A propósito, depois de se ter pronunciado nos modos em que o fez acerca de um almoço entre figuras benfiquistas e sportinguistas que parece ter anos e acontecer com alguma regularidade, não será de estranhar que os jogadores que representaram o emblema do leão na campanha de Inglaterra em 1966 sejam igualmente alvo da fúria presidencial por terem aceitado a homenagem que o Benfica, na pessoa de Luís Filipe Vieira, fez aos magriços por ocasião da gala dos Prémios Cosme Damião.
O futebol cativa e entusiasma. É espectáculo de multidões, intenso e vibrante, além de cenário de apreciável beleza quando praticado por jogadores de elevada craveira técnica. É ainda factor de agregação e de convívio e nunca pasto de intriga e de agressão verbal (ou até física...). O futebol suscita a discussão acalorada, mas jamais deve ser utilizado como via de promoção da maledicência ou do insulto.
Atenção, que não quero dizer que o presidente benfiquista é o cordeiro e sportinguista o lobo mau, nada disso, mas é evidente que existem diferenças entre ambos, muitas e significativas.
1. Luís Filipe Vieira chegou à presidência do Benfica há mais de dez anos com quase tudo por (re)fazer. O actual Estádio do Sport Lisboa e Benfica acabara de ser inaugurado, coincidindo com o final de mandato de Manuel Vilarinho. A seguir foi preciso recuperar a credibilidade de instituição espezinhada por gestões irresponsáveis, tirá-la da situação de ruína e travar árduas batalhas na recuperação do bom nome da águia. Ao mesmo tempo que se desenvolvia o fantástico espaço do Seixal e se erguia em redor do estádio um complexo moderno e à dimensão da grandeza do clube.
Bruno de Carvalho só teve de sentar-se à mesa e servir-se do que algumas ovelhas tresmalhadas do rebanho lhe deixaram. O resto já estava feito. Lançou, no entanto, a primeira pedra do pavilhão e prometeu a conclusão para este ano de 2016.
2. Luís Filipe Vieira é um presidente de tribuna, defensor de projectos e de causas. Desde a primeira hora pugnou pela verdade no futebol português, sem truques, nem esquemas. Privilegia a discrição e creio que durante o seu já longo consulado os dedos de uma mão sobram para registar os excessos por ele praticados, o que nada tem a ver com a elevação do tom de voz na salvaguarda dos interesses da águia. Bruno de Carvalho é um presidente de banco, cercado por inimigos que só ele consegue ver para mais facilmente dar gás aos conflitos que gera. Tem-se limitado a adaptar manigâncias do passado e a recolocar no centro da discussão a arbitragem, esgrimindo, porém, argumentação já gasta de tanto uso.
3. Luís Filipe Vieira deseja conquistar muitos títulos, sobretudo no futebol, mas nunca permitiu ficar refém deles e demonstrou-o há três anos quando, contra tudo e contra todos, segurou Jesus em temporada de fracassos. Fê-lo em obediência ao plano que idealizara, convicto de que um título perdido não pode afectar a estrutura do edifício desportivo.
Bruno de Carvalho enveredou pela promessa fácil e inventou dinheiro para captar a cumplicidade dos mais distraídos da família leonina, acenando-lhes com um campeonato, sem se dar conta que ao fazê-lo ficou prisioneiro dessa estratégia de casino, por ter mais a perder do que a ganhar. Se não for campeão vai ser o primeiro, e se calhar único, culpado a quem será apontado o dedo acusador por falta grave. Se o Sporting for campeão, como provavelmente será, vai ter de contentar-se com o resto da sobremesa que lhe puserem no prato. Sim, porque em cada jogo, quem ganha ou quem perde é o treinador, não é o presidente, e com o feitio que se lhe conhece, se os foguetes estrelejarem, Jesus não costuma facilitar nos aplausos. O pai do título será ele e mais ninguém..."

Fernando Guerra, in A Bola

Jardel

Mais uma renovação do Benfica, com um jogador que até tenho criticado ultimamente, mas que é muito útil ao Benfica... Por alguma razão, o Jardel desde da lesão do Luisão, tem estado abaixo do normal!!!
Mas independentemente disso, tem sido o Central mais regular de toda a Liga!!! Além disso é uma peça importante no balneário...


Gianni, FIFPro e FPF

"Gianni Infantino acaba de ser eleito presidente da FIFA Está de parabéns. Não vai ser fácil, todos exigem uma nova ordem desportiva mundial, mas o presidente da FIFA tem a oportunidade histórica para virar a página e fazer as reformas que se exigem.
Gianni tem a seu favor a paixão, a determinação, a competência e uma visão única do futebol. Este tempo novo exige um programa ambicioso, mas acima de tudo exige mais diálogo social, mais solidariedade e mais igualdade.
Gianni saberá unir e representará todos os interesses do futebol, estará ao nível dos desafios. Espero que lhe sejam dadas condições para o exercício do seu mandato. O Sindicato português não deixará de o apoiar. Dele espero que respeite todos os jogadores e a FIFPro a sua voz mundial.
A Federação Portuguesa de Futebol e o seu presidente, Fernando Gomes, apoiaram desde a primeira hora esta candidatura. Tiago Craveiro e Onofre Costa trabalharam de perto com o presidente da FIFA e fizeram a diferença. Bem como Luís Figo e José Mourinho. Todos elevaram o nome do futebol nacional. Parabéns. Seguem-se as eleições na FPF, dia 4 de Junho. Fernando Gomes é, até à data, e provavelmente até ao fim, o único candidato. O presidente conseguiu reorganizar a FPF administrativa e financeiramente, afirmando a sua dimensão internacional ao ser eleito para o Comité Executivo da UEFA. Apoiou e valorizou as associações distritais e promoveu o futebol amador, o futebol feminino, o futsal e o futebol de praia. O diálogo social permanente que mantém com as associações de classe e demais agentes desportivos, a sua disponibilidade, a sua capacidade de trabalho e o respeito pelos compromissos assumidos caracterizam o seu mandato. Fernando Gomes deixa um património desportivo, uma marca indelével no futebol português, a cidade do futebol.
No que mais nos diz respeito, destaco a sua lealdade, a promoção dos jogadores nacionais e a valorização do seu papel nas organizações desportivas ao integrar, por exemplo, João Vieira Pinto, Pauleta, Humberto Coelho e Mónica Jorge na sua direcção.
A continuação do bom trabalho representa uma oportunidade para se assumir como um forte candidato à presidência da UEFA. Força, Fernando."

O novo presidente da FIFA

"1. As primeiras declarações públicas do recém-eleito presidente da FIFA, Gianni Infantino, foram feitas à Rádio Uno da RAI: «Enfrento esta grande responsabilidade com orgulho e humildade. Estou pronto a arregaçar as mangas para fazer tudo aquilo que prometi. Meu pai era de Reggio Calabria e minha mãe de Valle Camonica, nos Alpes centrais da Lombardia, um calabrês e uma lombarda, gente humilde de trabalho que sempre foi respeitada. Na minha juventude cheguei a fazer a lavagem das carruagens dos comboios. Embora tenha nascido e estudado na Suíça, sinto-me cem por cento italiano.» Infantino não o diz, mas está preocupado com os 110 milhões de dólares de passivo da FIFA. É a primeira vez que acontece em mais de 20 anos. Os principais patrocinadores abandonaram o organismo e depois do Mundial no Brasil não foi assinado nenhum outro contrato de sponsorização. Ninguém quer confundir-se com uma instituição enterrada na lama até ao pescoço. Muitos deles, porém, regressarão, até para não dar espaço às empresas concorrentes.
2. É claro que o italiano não vai poder cumprir o seu programa in totum, vasto e ambicioso. Desde logo a construção de dezenas de escolas de futebol em África e as generosas promessas de distribuir cinco e 40 milhões de dólares, respectivamente, às 207 Federações e seis Confederações mundiais, o que perfaria mil e 200 milhões de dólares. Por outro lado, também o alargamento do Mundial a 40 Federações parece um exagero e a ECA, representada pelos principais clubes da Europa, já lhe lembrou isso ao enviar a mensagem de felicitações. Mas ainda bem que a vencer esta eleição tenha sido um dirigente europeu. Depois do êxodo bíblico de milhões de muçulmanos a invadir o nosso continente, muito mau seria que também os magnatas de túnica e turbante se apoderassem das mais importantes instituições."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Haverá Liga para além do dérbi

"Aconteça o que acontecer no sábado à noite, em Alvalade, a única certeza é a de que o campeonato não vai ficar 'fechado'. A possibilidade de termos já a Liga (praticamente) resolvida passava pela dupla vitória do Sporting frente a V. Guimarães e Benfica, mas com o empate dos leões no Minho dá-se este curioso paradoxo: o bicampeão nacional chegará ao dérbi com menos um ponto, mas num quadro motivacional mais interessante. Não garante nada, mas é nesse 'clima' que o Sporting-Benfica vai começar. Mesmo que isso pouco ou nada represente.
O FC Porto foi outro dos vencedores da jornada: está a 4 pontos do 1.º lugar e caso vença em Braga, na jornada que se segue, então será ainda mais candidato do que já é hoje. Fica até a ideia de que,com este empate do líder em Guimarães, terá nascido ontem um novo campeonato. A corrida, que era a dois, passou a três. Questão importante: o Benfica ainda terá de pensar na Champions e na meia-final da Taça da Liga; enquanto o FC Porto 'carimba' amanhã a qualificação para a final da Taça de Portugal e ficará, depois, com largas semanas para gerir o jogo do Jamor. O Sporting, por seu lado, tem unicamente o campeonato em mente. Poderá o calendário ter influência nesta recta final? E, nesse caso, o que será mais importante o menor desgaste físico a que os leões estarão expostos ou o reforço anímico que Benfica e FC Porto podem vir a ter pela possibilidade de conquistarem títulos, mesmo que secundários? De outra forma: é melhor competir apenas numa prova ou em duas ou três? Há alguma dúvida?
Dois heróis nos jogos de ontem. Na Luz, Jonas. O brasileiro, que lidera a Bota de Ouro, nunca jogou a um nível tão alto. E esse mérito cabe a Rui Vitória. Em Guimarães, o jovem Miguel Silva (20 anos) foi brilhante: defendeu tudo. O futuro é dele."


E os adeptos?

"Por motivos meteorológicos, esta crónica não é sobre o Benfica-União. A razão é simples: à hora para a qual o jogo foi remarcado, o autor destas linhas estava a dar aulas. Mas não podendo escrever sobre o Benfica. ganhei um bom pretexto para me dedicar ao calendário da Liga e à incapacidade de se proceder à marcação dos jogos com um mínimo de antecedência.
Nesta altura, sabemos a que horas são os jogos da próxima jornada, mas nada é conhecido sobre a seguinte (disputada a 13 de Março). É mais um daqueles absurdos em que o futebol português é vezeiro e um desrespeito pelos (poucos) adeptos que escolhem ir ao estádio, em lugar de verem futebol televisionado. 
Pense-se num adepto dos três grandes, que gostava mesmo de poder assistir a todos os jogos do seu clube. Se tem esse objectivo, resta-lhe trancar todos os fins de semana e rezar para que ninguém se lembre de marcar aquele almoço de família a que não pode mesmo faltar. É que nunca se sabe se o jogo vai ser à sexta, sábado, domingo ou até segunda-feira. Muito menos a hora certa. É uma lotaria.
Não há nada de específico no futebol português que impeça alguma planificação, que permita aos adeptos organizarem-se para irem aos estádios. Compare-se com o bem mais complexo calendário da NBA (mais equipas, distâncias maiores, mais intempéries e mais canais a transmitirem partidas). Neste caso, é possível saber dia e hora exacta de todas as partidas até ao fim da fase regular.
Talvez fizesse sentido criar um provedor do adepto para defender quem gosta de futebol. Esperem, o cargo já existe e, como seria de esperar, ninguém dá pela sua existência."

Futebol no Natal só com lareira

"Fazia-se sentir-se um frio tão grande, que houve quem acendesse fogueiras nas bancadas do Estádio do Restelo.


Ao contrário do que já vinha sendo habitual, a Taça de Honra de 1972/73 não foi disputada no início da época, mas sim nas férias de Natal. Assistiu-se, em pleno Inverno, a uma prova de verão!
Foi a 23 de Dezembro de 1972, numa tarde cinzenta e fria, que se realizou a final entre o Benfica e o Atlético, no Estádio do Restelo. A afluência ao estádio foi 'apreciável', tendo em conta a 'baixa temperatura que assolou Lisboa'. Foram, de facto, 'heróicos' os espectadores que 'tiveram a coragem de cruzar os portões do estádio' naquela tarde 'tão fria e tão negra que até fazia prever Natal branco' na capital.

Esperava-se uma vitória fácil do Benfica, mas o Atlético, que vencera o Sporting na meia-final, revelou-se uma equipa determinada em não facilitar. Conseguiram marcar na segunda parte e manter o empate a uma bola até ao final do tempo regulamentar. Foi, então, necessário recorrer ao desempate com a marcação de grandes penalidades.
Apenas o interesse durante todo o desafio conseguiu manter o público nas 'frias bancadas do campo tão geladas que neste ou naquele sector os espectadores tiveram de acender fogueiras', para que pudessem suportar o frio que não era de todo habitual em Lisboa. 'Se não fossem as torres de iluminação pensaríamos que estávamos no tempo da «capa e espada» com os archotes e as fogueiras bem acesas'.
Nas grandes penalidades, o treinador Jimmy Hagan decidiu guardar Eusébio para o fim, o que provocou grande impaciência no público. Foi o seu remate que obteve o golo que ficou o resultado em 4-2 e deu a vitória ao Benfica. No final, os jogadores recolheram rapidamente às cabines, dizendo 'que mesmo depois de terem andado 90 minutos a correr ainda tinham frio'. Em declarações à imprensa, Eusébio até se queixou que 'o frio tolheu os movimentos e raciocínio'.
Foi neste ambiente gelado e natalício que o Benfica 'levou para o sapatinho' o primeiro troféu da temporada de 1972/73, que pode ser visto na área 9. Honrar a cidade do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica

Benfiquismo (XXX)

Minervino Pietra a meter na ordem Bruno Conti...
Parabéns ao nosso treinador-adjunto pelo 62.º aniversário!

Vermelhão: Jonas, medicamento para serenar as almas !!!

Benfica 2 - 0 União da Madeira


Foi um jogo estupidamente nervoso: marcámos no primeiro remate, mas depois, mesmo jogando lento, tivemos muitas oportunidades de aumentar a vantagem, mas fomos falhando golo atrás de golo... criando nas bancadas aquela sensação de que os outros, no primeiro remate de jeito podiam empatar!!! Até que o Jonas desvia para o bis, e para o descanso dos corações vermelhos...!!!

Ao contrário do que foi dito antes do jogo o Rui Vitória resolveu 'proteger' o Renato e o André... e com o castigo do Eliseu, entrámos em campo com 3 alterações. Foi um risco calculado, mas podia ter custado caro... O União veio defender, com 11 jogadores nos últimos 30 metros durante os 90 minutos... Só a velocidade do Toni Silva criava algumas preocupações... de resto, foi o Benfica a trocar bola... Afunilámos em demasia o jogo, o Pizzi e o Nico iam para o meio... e os nossos laterais não conseguiam criar desequilíbrios!!! Tudo isto, deu num jogo 'chato' e nervoso!!!
Estes jogos, normalmente são jogos de paciência. Eles procuram o nosso erro, e nós com o decorrer dos minutos, vamos ficando nervosos até ao jogo ficar 'fechado'... Em todo o jogo, tivemos 3 perdas de bola perigosas (mais duas culpa do árbitro), sendo que uma delas, foi no final com 2-0... Esta é uma das diferenças do Benfica esta época: jogamos mais lentos na 1.ª fase construção, mas perdemos menos bola, a equipa é apanhada em contra-pé menos vezes... e talvez isso explique a consistência do Benfica, contra adversários mais fracos...
O Júlio César acabou por ter uma grande intervenção, numa saída fora da área, arriscando o vermelho!!!
O Lindelof voltou a ser o nosso melhor Central... o Jardel, esteve muito desconcentrado no passe... As grandes novidades foram nas Laterais: o Nelsinho regressou à titularidade estranhamente amorfo... é verdade que o melhor jogador do União caiu em cima dele, mas espera-se mais do Nelsinho. O Grimaldo foi titular pela primeira vez, e voltou a demonstrar a sua especialidade: cruzamentos! Defensivamente tem alguns problemas, não é muito rápido nem muito forte fisicamente... das bancadas, tem ares de Leo... incluindo a agressividade do nosso ex-canhoto!!!
No Meio-campo, o Samaris tem lentamente regressado à forma do início da época, onde era um jogador fundamental... O Talisca, acabou mais uma vez, por confirmar a falta de intensidade. Faz passes magníficos, mas depois falta o resto...
O Pizzi, voltou a falhar alguns passes incríveis... curiosamente, quando regressou à posição '8', até melhorou! O Nico continua a demonstrar má forma...
O Jonas marcou mais dois... e fez jogar toda a equipa. Este tipo de jogos, com domínio territorial por parte do Benfica, são ideais para o Pistoleiro!!! O Mitro acabou por estar infeliz na finalização, mas esteve bastante activo...

O Cosme voltou a fazer das suas, dos 4 contra-ataques perigosos do União na 1.ª parte, dois foram em consequência de faltas óbvias não assinaladas!!! Mesmo assim notou-se a tentativa de evitar cartões... para não castigar ninguém para a próxima jornada (pelas crónicas em Guimarães o árbitro tentou fazer o mesmo... mas não conseguiu!!!)... no Estádio pareceu-me ter decidido bem, no lance com o Jardel... mas se ele quisesse podia ter complicado a vida ao Benfica!
Antes desta jornada, em discussão com amigos, defendi a tese que o empate no Alvalixo praticamente garantia a vitória do Benfica no Campeonato!!! Hoje, depois, do empate dos Lagartos, mantenho a mesmo opinião: vitória ou empate, o Benfica será seguramente Tricampeão; se com 3 pontos de desvantagem, a derrota seria fatal, agora com 1 ponto, acredito que mesmo no cenário pior, o Benfica vai-se manter na luta...
Agora, independentemente das teorias, já é tempo do Benfica vencer um jogo deste tipo, esta época... Acredito que a falta de intensidade de hoje, não irá contagiar o jogo do próximo Sábado... Bem pelo contrário!!!

Estiveram quase 45 mil pessoas na Luz, numa Segunda-feira à noite. Tínhamos 57 mil bilhetes vendidos para Domingo. Com mais alguns vendidos no dia do jogo, provavelmente teríamos 60 mil na Luz, num Domingo à tarde, com frio, mas com muito Sol... Como escrevi anteriormente, acho que o Presidente do União, foi canalha, e criou as condições necessárias para este jogo ser adiado... Compreendo que o Norton de Matos, sendo um ex-jogador e um ex-treinador do Benfica, seja bem recebido... mas muito sinceramente, ter cedido o CFC para eles treinarem no Domingo, foi uma estupidez!

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A 'nova' FPF de Fernando Gomes

"O triunfo de Infantino foi também a vitória da FPF e dos quadros federativos que se envolveram, ao mais alto nível, no processo...

A eleição de Gianni Infantino para a presidência da FIFA mostrou que não há causas perdidas e que vale sempre a pena porfiar. A vitória do sheikh Salman Bin Ibrahim Al-Khalifa, apoiado pelas confederações africana e asiática, era dada como praticamente certa, não só pela generalidade dos observadores mas também (e sobretudo!) pelas casas de apostas que, como se sabe, nunca brincam em serviço. Porém, como corolário de um trabalho bem feito, «de pesca à linha» - assim se referiu à metodologia utilizada um dos responsáveis pelo campo de Infantino - foi possível levar um candidato, que só a dois meses da ida às urnas confirmou a sua disponibilidade, ao lugar mais alto da hierarquia do futebol mundial. Portugal, através da FPF, decidiu envolver-se no processo eleitoral da FIFA há pouco mais de um ano, quando apoiou a candidatura de Luís Figo. Nessa caminhada, que foi dada por terminada antes do ato eleitoral, por ter sido entendido (e bem, como veio a constatar-se) que o polvo ao serviço de Blatter impedia qualquer alternativa, ficou claro que a FPF tinha voz própria, marcava um território relevante e estava apta a sair da mediania onde tinha permanecido. É verdade que os anos de Gilberto Madail foram de progresso para a FPF e por isso o futebol português deverá estar-lhe grato. Mas em boa hora Madail deu o seu ciclo por cumprido, abrindo caminho para a renovação promovida por Fernando Gomes. Com o antigo presidente da Liga e ex-administrador da SAD do FC Porto ao leme, a FPF racionalizou a gestão, concretizou a Cidade do Futebol e passou a ter uma palavra efectiva nos areópagos internacionais. O papel que Tiago Craveiro, director-geral da FPF e Onofre Costa, diretor de comunicação, tiveram no desenvolvimento e êxito da campanha de Gianni Infantino traduz uma nova realidade que apraz registar. Conheço, porém, aquela tendência mesquinha - provavelmente a pior característica dos portugueses - de apoucar tudo o que é nosso ou realizado pelos nossos, feita de um misto de inveja e despeito e que já se sente, aqui e ali, a propósito deste feito...
Mas vamos ao que interessa: a partir de agora, Portugal possui canais de comunicação com a FIFA como nunca teve, e passa a estar perto do mais importante dos centros de decisão. Honra ao mérito.

O que pensará disto Bruno de Carvalho?
«Nos últimos seis anos, quando eu estava no outro lado, o Sporting nem contava.»
Jorge Jesus, Treinador do Sporting
Jorge Jesus é um excelente treinador. Porém, por vezes, fruto de um ego maior que o Everest, parece que não mede bem o que diz. De acordo com as suas mais recentes afirmações - deselegantes para quem esteve em Alvalade de 2009 para cá - é ele o princípio e o fim de tudo o que de bom está a acontecer (ou seja, estar a lutar pelo título). Defeito ou feitio? Megalomania, pelo menos...

ÁS
Stephen Curry
O que o atirador dos Warriors fez no último sábado, em Oklahoma, anda perto do impossível e parece saído de um daqueles argumentos de Hollywood onde, de repente, por artes mágicas, o herói do filme fica dotado do dom da infalibilidade. Com Curry está a nascer uma nova forma de jogar basquetebol. Basta pontaria...

DUQUE
Ian Smith
A derrota de Portugal na Alemanha (50-27) passou a constituir o pior resultado do râguebi nacional de há muitos anos a esta parte. Será injusto pedir satisfações ao novo seleccionador nacional; mas é impossível não deixar aqui nota de uma tremenda preocupação pela perda de competitividade dos Lobos.

DUQUE
Cristiano Ronaldo
Um discurso baseado na presunção de que «eu ganhei, nós empatámos e eles perderam», nunca ficou bem a ninguém. Cristiano Ronaldo foi infeliz no que disse depois da derrota com o Atlético de Madrid; depois, tentou emendar a mão, mas o mal estava feito. O futuro dirá quais os danos irreparáveis provocados na cabina.

A pior política desportiva do mundo
O Real Madrid, maior clube do século XX, continua a desperdiçar grandeza, traído por uma política desportiva que varia entre a arrogância e o autismo. Dança errática de treinadores, plantel sem equilibro nem critério e feira de vaidades 'arround the clock', explicam a fraca prestação 'merengue'...

Marco Silva Campeão
Há um ano devolveu o Sporting à conquista das competições nacionais, vencendo a Taça de Portugal. Mal-amado nos gabinetes de Alvalade, rumou à Grécia onde está a realizar uma das melhores épocas da história do Olympiakos. Ontem - quando faltam três meses para acabar a época - sagrou-se campeão helénico, corolário de uma tremenda superioridade sobre a concorrência. Quando se fala de treinadores portugueses de sucesso, a quem se augura um futuro brilhante ao mais alto nível, o nome de Marco Silva merece estar na primeira linha."

José Manuel Delgado, in A Bola