Últimas indefectivações

terça-feira, 20 de agosto de 2024

O príncipe e o anti-príncipe


"Na história do Benfica os treinadores têm sido extensões da personalidade dos presidentes. Falar em Sérgio Conceição como escolha de Rui Costa é, por esse prisma, absolutamente absurdo.

Oslo, 10 de Setembro de 2003. No Estádio de Ulleval Rui Costa faz um passe providencial para um remate de primeira de Pauleta. Ao mesmo tempo que o momento mágico de uma vitória que nos fazia tanta falta, três dias após a derrota com a Espanha em Guimarães (0-3) e com as bancadas a insultarem Luiz Felipe Scolari, meu irmão para sempre, Sérgio Conceição dava, furioso, pontapés nas garrafas de água pousadas na linha lateral percebendo que não iria entrar em campo. Nunca mais foi chamado à selecção. Sabia porquê. Mas isso não o impediu de dar entrevistas questionando a razão da sua exclusão. Passo por cima do que aconteceu em seguida no balneário. Estava para lá das minhas funções, fico-me por aqui em relação ao assunto. Sobre a história do Príncipe e o Pobre do velho Mark Twain, sendo que, se a leram, o Pobre não tem nada de negativo em termos de estrutura intelectual, debruço-me em seguida para abordar a notícia com tudo de absurdo que ela tem de Sérgio Conceição ser o homem escolhido para tomar o lugar de um Roger Schmidt que já devia ter saído da Luz há muito tempo.
Mudo, por isso, de capítulo, mantendo os personagens. Ou os seus alter-egos. Faz parte da história do Benfica desde sempre que os treinadores sejam, de alguma forma, uma extensão dos seus presidentes. Foi assim com o príncipe húngaro Béla Gutmann, com o príncipe brasileiro Otto Glória, com o príncipe sueco Sven-Göran Eriksson (que entregou ao menino Rui Costa a camisola 10), e até antes dele com outro príncipe húngaro, Lajos Baroti. Jimmy Hagan e John Mortimore podiam não se príncipes, mas eram cavalheiros por inteiro. Toni era um príncipe apaixonado. Rui Vitória, a despeito das intermitências, era de uma lisura impecável. O treinador mais popularucho das derradeiras épocas bateu certo com o presidente do povo que o Benfica jamais teve: Jorge Jesus e Luís Filipe Vieira. Isto não é estatística; é a realidade pura e crua.

O anti-príncipe
Não preciso de trazer para aqui a minha amizade antiquíssima com Rui Costa: foi sempre um príncipe – no Benfica, na Fiorentina, no Milan e na seleção nacional. Que pode ligá-lo a um treinador de bofes na boca como Sérgio Conceição que, não esqueçamos, tantas vezes faltou ao respeito aos seus adversários diretos, aos encarnados mais do que todos? Desespero? Roger Schmidt pode não ter condições para dirigir uma equipa como a do Benfica, não tem certamente, mas ainda não lhe caiu completamente o pé para o chinelo. É um alemão aportuguesado, como já o descrevi, ao ponto de ser um portuguesinho conformado com a sua vida-vidinha, encolhendo os ombros a cada derrota como se não tivessem nada que ver com ele, mas não é um bruto. Bruto não é nenhum insulto: é uma forma de estar na vida. Sérgio Conceição terá muitas qualidades mas, provavelmente por ter tido uma vida dura e dorida, é pura e simplesmente desbocado. Salta-lhe a tampa e, como aconteceu nestes anos de FC Porto, passa por cima do clube, dos dirigentes e dos jogadores. O FC Porto de Sérgio Conceição só não foi mais Sérgio Conceição do que FC Porto porque sempre foi um clube que apreciou e acalentou esse tipo de personalidades, ainda que por vezes ultrapassem a falta de educação. Nunca foi assim com o Benfica. Recordem-se: na primeira vez que Roger/Rogério, o alemão mais português da Alemanha, decidiu mandar os adeptos assobiar para um lugar qualquer extremamente pouco germânico, começou a levar com garrafas na cabeça.
Como dizia o jagunço, personagem de Guimarães Rosa, «pãos ou pães é uma questão de opiniães». A opinião é minha e assino-a por baixo. Sérgio Conceição é o anti-príncipe e não o vejo ter um convívio saudável com Rui Costa, ainda por cima à custa de um Benfica que está afundado numa crise de identidade muito profunda que uma vitória sobre o Casa Pia não vai sequer disfarçar. Custe isto muito aos adeptos do clube da Luz, mas para mim a época vai ser um desastre igual à anterior. E já o escrevi vários dias antes da derrota em Famalicão. Receber Sérgio Conceição ao berros e a dar pontapés nas garrafas de água, atirando palavras insensatas sobre adversários e sobre os seus próprios jogadores, exibindo uma personalidade incontornável (que terá os seus apaixonados, pois então) que invade o espaço de quem está acima dele seria contrariar toda a filosofia de um clube que sempre se orgulhou dela. E ver Rui Costa à sombra de Sérgio Conceição, entregando-lhe o futuro como penhora para se manter como presidente, abalaria toda a forma como vejo um e outro. Porque também, com a consideração que tenho por ele, não consigo ver Conceição submeter-se à idiossincrasia benfiquista. Em Portugal é um homem do FC Porto (foi até mais do que o próprio FC Porto nas épocas recentes) e nunca deixará de o ser. Nem por dinheiro nem por ambição. A menos que agora toda a gente já se venda por um prato de lentilhas. Se assim for, já não está cá quem falou. E quem está a mais sou eu."

Conceição no Benfica e o início da guerra civil


"Trazer Conceição para o banco seria o equivalente ao homicídio do arquiduque Francisco Fernando em 1914 ou ao incêndio do Reichstag em 1933: o pretexto para que todas as tensões acumuladas explodissem e o lema E Pluribus Unum se reduzisse a cacos. Dar a Sérgio Conceição a honra imerecida de treinar o Benfica seria o tiro de partida para uma guerra civil. Não um tiro no pé. Um tiro na têmpora com os efeitos de uma bomba nuclear

Para se ter uma ideia do vulcão em que o Benfica está transformado, um Vesúvio sempre à beira da erupção, basta pensar na forma com que a possibilidade de Sérgio Conceição treinar o clube foi recebida por uma franja de adeptos. Não serão a maioria nem serão os mais influentes, mas a sua reação prova que, em certos setores benfiquistas, reina uma febre apocalíptica, um desejo visceral de destruição do velho mundo para que das suas ruínas se possa erguer um perfeito novo mundo.
À falta de uma bomba atómica real, Sérgio Conceição de águia ao peito seria a arma de destruição maciça, a bomba atómica por que muitos esperam por já não confiarem na regeneração prometida pela atual direção, que veem como uma iteração amorfa e decadente do pior do vieirismo. Tal como no passado, em vez de investirem na construção de uma alternativa que parta para as próximas eleições em condições de as vencer, com um projeto sólido e pensado com tempo, só desejam a destruição da atual ordem, uma terraplenagem total, sem reféns nem prisioneiros de guerra, apenas escombros.
É um estranho desespero que se alimenta de si mesmo. Um desespero que se deleita em estar desesperado e que não deriva de uma análise fria dos resultados da equipa principal de futebol nem sequer de uma avaliação rigorosa dos méritos e fracassos da direção liderada por Rui Costa. Mesmo que, desportiva e financeiramente, alguns sinais sejam preocupantes, a situação está longe de ser catastrófica, o que deve frustrar alguns espíritos ansiosos pela catástrofe, por uma guerra civil.
Nesse sentido, trazer Conceição para o banco seria o equivalente ao homicídio do arquiduque Francisco Fernando em 1914 ou ao incêndio do Reichstag em 1933: o pretexto para que todas as tensões acumuladas explodissem e o lema E Pluribus Unum se reduzisse a cacos. Dou um desconto àqueles que acreditam genuinamente que esta seria a solução ideal seja por alimentarem uma nostalgia da ordem, do treinador de chicote na mão, seja por reconhecerem no antigo treinador do Porto uma genialidade que, honestamente, não vislumbro. Mas desconfio que a maioria dos que promovem a ideia queira apenas o tumulto e a guerra dos quais o Benfica, na sua visão das coisas, sairia mais limpo e mais forte.
Na antecâmara da Grande Guerra, o artista italiano Marinetti dizia que a guerra é a única higiene do mundo. Milhões de mortos depois, perdas humanas de um valor incalculável, economias destruídas, sociedades debilitadas, é difícil acreditar nos benefícios dessa limpeza. Porque o objetivo não pode ser o de deitar fora o bebé com a água do banho. Talvez uma guerra ajude a trazer à superfície o lixo que a paz podre tem de esconder. Mas numa guerra aberta não há seletividade de alvos, não há racionalidade. Vem tudo abaixo. Dar a Sérgio Conceição a honra imerecida de treinar o Benfica seria o tiro de partida para uma guerra civil. Não um tiro no pé. Um tiro na têmpora com os efeitos de uma bomba nuclear."

Vuelta em Portugal: o povo saiu à rua para mostrar e beber cultura desportiva


"Venham mais Vueltas ou organizemos nós eventos mundiais desta dimensão!

A partida da Volta a Espanha em Portugal foi um êxito. Gigantesco fenómeno de popularidade, de que só se encontra precedentes, em organização de eventos desportivos mundiais no nosso país, no Europeu de futebol de 2004, os dias portugueses da Vuelta foram promotores não apenas do ciclismo, mas do desporto em geral. Vários fatores contribuíram para esse sucesso.
O primeiro, a quase coincidência feliz com as recentes conquistas do ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos, não apenas pelas medalhas de ouro e a prata que os nossos dois corredores Iúri Leitão e Rui Oliveira conquistaram em Paris, mas pela mistura explosiva de talento e de personalidades tão especiais de ambos, que fascinaram não somente pelo arrebatador desempenho com que triunfaram na competição desportiva mundial mais glorificadora, e também pela alegria, emoção, paixão e humildade com que celebraram com os portugueses a sua glória, fazendo-(n)os sentir parte dessa glória.
O efeito de Iúri-Oliveira e do seu quase desconhecido ciclismo de pista foi levado para a estrada na passagem na Vuelta por Portugal, onde a nossa tradição na modalidade é enorme e há um ídolo em ascensão nos últimos anos, que na ainda curta carreira já roçou o topo, e que tem oportunidade única (pelo menos, privilegiada) de escrever o nome a ouro na história do desporto português, ao lado daqueles dois compatriotas: João Almeida. Se o corredor da UAE Emirates vencer esta Vuelta tornar-se o primeiro do nosso país a fazê-lo numa das três grandes Voltas.
Por isso, a escolha da organização da prova espanhola, de fazer passar o percurso (2.ª etapa) pela região Oeste, aficionada do ciclismo, por Torres Vedras, terra do maior ciclista português, Joaquim Agostinho, e ainda mais meticulosamente, pelas Caldas da Rainha, berço de João Almeida, não terá sido causal, pelo contrário, e resultou em esmagadora afluência de espectadores, entusiásticos, que impressionou os responsáveis da Vuelta. Naquelas cidades, em muitas localidades e até na insuspeita subida de 4.ª categoria do Alto da Batalha, nessa 2.ª etapa, o cenário à beira das estradas parecia os do Tour. Nos últimos anos, em Portugal, só a célebre passagem da Volta a Portugal por Mondim de Basto, antes da subida à Sra. da Graça é-lhe comparável.
Mas não só. A ação de cativação começou em Lisboa, ainda antes da corrida começar, no sábado, na apresentação das equipas, reforçada no dia seguinte, na partida do contrarrelógio, em ambas aproveitando a presença de inúmeros turistas estrangeiros na capital, muitos deles conhecedores e habituados a acolher e a assistir a grandes eventos de ciclismo nos seus países. Esta afinidade e conhecimento desportivos são evidentes no comportamento desse público, na maneira como vive o evento e (até) interage com os protagonistas (os corredores), alguns, os seus ídolos. Nesta partilha de experiências, ao observar e absorver, para nós portugueses há assimilação de cultura desportiva. Venham mais Vueltas. Ou organizemos, nós, eventos mundiais desta dimensão!"

Oliveira: Casa Pia...

Lixívia (24/25) - 2


Tabela Anti-Lixívia
Sporting.... 6 (0) = 6
Braga...........4 (0) = 4
Corruptos..6 (+2) = 4
Benfica.........3 (0) = 3

Jornada relativamente calma, o único erro relevante, foi a Não Expulsão do Namaso, por agressão a um adversário, com o Veríssimo a marcar a falta, a não mostrar qualquer cartão,  e o VAR Rui Oliveira, a ficar calado! O mesmo VAR que minutos depois, chamou o árbitro para expulsar um jogador do Santa Clara!!!

No Bessa, o Pinheiro no VAR ainda tentou 'enganar' o Nobre, mas este manteve a decisão inicial, de assinalar simulação ao Vitor Gomes: o contacto existe, mas a queda é totalmente teatral, boa decisão!

No resto, tudo mais ou menos 'normal', inclusive a total impunidade dos adversários do Benfica! A lista quase interminável de lesionados no Benfica, quase todos por traumatismos, explica-se em alguma parte, pelas cacetadas consecutivas, sem qualquer castigo...

Também estou curioso, para perceber no futuro próximo, se a defesa e o meio-campo do Nacional, vai continuar a marcar com os 'olhos' os adversários! Inacreditável a forma totalmente passiva, digna do campeonato do INATEL como profissionais, em vez de tentarem recuperar a bola, 'afastam-se' do caminho dos adversários!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Famalicão(f), D(2-0), Veríssimo(Malheiro, H. Coimbra), Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
2.ª-Casa Pia(c), V(3-0), Vasilica(L. Ferreira, N. Cunha), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Gonçalves(Nobre, N. Pereira), Nada a assinalar
2.ª-Nacional(f), V(1-6), Godinho(Esteves, N. Pires), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Gil Vicente(c), V(3-0), C. Pereira(V. Santos, J. Bessa Silva), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
2.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Veríssimo(Rui Oliveira, C. Campos), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Estrela(c), E(1-1), Baixinho(Rui Costa, H. Santos), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-1), Nobre(Pinheiro, L. Maia), Nada a assinalar

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0/0

Sporting
1/0

Corruptos
3/0

Braga
0/0

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
-
Minutos:
0+0-0+0=0

Sporting
-
Minutos:
0+0-0+0=0

Corruptos
2/0
Minutos:
18+34-0+0=52 (superioridade)

Braga
-
Minutos:
0+0-0+0=0

B) Amarelos
Contra (antes dos 60m) - Adversários (antes dos 60m)
Benfica
4(3) - 4(0)

Sporting
3(1) - 3(3)

Corruptos
3(2) - 5(4)

Braga
4(0) - 9(2)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
-

Sporting
-

Corruptos
C. Pereira - +2
V. Santos - +2

Braga
-

Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
Veríssimo - 1 - (0/1)
Vasilica - 1 - (1/0)

Sporting
J. Gonçalves - 1 - (1/0)
Godinho - 1 - (0/1)

Corruptos
C. Pereira - 1 - (1/0)
Veríssimo - 1 (0/1)

Braga
Baixinho - 1 - (1/0)
Nobre - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Malheiro - 1 (0/1)
L. Ferreira - 1 (1/0)

Sporting
Nobre - 1 (1/0)
Esteves - 1 (0/1)

Corruptos
V. Santos - 1 (1/0)
Rui Oliveira - 1 (0/1)

Braga
Rui Costa - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
H. Coimbra - 1
N. Cunha - 1

Sporting
N. Pereira - 1
N. Pires - 1

Corruptos
J. Bessa Silva - 1
C. Campos - 1

Braga
H. Santos - 1
L. Maia - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Veríssimo - 1+0 = 1
Malheiro - 0+1 = 1

Sporting
Godinho - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Corruptos
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Braga
Nobre - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Sporting
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Nobre - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1

Corruptos
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Braga
Baixinho - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Pinheiro - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

BI: Casa Pia...

Visão: S06E02 - Com extremos é mais fácil

O Benfica Somos Nós - S04E05 - Casa Pia...

O Cantinho Benfiquista #179 - A Slow Start

ESPN: Futebol no Mundo #372 - City, Arsenal e Liverpool começam bem; Real Madrid tropeça em Mallorca

The Premier Pub #1 - "Ginásio do Chelsea e Pedro Neto quase no Arsenal"

Então...

Martínez, Ronaldo e a Seleção


"Depois da irrelevância demonstrada no Euro e do festival de egocentrismo dado na final da Supertaça saudita, este CR7 vai ser uma solução ou um problema para a Seleção?

A poucos dias de nova convocatória de Roberto Martínez para a Seleção Nacional, desta feita de olhos postos na Liga das Nações, o tema Cristiano Ronaldo, adormecido depois dos mínimos realizados por Portugal no Campeonato da Europa, volta à ribalta. Há circunstâncias, que estão presentes no contexto do Al Nassr, que têm a ver com a marca CR7, com as centenas de milhões de seguidores do madeirense nas redes sociais, e com o impacto, não só para o negócio, mas sobretudo para a visibilidade do futebol saudita em todo o mundo, que são levadas em conta e branqueiam alguns comportamentos censuráveis, com o público e com companheiros de equipa, do melhor marcador da história do futebol. Tenho a certeza de que nenhum desses fatores estará presente na mente de Roberto Martínez quando fizer a lista para os jogos com a Croácia e a Escócia. A questão é só uma: apesar de toda a gratidão que sentimos pelo que CR7 fez pela Seleção Nacional nos últimos 21 anos, nesta altura justifica-se, do ponto de vista desportivo, convocá-lo? Porque já se percebeu (Fernando Santos que o diga…) que Ronaldo não é Luca Modric, que está no Real Madrid para ajudar, na medida das suas possibilidades, como se viu na recente conquista da Supertaça europeia frente à Atalanta.
A forma como Cristiano Ronaldo reagiu à derrota na final da Supertaça saudita (1-4 frente ao Al Hilal de Jorge Jesus e Rúben Neves), sacudindo, em pleno relvado, a água do capote para cima dos companheiros, é própria de quem, nesta fase, pensa que «eu ganho, nós empatamos, eles perdem», o que, manifestamente, não serve os interesses da Seleção Nacional.
Aproveito agora para falar de Pepe, que decidiu por fim a uma carreira brilhante, onde apenas não foi campeão do Mundo. Com 895 jogos realizados, 141 dos quais por Portugal, sempre defini Pepe como aquele jogador de quem os adeptos só gostam se estiver a defender as suas cores, caso contrário, odeiam-no. Esse fenómeno tornava-se evidente quando, ao serviço do FC Porto era invariavelmente vaiado na Luz e em Alvalade, estádios onde o vitoriavam e incentivavam cada vez que surgia de quinas ao peito. Pepe, obrigado pelo serviço a Portugal."

É a economia de mercado, estúpido


"Mais do que o que ainda procuram, a preocupação dos treinadores será o que ainda podem perder até final da janela de mercado, já em plena competição. Onde está a justiça deste modelo?

Vamos pela ordem classificativa da época anterior: o Sporting precisa de um avançado; o Benfica quer um guarda-redes, um lateral-direito e desde ontem, provavelmente, um extremo; o FC Porto procura um ou dois defesas-centrais, um extremo e um avançado.
Estamos a duas semanas do final do mercado de verão, ainda há tempo. Aposto, porém, que os respetivos treinadores gostavam, hoje, de ter a certeza de que continuam a contar com os jogadores que planearam ter no plantel durante a presente temporada e ainda podem ser alvos de investidas de mercado por parte de clubes mais poderosos (quase todos os da Grande Europa futebolística ou do Novo Mundo árabe).
As administrações verão as coisas por outro ângulo, e acredito que com a solidariedade absoluta dos técnicos. As SAD precisam de encaixes financeiros e enquanto há vida (leia-se prazo) há esperança.
Dir-me-ão que o mercado de certa forma se autorregula e que os clubes do mundo futebolístico inteiro se habituaram a esta forma de estar e fazer.
Mas a pergunta é: não se autorregularia na mesma se os mercados fechassem antes de se iniciarem as competições? Em final de julho, por exemplo, e mesmo assim com riscos de já decorrerem pré-eliminatórias de provas europeias?
É justo para Amorim poder perder Gyokeres, para Schmidt poder perder António Silva ou para Vítor Bruno poder perder Pepê quando o campeonato já vai em andamento e daqui a pouco já se conhecem os percursos europeus de cada equipa? Os exemplos são aleatórios, poderíamos falar de outros jogadores quaisquer.
É justo, visto pelo lado dos jogadores, ficarem condicionados por eventual participação num jogo europeu que os impeça de atuar, na mesma competição, por outro clube ao qual o seu atual patrão decidir vender os direitos desportivos?
Criaram-se janelas de mercado de verão e de inverno para ele — o mercado — poder funcionar e para clubes e treinadores corrigirem lacunas e suprirem necessidades estruturais (no verão) e pontuais (no inverno). Mas, neste modelo, que treinador, em agosto e a competir ao mais alto nível, sabe as necessidades reais que terá em setembro?
Eu sei a resposta, foi dada pela campanha de Bill Clinton às presidenciais americanas de 1992 nos EUA: «É a economia (de mercado), estúpido!»
Se calhar mais valia nunca fechar."

Direitos televisivos...

Inspiradoras em Santarém


"O tema em destaque nesta edição da BNews é a presença de futebolistas da equipa feminina do Benfica na embaixada do benfiquismo em Santarém.

1. Sessão de autógrafos
A Casa Benfica Santarém acolhe, hoje às 18h30, uma sessão de autógrafos com jogadoras de futebol do Benfica.
E já estão à venda os bilhetes para a final da Supertaça. O jogo é com o Sporting, na próxima sexta-feira, às 20h45, no estádio do Restelo.

2. Vitória da B
A equipa B do Benfica ganhou, por 2-0, na receção ao Torreense. Nélson Veríssimo afirma que ficou "muito satisfeito pela exibição".

3. Informação clínica
Em esclarecimento público, o Sport Lisboa e Benfica informa que há 8 jogadores do plantel profissional lesionados, 7 dos quais devido a traumatismos.

4. Futebol de formação
Os Juvenis venceram, por 5-0, frente à Académica. Os Juniores concluíram a participação na Otten Innovation Cup 2024 no 4.º lugar, sendo eliminados, nas meias-finais, pelo PSV. Os Iniciados B já iniciaram a preparação para a nova temporada.

5. Certificação Gold
O campo n.º 1 do Benfica Campus recebeu a certificação Gold da Liga Portugal, uma melhoria relativamente à época passada.

6. Regresso a casa
A basquetebolista Mariana Silva está de volta ao Benfica, após duas temporadas em Espanha."

Tailors - Final Cut - S03E15 - Diogo Boa Alma

Chuveirinho #89

5 minutos: Diário...

Mata Mata: 2ª Jornada da LP1 e LP2, JJ, Mourinho, Mercado e... Lá se foi o Porsche do Guilherme! 😂

O Futebol é Momento - S03E02 - Vender para comprar

Zero: Mercado - Vitor Roque, Lukaku e Simon Banza

Zero: Tema do Dia - Villas Boas e o mercado: cinco nomes a mexer com o FC Porto

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Ataque Rápido - S06E03 - Sporting, Benfica e Porto: o plano de assalto ao mercado

De Paris a Lisboa cabem Enzo e Conceição


"Aconteceu as minhas férias calharem precisamente ao mesmo tempo que os Jogos Olímpicos. Foi mesmo sem querer. Assim, quando a cidade de Paris foi palco de uma cerimónia de abertura à chuva, eu já estava de chinelos; quando (finalmente) apareceu Céline Dion a superar tudo e todos, vestida em Dior e a cantar como só ela sabe, já cheirava a fumo de churrasco. Foi só aí que percebi que poderia acompanhar TODOS os Jogos em streaming no telefone. Não vi tudo, claro, mas o que ele trabalhou.
As provas de natação espreitei à beira da piscina (claro), a ginástica artística feminina vi numa praia fluvial, o madison quando estava a sair da sesta, a canoagem no carro (parado), a final do basquetebol masculino na festa da aldeia. Enfim, momentos que ficaram para trás no regresso ao trabalho. Na retina os locais incríveis que uma cidade como aquelas consegue proporcionar, como o vólei de praia nos pés da Torre Eiffel, a esgrima no Grand Palais, a equitação em Versailles. Boa sorte, Los Angeles, ainda que já esteja a ver a vela nas águas que o mítico nadador salvador Mitch Buchannon patrulhava na série ‘Marés Vivas’ e regresso ao estádio onde há 40 anos Carlos Lopes deu a Portugal o primeiro ouro olímpico.
Outra linda cidade em destaque estes dias foi Lisboa. Creio que ainda não teremos noção da incrível exposição que a passagem de três etapas da Volta a Espanha por Portugal traz ao nosso país. A organização tem-se desdobrado em cuidados para apresentar cada local de etapa – até ontem tinha feito vídeos lindíssimos de Lisboa, Cascais, Ourém, promovido até a Nazaré, que por direito próprio nem precisa. A passagem pelas Caldas da Rainha, terra-natal de João Almeida foi um belo extra.
E enquanto fui e vim de férias, Enzo Fernández passou de investigado internamente e isolado pelos companheiros, devido aos polémicos festejos com cânticos racistas após a conquista da Copa América, a um dos capitães do Chelsea. Prova de que realmente tudo pode acontecer. Mas até Sérgio Conceição treinar o Benfica?"

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Primeiros 3 pontos...

Benfica 2 - 0 Torrense


Boa vitória, numa partida bem conseguida, com consistência... apesar de algumas ausências!

Destaco a presença do Samu, que com as lesões do Trubin e do Gomes, poderá ser titular para a semana na equipa principal; a titularidade do Gustavo após o susto da semana passada; estou a gostar do Wynder, está a demonstrar vontade, com um aumento significativo da agressividade; Rafa Luís a aproveitar as ausências para se mostrar...; João Rego claramente diferenciado, além da qualidade técnica, muito agressivo sobre a bola...; boa entrada do Leandro!

Informação clínica


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece a situação clínica de oito jogadores da equipa de futebol profissional. 

Trubin: Entorse lateral do tornozelo esquerdo.
André Gomes: Entorse lateral do tornozelo esquerdo.
António Silva: Traumatismo direto na perna direita.
Tomás Araújo: Tendinopatia proximal da coxa direita.
Beste: Lesão muscular na coxa esquerda.
Di María: Entorse lateral do tornozelo direito.
Rollheiser e Schjelderup: Seguem plano de tratamento e reintegração progressiva ao treino."

É só fontes!!!

É só planos!

Confissões!


"Há quem pense que ganhar em 2 jogos seguidos, beneficiando de 3 penaltis, 2 expulsões dos adversários e dois frangos dos guarda redes, são coisas do futebol.
Há quem pense que o património imobiliário (terrenos, apartamentos, pastelaria) do agora ex-árbitro - "à pressa" - , Artur Soares Dias são "fruta" da sua labuta ao longo dos anos.
Há quem pense... Eu não!!"

Joguem à bola!!!


"Artur Soares Dias encerrou a sua carreira na arbitragem. Para a história ficam algumas das mais habilidosas arbitragens da Liga Portugal .
A sua ligação ao FCPorto, por mais que seja desmentida será sempre uma evidência, se não vejamos:
Derrotas dos três grandes, nos jogos com Artur Soares Dias em campo:
▶️ FC Porto - 4
▶️ Sporting CP - 14
▶️ SL Benfica - 15
Segue-se, no futuro, a tentativa de entrar para o Conselho de Arbitragem ou para a Liga de Clubes.
Já todos sabemos quem não vai ser penalizado com isso...
Agora digam todos: "Joguem à bola" 😏"

RND - Tamos Juntos...

A Verdade do Tadeia #2025/02 - Vitórias amplas mas não fáceis

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Chico Conceição, Mateus Fenandes, Luís Castro

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Casa Pia...

Vitória clara


"O Benfica venceu o Casa Pia, por 3-0, perante 58 926 espectadores nas bancadas da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. União fundamental
Para Roger Schmidt, "o jogo foi muito bom". O treinador do Benfica realça um dos trunfos do grupo de trabalho: "Precisámos de alguma paciência para marcar o primeiro golo. Estou muito contente com a performance dos jogadores, com o futebol que jogámos e, também, com a parte mental. Estou muito contente por eles se unirem sempre e construírem um espírito muito bom na equipa."

2. Vencer junto dos Benfiquistas
Considerado o homem do jogo, autor de um golo e de uma assistência, Tiago Gouveia refere que "nada melhor do que voltar ao nosso estádio e conseguir carimbar os três pontos".
O jogador formado no Benfica conta com os adeptos: "Continuem [a apoiar] ao longo da época. Seja aqui, seja fora de casa. São, sem sombra de dúvida, o nosso 12.º jogador. Sem eles, esta e todas as temporadas não fazem sentido e não serão de sucesso."

3. Outro ângulo
Veja os três golos do Benfica frente ao Casa Pia de um ângulo diferente.

4. Na final
O Benfica disputa, na próxima sexta-feira, a final da Supertaça de futebol feminino no estádio do Restelo. Depois de eliminar o Damaiense no desempate por pontapés da marca de grande penalidade, o adversário é o Sporting. Filipa Patão salienta que "um campeão também se faz disto, de momentos difíceis e de resiliência".
A anteceder a partida, a ex-jogadora e capitã de equipa Sílvia Rebelo foi homenageada.

5. Felicidade e ambição
A futebolista Beatriz Cameirão aborda o regresso ao Benfica e os objetivos para a temporada em entrevista exclusiva ao jornal O Benfica, agora também disponível no Site Oficial.

6. Mais jogos e resultados
A equipa B defronta o Torreense, no Benfica Campus, às 18h00. Os Sub-17 recebem a Académica (15h00). Ontem os Iniciados sofreram um desaire ante o Sporting (1-2).
Em andebol, no Torneio Internacional de Viseu, o Benfica perdeu com os alemães do Melsungen (25-31).

7. Renovações e contratações
A andebolista Alexandra Shunu continua de águia ao peito. E Cansu Çetin, zona 4 internacional turca, é reforço da equipa feminina de voleibol benfiquista.

8. Estádio premium
No âmbito da certificação da Liga Portugal, o Estádio da Luz é considerado premium (nível 1)."

O Benfica segurou Tiago Gouveia e Tiago Gouveia segurou o Benfica


"Depois do desaire da 1.ª jornada, o Benfica bateu o Casa Pia por 3-0, resultado que se fez na 2.ª parte e não apaga uma entrada no jogo em que a equipa de Roger Schmidt voltou a sentir muitas dificuldades a construir. Tiago Gouveia, que esteve na porta de saída da Luz, foi lançado a 25 minutos do fim e ofereceu uma assistência e marcou um golo

As relações fazem-se de reciprocidade. No início da semana, as notícias ditavam que o Benfica tinha segurado Tiago Gouveia, apesar de Tiago Gouveia jogar pouco e ter interessados. E dias depois Tiago Gouveia segurou o Benfica num momento de aflição: o extremo, jogador de características únicas entre os disponíveis no plantel neste momento, entrou, deu uma assistência e marcou um golo, numa altura em que os encarnados se debatiam novamente com falta de criatividade para superar o Casa Pia.
Depois do desaire em casa do Famalicão, uma derrota que não foi fortuita, o Benfica somou os primeiros pontos em casa, um 3-0 que não espelha as dificuldades que a equipa de Roger Schmidt voltou a sentir, principalmente na 1.ª parte. Ainda assim, foram as alterações do treinador alemão, ao colocar Gouveia e Kokçu - e, com preponderância diferente, Marcus Leonardo -, que agitaram as grilhetas auto-impostas pelos encarnados no seu ataque. Schmidt apostou praticamente no mesmo onze que caiu na primeira jornada, com Morato a ser o único cordeiro sacrificial - foi para o banco e António Silva voltou à titularidade.
As intenções do Benfica ficaram claras desde o início, com um corredor central agressivo e ponto nevrálgico do jogo encarnado. Florentino arriscava nos passes, Pavlidis tentava o que podia no apoio e Prestianni, rápido, agitador, procurava ser protagonista, surgindo um pouco em todo o lado. É do argentino que sai o cruzamento logo aos 3 minutos para Bah, no que seria uma das melhores oportunidades do Benfica até surgirem os golos, já nos últimos 25 minutos de jogo. Mas, no geral, as dificuldades em criar continuavam a emperrar os encarnados, que cedo perderam Beste, com uma lesão muscular.
Sem conseguir quebrar as linhas defensivas do Casa Pia, foi de longe que o Benfica conseguiu criar algum perigo, primeiro com João Mário, para voo seguro do guardião Patrick Sequeira, e depois por Pavlidis, bem longe do coração da área, onde está o seu habitat natural.
O Casa Pia, sem grandes argumentos, ia assustando aqui e ali: aos 37’, Obeng podia ter respondido melhor a um cruzamento de Larrazabal que merecia golo. O nulo ao intervalo parecia cair bem a um espectáculo que era, até então, pobre.
Voltou mais incisivo o Benfica dos balneários, com boa parte da reação a vir das botas de Carreras, que entrou para substituir Beste e tornou-se rapidamente um dos mais esclarecidos entre os encarnados. Prestianni, sempre ele, esteve perto do golo aos 51’, numa jogada em que uma bola lançada por Aursnes para a área criou um caos que só terminou com a defesa de Sequeira. Pavlidis, agora na área, quase marcou de cabeça na sequência de um canto. O Benfica continuava sem jogar bem, mas as oportunidades começavam a aparecer.
O jovem argentino seria um dos sacrificados por Schmidt para mexer na equipa. Os adeptos não gostaram, os assobios foram muitos, mas as alterações e entradas de Tiago Gouveia, Kokçu e Marcus Leonardo dariam razão ao treinador alemão. Com mais apoio na frente, Pavlidis permitiu-se a preocupar-se mais com o seu ofício, o de fazer golos, e cinco minutos depois de entrar Gouveia cruzou para a área, com o grego a responder bem ao segundo poste, numa jogada criada por Carreras, curiosamente pelo meio e não na ala esquerda.
Aos 70 minutos, o Estádio da Luz respirava de alívio.
Não por muito tempo porque logo de seguida o Casa Pia quase empatava. Nuno Moreira viu-se sozinho do lado esquerdo do ataque e parece ter-se deslumbrado com tamanha oferta, com o cabeceamento a sair-lhe mal. Seria um dos últimos suspiros do Casa Pia.
Aos 80’, e já com o Benfica bem lançado no ataque, Tiago Gouveia salvou uma bola que parecia ter o destino da linha lateral, foi por ali fora, combinou com Aursnes e rematou cruzado e rasteiro de primeira, fazendo o 2-0. O Benfica fecharia as contas já a entrar nos descontos, com Aursnes a responder com um belo remate cruzado a um não menos impressionante passe de Kokçu, o homem que trouxe a criatividade que tanto faltou ao Benfica na 1.ª parte.
Se a derrota em Famalicão não fez luz nas opções de Roger Schmidt, talvez a 2.ª parte frente ao Casa Pia faça. A vitória por 3-0 não mascara os problemas coletivos que o Benfica trouxe da época passada: há jogadores redundantes no onze, alguns a jogar demasiado sozinhos, outros em posições em que não rendem. Os últimos 25 minutos trouxeram um Benfica, pelo menos, mais objetivo. E um miúdo que quer muito mostrar o porquê de o terem segurado."

Vitória Justa Com 20 Minutos À Benfica!


"Benfica 3 - 0 Casa Pia

> Com Di María lesionado e o Neres praticamente vendido, Roger Schmidt só fez uma alteração na equipa: Morato pelo António. Esperava-se mais depois da exibição tão fraca em Famalicão.
> Num momento tão delicado, impressionante moldura humana na Luz. Mais à frente veremos quantos cá estão, seguramente para cima de 55 mil. A apoiar: la, la, la, la, la, EU AMO O BENFICA...
> 12 min. Pavlidis é craque. Não engana.
> 20 min. Best sai lesionado, entra Carreras. Num jogo com estas características, acho que ficámos a ganhar.
> 25 min. Entrámos bem no jogo, mas já estamos a cair. E sai uma bela jogada coletiva, culminada com bom remate do João Mário para me calar.
> 35 min. Grandes oportunidades, zero. Para além do Pavlidis, vamos vendo a irreverência e o voluntarismo do Prestianni. É pouco para dar a volta a defesas tão fechadas.
> 45 min. Primeira parte já lá vai. Vê-se que querem resolver as coisas rapidamente - em Famalicão nem isso -, com mais intensidade, mas sem criatividade, sem capacidade para criar grandes oportunidades. Sem desequilibradores, é mais difícil. Perigo a sério só em remates fora da área - e poucos.
> 46 min. Regressam os mesmos. Não vale a pena mexer na equipa já?
> 55 mim. Tudo na mesma, tudo pelo meio, completamente incapazes de gerar desequilíbrios.
> 60 min. A impaciência transforma-se em assobios.
> 64 min. Três substituições. Casa Pia já não sai lá de trás. Saída do Prestianni mal aceite.
> 70 min. Tiago Gouveia - é ali que tem que jogar - a assistir primorosamente o Pavlidis; GOOOOLO, CRL!
> 73 min. A sorte esteve connosco...
> 79 min. 58.928 nas bancadas para testemunharem e vibrarem com um grande golo do Tiago Gouveia!!! Vamos lá descansar um pouco, porra!, que isto estava difícil.
> 90 min. Mais um! Grande abertura do Kökcü, grande conclusão do Aursnes.
> Nem tudo está bem quando acaba bem. As últimas (boas) imagens são as que ficam. Mas há muita coisa para melhorar.
BENFIIIICAAAAAAA!!!"

O jeito que um extremo dá


"Entrada de Tiago Gouveia foi fundamental para o Benfica, enquanto que Pedro Gonçalves e Trincão tornam incontornável a presença na Seleção

A exibição foi mais sofrível do que o resultado pode indicar, mas o volume da vitória frente ao Casa Pia até pode dar um alento acrescido para o Benfica. Com David Neres a fazer as malas, a ausência do lesionado Ángel di María condicionou a intenção de contornar os problemas ofensivos que a equipa de Roger Schmidt tem evidenciado.
Não faltou vontade de reagir à derrota em Famalicão, mas voltou a faltar criatividade, sobretudo na primeira parte. A lesão de Best bem podia ter limitado ainda mais a largura da equipa encarnada, mas Álvaro Carreras deu fulgor à ala esquerda, sobretudo a partir do momento em que passou a ter Tiago Gouveia à sua frente. Orkun Kokçu e Marcos Leonardo, lançados ao mesmo tempo, também tiveram elevada influência no desfecho, mas foi o jovem português a assumir o estatuto de figura do encontro. Adaptado a lateral direito na pré-epoca, perante a ausência de uma alternativa a Alexander Bah, Tiago Gouveia provou o jeito que um extremo dá a este Benfica, com um golo e uma assistência.
Prestes a consumar-se a venda de Neres ao Nápoles, o Benfica tem a obrigação de ir ao mercado procurar (pelo menos) um jogador com perfil idêntico, mas, independentemente disso, deve valorizar adequadamente o papel do camisola 47.
O Sporting é a prova de que os extremos dão um certo jeito, sem obrigatoriedade de jogarem agarrados à linha. Órfão do capitão Sebastián Coates e à espera que Vladan Kovacevic mostre que pode ser uma muralha firme, quando tudo o resto falha, o conjunto verde e branco ainda não conseguiu acabar nenhum jogo sem golos sofridos, mas tem compensado largamente com o poderio ofensivo. Embora espere ainda por uma alternativa para o ataque – e Vítor Roque até era capaz de encaixar melhor do que Ioannidis -, a equipa leonina tem mostrado que as dinâmicas estão bem conservadas, como atestam os 12 golos marcados em três jogos.
A capacidade concretizadora foi insuficiente para erguer a Supertaça, mas o Sporting tem mostrado a solidez que Rúben Amorim conseguiu incutir em Alvalade, essencial para os sucessos alcançados. Se, em tempos, essa firmeza partiu da retaguarda, agora parece assente na química do tridente adiantado, desta vez alimentado por Daniel Bragança (um golo e uma assistência). Gyokeres bisou na Madeira, e esteve, uma vez mais, bem acompanhado por Pedro Gonçalves (um golo e duas assistências) e Francisco Trincão (dois golos também).
Faltam ainda 12 dias para a primeira convocatória da Seleção Nacional após o Euro 2024, mas parece incontornável – até pela condição atual de João Félix, Francisco Conceição e Pedro Neto – que esta dupla leonina venha a figurar na lista de Roberto Martínez para os jogos da Liga das Nações com a Croácia e a Escócia."

Vinte e Um - Conversa - Casa Pia...

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

Esteves: Casa Pia...

Águia: Casa Pia...

Visão: Casa Pia...

Bigodes: Casa Pia...

5 minutos: Casa Pia...

Atypical: Build Basketball Strength: How a Pro Player Trains in the Off Season