Últimas indefectivações

sábado, 13 de abril de 2024

O Benfica encheu o coração de Eriksson em vida. E podia ter retirado mais vida ao Marselha


"Na noite que uniu a Luz na apoteose a Sven-Göran Eriksson, homenageado ao intervalo quando o Benfica já ganhava, o estádio acabou a despedir-se da equipa com assobios. Sem grande rasgo, os encarnados venceram (2-1), mas, quando pareciam encaminhados para um resultado mais gordo, abrandaram e do relaxamento surgiu o erro que deixou o Marselha levar um golo da 1.ª mão dos quartos de final da Liga Europa

É de louvar o Benfica, vendo o exemplo dado pelo Liverpool, ter aprontado uma homenagem a Sven-Göran Eriksson com o sueco vivo, contrariando o tão humano hábito de conceder louros, explanar elogios e recordar virtudes quando já há enlutados. Parece tarefa dificílima fazer um preito em vida, quando se pode desenhar felicidade, por mais tímida, na alma dos visados, a poeta Ana María Rabatté y Cervi escreveu “nunca visites panteões, nem enchas tumbas de flores, enche de amor corações”, esses que ainda batem, e “em vida, irmão, em vida”, quando ainda cá estão os recipientes das palavras honrosas, dos elogios sem fim.
Num caminhar mecânico e esforçado no leve coxear, o sorriso a segurar-lhe as bochechas, a feição tímida perante a ocasião, Eriksson pisou o relvado do Estádio da Luz ao intervalo, passinho em passinho, a demorar o seu tempo no meio do corredor de antigos jogadores do clube que treinou entre 1982 e 1984, depois de 1989 a 1992. Eram muitas as lendas grisalhas, cada uma vestida com a camisola do Benfica do seu tempo, todas vermelhas e ora com “Shell” ou “Fnac” estampado no tecido. Rui Águas, Shéu, Valdo, Humberto Coelho, João Alves, Carlos Manuel, Vítor Paneira e outros vários e, claro, Toni, ele e o seu bigode e os olhos empapados quando deu um abraço ao homem também de lágrimas escorridas, frágil mas feliz, de quem foi adjunto.
Estava-lhe na cara rosada e avermelhada pelo calor primaveril. “Estou a chorar. É bonito. Muitas felicidades e muito obrigado”, ouviu-se de Sven-Göran Eriksson, a lenda-maior da noite, o beneficiário do decoro mais elogiável ao Benfica fosse qual acabasse por ser o resultado do jogo aproveitado pelo clube para ter casa cheia. A sábia Ana María Rabatté y Cervi escrevera-o, “se desejas dizer: ‘Te quiero’ às pessoas de tua casa, ao amigo próximo ou longínquo, em vida, irmão, em vida” e os encarnados reservaram o intervalo com o Marselha para o sueco dos três títulos de campeão nacional e da última final da Taça dos Clubes Campeões Europeus que arrancou gritos pelo seu nome nas bancadas.
Foi o momento áureo da noite, que ainda não tinha futebol nem os preparativos para esta cerimónia e Eriksson, cheio no coração, já sorria no seu lugar do estádio.
Revolucionário no seu tempo quando os tempos eram de meter os jogadores a darem maratonas no pinhal, a correrem à volta do campo ou a subirem escadas, o sueco, visionário na década de 80 por tornar a bola protagonista no treino, pouco rasgo viu até chegar o momento que lhe tocava. Com os mesmos jogadores pelo terceiro jogo seguido pelo argumento das “boas exibições” feitas, ouvido de Roger Schmidt, no pré-jogo, o Benfica demorou a não ser pachorrento na saída de bola, pondo-se a jeito da primeira pressão feita pelo Marselha dentro da metade encarnada. A intenção era enganadora, um débil fogo de vista.
Essa alguma ousadia dos franceses, subidos no posicionamento campo mas amorfos a de facto pressionarem, não escondia a cratera de espaço aberto dos médios e atacantes para os cinco defesas, deixados à sua sorte caso um mero passe vertical entrasse em Rafa. O pequeno e barbudo exemplar de frenético futebolista esperou mais de 15 minutos até João Neves entender que estar na mesma linha de Florentino na construção das jogadas era facilitar a vida aos adversários. O médio avançou um par de metros, Florentino deu-lhe a bola e ele logo a passou a Rafa que desengatilhou o desenho com o toque subtil que desequilibrou o Marselha. Nem cinco segundos depois, o próprio estava a receber o ouro de Tengstedt na área e a marcar com o bico da chuteira (16’).
O rasgo de futebol contemporâneo para o vanguardista sueco que treinou o Benfica esteve no marcador do golo, de certa forma um microrrevolucionário do seu próprio âmago. Sem se destacar propriamente a correr com a bola à conhecida velocidade de Rafa, frenético nos sprints em que a cola ao pé direito, o português centrou-se em pincelar o meio-campo do Marselha com toques artísticos e ao de leve nas jogadas. Um ligeiro roçar do exterior da chuteira na bola para soltar João Neves depois um beijo de calcanhar que a deixou de novo no médio para ele rematar, de longe, às mãos de Pau López.
A distribuição de súbitas intervenções de Rafa nos últimos 30 metros do ataque, atraído pela bola, combinavam com as frequentes corridas de Tengstedt, sempre esforçado a ameaçar as costas dos defesas, para o Benfica, quando acelerava o ritmo dos passes, aproveitar o buraco do desorganizado Marselha. Sofrido o golo, os franceses mais desconchavados ficaram, indecisos entre tentarem manter a equipa junta ou lançarem-se na pressa da pressão que abrir buracos por todo o lado.
Reluzente na luz a findar na carreira de Pierre-Emerick Aubameyang e sem coesão possível para que Kondogbia e Veretout, médios de valor, existissem para lá das ajudas que prestavam à vigia dos jogadores que o Benfica tentava juntar por dentro, o Marselha voltou arisco do balneário. O brusco contraste foi óbvio: ainda o estádio se comovia e mãos iam aos bolsos buscar lenços que secassem as lágrimas já os franceses, com mais vontade do que plano, intensificaram o ritmo das suas ações. Queriam reagir, agindo, e saíram a pressionar a saída de bola do Benfica, expondo-se à sorte de confiarem na organização que já lhes faltava antes de arriscarem assim.
A segunda parte cedo partiu o jogo em repelões e trocas de contra-ataques. O gáudio do Benfica também prontamente se viu. Uma transição das que suga a energia que Di María, é parcimonioso a conservar à direita do ataque, cada vez mais forreta a movimentar-se para outras freguesias, convenceu o argentino a correr veloz com a bola, trocar passes com David Neres e fazer um último, à baliza, para o 2-0. Havia 52 minutos no relógio, parecia o espreguiçar de um resultado mais gordo ainda, a vincar as diferenças individuais e coletivas do Benfica para um Marselha sem tino dos três centrais a controlarem a linha defensiva, nem noção posicional nos restantes jogadores para não partirem a equipa após cada perda de bola.
A ter de coexistir com a confusão marselhesa, o Benfica teve Tengstedt a rematar sem pontaria na área, Di María ainda tentou outra das suas, mas pouco demorou a amolecer na corda bamba que abanou mais por letargia dos encarnados do propriamente pela competência imparável do adversário, mero 8.º classificado da liga francesa. Após uma disputa de bola que Florentino, é notícia, não ganhou, Aubameyang foi pronta e previsivelmente lançado a correr, intenção que António Silva anteviu sem espinhos.
Mas, corpo reto e postura descontraída, o central tentou apenas desviar a bola para sair a jogar com ela e o astuto avançado gabonês, esculpido noutra nada do futebol europeu (Milan, Borussia Dortmund, Arsenal ou Barcelona) pôs o pé direito no que remataria mais à frente, em jeito (67’), para castigar o relaxamento do português. Foi o décimo golo de Aubameyang nesta Liga Europa e o 34.º na história da prova, onde é o melhor marcador da sua história. E em noite festiva pela homenagem à lenda de Eriksson, que um cancro no pâncreas finda, os assobios que nunca hibernam e têm sono leve revisitaram a Luz. Pouco depois, de Roger Schmidt veio um sinal do banco ao trocar João Neves por João Mário, a irrequietude pela calma. A eletricidade na bola pela bola pausada no pé.
Não foi por isso, mas também com isso, que o Benfica cumpriu os minutos que restaram de volta às lides pachorrentas. Outra vez sem rasgo, a abrandar o ritmo das posses de bola, incapaz de desenhar perigo nas jogadas, os encarnados foram um corpo inerte, a contar o tempo frente a um Harit que sambava na cara deles, sem efeitos práticos, e as conduções de bola rápidas com que o marroquino Azzedine Ounahi, entrado para o meio-campo, tentou levar o Marselha para a frente. Pouco pôde o Marselha, mesmo contra um Benfica minguante com a passagem dos minutos. Ao último apito, ouviu-se um coro considerável de assobios.
Às tantas cansados por ser abril e a sucessão de jogos pesar, também não ajudados pela inatividade de Roger Schmidt a reagir à volatilidade do jogo a partir do banco, o Benfica acabou amorfo e inoperante, limitado a esperar pelo relógio. Quando o segundo golo se festejou na Luz, parecia embalado numa vantagem sem entraves para engordar. Baixou o ritmo, relaxou e acabou encolhida num resultado infiel à balança que guarda as equipas após serem pesadas as carências - e várias há - de cada uma. Ao contrário dos encarnados, que jogarão no domingo para o campeonato, o Marselha terá agora uma semana livre de jogos até à 2.ª mão para ver da sua vida até lá.
O Benfica deixou a sua bonita homenagem a Sven-Göran Eriksson em vida, com os seus a rejubilarem para quem já foi um deles. “Tu serás muito, muito feliz se aprendes a fazer felizes a todos os que conheças”, poetizou Ana María Rabatté y Cervi, insisto porque se deve insistir com as coisas bonitas e ela bem escreveu “em vida, irmão”. Na vida que o Benfica poderia ter levado, em maior dose, e vivida com outro futebol, para Marselha. E em noite de comunhão na apoteose a uma lenda, a Luz despediu-se a assobiar."

O Benfica Somos Nós - S03E50 - Marselha...

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Esteves: Marselha...

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Simples: Marselha...

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BI: Marselha...

5 minutos: Marselha...

ESPN: Futebol no Mundo #328 - Análise das quartas da Champions League e Messi fora da Concachampions

Se o City pode, todos podem

"Quem diria que abrir uma equipa ao mundo mostraria que eles são humanos como nós...

Ando a ver o documentário da Netflix sobre o triplete do Man. City na época passada. Para quem gosta de futebol, é um prazer voltar a desfrutar do que esta equipa fez (e ainda faz). O talento é visível a cada treino e toque na bola, a motivação para ganhar é trabalhada ao milésimo de segundo e as palestras de Guardiola, alternando entre o «gosto muito de vocês» e o «estou velho e já não posso estar sempre a dizer-vos o que fazer», valeriam qualquer assinatura mensal.
Mas o que realmente faz a diferença não é isso. O que podemos ver aqui e a que só muito raramente temos acesso é aos jogadores e à forma como se relacionam nos bastidores. Já sabíamos que Grealish tem ar de rei da festa, mas agora vemos como está sempre a picar Bernardo Silva, ou como, quando alguém prega uma partida no balneário, já está à espera que o culpem a si. Também já tínhamos reparado que De Bruyne é um génio, só não tínhamos noção que tem um timing de comédia de humorista (e que não tem tempo para vestir roupas à futebolista, porque tem três filhos e mais que fazer - uno di noi!).
Já tínhamos lido - em A BOLA - que Rúben Dias quer ser adjunto de Bernardo, mas agora vemos que o central já é um líder e, lá dentro, não o esconde. Já tínhamos visto que Rodri é uma máquina em campo, só não sabíamos que ele dá umas excelentes aulas de hidroginástica para jogadores milionários («O exercício da minha avó», como faz notar Bernardo) e que quer sempre ganhar (e humilhar ligeiramente os colegas) também no ping-pong e nos dilemas mais absurdos e ao mesmo tempo geniais que surgem naquelas cabeças.
A certa altura, durante uma época desgastante e em que o único momento zen é quando vão regar o bonsai de Haaland (não estava à espera desta, pois não?), surge este debate no ginásio do Man. City: quem seria mais perigoso encontrar, um hipopótamo ou um crocodilo? Sim, parece uma brincadeira, algo para descontrair, mas estes jogadores não saem do modo ultra-competitivo. Todos respondem hipopótamo, menos Rodri. De Bruyne goza-o por achar que o hipopótamo é um animal fofinho para dar um abraço, Haaland trata-o como um idiota por não conhecer todas as características deste animal. Mas Rodri não desiste, abre os braços como a boca de um crocodilo e continua convicto. Não tem problema em ser um contra todos, porque usa isso no futebol também a seu favor. E confesso que me deixou a pensar com o argumento de que um hipopótamo vemos sempre, mas um crocodilo não.
Enfim, dilemas essenciais destes à parte, quem diria que mostrar assim esta equipa nos faria gostar mais dela, hein? Os maiores talentos do mundo são humanos, têm graça, brincam, são tão profissionais quanto normais. Claro que o documentário terá tido regras e controlos, mas e se outros tentarem mostrar-se mais vão perder o quê mesmo? Se o Man. City pode, arranjem lá melhores desculpas para não se esconderem."

BTV: pós-jogo, excerto...

6, excerto...

Grande, excerto...

Total, excerto...

Futebol é Momento, excerto...

Levantar um cavalo ou comê-lo? Eis o dilema do Leão Russo!


"Considerado como o inventor da Luta Livre, Hackenschmidt desmentia teorias sobre o seu apetite.

Gosto das cidades do Báltico, gosto da luz das cidades do Báltico, sejam elas invernais ou estivais, gosto do ambiente geralmente tranquilo das cidades do Báltico. A mais bonita de todas elas é Estocolmo, mas Tallin tem uma aura especial que lhe vem do seu castelo altaneiro e das suas ruas estreitas e medievais que rodeiam a igreja de St. Olaf de onde se caminha pacientemente até ao parque de Kadriorg. Etimologicamente terá vindo de Taani-linna, que significa Castelo Dinamarquês, e remete para a Batalha de Lyndanisse, que teve lugar no ano de 1219 e permitiu aos dinamarqueses tomarem durante uns anos um local estratégico para o controlo da navegação no Mar Báltico. Por outro lado, os suecos, os russos e os alemães conheciam a cidade pelo nome de Reval, que vinha do antigo nome de toda a região: Rävala. Não admira portante que ao consultarmos a biografia de um tal Georg Karl Julius Hackenschmidt, surja Reval, 1 de agosto de 1878, como local e ano de nascimento. Nessa altura, toda a Rävala fazia parte do Império Russo e o jovem Hackenschmidt cresceu a interessar-se de forma muito firme e ambivalente por filosofia e por desenvolvimento físico do corpo, à moda do velho ensinamento latino que mandava ter ‘mens sana in corpore sano’. Havendo passado a maior parte da existência em Londres, há quem afirme que foi Georg Karl o inventor do que se chamava luta livre. Apesar de nem o pai, Georg Friedrich Heinrich Hackenschmidt, nem a mãe, Ida Louise Johansson, o primeiro descendente de alemães e a segunda vinda de uma família que misturava suecos com estonianos, serem particularmente altos, o garoto desatou a crescer e a alargar a olhos vistos ainda mesmo antes da puberdade. Em Londres vieram a chamar-lhe ‘The Russian Lion’. Um exagero! Afinal não conseguiu trepar para além do metro e setenta e cinco. Para compensar tinha um peito que parecia a proa de um couraçado. Na infância tinha sido exímio a jogar gorodki, uma modalidade com as suas semelhanças com o basebol mas que obriga a correr alguns quilómetros a mais. Depois, já homem, passou a ser bom em tudo: natação, corridas, saltos, levantamento de peso e, claro!, luta livre. O mamífero desenvolveu tal força de braços que espantava camaradas de taberna com o truque com muito de circense de conseguir erguer um equídeo de pequenas dimensões. Para completar a exibição, largava o pónei e, só com uma mão, levantava um bloco de cimento de 125 quilos. A alcunha de Leão Russo começava a fazer algum sentido, como se pode constatar. E também nunca tive os ingleses por estúpidos. Teimosos como muares, sim! Mas burros, não!
Uns anos antes, quando trabalhava na fábrica Lausmann, nos arredores de Tallin, como ferreiro, sofreu um acidente que lhe ia decepando a mão esquerda. O dr. Dr. Vladislav Krajewski, que fazia parte da equipa de médicos do czar, percebeu as potencialidades do bicho e levou-o consigo para São Petersburgo onde, sustentado pelo conde Georgy Ribeaupierre, começou a ser treinado para vir a ser o Homem Mais Forte do Mundo, se é que isso é título que se tenha. No verão de 1898, Hackenschmidt estava em Viena para participar nos Campeonatos da Europa de luta livre e de levantamento de peso. Daí em diante não falhou mais competições do género mas tornou-se também um membro estimadísso de qualquer corte graças à sua cultura geral e ao facto de falar corretamente sete línguas. Espancou alegremente os campeões da época como Tom Cannon, Tom Connors, Tom MacInerney, Jack Baldwin, Antonio Pieri e Ahmed Madrali, o Terrível Turco. Em pleno Royal Albert Hall, Hackenschmidt desfez o invencível campeão americano Tom Jenkins e, posto isto, desenfiou-se para a Austrália onde ganhou umas massas valentes apostando em si próprio em combates de todo o género. Amigo íntimo do mágico Harry Houdini e do escritor George Bernard Shaw, comia mais do que qualquer dos cavalos que era capaz de levantar. Constava-se que os seus almoços eram geralmente compostos por oito ou nove ovos, um bife corpulento e um queijo camembert inteiro. Antes dos combates bebia uma média de cinco litros de leite. Georg Karl reformou-se, dedicou-se a escrever livros sobre o cosmos, a mente e o aperfeiçoamento físico e, no intervalo, gastava o seu tempo a desmentir estas minudências sobre o seu apetite cavalar. Jurou que só comia vegetais, e crus, e frutos secos. De pouco lhe serviu, mesmo quando, para provar a sua teoria, aos 85 anos, saltou em público cinco vezes seguidas por cima de uma cadeira. A malta ria-se e perguntava como é que um velhote daqueles fazia tais coisas à custa de espinafres? Houve quem, na galhofa, quisesse mudar-lhe a alcunha para Popeye. Indigno para o velho Leão Russo…"

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Mister, um dos nossos para sempre...

Vermelhão: Homenagem grande; resultado curto...!!!

Benfica 2 - 1 Marselha


Noite marcada pela extraordinária homenagem ao nosso Eriksson! A maior ovação da noite, uma das mais prolongadas que me recordo no Estádio da Luz, totalmente merecida, para o Eriksson e para os antigos jogadores presentes!!!

Pré-jogo dominado pela polémica com a proibição que os franceses começaram por anunciar aos nossos adeptos no jogo da 2.ª mão, algo que o Benfica, retaliou! Resultando num recuo francês, permitindo assim a presença de adeptos do Marselha na Luz!
Durante o jogo, 'estranho' comportamento nas bancadas das claques do Benfica! Muito sinceramente não percebi se foi protesto, ou se a polícia fez alguma coisa!!!


Em relação ao jogo, regresso aos jogos 'frustrantes', com a equipa a jogar menos, do que pode! Mesmo assim, obtemos um resultado muito escasso para a aquilo que fizemos, e muito perigoso para a 2.ª mão, numa partida onde voltámos a desperdiçar muito... e voltámos a conceder um golo, numa sequência absurda de erros individuais, que pode ser fatal! Isto contra uma equipa totalmente ao nosso alcance, mas que em casa, sem jogo no fim de semana para a Liga, irá criar muitos problemas na próxima Quinta!

O Marselha é 'fraco', coletivamente tem muitos problemas, as transições defensivas têm muitos buracos, mas também têm alguns 'cavalos de corrida', daqueles 'fuções' que não passam a bola a ninguém, e como têm jogadores fisicamente fortes, podem criar problemas sem aviso!

O 442 deles criou-nos alguns problemas, nas costas dos nossos médios centro, mas foi quando eles mudaram para o 433, que tivemos mais dificuldades, com o Roger a demorar uma eternidade em equilibrar a equipa, com a entrada do João Mário... com vários jogadores completamente rotos, e alguns ficaram em campo até ao fim!!!

Onze sem alterações, e mesmo com intensidade baixa, fomos criando oportunidades! Da bancada era visível os buracos entre as linhas do Marselha, era só uma questão da bola chegar lá!!! Curiosamente na 1.ª parte, o Neres acabou por estar envolvido no 1.º golo, mas noutras ocasiões acabou por decidir sempre mal...


Em contra-ataque, no início da 2.ª parte, na melhor jogada da partida, fazemos o 2-0, e o caminho parecia estar aberto para as Meias-finais! Mas o cansaço da nossa equipa, com jogos bastante intensos nos últimos dias, com poucas alterações no onze, com bastante calor da noite lisboeta, e com as mudanças táticas do adversário, perdemos o controle da partida, durante alguns minutos... E apesar de golo sofrido aparecer numa jogada com vários erros, nos minutos antes, 'cheirava-se' que algo de errado podia acontecer!!!


Até ao fim, equilibrámos de nova a equipa, mas faltou frescura para fazer um pressing final! Nestes primeiros jogos, das eliminatórias, fica sempre a dúvida, se vale a pena arriscar em marcar mais um golo, ou em não sofrer mais um... Mas hoje, ficou claramente a ideia, que podiamos e deviamos ter marcado mais... E a assobiadela no final, após uma vitória nos Quartos-de-final duma competição europeia, deveu-se a esse sentimento: os adeptos perceberam que com um 'empurrão' do banco, seria possível, era mais que notório que vários jogadores estavam de rastos!

Agora, no Domingo, jogo complicado, contra uma das surpresas da Liga, que vai meter um autocarro e jogar em contra-ataque! Contra um Benfica, que espero eu, vai ter muitas alterações, principalmente no ataque! Se na defesa, não existe muitos jogadores para rodar, talvez o Tiago Araújo; do meio-campo para a frente, o Kokçu, o Gouveia, o João Mário, o Cabral e/ou o Leonardo devem e podem ser titulares!!!

Eliminação...

Benfica 1 - 5 Barcelos

Dois jogos onde tudo correu mal,  hoje falhámos 4 'bolas paradas'.., com jogadores lesionados e outros a recuperar... Muito mau!
Temos que melhorar muito no Play-off do campeonato!

Regressar a uma meia-final europeia


"Benfica e Marselha reencontram-se nesta noite, na Luz, às 20h00, para disputarem a 1.ª mão dos quartos de final da Liga Europa. Alcançar um bom resultado é o objetivo. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Entrar bem na eliminatória
Roger Schmidt realça as boas exibições recentes e projeta a eliminatória com o Marselha: "Mostrámos que estamos em boa forma a nível físico, mental e do futebol jogado. Os jogadores mostraram qualidade, e a equipa, na totalidade, também. Isso é um bom cartão de visita para os quartos de final da Liga Europa. É um grande jogo e uma enorme oportunidade, porque o Benfica não vai às meias-finais de uma competição europeia há algum tempo. Cabe-nos dar tudo para alcançar esse objetivo. Temos de ser fortes na 1.ª mão em casa. Precisamos de um bom resultado, e esta situação não é nova para nós."

2. Chegar o mais longe possível
Florentino deixa uma garantia e conta com o apoio dos Benfiquistas presentes nas bancadas da Luz: "Vamos entrar com tudo, como temos feito nos últimos jogos, e dar tudo para ganhar. Propusemo-nos a ir o mais longe possível na Liga Europa, e é nesse caminho que estamos. Na nossa casa, vamos aproveitar os nossos adeptos, que vão estar do nosso lado, a puxar-nos para a frente."

3. Homenagem
Sven-Göran Eriksson, antigo treinador do Benfica, e que comandou a equipa que, em 1989/90, chegou à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus ao eliminar o Marselha nas meias-finais, é homenageado hoje no Estádio da Luz.

4. Distinção
João Neves foi eleito pela 5.ª vez na presente temporada, pelos treinadores da Liga Betclic, como Melhor Médio do Mês.

5. Iniciativas solidárias
Uma das capitãs da equipa feminina de futebol do Benfica, Pauleta marcou presença na Fundação Champalimaud para apadrinhar o lançamento da Associação Portuguesa OCD Foundation.
E os Sub-23 estiveram na ReFood, em Almada, para entregarem alimentos doados em duas partidas realizadas.

6. Com vista à final four
O Benfica defronta hoje, às 18h00, na Luz, o Óquei de Barcelos a contar para a 2.ª mão dos quartos de final da WSE Champions League de hóquei em patins. No primeiro encontro, vantagem para o clube de Barcelos (4-2).
Na opinião de Nuno Resende, recentemente galardoado, pela Federação de Patinagem de Portugal, como Treinador do ano em 2023, "a equipa tem de fazer um jogo de superação". E desenvolve a ideia e deixa um apelo: "Sabemos que é um jogo difícil, mas queremos, acima de tudo, deixar tudo em campo, como é nosso apanágio, conquistar a vitória e com uma diferença de golos que nos permita estar na final four, que é um objetivo nosso. Que os adeptos venham cedo, que encham o pavilhão e o transformem num inferno para nos ajudar a carregar e a ir para cima do Barcelos, à Benfica."

7. Bons resultados
A natação benfiquista esteve em bom plano nos Campeonatos Nacionais de Juvenis, Juniores, Absolutos e Open de Portugal 2024, e a BTV entrevistou alguns dos protagonistas.

8. Parceria no ESports
Sport Lisboa e Benfica e HP juntos na promoção da modalidade."

História Agora

Homenagem à Benfica!


"HOJE E PARA SEMPRE SEREMOS TODOS SVEN-GÖRAN ERIKSSON

1. Com a frontalidade e a tranquilidade que sempre o caracterizou, Eriksson assumiu a doença que, disse, lhe dará no máximo um ano de vida. Não fosse essa frontalidade e essa tranquilidade e a homenagem que todos lhes vamos hoje prestar provavelmente não teria lugar e seríamos um dia surpreendidos com a notícia da sua partida. Obrigado pela oportunidade que nos deu de lhe fazer sentir que, neste ou noutro qualquer mundo, será sempre uma referência do Benfica e dos benfiquistas. Porque jamais se apagará da nossa memória coletiva!

2. Quando Eriksson foi contratado pelo presidente Fernando Martins, só não era um completo desconhecido porque tinha acabado de ganhar, para surpresa da Europa do futebol, a Taça UEFA ao comando do modesto Gotemburgo.

3. Muito avançado para a época, chegou a Portugal e logo se apresentou com um chapéu da Macieira na cabeça, coisa nunca vista até aí. Com um simples chapéu, mostrou que tinha já uma visão do que viria a ser o lado comercial do futebol no futuro.

4. Depois, que era o que mais interessava, revolucionou por completo o Benfica e o futebol português: - nos treinos inovadores - por exemplo, os de início de época com bola, uma completa novidade que muito espantou os jogadores, que se apresentaram para o primeiro treino de ténis convencidos de que iam correr os habituais kilómetros e mais kilómetros; - na tática arrojada, que deu ao Benfica os tais 30 metros que faltavam às equipas portuguesas fora de portas; - na mentalidade, que permitiu ao Benfica encarar olhos nos olhos os grandes clubes europeus - e que bela memória guardo daquela grande vitória em Roma, contra o futuro campeão italiano recheado de vedetas, jogado quase à hora do almoço e transmitido - coisa rara na época - pela televisão (a preto e branco). - na comunicação desempoeirada e direta, sem truques, que contrastou largamente com o que se fazia - e tanta vezes se faz ainda hoje - no nosso país.

5. Ganhou tudo o que havia para ganhar internamente, bateu recordes, esmagou adversários. Faltou-lhe - faltou-nos! -, porém, um título europeu, mas conduziu-nos a duas finais. A segunda mão da final da Taça UEFA, jogada em maio de 1983 contra o Anderlecht na Luz, é outra extraordinária memória que guardo do futebol daquele tempo: com muitas horas de antecedência e farnel a condizer, fui com um grupo de amigos na carrinha do saudoso músico Carlos Paião assistir ao jogo, sentados no cimento das bancadas e apertados como hoje não seria possível porque cabia sempre mais um. Que saudades desse tempo em que o futebol era do povo."

Eriksson: a vida é linda


"A dignidade, a simplicidade e a paz de Eriksson perante a morte; um sorriso com mais de 14 anos que não se esquece

Um cinzento metálico cobre uma paisagem idílica de um lago gelado, na outra margem as árvores estão quase despidas e a neve cobre os relvados à frente das poucas casas que conservam uma nobreza sóbria. Há, naquelas imagens, o peso da morte, mas logo virá a primavera, o sol ganhará força, as flores voltarão a exibir-se vaidosas, os pássaros cantarão, as cores recuperarão o brilho. A vida é linda.
É este, em Sunne, Suécia, o local que Sven-Goran Eriksson escolheu para viver os últimos dias. Foi lá que nasceu. Conhecêmo-lo numa reportagem do Channel 4, de Inglaterra, disponível no YouTube há cerca de três semanas. Eriksson abriu a porta a jornalista inglês e abriu o coração com a mais profunda sinceridade. Vale a pena perder quase 17 minutos das nossas vidas para perceber o que vai na cabeça de alguém que conhecemos tão bem e aprendemos a respeitar e que recebeu a sentença de morte quando lhe disseram que a merda do cancro vai derrotá-lo.
Há mais de 14 anos, em março de 2010, tive a felicidade de entrevistar Eriksson. E, hoje, voltando a ler as respostas do treinador quero acreditar ainda mais na sinceridade de cada palavra. Estava quase a completar-se 20 anos da final da Taça dos Campeões Europeus que o Benfica, com Eriksson, perdeu com o Milan. Já não se lembrava da equipa que tinha escolhido, nem se recordou do que disse antes do jogo, mas não foi preciso puxar muito pela memória para reviver o momento em que foi convidado a treinar «o Benfica de Eusébio, Torres ou Coluna», para falar de Bento, Pietra, Humberto Bastos Lopes, Álvaro, José Luís, Carlos Manuel, Chalana, Filipovic ou Nené, para se arrepiar com o «bruuuuuummmm» que faziam mais de 100 mil pessoas na Luz, uma coisa que nunca tinha visto.
Eriksson, quero acreditar ainda mais hoje, falou de coração aberto da amizade com Toni, sorriu com carinho quando ao pensamento dele voltou Neno a cantar músicas de Julio Iglesias, soltou uma gargalhada ao confirmar que o brasileiro Lima tocava violão no balneário, partilhou a admiração pelo génio de Chalana, contou histórias bonitas e feias, resumiu, numa frase tantas vezes batida, que o Benfica é especial. Talvez hoje, na Luz, quando o Benfica e os benfiquistas lhe prestarem homenagem possa viver tudo isso outra vez, possa sentir-se bem.
Acabou a conversa a partilhar o orgulho que tem pelos filhos e a manifestar a esperança que também os filhos tenham no pai.
Voltando à entrevista para o Channel 4, Eriksson diz que, agora, dá valor ao acordar de manhã, que isso mudou na vida dele, que aprendeu a viver com o diagnóstico maldito e que não pensa no dia de amanhã, nem no seguinte. Não quer sentir pena de si próprio e não falo muito da merda do cancro. «É o que é, provavelmente não consigo vencê-lo. De qualquer forma, a vida é linda», sentenciou.
Não é fácil explicar mas quem está ao lado de Eriksson sente uma aura de dignidade, simplicidade e paz. Talvez Eriksson encontre tudo isso e não o peso da morte naquele cinzento metálico com que se levantou todos os dias no final do inverno. Talvez encontre tudo isso hoje na Luz. O que custa mais a acreditar é que a vida é linda."

Esqueçam, não é esse Mourinho


"‘Special One’ sabe onde estão as câmeras e que quando o virem vão fazer perguntas

Há 20 anos, mais coisa menos coisa, andava eu pelo país a cobrir o Euro-2004, e um colega do Guardian, que já me encontrara duas ou três vezes, colocou finalmente a questão que o atormentava: «Que dizes do Mourinho? Terá sucesso no Chelsea?» Não me lembro das palavras exatas, mas terei dito algo assim: «Jon, my friend, prepara-te para algo que nunca viste! Vai abanar o vosso mundo até às fundações!». Ele ficou tão perplexo com a minha confiança que se demorou na minha expressão, procurando algum tique nervoso, algo que certificasse um precoce sinal de loucura, até troçar, entredentes: «Humm… At Chelsea?»
Pouco depois, em Coimbra, fiquei cara a cara com Arsène Wenger, que acabara de levar os Invencíveis à coroação em Inglaterra. A multidão que entrava para o Suíça-França, que o francês comentaria para a televisão do seu país, empurrara-nos para um dos lados do átrio. De uns degraus abaixo, apresentei-me e arrisquei: «Monsieur, como comenta Mourinho no Chelsea?» Não me recordo bem, deve ter dito algo de circunstância. No entanto, nunca me esqueci da expressão. Revia-a vezes depois, algumas quando lutava com o zipper dos impermeáveis junto à lateral. Puro embaraço.
Mourinho era Midas e qualquer equipa tocada pelo novo rei se arriscava a ganhar. Fosse um Chelsea que não vencia há 50 anos, um Inter que não tinha o domínio continental desde Helenio Herrera ou um Real a atravessar uma era dominada pela melhor equipa da história. Era especial no treino, e a nível estratégico, tático e psicológico. Os seus jogadores eram os mais bem preparados – com a bola sempre presente, o que os motivava ainda mais, o trabalho incidia no aspeto físico e técnico ao mesmo tempo -, e ele fazia rapidamente com que acreditassem que não havia melhores no mundo. Depois, pairava na sala de impresa e usava-a a seu bel-prazer.
Já o disse antes, esse Mourinho é outro, não aquele que nos bate agora à porta. A periodização tática já não faz tanto a diferença porque o treino evoluiu, a nível estratégico há quem seja tão ou mais minucioso e os jogadores não são tão facilmente convencidos, porque o próprio técnico deles se queixa quando antes não o fazia. O Special One deixou-se dominar por fantasmas e também nas conferências parece ter perdido o jeito de falar para dentro. Os resultados refletem-no, mesmo que tempos a tempos disfarce com uma Taça, a Liga Europa ou Conferência. A isso, juntou-se uma ideia pragmática e cínica de jogar.
Mou sabe, como poucos, jogar o jogo fora das quatro linhas. Sabe onde estão as câmeras e que, ao aparecer, surgirão perguntas e notícias. Avalia momentos e antecipa cenários, como os de Sporting, Benfica e FC Porto, que podem mudar, por razões diferentes - e se nos dragões ganhou tudo, já na Luz deixou trabalho incompleto e um dia chegou a estar a caminho de Alvalade. Sabe depois fazer-se desentendido, lê-se que quer continuar nas grandes ligas, mesmo que olhem menos para si. É por isso que, também por cá, os portugueses têm de perceber para qual dos Mourinhos estão a olhar."

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Benfica (ou outro português) muito perto de ir direto à Champions...

Pinto da Costa, o maior fascista do futebol português?


"Se não há liberdade de expressão no futebol, os responsáveis disso são os clubes

"Fico triste porque quando estamos próximos do 25 de Abril, que foi feito para termos muita liberdade, incluindo a de expressão, ao futebol ainda não chegou o 25 de Abril"
Pinto da Costa, presidente do FC Porto, sobre processo disciplinar de que foi alvo após críticas à arbitragem no Estoril

Pinto da Costa, presidente do FC Porto, mostrou-se revoltado com a instauração de um processo disciplinar após denúncia do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, na sequência da revolta do dirigente, contra o árbitro António Nobre e o VAR Tiago Martins, após nova derrota do FC Porto contra o Estoril.
O presidente portista não foi meigo. Disse, entre outras coisas, que Tiago Martins já no passado fez o FC Porto perder um campeonato, num jogo com o Gil Vicente, e que o clube tem sido «vergonhosamente prejudicado». Mas na verdade, vendo bem as declarações, nunca coloca em causa a honestidade dos árbitros, apenas a competência. E, para mim, isso nunca deveria resultar em processo disciplinar (o que não quer dizer que venha a resultar em castigo; veremos...).
Em todo o caso, o regulamento disciplinar da Liga, feito pelos clubes, é que determina o que os dirigentes podem ou não dizer sobre os árbitros. Pinto da Costa diz que o 25 de Abril e a liberdade de expressão não chegaram ao futebol, mas se a responsabilidade é dos clubes, quem será o dirigente mais responsável nisso? Talvez o que é presidente há mais de quatro décadas de um dos maiores clubes portugueses? Não será, então, Pinto da Costa o maior fascista do pontapé na bola cá do burgo?
Se é tão defensor assim da liberdade de expressão, porque não acabar com os regulamentos internos que multam jogadores apenas por falarem, independentemente do que disserem – o que provavelmente é inconstitucional?..."

Prémio de consolação


"Portugal e as suas seleções precisam de ter à sua frente os melhores treinadores formadores

A Seleção Nacional Feminina sub-19 venceu, na última terça-feira, a congénere da Suíça por 1-0. À primeira vista pode parecer uma boa notícia… e uma vitória é sempre uma boa notícia. Na realidade, esse resultado mais não foi do que um prémio de consolação. Porque nos permitiu manter a Seleção sub-19 na Liga A da Ronda de Elite. Porém, e esta é a má notícia, a Seleção portuguesa partiu para este jogo já sem hipóteses de apuramento para o Europeu sub-19, que terá lugar na Lituânia de 14 a 27 de julho.
E é isso que tem de ser tema de profunda reflexão. Porque esta Seleção junta só as duas melhores gerações de sempre de jogadoras, as nascidas em 2005 e sobretudo 2006. Falhámos o apuramento porque empatámos com a Itália e perdemos com a Inglaterra. Mas falhámos porque existe em redor das seleções de formação do futebol feminino uma tremenda falta de exigência. No ano passado, com esta mesma geração de 2006, já tínhamos perdido também o apuramento para o Euro sub-17. Nada se passou, ninguém questionou, não se pediram responsabilidades. O resultado foi agora um novo falhanço, desta vez com as sub-19. E curiosamente - ou talvez não - os responsáveis são os mesmos.
Estes resultados espelham, no fundo, o desleixo nas camadas jovens das seleções (menos mal que as sub-17 conquistaram o apuramento para o Europeu) que, a manter-se, terá repercussões no futuro. Situação que, confesso, não consigo entender tendo em conta que as jogadoras chegam atualmente melhor preparadas para estes contextos, temos muito mais talento e qualidade em quantidade. Mas os resultados (insisto, sub-17 à parte) não aparecem. Recentemente perdemos, em sub-15, 11-1 com a Alemanha e 9-1 com a Espanha em sub-19. Uma catástrofe. Parece que importante é participar… mas sem o mínimo grau de exigência.
Portugal e as suas seleções precisam de ter à sua frente os melhores treinadores formadores. Porque se há trabalho que está a ser bem feito, se há talento a aparecer nos clubes, as seleções têm de saber tirar proveito disso mesmo.
Fica o alerta."

Atypical: Rivalry Pro Basketball Game Day in My Life! SL Benfica vs Sporting CP - Parte II

Lanças...

6, excerto...

Total, excerto...

Ataque, excerto...

FanZone, excerto...

Central, excerto...

Central, excerto...

Total, excerto...

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Marselha...

RND: 45 minutos...

O Cantinho Benfiquista #170 - Não Está Fácil

Outros tempos... em francês!

António Leão.... e o Vata!

Vizak: Liga Europa...

A vertigem da loucura!


"Não me tenho debruçado muito sobre o Benfica atual, contingências da vida e um maior desapego pelo futebol levaram-me a colocar um pouco de lado a escrita rudimentar pejada de erros e falhas mas com alguns laivos de brilhantismo tal e qual como sucede na vida de tudo e de todos, a uns mais a espaços a outros com maior frequência.
Pegando naquilo que me levou a esta escrita, a loucura que reveste todo o Benfiquista que se preze, dei por mim a avaliar a vertigem que tem sido estes últimos anos, como se conseguiu destruir uma hegemonia que não era aparente, mas sim consistente que apesar de não colhermos muitos frutos disso, permite a que nos últimos 11 anos o nosso principal rival da atualidade apenas tenha ganho 3 campeonatos contra 6 nossos e aparentemente 2 do Novo Banco (até ao lavar dos cestos é vindima portanto não se ponham já a deitar foguetes)…
Dentro desta vertigem tivemos diversa etapas, tumultos internos e um alinhar de agulhas concertado externo que ainda hoje em dia faz mossa, principalmente nesta era digital onde os influenceres tomaram as rédeas da comunicação e com isso moldam as opiniões a seu belo prazer.
Nestes 11 anos tivemos 4 treinadores campeões, todos com o mesmo ciclo…ilusão e paixão arrebatadora, rapidamente substituída por uma vontade férrea de destruição, ódio e perseguição.
Começamos com Jorge Jesus, o treinador mais titulado da nossa história, cujo projeto permitiu um recuperar da mística adormecida, o regresso do inferno da Luz e o regresso às finais europeias, se bem que da liga Europa, um regresso é um regresso, um treinador cujas falhas foram sempre escrutinadas ao pintelho, cujas táticas foram escalpelizadas ao pormenor cujos erros de português foram sempre colocados num pedestal superior à sua capacidade de treino e construção de equipas, destruído pelo próprio ego e pela massa adepta, saiu pela porta pequena para voltar mais tarde e ser completamente arrasado dia sim dia sim…sina de treinador mais titulado da nossa história…
Se fizemos isto a quem mais ganhou, como é que alguém que vence um mero campeonato é um taça da Liga pode estar a salvo do que quer que seja…
O seu substituto, Rui Vitória, antes de chegar era amado por ser um gentleman, bem falante, comedido, até visto como um treinador moderno…nada que não muda-se com uma assinatura num contrato com o clube de Eusébio, a partir desse momento, mesmo ganhando tudo, com momentos de brilhantismo, com momentos de sofrimento e de dar o corpo as balas ao maior ataque concertado da história do futebol nacional, saiu, também ele vergado a uma massa adepta que ignora os triunfos ao primeiro deslize ou mau resultado que trucida tudo e todos para ver algo que viram ninguém sabe muito bem onde, isto porque num ano o projeto certo é o do Ajax, no ano seguinte é o do Leipzig, a seguir o da Atalanta, depois o do Salzburg “and so on”…quais cata-ventos que apenas dão valor ao que não tem…
Vergado a resultados menos bons com o menor investimento da nossa história recente, e que mesmo assim só sucumbe com a lesão de Jonas e um pontapé milagroso de Herrera, é escorraçado como um cão, para o seu lugar…
LAGEBALL, o ídolo, o bem amado, o bem falante o prodígio lançador de miúdos , que devora um campeonato já entregue em bandeja aos azuis mas que mesmo nesse ano não escapa à fúria dos seus…dar 10-0 ao Nacional da Madeira…uma afronta ao futebol moderno…outra dessas é estás a treinar o Picheleira…
6 meses de Olimpo, para quase um ano de MerdaBall…perdoem a expressão, a destruição total por tudo e todos que não lhe perdoavam nada, o milagre estava lá atrás e nem as 5 batatas na Supertaca serviram para o que quer que seja…os treinadores da moda eram os Pepas ou os Amorins e companhias…Lage de bestial a besta o rumo normal…
O regresso do mal amado em ato de auto destruição abriu caminho a “Ir you love football, you love Benfica”…
6 meses de paixão ardente, 6 meses assim assim, um campeonato e uma Supertaça depois é “Herr Schmidt” já tem o mesmo destino dos seus antecessores traçado pelos de sempre, um beijo e um queijo, vai e não voltes…
É hora de quebrar este ciclo!!!
Isto não pode continuar, na base do Tetra estiveram 4 anos de sofrimento, 4 anos que deram origem a 4 anos a ganhar quase tudo, é preciso estabilidade e continuidade, não se pode mudar porque os adeptos não gostam e assobiam, porque os adeptos não gostam e assobiam sempre por dá cá aquela palha, se nem um treinador como Trappatonni escapou ao tribunal da Luz mesmo com o seu palmarés invejável, quanto mais qualquer outro…e quem vier sujeita-se ao mesmo ciclo, um ciclo que tem de ser quebrado de alguma forma para voltarmos a meter medos aos rivais que esfregam as mãos com a nossa instabilidade, eles que tanto contribuíram anos a fio para ela com todas as fantochadas que tem sido desmanteladas em tribunal julgamento após julgamento!
É hora de travar a loucura!
Roger Schmidt deve continuar ponto final e se os jogadores não gostam ponham-se nas Caldas da Rainha a apreciar loiça local!
Não está a salvo de escrutínio tem de fazer regressar o patamar exibicional daqueles 6 meses, mas há que apostar na continuidade."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Retiraram pontos a Everton e Forest, mas o Man City não foi sancionado: porquê?

Zero: RBR Playbook #77 | Contrato standard para Neemias

Fora de Jogo: 90+3' #34 - César Peixoto - Parte 1

Mourinho e o Benfica


"De tempos a tempos parece haver a necessidade de um acerto com o passado

«Sei que um dia voltarei a treinar o Benfica». Foi assim, de forma desabrida, no longínquo ano de 2001, que um jovem José Mourinho revelou a um ainda mais jovem repórter qual das estradas por onde caminharia novamente. Fê-lo numa daquelas conversas que seriam impossíveis nos tempos atuais: ele em pleno balneário no Estádio Municipal da Marinha Grande, onde o UD Leiria se treinava, eu de bloco e caneta em riste, sem quaisquer intermediários, cada um nas suas funções, onde a palavra e o respeito pelo que se podia dizer ou não dizer obedecia a acordos tácitos que são hoje difíceis de explicar a quem não está ser habituado ao contraditório saudável.
Aquela entrevista tinha um motivo: havia indícios claros de que o Benfica se tinha arrependido de o mandar embora uns meses antes e tentava emendar a decisão, pelo que quisemos perceber, em primeiro lugar, o que havia de concreto e, de seguida, qual seria a sua recetividade em voltar. Mesmo com a pouca experiência no terreno recordo-me de perceber, quase na hora, que aquelas palavras consubstanciavam uma espécie de fundo de poupança e que o seu futuro imediato não iria passar pelo regresso à cadeira onde se sentou pela primeira vez para dirigir uma equipa. Até porque durante a conversa também lhe perguntei se já tinha sido contactado pelo FC Porto, ao que me respondeu com não tão redondo quanto o seu sorriso. Há coisas que só se confirmam formalmente depois, mas que parecem já escritas nas nuvens.
A verdade é que logo no princípio da carreira José Mourinho mostrou estar muito à frente dos outros na forma como utilizava as palavras (e muito mais tarde, os silêncios). Era, em certa medida, um três em um: treinador, diretor desportivo (porque definia o perfil de jogadores a contratar) e diretor de comunicação, muito antes, sequer, de o termo surgir no léxico do futebol nacional.
Deixar janelas em aberto sempre foi uma das suas estratégias e mesmo quando surgiram convites como aquele que Luís Filipe Vieira lhe fez em 2019, encontrou uma forma de nunca beliscar nem dirigentes, nem adeptos, nem o clube. Mesmo que em bom português a justificação da recusa fosse um simples ‘Isso é pouco para mim’.
Cinco anos depois, eis que Benfica e José Mourinho voltam a entrar na mesma frase, mesmo que os verbos (ou os seus tempos verbais) variem consoante a hora do dia. É uma espécie de sebastianismo ao qual os encarnados parecem estar fadados, como se houvesse um acerto obrigatório com o destino.
Rui Costa (ele próprio um produto do programa Regressar) será sensível a isso e nenhum presidente de um clube português fecharia a porta à possibilidade de, pelo menos, estudar a possibilidade de contar com Mourinho, caso os astros assim o determinassem.
A questão de fundo, porém, não é de casos mal resolvidos no passado ou mesmo temas de ordem financeira: é que se porventura este cenário avançasse (estamos, apenas, no capítulo das hipóteses, mas o futebol é um campo cheio de possibilidades) era todo um futebol diferente que se poderia esperar dos encarnados, obrigando a outros perfis de jogadores. Seria, no fundo, a confirmação de uma gestão desportiva assente em golpes de asa. À boa maneira antiga. Às vezes resulta…"

Direitos televisivos: a força da lei nunca terá a força da vontade


"A centralização de direitos televisivos vai ser imposta, contra o interesse dos maiores

A centralização de direitos televisivos do futebol profissional em Portugal tem força de lei desde fevereiro de 2021, com aplicação obrigatória a partir da época 2028/2029 (por força de compromissos pré-estabelecidos unilateralmente pelos clubes que duram, alguns, até final da temporada anterior) e apresentação de um plano à Autoridade da Concorrência até junho de 2026. Dois anos antes, portanto, da entrada em vigor do decreto-lei e do que se acredita poder vir a constituir uma nova era no futebol português.
O assunto tem sido timidamente referido ao longo dos anos pelas instâncias que regulam o futebol nacional (com maior insistência por parte da Liga) e foi entretanto formada, ainda no final de 2021, a Liga Portugal Centralização, empresa encarregada de obter acordo entre todos os clubes profissionais e elaborar o caderno de encargos a entregar dentro de dois anos.
Entre 2021 e 2024, valha a verdade, poucas novidades tem havido sobre o tema. Anteontem, em entrevista ao ECO e à BTV, o responsável pela área financeira da SAD do Benfica (e representante da mesma na Liga Centralização) ajudou involuntariamente a explicar porquê: a centralização, no fundo, não interessa aos clubes hegemónicos, sobretudo ao que maiores receitas gera. «O Benfica vale mais sozinho do que integrado num processo de centralização», afirmou Luís Mendes, administrador executivo e 1.º vice-presidente da SAD, bem como vice-presidente do clube da Luz.
Do lado dos outros dois maiores clubes portugueses ninguém é tão taxativo — porque nenhum deles tem tanto valor de mercado, convenhamos —, mas parece claro que também não se sentiriam desconfortáveis se se mantivesse uma diferença de 1/15 de receitas TV entre o menos bem e o mais bem pago dos clubes, em vez dos 1/1,5 ou 1/2,5 que se verificam nas maiores (e centralizadas) ligas europeias.
Percebe-se a estratégia do Benfica? Claro que sim, do ponto de vista capitalista e mercantilista. É a que melhor serve o futebol português? Decididamente não. Portugal é o único país europeu, entre os que têm campeonatos relevantes, que ainda não centralizou os direitos de televisão.
As queixas sobre os problemas financeiros e a falta de competitividade da nossa Liga são recorrentes. Abrem-se bocas escandalizadas com a existência de ordenados em atraso ou com a não eficácia de regras de não inscrição de jogadores. E logo saltam exemplos de grandes ligas onde equipas perdem pontos por incumprimentos e sociedades ficam impedidas de registar novos contratos. Justamente: são ligas onde estão criadas condições de relativa igualdade de oportunidades, aumentando a justeza da aplicação de regras rigorosas. É uma espécie de princípio da proporcionalidade
Quando, em Portugal, chega a hora de encontrar uma solução, cada um prefere continuar a olhar para o próprio quintal. Nada de muito diferente (lá estou eu) do que se passa na sociedade, onde a distribuição equitativa de riqueza não é propriamente imagem de marca e dificilmente se verá, da parte dos mais ricos, vontade de mudar muito o estado das coisas.
A centralização de direitos televisivos vai avançar porque um Governo assim o determinou. Mas a força de uma lei nunca terá a mesma força de uma vontade."

Negócio Mistério - S02E13 - Sinama Pongolle no Liverpool

‘Sprint’ de Telma


"Não deixa de ser curioso que para alguém que tem tido uma carreira desportiva que é uma maratona, de sucesso, esta parte final acabe por ser um 'sprint'.

Quando, há cerca de um semana, saiu a convocatória da federação de judo da Seleção para o Campeonato da Europa de Zagreb, entre 25 e 28 de abril, e entre os 16 nomes encontrava-se o de Telma Monteiro, as notícias e expectativas não podiam ser melhores.
Ainda que seja preciso confirmar a presença na Croácia, tal só podia significar que, depois de ter sido operada a uma rotura do ligamento cruzado do joelho esquerdo e os consequentes seis meses de ausência, a judoca do Benfica está pronta para iniciar a corrida final a que está obrigada para concretizar aquele que será um dos seus últimos grandes objetivos, como atleta: competir nos Jogos de Paris-2024. E digo um dos últimos porque o último deve ser mesmo acabar medalhada. Se for de ouro ainda melhor. Não seria igual a ela própria se não pensar assim, esteja em que condições estiver.
Serão, aos 38 anos, os seus sextos Jogos, algo que nunca ninguém conseguiu no judo desde que a modalidade se tornou olímpica em Tóquio-1964 e fixou-se definitivamente em Munique-1972.
Não deixa de ser curioso que para alguém que tem tido uma carreira desportiva que é uma maratona, de sucesso, esta parte final acabe por ser um sprint — faltam quatro provas de qualificação - para pontuar e se manter nos lugares de apuramento no ranking olímpico da federação internacional.
Mas, para alguém como Telma Monteiro, esse será apenas mais um obstáculo que, certamente, a tem motivado depois de já ter sido obrigada a uma recuperação do joelho, tentando não perder qualidades de treino técnico e físico, para se manter em tal desafio. Afinal, já lhe aconteceu algo semelhante na caminhada para os Jogos do Rio-2016, ainda que nessa altura estivesse bastantes posições mais acima no ranking. Tirando na estreia em Atenas-2004, aos 18 anos, pela primeira vez chegou aos Jogos sem ser cabeça de série devido a outra operação ao joelho que só ela saberá como lhe saiu da pele estar pronta a tempo. E no Brasil acabou medalhada de bronze.
Coincidentemente este regresso à competição acontecerá num Europeu, evento no qual, em novembro, sofreu a grave lesão em Montpellier que quase lhe matara o sonho, mas também numa das provas onde mais vezes terá deixado a marca da excelência ao conquistar seis títulos num total de 15 pódios (6+2+7) em 16 participações. A que há a ainda a juntar uma prata, em 2019, em equipas mistas. Será a 18.ª presença num Euro, um recorde que tão cedo ninguém da Seleção poderá bater e isto sem colocar o peso das medalhas que estão associadas.
Um mês mais tarde será o Mundial de Abu Dhabi, campeonato no qual tem mais cinco pódios (0+5+1) e jogará a cartada final para garantir o visto olímpico e também aí deverá ser a última participação.
Independentemente da concretização do objetivo final, Telma não é apenas uma dos maiores atletas de Portugal do início do século XXI mas da história do País, mantendo-se no top da modalidade há mais de 20 anos. Chegar depois de tudo a Paris-2024 será por si uma vitória, mas se não acontecer figurará apenas uma nota de rodapé da carreira."

O custo do TAD


"Quem perde no TAD uma ação suporta cerca de seis mil euros de custas

A Portaria n.º 301/2015, de 22 de setembro, fixa as custas da arbitragem necessária junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD). Ou seja, fixa o valor que a parte tem de suportar para aceder ao TAD, ou para se defender no âmbito de um processo no qual seja demandada, tendo por base o valor da ação.
Mas, em concreto, que valores de taxa de arbitragem e de custas processuais estamos a falar?
Recordemos, antes de mais, que o recurso ao TAD não é uma opção para que pretende dirimir litígios do foro desportivo - é uma obrigatoriedade, imposta por lei, no âmbito da chamada «arbitragem necessária».
Naturalmente, o acesso ao TAD, assim como o acesso a qualquer outro tribunal, não é gratuito.
Anteriormente, intentar ou contestar uma ação nos Tribunais Administrativos implicava o pagamento de uma taxa de justiça a rondar os €600 (na maior parte dos casos, atendendo ao facto de aos litígios ser dado um valor indeterminável). Atualmente, e de acordo com a Portaria a que acima aludimos, a tabela prevê um valor de €900 para uma ação com o mesmo valor indeterminável. Se for necessário deduzir um pedido de decretamento de providência cautelar - até porque a entrada da ação arbitral não tem efeito suspensivo - acrescem mais €450 aos €900 já referidos - €1350. O mesmo para a parte que se defende.
Quem perde, no TAD, uma ação deste género, suporta cerca de seis mil euros de custas. Nos tribunais administrativos tal não acontece.
A justiça desportiva é, objetivamente, cara, o que pode dissuadir aqueles com parcos meios financeiros (por exemplo, atletas amadores ou clubes de pequena dimensão) de fazer valer os seus direitos junto do Tribunal - sendo certo que o apoio judiciário, infelizmente, não dá resposta a todos os casos."

Contas Feitas, Dúvidas Desfeitas, excerto...

105x68, excerto...

6, excerto...

Total, excerto...

Central, excerto...

Hora, excerto...

Total, excerto...

Zero: 4.ª à grande...